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Paulo Simões é um dos artistas sul-mato-grossenses que realmente fazem história pelos caminhos pantaneiros. Sua aventura musical iniciou em 1967 com o grupo OS BIZARROS. Uma parceria irreverente de Paulinho com os músicos Geraldo Espíndola e Maurício Barros Almeida. Tem participado de todos os movimentos musicais do Estado, desde os Festivais que aconteceram nos fins dos anos sessenta e início da década de setenta, onde foram revelados os grandes nomes da música de Mato Grosso do Sul. E, ao contrário do que muitos pensam, quando fez a música TREM DO PANTANAL, ainda não conhecia de perto a vida pantaneira. Isso só veio a acontecer com o projeto COMITIVA ESPERANÇA, idealizado junto com o famoso Almir Sater na década de oitenta.
Aquariano nato, nascido em 12 de fevereiro de 1953, Paulo Simões é um artista inquieto sempre em busca de novas emoções que acabam por serem traduzidas em suas belíssimas letras musicais. Letras que correm o mundo muitas vezes divulgando os SONHOS GUARANIS da alma sul-mato-grossense. Este ano ele está completando 31 anos de carreira. Nesta entrevista falou um pouco sobre sua história e carreira.
1- Você nasceu aqui em Mato Grosso do Sul?
R. Não. Nasci no Rio de Janeiro no dia 12 de fevereiro de 1953. Meu pai, Paulo Jorge Simões Correa, divisionista histórico, que na época trabalhava em Cuiabá, não admitiu que eu nascesse na antiga capital do Mato Grosso antes da divisão do Estado. Na hora do parto, colocou minha mãe no avião e me mandou nascer no Rio. Logo depois, ele retornou a Campo Grande, para onde me trouxe com poucos dias de vida. Isso faz com que me considere muito mais campo-grandense do que carioca. Aqui fui criado até os dezoito, dezenove anos.
2- De onde surgiu sua veia literária de onde originou sua vida de letrista musical?
R. Minha mãe, Maria Gilka Rocha Simões Correa, é natural da cidade de Parintins, no Amazonas. Ela assinava as crônicas, que escreveu nos jornais locais, desde os anos quarenta, com o pseudônimo de Amazonense. Meu avô paterno, Adelmar Rocha, foi deputado federal e membro da Academia Piauiense de Letras. Viver num ambiente com esses amantes da literatura explica meu lado literário.
3- Como aconteceu sua primeira experiência musical?
R. Fui criado em Campo Grande, que na época de minha infância era uma típica cidade do interior brasileiro com menos de cem mil habitantes. Minha primeira experiência musical aconteceu aos cinco ou seis anos de idade no Colégio Pequenópolis, dirigido na época por minha tia Aldeci Rocha. Numa das muitas experiências que me marcaram naquele ambiente, onde predominava acima de tudo a liberdade, fui convencido a mostrar, numa festa de fim de ano, algumas das tendências musicais de que nem sequer tinha consciência. Quebrando o protocolo, apossei-me do microfone e lasquei uma interpretação de RISQUE e ÍNDIA, o que mostra que desde menino eu já gostava de misturar a música paraguaia com a brasileira. Depois disso, meu convívio com a música aconteceu segundo o sistema tradicional brasileiro: observando as aulas de violão de minhas irmãs.
4- Onde você buscava suas referências musicais?
R. Meu acesso à musica era através do rádio e do toca-discos, que naquele tempo se chamava vitrola ou eletrola. O repertório dos professores de música resumia-se à bossa nova, polcas e guarânias clássicas. Dos treze aos dezesseis anos, passei a prestar atenção aos musicais da TV, a ouvir Os Beatles e Roberto Carlos pelo rádio. Os Beatles e Roberto Carlos são anteriores à TV em Campo Grande. A partir daí, foram muitas e variadas as informações musicais recebidas. Lembro que numa de minhas viagens ao Rio, durante as férias, ouvi LOVE ME DO, dos Beatles, que estava sendo tocada no rádio, em uma das cabines do trem. A música estava sendo lançada em Mato Grosso do Sul justamente no ano em que estourava nos Estados Unidos. Não sabia que música era aquela, mas quis fazer algo parecido. Assim que cheguei ao Rio fui correndo procurar os discos deles e os do Roberto Carlos. Voltei a Campo Grande com desejo de formar um conjunto musical, o que só veio acontecer em 1967.
