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Banda do PIM no encerramento do Festival Vale do Café 2007
Imagens
Claudio, Celia e alguns do alunos de canto coral do PIM
Alan e João, estudam trombone no quintal do PIM
Maycon, estudante de violino
Glasiele, flauta e canto, Aline, violino (estuda há 10 anos) e Livia, violino
Vídeo
Clip do Video institucional do PIM(6.5 Mb)
Sei, o nome é engraçado, mas em Vassouras e região todo mundo conhece o PIM.
Tudo começou quando o Maestro Claudio Moreira, de uma família de músicos na cidade de Vassouras, RJ, que participava da banda da Sociedade Musical N. S. da Conceição, criada por seu pai, Anecy Duarte Moreira, seus irmãos e outros músicos em 1981, percebeu que as atividades da Banda diminuíam e a transmissão do conhecimento musical estava se rareando.
A falta de incentivo do poder público, as dificuldades financeiras para compra de instrumentos e manutenção, bem como a avançada idade de parte de seus componentes, trazia a Banda para uma encruzilhada. O Maestro Claudio junto com sua mulher Célia tomou a direção certa: Percebeu que nos jovens estava o melhor caminho, tanto para preservar o acervo musical da banda como para injetar sangue novo nas atividades. Era preciso levar a música aos jovens.
Com apenas 39 crianças e um professor voluntário surgiu o PIM – ainda como Projeto (depois virou Programa) Integração pela Música no ano de 2000. Nos primeiros anos não havia nem sede e os contatos, por telefone ou email, eram feitos através do gabinete da Secretária de Cultura e Turismo do município, Marta Fonseca, que junto com a diretora do Escritório do IPHAN na cidade, Isabel Rocha, abraçaram o projeto desde os primeiros momentos.
Um parceiro de primeira hora foi também o Colégio Estadual Santa Rita, através de sua diretora Jane Mara Castilho Barbosa que cedeu as salas do Colégio aos sábados para os alunos terem aulas. O primeiro apoiador financeiro veio em seguida, o Instituto São Fernando, ligado a fazenda histórica do mesmo nome localizada no distrito de Massambará.
Quatro anos depois o PIM já contava com mais de 300 alunos e uma amplo repertório de atividades que haviam se consolidado em torno de várias ramificações: uma orquestra, um coral, e vários pequenos conjuntos de formações variadas. A demanda era crescente tanto para apresentações dos grupos do PIM pela região quanto na outra ponta com a chegada de novos alunos e interessados.
O PIM já era maior do que sua idéia inicial. A administração de todo aquele universo de instrumentos, alunos, professores era feito por Celia Pinheiro Moreira, esposa do maestro Claudio, ajudada por muitos voluntários em todas as áreas e momentos.
Músicos professores voluntários vinham do Rio de Janeiro, pagando a viagem do próprio bolso para dar aulas no PIM. Com a criação do Festival Vale do Café, o PIM ficou responsável pela coordenação das oficinas musicais que acontecem durante o evento e que dá aulas de harpa, violão, canto, violino, piano, violoncello, contrabaixo, flauta, fagote, clarinete, oboé, saxofone, trombone, percussão, prática de banda, trompa, percussão sinfônica.
O PIM, hoje atendendo a cerca de 800 jovens em 3 municípios, é um caso especial de sucesso com o envolvimento de uma cidade num projeto de cultura e inclusão social, através da sociedade civil em geral, da comunidade vassourense, da escola pública, dos meios de comunicação, da iniciativa privada e de músicos da capital e do interior. Recebeu em 2004 o Prêmio Cultura Nota Dez do governo do estado e foi em seguida selecionado como Ponto de Cultura através do Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura, além de ter seu trabalho chancelado pela Unesco.
O segredo do sucesso do PIM parece estar na maneira como os jovens alunos encaram o Programa. Segundo Celia Pinheiro Moreira “o PIM é deles”. A flautista Vanessa Paim, de 19 anos, hoje monitora do Programa, confirma:
“Aqui todo mundo é dono, todo mundo é gestor disso aqui. Não tem essa coisa de organograma. De você é meu subordinado. Não sei quem é subordinado seu, eu acho que é um trabalho que é de todo mundo e que todo mundo faz a sua parte, e o resultado é isso que o PIM se tornou hoje. Não é bagunçado e nem por isso a gestão é centralizada. Nós temos cerca de 800 gestores no PIM. É o empoderamento. Você se empoderar de uma coisa que é sua. E isso aqui é nosso.”
Se os alunos resolvem produzir uma festa junina eles assumem o controle, realizam a festa e resta a coordenação dar todo o apoio que lhe for solicitado pelos jovens. Celia e Claudio descobriram depois que isso tinha um nome; gestão compartilhada.
O grande alicerce do PIM são seus multiplicadores. Alunos mais adiantados (hoje cerca de 20) que repassam seus conhecimentos aos iniciantes, ajudando também em todas as tarefas. Numa das visitas que fiz ao PIM a recepcionista era uma jovem musicista que parecia não ter mais que 10 ou 11 anos de idade. Completamente à vontade com o telefone ou com as visitas, tinha a autoridade de quem parecia estar recebendo amigos em sua casa.
O Maestro Claudio nos diz:
“É uma coisa que eles vão pegando uns dos outros. É uma coisa natural. Elas nem entendem o que é isso, não sabem nem que existe esse método dentro do PIM, mas automaticamente vão se transformando em multiplicadores”.
O PIM foi inventando internamente diversos sub-projetos que se articulam entre si, se rearranjam e se transformam. Um deles é o CopperPPIM, uma cooperativa que tem como principal objetivo garantir renda para as famílias dos alunos. Participam atualmente cerca de 10 pais e mães, que trabalham em recepções, encontros, confecccionam bolos e doces, etc.
O PIM Digital é uma cooperativa de produção audiovisual formada por jovens, sob a orientação de produtores audiovisuais e gestores culturais com a intenção de registrar as atividade do PIM e mais tarde gerar produtos profissionais. O PIM Cultural tem objetivos semelhantes mas voltado para a produção de eventos.
O projeto Arte & Vida incentiva e valoriza um trabalho voluntário em conjunto com apresentação dos grupos de Câmara do PIM em hospitais e asilos da região. Com o crescimento e expansão das ações do Programa foi criado o PIM em Toda Parte que tem o objetivo de levar as atividades do programa aos outros municípios, através de parcerias com as prefeituras das cidades vizinhas e com o Ministério da Cultura.
Celia Pinheiro Moreira se graduou este ano em Administração na Universidade Severino Sombra, de Vassouras, e seu trabalho foi justamente sobre o PIM e o conceito de Multi-Empreendedorismo Cultural Cooperativo. Citando Gilberto Gil ela diz: “Mais que gestão participativa, é gestão colaborativa, por meio do qual se fortalecem os atores sociais da cultura”.
Celia tem uma visão crítica em relação a um empreendedorismo puramente capitalista. “No seu contraponto temos que fortalecer o empreendedorismo social”. Suas idéias vão ao encontro do que diz a socióloga Livia De Tommasi, integrante da Rede e Juventudes: “Ser empreendedor significa ter uma atitude positiva, propositiva e crítica com relação ao mundo que nos entorna”.
Ela acredita que, na prática, o PIM representa um modelo de transição, dentro do processo de descoberta de novos caminhos para o gestão do terceiro setor.
Mas a melhor resposta é a de Juliana Dias de 12 anos:
Pim
Você mudou a minha vida, me ensinou a curtir as pessoas, a compreender as pessoas.
Eu me sinto muito orgulhosa por estar no Pim.
Todos aqui são legais.
Pim você é:
Tudo de Bom
Você é D+
Para entrar em contato com o PIM:
(24) 2471-9320,
celular da Celia (24) 9222-2111
e o e-mail: celia.pim@uol.com.br
tags: Vassouras RJ musica egeu-laus celia-pinheiro-moreira claudio-moreira inclusao-musical premio-cultura-nota-dez ponto-de-cultura empreendedorismo cultural
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EGEU...
Seu texto é de vital importância para a conscientização dos prefeitos, governadores e Ministro da Cultura.
Um pequeno relato...
* Comecei a ter gosto pela música através de meu pai e tios... Tocavam cavaquinho! Ano 1970 - Sertânia / PE.
* No Colégio Olavo Bilac (estudava 2º ano do antigo curso Ginasial) entrei para o "Coral COB", e participei da "Banda Marcial"... Tocava e ainda toco surdo (instrumento musical)...
* O Maestro Francisquinho Araújo (compositor de vários frevos de sucesso), resolveu montar uma orquestra... Ensinou nota por nota musical a cada menino: cada um com 12, 13 ou 14 anos de idade... Em um ano: a orquestra estava pronta... Virou "Orquestra Marajoara" e nos meses de janeiro e fevereiro de 1975 – tocou em três bailes de carnaval, com direito à transmissão ao vivo de 04 rádios - Caruaru / PE. A orquestra ainda foi contratada para o carnaval no clube mais famoso de Sertânia.
* Vim embora pra São Paulo com 16 anos... A orquestra continuou!
* Virei músico e compositor... Aprendi violão já em São Paulo - montei a Banda Moxotó - Gravamos 12 discos, fizemos 1500 shows e participamos de vários programas de TV's, rádios e outras formas de mídia...
* Outros músicos que ficaram na antiga "Orquestra Marajoara", também saíram pelo mundo afora... Alguns tocaram na Banda Moxotó - já em São Paulo. Outros - tocam em muitas orquestras e conjuntos do Brasil...
* Ficou no ar a seguinte pergunta: é importante um projeto como PIM?
O benefício do PIM é inquestionável! Meninos e meninas têm a oportunidade de desenvolver a percepção musical! Esses jovens podem ser no futuro os grandes profissionais da área artística - levando a arte musical como veículo de propagação da paz e harmonia - onde estiverem e no meio de qualquer povo.
Aplauso para a iniciativa! Aplauso para os professores de música! Aplausos para o talento musical da meninada!
Aplausos com letra, estilo, ritmo, melodia e harmonia para o autor do texto - Maestro Egeu Laus!
Abraços.
Lailton Araújo
LAILTON ARAÚJO · São Paulo (SP) · 19/8/2007 16:48
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Olá!!!
Temos um projeto aqui em nossa cidade que busca ensinar várias artes, dentre elas a música.
São louváveis projetos que visam trabalhar a cidadania e ao mesmo tempo ensinar um hobby que ou mesmo uma profissão.
o certo é que através da música podemos alcançar muitos objetivos.
Parabéns a quem faz o PIM!!!
acesse: http://naec.gigafoto.com.br e filarmonica.gigafoto.com.br e conheça melhor nosso trabalho.
Quem sabe podemos trocar experiências que levem a enriquecer ambos os trabalhos.
Abraços de todos do NAEC de São Benedito - Ce
NAEC de São Benedito - Ce · São Benedito (CE) · 20/8/2007 13:09
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Egeu, é emocionante perceber o poder que as pessoas têm de realizar quando querem realmente construir algo cim suas mãos, com sua alma.
Uma história como essa que conta essa trajetória, cujas lutas devem ser imensas é algo que renova as esperanças nos seres e nos cidadãos em um momento de tanta descrença.
Lilton perguntou qual a importância do PIM e respondeu com sua alma de músico.
Eu diria que a importância vai além, muito além por reforçar a auto-estima de todos os envolvidos, por ensinar o trabalho compartilhado e sua força, por ensinar a superação de obstáculos com as próprias mãos, por dar esperanças a essas crianças, etc., etc., etc.
Parabéns a todos do Programa e obrigada a você por divulgar tão lindo trabalho.
beijos
Saramar · Goiânia (GO) · 20/8/2007 15:58
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Eu gostei muito e dou meu voto, honrado pelo trabalho de Egeu.
Baduh
baduh · Rio de Janeiro (RJ) · 20/8/2007 19:21
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Egeu, que lega, são raros os municipios que fetivametne promovem coisas assim feliz a iniciativa em publicar, um abraço, andre
Andre Pessego · São Paulo (SP) · 20/8/2007 22:34
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Maravilhoso o que a ARTE pode fazer na vida das pessoas, magnífico texto. parabéns VOTADÍSSIMOOO
Patricia Moreira · Vitória da Conquista (BA) · 20/8/2007 23:04
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Muito bom Egeu. Texto bom de ler e excelente iniciativa essa do seu Claudio junto com sua esposa. É muito bom poder ver exemplos de como a cultura, a música, a arte como um todo, pode mudar a vida das pessoas. Um ABRAÇO.
FILIPE MAMEDE · Natal (RN) · 21/8/2007 08:14
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Que beleza de trabalho, quanta gente Fazendo, por amor à Cultura!
BJS
CRis
crispinga · Rio de Janeiro (RJ) · 21/8/2007 16:16
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mto bom egeu!
Guilherme Mattoso · Niterói (RJ) · 23/8/2007 07:53
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Egeu:
Quando tomamos conhecimento de iniciativas como essa constatamos a verdade que há nas palavras do prof. Darcy Ribeiro: nós temos um povo que é melhor que a sua pretensa elite.
Um abraço.
Levi Orlando · Porto Alegre (RS) · 23/8/2007 09:17
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oi.. galera tudo bém com Vcs !!!estou aqui pra prestigiar o site e tabém pra lhes dizer que sou músico toco baixo .. sou do Rj.
faço o trabalho de músico freelance .. se alguém por aí etiver precisando de baixista (acústico, elétrico e fretless) é só me contactar, para saber maiores detalhes acesse : www.rodrigolevino.xpg.com.br
Um grande abraço !!
Rodrigo S.Levino · Rio de Janeiro (RJ) · 23/8/2007 16:57
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