Brasil.gov.br Petrobras Ministério da Cultura
 
 

PEC da Música 2008

Sergio Buratto
Toca Discos
1
Jlima · São Paulo, SP
20/5/2008 · 225 · 14
 

“PEC da Música” - música x impostos x majors x independentes x qualidade, quem vai ganhar esta guerra?!

Por: James Lima

Desde os primórdios da indústria fonográfica, o Brasil foi completamente invadido pelas culturas e modas de alguns países da Europa e Estados Unidos. Até ai tudo bem, fez parte das influências da nossa imigração.

Depois das décadas de 30 e 40, quando a fase áurea dos artistas brasileiros na rádio nacional foi enfraquecendo, a cultura americana invadiu de vez nosso país. Foram pelo menos três décadas de reinado e quase 80% das músicas tocadas em nossas rádios eram de origem estrangeira.

Hoje é completamente ao contrário, temos 80% de música nacional em nossas rádios. A que preço?! E que música?! Nossa música, sempre foi de altíssima qualidade, mas está fora do alcance da grande maioria dos brasileiros.

A presença da música brasileira nas rádios cresceu por causa de uma iniciativa do governo militar, que, em 1967, incentivado por um “espírito nacionalista”, atribuiu benefícios fiscais às gravadoras que investissem em artistas brasileiros. Até 1990, 100% do ICMS devido poderia deixar de ser recolhidos aos cofres públicos pelas gravadoras, desde que estas assumissem o compromisso de incentivar a música nacional. Esse percentual foi variando ao longo dos anos, era 70% até 1998/99 e hoje está em 40%.

Na verdade, foi uma reivindicação dos músicos para incentivar a contratação nas gravações, numa época em que os samplers estavam entrando nos estúdios e os músicos estavam sendo descartados. Aliás, na primeira versão, esse ICMS era destinado exclusivamente ao cachê dos músicos contratados para as gravações.

Porém, como todas as outras iniciativas desde fatídico regime, isto incentivou não só a produção da música brasileira numa escala maior, mas a fome das multinacionais (majors) em controlar o mercado brasileiro. Elas vendiam todo seu imenso catálogo internacional (produzido no Brasil), e com incentivo do ICMS destas vendas, usavam uma pequena parte para iniciar a produção de álbuns com os artistas brasileiros - uma verdadeira festa. Na verdade não foi o grande talento de nossos artistas que os atraiam, e sim, o lucro obtido por este mecanismo fiscal - saiu tudo de graça para as majors.

Isto aconteceu porque não houve um cuidado na formulação da lei e, numa jogada de mestre, as majors transformaram as fábricas nos verdadeiros produtores de discos no Brasil e tudo que era produzido (fabricado) tinha 100% deste incentivo, burlando a idéia original da lei, que era a de beneficiar somente produtos brasileiros - gravados no Brasil (no texto da lei, havia uma brecha, onde todos os CDs poderiam ter o benefício se “produzidos no Brasil”, mas não considerava sua gravação no país).

Por meio deste incentivo fiscal que de um lado fez o registro e projeção da música brasileira aqui e no exterior, de outro acabou trazendo uma série de distorções. As empresas passaram a usar dinheiro público (proveniente da renúncia de impostos) para apoio de obras que se adaptavam às suas estratégias de marketing e de mercado.

O que atraia os artistas a assinar os seus contratos com as majors, era o sonho de poder obter muito sucesso, através do marketing agressivo dessas empresas, que dominavam e dominam as “mídias” radiofônicas e televisivas no Brasil, (digo “mídia” porque foi institucionalizada, já algum tempo, a prática do Jabá como venda de mídia com nota fiscal nesses veículos). Fora os mimos e regalias dadas aos artistas - advances, carros de luxo e etc. e tal...

