O que justifica um ingresso de 200 reais, num país de salário mínimo de 350 reais e de 32 milhões de miseráveis(1) ? Essa realidade de ingressos caros em diversos teatros públicos (e mantidos com dinheiro público) de grandes centros, também se faz presente na nossa cidade, Aracaju.
É a clara visão de uma elite que não quer ver a grande população consumindo uma arte de qualidade. O preço da entrada individual para a apresentação de Marisa Monte no Teatro Tobias Barreto causou revolta em muita gente ao lado da indiferença de alguns outros. Gosto de Marisa Monte, sua sonoridade e voz me encantam. Para mim, sua qualidade está em patamares dos grandes músicos brasileiros. É interessante, no entanto, observar que muito da fonte sonora onde ela bebe se encontra no samba da velha guarda e nos morros cariocas. Compositores que são a voz e os sentimentos de um povo tão desprestigiado pelos grandes veículos de comunicação e sem acesso aos bens culturais de qualidade. As teias engenhosas das falácias muitas vezes paralisam argumentos e escondem as verdadeiras intenções da elite. Como diria um amigo meu: “falácia é um nome dado para uma mentira bem contada”. Geralmente se parte da premissa falsa de que “não adianta passar essas músicas no rádio, fazer shows desse tipo em praça pública porque o povo não quer e o povo não gosta”.
Quando se tem uma programação gratuita as autoridades administrativas também seguem esta premissa. Como podemos observar todo ano a programação de espetáculos do Encontro Cultural de Laranjeiras(2) é formada por bandas que visam mais o lucro do que qualquer outra coisa. Autoridades ignoram artistas de qualidade e o cachê dos grupos que variam de 300 mil reais a 30 mil faz um contraste cruel com as pequenas ajudas de custo ou lanches dados aos grupos folclóricos que teimam em existir e fazer a sua arte popular. O evento acaba sendo algo completamente oposto do Simpósio Cultural onde se debatem idéias, pesquisas e a produção acadêmica. Não defendo que se ignorem estas bandas de grandes empresários (como a aquela da peça de roupa íntima escura ou de um tal avião do forró que seria o inferno sonoro de qualquer controlador de vôo fã de Luiz Gonzaga) ou que sejam banidas completamente de programações culturais. Elas poderiam até estar presentes, mas em menor número, já que estão saturando as programações em rádios e outros shows. Suas apresentações estariam mescladas a espetáclos diferenciadas fazendo o público ter acesso também a outros gostos e estilos musicais de qualidade.
Uma necessidade e um direito - Presenciei certa vez na praça lotada do Marco Zero, no centro do Recife, o povo aplaudir de pé um espetáculo da Orquestra Sinfônica de Recife com o grande mago da sanfona, Sivuca. Na orla de Aracaju, com atraso de mais de uma hora e ainda com problemas no som, vi um bom público aguardar pacientemente e depois apreciar atento a bela apresentação da Orquestra Sinfônica de Jovens de Sergipe. Posso citar mais alguns outros exemplos bem sucedidos de que o povo quer sim e precisa de cultura de boa qualidade. Essa, no entanto, é uma verdade que parece ser negada pelas empresas de produção cultural, parte de certos artistas consagrados e também por autoridades governamentais. É uma verdade camuflada, negada e escondida junto com uma outra mais profunda: cultura de qualidade educa e constrói cidadãos inteligentes e com olhar mais crítico. E isso realmente não interessa a muita gente.
No entanto, nem tudo está perdido, é preciso ter consciência do poder de voz e de atuação de todos. Cito como exemplo a iniciativa da Prefeitura Municipal do Recife que cede teatros públicos (o Teatro do Parque e o Teatro Apolo) para fazer seções semanais de cinema a 1,00 real em um local e 2,00 em outro. Idéias como esta ajudam a democratizar a cultura, ação fundamental para uma transformação social, provando que cultura é muito mais do somente entretenimento é também direito do cidadão.
(1)- Mapa da Fome, elaborado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em 1993, revelou a fome e a indigência de 32 milhões de brasileiros (algo próximo à população total do Canadá ou da Argentina).
