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ONDE ESTÃO OS NOSSOS GRANDES ESCRITORES?

http://www.larramendi.es/Poligrafos/Imagenes/euclides_2.jpg - (Dir Reservados)
Euclides da Cunha - autor de Os Sertões
1
jjLeandro · Araguaína, TO
3/4/2007 · 212 · 22
 

A literatura conta a história da vida. A partir desse axioma desenvolvo algumas considerações sobre as quais há muito matuto e, para mim, são inquietantes para o futuro de nossa produção literária.
Não vou aqui ater-me a citações, transcrições ou coisas do gênero porque fugiria ao propósito dessa opinião, obrigando-me já a elaborar uma tese ou coisa que a valha.

A literatura corre parelha às grandes movimentações humanas que transformam a face da sociedade e do mundo, chegando primeiro ao leitor que a própria história oficial dessas ações. A meu ver é assim que acontece. Ao longo dos tempos temos visto que escritores de calibre surgiram nesses momentos cruciais - escolas literárias e pictóricas são criadas como expressão dessas transformações -, reportando-os. A literatura e os escritores têm que estar imbricados ao ser humano, às suas inquietações, aspirações e transformações, pois conta justamente a sua vida, para não correr o risco de tornarem-se obsoletos, mortos, verdadeiras peças de museu. Grandes autores não contemporâneos dessas transformações ainda assim têm a oportunidades de explorá-las como cenário de suas histórias. Que não pareça a quem ler essa opinião que defendo que toda literatura tenha que ser exclusivamente histórica. Apenas nesse momento estou abordando esse assunto.

Arrisco-me a dizer que hoje vivemos esse vácuo na literatura brasileira. Onde se encontram os nossos grandes escritores, porta-vozes dos momentos agudos de nossa história, como o foi Euclides da Cunha em Os Sertões? Mundo afora isso é freqüente. Quem não se lembra de Maiakovski e seus parceiros escritores e poetas, não só ativos na revolução bolchevique como intérpretes desses acontecimentos? E Hemingway, relatando os fatos da Primeira Guerra Mundial e também da Guerra Civil Espanhola? Outros autores foram também intérpretes não de momentos revolucionários, mas de transformações evolutivas.

E aqui no Brasil? Uma vez mais pergunto onde estão os grandes escritores intérpretes dos nossos momentos mais importantes? Enumero algumas transformações sociais que não geraram grandes obras; e isso, a meu ver, não porque tenham sido insignificantes, que muito marcaram ou ainda marcam a nossa sociedade. Seria por quê? Incapacidade de nossos autores? Um exemplo: o avanço da fronteira agrícola e populacional sobre a Amazônia Legal e o Centro-Oeste. A luta do homem contra o próprio homem e a natureza nessas duas regiões foi e ainda é fantástica, manancial para grandes romances épicos e históricos. Nada conheço de destaque tratando do tema. Cadê esses registros? Em todo o país temos a luta do homem pobre contra o latifúndio, a existência do Movimento dos Sem-Terra, o próprio movimento também uma excitante fonte para grandes romances. O que existe de significativo sobre isso? E sobre a saga de Serra Pelada, o maior garimpo aurífero do mundo?, sepulcro de milhares de vidas e também de sonhos?

Saiamos das transformações coletivas e falemos sobre o indivíduo. Lampião, o maior cangaceiro brasileiro, ainda carece de uma biografia definitiva, de um romance rico, verdadeira referência sobre ele e o seu tempo, que esteja à altura de sua significação histórica. O mesmo digo sobre Zumbi dos Palmares. E sobre Tiradentes? Não falo aqui de teses universitárias ou ótimos trabalhos de pesquisadores sobre o tema ou a personalidade. Esse tipo de trabalho é importante e fundamental, mas dentro do aspecto que abordo seria bibliografia, material de pesquisa para um romance. Falo, pois, da ficção.

Temos ainda outros momentos e personalidades de nossa história importantes e que praticamente foram esquecidos. Sabem quem foi Cunhambebe, Pindobuçu, Aimberê, Coaquira e tantos líderes? E Iperoig? E a Confederação dos Tamoios?
Foram eles líderes da revolta indígena Confederação dos Tamoios contra a violência portuguesa em meados do século XVI, que os matava para ocupar suas terras ou os escravizava como mão-de-obra nos engenhos de cana-de-açúcar do litoral sudeste brasileiro. Iperoig foi a praia, hoje do Cruzeiro, em Ubatuba, onde foi assinado o primeiro armistício das Américas entre os índios tamoios (Confederados) e os portugueses, pondo fim à luta.
Acredito que o escritor é um perpetuador da história do homem, e os nossos estão deixando essa história morrer.

