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OS JORNALISTAS CONTINUAM INSISTINDO COM O MOMBOJÓ

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Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP
11/11/2006 · 178 · 101
 

É muito engraçado ver a insistência de todo o aparelho da mídia para fazer com que esses rapazes do "Mombojó" consigam respaldo. Não adianta, por mais que o Jornal do Commercio, Diário de Pernambuco, Revista Continente, e outras instituições as quais as pernas articuladas do leviatã de Mombojó, tentem fazer a divulgação desses rapazes, é sempre uma tarefa da inutilidade.

Nunca vi ninguém na cidade do Recife saber cantar uma única frase de alguma música dos bons músicos do Mombojó - digo bons músicos por terem formação acadêmica em música.

As músicas não pegam, é triste ver isso. O produto é ruim, é fruto dos vícios aristocráticos que permeiam a mídia de Recife. O vocalista canta mal, as melodias são fracas.

As letras utilizam a desculpa de minimalismo - aliás, essa é a desculpa de quase todo letrista contemporâneo - para escrever pequenas bobagens sem nenhuma graça.

Enquanto Los Hermanos despontam com bons refrões e, Renato Russo fazia multidões cantarem com "é preciso amar as pessoas..." os rapazes do Mombojó justificam a incompetência dizendo que "não querem ser os mais vendidos da semana..."

Tal como Sísifo, o Mombojó vive a árdua tarefa da inutilidade. O tempo inteiro tentando pegar. Parentes jornalistas, contatos em todas as mídias - até mesmo na rede Globo! E mesmo assim, não adianta, só quem escuta são amigos de amigos e indivíduos que pertencem àquelas bolhas sociais estagnadas da velha dinâmica absurda do nordeste.

Foi preciso Chico Science forçar tanto a barra assim pra que todos o conhecessem? Por que os jornalistas não desistem? Que protecionismo absurdo é esse para com sua prole?

Ah! Continuem tentando fazer suas pobres canções pegarem. O povo não, o povo vai continuar ouvindo as boas coisas espontâneas da vida.

Lembre-se, a vanguarda se esgota na apresentação. Não tentem ser vanguarda a todo custo, às vezes, é mais poético ser clichê.

Um abraço a todos vocês,

Ganso Gracioso.

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Andre  Intruso
 

Caro Ganso

Moro aqui em Recife e venho reinterar tudo o que voce disse. Pra nao ser muito longo, visto que vcja foi bem claro, a frase com que voce encerrou seu comentario sintetiza tudo:
As vezes, é mais poético ser cliche !!! Ate mais.

Andre Intruso · Jaboatão dos Guararapes, PE 9/11/2006 16:47
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Ganso Gracioso
 

Sim, eu não moro em Recie, moro numa lagoa. Nessa lagoa tem muitos leitores de James Joyce. Um deles me disse: "você é um ganso de merda" só porque eu não ando com Ulisses debaixo do braço.

Aguentar um livro baseado em fluxo de consciência é a melhor forma de se mostrar cult nessa cidade de chupicas.

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 9/11/2006 22:22
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Caçapa
 

É muito saudável uma voz discordante como a sua, mas seu texto teria muito mais impacto e credibilidade se você mostrasse a cara, se você assumisse as consequências pelas suas críticas...

Não concordo com tudo que você disse, mas, apesar de sentir que você exagera um pouco nos argumentos, vejo questões muito interessantes como o questionamento da utilização indiscriminada e equivocada dos termos vanguarda e clichê, para conferir (ou negar) algum valor a uma obra ou artista.

(tudo bem! eu sei que você vai ironizar o comentário! você tem todo o direito...)

Caçapa · Recife, PE 10/11/2006 00:05
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Bruno Nogueira
 

Ganso (?), dar materialidade ao 'bom' é uma tarefa meio complicada. O que define o bom ou melhor? O que contrapõe, por exemplo, o que você diz ser ruim no Mombojó? Se eles são ruins, é porque o que é bom?

Bruno Nogueira · Recife, PE 10/11/2006 00:23
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Ganso Gracioso
 

Adorei os questionamentos do Caçapa e do Nogueira.

Caçapa, não mostro a cara porque sou uma figura absurdamente irrelevante para qualquer intelectual da cidade do Recife. Sou um homem invisível e, nesse caso, seria mais emblemático me apresentar como um ganso, ainda que gracioso.

Nogueira, apontar a política de indicações no cenário artistico de Recife não é criar dicotomias - não é desvelar uma distinção entre pares de opostos. Você tem se preocupado com a "crise" da dinâmica cultural de Recife. Essa crise, acredito, é em grane parte fomentada pela pouca visibilidade que grupos diversos encontram. Não ouvimos mais ecos do subúrbio que não sejam configurados com um exotismo esteta. Ou seja, do subúrbio os intelectuais só querem ouvir uma utopia de pureza: maracatus, caboclinhos, e outros grupos da tradição - a qual eu muito admiro e acho bastante salutar a divulgação dos mesmos.

O que tem acontecido é que, a expressão artística de Recife está direcionada a pequenos grupos que circulam as bolhas da ex-aristocracia local. Já ouvi grupos geniais, músicos maravilhosos, sem o mínimo espaço para apresentar suas idéias. Isto porque todas as notas e comentários são reservados aos grupos a priori vínculados.

Espero ter sido claro em minhas respostas, estando aberto para outros questionamentos. Afinal, essa é minha intenção.

Um abraço aos dois.

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 10/11/2006 02:15
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lucasa
 

Eu adoro o Mombojó e não tenho nada contra o minimalismo das letras. A melodia da banda é sensacional.
Vida longa ao Mombojó.

lucasa · Porto Alegre, RS 10/11/2006 10:16
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Ganso Gracioso
 

Lucasa, você interrompeu a conversa pra dar um testemunho de fé? Por que não procura um culto presbiteriano?

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 10/11/2006 14:10
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Daniel Cariello
 

Olha, eu não sou o maior fã do Mombojó. Tenho o primeiro disco, já vi show, mas a banda não está entre as minhas preferidas.

Mas lendo esse texto, a mensagem que vem mais forte pra mim é de ressentimento de quem escreveu. Os caras são conhecidos pelo trabalho de qualidade que fazem. Independente se gansos ou patos gostam.

Eu vi um show dos caras no Rio de Janeiro, antes do primeiro disco sair, e fiquei impressionado: o público sabia as letras! E era um público jovem, interessado, que foi buscar as músicas na internet (provavelmente).

Depois, vi um outro show, também no Rio, antes do 2o disco. O Circo Voador estava lotado, e metade da platéia contou junto. E em Brasília foi a mesma coisa.

Quem tem banda independente sabe da dificuldade que é divulgar um trabalho dentro da própria cidade. Imagina então fora dela.

Uma coisa, válida, é questionar porque outras bandas não têm o mesmo espaço que o Mombojó. Essa discussão teria o meu apoio. Outra é escrever de forma ressentida, quase torcendo contra o grupo. Aí perde-se um bocado da razão.

Abs.

Daniel Cariello · Brasília, DF 10/11/2006 15:53
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Carolina Morena Vilar
 

Pois é, concordo com Daniel. Sem contar que acho que essa história de que em shows deles em Recife ninguém gosta e canta nada uma grande lorota. tenho vários amigos de Recife que gostam muito do som e o máximo que eu já ouvi falar é que já tocaram tanto que já está saturando. Se isso é verdade ou não eu não sei, só ouvi falar, mas o te digo com certeza é que ao menos aqui em João Pessoa tem MUITA gente que gosta muito do Mombojó e das letras "minimalistas", cmo vc diz.
Acho que essa tua tentativa de polêmica boba, com argumentos fracos. Tudo bem que não goste do Mombojó, das letras, das músicas... Mas daí a generalizar dizendo que toda a cidade de Recife acha a mesma coisa é bobagem, né não?

Carolina Morena Vilar · João Pessoa, PB 10/11/2006 17:10
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Hermano Vianna
 

querido Ganso, seu textos são realmente muito graciosos, mas fico pensando se não são muito coniventes com uma tendência dominante num certo jornalismo cultural brasileiro onde autores parecem sempre nos querer provar: "olha como eu sou bacana e independente pois falo mal de tudo que todo mundo fala bem!" - então a norma (bem banal, bem comum) vira ser contra o "dominante" e "estabelecido", nadar contra a "corrente", remar contra a "maré" - para isso, em desespero, as pessoas criam até mitos como esse consenso de que "todo mundo fala bem do Mombojó, então vou ser o primeiro a falar mal" (o que não é verdade: já vi tanta gente também falando mal para parecer cool...) - na maior parte das vezes acho essa brincadeira perda de tempo, meio a norma, gera bocejos e tédio, pois é tão previsível (e o pior: acreditando que não é, o que mostra uma certa ingenuidade)... - fico mais interessado no que você acha bacana, naquilo que você acha que a impressa deveria estar falando no lugar dos textos sobre o Mombojó: aí sim eu poderia me surpreender, descobrindo alguma coisa incrível e importante da qual nunca ouvi falar (e que o complô "pró-Mombojó" dos jornalistas não me deixa conhecer)...

