OS MORTOS SÃO MEUS VIZINHOS
Elizete Vasconcelos Arantes Filha
Recentemente fui a um velório do pai de uma amiga em uma casa de velórios muito elegante aqui na cidade do Natal. Os amigos, aos poucos foram chegando em seus belos carros, com as suas belas roupas, e com as suas belas palavras de condolências. Como boa observadora, fiquei encantada com o ritual funerário apresentado, tudo era muito bonito, limpo, organizado, muitas flores, muitas faixas de saudades vindas dos quatros cantos da cidade, com nomes de famílias importantes escritas em dourado ou prateado, de certa forma combinando com os demais acessórios. Após o culto ecumênico, todos se dirigiram ao cemitério, não menos suntuoso, um grande espaço afastado da cidade, com muros altos, estacionamento com manobrista, muitas luzes, com uma entrada digna de um condomínio residencial de luxo. No último adeus, após a decida do caixão à sepultura, uma salva de palmas e uma chuva de pétalas de flores. Até ai, nada demais, a maioria dos leitores também já vira cemitério e rituais funerários dignos de enredo de cinema. O que vocês nunca viram é o que vejo todos os dias em uma comunidade esquecida por Deus e pelos políticos, num bairro muito afastado das badalações, do comércio e dos condomínios de luxo, comuns à cidade do sol, em que todos os dias eu passo pela frente, indo e vindo.
Enquanto os “cemitérios de bacana” têm nomes poéticos, como Morada da Paz, Cemitério Nosso Senhor do Bomfim, Paraíso, Pedaço do Céu e outros tantos, em tantos lugares que já visitei. O Cemitério Pajussara, no entanto, está localizado num bairro chamado Brasil Novo. A confusão já começa por aí, é normal os cemitérios serem destinados a várias comunidades, mas esse em particular é centro de algumas polêmicas, pois não há espaço suficiente nem para enterrar os mortos de uma única comunidade, imaginem atender os mortos de tantas. Só sei que o cemitério favorece vários bairros, Pajussara, Brasil Novo, Parque das Dunas, Bairro Novo, República Nova, Pajussara Sítio, Novo Horizonte e outros. Estas comunidades cresceram ao redor deste cemitério e para encurtar a conversa todas se denominam de vizinhos do cemitério, portanto, todas têm o direito de enterrar seus mortos lá.
Bem, o cemitério serve aos mortos e aos vivos também, se alguém quiser achar uma rua, ou um estabelecimento comercial, ou alguém que mora na comunidade, tem como base o cemitério, a conversa sempre começa assim: “Você vai direto, quando chegar ao cemitério você dobra a esquerda”, e/ ou para quem vem de dentro da comunidade sempre sinaliza assim, segue em frente e ao “chegar ao cemitério, dobra a direita” e outra, “vai direto, direto, passa pelo cemitério e ainda vai direto”, na verdade todos têm que passar por este lugar, pois é a entrada para todas as comunidades e a forma mais viável de se chegar à praia de Genipabu, sim, aquela famosa praia com dromedários e que a global Ana Maria Braga, de vez em quando vêm fazer matérias para o seu programa.
Voltemos às comunidades que ainda têm muitos habitantes remanescentes dos empregados de uma antiga fazenda, cujo dono, seu França, como é conhecido no local, antes de morrer, foi deixando as famílias se apossarem e se estabelecerem no local. Ao levantar esta história entrevistei os moradores mais antigos e registrei através de fotografias. A história começa bem antes da época em que foi construído há 60 anos, ou seja, em meados de 1940, primeira metade do século XX, mas há registros orais dos habitantes antigos de pessoas enterradas desde 1900, pois não havia um espaço destinado para os mortos na região e os mesmos eram enterrados debaixo das árvores aos pés de pitombeiras e timbaubas, árvores ainda existentes no local. Mas não eram todos, os brancos eram enterrados em um cemitério pertencente à prefeitura de Extremós município do Rio Grande do Norte e ou no Cemitério Inglês no bairro do Igapó em Natal e, só os negros, eram enterrados debaixo das árvores, pois a maioria não tinha registros ou identificação de existência e não podia pagar para ter “seus últimos sete palmos de terra” e o transporte ficava dispendioso para as famílias.
