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O segredo de Nossa Senhora de Fátima

Ramon Cavalcante
Quinze pessoas em três metros quadrados.
1
Pedro Rocha · Fortaleza, CE
22/11/2006 · 321 · 30
 

Uma hora da manhã. O pau-de-arara roda a cerca de 80 km/h na CE-020, saindo de Canindé, rumo a Fortaleza, levando na carroceria mais ou menos três mil quilos de imagens de santos e nossas senhoras em gesso e 15 pessoas apertadas em um espaço que não chega a medir 3m². Nessa madrugada, a estrada é um tapete preto iluminado por uma banda de lua no céu e pelos faróis dos caminhões que cruzam o Ceará. Enquanto a maioria dorme, talvez depois de um resmungo que lamentou o fim de mais um domingo, a vinda de mais uma segunda-feira; outros, em grande parte senhoras de Fortaleza, dormem ansiosos para a chegada da manhã de mais um dia 13, agora de novembro. Quando amanhecer, elas se vestirão de branco e rumarão para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, na Av. 13 de Maio, com um terço na mão, cheios de fé, a rezar.

A estrada é o caminho que leva peregrinos de Fortaleza a Canindé, quando acontecem as romarias, em outubro, a São Francisco das Chagas, padroeiro da cidade, segundo maior destino de romeiros no estado, perdendo apenas para Juazeiro do Norte de Padre Cícero. Mas, uma vez por mês, a peregrinação inverte o destino, ao invés de romeiros a caminho de Canindé, caminhões, carregados de imagens em gesso e vendedores, atravessam os 108 km que distanciam as duas cidades e seguem para a capital. É “a treze”, como chamam os vendedores. Um dia inteiro de missas em frente a Igreja de Nossa Senhora de Fátima.

Bastião dorme torno, encolhido, em um dos cantos da carroceria do pau-de-arara. A cabeça cai sobre o ombro esquerdo. Antes, tinha dito: “Não é bom dormir na viagem que dá preguiça”. Mas agora, enquanto o caminhão ganha o asfalto, descansa um pouco. Quando chegar, descarregará a mercadoria e passará mais de doze horas em pé, vendendo-a a devotos, em sua maioria, de Nossa Senhora de Fátima.

O clima gaiato do começo da viagem, com um celular – garrafa de plástico com meio litro de cana – passando de mão em mão, cigarros e muitas piadas, silencia depois da primeira meia hora de estrada. Apertadas, em um engodo de pernas, as pessoas dormem no que restou de espaço na carroceria do caminhão, que está quase todo tomado pelos caixotes de madeira com imagens enroladas em jornais.

Nos últimos dias, o trabalho foi duro para todos que estão ali, mas provavelmente poucos trabalharam tanto quanto Bastião. Na “fábrica” de imagens, em sua casa, onde mais duas irmãs e um irmão trabalham, ele foi quem encarou sozinho as etapas de fundição e lixamento. A primeira precisa da força de seus músculos, quando roda com as mãos as fôrmas das imagens com o gesso dentro. Dura duas semanas. A segunda, o trabalho de lixar as imagens, mergulha-o numa nuvem de pó branco, que faz sua irmã Dora sentir pena. Ela não trabalha nisso como o resto da família justamente por não gostar de vê-lo sofrendo. Márcia, uma das irmãs que mora com Bastião, se concentra na etapa da pintura das imagens e acabamento, até a emplastificação. Mesmo nessas etapas, Bastião trabalha intensamente.

Ele tem um cavanhaque ralo, uma fala seca, sem muitas palavras. Beira os 30 anos. “Já trabalhei de tudo” e começa a listar as mercadorias, desde os cordões e pulseiras quando rodava São Luiz, no Maranhão, com a outra irmã Cícera, como hippies prematuros, de mais ou menos 10 anos, até as imagens religiosas de hoje, serviço no qual está há quatro anos. “Só não fui ladrão”, diz com o típico orgulho de um trabalhador.

A casa de Márcia e Bastião, na véspera da “treze”, vira realmente uma fábrica. Quando se chega, se vêem imagens amontoadas, inacabadas, pelos cômodos. Além dos dois, trabalham a irmã Cícera, que começou tudo há seis anos, Zé, outro irmão de 19 anos, e o Antônio, Toim, amigo que, de tanto chegar para olhar e dar uma ajudinha, ficou trabalhando. A renda da maioria deles vem toda das vendas na treze.