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Mi [de Camila] Cortielha
 

Oi, jj, que tal separar os parágrafos com uma linha em branco para facilitar a leitura?

abraços,
Mi

Mi [de Camila] Cortielha · Belo Horizonte, MG 2/4/2007 16:04
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jjLeandro
 

Certo, Mi, atendida.
Obrigado.
abcs
.
jjLeandro.

jjLeandro · Araguaína, TO 2/4/2007 16:41
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Delfin
 

Talvez os novos escritores estejam preocupados em contar outras histórias. Todo mundo quer sua própria identidade e seus próprios temas. E falar sobre os temas que você falou, acredito, não vão necessariamente fazer do escritor que optar por eles grande.

Delfin · São Paulo, SP 3/4/2007 12:48
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Adroaldo Bauer
 

A literatura conta a história da vida, concordo.
Tem ainda algumas outras brechas no patrimônio imaterial que se prestam a tema de fôlego para o romance ou o mesmo poema:
- Quem percebeu a luta social por direitos se movimentar - do protesto para a consciência, organização e conquista de direitos - na moradia, na terra, na saúde, na negritude, nas juventudes, entre mulheres, por exemplo.
Alguém com capacidade e gosto para o épico que se dedicasse à ecologia (junto com o alargamento da fronteira norte pelo cultivo de exóticas plantas e extração ilegal da madeira).
Enfim, se Ozônio Ama Zônia tudo será possível.
Para que ninguém se espante com a nossa conversa, não tenho eu qualquer linha contrária a que se invente uma boa história em português, em qualquer gênero, mesmo uma novela ligeira, como cometi há pouco.
Se entendi, Leandro também não, apenas que está sugerindo, penso, vertentes de acumulação para obras ainda possíveis nessa geração, peculiares desse nosso período.
Quem já está fazendo isso pode levantar o dedo, como vejo ali no cantinho a Maria José com "A Guerra no coração de Damiana da Cunha". No caso deste trabalho, como nos ensinou a
maninha Tacilda, a fronteira ainda não explorada foi a dos Caiyapó como pessoas humanas e sujeitos da História.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 3/4/2007 13:16
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jjLeandro
 

OLá, Delfin, obrigado.
Na realidade é interessante que os temas abordados pelos escritores sejam múltiplos; na realidade grandes escritores existem abordando qualquer tema, e grandes obras nascem tb de qualquer tema. O que quis dizer foi que somos centenas de escritores, para não dizer milhares, e o tema do qual estou falando não faz brotar grandes obras. É isso.
........
Adroaldo, vc tem toda a razão sobre o que diz. Desperdiçamos temas e mais temas para obras de fôlego. E a atualidade da obra é aliar qualidade de contéudo e qualidade de forma, podendo versar sobre atualidades ou fatos passados. O que vc colocou aí são fatos atuais, como atuais são os fatos que tb levantei sobre a ação coletiva do ser humano no Brasil.
Infelizmente, a minha opinião pessoal é que sempre procuramos o caminho menos dispendioso, que nem sempre é o melhor.

abcs

jjLeandro
.

jjLeandro · Araguaína, TO 3/4/2007 13:38
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FILIPE MAMEDE
 

Apontamento muito válido. Mas pode ser como disse Delfin, os autores procuram alguma originalidade, e delimitando essa temática apenas à ficção propriamente dita; o romance ficcional, o debate fica rarefeito. Digo isso,pois, em outra áreas, como o teatro, essas temáticas/grandes tensões social, são desenvolvidas há muito tempo. Por que não falar do teatro de Ariano Suassuna. Enfim, só nos resta esperar que se contem boas histórias...

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 4/4/2007 08:25
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Higor Assis
 

JJ.

Muito bacana sua reflexão. Estou contigo, varios momentos estão passando desapercebidos, ou talvez os que estão escrevendo não chegam as pratileiras ou pela dificuldade encontrada tratam de deixar o desejo de escrever se esvaziar.

Uma outra idéia é esta correria dos tempos atuais que, outrora não acontecia e hoje dificulta também a pesquisa, pois vimos que a maioria dos escritores tem diversos empregos, funções em seu cotidiano e que penso eu possa, por ventura atrapalhar tais projetos.

Sei lá, são idéias e pensamentos que divido com o pessoal aqui.

Abraços amigo.

Higor Assis · São Paulo, SP 4/4/2007 08:47
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Pedro Vianna
 

jj,

percebo a carência que denuncias. Mas isso me leva a pensar...será que algumas dessas obras já não estão escritas? É fato que vivemos uma época em que a indústria editorial não tem o menor interesse em publicar obras com esse perfil. Não penso que haja uma déficit de grandes escritores, o que há é uma crise de leitores. Hoje em dia só se lê auto-ajuda. Sugira aqui a leitura da obra de um dos escritores que mais admiro atualmente, o amazonense Milton Hatoun. Sua obra é tem um grande embasamento histórico sem deixar de lado a inventividade e qualidade literária. E ainda tem muita gente boa por aí...