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 10/11/2006 22:11
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Nuno Nogueira
 

Ganso (?), dar materialidade ao 'bom' é uma tarefa meio complicada. O que define o bom ou melhor? O que contrapõe, por exemplo, o que você diz ser ruim no Mombojó? Se eles são ruins, é porque o que é bom?
Bruno Nogueira · Recife (PE) em 10/11/2006

Primeiramente, eu gostaria de consertar um pequenino detalhe no texto do meu ídolo. Mas, só uma coisinha mesmo, caso contrário teria que desconstruir para reconstruir =) No caso do uso do "por quê"... Nesse caso, seria separado e sem acento, visto que se trata de uma pergunta. Importantíssimo detalhe, mestre =) Agora, partindo pro comentário em si... Por que (olha ele aí!) você fez esse último questionamento ao Ganso, já que tens explanado em suas "críticas" o que é bom ou ruim em algumas bandas de Recife? Pergunto, por que (olha ele aí denovo!) você pode e ele não? E com que autoridade? Você é crítico musical baseando-se em que conhecimento, em que critério? Seu gosto, não é? Então, tristemente,como seu fã sou obrigado a lhe dizer... Cuidado, pois estão de olho em você. Abraços, caríssimo =)

Nuno Nogueira · Quixaba, PE 11/11/2006 00:42
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Bruno Nogueira
 

nossa senhora :P

Não lembro de ter escrito nada de maneira tão restrita assim. "É bom" ou "é ruim". Mais importante, eu nunca escrevi em primeira pessoa. Nunca foi "eu acho bom" ou "achei ruim" (até gostaria que fosse assim).

A diferença, Nuno, está ai. Em saber diferenciar o que a gente gosta do que é bom e bem feito. Eu não gosto do Mombojó, mas sei que o disco deles é muito bom. Por outro lado, gosto de algumas bandas que tem discos sofríveis. Umas que se você soubesse, talvez deixasse de ser meu fã :)

Sobre o português, tomara que não se importe muito. O meu é bem preguiçoso. =P

Bruno Nogueira · Recife, PE 11/11/2006 00:55
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Bruno Nogueira
 

Aliás, foi sencional você não achar o que falar mal do meu comentário e falar da ortografia! =P

Bruno Nogueira · Recife, PE 11/11/2006 00:56
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Hermano Vianna
 

realmente: o português: a pressa inimiga da perfeição: no meu comentário acima: "seu textos" deveria obviamente ser "seus textos" - e "impressa" deveria ser "imprensa"...

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 11/11/2006 01:06
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rachelita
 

sempre te acho criativo, ganso ! e nao deixa de ter verdade algumas palavras tuas, ao menos eu ri muio. aguardo novos textos.

beijos :*

rachelita · Recife, PE 11/11/2006 01:07
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Ganso Gracioso
 

Primeiramente devo confessar que estou lisonjeado. É muita honra para um pobre ganso ter seu texto comentado pelo IMPACTANTE etnomusicologo: HERMANO VIANNA.

Vianna postou a seguinte frase: "uma tendência dominante num certo jornalismo cultural brasileiro". Sim, o Sr. Hermano Vianna que vive a desvelar "mistérios do samba" também vive igualmente caçando "tendência dominante". Ou ainda "uma tendência".

Vianna anseia um mundo sem tendência. Daí ele exagerar a peculiaridade do funk carioca em relação ao funk miami. É neste ímpeto pela caça as "tendências dominantes" que Vianna tapa o ouvido para o argumento central do texto. Na verdade, é mais uma preocupação estética: qual seria a última moda da antropologia? Geertz? Relativismo desenfreado?

Vianna, o sr segue uma "tendência dominante" da época e não percebe. A tendência dominante é procurar tendências dominantes. Como diria Shyamalan, um beijo na chuva sempre será um beijo na chuva. Nada mais clichê do que tentar desesperadamente não ser clichê.

Tinhorão, Darcy Ribeiro, são jogados no ostracismo por apontar a exclusão em detrimento de um niilismo esteta à Émile Cioran! Dai Darcy Ribeiro falar em "antropologia vadia". Deixe-me explicar, o sr não entendeu o meu texto, infelizmente - ou felizmente, quem sabe.

Estou me referindo a política de indicações crescente no meio artístico. Não temos mais oportunidade de ouvir um Cauby Peixonoto nascer, nem um Ney Matogrosso, sabe por que? Porque somos obrigados a ouvir os filhos da elite: Sandy & Júnior, Wanessa Camargo, Preta Gil, Maria Rita, e outros nomes filhos de pais consagrados.

Gosto de muitas passagens do Mistério do Samba, principalmente na análise que faz a obra de Gilberto Freyre - é um ponto inteligente de seu livro. Mas não criei uma mitologia da dicotomia em sua mente: clichê e vanguarda. Tampouco crie uma estratégia de contra-argumentação baseada no número de vezes que você viu aquela postura.

O que o sr Vianna fez é o mesmo que pedir para o palhaço parar de jogar a torta na cara do outro palhaço. Vianna, se você, diferentemente de Salomão, anda procurando "novidades embaixo do sol" e, acredita que uma dessas novidades é ultra-relativismo de Geertz, meus parabéns, vá em frente.

Um forte abraço.

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 11/11/2006 05:55
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Ganso Gracioso
 

Vocês querem tirar a subjetividade do texto? Não é só vocês que querem isto, o Jacques Derrida também. O problema é que eu nunca vi o Derrida conseguir escrever um texto que não seja fonologocêntrico. O próprio fonologocentirsmo é fonologocentrico.

Este pobre ganso não está preocupado em retirar suas paixões desse pobre texto que poucas pessoas vão ler.

Contarei uma piada para o Bruno:
Carneiro reclama para a ovelha:
- você tem pouca lã!
- E o que tem? Você veio aqui pra fuder ou pra fazer tricô?

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 11/11/2006 06:04
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Hermano Vianna
 

ok, vamos supor que você tenha vencido: vivemos num mundo controlado por caçadores de tendências dominantes e pela política de indicações: mas para não ficar só na constatação e na queixa: qual a saída? como combater esse estado de coisas? não tenho nenhuma paciência pela queixa que se resume apenas na queixa...

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 11/11/2006 11:17
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Queridos amigos
Acho que o Hermano tem razão, também não tenho paciêcia para quem quer passar de pato a ganso falando mal do Monbojo. E esta prática, o Hermano lembrou bem, tem levado a gratuidades absurdas como a de tentar amesquinhar a obra do Carlos Drumond de Andrade só para valorizar-se Isto me lembra também o assassino de John Lennon que eu insisto em não lembrar o nome.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 11/11/2006 11:36
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Bruno Nogueira
 

é inocência demais achar que estamos realmente sentados ao redor de uma mesa no prédio do jornal falando "ha ha ha, vamos promover o mombojó" :P

Bruno Nogueira · Recife, PE 11/11/2006 15:45
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Ganso Gracioso
 

Joca, suas referências são malucas. Comparar Drumond de Andrade com as letras do Mombojó foi um golpe de mestre! De ganso virei assassino de John Lennon. Você deve ter uns 12 anos, não? Deve ter lido Drummond para sua namorada na noite passada em que tentou de forma desastrosa fazer sexo com ela.

Hermano Vianna, não há solução, só anarquia. Qualquer nome importante no Brasil tem o seu sobrenome correlato: Hebert Vianna-Hermano Vianna. O sr acha que conseguiu toda a vendagem de Mistério do Samba porque o livro é bom? De fato não. Ouso a dizer que é teoria fraquíssima! Leitura de graduação. Mas és Vianna e eu sou um ganso - eu e metade do hemisfério sul.

Engraçado é que você utiliza gansos como eu, para escrever livros como os seus. Imagine a quantidade de boas teses engavetadas nos departamentos. Já parou para pensar nisso? Ou melhor, já parou para se preocupar com isso?


Um forte abraço

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 11/11/2006 15:48
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Caçapa
 

Tenho que concordar com Hermano Vianna e Daniel Cariello no seguinte ponto: é melhor construir do que destruir!
E, particularmente, só vejo sentido na desconstrução quando ela se propõe a reconstruir em seguida!
Quanto à questões como o estranho (e aparente) ostracismo de um figura tão desafiadora como Darcy Ribeiro, tenho que concordar com esse cara que se diz Ganso... Talvez ele não tenha percebido que tem em mãos um arma poderossíssima (o Overmundo) capaz de trazer à tona as questões levantadas pelo antropólogo/indigenista/escritor. Uma arma que nos permite dialogar de coração aberto e com honestidade!


Caçapa · Recife, PE 11/11/2006 15:49
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Ganso Gracioso
 

Respondendo a Bruno: imaginar uma cena de filme destas - que mais parece uma cena de filme noir da década de 50 - é um pouco de inocência mesmo. Sua metáfora é mais maluca do que comparar as letras do Mombojó com a poesia de Drummond de Andrade - como bem fez o Joquinha.

Numa terra onde Gabril O Pensador está na academia brasileira de letras (por literatura infantil) junto com Monteiro Lobato, acho que não é uma terra para homens de bem. Só na bíblia mesmo que os mansos herdarão este planeta.

Um abraço a todos de um ganso gracioso!

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 11/11/2006 15:50
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Mas quem é que acha isto, Bruno! Acho que, no caso, vc é quem está sendo inocente, me desculpe a franqueza. O Ganso tá é achando que conseguiu o que queria, uma fatia das luzes e do prestígio do Monbojo para esquentar o seu poleiro (Ganso tem poleiro?) ou seu ganseiro, sei lá!
beijos e abraçops
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 11/11/2006 15:54
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Ganso:
Na realidade a comparação foi do Diogo Mainardi, isto é, um pavão, com um Ganso pretencioso.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 11/11/2006 16:15
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André Dib
 

Acho que todo mundo está certo (risos).

É verdade, eu concordo com todo mundo. Como seria melhor se todos afirmassem o bom em vez de só bater no ruim; A filosófica questão de Bruno sobre o que é bom e ruim; e a necessidade do ganso em desabafar numa cidade onde o consenso sufoca sem dó.

Agora, relativizando tudo o que disse acima:

É importante dizer NÃO. O brasileiro faz muito pouco isso. É uma qualidade que pode se tornar um defeito. É preciso impor limite quando o lixo entra dentro de sua casa. Infelizmente, nos jornais não há espaço para isso. Somos obrigados a engolir o que não pedimos, e sem reclamar. O embate é saudável.. vide este aqui. Por isso, viva o Overmundo!

"O que é bom, Fedro, e o que não é bom – será preciso pedir a alguém que nos ensine isso?" Robert M. Pirsing, in. Zen e a Arte de Manutenção de Motocicletas.

Ganso, parabéns pela iniciativa em bater no Mombojó. Eles merecem. Desde quando vieram ao mundo, se beneficiam de um suspeito coro dos contentes, e da conivência dos silenciosos. Meu conselho é que, da próxima vez, mostre a cara, é melhor. Semana passada um nickname japonês veio me atacar comentando o texto "Forró Moderno 2", mas perdeu toda a autoridade por não mostrar a cara. Experimente. Fica mais emocionante.

André Dib · Recife, PE 11/11/2006 16:15
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Ganso Gracioso
 

André Dib tocou num ponto interessante - a qual o filósofo Gaston Bachelard se debruçou: a filosofia do não.

Para Bachelard, dizer NÃO, não é necessariamente destrutivo, as vezes, é construção. O meio artístico é repleto de pessoas que não ouviram não da população.

Na verdade, as pessoas utilizam o Mombojó como um contraponto ao calypso, ao brega, ao forró moderno. É como uma ferramente de agregação de grupos: eu escuto Mombojó, logo, não escuto Calypso. É um silogismo barato e típico da pobre intelectual da intelectualidade brasileira.

Os grandes nomes que temos são ultra-relativistas - como o já comentado Hermano Vianna -, e se perdem na especificidade de cada momento.

Pouco importa, eu moro na lagoa, não moro no mundo dos homens, vivo no mundo dos gansos!

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 11/11/2006 18:11
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Ganso Gracioso
 

E se chegarem aqui para discutir comigo, por favor, venham com argumentos contudentes. Fazer doutorado e vir com dicotomias e caça a tendências utilizando o conceito metafísico-louco de clichê, é dose, né?

Quero discusão com seres humanos, e não com patos.

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 11/11/2006 18:13
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m.maia
 

Ganso?
Você não é um ganso.
Parece mais um professor da USP.
É pior que ganso. Pobre animal.
Vamos andar sobre os cacos de vidro da última cerveja, sujando a calçada de sangue, ouvindo "quero algo pra beber não tema esse é o reino da alegria".

m.maia · São Paulo, SP 11/11/2006 20:34
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Ganso Gracioso
 

Ei Maia, obrigado por comparar os professores da USP com gansos. Na verdade, o professor da USP aqui é o Hermano Vianna, não eu.

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 11/11/2006 21:04
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Ganso Gracioso
 

Pessoal, quen! quen! entendam que dizer NÃO é uma exercício de construção intelectual. Na verdade, as pessoas utilizam o Mombojó como um contraponto ao calypso, ao brega, ao forró moderno. É como uma ferramente de agregação de grupos: eu escuto Mombojó, logo, não escuto Calypso. É um silogismo barato e típico da pobre intelectual da intelectualidade brasileira.

Meus caros amigos burgueses que tentam ler Heidegger, deixe-me explicar algo. Vocês não precisam aderir a qualquer COISA que os espaços sagrados da pseud-intelectualidade aderem para mostrar que são "especiais". A filiação com a tribo não retira do sujeito a consciência crítica - pelo amor de Deus! quen! quen!

Não é preciso criar dicotomias que geram a exclusão, por exemplo:

GOSTO DE MOMBOJÓ, LOGO, NÃO GOSTO DE CALYPSO. Vamos fazer uma equação. Mombojó (M) e Calypso (C). Ficaria assim:

M - (Almodovar) x 2(forró moderno) = C - 2x(Trufaut)

Tenha cuidado para não gerar matemáticas loucas na cabeça de vocês. Despertem desse sono absurdo de querer se agregar a qualquer custo num grupo fechado.

Dizer que gosta de Mombojó não é a única opção para se sentir "intelectual". Ou ainda, não é preciso forçar um gosto que não existe - por exemplo, agora me deliciar com Roberto Carlos e Funk Carioca -, para se sentir "encantado". O recifense não para de buscar sua especificidade, ainda que isso custe a sua existência autêntica como ser-no-mundo, quen! quen!

Quem faz quen? Pato ou Ganso? Ora!

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 11/11/2006 21:13
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Adoniran Barbosa
 

Nunca gostei da crítica pela crítica, falar mal, meter o pau, sem apresentar elementos que sejam convincentes para mim. Mas, pior que isso, é quem defende ardorosamente algo e não consegue aceitar a opinião do outro. A galerinha que curte o Mombojó é assim, é insuportável como a banda. Ai de quem não curte a bendita... só eles são os bons, o resto é resto.
Hoje, nós temos a internet e espaços como esse para colocarmos nossas opiniões e isso é ótimo, discute quem quer.
Apesar de achar um pouco exagerado, o ganso lindo e gracioso tem razão no que diz. Sabemos que existem alguns "eleitos" que a mídia quer empurrar goela abaixo, enquanto que muita gente talentosa fica por aí sem oportunidades. Mas, estamos no Brasil e já que está uma zona mesmo.. deixa o Mombojó tocar em paz!!! E o pior de tudo, é que eles terminam acreditando que são bons, que suas letrinhas clichês são o "pipoco", são geniais.
Mas ficar em casa e assistir Calipso no Gugu não dá!!!!!
Vai ver que o problema está comigo, estou na época e no lugar errado.

Socorrrooooooo!

Adoniran Barbosa · Recife, PE 11/11/2006 22:32
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Ganso Gracioso
 

Os "cults" de Recife acreditam que só há dois pólos: intelectuais e medíocres. É claro que eles são intelectuais, logo, não são medíocres. Então eles vestem a roupa "cult" e realizam um processo de exclusão com quem não pertence à panelinha deles.

Sou fão do Mombojó, logo, não ouço Calypso, logo, sou intelectual, logo, exerço o poder.

quen! É verdade Diana, o pior é que eles acreditam que são bons. Essa política de sobrenomes é absurda! Não aguento mais. Não tem UM artista atualmente que não tenham laços estreitos com a grande mídia. Meu Deus! quen! quen! quen!

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 11/11/2006 22:42
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A Marmota Enrustida
 

Ganso, agora que li seus comentários, parabenizo-o pela sua iniciativa de ao menos nos dar o prazer de ver todo esse pessoal se esforçando para contra-argumentá-lo. Realmente, isso é uma das coisas que você faz melhor: tal qual Sócrates, expõe seus oponentes dialógicos ao ridículo de sua própria cultura intelectual, fazendo-os eles mesmos destruírem seus argumentos, simplesmente através do esforço que fazem em se mostrarem o que tentam ser e não são: entendedores de uma dita dogmática que deveria existir em assuntos que simplesmente não abarcam esse tipo de coisa.

Nem na amada física ou na confortante química podemos mais aceitar a dogmática. Que dizer no mundo da música ou das ciências humanas? Pau neles, ganso!

