De todo o vasto estoque de personagens que o gênero fantástico deixa à disposição de seus autores nenhum fascina tanto os brasileiros quanto os vampiros. Tais criaturas fazem parte da mitologia e do folclore de diversas culturas há tempos, mas ganharam fama literária em 1879 com o lançamento de Drácula, de Bram Stoker. Por aqui, já exploraram o tema pelo menos duas telenovelas de grande audiência - Vamp e O beijo do vampiro -, além de muitos outros exemplos na música, nos quadrinhos, em programas humorÃsticos... Mais afeito ao terror, o vampirismo é o mote por trás de uma série de livros que podem ser considerados verdadeiros best sellers nacionais nesta área, todos de autoria de André Vianco e lançados pela editora Novo Século. Contudo, a ficção cientÃfica também faz sua parte para a construção do mito em nossas terras, sempre buscando substituir elementos sobrenaturais por explicações laicas e técnicas. Fazem parte deste grupo, escritores como Fábio Fernandes, Gérson Lodi-Ribeiro e Flávio Medeiros Jr. que ou já têm ou ainda pretendem lançar obras protagonizadas por homens-morcego. Em 2006, um novato chamado OsÃris Reis entrou para esta galeria com um verdadeiro projeto multimÃdia.
Ancorado pelo que pretende ser uma série de nada menos que oito livros, este projeto sem dúvida é um dos mais ambiciosos em andamento no paÃs com relação à ficção cientÃfica e ao terror. Isso por qualquer ângulo que se procure olhá-lo. Nascido em Goiás, mas radicado na Capital Federal desde 2001, OsÃris Reis coordena lá de BrasÃlia os esforços em torno da adaptação de sua idéia para outras plataformas. No site http://www.trezemilenios.xpg.com.br o internauta pode ter uma noção do que se planeja: já estão disponÃveis imagens 3-D baseadas nos personagens e em objetos presentes na série, um trailer com narração feita pelo próprio autor e músicas instrumentais, entre outros brindes. Como atualmente o goiano faz o curso de Audiovisual - Tv, Rádio e Cinema - da Universidade de BrasÃlia, e já participou da produção de documentários e de curta-metragens locais, o auge do trabalho pretende ser um filme inspirado nas obras literárias. A julgar pelo que se pôde ver no primeiro livro, caso venha mesmo a ser feita, teremos a versão nacional e com caninos proeminentes de CalÃgula; pelo menos no que diz respeito a derramamento de sangue e a cenas de sexo explÃcito.
O livro em questão é Treze milênios - Gênese vermelha, o Volume I de toda essa inusitada saga vampÃrica, publicado em 2006 pela editora Corifeu. Tudo começa em um futuro logÃnquo, uma data tão distante que parece algo proposto por Isaac Asimov. Em 7523, a humanidade conquistou o espaço, já fez intercâmbios pacÃficos com outras culturas, dominou os quarks e construiu uma utopia de prosperidade, uma democracia direta intermediada por computadores. Neste contexto idÃlico, vive o protagonista da história, um médico que tem o nome mais ambÃguo da história de nossa FC: Adolf Schindler. O personagem se prepara para comandar uma missão de exploração espacial em companhia de uma tripulação formada por outros seis capitães de origens diversas, entre eles, Mani, Ãndia descendente de brasileiros. Tudo se encaminhava para uma ambientação tÃpica de uma space opera, como aquela aparentemente infinita coleção de livros da série alemã Perry Rodhan. Porém, uma experiência clandestina de manipulação do tempo, posta em prática por um daqueles tripulantes, dá um rumo diferente à trama e carrega com ela meia dúzia de cobaias involuntárias.