(2) O Encontro Cultural de Laranjeiras acontece anualmente (desde 1976) na primeira semana de janeiro e coincide com a folidos Santos Reis no municío histórico de Laranjeiras-SE. A cidade é conhecida pelo número e diversidade de grupos tracionais que ainda pulsam e teimam em brincar nas ladeiras e ruas de pedra.
Caramba. Era R$ 200 pista? Ou era tipo mesa ou camarote?
Aqui no Recife o ingresso do show de Marisa, no dia que era só pista, foi R$ 80. O que já é bem caro.
Oi Bruno..
Foi o preço da entrada iondividual, me parece que não teve camarote. A entrada de estudante foi 100 reais. Eu também obtive a informação de
....(oups apertei enter sem querer) que no ultimo dia da apresentação dela alguns ingressos de locais de uma visão não tão privilegiados do teatro estavam sendo vendidos na bilheteria por 50 reais (talvez por não conseguirem vender todos).
Recife teoricamente tem um público com poder aquisitivo maior tem um ingresso por 80 reais sendo mais "barato" que Aracaju (demonstra uma contradição). Concordo contigo que ainda sim é muito caro.
não tem camarotes nem mesas. o que tem lá no teatro só são as cadeiras. 200 inteira, 100 estudante, simples assim!
nem tive coragemd e olhar cartazes e outdoors.
e não acho que é questão de ter poder aquisito mais em recife que em aracaju, para mim dá na mesma, aqui tem muita gente com grana, a diferençã está na proporção.
Tiago Araujo Melo · Aracaju, SE 22/1/2007 15:47
Muito boa a sua reflexão, Thiago!!
Também me senti assim, Tiago Melo, nem olhava pros outdoors e cartazes, de raiva mesmo! Dá vontade de boicotar o patrocinador do show...rsrs... Mas sério, R$ 200, num teatro público, feito com o nosso dinheiro, e com mega-patrocínio?? É desaforo!
Valeu Marcelo... !
Realmente é revoltante. O pior de tudo é a indiferença de muitos que estão tão presos a uma cadeia de valores que não se dão conta desse absurdo. Muitos ou não percebem o que está por traz deste fato ou fazem "vista grossa" para sintomas de uma indústria cultural predatória, estratégias de segmentação cultural e etc...
A gente quer diversão e arte acessíveis. E isso significa preços populares. Protesto mais que apropriado Thiago!
Cida Almeida · Goiânia, GO 23/1/2007 10:12A Marisa Monte vai estar aqui em Vitória dia 7. Vamos ver quanto vai custar o ingresso. Mas geralmente costuma ser bem caro, para shows de artistas consagrados. Concordo com seu protesto, Thiago. Também odeio saber que, apesar dos patrocínios, a cultura ainda é um produto de consumo da nossa burguesia endinheirada.
Ilhandarilha · Vitória, ES 23/1/2007 11:26A Marisa Monte vai estar aqui em Vitória dia 7. Vamos ver quanto vai custar o ingresso. Mas geralmente costuma ser bem caro, para shows de artistas consagrados. Concordo com seu protesto, Thiago. Também odeio saber que, apesar dos patrocínios, a cultura ainda é um produto de consumo da nossa burguesia endinheirada. E a gente sabe que eles nem estão ai pra cultura nacional!
Ilhandarilha · Vitória, ES 23/1/2007 11:27
Poderia ressaltar á Marisa Monte, quem sabe ela não faria um showzinho do lado de fora do Teatro para o pessoal. Claro que não, ela não teria coragem, pior ela abominaria isto, sendo que bebe da aguá dos outros como todos nós sabemos.
A democratização da cultura é algo mais embaraçado do que imaginamos, não é de hoje que se vende cultura. Raro são os espaços abertos a massa com cultura de qualidade e diferenciada das que passam na mídia no dia-a-dia.
A Prof.(a) Marilena Chauí tem bons textos matéria, reflexões e criticas. Uma das maiores Filósofa e pensadora do Brasil.
Muito bom esse seu manifesto, Thiago!
A gente tem mais é que gritar para que a cultura de boa qualidade, a cultura que tanto faz falta seja distribuída de graça ou pelo menos por um preço mais justo! Concordo com tudo o que você falou!