5- Como aconteceu a formação do seu primeiro conjunto musical?
R. No Rio, onde convivi com um meio musical mais competitivo, mais sofisticado, em cada rua havia um conjunto imitando os Beatles. Em Campo Grande, morria de inveja dos amigos Antônio João Figueiredo, Paulo Celso Saraiva, Edson Mesquita e João Batista, que faziam a imitação local, num conjunto chamado MADS. Tentei formar meu grupo com o Geraldo Espíndola e o Maurício Barros Almeida, que mais tarde foi parceiro de Almir Sater na dupla Lupe e Lampião. Em 1967 estudávamos os três no Colégio Estadual Campo-grandense. Inspirados em nossos ídolos que eram os Beatles, os Rollings Stones e o Roberto Carlos, surgiu o grupo OS BIZARROS. Nos inscrevemos no ciclo de festivais de música que estava começando em Campo Grande.
6- Como eram os Bizarros?
R. Éramos um grupo anárquico porque nem instrumentos tínhamos. Formamos nosso grupo e com ele causamos impacto, mais cultural, creio eu, do que musical. Ensaiávamos com instrumentos elétricos emprestados, graças à colaboração inestimável do Antônio Mário e do Agápito do Nascimento. Músicos que acreditavam na gente. O Nascimento era um grande cantor. Antônio Mário, um músico completo. Ele e o Agápito, que é um homem de sete instrumentos, não viam a gente como filhinhos de papai, que estavam ali enchendo a paciência. Nos enxergavam como pessoas interessadas em música. Tanto que depois de tocar no sábado à noite, iam ao Rádio Clube, domingo de manhã, para ligar os instrumentos e ficavam por lá aturando nossos ensaios. Os BIZARROS funcionavam como um laboratório interessantíssimo de idéias. Reunia gente preocupada em discutir música e buscar uma linguagem própria. Conjuntos e bandas são para isso. É assim que funcionam no imaginário adolescente. Faziam ainda parte dos BIZARROS o James de Deus e o João Batista. O James era o nosso homem dos mil instrumentos, que nos ensinava tudo, desde diferenciar o som de um teclado do de um baixo, de uma bateria e até como ligar os aparelhos. Mas cada um de nós tomou seu rumo, sumiu do mapa, o que lamento profundamente por nós e pela cultura. Quero aqui ressaltar o papel desempenhado pelo Maurício Barros Almeida na história dos BIZARROS. Seu talento nunca foi jogado na linha de frente, mas além de atuar na dupla, já citada com o Almir Sater, trabalhou com o Geraldo Espíndola e comigo, anos depois, no conjunto EXPRESSO ARRASTA PÉ.
7- Como foi a sua participação no primeiro festival de música?
R. A apresentação oficial do grupo OS BIZARROS aconteceu no "Primeiro Festival da Música Popular de Campo Grande", no Clube Surian no final de 1967. Ganhamos o primeiro prêmio de interpretação, com a música 2001, dos Mutantes, uma síntese do momento que estávamos vivendo. A música, com acordes de viola caipira, tocados pelo Liminha, prosseguia com um rock doidão, no estilo Mutantes. O disco dos Mutantes me chegou às mãos muito antes do Festival. Graças a meu cunhado Pedro Ernesto Prudêncio, que na época era advogado na Poligram. Assim que ouvi a música, decidi que devíamos tocá-la no Festival. Era o material de que precisávamos, não para explicar, mas para confundir.
8- Como sua viagem ao Estados Unidos em 1969 influenciou na sua música?