A princÃpio, o objetivo do capitão renegado Eurass Brown era fazer um breve passeio - sair do ano 7523 para chegar a 7393. Algo dá errado, e o que deveria ser uma esticada de menos de um século e meio se tornou uma jornada composta por aqueles 13 milênios que dão nome à série. Pior que isso, ao chegarem ao ano de 5477 a.C. os viajantes do tempo descobrem que suas estruturas foram modificadas radicalmente no experimento. Não há porque fazer suspense: OsÃris Reis dotou seus sete personagens com as caracterÃsticas que nos acostumamos a identificar nos vampiros. Desde a imortalidade e a capacidade de regenaração até a necessidade de beber sangue e a fraqueza letal aos raios solares, o escritor buscou fornecer explicações cientÃficas para tudo, partindo de uma alteração cromossômica planejada pelo antagonista do livro.
Teoricamente, o que os novos imortais precisariam para retornar à normalidade de suas vidas seria tentar não interferir na vida da humanidade, e com isso evitar alterações no futuro. Tudo isso e mais uma espera de 13 mil anos. Na prática, os planos dos membros do grupo entram em choque. Se o sempre ético Adolf Schindler pretende manter o ideal não-intervencionista, para preservar a utopia que virá, Eurass Brown não tem a menor intenção de se conter, e quer implantar um império na pré-história mesmo. A trama neste primeiro livro ocupa aproximadamente meio século, no qual a postura dos vampiros - dos sete pioneiros do século LXXVI e dos vários outros que eles criam entre os humanos locais - se alterna entre esses pólos. Os resultados são as já mencionadas sequências de derramamento de sangue e de cenas de sexo explÃcito: o escritor iniciante oferece a seus leitores algumas das descrições mais detalhistas e chocantes que a FC brasileira já produziu em ambos os quesitos. Torturas, desmembramentos, estupros e orgias com praticamente todas as tendências sexuais imagináveis formam um cardápio que daria orgulho a Vlad Tepes, o sanguinolento prÃncipe da Valáquia que inspirou Bram Stoker a criar seu livro mais famoso. Seguramente, não é algo recomendável para todo o tipo de leitores.
Gênese vermelha dá pistas de que seu autor pretende algo mais que contar a história secreta sobre a origem do mito do vampirismo. Detalhes, alguns mais sutis, outros nem tanto, dão a perceber que a influência dos sete vampiros vai se estender para outras mitologias, provavelmente percorrendo, ao longo da série, uma listagem do imaginário humano em todas as partes do mundo. Um detalhe tão ou mais ambicioso do projeto quanto as várias mÃdias em que ele pretende se lançar. Vai exigir bastante fôlego de seu idealizador, um esforço de pesquisa e uma habilidade narrativa enormes para dar coerência a tal saga. Pela amostra inicial, o escritor de 27 anos que propõe essa jornada conta com pontos positivos e negativos para acompanhá-lo pelo caminho.
OsÃris Reis tem uma formação bem pouco usual que lhe dá boa vantagem para tratar das especulações que acumula pelas páginas do livro. Antes de começar o curso de Audiovisual, ele frequentou três semestres de Medicina, ainda na Universidade Federal de Goiás, e outros três de Mecatrônica, já na UnB. Tal currÃculo ajuda a explicar alguns bons momentos do seu livro de estréia, quando ele descreve minúcias técnicas sobre como foi possÃvel a viagem no tempo, ou ainda quais são as extensões das alterações orgânicas dos primeiros vampiros. Neste último ponto, especificamente no trecho em que Adolf Schinler tem uma visão da nova composição celular dele e de seus colegas, o escritor foi especialmente feliz. O brasileiro consegue extrair daquela situação em nÃvel molecular, algo semelhante ao que o americano Arthur C. Clark fez em planos bem mais amplos.
Vamos comparar, primeiro algumas linhas de Treze milênios - Gênese vermelha:
"Agora, Adolf estava microscópico. Até que se aproximou de um neurônio imenso. Uma célula cerebral sofisticadÃssima, semelhante a uma estrela. RaÃzes brotavam dos raios dessa estrela, que o capitão sabia se chamarem de dendritos, com função de captar informações. Chamava a atenção um dos raios dessa figura, estendendo-se o suficiente para assemelhar-se a uma cauda. Era o axônio que, conforme Adolf aprendera na infância, passava adiante as informações que o neurônio recebera. Perto daquilo, Schindler era uma mosca na sopa. Mas ele não se assustava com isso. Não dizia nada. Apenas observava as ondas de eletricidade estática, brilhantes, que corriam na membrana, na pele do neurônio. Ondas de luz que davam ao cérebro a capacidade de pensar, correndo dos pequenos dendritos para os longos axônios. Mas Adolf continuava curioso e diminiuÃa. E foi a curiosidade que o levou a mergulhar no fluxo de informações".
