Pouco mais de um ano atrás, postei, aqui mesmo no overmundo, um texto intitulado “Os oitenta anos de uma Brisa do Mar em Oeiras” onde falava daquela figura impoluta e da perspectiva das comemorações do seu aniversário no dia 25 de setembro de 2007. Ocorre que tratava-se de um alarme falso, isto é, o gajo se atrapalhara na contageme faria na verdade, meros 79 anos naquela data. Volto à carga este ano, agora convicto de que se trata dos oitenta anos da nossa querida “Brisa do Mar”, o homossexual mais querido de Oeiras, famoso em todo o Piauí.
Carta AbertaOeiras,
17 de setembro de 2008
Aos candidatos a prefeito Aleksandra Tapety e B. Sá
Aos candidatos a vice-prefeito Fatinha de Doutor e Mário Freitas
A todos os candidatos a vereador
Aos Comitês eleitorais de ambas as coligações
Senhores:
No próximo dia 25 de Setembro de 2008 o jardineiro aposentado da Prefeitura de Oeiras José Hipólito Marinho, o Zé de Helena, estará completando oitenta anos. Serviu com amor e dedicação a todos os governos que se sucederam tendo sido contratado pelo já falecido prefeito José Tapety e aposentado no final da gestão do prefeito B. Sá (1986) sendo querido e respeitado por todos. O excelente conceito que desfruta o Zé de Helena foi também demonstrado no último dia 24 de janeiro de 2008, quando ele recebeu as medalhas do Mérito Mafrense e Renascença das mãos do prefeito de Oeiras, Tiel Reis e do governador do Estado, Wellington Dias, respectivamente.
A acirrada disputa eleitoral que se desenvolve em Oeiras, parte do jogo democrático, faz, no entanto, muitas vezes, que se esqueçam valores tais como o regozijo pelo transcurso do aniversário de alguém assim tão querido por todos. Não há quem possa, independentemente de sua opção político-partidário, deixar de reconhecer a carismática bondade e espiritualidade daquela figura linda que tão intensamente participou da vida cívico-religiosa da primeira capital.
Escrevo aos senhores porque entendo que, sem o menor prejuízo das respectivas campanhas, sem que nenhum possa acusar o outro de manobra, será possível, a par de prestar ao Zé de Helena uma belíssima, merecida e inesquecível homenagem, Oeiras dar, ao Piauí e ao Brasil, uma lição de civilidade e espiritualidade: que acima das paixões eleitorais há valores imorredouros como a amizade, o respeito e o amor ao próximo.
Minha proposta é simples e clara: Que os Comitês eleitorais das coligações acedam em uma trégua na propaganda dos respectivos candidatos, e que, no próximo dia 25, por minutos que seja, coordenadamente, os carros de som circulem alardeando a seguinte mensagem:
“Parabéns Zé de Helena, pelos seus oitenta anos vividos na paz e no bem. Oeiras te ama, e, nesse dia, quer te dar um abraço arrochado e takar-lhe um beijo caloroso. Você nos faz ter ainda mais orgulho de nossa terra!”
Homenagem singela no meio desta gritaria eleitoreira!
crispinga · Nova Friburgo, RJ 19/9/2008 11:07
Abraços apertados e ternos em Zé de Helena.
[o candidato que não fizer amerecida homenagem, pelo visto, perde a eleição!]
Grato pelo aviso, Joca.
Queridos amigos:
Apenas para melhor entendimento do texto, não são gratuitas as referências ao abraço arrochado e ao beijo"takado" assim mesmo com k. Élas remetem àss "palavras de ordem", ou melhor dizendo, as gritos de guerra de cada uma das coligações; "é arrocho", da oposição e "é taka", dos situacionistas. Ganha quem cuspir mais longe!
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras (PI)
Os oitenta anos de uma brisa do mar em Oeiras 2
Uma referëncia e Sonho pelo respeito e o entendimento.
O Seráo virando mar.
Parabéns ao José da Helena.
Parabéns prlo Propósito louvável e pelo trabalho.
Parabéns ao Venerável Zé de Helena.
Abrços a Todos
Por um Piaui Querido e Melhor.
a
Joca, meu querido anjo andarilho de Oeiras,
ratificando meu voto, torno pública, a título de comentário, minha resposta (com pequena correção) a sua Carta Aberta em prol da homengem ao Zé de Helena:
É por essas e outras que, quanto mais o conheço, mais o admiro. Sua iniciativa, com certeza, em muito felicitará o aniversariante - como também o engrandece ainda mais como homem e piauiense de boa cepa, que você é. Por isso, ao aniversariante me antecipo em desejar toda a felicidade do mundo e - parodiando Julio Verne em sua obra maior - que, no dia 25, Zé, seu coração dê uma volta ao dia em oitenta mundos, entre amigos, familiares e demais oeirenses. Parabéns, Zé de Helena. E, cá do Rio, mando-lhe - com humildade e regozijo - um beijo caloroso no coração. É o presente que lhe posso ofertar de tão longe.
