Parece uma coisa à toa...

Arquivo Martha Rocha
Martha Rocha: "Por duas polegadas a mais, deixaram a baiana pra trás..."
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Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI
3/12/2007 · 192 · 22
 

Pesquisando os colégios em que estudei, em função do livro colaborativo de reminiscências escolares que nós estamos editando, descobri um movimento arquitetônico-pedagógico inspirado nos ideais de Anísio Teixeira* que ocorreu do final dos anos quarenta até meados dos anos cinqüenta. Falo do "Convênio Escolar" em boa hora assinado entre o município de São Paulo e o governo do Estado, e que possibilitou à capital paulista dotar-se de inúmeras e modernas escolas públicas mas não apenas escolas : teatros de bairros, bibliotecas e mesmo o, até hoje, moderno e charmosíssimo Planetário, localizado no Parque do Ibirapuera. É muito importante salientar que o grupo de jovens arquitetos que trabalhou no Convênio revolucionou o uso do espaço público na capital paulista. Assim sendo, não podia deixar de fazer as referências acima, mesmo não sendo esse o objetivo da minha conversa. Elas servem, também, para situar os leitores no espírito em que foram embaladas as reflexões abaixo desenvolvidas.

Corria o ano da graça de 1954, o primeiro da minha vida em que eu tive consciência de que o mundo em que estava era muito maior e mais complexo do que o acanhado mundinho das nossas brincadeiras infantis. Foi no seu decorrer que tive o primeiro contato com a morte, aliás o primeiro e o segundo, contatos estes que fiz, de certa forma, balizado pelas atitudes da minha avó materna.

A primeira delas do o meu avô , por infecção generalizada a partir da perna gangrenada. Quando eu nasci, ele já se encontrava inválido em conseqüência do Mal de Parkinson e, por isto, não tive quase nenhum contato com ele. Mesmo assim, chorei copiosamente a sua morte, enquanto a minha avó ostentava uma postura bastante conformista e resignada diante da morte do marido.

Poucos meses depois, em agosto, ocorreu o suicídio do presidente Getúlio Vargas e aí minha avó debulhou-se em lágrimas. Ainda posso vê-la segurando, com seus dedinhos tortos pelo reumatismo, um de seus lenços, sempre perfumados, e olhando, inconformada, para a radio vitrola da nossa sala de estar. Durante muito tempo não consegui entender estas atitudes, para mim tão pouco coerentes, da minha avó Bebéia, como meu pai chamava a sua sogra (e prima irmã).

Aquele ano, em que, em novembro, eu completei sete anos, foi também o meu primeiro ano do curso primário, que conclui no grupo escolar "Professor Pedro Voss", escola inaugurada durante a vigência do Convênio (1952) e cuja porta de entrada se localizava bem defronte ao portão da minha casa. Por isso mesmo eu chegava quase sempre atrasado durante os cinco anos que estudei lá (de 1954 a 1958).

Embora não possa avaliar a importância disso para a minha vida, foi em 1954 que meus pais adquiriram a nossa primeira TV "Admiral".

Abro aqui um parêntese para uma curiosidade: pesquisando no Google, queria encontrar imagens de antigos aparelhos de TV. Coloquei na Busca "Aparelhos de TV antigos" e só vieram poucas imagens nada a ver com o que eu desejava. Tentei "Museu da TV" e, por favor, não contem nada para elas, apareceram imagens da Hebe Camargo e da Eva Wilma. Aí tentei "TV Admiral" e o mundo das tvs valvuladas se abriu para mim.

Mas, voltando ao passado ano de 1954: nossa tv nos possibilitou acompanhar, na tela, o Campeonato Paulista de Futebol, narrado por Raul Tabajara e comentado por Paulo Planet Buarque, a disputa da taça Rio-São Paulo, o Circo do Arrelia no domingo depois do almoço (na recém implantada TV Record). Lembro-me da felicidade do meu irmão comemorando o título de "campeão do Centenário",conquistado brilhantemente (pelo menos era o que diziam) pelo Corínthians. Se meu irmão soubesse que iria comemorar, de novo, o título de campeão paulista somente 23 anos depois teria, certamente, comemorado muito mais!