Na linha de produção, as imagens recebem a pintura na cozinha e nos corredores. Depois, precisam ter a poeira batida com um pano, até entrarem nos quartos para serem emplastificadas sobre as camas.

Um exército de santos e santas enfileirados, chamados intimimamente pelo primeiro nome na hora da produção - Fátima, Aparecida, Graça, Expedito -, vai se juntando na noite do dia 12. Assim como naquela casa, em outras tantas de Canindé o trabalho está apertando, nos acabamentos finais. A cidade tem boa parte da economia baseada no comércio e turismo religiosos. No entorno da basílica, existem várias lojas de imagens e outras miudezas religiosas, além de ambulantes e fotógrafos, que ainda tiram fotos em método lambe-lambe sobre jumentos artificiais em cenários religiosos multicoloridos.

As imagens alvas, com detalhes dourados, contrastam com as peles morenas - que brilham de suor sob a luz amarela - daqueles que as produzem. Como fundo musical, Legião Urbana, Aviões do Forró ou Ivete Sangalo. Por que não tem imagens da nossa cor, Bastião? “Se fosse pelo meu gosto, era da minha cor mesmo, porque não existe gente dessa cor. As imagens que vão pra Bahia, tudo é puxado pra nossa cor”. Apesar de gostar mais da Nossa Senhora de Fátima, fica pensando em qual das Nossas Senhoras é a verdadeira mãe de Jesus.

Esses pedaços de gesso que os sustentam se transmutam com o significado que cada um dá. “Você observa a imagem, imagina e acredita psicologicamente. Um pedaço de gesso não faz milagre, o que vale é a fé”, explica Cícera, enquanto embala as imagens. Eu chafurdo mais na teoria. Ela responde: “Eu acho que fizeram a imagem pra definir o que ela poderia ter sido”. Cícera conta que Nossa Senhora Aparecida é pretinha, porque, quando foi achada, levaram-na para uma barraca que pegou fogo. Já Santo Expedito, ela não tem certeza, mas acha que ele era africano.

Cícera tem 27 anos. Na ordem etária, vem logo depois de Bastião. Foi ela quem começou com o serviço de fazer imagens há seis anos. Um homem, que alugou metade da casa em que morava, fabricava. Ficou olhando, até que quando ele foi embora, começou a fazer. “Eu sempre gostei de trabalhar, mas toda vida eu trabalhava no que era dos outros, então agora eu gosto porque é uma coisa que eu aprendi, eu sei fazer, então eu dô valor ao que eu faço, porque é feita por a gente, uma coisa minuciosa”. Ela não perde o ritmo do trabalho enquanto fala, rápida, consegue perceber que uma santa está caolha, antes de emplastificá-la, mesmo com toda pressa.

O pau-de-arara chega a Fortaleza, sem muitos problemas, apenas uma parada para uma mijada e outra para ajeitar a lona que cobria parte da mercadoria. Quando estavam carregando o caminhão, uma coruja cantou, sinal de azar. João se benzeu. “Caminhoneiro é bicho perseguido”, diz o motorista na profissão há 20 anos.

No mês passado, não era o João quer iria trazer o pessoal. Resultado: o caminhão não veio. Esperaram horas até que descobriram que o motorista tinha achado um serviço mais rentável: vender gelo. Passaram a noite rodando Canindé atrás de outro pau-de-arara. Conseguiram, mas chegaram em Fortaleza às 12h do dia 13, quando boa parte do movimento tinha ido com a manhã, mesmo assim conseguiram vender bem e quando voltaram - depois de dias trabalhando nas imagens e vendendo-as em Fortaleza, além do problema com o pau-de-arara – alguns ainda foram montar a banca em Canindé. Era o último dia da festa de São Francisco das Chagas.

Hoje, a chegada foi às três horas da madrugada. Quase todas as barracas e bancas já estão montadas. As da praça em frente à igreja, localizadas em local privilegiado, estão cobertas por lona preta. Lá dentro, alguns vendedores dormem à espera da primeira missa às seis horas da manhã. Os vendedores em bancas ou com as imagens organizadas em carrinhos de mão tomam quase todas as calçadas próxima à igreja. Só não ficam na calçada dela, por ser proibido, já que a própria igreja também possui uma lojinha para a venda de artigos religiosos, com preços mais salgados. Os preços dos vendedores de Canindé são baixos. Uma imagem de 60cm custa em média R$8,00. A concorrência é grande.

