Os Pioneiros mira primeiros compositores de MS

Lula Ricardi/XYZ Design
Capa do livro
1
Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS
15/1/2010 · 63 · 8
 

Antes de ser lançar o livro 'Os Pioneiros - A Origem da Música Sertaneja de MS' no formato 'papel', decidi postar no Overmundo a versão digital. Está na íntegra no banco de cultura!
É só clicar AQUI!

Abaixo, segue o texto de apresentação do livro. Boa leitura!

Ao propor o projeto para escrever o livro ‘Os Pioneiros – A Origem da Música Sertaneja de MS’ não imaginava a ‘fundura do poço’. Primeiramente, pensei em fazer um trabalho envolvendo Délio & Delinha, ainda sem ter a dimensão da obra da dupla. Aos poucos, ao ampliar o leque para os finados Zacarias Mourão e Zé Corrêa ficou evidente o elo entre, não só os três nomes citados, mas uma turma que transformou, a partir dos anos 50, o Sul do Mato Grosso em um celeiro artístico de primeira qualidade e com características diferentes do restante do país. Beth & Betinha, Amambay & Amambaí, Dino Rocha, Maciel Corrêa, Elinho do Bandoneon, Tostão & Guarany, duplas que já não existem mais como Ado & Praense e Adail & Tesouro, os cantores Benites, Victor Hugo e Aurélio Miranda, a saudosa Jandira... Ao iniciar a pesquisa para esta obra ainda em 2008, constatei que seria insuficiente o espaço para contar a história de tantas duplas e artistas que ajudaram a construir a primeira fase de profissionalização da música de Mato Grosso do Sul. Até porque a história de cada um deles daria um livro inteiro.

O fato de termos uma bibliografia ‘diminuta’ sobre a música de Mato Grosso do Sul reforçou a necessidade de se colher as informações direto na fonte. Por isso, tive de ir a campo. Decidi que as versões dos fatos seriam dadas por meio dos depoimentos dos próprios condutores da história. Foram meses até conseguir encontrar alguns destes pioneiros. No entanto, sempre tive uma guarida segura. Na segunda parte do livro estão as entrevistas, onde mantive ao máximo a fidelidade na maneira que o artista se expressa. Até para se registrar como estas pessoas – que guardam as tradições de um Século XX ainda sem tecnologia avançada – se comunicavam.

Confesso que abrir arquivos e baús empoeirados foi uma das partes mais prazerosas do trabalho. Há muito ainda da memória de Mato Grosso do Sul sendo guardada em caixotes e gavetas, longe demais dos museus oficiais. É importante ressaltar o trabalho de restauração de imagens feito para o livro, tanto das capas dos LPs como das dezenas de fotos dos artistas. Um dos principais objetivos desta publicação é contribuir para a catalogação e organização das informações sobre a música do Estado. Por isso, a terceira parte traz a discografia dos artistas dedicada exclusivamente a long-plays (LPs) e compactos em 78 e 33 rotações por minuto. Também estão listados os dados biográficos dos músicos, com nome, local e data de nascimento.

Na pesquisa para encontrar os LPs, muitos raros, foi fundamental o trabalho de colecionadores campo-grandenses de discos de vinil. Os principais são Capitão Moura, Kenzo, Fauzer, Odilo e Luiz Carlos. Juntos eles ultrapassam a marca de 40 mil LPs, incluindo centenas de discos regionais. São verdadeiros heróis porque preservaram a memória musical do Estado, enquanto os registros das apresentações nas rádios, dos festivais de música, dos shows-dramas nos circos e nos palcos dos cinemas campo-grandenses nos anos 50, 60 e 70 são praticamente inexistentes.

Apesar de realizar a catalogação de 110 álbuns e 1.149 músicas da obra de artistas fundamentais de Mato Grosso do Sul, muitos ainda precisam ser analisados e suas histórias resgatadas. Duplas, cantores e instrumentistas que alicerçaram o mercado e a cena musical do Sul de Mato Grosso como Romance & Romerinho, Curioso & Barqueirinho, Baronito & Sereninho, Ivo de Souza & Florito, Abadil Viegas, Atílio Colman, Dozinho Borges... Todos eles também pioneiros. Por isso, encaro este livro como um ponto de partida. Uma fonte de informação para auxiliar estudos futuros. Primeiro é preciso conhecer, só para depois analisar. E os fatos são a mais pura fonte da história e da verdade.