E a você, Joca, peço fazer chegar ao aniversariante minhas palavras, lamentando sinceramente não poder estar presente para participar da festa e abraçar a ambos, você e ele, pessoalmente.
Vai daqui meu forte abraço.
Estava sem coneccao da Internet, lendo agora esta bela homenagem, parabens, abraco.
victorvapf · Belo Horizonte, MG 22/9/2008 11:51
Que lindo Joca.
Zé de Helena precisa ser conhecido por todo o Brasil.
Um abraço a todos.
Olá, Joca. Tudo na paz? Parabéns pela iniciativa! Votado!
Clésio Tapety - Cultura da Paz · São Paulo, SP 22/9/2008 15:18Joca , eu já havia lido e também a outra colaboração na ocasião de editada, Zé de Helena é um exemplo de paz....já aos dez anos definia a Escola, a Educação como o bem maior para o índivíduo...70 anos atrás....Sucesso e muita alegria pra vcs aí em oeiras.
Cintia Thome · São Paulo, SP 22/9/2008 16:30Beleza Joca. Me fez recordar as miinhas idas aí nos anos 80. Tenho saudades da pracinha à noite, de beber cachaça com as meninas, e das igrejas de puro encdanto e magia! Abraços!
raphaelreys · Montes Claros, MG 23/9/2008 07:04
A prefeitura municipal de Oeiras, associando-se, em boa hora, às comemorações pelo transcurso do octogésimo aniversário do jardineiro aposentado da municipalidade, José Hipólito Marinho, o inefável Zé de Helena, deliberou dar à nova Praça, que será inaugurada amanhã, 24/09/2008 no bairro Jureminha, o nome de "Praça Jardineiro José de Helena"
Sabendo disso escrevi o texto abaixo para ser lido naquela ocasião.
Muito além do Jardineiro
Joca Oeiras
“Sinto-me feliz porque toda a minha vida trabalhei, com amor, por ti, Oeiras!”
Zé de Helena
Dar a um bem público, o nome do jardineiro aposentado José Hipólito Marinho, o Zé de Helena, justamente às vésperas de seu aniversário natalício tem todo o cabimento, mormente em se tratando de uma praça pública como tantas outras que ele cuidou durante os anos que trabalhou na Prefeitura Municipal de Oeiras.
Mas não haveria nada errado, ou fora de lugar, se essa figura impoluta fosse lembrada para nomear uma escola, posto de saúde ou qualquer outro equipamento em nossa cidade. O proficiente jardineiro Zé de Helena, imaginoso proprietário de um Castelo, à noite e nos fins de semana se transmutava em diligente e solícito garçon e, nas festas cívicas e religiosas, produzia trabalho abnegado atendendo a todos que lhe pediam ajuda; essa Brisa do Mar, como é, também, carinhosamente chamado, até por ser, profundamente, um jardineiro, foi, e é, muito mais do que isto: incorporou-se, de tal forma, ao imaginário coletivo que hoje em dia seria impensável Oeiras sem Zé de Helena.
Por outro lado, é bom dizer, a população do Jureminha, a par de receber tão ansiado melhoramento comunitário, deve sentir-se, também, honrada pelo privilégio de ter, a partir de hoje, em seu bairro, a Praça Jardineiro José de Helena. Uma praça com este nome certamente inspirará o Amor, a maior lição que o Zé nos deu durante toda a sua vida! Obrigado por tudo, jardineiro fiel!
Entre flores e cores:
Almoçando hoje, terça-feira de carnaval (24-02-2009) no restaurante do Doquinha, que fica bem aqui em frente à FNT, eis que lá adentra a figura impoluta do Zé de Helena. Ainda montava sua quentinha quando o moto-boy que o aguardava pediu a ele que esperasse, pois havia encontrado uma curta corrida para fazer e retornaria em minutos.
O Zé, que, sempre que me encontra, diz “Obrigado! Obrigado!”, sem que eu possa atinar o porquê do agradecimento, não queria mas, por insistência minha, acabou sentando em minha mesa durante a sua, infelizmente, curta espera. Perguntei o que achava das Cores e ele – surdo como está – me respondeu sobre as flores:
“Enfeitam a vida
Enfeitam a Morte
Enfeitam tudo o que a Humanidade trás: Amor e Saudade!”
Percebendo que ele falava de flores, insisti na pergunta sobre as Cores, e ele me respondeu:
“Hoje as cores são completamente diferentes da cores de antigamente. O Preto e o Roxo, por exemplo, eram cores que expressavam sentimentos. Hoje não: o Preto e o Roxo são cores elegantes, usadas pela pessoas chics, que estão na moda. Hoje em dia não há mais distinção: todas as cores são iguais;. Tudo virou um só. Só o branco mantém seu caráter de pureza angelical”
As duas respostas do Zé podem, até, parecer contraditórias em determinado aspecto: para as Flores, atemporalidade; para as cores, historicidade. Mas isso, do meu ponto de vista, é só aparência: o Zé de Helena enxerga as coisas sob um único ponto de vista: o da Humanidade!
Inefável Zé de Helena!
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