Em pouco tempo, começará a primeira missa às 6h, mais uma às 7h, outra às 8h, até às 20h. O trânsito se transformará. Os carros ficarão mais lentos e muitos se atrasarão. Para quem estiver de ônibus, o cenário será ainda pior. Os ônibus lotarão na medida em que se esvaziam. E as senhoras de branco chegarão, com um terço na mão, cheias de fé, a rezar. Na volta, trarão nos braços imagens de santas ou outras miudezas religiosas.

Quem passou nesse dia pela Av. 13 de Maio, uma das mais movimentadas da classe média de Fortaleza, nem imagina a romaria silenciosa que se deu durante a madrugada.

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Thiago Camelo
 

Muito bom, Pedro!! Pra quebrar o encanto da matéria, conta aí - como foram os bastidores dessa colaboração? Como vc conseguiu entrar nesse caminhão? Muito aperto? Muita história? E a volta, fiquei curioso com a volta.... Abraço!

Thiago Camelo · Rio de Janeiro, RJ 20/11/2006 16:31
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Thiago Camelo
 

Ah, queria deixar claro que gostei muito do jeito que o texto foi escrito. É que, apesar de ter entendido perfeitamente a sua opção de aparecer o menos possível no texto, fiquei muito curioso sobre a sua posição nessa história toda.

Thiago Camelo · Rio de Janeiro, RJ 20/11/2006 16:35
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Saulo Frauches
 

Ótimo, Pedro! E as fotos estão um achado.

Saulo Frauches · Rio de Janeiro, RJ 20/11/2006 16:44
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Ramon Cavalcante - Grupo TR.E.M.A
 

Como nós conseguimos achar eles e nos meter no pau-de-arara eu vou deixar pro Pedro explicar. Mas as fotos foram muitas, contei quase 200... mas gostei da seleção de 6 do Pedro.

E o texto tá muito bom.

Ramon Cavalcante - Grupo TR.E.M.A · Fortaleza, CE 21/11/2006 00:25
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Ramon Cavalcante - Grupo TR.E.M.A
 

Ah sim, apesar dele querer aparecer o mínimo possível no texto, na foto "15 pessoas em 3 metros quadrados" e na "a viagem começou animada" o autor do texto tá escondido lá atras, de camisa rosa bebê, com o pé enfaixado e tudo (fraturou o dedo midinho do pé, um dia antes da gente viajar).

Ramon Cavalcante - Grupo TR.E.M.A · Fortaleza, CE 21/11/2006 00:28
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Pedro Rocha
 

Ae! Thiago a gente fez duas viagens, uma em outubro que não deu certo pq o pau-de-arara não foi, o motorista furou com eles... Ai fomos de novo em novembro. Conseguimos achá-los perguntando quem ia pra Fortaleza. Eles foram muito gente fina e já foram nos recebendo.

Nessa última vez, quando deu certo, eu tava com o dedo fraturado como o Ramon falou, me arrumaram um banquinho, fui em um local meio que privilégiado se comparado com o do Ramon, que foi no engodo que eu descrevi.

A gente ficou muito próximo do Zé por exemplo, que apesar de não entrar muito no texto, foi a pessoa com a qual a gente mais conversou, não necessariamente sobre a pauta, mas sobre tudo.

Quando a gente tava indo embora, depois da apuração, umas 5 e pouco da manhã, as pessoas já chegavam e quando eu olhei de dentro do carro, comecei a reconhecer aquela galera e pensei que nunca ia passar por aquilo do mesmo jeito depois dessa matéria. Isso é o melhor do jornalismo pra mim.

Pedro Rocha · Fortaleza, CE 21/11/2006 12:35
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Pedro Rocha
 

Ah! Tem que registrar aqui que o Ramon fez as fotos, muito boas!, Tiago Coutinho ajudou na apuração e na finalização do texto e nosso amigo Rafael Oliveira, ajudou também na primeira visita em outubro. Trabalho em equipe, além de ser mais cabeças pensando, é muito mais divertido.

Pedro Rocha · Fortaleza, CE 21/11/2006 12:43
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Alê Barreto
 

Porra, com quem eu falo para ir nesse caminhão! Muito legal.

Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 22/11/2006 11:05
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Rafael Oliveira
 

Cara fcou muito legal, pena que não pude ir na segunda apuração. As fotos ficaram massa.
Gostei, valeu
Rafael Oliveira

Rafael Oliveira · Fortaleza, CE 23/11/2006 12:25
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Alessandra Vital
 

Muito bom, Pedro. Nunca imaginei que tinha gente de Canindé pelas bandas da 13 de Maio. Parabéns pra galera do TR.E.M.A.
Eu fico toda vaidosa só de conhecer vocês :P

Alessandra Vital · Fortaleza, CE 23/11/2006 14:02
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Gabriela Amorim
 

trabalho lindo: o do Pedro, do Ramon, do Bastião e da Márcia. Um jornalismo tão humano, daqueles q raream nos jornalões - e aqui me refiro às fotos tb, obviamente.

Gabriela Amorim · Aracaju, SE 23/11/2006 19:08
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Ernesto Valença
 

Gostei muito do texto, também, que está bem claro e gostoso de ler. Ótimas fotos. Dá para faz paralelo com as descrições dos locais e das pessoas no corpo do texto.

Ernesto Valença · Salvador, BA 23/11/2006 19:39
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Juliano Drummond
 

Caro, lindo trabalho. Vontade que dá de sair por aí e descobrir o que o Brasil nos reserva. Mais uma vez, lindo. Parabéns.
Um abraço.

Juliano Drummond · Amapá, AP 24/11/2006 14:01
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Lemon Juice
 

comentario insolito, mas....
gostei do meio litro de cana e das piadas.
ehehehehe, brincadeira.
Trabalho bacana, bonitas fotografias.

Lemon Juice · Manaus, AM 24/11/2006 15:46
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Pedro Rocha
 

Além disso Lemon, tiveram alguns peidos. Repare na foto "A viagem começou animada" que tem um protegendo o nariz... hehhe

Pedro Rocha · Fortaleza, CE 24/11/2006 15:59
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Claudiocareca
 

Perrengue, hein?! Talvez por isso esteja carregada de humanidade. Muito legal. o txt está ótimo. parabéns!

Claudiocareca · Cuiabá, MT 24/11/2006 18:47
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Claudiocareca
 

As fotos tb!! Parabéns Ramon.

Claudiocareca · Cuiabá, MT 24/11/2006 18:47
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Milena Ceará
 

Muito bacana! Acho que depois dessa matéria vou deixar de ficar tão p da vida com a demora do Campus do Pici/Unifor nos dias 13! Adorei o detalhamento e a sutil presença do repórter na matéria ;p

Milena Ceará · Fortaleza, CE 25/11/2006 03:24
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Paulo José
 

Legal essa história da romaria vista de dentro.

Paulo José · Alto Paraíso de Goiás, GO 25/11/2006 09:50
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ich_bien_ein_elmo
 

esses sao os efeitos da cristandade
a religiao falsa!
como pode adorar algo que tem como origem o prorpio pau que Deus criou???
isso é insano!
parem e pensem!
Na biblia fala que Deus nao divide sua gloria com outrem.
j´aviu na biblia?(escrituras sagradas)
pois é!
procure estuda lá em vez de querer adorar a Deus do mo do que lhe bem apetece.isso digo pra todos.
temos de adorar a ele do modo,dele!

pois a prorpia bilia diz a respeito de quem as fez e delas proprias !
a biblia maldiz as imagens escupidas!
saibam disso!
pq nao vao ao google e pesquisam mais a respeito da origem dessas consideradas (santas)imagens!

indico isso pra vc!

obrigada!

ich_bien_ein_elmo · Coqueiro Seco, AL 27/11/2006 01:00
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ich_bien_ein_elmo
 

corrigindo:
prorpio =proprio
prorpia = prirpria
bilia = biblia

ich_bien_ein_elmo · Coqueiro Seco, AL 27/11/2006 01:05
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Pedro Rocha
 

Me desculpe iche_bien_ein_elmo, mas essa não é a intenção do texto. A intenção é contar as histórias e conhecer as pessoas, não julgar a fé de cada um.

Pedro Rocha · Fortaleza, CE 27/11/2006 11:00
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ich_bien_ein_elmo
 

bom eu disse a BIBLIA.
pode ver que quem condena é a propria

ich_bien_ein_elmo · Coqueiro Seco, AL 27/11/2006 14:01
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Pedro Rocha
 

para mim particularmente a bíblia vale menos que as palavras de bastião, márcia, toim, cícera, zé... Mas fico por aqui nessa questão, não vou discutir a sacralidade ou não desse livro.