Pedro Vianna · Belém, PA 4/4/2007 08:48
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jjLeandro
 

Obrigado, Filipe.
Mas em meu apontamento cito justamente o campo ficcioinal, õ romance, não a biografia fria, com dados e datas. Como exemplo do que estou falando cito um livro sobre a Guerra de Canudos do autor peruano Mário Vargas Llosa, A Guerra do Fim do Mundo. É um romance, misto de fatos verdadeiros e ficção, abordando a história dramática dos sertenejos baianos. É nesse rumo que falo.

Sobre Suassuna: é magnífico e é um efeito de defensor arraigado da cultura brasileira, com enfoque no nordeste. Ele diz numa entrevista à revista Caras, para enfocar sua atenção à nossa história, falando sobre seu livro Pedra do Reino: "a Pedra do Reino era uma maneira ficcional de eu contar os acontecimentos de 1930."
.

jjLeandro

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jjLeandro · Araguaína, TO 4/4/2007 08:48
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jjLeandro
 

Obrigado, Higor,
realmente vc tem razão nesses aspectos levantados. Uma ficação que não seja completamente invenção da cabeça de um autor demanda tempo de pesquisa e com a situação hoje do salve-se quem puder e como puder fica difícil pesquisar e escrever.

abcs

jjLeandro · Araguaína, TO 4/4/2007 08:51
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jjLeandro
 

Pedro, o quadro editorial brasileiro é realmente desanimador. Quem não tem fama em alguma atividade ou não for genial, não publica. Conheço muitos autores excelentes, mas essa barreira se faz impeditiva de qualquer publicação. Pode ser que já estejam escritas sim, sem chances de publicar, o que é frustrante.

abcs
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jjLeandro · Araguaína, TO 4/4/2007 08:53
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Egeu Laus
 

Leandro,
Sobre o quadro editorial brasileiro tenho dúvidas sobre todo e qualquer dado que circule. Ouvi numa palestra de uma especialista francesa que o volume de títulos no Brasil é maior do que na França.
Outra surpresa: O preço médio do livro em dólar é semelhante ao da China e da Rússia (US$1 a US$3). Na França é 6 a 8 dólares e nos EUA de 14 a 17.
A capacidade de compra de livros no Brasil é a mesma da Inglaterra, Alemanha e Itália.

No entanto, com nosso poder aquisitivo somente com uma redução de pelo menos 1/3 no preço poderemos aumentar nossos leitores ou então teremos que ter Bibliotecas ou receber Doações.

O que está havendo, e é gravíssimo, é uma queda em 8 anos de 51% na produção de livros, e uma desnacionalização brutal do setor.

Recomendo a leitura do trabalho sobre o mercado editorial, encomendado pelo BNDES, escrito por Fábio de Sá Earp e George Kornis. Foi de onde tirei essas informações (com exceção da francesa).

Por outro lado, a oferta de mais títulos (e portanto autores) poderá se beneficiar da Internet (veja a teoria da Cauda Longa).

Abraço!

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 4/4/2007 23:19
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jjLeandro
 

Obrigado Egeu pelos dados esclarecedores. É uma boa recomendação que até irei lá conferir.

Quanto à publicação aqui ser maior do que na francesa, pode ser sim. Mas tem uma coisa: a nossa população é quase três vezes a francesa. E mais: os títulos publicados têm qualidade? E mais interessante ainda, para que esses dados fossem bem fidedignos seria cotejar o consumo per capita de livros na França e no Brasil. Acredito que assim teríamos realmente uma aferição mais real.

obrigado Egeu,
abraços

.
jjLeandro
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jjLeandro · Araguaína, TO 4/4/2007 23:54
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Egeu Laus
 

O trabalho do Sá Earp é um catatau em pdf que você pode baixar no sitio do BNDES, não me lembro exatamente onde... : ))
Mas tem mais coisas soltas na Net sobre o trabalho.

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 4/4/2007 23:59
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Adroaldo Bauer
 

Leandro, Egeu, povo do Overmundo:
Tinha A Economia da Cadeia Produtiva do Livro em meu arquivo pessoal. Agora tá lá na fila de edição. E também pode ser acessado facilmente e baixado pelos interessados na página do BNDES.
Economia não é poupança (que só engorda o capital financeiro).
É essencial, faz bem pros olhos e pros dentes.
É a tal da circunstância que costuma aprisionar os sonhos.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 5/4/2007 10:26
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Roberta Tum
 