A Marmota Enrustida · Rorainópolis, RR 11/11/2006 22:53
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acreditando
 

Sou de Recife e reitero o que o Ganso disse. Nos jornais de maior publicação no estado de PE é notável a incompetência jornalística e todo o palanque armado para promover músicos que se enquadrem na vanguarda minimalista, que alguns toscamente intitulam de street mangue. Chega a ser constrangedor!

acreditando · Recife, PE 11/11/2006 23:30
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André Dib
 

Que bom: não gosto de Mombojó, nem de Calypso... ;)

André Dib · Recife, PE 12/11/2006 00:34
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Carlos Gomes
 

Ganso, os seus comentários são divertidos. São mais proveitosos do que os seus textos. Você tem talento para o discurso, para o contra-argumento, mas para a prosa... Você escreve à la Felipe S. ; a síntese da síntese da síntese... E isto é muito bom.

Carlos Gomes · Recife, PE 12/11/2006 00:43
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Ganso Gracioso
 

Para quem tem sugestões para dar ao ganso, ou mesmo quer contar sobre sua vida sexual com o companheiro(a), pode utilizar o seguinte endereço: gansogracioso@hotmail.com

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 12/11/2006 03:25
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Daniel Cariello
 

Ganso, o que você sugere pra mudar isso? E mais: quem você indica para que nós escutemos e possamos fugir da mediocridade? E por quê?

Porque uma coisa é criticar, que é bem mais fácil. A outra é propor. E é aí que uma crítica vazia diferencia-se de outra, bem argumentada.

Abs

Daniel Cariello · Brasília, DF 12/11/2006 03:25
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Ganso Gracioso
 

Daniel, esse é o um problema de nossa cultura: "quem você indica para que nós escutemos e possamos fugir da mediocridade? E por quê?".

Eu não quero indicar ninguém, porque, para este pobre ganso, as indicações são prejudiciais. Não estou aqui para apontar novos nomes que devem ser seguidos. A sua necessidade de indicação, é um exemplo claro da política do pistolão imerso em nossas mentes.

PRETA GIL (filha de Gilberto Gil), MARIA RITA (filha de Elis Regina), SANDY & JUNIOR (filhos de Xitãozinho e Xororó), JAIR ROGRIGUES (filho de Jair Rodrigues), MAX DE CASTRO (filho de Wilson Simonal), WILSON SIMONINHA (filho de Wilson Simonal). Você consegue pensar em quantos nomes sem seus respectivos sobrenomes? GABRIEL O PENSADOR (filho de jornalistas famosos).

Aqui no Brasil é como a família do Alec Baldin, todos os irmãos do Baldin foram pro cinema.

Você quer uma indicação? Meu Deus, o que eu estou tentando aqui é desconstruir a necessidade de indicação. Você tem que ouvir o que a Continente mandar você ouvir? Tem que ler somente a bibliografia indicada pelo professor? Tem que ler somente o jornal de sua cidade? Tem que ouvir com seriedade somente pessoas de sua área de atuação profissional? É uma política de exclusão desenfreada.

Edgar Morin aponta essa necessidade de re-ligar os saberes. A necessidade da emergência de um pensamento complexo - onde vemos as coisas relacionadas como que numa teia. Eu não posso, tal como pensa Émile Cioran, apontar os representantes da Provindência Divina.

É por isso que criamos dicotomias do absurdo: Lula e Alckmin - somos obrigados a escolher entre o que nos é indicado. E veja nesse caso, são boas indicações?

O Não, como bem indicou Bachelard, é salutar e constrói.


Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 12/11/2006 04:04
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Ganso Gracioso
 

A dicotomia Lula e Alckmin é fruto da mesma cognição utilizada pelo senso comum para pensar: Mombojó e Calypso.

Na nobre voz competente de Ney Matogrosso, ainda poderíamos cantar: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 12/11/2006 04:07
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Adoniran Barbosa
 

Meu caro ganso lindo, que seja bem-vindo o pensamento complexo de Edgar Morin, mas pelo visto é querer demais. Querem tudo pronto!
As pessoas são acomodadas, o pensar se acomodou, a consciência crítica... cadê?
Ficamos à espera do que será apresentado para nós, tipo: "Agora é a vez do fulano". Acho até que isso já foi título de matéria de revista/jornal.. e as pessoas vão consumir aquele produto porque é o da vez, pra não ficar de fora. E isso a gente sabe que não é só na música...
Lembrei da "educação bancária", de Paulo Freire.
Será que a maioria das pessoas ainda consegue perceber o que realmente gosta?
Acho que não. Tá uma confusão danada!! :)

Que discussão boa.

Adoniran Barbosa · Recife, PE 12/11/2006 11:31
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Roberto Maxwell
 

Desculpa, sr. ganso, mas o todo mundo esta sendo educado apenas para dizer que seu texto eh tao pobre ou pior que o da tendencia que vc pensa estar criticando. Alias, vamos ser honestos: o texto eh ruim, sem coerencia, com um debate pobre e sem consistencia, citando um palavrorio pretensamente "ilustrado" apenas para ganhar comentarios.

Roberto Maxwell · Japão , WW 12/11/2006 12:39
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Adoniran Barbosa
 

E desde quando tu fala por todo mundo Roberto?

Era só o que faltava!

Adoniran Barbosa · Recife, PE 12/11/2006 12:44
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querida Diana:
O Roberto quis dizer: todo mundo que não é puxa-saco de ganso. rsrsrsrsrsrs
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 12/11/2006 14:46
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Daniel Cariello
 

Ganso, você é bom em citar pensadores. Deve ter lido muitos deles por indicação dos seus professores.

Daniel Cariello · Brasília, DF 12/11/2006 15:30
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Adoniran Barbosa
 

Joca, Joca!!! :)
A diferença entre eu e você é que eu não preciso que ninguém fale por mim. Aliás, se tu pensar um pouco, isso tem muito a ver com a discussão.
Ah pelo visto, o puxa saco aqui é você, tomando as dores do Roberto. O que não é necessário, afinal, estamos numa discussão "divertidíssima" (no melhor sentido da palavra) e cada um pode falar por si.
;)

Adoniran Barbosa · Recife, PE 12/11/2006 16:09
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Ganso Gracioso
 

Roberto utilizou a primeira tática apontada no livro "como vencer uma discussão sem ter razão" do Shopenhauer. A tática consiste no seguinte: "parta para uma generalização consensual". Por isto ele escreveu: "Desculpa, sr. ganso, mas o todo mundo esta sendo educado apenas para dizer que seu texto eh tao pobre ou pior que o da tendencia que vc pensa estar criticando."

Vejam só, primeiro ele usa a expressão "todo mundo está sendo educado". Ele criou um universo particular - afinal, uma discussão consiste em coptar o Outro para seu Universo Particular -, e em seguinda lançou sua opinião pessoal: "Alias, vamos ser honestos: o texto eh ruim, sem coerencia, com um debate pobre e sem consistencia, citando um palavrorio pretensamente "ilustrado" apenas para ganhar comentarios."

A palavra "vamos" neste caso é o elemento articulador com a generalização feita anteriormente. Mas sem querer descartar a crítica do PODEROSO RO-BER-TO MAXWELL, vamos aproveitar a sua opinião pessoal, que é realmente:

"o texto eh ruim, sem coerencia, com um debate pobre e sem consistencia, citando um palavrorio pretensamente "ilustrado" apenas para ganhar comentarios."

Quanto ao texto ser ruim, eu concordo com você, meu texto é péssimo - tanto é que você está perdendo seu tempo discutindo comigo. Quanto a não ter coerência, também concordo, veja a quantidade de gente que tem falado sobre algo absolutamente nonsense, é o não-sentido construtivo de Deleuze.

Agora, quanto a você me chamar de "pretensamente ilustrado" eu sugiro que você aponte os equivos teóricos que eu cometi ao longo do texto. Corrija por favor, sob o cunho epistemologico, os postulados apontados por mim ao decorrer do texto. Estou esperando as correções.


Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 12/11/2006 16:29
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Ganso Gracioso
 

Maxwelll...estou esperando as correções, viu?

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 12/11/2006 16:30
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Maria Carolina Santos
 

Que discussão massa! Concordo com Diana..Roberto definitivamente não fala por todos. Dá-lhe Ganso!

Maria Carolina Santos · Recife, PE 12/11/2006 20:18
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Nuno Nogueira
 

Bruno, pois eu lembro e inclusive tenho =) Posso te entregar depois, já que sua memória é tão fraquinha. E seu português está até melhorando... Ele já foi bem pior. Agora, é relevante observar que para um profissional que trabalha com textos... =P Sobre eu não ter o que comentar sobre a sua opinião crítica a respeito do Ganso... Dou apenas uma dica... Exercite também a leitura... está péssima e isso lhe ajudará a não assassinar também a nossa língua materna... Afinal, também é preciso três pensamentos felizes p/não se suicidar lendo as suas matérias =)))

Nuno Nogueira · Quixaba, PE 13/11/2006 01:11
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Nuno Nogueira
 

Roberto, não estou vendo nada incoerente... Falta de coerência é não ter embasamento para se dar opiniões e, principalmente, se construir resenhas críticas. Acredito que todos tenham o direito de gostar ou não de A e B, mas não de expor isso na mídia como forma de destruir qualquer possível iniciativa do leitor de procurar conhecer a banda para, quem sabe, apreciá-la. Monteiro Lobato fez isso com Anita na semana de arte moderna e eu pergunto... Ainda não aprenderam nada de lá pra cá? Gosto não se discute. Agurmenta-se técnica.

