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palavra parelha, 40 anos de poesia

www.verbavisual.blogspot.com
pintura de rosa marques
1
RonaldAugusto · Porto Alegre, RS
15/2/2009 · 312 · 43
 

Ronald Augusto


Roland Barthes, no seu hoje clássico Le plaisir du texte, a certa altura escreve mais ou menos o seguinte a respeito dos nossos dilemas no concernente à fruição: somos depositários de uma tradição que tende a repudiar o hedonismo, e exceto por algumas vozes marginais, o prazer resta normalmente subvalorizado, reduzido, ou “desinflado” como refere Barthes. Em contrapartida nossos esforços intelectuais e emocionais são aplicados “em proveito de valores fortes, nobres: a Verdade, a Morte, o Progresso, a Alegria...”. Ainda segundo o teórico francês, o mais próximo que conseguimos chegar do prazer — e disfarçando vestígios de culpa —, é sempre através de um disfêmico elogio ao Desejo. O “Desejo teria uma dignidade epistêmica”. Por essas e outras, Palavra parelha (Edições Galo Branco, 2008) de Anibal Beça, volume de poemas que reúne cinco livros novos produzidos dentro de um arco de quarenta anos, revela-se um objeto verbal sob medida para dar materialidade a esta divisa de Barthes: “O prazer do texto é isto: o valor passado ao grau suntuoso de significante”.

Com efeito, ao longo desse livro-suma, o poeta amazonense consagra o prazer da e na linguagem. Anibal mobiliza os significantes de maneira a criar um verdadeiro strip-tease nos significados reféns do “automatismo psíquico”. Vários poemas encenam uma “ablução sem culpa”, banho macio de água morena onde a carne se remorde a contrapelo de qualquer remorso, e se franqueia à fruição do leitor, que projeta sua subjetividade num encontro metalingüístico-existencial deflagrado pelas ranhuras do texto. Soma e sumo de vida/linguagem.

Ao lado de versos quase alambicados, tamanho é o gozo com a metrificação, deparamos aqui e ali decassílabos brancos, mas já numa métrica mais afeita à fala. Isso também é perceptível em seus outros livros, isto é, a lição do modernismo está plenamente incorporada à sua poesia (coisa que não é comum de se verificar na prática contemporânea circunstante), no sentido em que o versilibrismo descartou ao metrônomo a burocracia do ritmo. O sentimento de metrificação de Anibal Beça é mais de canção do que dessa expertise neo-parnasiana de que se vangloriam muitos poetas recentes. Anibal abre as alas-páginas de sua partitura cheia de versos bons de falar em voz alta. O poeta não despreza o valor da moeda da fala concreta, cotidiana: “Um filtro transmudando muitos ventos/ Mas sempre alimentando na fatura/ Um pé de verso antigo sem assombros/ Uma pá revolvendo caligramas/ Sem esquecer a cifra do meu tempo:/ / Humor o chiste a gíria tudo conta/ No canto do falar cotidiano”.

Em Palavra parelha, Anibal Beça afivela com moderação a persona do poeta-crítico — na derradeira seção, “Cantata de cabeceira”, conhecemos sua personalidade multifária. Ele pode ser valeriano, curtir um rock leminskiano, mudar de cor como um Rimbaud em fuga, etc. Mas, felizmente, no seu mundo-linguagem tem uns igarapés que levam às terras do Sem-fim do mundo amazônico, tem o “barro das metáforas” e o barro ribeirinho, e isto: “E assim me assumo pedra diferente/ Calcinado de múltiplas facetas:/ Concreto fui na práxis da sintaxe/ Viajei linossignos e haicais/ Namoro o instinto que Breton me deu/ E junto o sonho ao barro das metáforas”.

E, além de tudo — ou por isso mesmo —, o visto e o imaginado confluindo para a carne equívoca do poema como memória de eros, seduzido “arquivivo”: “Tatuagens tomadas ao acaso/(...) a dúvida vestindo/As várias personagens nesse enredo”. Nesse belo livro quarentão, Palavra parelha, conseguimos testemunhar em cada poema, em cada verso ou linossigno, a vida inteira do poeta Anibal Beça passada ao lado das palavras. Cosido, casado com elas.


_____________________________________________________________

Ronald Augusto poeta, músico, editor e crítico de poesia. É autor de, entre outros, Homem ao rubro (1983), Puya (1987), Kanhamo (1987), Vá de valha (1992), Confissões Aplicadas (2004) e No assoalho duro (2007). É editor associado do website www.sibila.com.br. Dá expediente nos blogs: www.poesia-pau.blogspot.com e www.poesiacoisanenhuma.blogspot.com

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ANIBAL BEÇA
 

Ronald querido, seu ensaio sobre "Palavra parelha"é de deixar qualquer autor arejado. Ainda mais sabendo de sua competência no conhecimento dos afazeres da poesia e de seu bom gosto enquanto também poeta.
Nesses tempos em que rareiam as análises sérias, o expurgo da coisa literária dos jornais, transformando os espaços culturais em caderno de variedades, é de me sentir tomado de emoção e prestigiado. Muito obrigado, meu irmão em poesia e esperança.
Aproveito para lhe dizer que, por aqui, no Overmundo, eu tenho muitos leitores e um generoso lote de poemas que integram o PALAVRA PARELHA.
Vou convocá-los à leitura/ Um bom domingo com churrasco e chimarrão, tchê!!!

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 15/2/2009 13:51
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RonaldAugusto
 

grande anibal! que alegria. quando se trata de um poeta feito você, eu faço a tarefa de escrever sobre com satisfação redobrada.

abraços!
ronald

RonaldAugusto · Porto Alegre, RS 15/2/2009 14:07
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Sônia Brandão
 

Parabéns, quarentão.
Pouca gente consegue viver uma vida de poesia assim.
Beijos.

Sônia Brandão · Bauru, SP 15/2/2009 14:10
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Ivette G.M.
 

Anibal, sinto-me hontada em ter sido sua covidada para ler e tecer comentários sobre seu trabalho.
Antes de mais nada, parabéns por merecer uma análise crítica do gabarito desta aqui postada, feita por Ronaldo Augusto. Se ele falou, tá falado. Eu, em particular, não tenho competência técnica para analisar seu trabalho. Minha competência é a da leitora, que gosta ou não do conteúdo.
Espero ter a oporunidade de ler muitas de suas poesias aqui no overmundo.
Votado. Ivette G M

Ivette G.M. · Cotia, SP 15/2/2009 15:22
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Jair Jnusi
 

Votado e aplaudido de pé é claro!!!!

Jair Jnusi · Rio de Janeiro, RJ 15/2/2009 15:28
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Luiz Cabelo
 

Muito bonito, tá votado!

Luiz Cabelo · Porto Alegre, RS 15/2/2009 15:46
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LAURO WINCK
 

Apalusos, votado

LAURO WINCK · Rio Pardo, RS 15/2/2009 16:06
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Pedro Monteiro
 

Legal, Ronald.
Agradecido amigo Anilbal.
Parabéns aos dois.
Abraços

Pedro Monteiro · São Paulo, SP 15/2/2009 16:08
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Mirtes Carvalho
 

Ronald Augusto, realmente 40 anos de poesia, com este ensaio com a PALAVRA PARELHA, os comentários de Aníbel Beça, que mais tenho eu que dizer a não ser: Li, aplaudi e votei.
Bjs, Mirtes Carvalho

Mirtes Carvalho · Rio de Janeiro, RJ 15/2/2009 16:08
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Mirtes Carvalho
 

Retificando, Digo:
Ronald Augusto, realmente 40 anos de poesia, com este ensaio com a PALAVRA PARELHA de Aníbel Beça, que mais tenho eu que dizer a não ser: Li, aplaudi e votei.
Bjs, Mirtes Carvalho
Mirtes Carvalho · Rio de Janeiro (RJ) · 15/2/2009 16:08 alerta



Mirtes Carvalho · Rio de Janeiro, RJ 15/2/2009 16:13
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José Cycero
 

Poeta amigo da vida e da palavra. Texto magistral dito com fluência e propriedade: coisas que são são possíveis de fato com este bichinho denominado de palavra. Parabéns pela sua palavra. Pq pra mim palavra me basta. Valeu e voto com pleno louvor. jc

José Cycero · Aurora, CE 15/2/2009 17:15
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Spírito Santo
 

Ronald,

Aníbal é de mais,' à beça' mesmo (não resisti à infâmia do trocadilho) embora concordando com Barthes, eu presuma além disto, que vivemos (nós não, 'eles', os cartesianos anti-hedonistas) na eterna contradição de negar e caçar o prazer, viciados nele que somos, por força da sagrada condição humana que nos é indelével.
Lemos (ou escrevemos) e compreendemos apenas o que nos dá prazer de ouvir ou intuir, mesmo que, ao fim de tudo, as palavras, soltas ou separadas não façam o menor sentido. Aliás, nada faz sentido sem prazer (deve ser - e é - o tal do 'falar cotidiano')
Grande Aníbal sensível falador de não-sentidos.

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 15/2/2009 17:18
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joe_brazuca
 

Grande mestre Anibal !...que alegria te-lo por aqui , atravez dessa ensaio-homenagem do Ronald...
o Ronald Augusto só disse a verdade !
abraço

joe_brazuca · São Paulo, SP 15/2/2009 18:21
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joe_brazuca
 

Ronald, parabens, perfeito !
abs

joe_brazuca · São Paulo, SP 15/2/2009 18:23
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Ana Neri Andrade
 

lindo...lindo de ler!!!
parabéns e
meu beijo
doce

Ana Neri Andrade · Porto Alegre, RS 15/2/2009 19:08
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Chico Piancó
 

Ronald e Anibal. Fiquei encantado com o que li. Coisa fina , de mestres da poesia. Oxalá cehgar um dia a esse patamar! Mes resta deseja sucesso e parabéns!

Chico Piancó · Fortaleza, CE 15/2/2009 19:13
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Flávio Guedes  - Pensamento Livre
 

Lido, gostado, votado...

Flávio Guedes - Pensamento Livre · Oeiras, PI 15/2/2009 19:21
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victorvapf
 

Anibal obrigado pelo convite, venho apreciar como no Xadrez, um Mestre Internacional, que disputa simuntaneas com dez, vinte e ganha de todos...Parabens ao Poeta, parabens ao Anibal

victorvapf · Belo Horizonte, MG 15/2/2009 20:24
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eloisa  menezes pereira
 

Anibal, parabéns!
Beijos

eloisa menezes pereira · Porto Alegre, RS 15/2/2009 20:54
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marcia fernanda
 


anibal, que bom o convite e Ronaldo é capaz de escrever cada dia melhor
abs

marcia fernanda · Porto Alegre, RS 15/2/2009 21:34
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Maria Bomfim
 

Excelente apresentação de Palavra parelha, de Aníbal, de Ronald!

Abraços

Maria Bomfim · Feira de Santana, BA 15/2/2009 22:47
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Benny Franklin
 

Ronald, texto de prima!

Benny Franklin · Belém, PA 15/2/2009 23:59
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Juscelino Mendes
 

Excelente postado. Com um abraço.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 16/2/2009 00:16
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Ana Franco
 

Legal!

Ana Franco · Florianópolis, SC 16/2/2009 01:12
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N.Lym
 

Belíssima pintura! Sem falar que sou admiradora de Barthes: existem mts textos sbr estudo de Literatura por ele escritos.
Votadíssimo!

N.Lym · Fortaleza, CE 16/2/2009 02:45
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André Calazans
 

Parabéns, belo texto ! Votado. Abs literários.

André Calazans · Rio de Janeiro, RJ 16/2/2009 10:15
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Juliaura
 

Anibal Beça tem as qualidades sobrantes reveladas no texto caudoloso de Ronald Augusto.
É também uma pororoca de bons estilos confluídos ao riomar que vão bater no marzão da paixão.
E fazer salgado o que era doce e não acabou-se porque ficou, ao inverso, nas linhas traçadas a carinho, mimo, rompantes, elevações e finações.
Sim, porque, ainda que muita, amazônica, uma vez a paixão finda...
Embora as chuvas do inverno equatorial logo as nossas lágrimas façam menor, menos mal, já nada ínsignes, desimportantes sinais de ai ai ais.
É assim que leio Beça, bom, como diz Ronald melhor que eu sei ler.
Embora alta, leio murmurando, sussurando e encontrando em cada verso o som tentado quawe cinzelado, do bruto nada extraído para um puro e animadoser sentido, mais que metrificado, o som do sentimento, da elétrica centelha beat de W.Withman.
Da pausa pós-moderada pela inteligência achada, na desarrimação pós-moderna.
Eu poETeio com tu, guri Ronaldo. E ameio-assim mostrado, Anibal.
Küse!

Juliaura · Porto Alegre, RS 16/2/2009 11:47
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Rose Rocha
 

Agradecendo o convite para conhecê-los por meio da poesia e da homenagem ao poeta, deixo meus votos. A Palavra, escrita ou cantada, diz muito mais do que quer dizer impressionando a cada um de modo diferente mas ninguém fica indiferente ao se deparar com a poesia ao deixá-la cair no "chão" (terra boa, no coração)... Pra mima poesia é a semente do bem.

Rose Rocha · Jundiaí, SP 16/2/2009 11:47
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Vinícius Motta
 

Parabéns pela resenha. De certo deve ser uma trbalho muito valioso, para inspirar uma análise tão elogiosa, mas com o devido rigor.
Votado.

Vinícius Motta · Rio de Janeiro, RJ 16/2/2009 12:04
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Cintia Thome
 

Ronald falando de Anibal Beça
Tudo de bom foi aqui registrado , esse amazonense que brilha
em mim com suas palavras de valor máximo.ab

Cintia Thome · São Paulo, SP 16/2/2009 12:04
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alcanu
 

Beleza de parceria, um duelo de titãs !
um beijo !

alcanu · São Paulo, SP 16/2/2009 12:35
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eduardo ferreira
 

coisa danada de boa. ipsis
líteris.

eduardo ferreira · Cuiabá, MT 16/2/2009 13:22
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Higor Assis
 

E eu continuo aprendendo...

Higor Assis · São Paulo, SP 16/2/2009 13:36
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clara arruda
 

Prazer imenso vir ler e aprender com seu texto.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 16/2/2009 17:26
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Jubs Corrêa
 

Aprovadíssimo! Merece meu voto! Parabéns!

Jubs Corrêa · Brasília, DF 16/2/2009 19:41
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Andréa Duarte de Oliveira
 

Próprio, único, singular...Votado.
Meus parabéns.

Andréa Duarte de Oliveira · Corumbá, MS 17/2/2009 11:07
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Diana Balis
 

Ola, prazer em ler e ter vontades... Engatinho menos nesse blog e convido a leitura do desejo de carne se quiser conhecer meu blog www.dianabalis.blogtok.com a disposição de críticos.
bjs

Diana Balis · Rio de Janeiro, RJ 17/2/2009 16:35
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Raiblue
 

Parabéns,Ronald!Uma resenha maravilhosa, como não poderia deixar de ser quando se fala do grande poeta Aníbal Beça!

Foi um prazer ler um texto tão rico!

Bluebeijos
Blue

Raiblue · Salvador, BA 17/2/2009 18:16
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O de Andrade
 

Tens meus parabéns, Ronaldo! Por favor, não estranhe a intimidade, pois me recuso a ser formal com um poeta, que já adomerci com um dos seus livros ao meu lado! Acompanhando-o dias e noites afora. Fiquei com uma saudade inarrável de (re)ler Barthes. Muito obrigado por me proporcionar mais esse prazer!

O de Andrade · Alemanha , WW 24/2/2009 07:46
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Ecila Yleus
 

bom amigo para mim é um honra tê-lo como amigo e poeta maravilhoso que és; Parabéns pelo belo trabalho.

Ecila Yleus · Recife, PE 26/2/2009 22:34
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Cintia Thome
 

COLOQUEI ESTE POST, ADD À HOMENAGEM AO AMIGO E EXÍMIO POETA BRASILEIRO ANIBAL BEÇA QUE NOS DEIXOU EM 25/09/2009
JULIAURA QUE ALERTOU-ME SOBRE ESTE TEXXTO DE BOA CRÍTICA.
UM ABRAÇO.

Cintia Thome · São Paulo, SP 27/8/2009 07:22
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Benny Franklin
 

Grande, Ronald!

Anibal Beça foi um dos grandes da poesia amazônica. Além de amigo, era meu incentivador. Sino sua sua falta.

Escrevi algo, antes de sua morte, em forma de poema.
http://www.overmundo.com.br/banco/palavras-a-beca

Abraços!

Benny Franklin · Belém, PA 27/8/2009 08:56
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RonaldAugusto
 

anibal reina no orum.

RonaldAugusto · Porto Alegre, RS 8/10/2009 21:12
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