Esperando começar a palestra com o Maurício Menezes, e entediado resolvi escrever no celular sobre a abertura do evento.
Bom, uma banda de alunos vai abrir o evento, e pelo que eu entendi eles vão se revezar no palco. Entrou um trio acústico. O percussionista é bom, o violonista/backing é razoável. A vocalista é um cover da Ana Carolina. Chaaato...
Entraram dois novos vocalistas. O repertório deles é batido, que só. A menina tem uma voz boa mas faz uma segunda voz irritante demais. O vocalista é razoável, respira mal mas é afinado. O auditório está cheio mas eles não estão conseguindo empolgar ninguém não. A menina que irrita tá tentando animar o pessoal, mas não funcionou, coitada. Agora ela sola. Tem uma voz bonita mas o repertório (ou a falta dele) está acabando com o grupo.
Eu nunca tinha vindo ao auditório do SENAC. É um espaço bem bacana para pequenas apresentações. A vocalista agora vai fazer um dueto com outro cantor que acaba de entrar. O tom está baixo pra ele coitado, mas tem uma voz bacana. Entraram mas dois violonistas e tem um baixista paradão na ponta esquerda. A menina do backing irritante dá um agudo desnecessário no final. O vocalista do tom baixo agora sola e canta Los Hermanos, se não me engano. Ele esqueceu a letra, coitado, não estava numa noite feliz. Nem ele nem eu pelo visto. Espero que essa palestra valha a pena.
Esse clima de bagunça universitária é ótimo. Eu ia parar de falar da banda, mas os dois violonistas estão cantando e fizeram uma modulação estranhíssima. E esses dois cantando juntos são uma desarmonia só. Agora é a última canção. Veio todo mundo pro palco pra cantar junto. Tipo final de Criança Esperança.
Começou outra parte do evento que eu ainda não tô entendendo. Um batuque esquisito. Ah, é teatro. Ninguém ouviu o que o menino falou no começo, a platéia demorou a se ligar que tinha algo no palco. Peraí! O que é isso, meu Deus?
A coisa degringolou de vez! Uma alusão a uma dança afro repleta de branquelos e loiras. O mais engraçado é o retrato do Andral (coordenador do curso falecido no último dias do ano passado) lá atrás presenciando tudo, coitado. Não dá pra entender nada direito, só sei que fala sobre a África. Ah não, a dancinha voltou! Gente eu tô ficando com medo disso. Entrou uma sonoplastia que parece alguém sendo açoitado no tronco, mas que poderia ser perfeitamente de um ritual sadomasô. E tem uma loira no tronco! Você conseguem visualisar isso? I-na-cre-di-tá-vel. Algum pseudo-intelectual do grupo deve ter sugerido: “E se fosse uma loira no tronco?”.Alguém deve ter apoiado: “Genial!”. Ah esses diretores contemporâneos....
Veio uma morena e libertou a loira. Agora tem uma mulata cantando muito bem para salvar o número. E tome mais dancinha! Ei, é incrível como sempre tem uma gordinha que erra a coreografia toda. Acabou. Ufa sobrevivi!
Não se pode culpar quem dirigiu isso. Uma oficina de dois dias com uma maioria que nunca fez teatro, não dá pra preparar nada apresentável. Erro da coordenação que deve ter insistido para que o pessoal se apresentasse. Tinha gente com texto na mão, acredita? Mas quem dirigiu podia ter pegado um texto mais fácil pra essa galera. Mas como eu conheço a obsessão do novo coordenador por tudo o que é afro, aposto que o diretor não teve muita escolha.
Depois veio a parte de moda, que eu achei ótima. Um exemplo de respeito à limitação de cada aluno. Saiu tudo direitinho e eu gostei bastante do trabalho das meninas.
Ah, e a palestra foi ótima! valeu esperar!
Lênin,
Mais umas mosquinhas: Menezes com M no título; mas ou mais? parara? Um espaço depois de ano.
Um abraço!
Bacana mas.... quem é Maurício Menezes? Tenho um amigo com este nome, mas acredito que não fosse ele o palestrante. :D
Daniel Duende · Brasília, DF 19/3/2007 00:08Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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