Ao dar este mergulho no passado, eu não poderia esquecer da Martha Rocha, eleita Miss Brasil 1954 e, a partir daí, símbolo da beleza da mulher brasileira. Não por nenhuma paixão precoce de minha parte, mas por referências a ela feitas por outras pessoas. O pai de um amigo de infância e adolescência, sempre que a gente dava uma brecha, adorava contar, com o maior orgulho, que tinha, imaginem , cedido "o meu braço para que a Miss Brasil se apoiasse nele" quando ela veio visitar a Bienal de São Paulo por conta das comemorações do IV Centenário. E, num gesto característico, passava a mão direita sobre o braço esquerdo dizendo –"Só de lembrar eu fico todo arrepiado". Algumas vezes, lamentava – "Pena que ninguém fotografou!"

Quando comecei a escrever essa colaboração, uma das coisas que deu vontade de falar foi sobre a Chuva de Prata que fizeram cair sobre a capital paulista nas comemorações dos seus quatrocentos anos. Não vi a chuva caindo , mas lembro de ter visto, na época, várias pessoas com "pingos de prata" nas mãos. Depois de muito procurar, consegui encontrar, pelo menos, uma menção da tal chuva.
E para finalizar a Sessão Nostalgia reproduzo aqui um trecho do editorial da Revista Oficial comemorativa dos 400 anos da cidade que, ainda, não era SAMPA.

"O sinal está aberto. O tráfego livre...

E na nossa frente, estende-se o São Paulo dinâmico e babélico, que exibe, firmada por Anchieta e Nóbrega, tendo a testemunhá-la o português João Ramalho e o cacique Tibiriçá, originalíssima certidão de nascimento em que se lê a sua idade provecta: 400 anos! E enfeitiçando tudo os arranha-céus colossais, sombrios monstros de cimento armado, as sujas chaminés das fábricas e das usinas eternamente a cachimbarem um fumo negro, e, pelas ruas e avenidas trepidantes, nos escritórios e oficinas, como num autêntico formigueiro humano, os 3 milhões de paulistanos labutam, atanazados com os negócios, testa vincada, preocupados com o trabalho de cada dia... Nesta hora, significantemente patriótica, sobremodo expressiva, festas fora do comum reboam e tôda uma população vibra de entusiasmo, nas comemorações sem par de uma efeméride memorável: quatro séculos de existência bem vivida da metrópole agigantada". (Trecho do editorial da Revista do IV Centenário de São Paulo, publicação oficial dos 400 anos da cidade, publicada em 1954 pela Editora Abril).
_______________________________________________________________
* "Em meio aos conflitos e contradições brasileiras, nascidos da oposição permanente de forças residuais às veleidades de crescimento e progresso do país, a nova arquitetura brasileira constitui uma exceção pela amplitude do apoio que vem recebendo e pelo ímpeto e continuidade de suas realizações. […] Que caracteriza, porém, a arquitetura brasileira para que estejamos a fazer afirmações desse porte? Nada mais, e também nada menos do que 1) uma singular libertação de velhas formas mentais, 2) uma corajosa adaptação das antigas e novas funções dos prédios aos recursos novos e novas técnicas da construção e 3) uma confiança lírica na capacidade do homem de resolver os seus problemas. Mas que outros característicos deviam marcar a ação do homem que, nestes meados tormentosos do século XX, se deparasse com um continente a conquistar e todo um país a construir? Não seria, assim, essa arquitetura como um presságio das forças latentes do país?"

Anísio Teixeira,
“Um presságio de progresso”,
Habitat, no. 4, 1951



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overbonita
 

Convênio tem acento no e. Município tem no i. Suicídio tb. Rádio tem no a. Getúlio no u. Primário no a. Concluí no i. Centenário (3x) no a. "Centenario.Não" ... dê um espaço e coloque acento em centenário. "Centenáio" no fim vc pôs acento mas se esqueceu do r... repetiu muito este tal 4º Centenário... pq não substitui por 400 anos ou qualquer coisa assim. Não gostei do primeiro parágrafo. Está meio deslocado do texto e não o compreendi direito. Achei que o texto tem altos e baixos, mas gostei de maneira geral.

overbonita · França , WW 1/12/2007 15:37
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querida Overbonita:
Espero ter feito todas as correções preconizadas, mas como modifiquei bastante o texto, principalmente o primeiro parágrafo, se eu me conheço, deve haver mais uma pá deles. Então, se ainda houver tempo quando você tiver lido este comentário, sei que abusando da sua boa vontade, será pedir muito que cometa uma revisão final?

