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Pobre menina rica...

Raquel Aparício
1
Biá Boakari · Teresina, PI
3/8/2007 · 19 · 3
 

Enquanto ele lia, o coração dela parou.

E, foi assim que, em poucos segundos, ela voltou a ter 7 anos de idade, quando ficava sentada na mesa de almoço, procurando alguma coisa inteligente para falar. Só para ver se ele notava.

Isso... essa é mais um drama de uma pobre menina rica. Sabe, aquelas que você lê e manda ir catar coquinho, porque se ela não tinha amor em casa, pelo menos tinha uma casa pra dormir e comida pra comer. E o pior é que esta pobre menina rica até amor em casa tinha.

Muita coisa em sua vida muda - o tempo todo - mas existem coisas que simplesmente permanecem inalteradas. Uma delas é a maneira como seus pais vêem as coisas que faz. Para a mãe, tudo é lindo, ela é a meninazinha mais bonita e inteligente do mundo. Paro o pai, sempre ela poderia estar fazendo melhor.

Ele leu o texto, um dos poucos que ela fez e realmente gostou. E ela lá, calada. Nem tem certeza se respirava direito. Enquanto isso, a mãe chega em casa e, já da porta, grita que "amou" - verdade imutável. Ele, continua a ler.

Quando acabou, esperou até que ela perguntasse o que ele tinha achado. "Gostei menina, dessa vez você colocou sua opinião. Deveria fazer mais isso".

E, foi assim que a menina de 7 anos levantou da mesa do almoço, sem falar nada, mas com a certeza de que era amada.

e muito amada.

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Helena Aragão
 

Oi Biá. Deixo uma sugestão: postar esse texto no Banco de Cultura, que é o lugar para contos e crônicas (produtos culturais). Seu outro texto postado aqui, sobre a Banda Karranca, este está perfeito no Overblog, que é espaço para matérias, artigos, críticas, entrevistas... Se concordar com a sugestão, é só clicar na lixeirinha para deletar este texto daqui e repostar no Banco. Abraço!

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 2/8/2007 11:39
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querida Biá:
Gostei muito do seu texto. Realmente este sentimento incondicional que é o amor de mãe não fornece qualquer parâmetro seja educativo, seja emocional. Já a postura do pai, gostando, e dizendo porque gostou, propiciou a ela (que eu desconfio que seja você) um sentimento de valorização pessoal. O amor também é feito de sinceridade e a crítica é uma forma pedagógica de exercitar este amor. Seu pai deve ser um grande sujeito!
Beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
PS Você é muito insegura?

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 5/8/2007 01:47
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Andre Pessego
 

Bia, verdade a atençao não é o aplauso incondicional; nem a sensura de forma alguma; mas a correção com o estímulo, como voce coloca no final.
Lamentavelmente, o advento do filho único, em nada melhorou o convívio dos pais com os filhos, piorou e piorou e muito, legal a tua cronica., que acho mais uma tese.
abraços andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 5/8/2007 17:46
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