Agora, uma amostra de 2001 - Uma odisséia no espaço, em tradução lusitana:
"Através do telescópio, altamente potente, podiam verificar que o asteróide era muito irregular, e rodava lentamente. Ãs vezes, parecia-se com uma esfera achatada, e outras, com um tijolo grosseiramente talhado; o seu perÃodo de rotação era de pouco mais de dois minutos. Mostrava manchas de luz e sombra distribuÃdas, aparentemente ao acaso, pela sua superfÃcie, e cintilava frequentemente, qual janela distante, quando planos ou afloramentos de algum material cristalino refulgiam ao sol.
Passava por eles a quase quarenta e cinco quilómetros por segundo; para o observar de perto, dispunham apenas de alguns frenéticos minutos. As máquinas fotográficas automáticas tiraram dezenas de fotografias, os ecos do radar de navegação cuidadosamente gravados para uma futura análise, e o tempo chegou à recta para apenas uma sonda de impacto".
Além dessas boas passagens, o autor de Goiânia demonstra segurança em várias outras áreas. Ele constrói um quadro bem vÃvido do futuro imaginado, propõe uma nova e interessante maneira de demarcar perÃodos históricos, avança com sucesso no grau de complexidade da trama - o que começa perigosamete como uma historinha de amor à primeira vista, evolui de modo interessante com o passar do tempo para situações bem mais inustitadas. Todavia, há também muita coisa para melhorar até chegar ao segundo livro da saga Treze milênios.
Tais pontos negativos podem ser divididos entre casos graves e outros nem tanto. O pior deles é a construção do lado emocional dos personagens, mais notadamente do protagonista germânico. O autor evitou criar um herói idealizado demais, sem dúvidas nem autocrÃtica. Poderia ser algo interessante, mas pesou demais a mão, o resultado foi um sujeito choraminguento que vive mergulhado em autopiedade, perdendo o controle das lágrimas e dos soluços. Isso ocorre com outros personagens, mas chega ao limite do bom senso com Adolf Schindler. Leitores que já reclamam dos excessos de sentimentalismo dos vampiros de Anne Rice, deverão se apavorar com o capitão deslocado do tempo. É algo a ser muito trabalhado por OsÃris Reis se ele pretende mesmo manter a atenção do público por mais sete livros.
Um caso menos grave, é o uso da linguagem por parte dos humanos primitivos. O autor demonstra se preocupar com relação ao fato de aquelas pessoas serem tão culturalmente atrasadas = não apenas em contraste com os estrangeiros que nasceram mais de 10 mil anos no futuro, mas também em comparação ao leitor. Porém, o vocabulário dos sujeitos pré-históricos é rico demais para soar de forma realista, como parece ser a preocupação do escritor. Quem leu o capÃtulo inicial do livro de estréia do inglês Alan Moore, A voz do fogo, faz uma idéia do quanto é complicado tentar emular a fala e os pensamentos de nossos ancestrais. Mas esse é um desafio que não deveria ter sido deixado de lado.