Nuno Nogueira · Quixaba, PE 13/11/2006 01:29
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Nuno Nogueira
 

Cada vez que Bruno Nogueira escreve uma resenha crítica, Recife continua a mesma coisa.

Nuno Nogueira · Quixaba, PE 13/11/2006 02:21
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Roberto Maxwell
 

Nossa, o sr. Ganso estava esperando a minha resposta? Que ilustre sou eu? Entao, como o senhor falou, vou perder meu tempo na sua discussao.

Nao vejo erro no seu texto, como vc aponta. Vejo prepotencia. E o uso do discurso academico eh prova disso. Uma serie de citacoes a isto ou aquilo para justificar o vazio do seu argumento. Vc nao gosta do Mombojo e pronto. E, honestamente, isso nao me interessa. Pq quando eu procuro ler algo sobre musica, o gosto pessoal do "poderoso" que escreve, que sente poder apenas por saber escrever (principalmente, no Brasil, um pais de universitarios analfabetos e um "pouco" mais). Vc cita que o jornalismo cultural insiste em Mombojo e usa como exemplo de apelo popular Los Hermanos. Piada! Vamos falar de apelo popular, ja que eh o que vc argumenta, de cancoes que caiam no gosto popular, falemos de funk carioca (ops, nao podemos, nao eh? Vc criticou o Hermano porque ele pesquisa o fenomeno. Afinal, pesquisar funk carioca nao eh coisa para quem cita Geertz!), falemos de Calypso, falemos de outras coisas. No mais, meu jovem, "bater" no Mombojo com propriedade poderia ser algo interessannte se vc realmente fosse (pelo texto nao parece) interessado em musica, no proprio Mombojo, ou em alguma coisa alem de polemizar.

P.S.: Andre, o Mombojo eh uma banda pequena, desconhecida fora desse mundinho dos pretensamente esclarecidos, gostaria de saber que beneficios essa banda anda tendo? Lancou seu primeiro disco completamente gratuito na internet, nao eh sucesso nem dentro nem fora do Brasil. Onde vc quer chegar com sua fala? Tenho a impressao que os criticos musicais surgem assim: eu nao gosto de alguma coisa e por isso vou falar mal. Estou fora! Ah, vc disse que alguem com nick japones atacou seu texto e nao mostrou a cara. Pq vc nao se queixa com o sr. Ganso? Ele nao mostra a cara tb. Mas, ele pode, nao eh? Ele pensa como vc. Eh isso? Ou vc o conhece fora daqui?

E, sr. Ganso, nao conte mais comigo nesse debate. O sr. eh o "rei" citador das tendencias filosoficas e sociologicas do pedaco. Nao sou contra erudicao. Mas, nao sou a favor do uso dela para o dominio das ideias e das opinioes. Fazem isso ha 500 anos no Brasil. Vc eh apenas mais um. Ah, no proximo texto, coloque links para as suas referencias. Seja mais humilde. Compartilhe o que vc sabe.

Roberto Maxwell · Japão , WW 13/11/2006 02:58
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Ganso Gracioso
 

Roberto Maxwell, você AINDA não disse que pontos teóricos foram falhos no meu texto. Da mesma forma, não disse quais são os pontos positivos do Mombojó.

Se, os pontos positivos do Mombojó, for: "eu gosto, meu cachorro gosta, mamãe gosta", então de fato não tem discussão.

O que é interessante no Mombojó? Felipe canta bem? As letras são bem elaboradas? Os arranjos são bons? Tem boas melodias?

Pois bem, você me pediu para falar de música pois: "se vc realmente fosse (pelo texto nao parece) interessado em musica, no proprio Mombojo, ou em alguma coisa alem de polemizar"

Embora o PODEROSO Roberto MAXWELL não tenha mostrado nenhum equivoco teórico que cometi, me pediu para falar de música. Vamos lá.

Felipe canta de forma subtonada. O que é isto? Vou explicar. Quando o vocal não alcança o tom suscitado pela melodia (no caso, a voz soprano) o sujeito embroma com uma voz "mansa".

Mombojó parte por uma técnica interessante. Colocar sofisticação nos timbres a partir da utilização de instrumentos inusitados é fácil. Então eles enfiam pífanos, sintetizadores mal programados, e guitarras distorcidas. Porém, as sequências harmônicas seguem o mesmo padrão do pop-rock hegemônico do eixo USA-ENGLAND.

Na música em que os podersos rapazes do Mombojó pedem para ver o sujeito "dançar numa faca molhada de sangue" é uma sequência 1,4,5. Esta sequência é a mesma utilizada por Reginaldo Rossi para cantar a música Raposas e as Uvas. E o pior, é a mesma sequência harmônica utilizada para cantar "Não para não, vem cá, me dá a sua mão, quero que sinta, toda essa emoção, cavalo manco agora, eu vou te ensinar, ISTO E MUITO MAIS VOCÊ SÓ VAI APRENDER NO PARÁ". Sim, é a mesma sequência harmônica de Calypso.

Colocar pífano sem sequências harmônicas de pífano é mesmo que se vestir de ganso sem ser de fato, um ganso.

Mas o que seria interessante, as letras? Meu caro Roberto Maxwell, se você se impressiona com um conceito de "homem espuma" que fica por cima da superfície, eu sugiro a você ler um gibi da Mônica, certamente o Sr vai se impressionar. E o melhor, um gibi da Mônica custa 3 reais. Quanto custa um cd do Mombojó?

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 13/11/2006 05:24
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Bruno Nogueira
 

Manda para mim, Nuno. Meu email está no perfil do Overmundo. Fiquei feliz em saber que alguém se importa tanto com o que eu escrevo a ponto de guarda =)

Se você tiver gurdado qualquer um que não seja só sobre sua banda, claro.

Bruno Nogueira · Recife, PE 13/11/2006 09:15
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Sergio Rosa
 

O CD do mombojó você pode baixar de graça no site deles...

Sergio Rosa · Belo Horizonte, MG 13/11/2006 09:43
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André Dib
 

Aí Maxwell.

Não concordo com o ganso, mas esta discussão seria até uma comédia, não fosse os espasmos de tragédia.

Se voce ler meu coment lá em cima, verá que recomendo a todos a mostrar a cara. Sobre escrever sobre o que não gosto, leia resposta em Forró Mderno 2. Abç

André Dib · Recife, PE 13/11/2006 11:02
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dMart
 

txês!

curti a discussão. num primeiro momento, achei que o cara (Ganso) estava batendo por bater mas o que parecia uma reclamação banal virou um belo fórum sobre a crítica e a mídia.

sobre o Mombojó. fui a um show deles aqui em Porto Alegre que rolou no bar Opinião. ok. eles foram prejudicadas pela sonorização mas não consegui entender nada o que o vocalista cantava e o som dos instrumentos estava hiperembolada.

bueno, no primeiro contato que tive com a sonoridade do grupo não pude deixar de fazer a comparação com Los Hermanos e Mundo Livre SA. no segundo disco, eles buscaram descolar um pouco desta equação mas não foram muito além. sou um admirador da cena musical do Recife mas confesso que ando cansado da fórmula "manguebeatiana". já expressei isto em outro comentário aqui no Overmundo num artigo do Bruno Rodrigues sobre A Nova Decadência da Cultura Pernambucana que também gerou uma bela discussão.

por outro lado, curtindo ou não o trabalho do Mombojó, este debate só se desenrolou por causa deles, não?

sobre o tal Ganso. ponto positivo. sem polêmica, a cultura não se move (ou se move na mesmice). ponto negativo. por que se enconder atrás de uma máscara?

baita abraço a todos, dMart.

dMart · Porto Alegre, RS 13/11/2006 12:56
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Nuno Nogueira
 

Meu querido Bruno, banda eu não tenho não, mas, do jeito que a coisa anda, tô até pensando em montar uma pra ver se faço sucesso com meu nenhum talento musical =) E eu guardo material de vários ditos "jornalistas", isso não é um privilégio só seu =) Não leve pro lado pessoal. Não é questão de gostar ou não da sua pessoa... Eu critico a técnica, a informatividade... Coisas que interferem no texto da mídia. Fora os embasamentos, é lógico! Tenho pérolas guardadas... =) Eu tô fazendo o papel que deverias fazer quando expõe sua opinião sobre algo. E você, inocentemente, acaba se deixando influenciar pelos seus gostos e perde o rumo da coisa... Neutralidade não estou cobrando... Fica até difícil.... só um pouquinho de profissionalismo... Eu sei que não ensinam isso na faculdade, mas seus coleguinhas podem ensinar... A Folha de PE não é um espaço muito apropriado para esse tipo de aprendizado, mas abra seus horizontes =) Estamos aqui, olhando por você e querendo o seu bem. Abraços, Nuninho =)

Nuno Nogueira · Quixaba, PE 13/11/2006 13:53
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Bruno Maia (sobremusica.com.br)
 

Parei de ler essa punheta ideológica uns 10 comentarios antesd e chegar aqui, onde estou. Como diria Gabriel Pensador, o ídolo do autor do texto acima, "tá na hora de afogar o ganso!".
Esse sujeito é lamentável, faz argumentações vazias, faz salada de nomes de teóricos recortando da forma que mais lhe convém obras muito mais complexas do que ele faz supor aqui. E pior: diz que combate a indicação de qualquer coisa indicando pensadores que ele acha que conhece. Cretino demais. Não seria dificil pra ninguem aqui discutir qualquer coisa com você a sério. Quer dizer, seria difícil pois você é um poço raso. A idéia de indicação tem a ver com a importância do diálogo e da troca de experiências entre os homens. Os gansos trancados em bibliotecas nao exercitam a dialética. A sintese deles é estúpida e, normalmente, acabam causando sofreguidão e entalamento na gargante. Voltando ao seu (risível) texto, devo discordar de algumas ponderações (estúpidas). Estive no Recife ano passado. Mais precisamente fui ao Abril Pro Rock. Lá, vi todo mundo cantando as músicas do Mombojó e cheguei a registrar em um texto meu que para uma molecada do Recife a banda parecia Beatles, tal era o assédio que vi. O mesmo aconteceu dias depois no teatro da UFPE, quando eles se apresentaram de graça. O recalque aí é evidente. A banda é ótima e suas músicas, sobretudo as do primeiro disco, são de forte apelo popular. Agora, ganso, você é lamentável. Vc foi capaz de criar dois perfis o 'marmota enrustida' e o 'acreditando' só para concordar consigo mesmo!!! Que insegurança, meu rapaz!!! qualquer um pode clicar no nome do perfil e ver que esses perfis foram criados anteontem, no meio da discussao, soh pra vc se referendar... que coisa feia, ganso.

Bruno Maia (sobremusica.com.br) · Rio de Janeiro, RJ 13/11/2006 14:44
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Adoniran Barbosa
 

"Lá, vi todo mundo cantando as músicas do Mombojó e cheguei a registrar em um texto meu que para uma molecada do Recife a banda parecia Beatles, tal era o assédio que vi."

Hahahahaahahahahahhahaha só rindo.
Que comparação estúpida!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Depois dessa, vou parar de perder meu tempo aqui.

Adoniran Barbosa · Recife, PE 14/11/2006 00:10
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AD Luna
 

Será que o espírito "fake" do orkut está baixando no overmundo?

AD Luna · São Paulo, SP 14/11/2006 00:22
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Bruno Maia (sobremusica.com.br)
 

Diana,
acho que vc fica melhor mal-humorada do que rindo...

Bruno Maia (sobremusica.com.br) · Rio de Janeiro, RJ 14/11/2006 00:25
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Ganso Gracioso
 

Bruno Maia continua com a mentalidade de um garoto de 5 anos. Ele discute assim: "Você é feiu!".

Para Bruno Maia, Mombojó é "baum; bunitu; totoso". Sugeri questões técnicas diversas - tanto em relação à música, como em relação aos aspectos sociológicos desta temática.

Algum de vocês que defendem o Mombojó, por favor me diga os aspectos posivitos da banda. Só isso que eu venho pedindo em todos os tópicos. Ao invés de responderem, o caríssimo BRU-NO MAIA repete: "o ganso é mau! é feiu! é xatu!".

Bruno Maia, quero que você me aponte as falhas no meu argumento teórico-sociológico e teórico-musical. Fale sobra a crítica que fiz as sequências harmônicas do Mombojó. Assim como eu gostaria que falasse das críticas que fiz sobre o modo subtonal de cantar do Felipe. Consegue fazer isso ou é difícil pro sr?

Quanto a comparar Mombojó com Beatles...Tudo bem, lá em cima o outro condenado comparou as letras do Mombojó com a poesia de Drummond.

SAÍDA DESTE MARASMO:


Recife só vai ver outra "revelação" na cena quando parar de insistir nos artistas incompetentes e articulados, para insistirem nos talentosos não-necessariamente articulados.

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 14/11/2006 00:26
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Ganso Gracioso
 

E peço encarecidamente aos senhores que não confundam a doxa com os indivíduos que aqui discutem. Discordar de mim, não necessariamente é discordar de minha existência enquanto ganso. Lembre-se disso Bruno Maia.

Uma discussão não significa a destruição da existência do outro. Eu não tenho raiva do Felipe, só digo que ele canta extremamente mal. Não tenho raiva de você também, tente separar um pouco essas relações.

Pode parecer uma pequena bobagem, mas as grandes guerras começaram assim. Heidegger dizia que a essência está na existência, Sartre dizia que a existência precede a essência. O pobre ganso diz que a essência não pode eliminar a existência - independente de uma preceder a outra em questões arduamente técnicas.

Um abraço a todos,

OS JORNALISTAS CONTINUARÃO INSISTINDO, SEM RESULTADO, NO MOMBOJÓ. ENQUANTO ISSO CPM22 e LOS HERMANOS DISPARAM NAS VENDAS.

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 14/11/2006 00:31
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Ganso Gracioso
 

Pessoal, peço que leiam o outro texto que postei a pouquíssimo tempo: O CONCURSO PÚBLICO COMO FATALIDADE HUMANA.

http://www.overmundo.com.br/overblog/sala_edicao.php?em_edicao=2404

Para mim, seria muito importante saber a opinião dos nobres senhores que tanto gostaram de discutir esta nobre temática sobre os PODEROSOS RAPAZES DO MOM-BO-JÓ.

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 14/11/2006 00:47
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Ganso Gracioso
 

Muito bom, vejam só, o George Clooney aí em cima resolveu entrar na discussão! E ainda por cima, acusando um ganso de não ter existência mundana.

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 14/11/2006 03:41
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rafael souza
 

Eu n conhecia esse overmundo...bem divertido! hshshshshshs
e sobre esse texto..é bem escrito, mas discordo! tem muita gente que gosta de mombojó, lá na facul o pessoal de humanas paga o maior pau, o vocalista canta mal mas tem tantos instrumentos na banda q nem dá pra ouvir ele direito..eu acho bom..

rafael souza · Recife, PE 14/11/2006 17:13
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SILVASSA
 

você por acaso conhece Cidadão Instigado?

mesma onda. coisas dos cadernos dois da vida.

legal o texto.

por aí.

(você conhece Foie Gras?)

SILVASSA · Salvador, BA 14/11/2006 20:36
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Adoniran Barbosa
 

Bruno
Depois de comparar o Mombojó aos Beatles, o que vc acha pra mim não vale nada!
Continuo rindo do que vc disse. Aliás, essa foi a piada da semana.. muita gente riu. :)))

Adoniran Barbosa · Recife, PE 15/11/2006 16:09
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Ganso Gracioso
 

De fato, para mim, assim como para todos que abriram esta página, Bruno Maia será o homem que vislumbrou a pulsão do Beatles no Mombojó. Comparar a empolgação dos fãs do Mombojó pelo de Beatles foi a coisa mais surreal que eu poderia ouvir em séculos.

Nem um ganso diz uma merda dessas.

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 15/11/2006 19:04
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A Marmota Enrustida
 

Rapaz, esse Bruno Maia é mesmo engraçado... até acusar o Ganso é ferramenta necessária para ele conseguir parecer coerente (para si mesmo). Eu não sou o Ganso, Bruno, realmente criei o perfil há pouco porque nunca tinha usado o Overmundo antes, e aí fui na onda do Ganso, instigado pela imagem de que, realmente, a sociedade nos trata como animais inconsequentes e enjaulados... se é assim, por que não vestir a carapuça? Agora, Bruno, se você não é capaz de COMPREENDER o texto do Ganso, e aí acha que é porque seu linguajar é "acadêmico" e "lamentável", o problema não é com ele. Eu, por mim, acho-o compreensível e o que ele diz me faz muito sentido, mesmo sem conhecer a fundo a maioria dos autores que ele cita. Acho que deve ser porque eu aproveitei meu tempo para desenvolver intelecto e raciocínio, e não fui um "aluno de xerox" ou tive minha cabeça enxaguada pelas novas tendências, "cheias de apelo popular", seja lá o que isso signifique para você. Por mim, o Ganso está certíssimo: essa nossa sociedade precisa mesmo é de um pouco de auto-crítica, de reflexão... dizer que criticar por criticar é ruim é conversa para boi dormir. Aliás, conversa de alienado mesmo... mas nem preciso dizer isso, você ouve Mombojó.