Na época, o número de mortos era de um ou dois por ano e, às vezes, passavam - se três anos sem haver óbitos. No entanto, com o passar dos anos e com o aumento demográfico e, consequentemente, do número de óbitos, foi necessária a construção do cemitério, com as terras doadas às famílias dos empregados negros. Seu Genival 66 anos - alfabetizado, um dos remanescentes dessas famílias me mostrou o mapa das terras riscando no chão e explicando como foi a sua distribuição dizendo: “[...] finada Batista tinha a maior parte junto com Nanete. A minha parte era essa aqui. O filho de Nanete começou a plantar verdura e legumes no terreno do cemitério, já que tinha terreno sobrando... para venda em supermercados da cidade e para o consumo dos habitantes locais. A covisa mandou ele fechar o negócio, ele abriu ali na frente junto ao rio, o negócio prosperou, muita gente daqui é empregado dele. Ele é um bom patrão” .
Na década de 1970 um vereador do município de Ceará Mirim/RN o Sr. Roberto Varela, na tentativa de angariar votos da comunidade, assume a doação das terras passando em cartório a documentação como sendo o proprietário e doando à comunidade em nome da política. Consequentemente a prefeitura da Cidade do Natal assume a administração trazendo algumas melhorias, como a construção de um muro que delimita o espaço e uma pintura durante a época das eleições. No entanto, essa demarcação das terras também se tornou motivo de disputa já que a prefeitura só construiu o muro utilizando a metade do espaço utilizado pelo cemitério, a outra metade que foi invadida pelo filho de Nanete, ficou de fora e não mais passou a ser considerada como espaço pertencente ao cemitério. Sendo apossada posteriormente por uso capeão causando indignação a todos da comunidade vizinha ao cemitério.
Entretanto, logo as terras delimitadas para uso do cemitério foram ficando insuficientes, sendo forçoso diminuir a profundidade das covas e a largura e, em alguns casos, colocar um morto em cima do outro e até de lado, fora das regras ambientais que estipula um prazo de três anos entre um sepultamento e outro, já que não há uma divisão de concreto entre uma urna e outra. A situação do cemitério na atualidade vem provocando um desequilíbrio ambiental. Alguns moradores reclamam do lixo que se jogam ao redor do cemitério, restos de caixão de madeira, ossos e até fetos, dos trabalhos de “macumba” com galinha morta, da areia fofa de tanto remexerem a terra, do vento que leva o mau cheiro de carne putrefata até os vizinhos do cemitério, dos moradores desinformados sobre questões ambientais e saúde pública. Conversei com o coveiro, o sr. Jovenilson, Ele disse: “tenho que cavar 1.30 de profundidade, mas não dá, quando chego na metade a areia cai em cima de mim, uso bota e luva de plástico, mas sei que corro risco. Faz 60 anos que enterramos gente aqui, a terra já está contaminada, fede... todo mundo me alerta, mas não posso fazer nada, sou analfabeto, não vou consegui outro meio de vida”.
Recentemente a área que estava destinada para aumento do cemitério foi vendida ilegalmente e o novo proprietário iniciou a construção de um condomínio residencial, ficando muro a muro com o cemitério. Os lideres comunitários responsáveis pelo cemitério solicitaram a desapropriação do terreno à prefeitura local, as casas que estavam em construção foram interditadas e proibidas novas construções. Mas até então a prefeitura não liberou o terreno para uso do cemitério e segundo o administrador do local o sr. Arapuan José do Nascimento, “[...] quando o cemitério era particular, os moradores tornavam organizados. Depois a prefeitura assumiu, virou bagunça. Já solicitamos mais terrenos, mas a prefeitura se nega, tem terreno ali do lado, mas a prefeitura não quer pagar por ele, o negócio é colocar um defunto em cima do outro, mesmo fora de tempo. Se morrer duas ou três pessoas da mesma família em curto prazo, a gente abre a cova e bota o morto, quem sofre é o coveiro, que tem que abrir e fechar e levar toda a poeira”.