R. Depois de Os BIZARROS, me lancei na aventura de ir para os Estados Unidos, com apenas dezesseis anos. Após o Ano Novo, eu e Maurício Barros Almeida fomos para diferentes lugares dos Estados Unidos. Eu para uma cidade satélite da grande Detroit e ele para uma cidade satélite da grande Los Angeles. Um detalhe significativo é que estávamos em 1969, o que me permitiu ver o homem descer à Lua, Nixon ser eleito, os Estados Unidos começarem a se afundar no Vietnã. Foi também o ano do Festival de Woodstock, a que nem pude assistir direito, porque em agosto voltei ao Brasil, após sua realização. Depois de toda a explosão que tomou conta dos Estados Unidos naquela época, eu e Maurício olhamos um na cara do outro e decidimos "vamos detonar". Estimulados por tudo que tínhamos visto lá fora, dedicamos dois anos (69 e 70) a radicalizar as propostas que OS BIZARROS tinham ingenuamente sugerido no Festival de 1967. Fizemos várias apresentações nos clubes, onde aconteciam os circuitos musicais da época, numa demonstração da energia, que nos dominava. Geraldo Espíndola, que havia se mudado para Curitiba, após o Festival de 67, retornou a Campo Grande em 1970. Com ele continuamos a proposta do grupo. Participamos do Festival Estudantil do Surian, dirigido e animado pela professora Gloria Sá Rosa e pelo Nelson Nachif. Nessa ocasião, Geraldo e eu começamos a exercitar um dado novo em nossa história musical, a parceria. Porque no Festival de 68 a gente mal se conhecia. Tínhamos apenas feito uma ou duas músicas juntos.
9- Como iniciou a sua vontade de fazer suas própria criações musicais?
R. Em 1969, na ausência do Geraldo, coloquei duas músicas novas no Festival do Surian. Uma era algo parecido com um baião e foi composto numa aula do Colégio de Aplicação, batucando na carteira. Estava começando a expor o lado da criação própria, à procura de caminhos, tentando tudo. No final dos anos 70, eu e o Geraldo fizemos um rock chamado ORA, ORA, ORA.
10- Em que contexto foi criada a música Trem do Pantanal?
R. Passei meus anos de formação universitária sob o domínio da ditadura. Vivi uma farsa nacional de que participei mais ou menos conscientemente. Naquele momento, eu não sabia o que fazer. E é isso que minha música TREM DO PANTANAL expressa bem. A perplexidade de uma geração diante de tantos e de nenhum caminho, está refletida em seus versos. Foi feita em 1975, em parceria com o Geraldo Roca, artista de grande importância na formulação de nossa música. Ficamos anos e anos, de 72 a 78 discutindo coisas mais ou menos assim: por que não cuidar da fazenda do avô, ser um advogado ou um jornalista de sucesso, em vez de ficar insistindo nessas músicas, que ninguém quer ouvir? Quem iria perder seu tempo com misturas esquisitas, exóticas, ouvindo Délio e Delinha, Dino Rocha, Bob Dylan, Louis Armstrong ou Johnny AIf, como fazíamos?
11- Como você passou a notar a música de Mato Grosso do Sul?
R. A música de Mato Grosso do Sul começou a brotar na minha orelha, na minha sensibilidade, desde garoto, ouvindo a música paraguaia, a música fronteiriça, que fazia parte do cotidiano de Campo Grande e também a música popular brasileira, urbana, tradicional, folclórica, transmitida pelo rádio e pelos discos de meus pais. Costumava ouvir Noel Rosa, Pixinguinha, Emilinha e Marlene nos discos de 78 rotações. Histórica e socialmente falando, a música paraguaia, unindo-se com a sertaneja, a paulista, a mineira e a gaúcha, que chegou até nós, através da Guerra do Paraguai, construiu nossa placenta musical. A essas influências acrescentem-se pitadinhas da música árabe, que devo ter ouvido em reuniões da família, a japonesa que devo ter escutado nas sessões do cine Santa Helena. Contando-se com as influências (veiculadas pelo rádio e pela televisão) a partir dos anos sessenta, obtém-se esse produto multifacetado, que se denomina música sul-mato-grossense. Ela ainda precisa de um estudioso para separá-la da música do antigo Mato Grosso.
12- Como iniciou o seu interesse pelo tema Pantanal?
R. Em 1980, de volta do Rio de Janeiro, disposto a realizar um trabalho coerente e conseqüente de exploração do mercado regional, reencontrei o Guilherme Rondon, pantaneiro de formação, que me convidou a ir ao Pantanal. Lá nasceram duas músicas: Paiaguás e Estranhas Coincidências. Mais tarde, nos idos de 82, comecei a ver o Pantanal de verdade, mas superficialmente. Numa das vezes em que lá estive, em companhia do Almir Sáter, ele disse ao Bandeirão, que era o dono da fazenda onde nos encontrávamos:
- O Pantanal é demais!