Pedro Rocha · Fortaleza, CE 27/11/2006 14:14
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Lemon Juice
 

AI JESUS!!!!
sem crise, é só um relato.

Lemon Juice · Manaus, AM 27/11/2006 16:39
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apple
 

Joca Oeiras discutirá o termo "cultura brasileira" em:

http://www.overmundo.com.br/overblog/sala_edicao.php?em_edicao=2635

apple · Juiz de Fora, MG 2/12/2006 23:27
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lucy4000
 

ch_bien_ein_elmo concordo em genero numero e grau...afinal o que posso fazer a nao ser concordar com as palavras de Deus? Infelizmente muitas pessoas nao tem acesso a chamada biblia, ou entao nao sabem ler, como eh comum na regiao norte e nordeste...ou nao, podem ter a biblia, saber ler mas preferir ir na crença errada do povo, um erro que por sinal nao é de hoje, desde os primeiros povos...e se Deus ja se entristecia com eles, imagine agora? uma pena...mas essa regiao está sendo evangelizada já, homens estao levando ao povo o que realmente importa, A PALAVRA, que é uma lição de amor e nao um comercio. Que esse povo se converta a Jesus Cristo, o Único e todo suficiente Salvador!
"Os ídolos (imagens de escultura) deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca mas não falam; tem olhos mas não vêem; têm ouvidos mas não ouvem; nariz têm, mas não cheiram. Têm mãos mas não apalpam, têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem, e todos os que neles confiam."Salmo 115:4 a 8.
"Eu sou o Senhor, este é o meu nome; Eu não darei a outro a minha glória, nem consentirei que se tribute aos ídolos (imagens de escultura) o louvor que só a mim pertence" Isaías 42:8.
"...nada sabem e nada entendem os que carregam em procissão as suas imagens de escultura, e fazem súplicas a um deus que não pode salvar."Isaías 45:20.
Não farás para ti imagens de escultura nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque Eu sou o Senhor teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração d’aqueles que me aborrecem." Êxodo 20:3 a 5.

lucy4000 · Santos, SP 1/1/2007 17:27
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apple
 

Ich,

Concordo com você e penso que cada vírgula que o texto mencione ou qualquer fato que suscite ligação com o texto possa ser mencionado.

Fico pensando se a idéia principal do site é discutir e mostrar a realidade brasileira em toda a sua extensão ou se é vir aqui contar "historinhas"...

apple · Juiz de Fora, MG 1/1/2007 19:06
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Ramon Cavalcante - Grupo TR.E.M.A
 

Nossa...

As vezes eu me impressiono com o que leio aqui...

Sinceramente eu não dou a minima pro que deus acha, pro que ele pensa, ou mesmo pra onde ele queira que a glória (q coisa mais vaidosa não?) seja direcionada...

Isso tudo, é claro, considerando q ele existe... o que eu duvido muito.

O que me preocupa são as pessoas... Agora, Lucy4000, eu recomendo que voçê pare de ler um pouco e venha por aqui pelo Nordeste conhecer os analfabetos... além do que temos a oferecer além do chão rachado pela seca e da rapadura com farinha...

Um abraço

Ramon Cavalcante - Grupo TR.E.M.A · Fortaleza, CE 1/1/2007 21:34
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lucy4000
 

Ramon,

Eu adoraria conhecer a regiao Nordeste, pelo pouco que vi na tv, nos jornais, pelos amigos e parentes que ja foram visitar, e até morar...é uma regiao linda, com paisagens fantásticas e outras tristes como em todas as regioes do Brasil, pessoas hospitaleiras, receptivas, trabalhadoras, etc...mas infelizmente nao posso AINDA, mas vontade nao me falta. Minha intenção não foi de maneira alguma falar mal da regiao muito menos das pessoas. Pelo que você escreveu, acredito que vc tenha ficado chateado pq escrevi que muitas pessoas nao sabem ler...isso infelizmente é um fato, no nosso país o índice de analfabetismo ainda é grande, e como se nao bastasse o de violencia também, e a regiao que "ganha"(perde) na violencia é a regiao sudeste e nao é por isso que um carioca vai ficar ofendido porque alguem comentou sobre essa realidade. O texto está ae para lermos e comentarmos, e nao necessariamente um concordar com o outro, muitos menos ofender alguém.
Que Deus abençoe nosso país.

Abraço,

lucy4000 · Santos, SP 2/1/2007 15:36
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