Foi ai que tudo começou a ruir, as majors tinham não só o poder econômico de suas matrizes, como dinheiro público para gastar a vontade nas produções artísticas e nos grandes veículos. Com o resultado desta grande veiculação e execução de suas produções, elas ganhavam mais dinheiro recebendo os direitos conexos - uma roda da fortuna.

Nesta fase também compraram quase todas as grandes empresas fonográficas nacionais - processo que terminou em meados da década de 90.

Foi nesta mesma década que, para atingir grandes vendas, as majors produziram produtos de massa e quase sempre sem qualidade, apelando para sexualidade e modinhas regionais. Utilizando ações de marketing cada vez menos ortodoxas, comprando toda mídia disponível, fazendo uma over dose destes segmentos nas rádios e nos programas de TV. Foi assim que estes produtos explodiram nas prateleiras dos grandes magazines do país, e, por conseqüência disto, acabando com o lojista especializado. Um tiro no próprio pé, pois todos nós sabemos que a indústria vive da venda de seus catálogos e os magazines só trabalham com o “sucesso”.

A culpa da queda nas vendas não é só da pirataria e da internet como as majors dizem. Elas que acabaram com as lojas de discos no país inteiro, abrindo espaço para a bandidagem entrar.

Nesses últimos dez anos mais de 70% dos lojistas especializados no Brasil inteiro fecharam suas portas. O que salvou um pouco essa tragédia, foram as grandes e médias livrarias, que por uma questão de estratégia, colocaram CDs e DVDs musicais para fazer o mix de produtos em seus estabelecimentos e acabaram sendo a base do crescimento do mercado independente atual.

Hoje o mercado independente, que cresceu com seu próprio suor e competência, corresponde a 85% da produção nacional, mesmo operando num mercado totalmente devastado e manipulado pelas majors. Não toca no rádio, não tem verba de marketing e muito menos tem qualquer incentivo ou lei que de fato valha à pena.

Uma luta de David e Golias, onde nem sempre o menor vence o gigante.

Nosso maior patrimônio histórico e cultural hoje está em poder das multinacionais, e pior, quase tudo fora de catálogo. Uma vergonha! E as vezes para abrandar sua culpa, são lançados algumas coleções mid price com maior descaso, sem informações, capas simples a preço de banana, para ficarem rolando nas gôndolas de promoção dos supermercados.

Com a decadente fase da indústria do disco no mundo, as majors no Brasil hoje são simplesmente licenciantes de suas matrizes, investindo e produzindo muito pouco nos artistas brasileiros. Novamente ocorreu um descarte de profissionais nas grandes empresas.
Esta situação ocasionou uma debandada geral de artistas para o mercado independente.

Mas se o mercado independente não acordar corre o risco de cair nas garras do Golias novamente. Os independentes cresceram, aprenderam a se virar na produção de música, mas ainda o departamento comercial é um desafio, é seu calcanhar de Aquiles, e muitos voltam a seus algozes.

Toda vez que se fala em mudanças nos incentivos na indústria fonográfica, como esta nova ação – PEC da Música - que trata da imunidade tributária para a música brasileira gravada, temos que lembrar nosso triste passado e ter muito cuidado para que não aconteça o pior - se ainda há algo pior a acontecer neste mercado – pois temos que ter absoluta certeza de quem será beneficiado com estas mudanças. Do contrário, o mercado independente e a música nacional correrão um grande risco de voltar a ser assimilados pelas grandes multinacionais, e nosso passado, o nosso presente, e nosso futuro estarão de novo sendo prejudicados. Temos que ficar alertas!

Além de ter isenção de impostos nos produtos gravados com artistas nacionais, onde as majors neste caso também vão se beneficiar, e, se fizerem algo que valha a pena para nossa música acho justo, deveria ser feito agora, algo para incentivar os lojistas na compra dos produtos independentes de empresas nacionais. E para estes compradores de produtos independentes nacionais, um incentivo fiscal para abertura de novas lojas em todo território nacional, restabelecendo o mercado e o escoamento desta enorme produção independente.
Uma trava de segurança contra os oportunistas.