O velho retrucou:
- “Cê sabe o que é o Pantanal? Pra vocês saberem, deviam sair por aí numa comitiva, levando boiada. Vocês não sabem de nada. Vocês têm que pegar uma mula e sair por aí.”
Foi esse velho que nos deu a deixa de conhecer o Pantanal, através do olho pantaneiro, e não do civilizado, que lá chega, todo arrumadinho, de avião. Foi por isso que fiz questão de dar crédito em meu trabalho sobre o Pantanal ao Bandeirão. A partir daí, o Almir e eu passamos a encarar a idéia de conhecer de fato o Pantanal, saber o que realmente ele era.
13- O que foi o projeto Comitiva Esperança?
R. Eu e o Almir fizemos um projeto que envolveu o Governo do Estado, a FUNARTE, a Embrafilme denominado ”Comitiva Esperança". Assumimos os riscos de organizar uma comitiva que, em vez de boiada, levava o violeiro Almir Sater, o violinista José Gomes, que é um artista de primeira categoria, e o compositor e letrista Paulo Simões. A partir de certo momento, uma equipe de filmagem da Tatu Filmes passou a gravar nossa aventura. Passamos três meses rodando o Pantanal. O que fizemos de forma idealista, romântica, a novela PANTANAL repetiu depois, com a necessária sofisticação.
14- Quais eram as expectativas dessa viagem?
R. Houve uma overdose de expectativas musicais nessa viagem. Esperávamos encontrar artistas pululando pelo Pantanal, o que foi um engano. Achamos alguns isolados que justificaram nossa ida até lá. Um velhinho, seu André Preto, foi talvez um dos únicos sábios vivos que eu conheci até hoje sobre a terra. Poeta, pantaneiro, negro e trabalhador. Descobrimos a realidade pantaneira em oposição ao pantanal sonho.
15- Qual era essa realidade?
R. De 1940 até 1960, o Pantanal era dividido em fazendas muito maiores que as de hoje. Nessa época, por dificuldades de comunicação, o fazendeiro morava na fazenda, onde passava a metade do ano. Quando viajava com a família, ficavam na fazenda uns três ou quatro peões tomando conta do gado no tempo da enchente. As fazendas tinham áreas de até vinte mil hectares, o que requeria maior número de peões. Havendo maior densidade humana, surgia a possibilidade de cada uma ter seu peão sanfoneiro para alegrar as noites sem televisão ou antena parabólica. Como o dono passava seis meses na fazenda, tinha interesse em investir na parte de cultura e lazer. Mandava seu avião levar uma sanfona que precisava ser consertada, ou se encarregava de comprar um violão. A partir dos anos sessenta, por questões de morte, herança, as fazendas se fracionaram. O fazendeiro ficava nas fazendas um mês ou um fim de semana. Os hábitos de lazer mudaram de modo que não importava mais ao fazendeiro mandar comprar aquele violão, ou consertar aquela sanfona. Assim, o que esperávamos ver de manifestação autóctone reduziu-se a pequenos espasmos. Encontramos na maioria das fazendas o dono, morando a maior parte do tempo em Aquidauana, Miranda, Corumbá, Campo Grande ou no Rio de Janeiro. Em uma ou outra fazenda, havia o violeiro ou o sanfoneiro, com o instrumento em precárias condições.
16- Vocês se decepcionaram então?
R. Sim. Saímos em busca de festas de fazenda, onde houvesse gente, que nos falasse, por exemplo, do Pantanal, paraíso Zen, com a rotina sendo o corolário da segurança e nos decepcionamos. O céu é só para um, está do lado de fora. Para quem vive lá dentro, pode parecer um inferno. Foi uma dialética que procuramos destrinchar. Só que com recursos insuficientes, com prazos reduzidos e até com resultados insatisfatórios. Porque na época ninguém se interessou pelo projeto. Descobri que o tesouro pantaneiro não está em festas de peões, mas guardado na memória do pantaneiro. O cérebro do pantaneiro é diferente do nosso. Ele não é afeito à precisão, é meio índio, meio zen em sua relação com a natureza. E eu, o Almir, o Zê Gomes, o pessoal da Comitiva Esperança não éramos exploradores ansiosos, caçadores da arca perdida, loucos para abri-la e exclamar: _Olhem só o que achamos, vejam o que descobrimos! Nossa recompensa foi nosso aprendizado.