O coveiro o sr. Jovenilson, inconformado me disse: “ a gente enterra os mortos aqui em qualquer lugar, nos cantos da parede, entre uma cova e outra, onde tiver espaço. [...] Não sei quantos metros tem o local, não senhora”. Houve uma ocasião que eu estava fotografando os túmulos e pisei numa areia fofa, logo o sr. Jovenilson veio ao meu socorro e disse: “moça, ai onde a senhora ta, tem um defunto enterrado, cuidado para não afundar”. É importante dizer que já fazia algum tempo que havia sido enterrada uma pessoa ali e, não havia nenhuma identificação. Voltei um mês depois ao mesmo local para fotografar novos túmulos e no mesmo local onde quase afundei, tinha mais três covas recém fechadas e sem identificação, só algumas flores.
Também existe a contaminação do lençol freático pelo formol e pelas doenças, já que há no local o percurso do rio doce, cuja água é utilizada para aguar as plantações e para dar de beber aos animais. Quando falta água encanada à comunidade, os vizinhos mais próximos utilizam a água do rio para fazer as lavagens domésticas; e esse mesmo rio é utilizado como um lugar de lazer (banho e pesca) para os moradores e comunidades adjacentes. Outra questão que merece ser sublinhada é que a delimitação como área urbana só acontece na região que fica ao lado do cemitério, atravessando a rua já se distingue como área rural, possuindo todas as características. Uma das consumidoras de hortaliças da região confidenciou: “várias famílias sobrevivem da plantação de verduras, não queremos que eles saiam daqui, o que queremos é que o cemitério seja fechado e abram outro espaço para os mortos em outro lugar”.
Os vizinhos do cemitério reclamam da situação, mas não sabem a quem mais recorrer, haja vista o descaso da prefeitura e de alguns lideres comunitários que querem tirar proveito próprio: “[...] a gente não agüenta mais a falta de respeito com os nossos mortos. Esse trabalho que a senhora tá fazendo vai ser bom para despertar esse povo que não tem amor nem consideração. Eu tenho uma filha e um neto enterrado lá, cuido do túmulo deles e sei que também um dia vou ser enterrado junto com eles. Quero que o cemitério seja preservado. ( Sr. Genival – 66 anos). Lembrando aos leitores que esse terreno de toda essa controvérsia é o mesmo que já tinha sido doado há 60 anos atrás e que foi invadido ilegalmente para plantação de verduras e depois apossado por uso capeão, que posteriormente foi vendido para construção de um condomínio residencial e agora os moradores estão querendo que a prefeitura compre-o de volta. A prefeitura nega-se a comprar, pois não quer pagar o valor exigido e o conflito continua. Esses problemas atípicos a um cemitério, que até então acreditava-se ser um lugar de paz vêm interferir na auto-estima dos moradores adultos e dos jovens e crianças que são exatamente os vizinhos do cemitério, que ao menos na morte, gostariam de ter um pouco de paz e até um pouco de conforto.
Fontes: pesquisa oral com os vizinhos do cemitério Pajussara.
Fotografias de autoria da pesquisadora
Ei gente estou esperando as considerações, vale a pena publicar este texto, sim ou não?
As observações de vocês são muito importantes para que eu possa melhorá-lo.
Elizete
Querida Elizete:
Embora sem querer enterrá-lo, julgo que seu texto peca pela prolixidade e por reunir uma enorme quantidade de informações sem qualquer significado para o leitor. Em que poderia interessar, aos leitores, o nome das comunidades no entorno do cemitério, bem como o do administrador do cemitério e o do coveiro? muita informação e até denúncias que podem talvez interessar a um jornal local mas, sinceramente não, aos leitores, espalhados por todo o pais, do overmundo. Acho que falta um foco à sua reportagem, que , confesso, tentei mas não condsegui ler até o fim.
beijos e abraços
do Joca Oeiras,o anjo andarilho
gostei muito do texto. rico em informação e bem concatenado.
coitado do coveiro!!! se ficar, leva poeira , se o cemitério mudar de lugar perde o emprego..rs.
"Depois a prefeitura assumiu, virou bagunça"
Eis o problema: cemitério privado é mais organizado, parece coisa de brasileiro mesmo...mas, afinal, quem paga o salário do pobre do coveiro???
coisas do Brasil. durma-se com um barulho desses!!
abraços, Elizete e Parabéns!!
Oi Joca, obrigada pelas observações, vou fazer um apuramento no texto. Estou só começando no over.
Elizete
...ainda em tempo...Joca. Acredito que os textos publicados aqui no overmundo devem ser ricos em informações e que elas sejam verdadeiras, haja vista, em alguns casos, este site venha até substituir os jornais. Eu não leio jornal pela manhã, eu leio as materias do overmundo, que tem muita coisa boa e bem escrita. Apesar que também leio muitos textos ruins e inutéis e alguns textos fora do contexto. Exemplo: um fato aconteceu lá na África, o escritor diz que aconteceu nas Guianas Francesas, o texto tem erros de gramáticas grosseiros e todo mundo gosta, aplaude, joga flores, é publicado no Overmundo, eu leio e fico aborrecida.
E também tenho indicado este site de informações até para meus alunos. Os textos de Filipe Mamede, por exemplo, são ricos em informações e detalhes. ( Jornalista e Historiador dos bons).
Mas valeu suas observações e vou esperar que outros leitores façam as mesmas, para que eu mude em nova edição. Valeu e muito obrigada.
Elizete
Querida Elizete:
Claro que com exceções, tenho um críterio para fazer comentários: que eles acrescentem algo, isto é, mesmo o elogio deve ser fundamentado. Nada contra quem diz "lindo!", "Adorei" ou "Muito Bem", mas não me agrada agir desta forma. Inclusive por isso que eu não faço comentário em poesias, embora também haja exceções.
A riqueza de informações, você tem toda razão, é um predicado importante em qualquer texto jornalístico (e mais razão ainda você tem ao citar o Filipe Mamede como um paradigma).
Mas Elizete, as informações só serão enriquecedoras se forem relevantes. E o texto jornalístico é, por excelência, uma seleção de informações relevantes e de interesse geral do público alvo e, quanto mais competente for o jornalista tanto mais esta seleção é aprimorada. Como disse, repito, apesar de achar excessivas as informações mesmo para um jornal de circulação local, para quem mora em Natal as suas informações são até adequadas. Para o overmundo, fui sincero ao dizer, assim não considero.
Por outro lado, fico muito feliz quando encontro alguém como você, disposta a ouvir críticas mas, sinceramente, não acho que seja uma atitude correta no overmundo você "ler e ficar aborrecida" por não gostar de um texto. Se você, mesmo aborrecida, se dá o direito de calar, de quem poderá cobrar uma atitude, digamos, mais adequada? Aqui somos todos responsáveis.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
PS Não sei se ficou claro todo o meu prazer em conhecê-la.
Querido amigo Joca: Quando disse que ficava aborrecida com alguns textos, é porque levo a sério os textos publicados aqui. E vejo alguns textos muito ruins recebendo elogios e até defesa por ter sido escrito com desleixo. Eu sou professora e daquelas bem chatas...indico esse site para aqueles alunos que só conseguem aprender através da internet. As regras do site são bem claras, os textos devem falar da cultura nacional, regional ou local. O meu texto está dentro da cultura local. Leia ele mais uma vez, verá que a riqueza de informações também têm a sua utilidade, pelo menos para mostar que são fatos reais. Me desculpe se fui dura nas minhas observações. Prometo ser mais maleável futuramente.
Eu é que digo o quanto está sendo prazeroso conversar contigo.
Um grande abraço,
Sua nova amiga.
Elizete
Marcos andré, obrigada por ter lido meu texto e ter entendido a mensagem. Espero contar contigo na hora da votação.
Elizete
Profa. Este não é um problema de Natal, do Rio Grande do Norte - do Brasil. O Brasil é um país de privilegiados e renegados, quer na vida como na morte. Ainda mais na morte, o último imposto será o das flores. Outro dia lia num jornal de grande circulação, o caso dos carros dos IML, 12 horas extas para recolher um corpo, sabe onde, em S.Paulo.
- E tudo isto se está vinculado a questão terra. Terra, foi a causa de tantos males e a Terra será a solução daqueles mesmos males.
um abraço, andre.
Gostei. Assim que for para a fila de votação do overblog votarei nele. Publiquei, recentemente, um texto sobre morte no Overmundo.
Considero importante sua preocupação em "rechear" a matéria com bastante dados, pois, assim como vc, costumo ler o overblog e não os jornais locais. Portanto, quanto maior o número de informações, melhor.
Um abraço.
Quero aproveitar a carona de Joca Oeiras!
Tenho encontrado aqui no Overmundo alguns escritores que trazem-nos textos estimulantes. Não lhes poupo os elogios. Principalmente se forem jovens. Incentivo mesmo e não economizo aplauso.
Não costumo também, como o Joca Oeiras, opinar sobre a poesia, com raras exceções.
Estando o texto em edição, uma opinião sincera como a de Joca é válida e construtiva.
Uma vez em votação, ou seja, já não podendo ser mexido, apontar defeitos e pontos fracos no trabalho de outrem é absolutamente inútil e até mesmo deselegante. Melhor silenciar e votar NÃO, ou seja, não dar o voto.
Agora, elogiar falsamente um texto ruim... seria, além de desonestidade, um convte ao ridículo... Há aqui não poucos leitores sagazes... Eles logo notariam o populista...
Elizete, o teu texto é ótimo - e o assunto interessante. Aproveite a sugestão do Joca. Ela é boa. Dê uma enxugadinha, uma pequena aparada. E conte com o meu SIM, quando entrar em votação.
Abraços do
Baduh
Pois é Elizite, o ser humano é tão problemático que até para morrer ele cria problema. Nossa carne não serve para nada. Se não enterrar logo ninguém aguenta a catinga. Creio que a saída para o nosso estado é se criar um crematório, e jogar as cinzas no sertão. Muito boa sua matéria, abs.
Gustavo Luz · Mossoró, RN 19/8/2007 07:44
Gente boa, bom domingo não? aqui está fazendo sol e chovendo ao mesmo tempo. Obrigada pelas considerações de vocês. Vou mexer no texto para ajustar seguindo as orientações de Joca e baduh. Espero vocês na votação.
Um grande abraço para todos.
Elizete
ELIZETE...
O texto é interessante... Lembra um pouco o universo de "Dias Gomes" e a famosa novela-série brasileira: O Bem Amado!
Falar ou escrever sobre cemitério e morte é assunto que maioria das pessoas foge... Muitas se benzem!
Tudo o que você relatou (com todo o respeito aos comentários dos amigos) faz parte da cultura brasileira. É a chamada cultura do descaso! A sua denúncia soa como jornalístico... Não resta dúvida! Mas... Eu vejo fatos engraçados e muito trágicos: plantação de hortaliças (verduras) nas terras do cemitério? Meu Deus! As almas vão chegar no céu, purgatório e no inferno bem nutridas! Os vivos que se cuidem!
Uma pequena observação: se for possível procure enxugar os próximos textos... Se eles puderem ficar com pelo menos cinco parágrafos (mesmo com parágrafos mais longos), será algo próximo do ideal... Não esqueça que a maioria dos internautas não gosta de ler. É a nova regra do mundo globalizado (e enlatado)... É a pressa!
Você tem veia literária! O texto é um "causo" especial jornalístico que merece ser publicado no OVERMUNDO e nos principais jornais do Brasil.
Parabéns pela coragem de escrever sobre um assunto que mexe com a vida! As críticas boas ou não merecem análises... Elas aprimoram o que a gente cria!
Gostei do texto! Quero ler mais histórias e estórias da escritora “Elizete”.
Grande abraço!
Lailton Araújo
Elizete.
Este teu novo texto é magnifico. Mesmo que fales das misérias desse país, desse politicos indiferentes às dores dos indigentes, teus textos, são denunicas que precisavam ser levadas aos grandes jornais. Manchetes, Elizite, que denunciassem a ingratidão dos homens pelos seus semelhentes, pobres, infelizes, mas de almas boas, de corações puros.
Gosto muito dos teus textos.
Conte comigo.
Abraços
Noélio
Elizete,
já havia lido na sala de edição. Voltei para dar meu voto. Vc abordou um problema com o olhar jornalístico. Esta questão também não deixa de ter um viés cultural. A forma como nosso povo enxerga e trata seus mortos. Acho que como algo sem tanta importância. Até quero escrever sobre isto qualquer hora destas.
Um abraço!
Comecei a gostar pelo nome,
Elizete Filha, de raríssima lavra.
Também vi uma relação com a literatura, não no estilo, mas no tema-drama do coveiro, com os coveiros em greve no brilhante Incidente em Antares, de Erico Verissimo.
E, sim, coveiros devem ter nomes, como quaisquer outros que freqüentem os mundos de mortos e vivos, sempre lembrados.
Se é grande ou pequeno, não tenho opinião.
Penso que tem os detalhes que poderiam ser de uma história de ficção e, talvez, por isso, deixe de ser uma notícia, uma reportagem, para ser um libelo, uma carta-denúncia, então, mais próxima daqui de Overmundo de que de jornal.
Até porque jornal algum vai publicar essa matéria, nem que fosse Nélson Rodrigues ou Paulo Francis que a assinasse.
Bem, Nélson Rodrigues a levaria ao palco e seria sucesso.
Parabéns pela estréia, Filha.
Ops!
Deixe eu explicar ter sido tão taxativo sobre algum jornal publicar a matéria, Elizete.
Penso que jornais têm donos, que tem interesses outros que não informar o povo.
Possivelmente, nessas comunidades aí citadas, todos os jornais tenham donos que têm interesses na construção civil, na eleição do prefeito e dos vereadores, como acontece aqui na minha cidade e, creio, em algumas outras centenas de milhares de cidades do planeta.
Por isso afirmei que jornal algum publicaria, não pelo conteúdo, mas por concordar com Chico Buarque quando diz que
"A dor da gente não sai no jornal".
Adroaldo, meu amigo do Overmundo: entendi perfeitamente a sua colocação e concordo com ela, comentei aqui em casa hoje:qual jornal local públicaria esta materia se eles, os donos, são do governo ? Obrigada pelas considerações, tenho muito respeito por tudo o que você me diz. Em tempo, essa minha matéria me faz lembrar a música de Zé Ramalho; "Oh!...vida de gado, povo marcado, povo feliz...feliz ? ".
Para você, em especial.
Elizete Filha
Noélio Melo, meu amigo, meu "parente", que felicidade vê-lo aqui opinando mais uma vez. Desde o meu primeiro texto que observo a sua sensibilidade com a minha escrita. Te digo, ela é pura, recheada de emoção, escrevo para pessoas simples e com toda simplicidade de que sou capaz, não tenho pretenções de publicar em jornais ou revistas, o overmundo já me basta, contanto que eu seja compreendida.
Um grande abraço e tenha uma boa semana.
Da amiga e quase "parente". ( Tô levando a sério esta história de parente, não é mesmo) (rss).
Elizete Arantes
Lailton Araujo e Roberta Tum, obrigada pelas considerações, acredito ter feito a coisa certa ao pedi a opinião de pessoas tão especiais. Como já sabem, estou iniciando, este é o meu segundo texto, o primeiro, infelizmente, não foi publicado, mas tenho anotado tudo que me dizem para melhorar a cada escrita, a cada texto. Confesso que aprendi muito com cada observação, com cada conselho e espero nos encontrar brevimente, aqui no over, eu com os meus, vocês com os seus ( parece letra de samba, não é mesmo?).
Um grande abraço, e tenham uma excelente semana.
Elizete Arantes
atrasado, mas votei!!!
abraços,
Crônica de denuncia social simplesmente impecavel, Elizeth, parabéns!!!
marcio rufino · Belford Roxo, RJ 20/8/2007 16:24Elizete, eu li o texto, gostei da história, que é um misto de muitas coisas... jornalismo literário, história, cultura, social, enfim, uma miscelânia de coisas. Quanto á estrutura do texto, quando texto jornalístico e, em se tratando de uma mídia digital, é aconselhável que o texto seja mais condensado. Em outras palavras, que o texto seja um pouco menor. Finalizando, a história é muito rica e, se fosse pra dizer que houve algum pecado, diria que você pecou pelo excesso. Um abraço conterrâneo.
FILIPE MAMEDE · Natal, RN 22/8/2007 11:57
O problema começou com o politico, "armou bacana" e municipalizou o Cimi. Aí quando se trata do povo eles economizam, diminuiram o muro, reduziram o Cimi. Começo a desconfiar que o "ajno" quer aparecer! Se for verdade ele vai desaparecer!
Depoimento terrivel, desleixo com os restos humanos nos Cimi, normal! Bateste bem a "bola"! Afinal, és ou não a Filha de P..!
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
A Revista Overmundo está chegando ao fim de sua primeira temporada e você não pode perder a oportunidade de colaborar! A edição nº 6 da revista,... +leia
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!