São 14h50, cerca de 30 mulheres, cada uma com uma lata de tinta na mão e uma idéia na cabeça. No dia 31 de março, grafitts feitos por mulheres estão no muro da Previdência Social de frente ao viaduto Angelo Gaiarsa, em Santo André.
Grafiteiras passam a realidade do dia-a-dia, com toques de “amor e ódio”. “Muita mulher passa para o desenho o sentimento reprimido, passar realmente o que sentimos”, diz Liliana Pereira. Desenhos sobre amor,sexo, família e problemas sociais é o que mais expressa os sentimentos dessas mulheres. Algumas já são mães e além do desenho há a preocupação com os seus filhos.
De cada grafitt pronto percebe-se o olhar sério da grafiteira, analisando o desenho, vendo a obra pronta, o que aquilo que foi desenhado pode significar. O futuro? “ Não consigo dizer se esse desenho que terminei é sobre o futuro, não vejo o futuro como tempo distante, acredito no meu agora”, fala Carol Carvalho.
Outro fato importante em ver as mulheres grafitando foi notar o interesse dos homens pelo que está sendo realizado. Os grafiteiros dão a maior força para as meninas, dão toques sobre os desenhos, tipos de cor na pintura, são considerados integrantes principais para as produções dos grafitts delas. “Não vejo eles como inimigos, tudo que sabemos até agora devemos a eles, não há concorrência, eles respeitam os nossos desenhos e nós os deles”, Crivelari Andrez.
As mulheres estão influenciando as novas gerações com as pinturas, os irmãos Jonathan Furtado e Agatha Furtado, ficam ao lado da mãe desenhando heróis, “não forço as crianças a nada, desde muito pequenos eles me vêem desenhando quadros, mais como hobby e hoje eles estão aqui me ajudando no graffit, conclui Cibele Furtado.
Olá, tudo bem? Muito legal sua colaboração. Só uma dica boba: há horas em que vc escreve grafite com dois "t" e horas que escreve com dois "f". Confesso que eu prefiro o nosso "grafite" em português mesmo. Mas enfim, fica ao seu critério. Grande abraço!
Thiago Camelo · Rio de Janeiro, RJ 9/4/2007 17:00
Gostei, mas o texto está um pouco curto. Ah e cabia mais algumas imagens.
Abraço!
Muito bom saber um pouco mais sobre essa cena. O grafiti como manifestação artística tipicamente urbana, tem ganhado espaço por aí a fora. Eu mesmo quando morava em São Paulo fazia alguns desenhos. Quanto ao texto, poderia ter sido melhor explorado. Mas valeu mesmo assim, abraço.
FILIPE MAMEDE · Natal, RN 11/4/2007 08:09Gostei do texto, ainda mais por se tratar de um assunto pouco abordado nos meios de comunicação. Em tempos em que as mulheres fazem cada vez mais coisas que antes eram consideradas "coisas de homens", é bom saber que as mulheres também estão grafitando, além disso, o grafite não deixa de ser mais um tipo de lazer. Mas eu também prefiro o nosso grafite brasileiro do que o seu grafitt americanizado, principalmente porque o overmundo explora a cultura tipicamente brasileira.
anaflores · Ribeirão Preto, SP 13/4/2007 20:29Olá o texto está muito legal, só acho que deveria ter mantido a palavra grafite em português mesmo, não vejo necessidade nenhuma em escrever grafitt.
carlitha · Ribeirão Preto, SP 13/4/2007 20:36Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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