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PIXAÇAO, GRAFFITI ,BLA,BLA,BLA,BLA,BLA

FOTO -MARIO ALVES - REVISTA  TRIBO SKATE -2006
SONHO LATINO - GEJO- SAO PAULO -2006
1
GEJO- O MALDITO · São Paulo, SP
11/5/2007 · 99 · 4
 

no inicio de 2000 ,fui colaborador do site MANUSCRITO do UOL.
na area de graffiti , abaixo segue um texto que foi muito lido,comentado e usado em teses pelo mundo.
apesar dos anos ,ainda continua bem atual ,acho que mudou pouca coisa , na cena de rua hhihihihihihihihihihih.


infelizmente por ser writer,deixando a lingua portuguesa por terceiro plano,e usando um teclado mal configurado ,voces acompanharão varios erros ,hehehehehe .
mas ,mesmo assim estou aqui contribuindo de alguma forma.

Mantendo a minha a alma transgressora e contestadora,relembro algumas palavras de um dos maiores poetas das favelas brasilieras
SOLANO TRINDADE

senhora gramática
perdoai meus erros gramaticais
se não perdoardes
eu errarei MAIS.







O que é graffiti?
De onde surgiu? Graffiti e pichação são iguais?


Essas perguntas não podem ser respondidas com exatidão, o que se tem são épocas, fatos, personagens, mídia e boatos, muitos boatos. Juntando todos esses ingredientes, e outros que não mencionei, podemos traçar um pouco do caminho do graffiti na história do mundo. Os mais antigos exemplos de graffiti vêm da pré-história e sem dúvida, o graffiti acompanha o homem desde seus primeiros passos. As pinturas rupestres representavam animais sendo caçados, deuses, sua rotina diária e um sem número de motivos para escrever nas paredes das cavernas.

Hoje em dia existem teorias que tentam explicar o motivo pelo qual o homem registrava todas essas imagens, uma delas é a de que os moradores eram nômades e registravam o cotidiano daquela região para se comunicarem com os próximos moradores que passassem pelo local. Levando em conta todos esses fatos das primeiras experiências, podemos dizer que graffiti é todo risco, rabisco, traço (ordenados ou não), linhas, formas feitas em qualquer suporte que dê características de inscrição urbana.

De acordo com alguns estudos o nome graffiti é o plural de "graffito", de origem italiana, no inglês foi adotado "graffiti", sem distinções. No português adotou-se "grafito", e no plural, grafitos (o dicionário Aurélio a partir de 1988 registra o graffiti como inscrição urbana).

Outro registro de inscrições urbanas vem de "Pompéia", cidade engolida por um vulcão, que preservou registros de que a forma de expressão que vemos hoje nas ruas já era utilizada das mais variadas maneiras: escreviam desde palavrões até propagandas políticas, aí você me diz: "Ah! Então não era graffiti, era pichação!". De acordo com o raciocínio anterior graffiti são traços, rabiscos que quando organizados tomam forma de imagens que irão compor um mesmo espaço urbano. "Estas imagens não poderiam ser letras?" Sim! E a união de letras forma palavras, que por sua vez, formam mensagens, e então voltamos para o fato dos homens das cavernas passarem mensagens para os novos moradores.

Na verdade o graffiti pode ser usado para reivindicar direitos, para dizer o que se pensa, para se expressar artisticamente, mostrar o que outros meios de comunicação não mostram, denunciar questões sociais, propaganda de vários tipos, ou simplesmente riscar seu nome em um local para registrar que você esteve ali. Seguindo esse pensamento, há vestígios de que graffiti e pichação são a mesma unidade ou que o graffiti é uma linguagem única e a pichação é a ação de grafitar qualquer coisa que não agrade o receptor, principalmente se ele não conseguir entender essa escrita ou achar que se deve fazer um trabalho de acordo com seus gostos ou costumes.

Quem nunca leu mensagens escritas nas portas de banheiros públicos ou botecos? Todos acham legal, menos o faxineiro ou o dono do estabelecimento, e assim tudo o que a sociedade acha que é "ruim", que não combina com a estética da sociedade falsamente chamada de ideal, acabam chamando de pichação, que dentre outros significados também se resume em "falar mal de alguém" e vem da idade média, quando padres escreviam mensagens recheadas de palavrões nas paredes das igrejas de religião contrária, usando um líquido betuminoso chamado "piche" (que também era usado para queimar pessoas acusadas de bruxaria). Em se tratando de registros, existe um documento de 1932 que relata a escrita nas ruas, até 1968. Essa linha permanecia com poucas mudanças, mas nessa época ou alguns anos antes, os E.U.A. já estavam fazendo uma nova linha de escrita, seus objetivos eram marcar seus territórios com codinomes e no maior número de lugares possíveis. As gangues viviam em constante disputa com seus inimigos e tudo era "marcado": trem, muro, telefone, cesta de lixo...


Após ser "descoberta" pelo jornal "New York Times", a cultura do graffiti desenvolveu-se mais ainda devido as grandes disputas entre os escritores, já fazendo parte da recém criada cultura Hip-Hop, que já se espalhava pelo mundo. No Brasil, o graffiti existia em forma de protestos e propagandas, até que em 1978 foi registrado o primeiro graffiti, já indo para uma linha mais artística, trazida da França. No início dos anos 80, começa aparecer a mesma linha de graffiti que se originou nos E.U.A., mas com as disputas, em pouco tempo os "escritores" criaram um novo tipo de letra, com traços retos e diferente dos americanos, que faziam a assinatura mais arredondada. Infelizmente logo foi apelidado pela mídia de "pichação", e como tal, devia ser repreendida.

Na mesma época que surgiu essa nova escrita, aqui no Brasil já estava germinada a cultura Hip-Hop (vindo através de filmes e música). Assim a cidade era dividida entre os escritores que faziam só letras retas, os artistas plásticos que pintavam à mão-livre, os adeptos da "stencil art" e os que faziam todos estilos dentro do "graffti hip-hop". Hoje existe uma verdadeira miscelânea, e todos os dias nascem novos artistas das mais variadas influências e opiniões. A escrita reta está sendo apreciada e estudada por diversos estudiosos do Brasil e de outros países. Os próprios escritores de graffiti estão fazendo revistas, vídeos, zines e estão indo para as galerias de arte, e de uma coisa pode-se ter certeza: o graffiti nunca irá morrer.


Sugestões para leitura:

Subway art-martha cooper / Henry Chalfant

New, use & improved art for the 80's - Peter Frank / M.Mackenzie

A poesia do acaso (na transversal da cidade) - Cristina Fonseca

Spray can art - James Pigroff / Henry Chalfant

revista ARTE NAS RUAS # 1 -2001 - BY GEJO

para saber mais do autor - www.flickr.com/photos/gejo



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Juliaura
 

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Juliaura · Porto Alegre, RS 10/5/2007 18:45
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Marcelo V.
 

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Marcelo V. · São Paulo, SP 11/5/2007 19:34
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GEJO- O MALDITO
 

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GEJO- O MALDITO · São Paulo, SP 11/5/2007 21:28
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zéholle
 

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zéholle · Poço Fundo, MG 16/1/2008 12:16
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