Parabéns pelo texto!
Obrigado, pessoal.
Realmente... o interessante é sempre tentar fazer algo de concreto. Vi uma turma tentado articular algum protesto bem humorado na porta do teatro (sugeriram até pagar uma drag quem para dublar Marisa Monte) pelo Orkut.. mas acho q não teve muito resultado ou não chegou a ser concretizado. Outro fator que temos que militar contra é a falta de valorização dos artistas populares (como cito no Encontro de Laranjeiras). Aqui na época de São João você também vê como é grande o descaso com bons sanfoneiros que tocam mais de 3 horas com uma sanfona de que chega a pesar mais ou menos 12 kg. Eles geralmente recebem um cachê que varia de 300 a 500 reais e muitas vezes com atrasos de meses enquanto aquelas bandas de "forró de plástico" (alcunha dada pelo meu velho para o forró estilizado) recebem cachês absurdos e adiantados. No entanto, é comum ver a publicidade governamental ressaltando que "Sergipe é o País do Foró" na época junina.
Se esses grandes nomes da música pelo menos viessem a Belém...mas 200 pilas pra ver um show é um absurdo. Quendo esses "grandes" vão pra fora tocam em praças públicas e festivais chinfrim em qualquer balneário pela europa, ou clubes de brasileiros imigrantes nos EUA.
Ramiro Quaresma · Belém, PA 23/1/2007 16:46
Qui teve dois dias de Marisa Monte, a R$150 o ingresso mais barato. Na capital com o maior índice de desemprego do País, a desigualdade social também é a mais absurda. Realmente gosto do trabalho da Marisa Monte, mas mesmo que tivesse esse dinheiro pra dar, me recusaria a pagar esse valor. E depois da entrevista local dela, sinceramente prefiro apenas baixar o cd e escutar quando der vontade.
Sim, as praças públicas também lotam em shows de aniversário de Maceió ou algo do tipo, mesmo quando não tem forró-brega..
Excelente reflexão, Thiago, pegou no nervo da questão. A quem interessa que o povo não tenha cultura. Aliás, quem é o povo? Talvez hoje em dia seja mais interessante pensarmos no conceito do Michael Hardt e do Antonio Negri: somos uma multidão, ou seja (grosso modo, estou citando de memória), uma massa de pessoas com objetivos e com emoções individuais. Podemos nos unir em prol de alguma coisa (a idéia da drag queen dublando a Marisa Monte foi sensacional), e efetivamente fazer ouvir a nossa voz. Acho, inclusive, que uma manifestação bem-humorada tomando a praça seria bem mais interessante e saudável para todo mundo - e esvaziaria o teatro (talvez não, mas seria um belo espetáculo também).
Fábio Fernandes · São Paulo, SP 23/1/2007 16:57
Não sei se aí ocorre o mesmo, mas pelo menos aqui no Rio o que sinto é que colocam os preços dos shows já contando com a meia-entrada do estudante... Ou seja, se um show tá 80 reais, na verdade o valor dele é 40...
Léo Lago · Rio de Janeiro, RJ 23/1/2007 17:44Desculpe a franqueza, mas Marisa Monte nem de graca.
Roberto Maxwell · Japão , WW 23/1/2007 18:13
Na mesma linha vão as coisas no Rio... amostra dessa que parece ser uma grande conspiração para retirar as massas dos espetaculos publicos foi a ação da federação carioca de futebol que resolveu custear o ingresso do maior espetaculo de massas do país em 30 reais...um aumento de 200% em relação ao ano passado
Helder Dutra · Rio de Janeiro, RJ 23/1/2007 19:10
Sua reflexão é atual! Porquê os ingressos são tão caros?! Quanto deste valor do ingresso vai para a artista? Seria interessante ter estas informações, pois ajudariam a entender os bastidores. Já está provado que a artista possui qualidade, mas está um pouco exagerado sobre aquilo que pensamos que seja o Brasil, ou o nosso país são dois e não demos conta disso?
Marcelo Torca · Paulicéia, SP 23/1/2007 22:10
O pior de tudo são os incentivos que tais eventos recebem do governo.