O subtítulo da obra - A Origem da Música Sertaneja de MS - é uma maneira de afirmar que o Sul de Mato Grosso produzia uma música diferenciada em relação aos grandes centros e o que se entendia e consumia de música sertaneja para a época. Graças à posição geográfica, foi inevitável que a herança da música fronteiriça (do Paraguai e Argentina) já estivesse bem delineada nas canções de nossos primeiros compositores.

E estes primeiros compositores são pessoas vindas do campo, muitos nasceram em fazendas, viveram na faixa de fronteira e construíram um repertório que reflete estas raízes. Cantando em três idiomas - português, espanhol e guarani - e amparados por ritmos ternários - como a polca, a guarânia e o chamamé - estes artistas tiveram o mérito de ser um diferencial do protótipo de caipira, que falava de maneira antiga, vestia-se de modo rudimentar e tocava basicamente moda de viola. Delinha deixa isso bem claro em suas falas.

A elegância, na verdade, é uma das qualidades desta geração de músicos. O terno sempre impecável de Délio e a saia rodada de Delinha viraram marca da dupla. O poeta elegante Zacarias Mourão, o Índio do Mato Grosso, também fazia suspirar as mocinhas dos auditórios e as colegas de trabalho, como as Irmãs Galvão afirmam com todas as letras no documentário ‘Tió e a Árvore - Vida e Obra de Zacarias Mourão’, dedicado ao compositor de Coxim. O também saudoso Zé Corrêa sempre estava alinhadissimo. Beth & Betinha eram as princesinhas da fronteira! Victor Hugo e Benites até hoje mantêm a fina estampa. Esta geração é toda sertaneja, mas tem uma herança mais ligada a tradição castelhana do que caipira. O que a difere do restante do país.

Além da questão comportamental, é preciso ressaltar a importância das apresentações destes artistas nos circos e nas rádios. Desde o final da Segunda Guerra Mundial o número de emissoras de rádio estava em ascensão no Brasil. No final dos anos 40 já eram mais de cem no país que atendiam três milhões de aparelhos receptores. Os programas de rádio acabavam popularizando os artistas e na outra ponta da cadeia produtiva estavam os circos, que faziam este artista circular pelas grandes cidades e interior dos Estados. Estima-se que apenas em São Paulo havia, no início da década de 50, aproximadamente 200 circos que serviam de porto seguro para os ídolos sertanejos, que eram repelidos pela ‘intelectualidade’ do país.

Com as apresentações nos circos, outra faceta tinha que ser revelada: a de ator. Muitas vezes, a de escritor também. Os shows tinham a parte musical e também o que chamavam de 'drama', um esquete de teatro. Estas encenações colocavam os artistas já conhecidos nos papéis principais e a equipe do circo fazia os personagens que giravam em torno dos protagonistas. O estilo era sempre a comédia pastelão, o dramalhão e o bang bang. Era como se fosse uma novela seguida de uma apresentação musical. Depois de assistir a textos como ‘Pistoleiro Satânico’, ‘Preta Veia’, ‘Ladrão Detetive’, 'Pai João', ‘Planeta dos Mansos’, ‘Deus Perdoa, Eu Não’ e ‘Kid Querosene’ o público já estava ganho para o show que viria depois.

No final da década de 50, Campo Grande servia de moradia e base para muitos músicos que vinham de Ponta Porã, Bela Vista, Maracaju, Coxim, Três lagoas, Corumbá, Aquidauana. Movimento que iria aumentar gradualmente nas próximas décadas. A cidade interiorana pulsava e eram as rádios que refletiam isso. Os locutores foram essenciais neste processo e se tornaram agentes da cena musical campo-grandense. Em especial a dupla formada pelos irmãos Juca Ganso e o saudoso Ramão Achucarro, que faleceu em agosto de 2009. Já no final da feitura do livro, entrevistei Juca Ganso. Ele contou uma das passagens mais comoventes da música sul-mato-grossense, que foi a trágica morte de Zé Corrêa em frente a Rádio Educação Rural em abril de 1974. Depoimento sensível e emocionante.