Leandro, sua reflexão nos faz pensar. Quando criança, comecei a ler devorando as obras disponíveis na biblioteca municipal da minha cidade. Lia até três volumes por dia, afinal minha vida era estudar e alimentar minha alma de sonhos. Você pergunta onde estãos os grandes escritores. Penso que mudou tudo, a rapidez a velocidade do mundo e das novas mídias, não permitem mais aquela coisa de antigamente. Me explico melhor: o ambiente acadêmico, cultural, tinha uma efervescência, o tempo corria mais devagar. Era possível "idolatrar" os bons escritores, que por sinal viviam o que escreviam, ou descreviam o que viviam. Hoje sinto que muita coisa boa não tem a oportunidade de ser publicada, outros escritores não conseguem dar sequência à publicação de suas obras.
Por outro lado os livros disputam com as revistas, com a net, com outras formas de linguagem. Ok, livros serão sempre livros. E por fim... muitos bons escritos são publicados e distribuidos regionalmente, não ganham destaque nacional.
Daí a concorrência com Sidney Sheldon, Taylor Cawdel entre outros destrói nossa boa e efervescente literatura nacional.
Abraços!

Roberta Tum · Palmas, TO 6/4/2007 10:21
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jjLeandro
 

É verdade, os livros serão sempre livros.
Claro que outros tipos de mídia estarão sempre surgindo, mas acredito que o espaço do livro não desaparecerá, assim como os grandes escritores a despeito de tudo que vc falou, e que sei que é verdade.
Mas veja só: um grande livro, realmente grande, a despeito de tudo isso e falando de qualquer época, ele se firma e vence, com certeza. Temos que acreditar nisso, senão poderíamos de fato decretar o fim tanto dos bons livros quanto dos bons escritores.

abcs

.
jjLeandro
.

jjLeandro · Araguaína, TO 7/4/2007 18:36
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Nivaldo Lemos
 

JJ,

acabei de ler seu texto - excelente, como sempre - e estranhei ele ter recebido apenas um overponto (acrescentei agora os meus cinco), embora constem 194 votos. Essa diferença entre overpontos e votos é que eu ainda não entendi direito.

Mas, tudo bem. Voltemos ao texto. Sua preocupação é pertinente. De fato, a História do Brasil é uma fonte ainda não explorada devidamente por nossos escritores - especialmente no período recente, exceção aos anos de chumbo da ditadura que inspiraram diversos escritores e obras importantes. Todavia, sua preocupação é válida e pede uma reflexão de todos. Fico aguardando seu romance histórico.

Um abraço.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 13/8/2007 16:50
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jjLeandro
 

Nivaldo, obrigado pelas palavras.
sobre a questão dos pontos: a contagem dos pontos é constantemente depreciativa. Enquanto se vota ela cresce, mas cai também, como o karma. E quando se deixa de votar ela somente cai com o tempo até ficar com um overponto. Os 194 votos que vc viu foi o pico que ela alcançou enquanto era votada, ou os votos recebidos até hoje como o seu agora.
abcs amigo.

jjLeandro · Araguaína, TO 13/8/2007 17:20
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Nivaldo Lemos
 

Ah, Leandro, finalmente entendi. Obrigado, amigo.
Abraços.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 13/8/2007 17:46
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baduh
 

JJ e demais queridos overmanos e overminas.
Em primeiro lugar, gostaria de dizer que o texto e as idéias de JJ são excelentes, dão alento àqueles que, como eu, amam uma literatura carregada de realidade.
Concordo plenamente no que se refere a Virgulino Ferreira, o Lampião. Não temos ainda um trabalho "de fôlego" sobre ele - pelo menos ao que eu saiba, e olhem que leio tudo o que acho sobre este homem!
Euclides da Cunha, com foto maravilhosa no ensaio de JJ, criou um verdadeiro monumento de estilo - usando fatos reais.
Lima Barreto, no lindíssimo romance "O Triste Fim de Policarpo Quaresma" usou e abusou da denúncia histórica, ao ridicularizar (e denunciar) o comportamento do governo de Floriano Peixoto no episódio da Revolta da Armada. Lima fez isso, maravilhosamente, dentro de sua ficção. História e ficção convivem muito bem juntinhas...
Também estranhei demais um artigo deste porte ter decrescido em overpontos. Mas fui lá ontem no tópico que explica e achei justiça e inteligência no sistema de overpontuação. Acrescento aqui os meus 4 votos à este belíssimo texto.
Grande abraço, JJ!
Baduh

baduh · Rio de Janeiro, RJ 15/8/2007 05:59
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Marcelo Moutinho
 

Concordo com o Delfim. Escritor que pretende, a priori, interpretar seu tempo está fadado ao fracasso. Se aquilo que escreveu 'fala' sobre seu tempo ou não saberemos no futuro. E, no fundo, geniais são aqueles que, falando em determinada época, conntinuam falando aos de todas as épocas. Abraço!

Marcelo Moutinho · Rio de Janeiro, RJ 29/7/2008 18:15
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