No meio do caminho, há vários outros entraves que tornam a leitura cansativa. Certos recursos adotados fazem o texto soar muito artificial, alguns deles devido à obsessão do autor por não repetir palavras. Isso acaba gerando construções como "irmão de fulano" ou "primo de beltrano" a todo momento para substituir o nome de ciclano. Com o tempo, o efeito é bem mais irritante do que seria simplesmente ler o nome dos personagens repetidamente. No mesmo sentido, seria ótimo se o autor relaxasse em outras questões igualmente formais. Para exemplificar, o uso das mesóclises é constante em todo o texto. Seria radicalismo pedir para que não se use essa construção pronominal por ela soar pernóstica aos brasileiros, mas, pelo menos nos diálogos, poder-se-ia evitá-la sem empobrecer a prosa. Por último, novamente para aumentar a agilidade do texto, uma edição mais criteriosa eliminaria excessos e tornaria o livro bem mais magro. Não seria necessário apelar para a objetividade e secura de um Dalton Trevisan - dito o Vampiro de Curitiba, aliás -, só que, no mÃnimo, as constantes recapitulações da história deveriam ser podadas. Esse tipo de refresco para a memória do leitor é muito útil quando usado nos folhetins, mas em um romance, ele é mais que dispensável.
Enfim, 13 mil anos, oito livros e sabe-se lá quantos outros projetos paralelos são uma longa odisséia. Há tempo e espaço para se fortalecer os pontos positivos e se solucionar os negativos. Somente ao final dela saberemos se OsÃris Reis estava ou não à altura do desafio que ele mesmo se propôs. Também saberemos se a tradição em relação ao vampirismo, essa preferência nacional em termos de literatura fantástica, ganhou de fato um novo representante de peso com a saga de Treze milênios.
Este texto faz parte de um projeto chamado Ponto de Convergência, que pretende traçar um panorama da ficção cientÃfica nacional através de resenhas de livros significativos lançados ao longo da última década e de entrevistas com seus autores.
Talvez seja a hora, Romeu, de os brasileiros começarem a ler os autores brasileiros de FC. É certo que por trás disso há a máxima "não fomos nós que criamos esse gênero", mas certamente é mais fácil compreender uma história que se passe em territórios que conhecemos. Além do mais, não fomos nós que criamos o romance contemporâneo, nem o soneto, nem o romance histórico, nem as sextilhas... E mesmo assim, a literatura brasileira é infinitamente rica por suas apropriações! Por que não ter propriedade sobre a FC e garantir respeito?
Grande texto! Grande abraço!
Romeu, não posso dizer que sou uma fã entusiasmada da ficção cientÃfica (brazuca ou não), mas tô fã da tua série. Sempre muito bem escrita e pé-no-chão, com elogios, análises e crÃticas construtivas e respeitosas (como as que você faz neste texto). Não é pouco, pq se trata de uma área meio pantanosa, com tantos nomes, termos e enredos complexos (para quem é leigo como eu...). Não sei se você está publicando em outro lugar além do Overmundo, mas quando acabar a série dá até para imaginar um livro com esses artigos, não? Abraço
Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 26/9/2007 13:37
Opa, salve
Concordo inteiramente e assino embaixo de sua análise, Labes, meu caro conterrâneo.
Helena, agradeço muito seu comentário. Se for para fazer uma confissão, que ninguém nos ouça, mas a ficção cientÃfica não é meu gênero favorito, nem aquele ao qual dedico mais tempo de leitura. Então por que estou fazendo esta série de resenhas e textos?
Porque acho que este vai ser um paÃs bem melhor no momento em que dessacralizarmos a cultura, a literatura principalmente. De todos os grupos de escritores em atividade no paÃs, me parece que os que se dedicam ao fantástico (e a FC em particular) são os mais antenados com o que se faz no mundo, sem xenofobia, com interesse genuÃno em se aprimorarem. Tanto que há entre eles autores que estão à altura dos melhores do mundo.
Uma das coisas que faltam, é um pouco de visibilidade e de análise crÃtica do material, sem paternalismo, sem ações entre amigos, sem patrulhamentos ideológicos. Minha intenção é só dar um passo nessa área, sem grandes pretensões.
Sobre publicar em outros lugares: inicialmente pensei a série para o site Omelete. Mas como a idéia é um panorama e não uma agenda de lançamentos, não poderia ser feita em um local com preocupação factual como é aquele site (isso não é uma crÃtica, veja bem). O Overmundo é perfeito para isso, apesar do frio na barriga que dá a luta pelos pontos (mas o pessoal tem sido generoso nas votações).
No final talvez fosse interessante fazer uma edição pdf da série, não? Impresso acho bem difÃcil;
De qualquer forma, se ela está atingindo os leitores comuns, os não-iniciados nos mistérios dos jargões, já valeu a pena. Pelo seu comentário, estamos no caminho certo.
Grande abraço e obrigado pela força,
Ah, sim, já ia me esquecendo: deixe-me aproveitar a deixa do comentário de Helena para confirmar. Sim, eu republico os textos em outro endereço, para facilitar o acesso dos interessados: www.romeumartins.blogspot.com
Abraço,
Gostei muito,desde criança sou fascinada por vampiros,já assisti 5 vezes o Drácula e não me canso de admirar a história muito bem contada.Os vampiros são criaturas fascinantes.Adorei o seu texto.Parabéns!
cassiopeiaadg · Neópolis, SE 30/9/2007 09:29
Brigadão, cassio.
Dê uma lida no livro "Interface com o vampiro", de Fábio Fernandes, disponÃvel para download gratuito no banco de cultura do Overmundo.
LITERATURA BRASILEIRA
Os Escritores de Vampiros no Brasil estão aparecendo nas livrarias desde 2000 mas antes, já existiam livros sobre vampiros escritos pelo próprio Paulo Coelho, "O Manual Prático do Vampirismo" Obra escrita em conjunto com o autor Nelson Liano Jr. da década de 80 (recolhido das livrarias) trouxe muitas curiosidades sobre vampiros. Aqui no Brasil não existia categoria terror, agora tem. Os novos escritores André Vianco, Marcos Torrigo entre outros, estão fazendo a categoria Terror. Isso é ótimo. Os escritores de terror e vampiros esperam por isso faz tempo. A mÃdia agora pode procurar esses escritores sem medo de serem repreendidos. Afinal, se Paulo Coelho escreveu sobre Vampirismo e está lá fazendo parte da ABL. Finalmente as histórias de terror e vampiros no Brasil vão ter sua chance. André Vianco escreveu cinco livros de vampiros e o primeiro livro "Os Sete" vende bem até hoje.
Eu conheço pessoalmente mais de 12 escritores de vampiros. ( eu sou um deles mas escrevo só contos para internet desde 1996) Livros sobre vampirismo teve dois muito bons. "Vampiros - Rituais de Sangue" do autor Marcos Torrigo e "Voivode" Organizado pelo Cid Valle. Na parte de ficção de vampiros e contos de vampiros indico as escritoras Giulia Moon "Luar de Vampiros", "A dama Vampira", Martha Argel "Relações de Sangue" e "O Vampiro de Cada um", Eliana Gomes Clementino "O amor do Vampiro" e Flávia Muniz "Os Noturnos", Eric Novello "Dante" Fernando David "Amaldiçoado Sangue", Arieni Dissenha "O mundo dos vampiros" etc.
Os autores brasileiros estão muito bem. As editoras escolhem a dedo os escritores desta área exatamente pela quantidade de escritores que existem hoje. A cultura brasileira sobre vampiros cresceu muito. Eu tenho acompanhado pessoalmente cada escritor. Todos estão indo muito bem por ter público para todos. A nova geração que aparece por ai lêem os escritores brasileiros pelos livros, pela internet, blogs, fóruns, pelos zines e pelos diversos sites culturais que existem. Hoje, nosso talento brasileiro orgulhosamente figura em muitos sites pelo mundo. O que fazemos por aqui é continuar este trabalho. Por isso os contos devem continuar a serem escritos. Não existe melhor lugar para conhecer o seu público do que grupos especÃficos que é o grande divulgador de artes.
Valeu pela exposição e contextualização, Adriano.
O foco da resenha foi o uso dos vampiros pela FC, por isso não entrei em muitos detalhes quanto a outros nichos da literatura fantástica, como a fantasia e o horror.
Abraço,
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