beijosa abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 1/12/2007 18:55
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overbonita
 

Em "Convenio Escolar" colocar acento em Convênio. O segundo parágrafo eu tinha gostado mais antes. Não sei exatamente o que vc mudou, mas tinha gostado mais da primeira vez que eu li. vigêcia do Convenio (esqueceu do acento neste tb)...
Penso que vc podia contar que apesar de o colégio se encontrar na frente da sua casa, que vc sempre chegava atrasado ... isto é engraçado! No mais, acho que só.

overbonita · França , WW 1/12/2007 20:04
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brigitte
 

Oi Joca,
um mergulho delicioso no passado. Você é sensacional em buscar na memória fatos marcantes na sua vida.
Parabens e até mais um pouco.

brigitte · Goiânia, GO 1/12/2007 21:45
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j.alves
 

Parabens Joca, muito boas as historias e as fotos. um abraço.

j.alves · São Paulo, SP 1/12/2007 22:28
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Spírito Santo
 

Gostei de tudo, mais ainda de reler o Anísio, pai ainda fracassado do sonho de o Brasil ter educação moderna e de qualidade.
Pena que os dourados anos 50 enferrujaram (ou foram enferrujados por alguém).

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 1/12/2007 22:58
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Cintia Thome
 

Joca, anos bons, ascenção da arquitetura moderna, com Flavio de Carvalho, Bardi, Artigas e Neymayer e tantos outros...na educação, lembro-me que minha mãe foi convidada a ser Diretora em uma dessas escolas modernas no tão longe bairro da Penha. Teu texto é admirável, nos faz lembrar de um Brasil que tinha tudo para ser mais feliz...Será que você se lembra da cartilha Caminho Suave? ou dos Irmãos Segalla? Bom...parabéns mesmo.

Cintia Thome · São Paulo, SP 1/12/2007 23:36
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querida Cíntia:
Caminho Suave foi a cartilha onde aprendi a lerjustamente naquele ano de 1954.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 1/12/2007 23:51
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Joana Eleutério
 

Joca,
Estou admirada como você com tanto trabalho no "Projeto das Reminiscências", ainda conseguiu cutucar a memória e acordar tantas lembranças para nos brindar com este texto tão gostoso e informativo.
Spírito, você disse:
Anísio, pai ainda fracassado do sonho de o Brasil ter educação moderna e de qualidade. Pois é. O Anísio Teixeira foi também o principal mentor do projeto político- pedagógico da UnB, que com a expulsão de brilhantes profesores e com reitor nomeado pelos militares, quase tudo desandou por aqui.
Creio que um bom começo para resgatar o sonho deste grande personagem passa mesmo pela leitura e releitura dos textos dele e assim, contagiar a moçada com as idéias que ele nos deixou. Colocá-las em prática será um grande passo para a solução de muitos de nossos problemas. Beijo pra vocês.

Joana Eleutério · Brasília, DF 2/12/2007 01:26
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Sinvaline
 

Joca sua viagem ao passado nos desperta, nos leva junto nessa empreitada de nao esquecer as iniciativas que deram resultado e tambem de começar novas buscas. Gostei muito do texto.
Votado.

sinva

Sinvaline · Uruaçu, GO 2/12/2007 08:03
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Cintia Thome
 

Ah! Fico feliz, outro dia diante de um homem ser mal educado em uma fila de um banco, um outro disse: "Tenha educação fui educado com a Cartilha Caminho Suave! "belos tempos...
Havia uma revista para crianças/jovens semelhante a Seleções, chamada "Diversões" onde ali , de maneira resumida, textos das conquistas, biografias, textos futuristas...infelizmente, não as encontrei mais nos sebos de livros...Bom, a TV Admiral via-se Vicente Leporace na Gincana kibon... Teu texto pode originar outros tão bons com sua lavra. abç

Cintia Thome · São Paulo, SP 2/12/2007 09:14
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Rosa Campello
 

gostei, principalmente do timão, campeão de 54 - faltavam 4 aninhos "preu" nascer...triste foi o rebaixamento, mas, vamos em frente, q atrás vem gente! parabéns pela pesquisa e lembranças, votadíssma!

Rosa Campello · Recife, PE 2/12/2007 21:38
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Marcos Paulo Carlito
 

Você é chic Joca...