17- E qual foi o resultado desse projeto?
R. O registro de nossa aventura pantaneira, que oferecemos ao Governo do Estado na forma de um filme, é um material até hoje desperdiçado. Ele é mostrado aleatoriamente aqui e ali, é pouco discutido, até por nós mesmos.
18- Como surgiu a idéias de fazer aquele encontro cultural, a PENÃ em Campo Grande?
R. A Penã surgiu como derivativo das muitas oportunidades que vivi nas andanças pelo exterior, onde observei que muita coisa podia ser adaptada aqui. Da Bolívia eu trouxe a idéia desse intercâmbio da música latino-americana com a nossa. Quem primeiro me alertou para isso foi Carlos Medeiros quando, na Bolívia, me convidou para ir na Penã (pronuncia-se em português Penha) do Ernesto Cavour, que eu já tinha ouvido e aplaudido no Rádio Clube em Campo Grande. A Penã é um costume andino. As pessoas interrompiam suas viagens à noite, porque é perigoso errar o caminho à noite nos Andes, e abrigavam-se perto de uma rocha grande, que em castelhano se denomina Penã. Cantavam, tocavam, aconchegavam-se para agüentar o frio. Esse costume, ou essa necessidade, foi-se espalhando pelas cidades da Bolívia e do Peru e hoje tomou conta da América do Sul. É uma forma mais de convivência que de expressão artística. Embora essa última não deva ser menosprezada. O importante é o aconchego, o compartilhamento.
19- Qual é o destino da sua música?
R. Minha música percorre "todos os trilhos da terra", que é o verso final da música TREM DO PANTANAL. Regionalmente, continuo percorrendo todos os caminhos que se oferecem a mim. Até citando um autor estranho, Carlos Castanheda, direi "que só se devem percorrer os caminhos que têm coração" e aqui em Mato Grosso do Sul vejo mil caminhos desse tipo, que eu gosto de percorrer e que até hoje não foram trilhados por ninguém. Apesar de achar que a mídia mundial já tomou conta de tudo neste planeta, descubro que ainda sobra espaço em nossa área. Me sinto bem, inaugurando trilhos aqui e ali, que me podem permitir a esperança numa esquina, encontrar uma visão diferente da que já foi contemplada em outros centros urbanos. No momento, julgo que Mato Grosso do Sul está quase quebrando a casca do ovo. Se eu for um dos bicos que irão ajudar a quebrar essa casca, me sentirei feliz. Não é preciso que eu seja o primeiro.
tags: Campo Grande MS musica paulo-simoes regional diversao
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deu vontade de ouvir o paulo simoes e tambem os BIZARROS. parabens pelo texto e pela entrevista.
toru · Rio de Janeiro (RJ) · 20/4/2006 19:45
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muito bacana a entrevista! ao poucos, aqui no Overmundo, vamos formando quase uma enciclopédia da diversidade musical brasileira, com bastante profundidade - há descobertas para todos os gostos!
Hermano Vianna · Rio de Janeiro (RJ) · 21/4/2006 03:16
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Gisele, superentrevista! Parabéns. Simões, vc é o cara. Obrigado por existir.
Rodrigo Teixeira · Campo Grande (MS) · 21/4/2006 13:39
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Que bom que vocês estão gostando das minhas matérias. Minhas paixões são a música e o jornalismo e escrever sobre a música do meu Estado é mais um estímulo positivo para minha vida. Abraços Gisele
Gisele Colombo · Campo Grande (MS) · 21/4/2006 14:04
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Parabéns, Gisele. Belíssima entrevista. Vou postar o link na comunidade que criei para o Paulo Simões no Orkut, para que todos possam vir aqui ler.
Aproveito para convidar você a participar também:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2926055
Convite, naturalmente, extensivo a todos os teus leitores.
Abs
Alan Romero · Rio de Janeiro (RJ) · 7/9/2006 09:10
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Paulinho Simões
Sou sua fã de carteirinha e com você comecei a entender e apreciar as músicas deste outro lado do Brasil! Fora o privilégio de tê-lo tocando e cantando na minha casa, noites afora....Tempo bom! Saudades! Parabéns pela entrevista Gi, tem até comentário do "chefe"!
Bjk
Cris
crispinga · Rio de Janeiro (RJ) · 27/5/2007 10:14
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