Todos os músicos desta geração, sem exceção, tiveram um contato intenso com o rádio. Délio & Delinha, por exemplo, por vários anos se deslocaram todas as semanas para comandar um programa na rádio de Aquidauana. Beth & Betinha começaram nos concursos das rádios de emissoras de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. Dino Rocha participou com Os Filhos de Goiás de programas de grande audiência em São Paulo. Zacarias Mourão começou a carreira ganhando concursos de poesias nas rádios e comandou produções jornalísticas, de variedades e musicais na Rádio Bandeirantes, Radio Nacional, Excelsior...

Alguns artistas sul-mato-grossenses tiveram um contato próximo com nomes importantes do cenário nacional. Capitão Barduíno, que foi quem batizou Delanira e Zezinho, ainda Duo Pintassilgo, como Délio & Delinha, foi um dos locutores mais influentes da música sertaneja e o primeiro do gênero na poderosa Rádio Bandeirantes. Outro personagem fundamental em toda a evolução e, principalmente, registro e divulgação do que seria a música produzida pelos artistas que estavam residindo em Campo Grande – e que vinham de vários lugares – foi Mário Vieira.

Também compositor – lembra de ‘Sabiá lá na gaiola fez um buraquinho, voou, voou, voou...’? -, ele transformou a sua gravadora, a Califórnia, em uma base dos músicos do Sul de Mato Grosso. Depois de Délio & Delinha e o sanfoneiro Zé Corrêa lançarem seus álbuns pela Califórnia, respectivamente, na virada dos anos 50 e final da década de 60, a gravadora não parou mais de produzir discos de artistas do Estado até o final dos anos 70.

Quem fazia a ponte dos músicos do Sul de Mato Grosso não só com a Gravadora Califórnia, mas com os programas de rádios e circuito de shows em São Paulo era Zacarias Mourão. Foi ele que encaminhou Délio & Delinha a Rádio Bandeirantes e os apresentou aos importantes Capitão Barduíno e Biguá. Depois de famoso, o acordeonista Zé Corrêa também foi o responsável pela ida de várias artistas para gravar seus primeiros discos na Califórnia, como Elinho do Bandoneon, Jandira & Benites, Amambay & Amambaí e Curioso & Barqueirinho.

Um dos mais importantes músicos paraguaios, Hermínio Giménez, também passou por Mato Grosso do Sul e teve contato com vários artistas de Campo Grande. Este foi um dado completamente novo para mim quando comecei a pesquisa do livro. O saudoso maestro paraguaio fez várias apresentações no Estado. Sua ligação com o Sul de Mato Grosso vem desde que se exilou nos anos 50 na Argentina e transformou as cidades de Corrientes e Buenos Aires em suas moradas.

A atração de Hermínio Giménez pelas cidades sul-mato-grossenses e o contato mais próximo com Elinho do Bandoneon e Jandira & Benites reforça a característica platina e comprova a qualidade da produção autoral e de interpretação do cancioneiro sul-americano dos músicos da região sul-mato-grossense desde o início dos anos 50. São muitos os personagens que construíram a primeira cena artística do Sul de Mato Grosso.

Um aviso importante é a não inclusão no livro de informações específicas sobre a saudosa Helena Meirelles. Uma decisão difícil que tive de tomar por várias razões. Pela densidade e tamanho da sua trajetória, ‘A Dama da Viola’ tomaria com facilidade todas as páginas deste livro. Tive a honra de conhecer e entrevistar Dona Helena e tenho imenso respeito e admiração. Esta pantaneira de boca suja e coração gigante, no entanto, é um fenômeno à parte. Praticamente um milagre, uma brincadeira de Deus.