A Marmota Enrustida · Rorainópolis, RR 16/11/2006 02:50
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dMart
 

bá, cansou o papo. virou briga entre facções. ficou chato, hein?!

uma nota. o MOMBOJÓ e o LOS HERMANOS fazem show hoje e amanhã aqui em Porto Alegre dentro do projeto Circuito Cultural Banco do Brasil

baita abraço a todos!

dMart · Porto Alegre, RS 16/11/2006 12:08
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Ganso Gracioso
 

porra! 1300 pessoas e já vendeu tudo isso? Meu Deus, o mundo está repleto de imbecis!

(não podia perder essa piadinha).

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 16/11/2006 15:45
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dMart
 

bueno, Ganso...

se são imbecis (e minha namorada, uma amiga, uma colega de trabalho, entre outras, são algumas delas), não são 1300 imbecis mas 2600 porque são 2 dias de show.

dMart · Porto Alegre, RS 16/11/2006 22:46
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Ganso Gracioso
 

Putis, então é o apocalipse mesmo. Tô começando a achar que Mombojó é o novo New Kids on The Block!

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 16/11/2006 23:14
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Keila
 

Sou nova neste Overmundo, e confesso que estava com dor de cabeça ao começar a ler estes comentários, mas consegui chegar ao fim, e melhor SEM DOR DE CABEÇA, pois ri muito com tudo isso. Sou Recifense e vibro com este tipo de debate pois a dez anos essa cidade não tinha espaço nem para discursões deste tipo, PONTO P/ MINHA TERRINHA QUE HJ É CAMPEÃ EM INVISIBILIDADE, NÃO É ISSO QUE VC (Ganso) ESCREVEU EM OUTRA POSTAGEM. Não conheço o som do Monbojó por isso nada a declarar, sei das reais dificuldades que os nordestinos AINDA enfrentam para ter um "lugarzinho" ao sol, os caras tão fazendo o som deles e aí??? Concordo e discordo de todos e não me sinto realmente preparada "intelectualmente" para levar este ao campo filosófico. Gostaria de citar, se me permitem, um trecho que foge um pouco do foco proposto: Mombojó, mas talvez justifique estar aqui como defensora desta "cena invísivel" que talvez por ser tão concreta, vcs que não estão aqui ou não estiveram nos últimos 20 anos não percebam, já que a mídia só ressalta o que é ruim? é isso??? .
O jornalista José Teles, em um dos seus livros fez uma comparação entre o que fez John Lennon com a enfartada cidade de Liverpool nos anos 60 e Chico Science com a cidade do Recife nos anos 90, tal comparação me levou a fazer uma analogia com teorias defendidas pelo filosofo Joseph Campbell (CAMPBELL, 1990, p. 142), respondendo ao jornalista Bill Moyers em entrevista:

"MOYERS: O que você pensa de todo aquele extravasamento a propósito da morte de John Lennon? Ele foi um herói?
CAMPBELL: Oh, ele foi, sem dúvida, um herói.
MOYERS: Explique isso do ponto de vista mitológico.
CAMPBELL: Do ponto de vista mitológico, ele foi um inovador. Os Beatles desenvolveram uma forma e arte para a qual havia uma carência. De algum modo, eles estavam em perfeita sintonia com o seu tempo. Se tivessem aparecido trinta anos antes, sua música teria sido um fracasso. O herói público é sensível às necessidades da sua época."

Fico feliz se souber que de alguma forma contribuí para esse caloroso debate.

Keila · Recife, PE 18/11/2006 01:47
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Ganso Gracioso
 

Keila, Joseph Campbell é um mitólogo que se baseia em análises arquetípicas dos heróis. Sim, é um mitólogo de sucesso. Escreveu livros belíssimos como "O herói de mil faces", que seria a obra mais representativa de seu trabalho.

Campbell quer mostrar que os heróis são representantes de arquétipos que estão pulsando de forma recorrente naquele período específico - teoria esta bastante similar ao antropólogo Gilbert Durand.

Porém, o que Campbell falar são de arquétipos, na mesma acepção que Jung pensava.

A questão é, Beatles representava um povo. Mas, se fossemos pensar na teoria dos arquétipos mitologicos para explicar os nosso heróis contemporâneos, teríamos que utilizar Joelma, vocalista do Calypso, ou mesmo Alexandre Pires, para falar de exemplos arquetípicos. Isto porque Campbell fala de um grupo que influenciou GRANDE parte daquela população.

Pelo seu exemplo Keila, o maior número de convergências simbólicas é direcionada aos grandes grupos da mídia - não seria o caso do Mombojó.

Chico Science representava um herói pernambucano sim. Ele era o fruto do "ranso" de um estado sempre voltado para a "sofisticação" e para a "independência". Chico Science é a musicalidade da Conferação do Equador. É uma antena plugado para o mundo. E não compare a intensidade do esforço da mídia para levantar Chico Science e para levantar Mombojó.

Comparar Chico Science e Beatles com Mombojó é uma analogia arquetípica um tanto embaraçosa, eu não me arriscaria a fazer isto.

E lembre-se, meu texto é sobre essa "cena invisível" que somente uns poucos jornalistas vêem. Não é sobre o Chico Science - a qual a cidade inteira cantava: "o de cima sobe o de baixo descê". Desde um vendedor de poupa-ganha a um promotor da justiça, todos, se fascinavam com a musicalidade do Chico Science. Suas músicas eram de fato emblemáticas.

Não estou criticando a cena musical de Recife, estou criticando o excesso de peixada nas mídias locais.

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 18/11/2006 05:11
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Ganso Gracioso
 

Só por curiosidade, pros que tem raiva de mim, postei umas canções do Yanna Lee no banco de cultura. Quero ler a crítica de vocês.

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 18/11/2006 05:12
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Keila
 

Bem, não vivo de música, apenas aprecio, vc foi feliz em colocar no pluras "mídias locais", O BRASIL A MUITO SOFRE DESTE MAL, que bom que estão dando voz a Monbojó, Calypso, Kelvis Duran, Calçinha Preta e outras calçinhas da vida, longe de mim comparar gêneros músicais, ou mitos,

Keila · Recife, PE 19/11/2006 19:17
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Keila
 

...que bom que podemos discutir, mas por sermos seres "racíonais", (hahahahahaha... que raça inviável) nosso egoísmo latente não nos permite olhar tudo com espanto (pasmos, nosso maior dom!!!) passamos maior parte da nossa vida em busca de aprovações, necessitamos que as pessoas ao nosso redor digam: "Putz ele(a) tem razão!!! Queremos a ferro e fogo enfiar "goela" abaixo nossa opinião, e não me digam que não, que todas essas (inclusive a minha) postagens não querem ouvir um: "Putz ele(a) tem razão!!! Hahahahahahaha... Antes necessitavamos que os "nossos" nos dessem essa aprovação, agora isso é pouco, com a internet queremos que o mundo concorde conosco, hahahahaha... Onde vamos parar??? Minha avó dizia que os bons sobrevivem (quem são os bons???) VIVA MOMBOJÓ, NAÇÃO, EDDIE, MUNDO LIVRE, LENINE, CHICOS, BEATLES, STONES, LUIZ GONZAGA, CALYPSO, REGINALDO ROSSI, ZEZÉS, SANDYS, ROBERTO E ERASMO, ROBERTA CLOSE, hahahahahaha

Keila · Recife, PE 19/11/2006 19:48
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cezinha gouveia
 

Ganso acho que tem razão em expressar o que acha da banda,mais não acho que tenha razão quando tenta manipular opiniões, afinal cada um tem a sua.
E na minha opinião que nunca tinha ouvido falar nessa banda e acho que também não iria gostar você está fazendo uma baita propaganda dos caras.grande abraço a vc e todos os novos amigos eeee vamos falar de outra coisa rsrsrsr

cezinha gouveia · Campinas, SP 22/11/2006 01:30
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cezinha gouveia
 

Há já ia me esquecendo de mandar uma mensagem se servir a alguém bom, senão descartem.
Não podemos nos esquecer que a cultura tem ligação direta com nossas emoções, pois ela toca nosso espirito e alma nos revolta e nos acalma .
as vezes vem como um simples presente embrulhada em uma canção singela,mais com tanto sentimento que pode fazer uma pessoa maltratada pela vida,calejada de perder, cair em lágrimas
na alegria de sonhar com seu amor.
Como também pode vir chei de arranjos e virtuosidades e trazer paz e a mesma alegria aos poderosos que se encontram em condições de ir ao teatro ou coisa assim.
Na verdade todos nós queremos ser felizes uns ouvindo Zezés,Sandys outros Beatles,Madonas,Gils,Caetanos enfim...
Já é hora de pararmos com esse papinho de cultura pra lá e pra cá e sermos livres pra tocar,ouvir,fazermos o que nos tráz feeeelicidade.E é isso que desejo a todos nós aaalegria de viver.

cezinha gouveia · Campinas, SP 22/11/2006 02:06
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Fernando Júnior
 

Como disse o Cezinha, acho que definir o "bom" e o "ruim" é algo maniqueísta. As mais diferentes manifestaçoes culturais tem diferentes significados para as pessoas, de acordo com suas experiencias pessoais, sociais e suas convicçoes ideologicas. Ate mesmo bandas que parecem ser unanimes (os Beatles, por exemplo) podem nao despertar interesse nenhum para alguem que nao se identifique culturalmente com seu conteudo.
O importante é a denúncia contra a monopolizaçao que existe no circuito pernambucano. O modismo do "mangue-beat" parece fechar os espaços para outros grupos. Pena isso acontecer...

Ah...e como a matéria é sobre o Mombojó: o primeiro disco ainda tinha músicas boas...o segundo perdeu muito em lirismo e harmonia...

Fernando Júnior · Aracaju, SE 23/11/2006 00:04
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Paulo Sacramento
 

Alguma coisa contra os presbiterianos?
uhauhauhauhauh

Paulo Sacramento · Viçosa, MG 2/1/2007 13:44
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AD Luna
 

"Modismo do mangue beat"???? Fernando, você ainda está nos anos 1990... ou longe do Recife

AD Luna · São Paulo, SP 2/1/2007 14:03
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Daniel Duende
 

Tá certo, Ganso... então você não gosta de Mombojó. Isso é plenamente aceitável. Mas dizer que eles são ruins é fazer uma afirmação de valor bem relativo, e tentar emplacá-la como algo absoluto. Se não há um bom argumento para embasar, primeiro o que é bom e o que é ruim, e depois porquê eles se encaixariam na categoria "ruim", falar que são ruins é apenas uma forma de dizer "eu não gosto de Mombojó".

Quanto ao protecionismo da mídia que os cerca, confesso não estar bem informado. Mas mesmo que exista, este não é um argumento para afirmar também que são ruins. Tem muita gente boa que vira queridinha da indústria cultural (que não é boba, e só adota porcarias quando não tem nada de bom para lançar). Você mesmo deu dois bons (e, para mim, muito queridos) exemplos quando citou o Legião Urbana e Los Hermanos. Por outro lado, parece que há quem discorde a respeito da impopularidade da banda Mombojó, não é? Seu texto é, portanto, um bom texto de opinião -- coisa à qual todo mundo tem direito neste mundo dos auto-publicados -- mas infelizmente não vai muito além disso em sua crítica.

Mas se quer dizer algo que tenha algum valor distinto da mera opinião, tente ser mais claro ou fazer afirmações mais verificáveis. Criticar a lógica alheia (o que parece ser sua especialidade) não te salva de ser falacioso. Quer um bom conselho? Mostre a qualidade de sua visão propondo algo novo, uma alternativa ao que você critica, em vez de apenas atacar o que há por aí. Tudo que existe se sustenta, de alguma forma. Enquanto isso, a crítica pela crítica também deixa de fazer qualquer sentido quando se consegue destruir aquilo que se ataca.

E aí, gracioso ganso, o que você iria fazer se conseguisse convencer as pessoas de seus gostos e opiniões? O que você iria colocar no lugar daquilo que caiu? Porquê não começa logo a propor alternativas em vez de se preocupar tanto em atacar o que está por aí?

Enquanto você critica o Mombojó, eles estão tocando em algum lugar por aí, e deve ter um monte de gente gostando. Mais felizes são eles, com música boa ou ruim que seja, pois estão realizando algo.

Em tempo: não gosto do mombojó, mas respeito a proposta e as realizações deles. Por outro lado, gostaria de saber das propostas e realizações de alguém com mente e cultura acadêmica tão privilegiadas quanto as suas. Poderiam ser coisas muito boas, não acha?


Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 23/2/2007 15:31
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Roberto Maxwell
 

Alguem ainda da fe a esse cara???????????????????????????

Roberto Maxwell · Japão , WW 23/2/2007 15:46
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Daniel Duende
 

Ahh, vai que ele tem alguma coisa a dizer mas ainda está pesquisando os autores a citar para corroborar suas idéias, Maxwell. :D
Temos que ser compreensivos com o "modus operandi" das pessoas, né? :D
hehehheh

Abraços do Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 23/2/2007 16:05
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Guilherme Mattoso
 

recalque. esse é a palavra.

Guilherme Mattoso · Niterói, RJ 11/4/2007 11:22
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Guilherme Mattoso
 

digo, "essa"

Guilherme Mattoso · Niterói, RJ 11/4/2007 11:23
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radiowega
 

Nao gosto do Mombojó, nao conheço ninguém que goste, aliás, conheço sim, o site reciferock.

radiowega · Recife, PE 16/5/2007 19:01
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Malu Xavier
 

Demais teu texto, cara. Demais.
Acho que poucas coisas me dão tanto ABUSO quanto ouvir um ser humano falar mal de adolescentes em crise de identidade que choram, e na outra semana eu ver o mesmo ser com cara de ensebado, barba grande, camisa listrada, lendo Nietzche pra parecer inteligente, e ouvindo Mombojó pra ser cult.

Esse povo me dá um abuso estrondoso!!!!!!!!!!
AH, COMO EU ODEIO FALSOS INTELECTUAIS!
COMO EU ODEIO ESSA IMPRENSA IDIOTA QUE PÕE ESSES COCÔS COMO MÚSICA DE GÊNIO.
AAAAAAAAAAAHHHHH, EU ODEIO ESSE POVO FORÇADO.

Pronto, descarreguei.
E amanhã eu vou acordar com orgulho de mim mesma por não falar 'eme-tê-vê', nem ouvir noel rosa POR CONVENIÊNCIA, nem ser barata da Rua Tomazina.

Malu Xavier · Olinda, PE 26/9/2007 01:56
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Malu Xavier
 

#1. Sou Inteligente
The Playboys

"Papai , mamãe e a professora disse que eu era inteligente!"
"Sou inteligente!"

Falo mal da Globo, assisto Jô Soares
Sou inteligente!

Sou leitor da Veja, falo tão dificil
Sou inteligente!

Faço faculdade, escuto bossa nova
Sou inteligente!

Só nunca pensei, apenas concordei
Sou inteligente!

Sou inteligente!
Sou inteligente!
Sou inteligente!
Sou inteligente!


#2. Pessoas Cult
The Playboys

Eu sou multicultural
Você não pode falar mal
Cinema só se for da Fundação
Truffaut mora no meu coração

Meu sonho é ser pós-graduado
Na Sorbone fazer um doutorado

Chico, Caetano, Gil e Gal
compõe o meu gosto musical
Seminários filosóficos sobre arte
Fazem me reler Jean Paul Sartre

Meu sonho é ser pós-graduado
Na Sorbone fazer um doutorado


* Dos simples e sinceros eu gosto. MUITO.





Malu Xavier · Olinda, PE 26/9/2007 01:59
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Papel Higiênico
 

Roberto precisa de:

a) óculos pra corrigir a miopia???
b) óleo de péroba pra passar na cara de pau???


Papel Higiênico · Niterói, RJ 19/11/2007 01:05
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Papel Higiênico
 

peraí!! a indústria cultural só adota porcarias quando não tem nada de bom pra lançar? se isso fosse verdade, Cabaret do Rio de Janeiro, Madame Saatan de Belém, Pública e Superguidis do Rio Grande do Sul estariam no mainstream, e já teriam sido exportados

Papel Higiênico · Niterói, RJ 19/11/2007 01:08
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Papel Higiênico
 

em vez disso é a Cansei de ser sexy

Papel Higiênico · Niterói, RJ 19/11/2007 01:15
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Ganso Gracioso
 

Eu acho que Cansei d e Ser Sexy funciona com o mesmo aparato da Mombojó, sendo que as meninas são mais ricas, mais articuladas, e têm mais amigos jornalistas - e, afinal, são do sul, né? O que faz uma grande diferença.

Ganso Gracioso · Alto Alegre, SP 24/11/2007 17:21
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Papel Higiênico
 

Bonde do Rolê que é do Sul, nunca vi coisa mais idiota que aquilo. outra porcaria que tá aí na mídia a torto e a direito é a baiana Canto dos Malditos na Terra do Nunca, envergonhando minha cidade natal, Salvador. fui assistir um show desse lixo por curiosidade. na vez da banda Café Colômbia eu consegui ouvir lá do fundo o vocalista cantar. quando chegou a vez da "querida" CMTN eu fui pra frente, parecia mais uma banda instrumental PQP!!! joguei dinheiro fora

Papel Higiênico · Niterói, RJ 26/11/2007 11:23
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Papel Higiênico
 

detalhe que o nome da banda é engraçado. desde quando esse pessoal foi Sexy??

Papel Higiênico · Niterói, RJ 26/11/2007 11:27
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