Seria também indispensável revisar a lei (sem deixar brechas) dos incentivos já existentes para as rádios e emissoras de TV na veiculação desta produção nacional, para que eles utilizem de fato o incentivo, que não é pouco, nas suas programações em horário de audiência com música independente nacional, equilibrando o espaço que hoje é ocupado quase integralmente pelo poder econômico das multinacionais.

O principal ponto desta nova ação é, caso a PEC seja aprovada, e torço que sim, somente os produtos de música brasileira gravadas no Brasil, ou gravações internacionais quando interpretadas por brasileiros deverão ter esta isenção de impostos, os produtos licenciados de outros países não deverão ter o benefício - isto segundo as informações dos membros da comissão que representa esta PEC. Nada mais justo, e é por isto que devemos lutar. Vamos ver se assim, nosso patrimônio sai dos porões das majors e receba o respeito que ele merece e, em breve possamos ter acesso a toda nossa história.

Esta luta pela isenção de impostos foi iniciada bravamente em 2007 única e exclusivamente pelo mercado independente, (durante a “Festa da Música” em Canela - RS), usando por base a lei constitucional de isenção de impostos do mercado livreiro – uma vez que a música é igualmente uma formadora didática de informação de massa. A classe está sendo representada pelo porta voz da ABMI (Associação Brasileira da Música Independente) hoje ex-presidente da entidade Carlos de Andrade (Visom Digital), o jornalista Fernando Vieira da Festa da Música - RS, pelo o Autor da PEC da Música, como ficou denominada, o Deputado Otávio Leite PSDB/RJ, o Relator da PEC Dep. José Otávio Germano PP/RS e o Presidente da Comissão Especial que julga a PEC na Câmara Dep. Décio Lima PT/SC.


Quem quiser e se manifestar e apoiar esta ação pode enviar para o
E-mail: musica.sim.impostos.nao@hotmail.com
Todos os e-mails de apoio serão entregues a comissão da PEC.


26 de maio poderá ser o dia da Música Brasileira!

Dia 26 de maio no Rio de Janeiro, será realizada uma reunião com os integrantes da Indústria nacional para discutir a PEC 98/07 que trata da imunidade tributária para a música brasileira gravada.

Todos serão bem vindos para se juntar nesta luta, artistas, executivos, produtores, lojistas, enfim, toda cadeia produtiva da Música Brasileira.

Local. Hotel Everest – Ipanema às 19:00 horas.


A Música é nosso maior patrimônio!

compartilhe

comentários feed

+ comentar
Ilhandarilha
 

Olá JLima, essa questão tem tudo a ver com esse fórum aqui: cultura como lei. Dê uma olhada lá e, se tiver interesse, participe do fórum. Abraços

Ilhandarilha · Vitória, ES 20/5/2008 19:59
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
dudavalle
 

Muito Bom !

dudavalle · Rio de Janeiro, RJ 20/5/2008 23:02
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Márcia Shoo.
 

Excelente, inteligente e esclarecedor. Visto a camisa, de dó a sol.

Márcia Shoo. · Rio de Janeiro, RJ 20/5/2008 23:45
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Márcia Shoo.
 

corrigindo: de dó a dó. :)

Márcia Shoo. · Rio de Janeiro, RJ 20/5/2008 23:58
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
A.J
 

Uma visão pertinente e esclarecedora sobre a questão. Esperamos que a boa música sobreviva!

A.J · Belém, PA 21/5/2008 00:42
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
joao xavi
 

gosto desse tipo de discussão, mas acho dispensável idéias como a de "boa música".

joao xavi · São João de Meriti, RJ 21/5/2008 11:26
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Márcia Shoo.
 

concordo com o João. A questão discutível não é "a boa música" (isto é ultra-relativo e anti-territorial!), e sim a democratização do mercado fonográfico, a quebra de monopólio das majors, a soberania da música nacional nas mãos dos próprios artistas (lê-se por artistas os músicos, intérpretes, compositores, produtores e vendedores independentes, como pontua o texto). O texto do JLima diz exatamente porque o brasileiro há décadas não está acostumado a ouvir e apreciar a diversidade da música brasileira, ou porque ouve apenas o que é acessível através dos grandes veículos de rádio e da publicidade massificada. Como na maioria das nossas relações políticas e mercadológicas internacionais, somos credores - e não devedores! - de uma dívida cultural que nos torna desconhecedores e despossuidores da nossa própria riqueza.
E viva a internet.

Márcia Shoo. · Rio de Janeiro, RJ 21/5/2008 13:55
sua opinião: subir
joao xavi
 

vamos pensar bem. nunca vivemos um momento onde a música circulou, foi produzida e consumida tão independente da grande mídia.
obvio que é interessante que se promovam facilidades pra que esse processo continue acontecendo. mas, apesar do sufocamente dos grande e do sufocamento ainda maior dos independentes, a musica nunca foi tão livre.

joao xavi · São João de Meriti, RJ 21/5/2008 14:25
sua opinião: subir
Márcia Shoo.
 

Verdade, João, a música nunca foi tão livre, circulada, produzida e consumida fora da grande mídia. Mas há que se colocar aí também a questão da temporalidade tecnológica; era tecnicamente difícil a livre difusão. Aliás, a internet tem proporcionado o momento mais livre da música "industrial", digamos assim, em toda sua história, eu acredito. Isto tanto para os "independentes" quanto para os "grandes", que já reclamam menos da pirataria e aproveitam com mais criatividade o que a internet pode fazer valer, inclusive financeiramente.
Mas é fato que a história do mercado musical no Brasil foi construída de maneira colonizadora.

Márcia Shoo. · Rio de Janeiro, RJ 21/5/2008 14:54
sua opinião: subir
Natália Amorim
 

Votadíssimo. E repassado aos colegas.
Abs.

Natália Amorim · Belém, PA 21/5/2008 19:29
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Andre Pessego
 

Lima, legal. Muito bom o teu artigo. Eu acrescentaria uma informação a que nós, no Brasil, repetimos pelos menos nos ultimos 60 anos. A da "americanização"/"europeização" - Nem um País é mais europeuzado que os EUA.
E somaria ainda a questão das Leis de Incentivos à Cultura, que também o que vige nelas são somente as brechas. Pode-se afirmar que fora das capitais, em todos os demais municipios o financiamento recai sempre para
produção "estrangeira", e ou estrangeira. E de todos o campeão é SP. O ítem amador nunca recebe financiamento, por varias razões, inclusive a dependências dos "tais padrinhos".
um abraço
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 22/5/2008 07:11
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
djalma amaral
 

Saudades do bom e velho vinil!!! Aqui em casa tem 5000, e não me desfaço, pirataria é o que acontece com o preço do CD, que acaba dando margens as CRIAÇÕES DE MODISMOS BIZARRAS DE MODELOS CAPITALISTAS SELVAGENS DE GRANDES GRAVADORAS COMO ( POCOTÓS,TIGRÕES,CRÉOS, MELANCIAS E OUTRAS FRUTAS E PLANTAS QUE GANHARAM VIDA) , é a banalização da cultura, e emquanto isso acontece muita gente que tem um bom trabalho por ai tem que tocar e cantar em garagem e bares. Sigamos em frente na busca do resgate de nossa cultura, que esta morrendo!!!

djalma amaral · Itapema, SC 22/5/2008 08:21
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Téo Ruiz
 

Jlima, muito bom o texto. Essa é uma discussão atual super importante, e foi um dos pontos abordados no Encontro Nacional da Música Independente que participamos, apesar de não termos colocado essa parte da PEC no dossiê que fizemos do encontro.

O lance que me preocupa um pouco é limitar essa discussão somente a "empresas", quando você fala que os lojistas deveriam ter incentivos na compra de CDs independentes de empresas nacionais. Porque só empresas? Porque só quem "tem CNPJ" pode ser músico independente? Nós já travamos uma batalha enorme contra a OMB pela não obrigatoriedade de filiação, e vários músicos independentes hoje têm mandados de segurança para poderem trabalhar sem a OMB. E agora, terão que ter obrigatoriamente uma empresa pra vender seus discos? Não sei, acho isso um pouco perigoso pois aí você excluiria uma parcela enorme de músicos independentes de altíssima qualidade, profissionais, que não têm, principalmente os conhecidos como auto-produtores. Conheço o pessoal da ABMI e reconheço o empenho e trabalho deles. Na verdade, a maioria dos pontos defendidos por eles são comuns a mim e aos auto-produtores. Porém, tenho receio que no futuro as majors sejam substituídas, na prática, pelas cento e poucas gravadoras nacionais da ABMI. Entende o problema? A música brasileira é muito mais do que é oferecido pelas majors e também muito mais do que a ABMI comporta, mesmo tendo seu papel importante na cadeia produtiva da música.

Acho perigoso essa idéia de "oficialização da música independente". Ao longo da nossa história, que você contou trechos muito bem aliás, já se criou uma imagem no público em geral de que músicos são somente aqueles que estão nas grandes gravadoras, ou seja, esses são os "oficiais", o resto é amador, coitadinho e marginal. Principalmente desde os anos 80 os músicos independentes têm tentado mudar isso, e 20 anos depois, finalmente, estamos diante de uma mudança de paradigma. A maneira contra-industrial de produção dos auto-produtores se profissionalizou tanto que não é mais marginal nem coitadinho coisa nenhuma, muito pelo contrário. Estamos diante de avanços tecnológicos, crises do grande mercado, mudanças de mercado e estratégia de marketing, que os independentes são a grande "bola da vez", digamos assim. Eles são os responsáveis pela manutenção de toda a diversidade de nossa música, e não podemos cometer o erro novamente de deixar na mão somente de empresários (mesmo sendo brasileiros) toda a produção. Quem produz mesmo são os músicos, intérpretes e compositores. Mais uma vez, temo que esses estejam ficando de lado. De minha parte, estou participando de inúmeras discussões sobre isso (direito autoral, jabá, PEC e diversas questões correlatas) e não me considero, no meu trabalho, menos do que qualquer desses empresários na parte de produção. Assim como eu, existem milhares de outros.

Enfim, é só algo que ficou bem claro nesse Encontro que participamos que não pudemos deixar de nos posicionar a respeito, como artistas e produtores. Nosso livro CONTRA-INDÚSTRIA trata de vários assuntos da música independente. É, na verdade, um material praticamente inédito de pesquisa somente sobre o tema trazendo, inclusive, essa mudança de paradigma. E em um dos capítulos falamos justamente desse monopólio, isenção fiscal, e várias outras artimanhas das majors para controlar o mercado brasileiro. Não gostaria que os erros se repetissem, anos depois, agora na mão de empresários brasileiros.

É isso aí, estamos aí para a discussão, muito importante o tema e bem colocado a questão!

Téo Ruiz · Curitiba, PR 22/5/2008 18:57
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Téo Ruiz
 

Abraços e desculpe o comentário longo! rs...

Téo Ruiz · Curitiba, PR 22/5/2008 19:01
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

veja também

filtro por estado

busca por tag

observatório

feed
Instituto Overmundo pesquisa a cadeia produtiva da música no Rio de Janeiro

Está no ar o blog de pesquisas do Instituto Overmundo. Você já pode encontrar lá os primeiros dados da pesquisa “Análise de modelos de negócios... +leia

revista overmundo

Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!

+conheça agora

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados