Reuniões de blogueiros e outros tipos de grupos virtuais são incomuns em Macapá, a própria comunidade virtual amapaense ainda está dando seus primeiros passos rumo ao grande universo de possibilidades da comunicação on-line. A divulgação da festa de lançamento do Overmundo e de despedida do Galpão 213 foi feita quase que integralmente via Internet, mesmo assim, foi uma das melhores reuniões jovens dos últimos tempos, na cidade. O fechamento do ‘Galpão’ encerra também uma fase da história das noites de rock de Macapá.
Como em outros 18 estados brasileiros, o Festival Galpão 213 e Overmundo aconteceu na sexta-feira, 10 de março, mas no sábado também rolou festa. A programação teve as bandas Pierrot, Base, Stereovitrola e Rebeca Braga. Enquanto todos se divertiam ao som músicas do rock internacional tocado pelas bandas (Placebo, Smiths, Muse, Radiohead, Franz Ferdinan etc), a Overmina aqui ia de mesa em mesa entregando pra galera um folder de divulgação e explicando um pouco sobre o Overmundo. Daqui a pouco tinha gente concentrada, lendo trechos das matérias do site e comentando entre si.
Como disse anteriormente, o dia do lançamento do portal, também era de despedida do Galpão e esse era o outro tópico das conversas durante o evento. Estavam todos refletindo, “para onde vamos agora?” ou “o que será de nós?”.
Mas como em outras despedidas o clima era de “vale tudo” e todo mundo resolveu mostrar seus talentos para a platéia animada e receptiva. Dinho Araújo, jornalista e escritor, foi campeão nas intervenções e homenageou as mulheres, a juventude, o rock e outras coisas, tudo de forma improvisada entre uma música e outra.
Enquanto isso, uma figura tradicional do cenário roquenrol do Amapá era o dono da bola. Bea na bateria, com a banda Pierrot, foi quem lembrou a todos das épocas de ouro do rock em Macapá.
Quem ainda lembra de quando as lendárias rockadas aconteciam no Trem Desportivo Clube? Ou das festas no MV13, onde a moda era ser "Heavy-Metal", usar preto ou ser "Gótico"? Das quartas-feiras de pop-rock e rock alternativo, no já extinto Canna Café? E das noitadas no Mosaíco quando as paredes tinham jornais grudados por todos os lados e era possível comprar caipirinha barata? Teve também as festas do Lago do Rock, na praça Floriano Peixoto. Dá pra perceber que sempre aparece um novo lugar para hospedar a rapaziada e as bandas. De temporada em temporada um novo point se descobre e aos poucos nele vão se reunindo adeptos e amantes do rock. Que venha o próximo!
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