Marcos Paulo Carlito · , MS 2/12/2007 23:31
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Noelio Mello
 

Joca, parceiro
Os melhores anos da vida não se esquecem jamais. belas lembranças.
Abraços
Noélio

Noelio Mello · Belém, PA 3/12/2007 09:25
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crispinga
 

Uma "Overbonita" pegando no seu pé , querido editor!!!! E ela mora na França?!!! Muito "chic"!
Você, como sempre muito fino, fazendo as correções direitinho, como bom menino! Mas achei engraçado....Se fosse um "Overbonitão", não sei não...rsrsrs
Agora, falando sério...Acho bom rever o prazo de colaborações, se esticar mais acho que as reminiscências virão em volumes 1,2,3,4....
BJOCA!
I love you!
Cris

crispinga · Nova Friburgo, RJ 3/12/2007 10:43
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crispinga
 

Repórter Esso é do meu tempo, até hoje lembro a música da chamada...TV Tupi, preto e branco, hora do silêncio...Meu pai estava escutando o Repórter Esso, que ninguém sabia o nome...
Muito bem lembrado o nome de Anísio Teixeira, o grande idealizador da Escola Pública, a Ize vai adorar...
Aquela Tv que parecia um móvel era coisa de bacana. Lá em casa tínhamos uma radio-vitrola( Afe!), que parecia um aparador de louça quando fechado...Quando meu pai a abria a gente escutava Elizeth Cardoso , Altemar Dutra...
Quando ele saía nós comandávamos a "pick-up"
com aqueles discos de vinil coloridos, com histórias do Chapéuzinho Vermelho, Uma festa no Céu, João e Maria ou Roberto Carlos cantando..." La festa apena cominciata, e já finita...." em italiano...Belíssimo!

crispinga · Nova Friburgo, RJ 3/12/2007 10:56
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Nivaldo Lemos
 

Joca, meu querido anjo andarilho,
gostei muito do seu texto e senti uma certa melancolia desse tempo em que o Brasil cultivava a eterna idéia de futuro, mesmo agarrado ao passado. Viajei legal: Marta Rocha, TV Admiral, Repórter Esso, Coríntians campeão! Embora eu me lembre mais dos anos 60 em diante, sua sessão nostalgia trouxe-me à memória uma São Paulo que não conheci e que, sinto, era bem mais humana e criativa que a atual hipermegalópole. Àquele tempo, cidade ainda vislumbrava o futuro da janela de uma locomotiva, não do trem-bala de hoje que deixa o futuro pra trás diariamente. Lembrei-me com certa melancolia até da revista O Cruzeiro, que você não citou mas que foi uma espécie de televisão de papel de minha infância no Piauí - onde a TV só chegaria mesmo bem depois. Neste momento em que se inaugura a TV de plasma, não deixa de ser interessante relembrar daqueles tempos. Saudades... Parabéns, uma beleza de texto.

Um grande abraço.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 3/12/2007 12:01
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overbonita
 

Mais ou menos cris pinga, pq reli e vi que no "concluí" ele acabou se esquecendo de por o acento.

overbonita · França , WW 3/12/2007 13:04
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Letícia L. Möller
 

Joca,
gostei muito desta crônica, onde ressurgem lembranças pessoais tuas mas também um pedaço da memória coletiva. Tempos que não vivi, e que adorei viver um pouquinho através do teu texto.
Um beijo grande,
Letícia.

Letícia L. Möller · Porto Alegre, RS 3/12/2007 17:50
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crispinga
 

Overbonita,
Tenho certeza que ele viu e não corrigiu porque é um rebelde, esse anjo andarilho...Se não fosse estava no altar, sentadinho...rsrs
Beijos
Cris

crispinga · Nova Friburgo, RJ 4/12/2007 00:26
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Aguiar Gama
 

Valeu...

Aguiar Gama · Gurupi, TO 11/12/2007 16:34
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Sinvaline
 

Querido Joca que prazer ler esse texto, uma viagem ao passado que parece tão perto... Estou aqui revirando papeis velhos, processos que resgatei do lixo e encontro tanta coisa importante! A dificuldade para digitalizar esses documentos é grande frente à burocracia. Nao entendo isso, é a história que precisamos guardar,história que nao está nos livros didáticos.. Parabens Joca, vc é um guerreiro, adorei o texto!

Sinvaline · Uruaçu, GO 31/10/2010 10:32
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