É inaceitável esses produtores usarem o nosso dinheiro e não dar direito de nós memos assistirmos ao espetáculo.
O povo quer cultura! Vejo isso o tempo todo aqui no Rio, mas eles não tem oportunidade de consumir.
ótima reflexão! esses preços não justificam os custos de um espetáculo como o da marisa monte... pagar R$ 150,00 num U2 (eu ainda acho um absurdo!) tudo bem. imagina o custo pra trazer aquela parafernalha toda! de qq forma, bons shows nacionais e internacionais estão se tornando cada vez mais impraticaveis. o new order no vivo rio, no final do ano passado estava a 200 reais! não é possível! e o pior de tudo: os ingressos esgotam!
Guilherme Mattoso · Niterói, RJ 24/1/2007 11:45
Muito legal a sua reflexão.
Aqui em Palmas.. ainda está sendo criada uma política de segmentação nos show's.. que mesmo, forró e brega, não tem ingressos de menos de 40 reais.. aqui agora, qualquer show, tem ingresso para pista, pista vip e camarote. Quem paga pista, fica numlugar tão distante que só vê o artista pelo telão, na vip fica em frente ao palco e, o camarote "paira acima dos mortais".
Vc tem na pista vip, aqueles que não podem pagar o camarote, mas não querem "se misturar" com o povão. E, os preços são absurdos.. além da segmentação causada. É um negócio esquisito.
Show's mais culturais, então, são fenômeno raro pelas bandas de cá. Um projeto chamado quarta cultural, foi montado ha´uns dois anoas atrás, trazia uma grande atração por mês a Palmas, por preços populares (tipo R$2,50)... Trouxe Zeca Baleiro, Joana, Adriana Calcanhoto, Ana Carolina, Osvaldo Montenegro, etc... Mas.. não durou!!!
Infelismente, os show's de forró são mais interessantes para o poder público.. eles acham que o público é maior. Mas, quem disse que o público não gosta de coisa boa também? Uma apresentação da orquestra sinfonica de brasília e do Antônio Nóbrega, lotou o gramado do espaço Cultural.
Como já foi dito por muitos, excelente reflexão e manifesto, Thiago.
Aqui em João Pessoa, no dia 11 de Janeiro, foi realizado um show da Marisa Monte, o qual eu tive o imenso prazer de comparecer. Assisti a um espetáculo de produção e escutei novos e antigos sucessos ao som da bela e suave voz da Marisa Monte.
Graças a DEUS e aos responsáveis pelo show aqui em minha cidade, os ingressos foram bem mais baratos do que os já citados acima. O ingresso individual custou R$ 40,00 e R$20,00 (estudante). As mesas custaram R$ 260,00.
De fato, um absurdo o preço de certos ingressos! - felizmente ainda existem algumas propostas aqui em santo André de teatro barato, à menos de cinco reais a entrada. Pena que é só de vez em quando
jujuba · Santo André, SP 24/1/2007 12:27
A sra. Marisa Monte eh uma empresa como qualquer outra. Dai, o preco.
No mais, nao entendo o que os colegas estao chamando de "show cultural". Eu, por exemplo, acho que a sra. Monte faz apenas uma musica palatavel que pode ser comparada a qualquer banda pop existente. E vejo bandas com muito mais conteudo, informacao musical, inovacao e ousadia estetica - ou seja, talvez muito mais "culturais" do que a pasteurizada MPB da senhora Monte - cobrando muito menos que ela.
Claro que respeito que ela cobre o valor que deseja. Afinal, ela eh uma profissional. Paga apenas quem quer. Eu, mesmo que estivesse ai e pudesse pagar, nao o faria. Mas, como lembrou um dos colegas, os ingressos acabam. Se acabam...
Alguem se lembra de um lugar chamado Belindia? Eh um lugar onde os nativos da Belgica se amarram em ir a India, consumir a cultura da India e regurgitar na Belgica por um preco bem mais alto.
Nada contra intercambio inter-classes! Nada mesmo! Nasci na Zona Norte do Rio, fui empurrado pela pressao imobiliaria para a Baixada, me mudei para a Zona Sul com o esforco do meu trabalho e hj vivo fora do pais e, de todos os lugares que eu passei, trago no meu DNA cultural, a historia. A diferenca esta na forma como cada um de nos compartilham a experiencia. Tem gente que cobra 200 reais por espetaculo...
É muit interessante perceber que esta "segmentação cultural" atinge diversos estado os diversos exemplos só enrriquecem a reflexão. Fábio, gostei muito do conceito de multidão que você colca de Michael Hardt e do Antonio Negri... Marcelo, relamente é uma pergunta pertinente saber quanto desse valor o artista recebe (este também precisa ser valorizado), infelizmente qdo escrevi não tive a oportunidade de entrar com a produção de Marisa Monte ou com a própria cantora para saber qual a justificativa deles..
Roberto.. pode até ser um direito da Cantora querer cobrar este preço, mas vale lembrar que ela fez um show desses em um teatro público e mantido com o dinheiro público.. Sei que se por um lado o mercado cultural e a sobrevivência e qualidade de vida dos artistas é uma coisa a considerar.. por outro não podemos pode deixar a lógica das indústrias culturais (ou empresas de pordução) nos cegar em relação a nossa realidade social que é cheia de abismos entre minorias que esbanjam dinheiro e pessoas q não tem o que comer. "Paga apenas quem quer".. Não só paga quem quer como paga quem pode. Vale também dizer que seria até uma forma de retorno e reconhecimento de artistas como Marisa Monte pensar também naqueles compositores e grandes sambistas de morro na hora do acesso a seus shows. Achei muito interessante esta exemplo de Belindia (não conhecia) sei que algo parecido acontece com a músicas de países africanos, mas vale lembrar que a realidade de poder aquisitivo da Europa é diferente. Isto levanta até outro debate. Dos músicos gringos que vem até diverosos países beber em diversas fontes sonoras e ritmicas de páises subdesenvolvidos, depois gravam suas músicas sem colocar as fontes nos créditos...
Thiago,
a Belindia foi uma criacao do economista Edmar Bacha para explicar o fenomeno brasileiro la pelos idos de... "Pense no Haiti. O Haiti eh aqui; o Haiti nao eh aqui". Bem por ai...
será que esse preço alto não seria apenas uma maneira dos artistas que perdem muita grana com essa onde de baixar mp3 pela internet compensarem essas perdas???
Livets · Campo Grande, MS 24/1/2007 23:57O povo ( a choldra, o povaréu, os ignorantes involuntários) sabe o que é bom de verdade. Com as porcarias, ele apenas se diverte. Agora, duzentos reais num show, seja de quem for, eu nem comento. Ele deveria durar o resto da vida.
Marcus Assunção · São João del Rei, MG 25/1/2007 03:13
Afff... R$ 200 eu só pago pra ver Maria Bethânia.
Por Marisa Monte, pago no máximno R$ 50.
rs
Isso é preço regular de ópera aqui em Chicago. E a moçada paga o preço de estudante de 20 dolares num espetáculo de ópera.
Perguntar não ofende... (ou ofende?)
Aqui Aqui anunciam-se shows da Marisa Monte aqui nos EU. Quanto será que foi o ingresso? Duvido que tenha sido esse preço. Duvido que alguém aqui pague isso.
Eu ?
concordo com o Flávio, 200 ?
só pela Bethânia, mermão !!!
Isso é realmente um absurdo... eu fui pro show da Shakira em Madrid e o ingresso me custou 40eu, um pouco mais de 110 reais.. Red Hot Chili Peppers, aqui na Alemanha, custa 68eu (187 reais). Será que os artistas brasileiros simplesmente perderam a noção???
Dani_Fischer · Maceió, AL 22/3/2007 05:59
Um absurdo !!!
Tudo bem que a Marisa Monte é maravilhosa, mas se tratando de um teatro público é demais vc ter que se sujeitar a pagar R$ 200,00.
Tô fora !!!
Sempre há quem pague o preço que for. Por isso os absurdos preços.
aNNaFLaVia · Recife, PE 25/3/2007 06:09Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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