Helena nasceu em 13 de agosto de 1924. Veio ao mundo apenas sete meses antes de José Pompeu, o Délio, o atual patrono da música sul-mato-grossense com 85 anos. Entendo que Dona Helena, apesar de ser contemporânea, vem de uma outra história, que não tem a ver com o pessoal de Délio & Delinha. Em um movimento praticamente ‘subterrâneo’, Dona Helena só deixou o circuito das fazendas e inferninhos do Pantanal e interior de Mato Grosso do Sul e São Paulo nos anos 90.

Mais especificamente, em 1993, o seu sobrinho mandou uma fita para a ‘Guitar Player’ e a revista norte-americana acabou a elegendo como instrumentista-revelação. Depois disso, a sua palheta de chifre de vaca foi inclusa no pôster em que a mesma ‘Guitar Player’ listou as 100 melhores do mundo, de todos os tempos, junto com as de B. B. King, Jimi Hendrix e Eric Clapton.

Com isso, Dona Helena ganhou fama no final de sua vida e se transformou em uma das artistas mais conhecidas de nosso Estado. Gravou três discos pela Eldorado (Helena Meirelles/1994, Flor da Guavira/1996 e Raiz Pantaneira/1997) e depois mais dois discos (Helena Meirelles Ao Vivo/Sapucay Discos/2003 e Os Bambas da Viola/Quarup/2004). Ainda foi o foco de documentários e filmes, como ‘Dona Helena’, de Dainara Toffoli, e ‘Helena Meirelles: A Dama da Viola’, de Francisco de Paula. Seu nome batiza a Concha Acústica do Parque das Nações Indígenas de Campo Grande.

Enfim, Dona Helena está bem registrada, embora particularmente acredite que uma pesquisa mais aprofundada deva ser feita em torno da trajetória e do modo com que ela tocava violão com afinação de viola. Acompanhei de perto seus últimos dias em 2005, quando aos 81 anos faleceu no Hospital das Clínicas em Campo Grande, cidade natal que ela voltou a viver depois de ganhar uma casa modestíssima do governo do Estado em 2002.

Na minha primeira entrevista para o livro, que fiz questão que fosse com Délio, o músico falou o seguinte sobre Dona Helena: “Ouvi falar dela muito, mas depois que ela ficou famosa. Esse é o grande defeito. Deixam as pessoas sofrerem primeiro para depois valorizarem. Helena Meirelles quando apareceu já tava com 70 e tantos anos. Ela tocava no estilinho bonitinho, só nas duas cordinhas de baixo. Din din din, din din din’.

Lançar esta publicação dedicada aos pioneiros da música de Mato Grosso do Sul justamente em 2009 e sem ter a intenção de conciliar com datas importantes é pura coincidência. São 50 anos da primeira gravação de Délio & Delinha e Beth & Betinha. Também faz cinco décadas que Goiá musicou os versos de Zacarias Mourão para o pé de cedro que ele havia plantado em 1939, 70 anos atrás. Lá se vão 35 anos que Zé Corrêa nos deixou e 15 que a inimitável Jandira foi vencida por um câncer. Zacarias Mourão foi morto há duas décadas.

Por isso, dedico este livro a memória de três grandes artistas sul-mato-grossenses que eu não poderei entregar em mãos esta obra, mas que são inesquecíveis. Mesmo após terem se tornado estrelas, ainda não receberam o devido reconhecimento pela grande obra construída e trajetória fundamental para o surgimento da música sul-mato-grossense.

Zacarias Mourão, Zé Corrêa e Jandira, este livro vai para vocês!

Rodrigo Teixeira
CG, set de 2009

compartilhe

comentários feed

+ comentar
Maria Lúcia
 

Meu filho querido Rodrigo Teixeira, tua obra está linda! Reflete tua dedicação, teu talento ( que nasceu contigo) tua competência, teu empenho e persistência neste caminho árduo que é o do artista... reflete sobremaneira o teu amor, pela arte, pela música, por esta terra e sua gente...reflete a tua ternura, a tua parcimônia, a tua imensa capacidade de valorizar bem antes de ser valorizado... meu coração está em festa... mais uma vez meu filho, tenho motivos para dizer ... QUE ORGULHO EU SINTO POR SER TUA MÂE. PARABÉNS!!

Maria Lúcia · Campo Grande, MS 16/1/2010 00:30
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Carol Alencar
 

Faço das palavras da Malu, as minhas! Ver o RodTex, que por tantas vezes, dedicou-se à música de Mato Grosso do Sul e que sempre acompanhou as evoluções, os altos e baixos, as gerações fio a fio e que agora lança esse presente para nosso acervo, é simplesmente brilhante. E, com muitos confetes, merecidamente, tenho certeza que o livro será mais um lembrete para os leigos da música, das raízes, da história musical sul-matogrossense e uma homenagem a esses grandes ícones que fizeram a história acontecer. Independente do jornalista, do escritor, do músico que é valorizado, você realmente valoriza o que conheceu, o que aprendeu, o que absorveu e o que sentiu com a música de MS.
Parabéns! tenho muito orgulho de ser uma admiradora sua!

Carol Alencar · Campo Grande, MS 16/1/2010 02:14
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Gisele Colombo
 

Só pela apresentação do livro, já dá para perceber que a narrativa primorosa do talentoso jornalista Rodrigo Teixeira vai prender a atenção dos leitores amantes da cultura sul-mato-grossense. Serei uma das primeiras leitoras e incentivadoras desta obra que só vem contribuir para a história do nosso Estado. Rô, sou muito fã do jornalismo literário que vc faz. Parabéns! Bjs Gi

Gisele Colombo · Campo Grande, MS 16/1/2010 21:36
sua opinião: subir
Juliaura
 

Buniteza linda Rodrigo! Parece a tua alma exposta.
Viva!
Vou baixar para leitura e matar saudade da nossa terra que já vai pra ano que tô do lado de fora.
Beijim.

Juliaura · Porto Alegre, RS 18/1/2010 23:36
sua opinião: subir
Bia Marques
 

Parabéns pela cria bacana que cê lançou pro mundo. Já baixei pro meu banco de cultura. Abraço grande.

Bia Marques · Campo Grande, MS 20/1/2010 09:35
sua opinião: subir
Helena Aragão
 

Nossa, Rodrigo, que bárbaro. Vou baixar agora! Que beleza de pesquisa, fundamental para dar a dimensão da música daí. E olha que é só a sertaneja, né, imagino que ainda haja muita coisa para mapear. Parabéns!

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 20/1/2010 19:00
sua opinião: subir
crispinga
 

A perseverança é um dom. Realizar os sonhos dependem fatalmente dela, da inteligência, da calma, da maturidade, do equilíbrio para superar os obstáculos.
Parabéns, Rod. Aqui surge um novo caminho pra você. Que muitas portas se abram, que surjam muitas histórias, muios romances, muitos roteiros para filmes incríveis desse lado do Brasil que pouca gente conhece.
Beijão
Cris

crispinga · Nova Friburgo, RJ 21/1/2010 20:39
sua opinião: subir
ayruman
 

Antonce! Saúde pra nois todos...

ayruman · Cuiabá, MT 9/6/2010 09:58
sua opinião: subir

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

imagens clique para ampliar

O 'casal de onça de MT' Delio e Delinha em primeiras fotos tiradas em 1959 em SP zoom
O 'casal de onça de MT' Delio e Delinha em primeiras fotos tiradas em 1959 em SP
As Princesinhas da Fronteira Beth e Betinha (à esq) nos anos 50 zoom
As Princesinhas da Fronteira Beth e Betinha (à esq) nos anos 50
Victor Hugo de La Sierra durante gravação em estúdio de Assunção nos anos 70 zoom
Victor Hugo de La Sierra durante gravação em estúdio de Assunção nos anos 70
A formosura dos 25 anos da cantora Jandira em outubro de 1960 zoom
A formosura dos 25 anos da cantora Jandira em outubro de 1960
Zacarias em sua mesa na diretoria da Phillips zoom
Zacarias em sua mesa na diretoria da Phillips
Tostão e Guarany se conheceram no início dos 80 zoom
Tostão e Guarany se conheceram no início dos 80

filtro por estado

busca por tag

revista overmundo

Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!

+conheça agora

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados