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Porque escrevo no overmundo

Eu e minha inspiração
1
Ize · Rio de Janeiro, RJ
8/8/2007 · 452 · 116
 

Estou participando, desde ontem, de uma das conversas da seção “Fóruns” aqui do overmundo, convidada pelo Benny que lançou a seguinte questão para ser debatida por quem quiser se chegar: “Há diferença entre ser poeta e escrever poemas?” Aliás, os comentários lá postados têm muito a ver com a discussão que também vem rolando em outra conversa proposta pelo Joca, detonada pela pergunta “Quem fala?”. Ambos os debates me interessam muito e têm me feito pensar sobre a questão da escrita.

Já há alguns anos (muuuuuitos) escrever é o meu ofício. Vivo escrevendo. Quando meu filho era pequeno, perguntaram na escola o que seus pais faziam e a resposta foi: “- meu pai é engenheiro e minha mãe escreve”. Quando isso aconteceu, era com lápis que eu enchia as folhas e folhas de papel debruçadas sobre a mesa. Agora minha escrita mudou de instrumento e prumo, teclo de olho na tela do computador, e escrevo cada vez mais, premida pelas circunstâncias.

Mas o que escrevo? Relatórios de pesquisa, atas de reuniões, pareceres sobre textos que outras pessoas escrevem, observações nos trabalhos dos alunos, artigos, solicitações de bolsas de pesquisa, prestações de conta, questões de provas etc, etc

Uma vez perguntaram a Mario de Andrade porque ele escrevia e ele respondeu que, antes de tudo, era porque amava os homens (falei isso na conversa lá com o Joca e também pra Cida). Motivo nobre pra escrever que me dá inveja porque, como vocês podem ver, o que escrevo não traduz o amor pela pessoa humana. Embora até pudesse mas, para isso, eu tenho que aprender a colocar poesia nos meus textos. E será isso possível: colocar poesia em textos com a especificidade dos meus?

Bem, a resposta a essa pergunta, que estou perseguindo desesperadamente, principalmente depois que virei overmana, é urgente!!! Digo isso porque tenho notado que depois que comecei a escrever aqui, tenho tido uma dificuldade enorme de voltar pra minha escrita burocrática, movida à obrigação, prazos e notas. Curiosamente, é aqui no overmundo que tenho aprendido que escrever por amor ao homem é escrever preenchendo a minha escrita da escrita do outro. A escrita estabelecendo pontes entre mim e o outro, outro que chego a conhecer como se estivéssemos conversando pessoalmente, ou como se estivéssemos trocando cartas ( acho que foi por isso que Mario de Andrade, que escreveu cartas como quem respira, disse que escrevia porque amava os homens).

Confesso que vim parar aqui com o interesse acadêmico de descobrir o que é que essa prática de escrita – cujo interlocutor é virtual - tem que seduz tanto os jovens que, diga-se de passagem, em sua maioria odeiam escrever. E custei muito pra ceder à pressão deles, achando que isso era coisa de doido, de quem não tem o que fazer. Um dia, não deu mais pra resistir: uma aluna chegou na sala, comentando que eu não tinha mais desculpa. Na véspera, ela havia assistido a uma palestra do Hermano Vianna – referência importante no trabalho que desenvolvo sobre culturas juvenis – e ele havia comentado sobre o overmundo.

Pronto, no mesmo dia me inscrevi aqui, e cá estou hoje, em pleno domingo, escrevendo livre, leve e solta, sem que nada, nem ninguém, tenha me obrigado a isso. Não só entendo porque as comunidades de jovens que escrevem na internet se multiplicam, como redescobri o prazer da escrita. Existe coisa melhor do que escrever por prazer?

Pois é esse prazer que tenho que aprender a botar naqueles meus textos. Até porque, pelo andar da carruagem, se não aprendo isso (pelo menos em relação ao que escrevo com o compromisso de formar professores que sejam leitores e produtores de textos), corro já, já o risco de escrever para as paredes.

Alguém poderia perguntar, mas e os votos? Você não escreve pra ser votada? Pois então, essa coisa dos votos ainda é um pouco problemática pra mim. Cheguei até a comentar isso com o Spírito. De tão deslumbrada que estou, por não ter que escrever com a espada na cabeça, fico correndo atrás de vocês, buscando enunciações que me provoquem a teclar. Também gosto de ser convidada para visitar textos, assim como acho o máximo as filas de edição e até as de votação. Em tudo isso tem sempre por trás alguém que precisa da escrita cúmplice do interlocutor. Acho isso demais. Na escola, independentemente do grau de ensino, a escrita, com honrosas exceções, não implica em cumplicidade, muito pelo contrário. Ela é, na maioria das vezes, contra. Ela não é como o arquiteto de João Cabral que constrói portas-por-onde, jamais portas-contra.

E é por isso que não tenho postado muito aqui. Isto é, não em causa própria, pra ganhar votos e karmas. E é por não produzir tanto, que quando sai um texto eu fico atrás de vocês pedindo voto pra não morrer deskarmada. Adroaldo até já me pediu:
“- Carma guria”.

Mas eu já estou começando a entender que aqui escrever para ganhar votos não traz servilidade à escrita. Não se escreve para ganhar votos. Os votos são uma estratégia para a escrita crescer e circular. Tanto que não é demérito não ganhar votos, pelo menos eu não entendo assim. E também me dei conta que a escrita é o coração do overmundo.

O grande barato desse lugar é a magia da palavra que dele emana. A palavra aqui não é imposta, ela vem da experiência dos que fazem dela matéria de criação e indagação, enfrentando seu mistério – “trouxeste a chave?” – exprimindo, encantando, vibrando, denunciando.

É por tudo isso que escrevo no overmundo.

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Spírito Santo
 

Sendo (só pra variar) o primeiro a comentar eu vou logo dizendo, de saída, que alguém pode aparecer aqui dizendo que 'não é muito legal se escrever falando do próprio Overmundo'. Eu acho bacana sim. Já li textos interessantísmos com este mote, inclusive um que é o rei dos votos por aqui ('como namorar no Overmundo', do Dansu Dansu).
Esta reflexão da Ize é típica. Fica engasgada na garganta de todo mundo que toma o gostinho , o 'vício' de estar aqui, escrevendo pelos cotovelos, numa hora dessas, pleno domingo.
Não por ser um chato profissional, mas, talvez para envenenar um pouco a conversa, não resisto e repito algo que li hoje no jornal Se você não leu Ize, perdoe a minha maldade de Fradim do henfil:

Deu no Globo de hoje, numa nova seção, metida a engraçadinha, do Arnaldo Bloch e do Hugo Sukman (comprei o jornal, logo, tenho direito de reproduzir)

"Os comments estão bombando no meu blog"
' O advento dos blogs democratizou a escrita, literária ou não. Uma nova classe de autores atrai leitores que, ao comentarem o blog publicamente ou por escrito, constituem uma nova base de autores, que, por sua vez, atraem novos leitores, que viram autores eles mesmos e assim por diante...No futuro, escritores blogueiros e comentadores serão a mesma coisa: a quintessência da antropologia, ou seja, finalmente, o sonho das vanguardas, a morte dos autores."

Fiquei tão 'deprimido' que, já tendo postado uma resenha para o Overblog, postei logo um poema para o Banco da Cultura e estou aqui comentando o comentário da Ize sobre todos nós.
Se for pra morrer, escrevendo, mesmo no Overmundo, morro feliz.
Antes não escrevia quase em lugar nenhum, só prara as minhas gavetas. O Arnaldo e o Hugo só não contaram com a nossa loucura (e com a nossa astúcia, diria o Chavez, ou é o Chapolin Colorado, sei lá)
Aos comments, pois.

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 5/8/2007 21:32
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Juliaura
 

Ei! Ei! Olha eu aí!.
Ô Spirito, não contavam com a minha astúcia é muito boa!
Ô Ize!
Eu tô aqui que o Adroaldo avisou pra eu vir me ver na tua casa.
Quase caí de costas.
E não é que me dás um presentão desses, um postado tamanho gigantão, falando do que mais eu gosto de fazer aqui que é botar uma atrás da outra sem preocupar se vai ter pressa ou ter carma.
Vez tem, como essa da minha primeira que tá na edição, ainda, eu acho, que pego os comentários mesmo de quem me visita, eles são tão lindos, ternos, generosos e cozinho com algumas lembrancinhas minhas, bem recentes, que eu sou novinha ainda, e boto num liquidificador e misturo uns molhinhos de pimenta e sai uns versinhos.
Gosto que me enrosco e posto.
Eu adorei e aprendi muito com teu postado de hoje, como havia amado tuas bonequinhas de pegar com os zóins lá na Carne de Porcelana.
Então, acho que estou mais te amando agora.
Preocupa nem um pouquinho que tá no lugar certo teu meta-postado. E fala do que todos nós aqui falamos ao escrever, das emoções que se quer deixar, dar ou beber das outras almas overmundanas. Tem até uma definição de tipos de nós, no mesmo estilo, que a Cíntia Corales postou e foi bem legal aqui.
Tri-legal, guria.

Beijin de curimin.

Juliaura · Porto Alegre, RS 5/8/2007 21:53
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Ize
 

Spirito, primeiro obrigada por ser o primeiro. Depois, o seguinte: tomara que não apareça ninguém pra dizer 'não é muito legal se escrever falando do próprio Overmundo' pq, além daquele texto que vc citou que deve ser mesmo legal, eu já li outros que falam da experiência de ser overmundano. E, na verdade, o que eu fiz foi usar o overmundo pra fazer uma reflexão sobre a escrita.
Sobre a tal da seção, nem tinha lido pq de cara não simpatizei com o desenho daquele boi sonolento. Mas não fiquei deprimida com o conteúdo do que eles escreveram, mas com a burrice dos dois que fazem ironia de uma prática que pode estar trazendo de volta, principalmente para as gerações mais novas, o prazer de escrever. Achei incrível, a contradição entre essa bobice e uma matéria páginas à frente que fala da importância da internet e do orkut no Complexo da Maré.

Brigadíssima por seu comment

Abç

Ize · Rio de Janeiro, RJ 5/8/2007 22:24
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Adroaldo Bauer
 

Olá Ize,
Agradecido pelo convite.
Li teu postado agora.
Parei um pouco para refletir e me apercebi de modo similar ao entusiasmo que manifestas por aqui escrever.
Também escrevi muito, profissionalmente
Felizmente para mim, menos formal que tua tarefa era a minha de redator ou repórter.
Aqui, seja no comentário a postados de outras pessoas colaborativas, seja em postados próprios, tenho tido a experiência do retorno, da crítica, da contestação, do aconselhamento, da orientação, da descoberta, da magia lírica ou dramática que entusiasma, às vezes só uma legenda de uma ilustração bate fundo na alma.
E escrevo quando quero, sempre o que desejo, óbvio que tendo as nossas regras comuns por parâmetro ou baliza.
Algumas vezes arrisco até a criação no próprio momento de estar aqui.
É bom.
Temo que os programas de domingo da TV nos perderam por um tempo.
Era bem isso que eu dizia há pouco pra Juli, quando a chamei para ler e comentar o teu postado
(tem gente que continua não gostando da guria e perdendo tempo em flechar tudo o que ela fala na mais pura vilania covarde do anonimato).
Ela saiu bem feliz que nos encontramos em um programa comum, comentando uma escrita de uma amiga nossa, que nos conhecemos por vias distintas.
Sabes que ela é minha inspiração pra muita coisa e que o olho dela é esse aí da foto que ilustra a capa do livro que tens ao lado da escrivaninha, já sabias não é fato?
Quando entrei em fevereiro aqui éramos 12 mil assinantes. Somos já 18.093 nesse instante.
Então, é o Overmundo também uma boa e qualificada esquina do planeta, que se vai afirmando pela criatividade e a inteligência; engenho e arte, como nos disse Camões, embora alguns poucos aqui gostem nada de poesia, nem entendam que o poema serve à vida mais que o poeta a si.
Aviso a ti, Ize, ao Spirito, a Juli já sabe, e também aos demais que eventualmente aqui passarem, que não sou sócio de qualquer grêmio literário (ainda), nem da valerosa Casa do Poeta Rio-grandense.
Por enquanto, estou prosa.
---
Spirito,
Dê-me licença, por gentileza:
Tu te prestas mesmo a ler o Globo!
E pagando!
Isso é puro lixo burguês, camarada!
(Perdão pela recaída! Ah! Ah! Ah!)

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 5/8/2007 22:32
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Ize
 

Juli, só vc pra me botar pra cima com seu beijin, depois dessa veia de fradim do Spirito que veio botar água no meu pudim com aquela colunazinha nojenta. E só vc pra me fazer dormir rindo de morrer com a sua inteligência. Assim tão novinha, meu Deus!!! Quem vai gostar de ver vc na minha casa é a vovó. Num deixa de mandar muitos beijinhos pra ela. Tá vendo como o overmundo é o máximo: é escrita sobre escrita fazendo gente que a gente nem ia conhecer se amar de paixão. Brigadim por me tranquilizar qto ao lugar do postado. Ah! e viva tu que me deu o neme que estava na boca, mas me fugiu: este é um meta-postado.

Beijão grandão

Ize · Rio de Janeiro, RJ 5/8/2007 22:38
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Benny Franklin
 

Ize, obrigado por ter aceito participar do forum.
Confesso:
Participar/colaborar com meus "parcos poemas" aqui no Overmundo, é ter a exata noção de que estou sendo "Visto" pelos sádicos olhos (editoriais) dos vossos "Tesões". Ponto.
Confesso:
Sinto-me feliz e realizado por estas bandas do undergroud...
Por isso escrevo no Overmundo.
Bjs. Benny.

Benny Franklin · Belém, PA 5/8/2007 22:51
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Ize
 

Ei Adroaldo, botei seu Dia do Descanso de Deus ali na foto (nossa e com isso botei a Juli na foto tb) pq vc tem enchido minha cabeça de imaginação e de sensibilidade e, portanto, de poesia. Posso dizer, com todo respeito, que amo vc tanto como amo a Juli?
Brigada pelo recado que vc deixou pro Spirito. Eu não leio O Globo não. A assinatura é pq preciso de jornal pra botar no xixi do Galileu, meu cachorrinho (rsrsrsrsrsrs).

Bj grande pra vc e estou esperando o IV.

Ize · Rio de Janeiro, RJ 5/8/2007 22:55
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Frazao my brother
 

Ize,
Comecei a deslizar no seu texto e vi nele um editorial capaz de seduzir os leitores do overmundo. E quando encontrei pelo caminho o Spírito, o Cabral, o Mário e o Drummond (na chave da sua porta: "Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta: trouxeste a chave?")... descobri que você já está colocando poesia na sua prosa.
P.S.: Também não faço campanha para meus escritos. Mas vou pela vez primeira pedir que você leia "Liberdade poética - ou falácia?", porque tem tudo a ver com o seu questionamento sobre a escrita (que ama os homens e que seduz as pessoas). O escritor tem que ser antes de tudo um sedutor, e o seu texto nos seduz.
Abraços

Frazao my brother · Anastácio, MS 5/8/2007 22:58
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Ize
 

Oi Benny, eu é que agradeço por vc ter me convidado para o fórum. Deu no que deu.
Bjs

Ize · Rio de Janeiro, RJ 5/8/2007 22:59
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Ize
 

Ei Frazão, que máximo seu comentário!!! E que lindo, vc sabia esse verso lindo do Drummond em "Procura da poesia". Só não vou ler vc agora mesmo pq tenho que passar daqui pra tortura de escrever bilhetes nas 60 provas que tenho pra corrigir. O que salva ( a mim e aos alunos) é que vou procurar não ser burocrática na leitura (buscando as mil faces secretas das palavras e a chave para entendê-las). Assim meus bilhetes serão suaves como as suas palavras.
Grande abrç
Amanhã leio vc e escrevo

Ize · Rio de Janeiro, RJ 5/8/2007 23:10
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querida Ise:
Em 1929, um relatório de prestação de contas do municipio enviado ao governador de Alagoas, caiu nas mãos do editor Augusto Frederico Schimdt que, ao lê-lo, concluiu tratar-se de um grande escritor. O autor do relatório era prefeito de Palmeiras dos Índios(AL) e se chamava Graciliano Ramos. Schimidt tornou-se seu editor.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 6/8/2007 02:12
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Ize
 

Querido Joca, seu interessante recado (vc tem um conhecimento cultural impressionante) me deixa, então, esperança de que escrever relatorios e otras cositas pode não ser tarefa inglória, certo? E muito obrigada por me dar essa esperança com o exemplo tão banal do escritor de São Bernardo. Vc é o bom humor em figura de gente.
Beijo

Ize · Rio de Janeiro, RJ 6/8/2007 07:16
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Spírito Santo
 

Ize,
Caramba! O post bombou mesmo, viu?
Voltei só pra dizer para o meu mano Adro (também com rs rs rs rs vários) que leio 'The Globe', todo santo dia, e pago. É nele que pego as falcatruas conceituais do Ali Kamel. Tenho em casa também o 'Mein Kampf' do Adolfo e ' O livro verde de minha campanha', do Plínio 'Anauê!'. Nos tempos de 'cana' (dentro da cela mesmo...que luxo!), lia 'o Correio da Manhã', 'O Diário de Notícias', o 'Jornal do Brasil', 'A Ultima Hora', mas, também lia 'A Luta Democrática' (torcendo saía sangue) e o ' O Dia', tudo junto, em suma, lia e leio de tudo. É mais informação e discernimento para o meu filtro. Foi por isto que nunca votei no Lula (nem no Collor, é claro). O JB foi, até os 90, meu jornal de cabeceira. Depois virou um diário ipanemense, que fala dos poodles da Danuza Leão, com alguns dinossauros de 'O Pasquim' (que li de cabo a rabo) ao fundo.
E tenho dito (mais rs rs rs rs )
E segue a Polka.
Abs,

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 6/8/2007 07:43
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Adroaldo Bauer
 

Ize,
A teu agradecimento deve-se seguir meu pedido de desculpas pela intrusão de conteúdo nada a ver na prazeirosa discussão que abristes com teu esmerado postado, e minhas sinceras excusas ao Spirito, de quem cada dia mais aprendo, porque a brincadeira que era não deve tomar o lugar da coisa séria que é. Informação sob controle dos que necessitam dela, o ato de ler e o ato de escrever íntegros e despidos das injunções da propriedade.
Grato pela compreensão, sensibilizado pelo teu generoso carinho a respeito de minha escrita, Ize.

Abraço amigo a todas vocês, pessoas.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 6/8/2007 09:09
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Ize
 

Eta overmundinho bom esse. Manhã cedo e nós já aqui.
Bjs para os dois e boa segunda feira.
Vollto à noite.
Spirito claro que eu tb estava brincando qto ao Globe.

Ize · Rio de Janeiro, RJ 6/8/2007 09:19
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Spírito Santo
 

Velhos brincalhões que somos (eu e Adro, claro), vamos nos admirando assim.

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 6/8/2007 09:45
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Tetê Oliveira
 

Ise, li e me apaixonei pelo seu texto. Como vc, tenho a escrita como ofício e, por vezes, sofro ao produzir textos burocráticos, sem o prazer da emoção, por vezes, uma certa leveza... E sinto mais ainda porque acredito que, produzidos dessa forma, a sua leitura também não será prazerosa.
Outras vezes, a história me comove, me emociona, me enche de idéias de tal forma que também sofro. Incrível, né? Mas é que também acontece de não me sentir capaz de pôr na minha escrita todas as emoções que quero compartilhar com os leitores. E quando elas fluem, é um prazer imenso - independente do número de leitores que conquistar. Porque pressuponho que quem os lê (seja um, dois ou três) poderá sentir um pouquinho da emoção que vivi.
Amo escrever e amo ler, principalmente o que aguça mais minhas reflexões, me desafia a vencer meus (supostos) limites, me faz aprender a cada dia mais - e também desaprender, aquelas coisas que possam me assombrar, que possam ganhar o significado de ameaçadoras amarras a minha escrita.
Com certeza, vou reler seu texto mais vezes. Principalmente, nas horas em que estiver com as teclas emperradas a minha frente. Ele já é uma fonte de inspiração pra mim.
Muito obrigada pelo texto e por suscitar o debate. Também aprendo muito com a maioria dos comentários.
Beijo.

Tetê Oliveira · Nova Iguaçu, RJ 6/8/2007 10:58
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Tetê Oliveira
 

Ize, li e me apaixonei pelo seu texto. Como vc, tenho a escrita como ofício e, por vezes, sofro ao produzir textos burocráticos, sem o prazer da emoção, por vezes, uma certa leveza... E sinto mais ainda porque acredito que, produzidos dessa forma, a sua leitura também não será prazerosa.
Outras vezes, a história me comove, me emociona, me enche de idéias de tal forma que também sofro. Incrível, né? Mas é que também acontece de não me sentir capaz de pôr na minha escrita todas as emoções que quero compartilhar com os leitores. E quando elas fluem, é um prazer imenso - independente do número de leitores que conquistar. Porque pressuponho que quem os lê (seja um, dois ou três) poderá sentir um pouquinho da emoção que vivi.
Amo escrever e amo ler, principalmente o que aguça mais minhas reflexões, me desafia a vencer meus (supostos) limites, me faz aprender a cada dia mais - e também desaprender, aquelas coisas que possam me assombrar, que possam ganhar o significado de ameaçadoras amarras a minha escrita.
Com certeza, vou reler seu texto mais vezes. Principalmente, nas horas em que estiver com as teclas emperradas a minha frente. Ele já é uma fonte de inspiração pra mim.
Muito obrigada pelo texto e por suscitar o debate. Também aprendo muito com a maioria dos comentários.
Beijo.

Tetê Oliveira · Nova Iguaçu, RJ 6/8/2007 10:58
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Queridas Tetê e Ise:

Neste aspecto estou com o Roberto Freire: "Sem Tesão não há solução " Sei que não é fácil encontrá-lo num texto burocrático mas a gente sempre pode se esforçar. Afinal,o que temos a perder?
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 6/8/2007 12:53
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Ize
 

Oi Tetê, adorei sua visita aqui. Vc parece ser daquelas pessoas que adoçam a vida da gente. Vi que vc adora ler e escrever pela maneira como vc apresenta a Sala de Leitura Poeta João Prado. Vou falar dela pros meus alunos que moram em Nova Iguaçu e Mesquita e que reclamam tanto de não haver espaços onde possam matar sua fome de leitura. Mas não é só desse amor pela leitura e escrita que comungamos. Veja as coincidências, eu já fui várias vezes parar na casa de Zelito Viana por causa da amizade de uma prima com a mulher dele - Vera - que é uma simpatia. A outra coincidência é que, vc não imagina, tenho um sonho íntimo de ir a Cabo Verde. Despertado por Alexandre - um aluno caboverdiano -que era doce como vc e que me contava as coisas de lá. Soube por ele, entre outras coisas, que o povo tem o ritmo no sangue e que a vida deles é levada no suingue. Isso me despertou a imaginação de tal forma que não tiro Cabo Verde da cabeça.
Foi um grande prazer conhecer vc. Nos encontramos por aqui.
Um beijo

Ize · Rio de Janeiro, RJ 6/8/2007 15:06
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Ize
 

Pois é Joca, mas é que tesão não é coisa que a gente arrume à força. Mas, vc tem razão, com algumas estratégias dá pra dar um jeitinho.
Beijos

Ize · Rio de Janeiro, RJ 6/8/2007 15:15
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Ize você é linda!
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 6/8/2007 15:19
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Dag
 

Ize, deveria ter lido seu texto antes de postar o "Meninos da Lua", não entendo ainda a dinâmica do overmundo e acabei não tendo número de votos suficiente para a edição. Pena... gostava muito mais dele do que aquele outro que postei (com ranço acadêmico) e que não sei como acabou sendo editado...
Depois quero que me explique como participar desses foruns pois, tbém estou por fora (no nosso próximo encontro vc. me explica pessoalmente).
Quanto ao seu texto, sabes bem que compartilho com você do mesmo encantamento pela palavra. Uma palavra a quem os poetas passam a vida a dedicarem-se (os verbos dedicar e dedicar-se significam respectivamente dizer para e dizer através de si para). Portanto, minha adorável poeta, espero que continue "dedicando-se" a esse fazer alquimico que nos endereça ao encontro da palavra que toca os sentidos e abala a "Razão"...

Dag · Niterói, RJ 6/8/2007 16:47
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Dag
 

Ah! Não consigo votar... acho que devo esperar o prazo e retornar aqui né?
Bjs.

Dag · Niterói, RJ 6/8/2007 16:50
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Ize
 

Dag, escrevendo do jeito que vc escreve e com as idéias lindas que vc tem na cabeça, vc ficaria tão cheia de karmas que poderia resvalar em pecados até o final de seus dias rsrsrsrsrs
Depois explico pra vc a lógica aqui do overmundo que só agora começo a entender.
Uma das regras é que só dá pra votar quando for pra fila de votação (pra vc que vive no mundo da lua, pode não parecer tão claro, né?). Pras vc não esquecer de voltar, clique num aviso que diz Quero ser avisada quando etc, etc...
Bj grande, saudades

Ize · Rio de Janeiro, RJ 6/8/2007 16:58
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Dag
 

Ok, Ize... Aprendi mais uma, vou acabar ficando craque rsrsrs. Bjs.

Dag · Niterói, RJ 6/8/2007 17:35
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Lígia Saavedra
 

Olá Ize,
Seu texto chamou-me atenção pelo título e suas razões só confirmaram-me que, escrevo porque preciso expor minhas emoções para seguir vivendo.
Bjs

Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 6/8/2007 18:53
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Andre Pessego
 

Profa. você tem uma capacidade toda especial de mostar-se, olha só esse perfil - de inteiro só o brinco - nos deixando entre satisfeitos e ansiosos. Como o biquini.
Profa. voce coloca, deseja, questiona-se "o escrever por prazer". Está muito próximo do viver por prazer. Também faz alusão ao
"que leva milhões de jovens a se dedicar a escrever. Eu me atrevo a dizer que seja exatamente o encontrar no exercício do escrever o descortinar, o está por um instante no prazer de viver.
- E crianças, tenho uma filha de 8 anos que volta e meia, e que volta, se põe a escrever. E criam identidades próprias, nomes: uns estapafúdios, uns engraçados. Para livrarem-se dos cartórios, dos nomes impostos. Uma experimentação, da vida em sociedade (no prazer de viver).
- Profa. Ize, fiquei curioso do Ize, é que na minha terra, quase todos tinhamos apelidos, muitos nada tinham a haver com o nome.
Mas, calcado na experiência, tenho um escrito, que se chama O MESTRE DE CAPOEIRA, lá todos dizem:
"Eu gosto é de elogios e não de crítica", aqueles homens ganham tão pouco, que lhes alimentam a alma, os helogios. Aqui, no Over, somos todos aprendizes de Mestres de Capoeira: Nos alimenta a alma o voto, o elogio.
Mas profa. Desculpa o voto tão longo - é que estou aqui para aprender (e tenho aprendido muito), e vez por outra contar "causos", entremeando-lhes com uma visão de Brasil.
- Estou convencido que o seu artigo é um ensinamento e que só lhe serviu no expor o talento de Professora, mas que para cada um de nós - dos iniciantes aos mais tarimbados -
é de enorme motivação - no refletir, no aprender, no fazer uso.
- assim, Professora - b e i j o s, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 6/8/2007 19:34
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Andre Pessego
 

Só que saiu todo disforme os destaques, não era o que eu queria fazer, mas tá feito, tá feito.

Andre Pessego · São Paulo, SP 6/8/2007 19:38
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Ize
 

Oi André, essa coisa de mostrar só um pedacinho é estratégica, né? Aprendi a cortar o que desinteressa na foto depois que vim aqui pro overmundo. Estou adorando...É como se de uma eu virasse várias. Que é mesmo assim que a gente é, não é? É como dizia Mario de Andrade, de novo ele "Eu sou 300, sou 350".
Sobre o que vc falou de sua filha de 8 anos, é verdade: a criança tem o poder de explodir com o significado petrificado das palavras, brincando com elas como se fossem labirintos a serem explorados. Por isso elas se esquecem facilmente dos mal-entendidos da linguagem que permanecem nos ouvidos dos adultos como pedra no meio do caminho.
Vc é curioso como eu: o meu Ize vem de Luiza (tem a ver, não é?)

Mas olha André, eu não tive a menor intenção de ser Professora aqui. Mesmo porque aqui eu sou aprendiz, de vc por exemplo. Então se vc puder me chamar de Ize eu prefiro.

Beijo pra vc
Ah! vou postar logo aí embaixo um poema do Manoel de Barros que tem tudo a ver com o que vc falou sobre a linguagem na boca da criança. Acho que vc vai gostar.

Ize · Rio de Janeiro, RJ 6/8/2007 23:06
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Ize
 

"O apanhador de desperdícios

Manoel de Barros

Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedar sapo.
Entendo bem o sotaque das águas.
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo os insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
pra gostar de pasarinhos.
Tenho abundãncia de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um foramato de canto.
Poruqe eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios"

Ize · Rio de Janeiro, RJ 6/8/2007 23:14
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Spírito Santo
 

Ize,

O Manoel é um manual
(de mão mesmo
de lição)

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 7/8/2007 07:15
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Ize
 

DEmais né Spirito? E , já que estamos por aqui, vc pode dar uma olhada neste outro texto (não é que agora durmo e acordo pensando em karma?)
Abç

Ize · Rio de Janeiro, RJ 7/8/2007 09:46
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Cida Almeida
 

Ize, antes de tudo, a delicadeza, a fineza, a lucidez daquele olhar carregado de ternura das vivências. Foi assim que você capturou o meu olhar, a minha atenção e o meu interesse. E nem precisou das impressões digitais de um texto inteiro, apenas um comentário num texto do Spírito sobre racismo. Quem pensa bem, escreve bem. E quem se entrega, melhor ainda, porque convence com sua verdade mais íntima. Uns se entregam à escrita na tentativa consciente e obstinada de construir uma obra; outros vão vivendo e escrevendo e erguendo magníficos castelos de palavras em que nos reconhecemos profundamente; e outros vão mesclando vida e escrita como uma forma de existir e construir uma materialidade para o sentido da própria existência. Gosto da materialidade da palavra para a perplexidade dos meus vôos insondáveis.

E, claro, já falando no nosso estimadíssimo Mário de Andrade – que tem me instigado e desafiado cada vez mais, não apenas intelectualmente, mas de um jeito visceral, provocativo no sentido de existir e da necessária entrega à exposição pública, do encontro transformador e até mesmo desagregador com o outro -, o que considero da maior ousadia, coragem, lucidez e irreverência do grande autor de Macunaíma foi nos legar o caminho do aprendiz. Mário também dizia que quem escreve para si mesmo deve ser um monstro de vaidade e egoísmo. Quem escreve quer mesmo é ser amado, admirado, no fundo, expressa a carência do outro. Enfim, penso que a gente escreve para encontrar o outro.

E esse admirável mundo novo da internet escancarou todas as portas para o encontro com o outro. O que deliciava o fundo obscuro das gavetas ganhou janelas imediatas. E é sempre estimulante e delicioso o olhar do outro, mesmo quando vem como uma trombada nos alicerces de nossas mais caras verdades.

Por isso, Ize, uma escrita como a sua é vital para ajudar a deslindar o nosso olhar, abri-lo para outras amplas delicadezas. Informação é o que mais temos no mundo a um click. E mais do que informação, buscamos na escrita do outro essencialmente o outro, a diferença radiosa de sua expressão única. A beleza ímpar de uma escrita que nos deixe intelectual e emocionalmente com os pêlos eriçados. Também tive os meus momentos de concha e de dúvida sobre publicar ou não na internet. Criei blogs como sentinelas da disciplina do ato de escrever diariamente ou pelo menos com mais freqüência. E melhor até do que as respostas do outro aos meus escritos tem sido a possibilidade de trocar impressões. Também já escrevi sobre essa dança mágica da internet aqui.

Você tocou num ponto essencial da escrita, o prazer. É a única coisa que conta. O prazer que sentimos ao escrever e o prazer de entregar um texto, prosa ou poesia, ao olhar do outro, seja numa simples folha de papel, num livro ou no espaço virtual. E nesse assunto de karma, repito o amigo Adroaldo: “carma guria”, pois é uma coisa muito pesada para se carregar na vida, mesmo na virtual. Ignore os marcadores e siga apenas o remanso desse rio grande da possibilidade do encontro com o olhar do outro. Gosto demais da alma das suas palavras.

Beijo grande e desculpa o tamanho do comentário.


Cida Almeida · Goiânia, GO 7/8/2007 13:17
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crispinga
 

Ize, querida
Com tantos feras falando, fico até constrangida.
A verdade é que a leitura sempre me seduziu. Aos 12 anos prefirí ler um livro ao invés de brincar de boneca, então minha irmã percebeu que eu tinha crescido...
No "ginásio" escreví muitas poesias, era adolescente, morava em Brasília, meio exilada...
Escrever naquela época foi um consolo...Anos mais tarde, quando casei, meu marido ,jornalista , disse-me que eu tinha um livro pronto nas mãos , o tal de poesias...Achei meio pretensioso ...A idéia de escrever ficou meio adormecida.
Aqui no Overmundo fui me arriscando, devagarzinho, pedindo ajuda dos "editores", brigando com as vírgulas...Agora passou a ser um hobbie, mais que um exercício, um prazer...E fica sempre aquela expectativa, será que vão gostar...Sinceramente, conhecí tanto "cabeção" que minha vontade é ficar, aprendendo, bebendo dessas fontes...
BJK
CRIS

crispinga · Nova Friburgo, RJ 7/8/2007 14:33
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crispinga
 

Uma declaração de amor o seu texto!
Agradecidos!
BEIJOS
CRIS

crispinga · Nova Friburgo, RJ 7/8/2007 19:04
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

querida Ise,
faltam só sete minutos e eu vou esperar para ser o primeiro a votar1
beijos e abraços
do Joca Oeiras,o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 7/8/2007 20:00
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Dag
 

UAU! Fui a primeira votar!
Bjssssssss!

Dag · Niterói, RJ 7/8/2007 20:19
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Spírito Santo
 

Pô,
Perdi!
A Dag chegou no site só pra me superar?

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 7/8/2007 20:31
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Juliaura
 

Corrida maluca essa, sô!
Já voti ni tu tamém, Izi
Repito que amei de botão teu texto e aquela outra das maravilhas da Cida, ali às 13 e 17.
Tá de mais que ó! (Dois dedinhos beliscando o brinco.)
(Vou parecer mais louquinha do que sou falando de teu batom pelaí pra todo mundo e tu trocando de fotinha no avatar.)


Juliaura · Porto Alegre, RS 7/8/2007 21:22
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crispinga
 

Votei também...Tá quase ...

crispinga · Nova Friburgo, RJ 7/8/2007 22:40
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Ize
 

Cida, Cris, Joca, Dag (vc foi a primeira !?!? mais rápida que o Spirito?)
e Spirito, hj passei um dia meio malzinho. Aquela folhinha de papel com a carta datilografada de meu pai (Cida parecia até que ele tinha escrito com a Manuela) desentocou mtas saudades e lágrimas. (Spirito, Juli e Adroaldo sabem do que estou falando porque já foram lá). Incrível como, às vezes, precisamos de coisas físicas pra botar as lágrimas em dia. Se isso é bom, por outro lado, como a vida nos pede fortaleza, a sensação é de fragilidade e abandono. O susto de ler alguma coisa que meu pai tinha escrito há mais de quarenta anos (e que na época não me disse nada porque eu era uma guria e tinha sua voz no meu ouvido) me trouxe ele inteiro e me deixou orfã de pai hj, tanto tempo depois.
Agora, lendo vcs, a melancolia está indo embora e eu estou melhorandinho como o que. Graças, porque meu spirito (oooooopsss) não convive bem com a tristeza.
Viu Juli, vou até botar o batom de novo!!!
E Cida, eu queria que seu comentário durasse pra sempre, a me lembrar que a escrita só vira linguagem se for compartilhada coletivamente, como fazemos aqui.

Beijos do fundo do meu coração pra vcs

Ize · Rio de Janeiro, RJ 7/8/2007 22:41
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Andre Pessego
 

Pois é |ze, parafrazeando ao meu conterrâneo, pena brilhante,
Andre Gonçalves, "votei pra voltar", e com pena porque já vai sair da fila de votação. Aos menos informados, será tirada a oportunidade de lê-lo. b e i j o s, andre

Andre Pessego · São Paulo, SP 8/8/2007 04:39
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Ize
 

Eba Andre, accho que foi vc que virou.
Muuuuuito obrigada
Bj grande

Ize · Rio de Janeiro, RJ 8/8/2007 06:40
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BETHA
 

IZE,
que bom que me deparei com essa sua escrita, minha primeira leitura de hoje. Eu, que também tenho uma realidade parecida com a sua, de corrigir textos, de dar notas, e até de escrever, muitas vezes, o que não gosto. Valeu por tudo!
O ponto mais significativo do seu texto foi justamente deixar claro o prazer de escrever no overmundo, e não o fato de um texto ser julgado pelo número de votos que teve. E ainda mais, de ser "melhor" pelo número de Karmas. Viva o OVERMUNDO!
Abraços de Betha.

BETHA · Carnaíba, PE 8/8/2007 07:50
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Guilherme Mattoso
 

ize,
quando vi o título do post na capa torci o nariz, mas isso antes de ler o texto. achei a reflexão muito boa! parabéns pelo texto e pode apostar que existem muitos aqui, como vc, que também ganham o domingo escrevendo de forma livre no overmundo.

Guilherme Mattoso · Niterói, RJ 8/8/2007 08:03
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Higor Assis
 

Ize.

Acho que já faz um mês que li um conto seu sobre Clarice e fiquei muito encantado com sua forma de escrever, mansa e serena. Fiquei também quetinho e não comentei contigo (acho) que queria ver mais textos seu, mas agora me deparo com outro e fiquei outra vez encantado.

Gosto deste tipo de narrativa é como um suspiro em alto e bom som, que quando acaba adormece/amolece todo o interior e relaxa o corpo após um belo exercício de ler você.

Beijo do Higor

Higor Assis · São Paulo, SP 8/8/2007 08:05
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FILIPE MAMEDE
 

Que manifesto bacana Ize. Gostei muito do texto em si. Bem escrito e com um tom de conversa amiga muito sincera...

Um abraço pra ti.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 8/8/2007 08:22
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FILIPE MAMEDE
 

Que manifesto bacana Ize. Gostei muito do texto em si. Bem escrito e com um tom de conversa amiga muito sincera... Quanto ao Overmundo, o que dizer? Isso aqui é um verdadeiro escambo cultural. De Natal à Porto Alegre num rápido clique... todos juntos na mesma pedalada... A cultura é quem agradece...

Um abraço pra ti.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 8/8/2007 08:24
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crispinga
 

OOOOpaaa! Abrí hoje o Overmundo e só dá Ize na passarela!
Parabns , querida, e agradecidos por compartilhar conosco suas emoções...
BJS
CRIS

crispinga · Nova Friburgo, RJ 8/8/2007 08:50
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GSousa Jr
 

Nossa, quanta coisa, hein?
Realmente, Ize, eu nao sou muito de escrever pois minha grande paixao é a imagem, preferencialmente estática: fotografias, fotos.
Fazer o que né? Colocar imagens aqui sem uma legenda até q poderia ser artístico e poderia até incentivar a aquisicão e obtenção de muitos karmas e votos, ou não!
Enquanto nao tenho esse talento, vou lendo muito no Overmundo e escrevendo apenas o suficiente para divulgar minhas fotografias.
Vc, Ize, continue escrevendo e nos proporcionando experimentos e crescimento com tamanho talento. Eu promete que lerei, sempre lerei. A dificuldade é arranjar tempo para ler tantas e tão boas colaborações como do Spirito, Bauer, Dag, Pessego, Tetê, Oeiras, Mamede... Ah! Que legal esse Overmundo.
Que bom podermos conhecer gente nova... Idéias novas... Que bom aprender!!

GSousa Jr · Maceió, AL 8/8/2007 09:06
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Ériton Berçaco
 

Ize,
perdõe-me por não ter lido os comentários anteriores. Por isso talvez incorra no erro da repetição. Espero q não. Penso que qualquer um, que queira, pode escrever poemas, mas não somos todos poetas. O poeta sente e faz sentir a poesia. O poema é uma estrutura, uma forma onde se ergue um texto. Assim, nem todo poema contém poesia e nem toda poesia é nos dada em forma de poema. Há poesia nas coisas, como já dizia Drummond. Há poesia na prosa, no poema, na música, na tela, no, na, nos, nas....
Sobre isso, o livro O Arco e a Lira do Octavio Paz é fantástico. Trata-se de um belo estudo sobre poesia.
Sobre seu texto no Overmundo, gostei muito das reflexões. E saiba que, cada vez mais, penso que - paradoxalmente - só há razão na emoção, no escrever com prazer. O resto é "puro" academicismo...
Gde abraço
Ah, se puder, leia meu texto Ominho: litertura para todos

Ériton Berçaco · Muqui, ES 8/8/2007 10:36
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Ize
 

Como as nossas escritas só existem umas por causa das outras, queria agradecer a vcs o estímulo que me dão pra que eu continue escrevendo.
Além de todos os anteriores, muuuuuuito obrigada a Betha, Guilherme, Higor, Felipe, Cris (minha incentivadora), GSousa e Ériton.
Agora uma palavrinha pra cada um:
Betha, depois que fiquei menos tensa com a coisa dos votos e dos karmas parece que minha escrita deslanchou mais um pouquinho. O problema é que se, antes, eu tinha mais tempo pra passear pelos textos, me admirando e deliciando com tudo, agora ficou um pouquinho mais difícil por causa do tempo. Que escolha cruel essa. Acho que vou variar: ora escrevo e arranjo uns karminhas, ora leio vcs e os outros, até porque sem isso, fico seca. Bj
Guilherme - os títulos são tudo!!! Vc tem razão. A estratégia para seduzir leitores começa pelo título. Vou prestar bastante atenção nisso. Bj
Higor- eu tb gostei tanto daquele texto que fala da minha experiência de ler Clarice, mas ele não foi publicado. Não faz mal, fica pra gente. Não sei se vc já leu esse aqui É mais frenético e não sei se vc vai gostar... Queria que sim
Felipe, o texto, qualquer que seja ele, que se constitui como uma "conversa' é o que amolece e entretém. É o que tento fazer quando escrevo aquelas coisas que falei, mas nem sempre consigo. Aqui é diferente. E por isso escrever aqui é bom demais. Bj
GSousa- entendo vc perfeitamente. Minha inspiração vem muito da imagem. Veja porque aqui e aqui. Minha irmã é fotografa e meu pai era pintor e, eu por minha vez, ando me interessando muito sobre a influência da imagem técnica na leitura e na escrita de jovens. Temos muito em comum. Bj
Ériton - Amo Octavio Paz. Esse livro que vc falou é 1000. Sabe qual estou lendo agora? "Sóror Juana Ines de la Cruz". Estava indo de vento em popa, pq com ele isso é fácil, até parar aqui no overmundo que diminuiu bastante meu tempo livre (ou aumentou rsrsrsrrs). Ricas palavras as suas.

Cris Vc é a prova de que podemos fazer amigas virtualmente. É como se já conhecesse vc muito. Bj grande

E mais beijos pra todos

Ize · Rio de Janeiro, RJ 8/8/2007 13:22
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André Teixeira
 

Saudações Ize!!!

Faço minhas as palavras do Érito: perdoe-me por não ter lido (todos) os comentários anteriores. [...] talvez incorra no erro da repetição.

Fiquei feliz com essa discussão toda, principalmente no que diz respeito a essa doação de escrever 'sem olhar a quem'.

Nessa esteira, tenho colaborado 'escrevendo' em resposta a uns e outros, quando devidamente provocado, e mantenho o texto do mesmo jeito quando saído 'do forno' da mente. Um exemplo é esse poema que escrevi agorinha, antes de escrever este último parágrafo:
==========================================

Overpoesia VII

Poemasias

São sentidescritas
nas linhas digitais das impressões que a Alma
deixa na Alma do Mundo;
seus espasmos tetrielementais
levam-nos do barro ao sonho,
do sonho ao pó.

Sangue e suor do até aqui vivido
seguem vívidos misturando-se às cinzas
nos rastros do que sintescrevo.

Ir além. Ir Além!!!:
da carne;
do sangue;
da alma;
da (&STR&)linhentrelinha que luz no espaço de um segundo
e ocupa o Espaço eternamente.

Doação do pulso ao pulso!

por 'Amor ao Homem?',
por Amor ao Amor?
por Amor ao Ego?
POR&sia, apenas.

===========================================

Afirmas eu tenho que aprender a colocar poesia nos meus textos e perguntas: será isso possível: colocar poesia em textos com a especificidade dos meus? .

Digo,
como um epitáfio
para a lápide que ostenta Vida,
sob o cunha de um entendimento
FilosóficOriental,
que tens que
Ser
a Poesia!

Será Poesia?

(este se transformou em outra colaboração, o "EpitafilosoficOriental...")

A busca do homem pela Luz que iluminará seu caminho (qualquer que seja: cachaça, Deus, religião, crime, filosofia, política, literatura, poesia) é o GRANDE mote para se fazer as Coisas que se tem que fazer.

Sobre a questão dos votos, só pretendo-os quando é para difundir algo de utilidade pública a ser divulgado na Agenda ou no Guia. Para difundir poesia e outra literatura não. Faço-o por prazer de escrever e ter uma 'caixa de originais' aberta para todos, diferente das centenas de poesias que tenho acumulado ao longo de muuuuuuuitos anos de escrita que tem como testemunha as quentes noites de AJu City.

Lindíssima a frase a escrita é o coração do overmundo. Se estivesse em Fila de Edição, diria: guria, coloca um 'e' Maiúsculo em 'escrita'! Mas, penso, não tem que ter apenas o sentido SIGNificativo. Tem que Ser o próprio SIGNO.

Yeats ensina:

“Nor law, nor duty made me fight,
Nor public men, nor cheering crowds;
A lonely impulse of delight
Drove to this tumult in the clouds;
I balanced all, brought all to mind,
The years to come seemed waste of breath,
A waste of breath the years behind
In balance with this life, this death.”

Nem o dever nem a lei me fizeram lutar
Nem multidões delirando nem políticos discursando
Um solitário impulso de deleite
Levou-me a este tumulto nas nuvens.
Tudo pesei, tudo ponderei:
Vão alento os anos futuros
Vazios os anos passados
de acordo com esta vida
Esta morte
(do site: arsgratiars.blogspot.com/2006_10_01_archive.html )

e Drummond ratifica:

"Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários."

Deles sou aluno.

INtento-O no que poesio,
noutras e nestas overpáginas.

GRANDE cheiro!!!

André Teixeira · Aracaju, SE 8/8/2007 13:28
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Mansur
 

Estou chegando devagar e curtindo essa confraria tão interessante...

Mansur · Rio de Janeiro, RJ 8/8/2007 13:46
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Mansur
 

Valeu Ize! O texto mt legal.

Mansur · Rio de Janeiro, RJ 8/8/2007 13:48
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Roberta Tum
 

Uau.....
eu li, juro, todos os outros comentários.
Que bom! De tão bons complementam o texto
fluido, limpo, refrescante que vc Ize,
escreveu.
Vc traduziu boa parte dos por quês eu também escrevo no Overmundo. Vc e a Cida.
Bom compartilhar o que estava no fundo da gaveta, mas mais
que isso:

escrevo por que penso, e respiro, e vivo.
escrevo por que preciso construir o mundo à minha maneira.
Um mundo habitável, dotado de uma lógica própria.
E escrevo no Overmundo por que aqui dá pra compartilhar.

É isto! Parabéns por trazer o assunto de um jeito tão humano
e profundo!

Roberta Tum · Palmas, TO 8/8/2007 14:56
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Nivaldo Lemos
 

Ize,

estou chegando agora – como sempre atrasado – e vejo que seu texto conseguiu aglutinar e comover uma multidão, na qual me incluo com prazer! E sabe por quê? Porque seu texto tem alma, pulsa, seduz e apaixona. É cheio de vida, mar, cheiro, brisa, manhã de sol, árvore com fruta e sombra, nuvens vadias, fruta madura, gente. É isso, vida, como bem disse a Cida e a Roberta reafirmou. E, pelo jeito, vivida com intensidade, talento e desprendimento. Seus textos têm essa vitalidade, um vigor que me atrai, e acho que a todos. Mas não vão vou me alongar no comentário, pois não me acho capaz de acrescentar mais nenhuma novidade ao óbvio: você é maravilhosa.

Só mais uma coisa: e, se não bastasse – como descobri no seu Domingo com Clarice (um poema de amor) –, você ainda tem no próprio nome o de um dos pais do nosso modernismo: Oswald. Ele, de Andrade, era um apaixonado pela vida. Você, Maria Luíza Oswald, a filha de Cicico, pintor-poeta, (re)nasce a cada texto como sua obra-prima em cores e tintas, em letras e rimas, colhendo na matéria-prima da memória ora a saudade, ora a beleza, ora a lembrança que se lhe dilui na própria alma, como se evocando a cada linha o vago cheiro da terebentina com que seu pai misturava as tintas da própria vida.

Parabéns pelo texto, Ize.
Um abraço.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 8/8/2007 16:39
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querida Ise:
Seu texto (e o contexto do trabalho colaborativo) já está nos meus favoritos.
Creio ser exemplar de para que servem, ou deveriam servir, os comentários no overmundo.Ilustra bem a idéia de um site colaborativo. Acho mais, deveria ser institucionalmente aconselhada a sua leitura.
beijos e abraços
do Joca Oeiras,o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 8/8/2007 16:46
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Tânia Brito
 

Tânia Brito · Campo Grande, MS 8/8/2007 16:52
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Tânia Brito
 

Ize, parabéns pelo belo texto: leve, gostoso de ler, um texto que diz o que muitos de nós gostaríamos de dizer ou que como eu, sentia, mas não sabia como traduzir o pensamento, o sentimento em relação à escrita... Meus textos sempre foram de formato acadêmico, relatórios, memorandos... Os que fugiam desse formato sempre foram parar em uma gaveta, ficaram esquecidos dentro de um caderno, de uma agenda...ou...presos na cabeça!
Recentemente criei coragem e resolvi compartilhar um deles aqui no Overmundo. O resultado é esse:http://www.overmundo.com.br/banco/uma-bomba-de-efeito-nasal-3
A brincadeira me fez bem... e o teu texto veio como um estímulo a não deixar que a brincadeira se perca no tempo.
Parabéns! Escreva mais e convide-nos à leitura.
Abs

Tânia Brito · Campo Grande, MS 8/8/2007 17:05
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Adroaldo Bauer
 

Ize, demais pessoas de aqui já e que aqui venham a estar, tenho pleno e total acordo com o que diz Joca às 16h46.
E, para salientar o que ele diz e o que penso do que disse ele, socorro-me de “A Importância do Ato de Ler”, de Paulo Freire, em que nos diz
o mestre que a leitura da palavra é precedida da leitura do mundo
Mutatis mutandis, se aplica o ensinamento também à observação artística que acabará dando ao artista a possibilidade de mediar pela forma e suporte que escolha o que percebeu no mundo e o tocou, gravando por ele o sentimento no que crie.
E, em processo contínuo, penso, uma outra pessoa que oberver a criação... se emociona e, quem sabe, faz dali em diante a arte por seu caminho e a vida vai, por que não?, ficando bem melhor.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 8/8/2007 17:06
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Adroaldo Bauer
 

Ops!
quis escrever:
uma outra pessoa que observe a criação

Perdão!

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 8/8/2007 17:13
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querida Ise, aproveitando a popularidade da sua contribuição gostaria de convidar todos os overmanos a darem um pulinho no tópico que postei no forum do observatório. Creio honestamente que a idéia é boa, opinião que tive a honra de ver compartilhada pelo Hermano Viana.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 8/8/2007 17:33
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querida Ise, aproveitando a popularidade da sua contribuição gostaria de convidar todos os overmanos a darem um pulinho no tópico que postei no forum do observatório. Creio honestamente que a idéia é boa, opinião que tive o prazer de ver compartilhada pelo Hermano Viana.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 8/8/2007 17:34
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crispinga
 

Pena o Brasil ser tão grande, senão a hora era essa de sentar num barzinho, à beira mar ou beira rio e fazermos um brinde festivo, famoso "Happy hour" a esta alma iluminada que nos trouxe a Ize, para apaziguar os humores, provover paz, espalhar amor com suas palavras generosas...
Um brinde à você, querida! Dos quatro cantos do Brasil!
BJK
Cris

crispinga · Nova Friburgo, RJ 8/8/2007 18:10
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Saramar
 

Ize, atrasada (como sempre) porque quis ler com calma.

Outro dia, lendo na "Entrelivros", vi uma lição sobre a leitura ser o primeiro ato de quem quer escrever. Por isso, sempre pensei que os professores deveriam ser os melhores escritores. A realidade não é assim e você deve saber bem. Imagino que seja justamente pelo que explicou: as leituras direcionadas, as leituras "de trabalho", a leitura "dinâmica" a que a pressa nos obrigada são obstáculos à boa escrita.
Porém, você, eu percebi, nem liga para obstáculos e escreve muito bem, escreve "com prazer".
E o prazer de estar aqui entre os overmanos é "o" estímulo, pelo menos para mim, iniciante, aluna, admiradora de todos estes imensos escritores e poetas que andam por aqui.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 8/8/2007 18:43
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Hermano Vianna
 

que texto bacana, Ize! então valeu a pena ter dado aquela palestra!

em muitas palestras me sinto falando sozinho, muitas vezes parece que ninguém ali está me escutando... mas se uma pessoa escuta alguma coisa que falamos de relance, aí já vale a pena

acho que seu texto é uma das reflexões mais interessantes que já li sobre a escrita na internet. gosto especialmente deste trecho: "escrever preenchendo a minha escrita da escrita do outro" - isso é realmente o melhor da rede: todos os textos estão misturados, interligados - todas as páginas de web estão conectadas umas com as outras, através não só de comentários ou de ferramentas de buscas, mas também de multidões de links

eu acho que não consigo mais escrever sem links, sem colocar links na maioria das palavras - eu já escrevia com muitos parêntesis, mesmo no papel - agora, uma palavra minha pode levar (via link) a outro texto, que leva a outro texto e assim infinitamente - os parêntesis agora são realmente enormes - e [pensando bem] se quem lê meu texto seguir um link e descobrir coisas mais interessantes por lá, e nunca mais voltar, acho que já dou minha missão de escritor como cumprida...

algumas vezes, aqui no Overmundo, o texto que dá início à conversa não é nem tão interessante assim - e os comentários salvam tudo - é fascinante não sermos mais donos dos destinos de nossos textos - nunca fomos, mas agora isso ficou tão claro...

então: parabéns pelo seu texto e pela qualidade dos comentários que ele gerou

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bem, acho que muita gente deve estar supresa com este meu comentário, pois esperava que eu chegasse aqui para dizer que o Overmundo não existe para discutir o Overmundo ou para discutir a internet ou a escrita... já fiz isso em outros textos... é uma questão de zelo, cuidado extremo (ou talvez paranóia): o foco do Overmundo ("divulgar a produção cultural de todo o Brasil e de comunidades brasileiras espalhadas pelo mundo afora, sobretudo a que não tem acesso à grande mídia") precisa de proteção, pois há tão pouco espaço para essas coisas em outros lugares... fico com medo de que outros assuntos (a política das manchetes dos jornais, o novo enfant terrible do rock britânico...) mais populares (digamos assim) tomem conta de tudo, e nunca mais a gente volte para o início de tudo... por isso tantas vezes a minha atitude de chato de galocha... esta conversa aqui por exemplo (claro que sei que ela também fala da cultura produzida no Brasil): ela rola tão fácil (mesmo sendo tão difícil, por tocar em questões tão essenciais para tudo que somos hoje, personagens inevitavelmente digitalizados...), e tão boa, é tão sedutora, que fico com o temor que fiquemos para sempre por aqui (o que seria certamente um prazer - afinal, na vida há pouquíssima coisa melhor que uma boa conversa sobre nós mesmos e a linguagem que nos une...), e que a conversa sobre o Overmundo vire o Overmundo... então, sem querer ser o corta-barato: meu pedido é singelo: claro que devemos continuar esta conversa, mas por favor não esqueçamos o tal do foco... temos um trabalho imenso pela frente: tanta coisa bacana acontecendo pelo Brasil afora e precisando de divulgação - e com o Overmundo como um dos poucos lugares onde essa divulgação pode ser feita...



Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 8/8/2007 19:59
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Hermano Vianna
 

oi Ize:

só explicando este trecho aqui do meu comentário:

em muitas palestras me sinto falando sozinho, muitas vezes parece que ninguém ali está me escutando... mas se uma pessoa escuta alguma coisa que falamos de relance, aí já vale a pena


relendo achei que poderia ser interpretado como se tivesse reclamando de que você não prestou atenção na palestra ou algo assim (e só ouviu algo de relance) - não era isso que eu queria dizer - eu fiquei maravilhado que uma coisa que falei numa palestra pudesse ter tido consequências tão boas para a sua vida - fiquei feliz da vida e percebi que vale a pena sim fazer palestras, mesmo que uma só pessoa escute o que temos para dizer, o recado que temos para passar - e certamente o Overmundo hoje é o meu melhor recado - que bom ver aqui tanta gente que gosta tanto do Overmundo!

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 8/8/2007 20:17
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to0T4L
 

Olá,

Com toda esta prática em escrita formal, somada à sua vontade de escrever, como citaste Mário de Andrade: "por amor aos homens", só pode resultar em que ?! Eu acho que em coisa muito boa! Quanto a quetão do carma, o trato semelhante ao dinheiro, se eu te disser que não quero... vou estar mentindo. Mas uma coisa posso te garantir, não é por ele que estou aqui.
Parabéns a vc por este texto tão instigante e aos demais overmanos pelos tantos comentários interessantes. Assim como vcs, assim com a Ize, não resisti e fui arrastado até aqui por este forte instinto coletivo.

Sds.

to0T4L · São Gonçalo, RJ 8/8/2007 20:42
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Hermano:
Muito emocionante e emocionado o seu comentário/testemunho. Mas acho que , se formos ver bem, nada tem de umbiguista o post da Ise. Pelo menos o que eu entendi é mais ou menos assim: me da prazer escrever pro overmundo porque obtenho retorno quase imediato para o que escrevo, uma questão muito mais de feed-back do que outra coisa.
Deixe-me contar a vcs uma experiência que tive hoje: é que um amigo meu, interessado em homenagear os oitenta anos do Zé de Helena, procurou os produtores locais do show do Roberto Carlos lá em Teresina querendo saber se não seria possível garantir o ingresso do Zé e participoou do seguinte diálogo:

– Queria ver a possibilidade de arranjarem um ingresso para um amigo meu, octagenario, fã incondicionaldo Roberto, chamado Zé de Helena.
– Zé de Helena, o brisa do mar? Sei quem é sim. Li o artigo do Joca Oeiras no Overmundo.
– Conhece Joca Oeiras?
– Conheço não,só leio o que ele escreve no overmundo.
legal, né?
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 8/8/2007 21:11
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Walesson Gomes
 

Adoreiiiii!!!!!

Walesson Gomes · Belo Horizonte, MG 8/8/2007 21:20
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Cintia Thome
 

Ize

Primeiro quero parabenizá- la pelo texto franco e aberto.
Realmente o Overmundo nos faz amadurecer, pois há uma gama de assuntos literários, culturais que preenchem o vazio, pois por muitos anos usei a net para apenas comunicação burocrática e escondia meus textos, não os levando ao mundo virtual. Aqui nos tornamos mais realistas, mais sonhadores e sofregos por conteúdos de qualidade e aqui isso é nos oferecido.E há um incentivo grande por parte dos overirmãos para alavancar a nossa produção de textos. Gostei muito e não é á toa que voce está na Primeira Página. bjus.

Cintia Thome · São Paulo, SP 8/8/2007 22:02
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Cintia Thome
 

Votado ok

Cintia Thome · São Paulo, SP 8/8/2007 22:03
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jjLeandro
 

Realmente IZE o Overmundo nos instiga à criação, ao menos comigo é assim pois quando estou ligado constante em algo a imaginação fica a mil e então muita coisa aflora.
Sei que vc sente essa "coisa diferente" ao estar aqui constantemente respirando literatura. Verá que não será mais a mesma.

abcs

jjLeandro · Araguaína, TO 8/8/2007 22:29
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Pepê Mattos
 

Por isso escrevo no OverMUNDO... Para ser lido por quem de direito, de letras, de agronomia, de numismática... Outro dia dei meu pitaco sobre um texto do Julio Daio, no Digestivo Cultural, sobre publicar livros em papel... Agora, a Ize (prazer Colega do condomínio Casa Verde), aparece e me deixa inquieto terra e céus com essa questão... Ainda bem... Todo mundo agora já sabe porque escreve no Overmundo... Eu também... Abraços.

Pepê Mattos · Macapá, AP 8/8/2007 22:43
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Ize
 

Olá André, Mansur, Roberta, Nivaldo, Joca, Tania, Adroaldo, Cris (de novo!), Saramar e Hermano, Walesson, Cintia, Leandro, antes de tudo obrigada por vcs terem vindo aqui escrever esses comentários, tão lindos e de tanta qualidade. Já tinha visto vcs por aqui há algumas horas atrás, mas levei um susto tão grande com a repercussão desse meu texto, que tive que sair daqui pra pensar um pouco no que tinha havido, até por causa das palavras sensatas do Hermano e de seu temor de que a gente se fixe nessa conversa maravilhosa sobre a experiência de escrever, se embrenhe nesse bosque e não consiga mais sair dele, até desdobrando-o em outros artigos sobre o mesmo tema. De fato, isso não seria legal pelos motivos que ele expõe aí acima.

E eu concordo com seu receio Hermano, até pq esse seu zelo, e o das demais pessoas que administram o overmundo, é o que faz dele essa rede de interconexão cultural absolutamente admirável..

No entanto, pensando no conjunto do aqui foi dito e compartilhado, me parece que a conversa foi para muito além de uma reflexão apenas sobre a escrita no overmundo. E isso pode ter salvado a gente de ter passado esse tempinho apenas conversando sobre nós mesmos e sobre a linguagem que nos une. Meu sentimento é de que nas entrelinhas, e mesmo nas linhas, o que trouxemos pra cá foi uma tremenda relexão sobre o papel da escrita na cultura contemporânea, renegando sua dimensão de instrumento.
Certo que falamos sobre ela, mas também por intermédio dela, trazendo para cá, mediadamente, coisas que andam escasseando no mundo real, como generosidade, solidariedade e coletividade.

Se houve essa receptividade, que eu não podia esperar, talvez tenha sido por precisão, pela falta de oportunidade que a gente tem de pensar junto em como vencer a dureza da escrita, aprendendo a desburocratizá-la, entendendo-a como prática que subverte sentidos instituídos dissolvendo, assim, os mal-entendidos daquela escrita que parece dizer "sabe com quem está falando?"

Então, do meu ponto de vista, penso que não nos afastamos tanto assim do objetivo do overblog pq pensar a escrita, nos termos em que ela foi pensada aqui, pode nos ajudar a usá-la nessa perspectiva para postarmos textos sobre a produção cultural de que o Hermano falou.

Hermano, tudo isso pra dizer que , embora lá no início eu tenha me referido a esse texto como meta-postado, o conjunto do forum garantiu um caráter totalmente diverso a ele.

Por isso, não fique preocupado. Já, já essa conversa toma outro rumo. O mais importante é que ela constituiu um solo comum de interlocutores que fortaleceram seus vínculos. Incrível que isso tenha sido possibilitado pelo overmundo.

Beijo estalado e abraço apertado em cada um de vcs (em vc tb Pepê que -oooppppss - acabou de chegar).

PS Com licença de vcs, manas e manos de quem gosto que me enrosco, Nivaldo hj eu te overamo .

Ize · Rio de Janeiro, RJ 9/8/2007 00:42
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Isabela ramos
 

Oi Ize,

Bom, em primeiro lugar, tenho que dizer: teu texto é maravilhoso!!! . Sem querer desmerecer meus colegas overmanos, foi um dos melhores textos que já li aqui no overmundo. Em segundo lugar, teu texto me fez bater uma saudade enorme da minha mãe, pois quando falastes em correção de provas me recordou o tempo que morava com ela, e de como eu adorava ficar altas horas acordada acompanhando seus comentários sobre as centenas de provas. Nossa, como isso me trás saudades...há mais de 12 anos que saí de casa pra estudar. E por último, mas não menos importante, quero dizer que tenhas orgulho de si mesma!! Tu és uma excelente escritora, e saiba que jamais escreverá para as paredes, pois um texto seu postado aqui no overmundo não vai passar sem que pelo menos eu tenha lido.
Um grande abraço.

Isabela ramos · Teresina, PI 9/8/2007 11:51
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Hermano Vianna
 

Oi Ize: concordo com você: acho que o Overmundo ganhou muito com esta conversa - acho ficamos mais maduros, sabendo melhor o que estamos fazendo por aqui. Beijos

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 9/8/2007 15:11
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Mais maduros e, certamente, mais colaborativos.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 9/8/2007 15:36
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Ilhandarilha
 

Ize, só agora pude vir aqui ler seu texto (hoje entreguei o projeto e fiz minha inscrição no Mestrado! Agora posso relaxar um pouco até começar a maratona de estudos, na segunda). E não posso deixar de comentar aqui. Talvez seja um comentário repetitivo, pois não li os outros, mas vou fazer assim mesmo: entendo perfeitamente seu deslumbramento com o overmundo. De certa forma, é o de todos nós. O retorno rápido, as conversas bacanas que alguns posts e comentários geram, tudo isso deixa a gente feliz da vida: é como encontrar finalmente interlocutores.

Vamos lançar um slogan: Escrever e ler, só com prazer!
Abraços!
Já quando a coisa é escrever, mantendo as devidas proporções, quando o assunto me interessa parece que baixa um santo e saio escrevendo a minha escrita pessoal, páginas e páginas.

Ilhandarilha · Vitória, ES 10/8/2007 17:01
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DaniCast
 

Gostei muito do texto, fiquei feliz que você redescobriu o prazer de escrever. Tenho um blog há 4 anos, adoro escrever na internet. A possibilidade de ser lida e conhecer centenas de pessoas que eu NUNCA conheceria no mundo não-virtual são um adicional maravilhoso. Viva a internet, a comunicação que ela trouxe e a democracia de todo mundo poder escrever e ser publicado.

DaniCast · São Paulo, SP 10/8/2007 19:40
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Ize
 

Pois foi o mesmo que eu senti Dani. E eu sei que vc tem um blog pq o visito de vez quando. Acho fantásticas suas produções e fico sempre me perguntando: como é que pode? Assisti a uma animação que não me lembro mais o título - faz referência a um casal, seguido de The Sims (pode ser?) - que é de impressionar e depois todas aquelas referências a Alice (por quem sou apaixonada) e o filmezinho em que ela é comida pelo gato (pelo menos aqueles gritos me fizeram pensar assim). Não tinha ainda ido lá te elogiar porque fica esquisito. Pode parecer que a gente tá com algum interesse em votos e coisa e tal.
Mas, já que vc veio aqui, eu aproveito pra dizer que admiro muito seu trabalho. E me divirto e aprendo muito com ele.
Um gde abraço

Ize · Rio de Janeiro, RJ 10/8/2007 21:55
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Ize
 

Oi Ilha, quer dizer que vc já entregou o projeto? Ufa!!! A seleção tem prova escrita? Mas olha, ando lendo suas coisas e a sua escrita é um bocado solta mesmo. Acho que vc vai se dar mto bem.
Eu fico aqui torcendo.
Bj

Ize · Rio de Janeiro, RJ 10/8/2007 21:58
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Dil-Jr.
 

Ize, gostei muito do seu texto, claro que sou um pouco suspeito para dizer isso. Na verdade, realmente me considero um ''suspeito'', porque sou fã da sua escrita, acadêmica e a não-acadêmica, que é o material que você escreve especialmente para o overmundo.
Esta questão da escrita acadêmica também me preocupa um pouco, talvez não tanto pelo prazer, mas porque depois de alguns anos se adequando à escrita acadêmica, rídiga, fria, tenho tido muita dificuldade em escrever descontraidamente, como quem não quer nada. Nossa, me surpreendi agora, este ''como quem não quer nada'' não estava planejado aqui! [risos]
Apenas espero que, com o overmundo, eu consiga novamente re-aprender a escrever de forma ''livre, leve e solta'', sem precisar consultar a ABNT ou usar - como você pôde perceber aqui - aspas em se tratando de expressões coloquiais.

Um bj!

Dil-Jr. · Rio de Janeiro, RJ 16/8/2007 00:52
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Ize
 

Isso aqui é uma escola Dil, vc vai ver! Qdo vc ler meus outros textos vc vai entender do que estou falando. A escrita não burocrática acaba ensinando a gente a escrever nossos textos acadêmicos mais "distraidamente".
Bj

Ize · Rio de Janeiro, RJ 16/8/2007 06:19
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Dil-Jr.
 

Que interessante, nunca tinha pensado nisso. Um bj

Dil-Jr. · Rio de Janeiro, RJ 17/8/2007 10:02
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Nely
 

Prof, bom texto! Passando p votare eagradecendo as reflexoes que ele nos traz...
Deixando tambem uma frase que nos diz muito sobre a escrita...
" Escrever é a necessidade de tocar a realiade, nos faz existir!"

Nely · Rio de Janeiro, RJ 1/10/2007 19:43
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anamineira
 

Ize, faz dias que penso em trocar umas idéias com você. Encontrando seu texto, nem lembro como,acho que fui viajando nesse overmundo e chequei até aqui, então achei minhas respostas através do seu textos e de vários comentários aqui postados.
Desde pequena tenho uma vontade enorme de escrever, mas não saia nada, nem tinha tempo. Fui guardando esse sonho e de repente descobri essa "Ilha da Fantasia" que é o Over.
Ao contrário de muita gente, nao sou professora, nem fiz faculdade, mas tenho um forte desejo que aqui estou a realizá-lo, que é escrever minhas emoções, minhas fantasias, minhas memórias. Sei que também ,algumas vezes, fui espaçosa, de querer participar de projetos, que, por não ter conhecimento literário, acabei por dar com os burros n'agua. Fiquie triste por isso.
Mas...
Lendo agora os comentários, fiquei feliz de novo. Senti de novo mais confiança em mim, pois sei que escrevo com toda emoção e todo amor. Se errar, sei que vou encontrar pessoas que fazem críticas construtivas e usam palavras com amor e arte para dizer onde está meu erro e sei que sou humilde o bastante para aceitá-las.
Admiro muito você e ficarei aguardando sua visita.
Um abraço apertado.

anamineira · Alvinópolis, MG 29/10/2007 21:32
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Ize
 

Querida Ana, é uma honra pra mim ter uma "narradora" como você, comentando um escrito meu. Para Benjamin (autor que acabei de citar lá nas suas lembranças do ginásio), entre as narrativas escritas, as melhores são as que menos se diferenciam das histórias orais. E essas histórias orais são tecidas nas "coisinhas miúdas da vida". É delas que saem as histórias que nos tocam e que fazem a escrita valer a pena. Foi isso que eu quis dizer nesse texto que escrevi, cujo sentido está implícito nas coisas, e na maneira, que vc escreve. Depois que perdi minha Mariana, já faz tempo, aprendi que são as coisinhas miúdas que importam na vida. As grandes são como "muros" altos que dificultam as relações (vc sabe disso). Se não houvessem os muros, os três Josés poderiam estar vivos, não é? E todos poderímaos nos preocupar com as coisas importantes da vida, como as entranhas de Tuane.
Muito obrigada por ter passado aqui e deixado suas palavras tão boas de ouvir.
Beijo grande da
Ize

Ize · Rio de Janeiro, RJ 30/10/2007 00:02
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clara arruda
 

Ufa!que fila de comentários danada de grande.
Ainda bem que não sou escritora,sou apenas uma rabiscadora.
Nesse exato momento;17.07 h
Rio de Janeiro,uma quase garota tem a coragem para entrar num trabalho onde pessoas desfilam seus merecidos talentos.
Eu?
nada sou.Ou sou tudo e nunca me dei conta até ler este texto de extrema inteligência e beleza.
Não mereço estar aqui no overmundo...Juro,não mereço(embora não me desmereça)Dei meus 3 votos,daria mais se os tivesse.Obrigada overmundo e poetas por repartirem a magia de ser realmente poeta com essa pequena sonhadora.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 13/3/2008 17:10
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Juliaura
 

relouôoo!
Dá uma com licença Ize, mas Clara Arruda tem de parar de se achicar e botar umas prosinhas pra nós saber mais do coraçãozinho dela, não achas?
Eu vejo que ela tá doidinha pra plantar umas sementinhas nos jardins de aqui, que também nós começamos pelo começo, falando das nossas coisinhas bem particulares e deu no que deu de tanto incentivo que se ganha, minina.
Creia em mim, é só passar no meu perfil e ver das primeiras publicações pra agora.
Melhorou quae nada, mas sinto mais confiança, não tem onça.
É tudo gatinha e gatinho.
Beijin, amiguinha nova, beijoqueira.
Brigadin Ize. Beijin também pra tu e na Guiguite.

Juliaura · Porto Alegre, RS 13/3/2008 23:32
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clara arruda
 

Ize minha querida,nunca me canso de ler seu trabalho.
Vc se parece muito com uma professora que tive a oportunidade de conviver.me deu uma saudade danada.
Para Juliara:
Obrigada por me citar,deixar prosas?
Quem sou eu?
Apenas uma boa e fiel leitora.
Amo vcs,aprecio o talento individual de cada um.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 22/3/2008 02:34
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Zingara RJ
 

Ize, lendo teu texto me fez pensar, antes eu escrevia e escondia com vergonha do que as pessoas achariam, ai um dia resolvi mostrar e deu certo.. o bom disso tudo é que minhas "escrevinhações" acabaram por me libertar de alguns traumas ( nem sei se seria esse o nome...) continuo aprendendo, e fazendo amigos ( o que é muito bom!).
Agora sobre as votações, ahhhhh... adoro ler os comentários acompanhar os pontos... meus deuses é uma loucura esse overmundo, e por outro lado é maravilhoso pois aqui podemos ler e aprender tanto com poetas como vcs...

beijos no coração

Zingara RJ · Rio de Janeiro, RJ 26/3/2008 16:33
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Li Silva
 

Ize, estou estreando aqui e adorei ler seu texto. Também trabalho com escrita obrigatória e acho que vou levar um tempo prá soltar a alma e falar de minha verdade. Mas vou tentando...Li

Li Silva · João Pessoa, PB 31/3/2008 23:08
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Mas, que CACHORRADA você não me convidar para ler teus escritos? Faz isso não, minha nêga !
Belo trabalho, só não fale (muito) pelos jovens... a maioria esmagadora só que saber de "amar" uns aos outros virtualmente via ORKUT ou MESSENGER. A digitação pouco tem de lírica ou didática, sei lá.
Votos? Fica-se preocupado em "levar pau" (desculpe a expressão antiga, nesses novos tempos pode ser mal interpretada) dos possíveis leitores overmanos, isto é, não ser lido por ninguém. O voto cumpre o dever de "acusar" a presença de visitantes ao nosso escrito, às vezes só visitam mesmo e votam SEM LER.
(Já fiz isso raramente, mas por conhecer o valor do Autor e porque o programa "guarda" o texto votado em NOSSO ARQUIVO.

"Coisa de quem não tem o que fazer" jogou-nos na cara um prefeito evangélico aqui de Ananindeua/PA, quando meu irmão e eu fomos pedir (em 1989) apoio p/ a Capoeira local. Mas o escritor/artista plástico, etc, recebe a mesma pecha. Beijos,

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 1/4/2008 14:49
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nina araújo
 

Adorei!!!!Escrever sem a espada na cabeça...que coisa linda!!!Receber o chamado da poesia ...eu recebi assim:

Se precisar...fala...


Recebi o chamado da poesia
Como quem come um manjar
Vou descalça...devagar...
Sempre dobrando a esquina
Porque ela é rumo de corda
É ciranda que aglutina...
Ela é fogo de palha...
É limalha de oficina...
Quando se vê pôs a cara
Numa cesta de rima...
Quando se vê não trabalha
E finge que me domina...
Recebi o chamado da poesia
Como quem senta na sala
Na brisa do meio dia
Ela escolhe meus dedos
Versa um pouco ...se cala
E eu digo sincera
Bendita esta coisa bela
Se precisar...vem e...
Me fala...


Nina Araújo.

Beijos cariocas.

nina araújo · Rio de Janeiro, RJ 8/4/2008 13:37
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ayruman
 

O ESSENCIAL

O essencial é tão vasto como o infinito,
imensamente esplendoroso, apesar de discreto.
Porém por ser espontâneo e pródigo.
Mora bem aqui, no fundo do coração humano.
Jbconrado*
Aproximar pessoas... Grande mérito. Meu voto está computado. Sucesso!

ayruman · Cuiabá, MT 9/4/2008 16:57
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Tãnia Barros
 

Com prazer li seu texto e agora serei leitora, comentadora de mais uma pessoa apaixonada como eu pela escrita. Um grande abraço.
Tânia

Tãnia Barros · Rio de Janeiro, RJ 18/4/2008 18:44
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wadochicchan
 

Ola Ize
me encantei com sua leveza do levitar.......
assim é o mar overmundo, umas das partes do holograma mundial da nova comunicacao, o novo toque, a palavra eterna antiga...
por aqui se espalha o abundante....o sensivel aos despertos, os que se deixam lancar-se quando o vento se presenteia...
que o divino corra por suas mãos sempre, que te atraia a firmar-se no abismo....dos sóis
muita luz

wadochicchan · Parati, RJ 25/4/2008 12:00
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luz de sempre
 

Ize,
Tudo bem?Confesso ter ficado impressionada com tantos comments à respeito de seu texto..Também fiquei me perguntando o porquê de ser mais uma overmana e redescobri, há pouco tempo, que sempre gostei de escrever, exprimir meus pensamentos e idéias, aliás, acho que sou isso mesmo:uma mistura de sentimentos e idéias.Sou graduada em Direito, porém a poesia sempre me acompanhou e durante todo este tempo foi como se eu tivesse "negado" ou mesmo nunca tivesse me dado conta de que era exatamente isso que deveria ter feito:andar sempre junto as palavras..elas me animam, me inspiram a ser alguém melhor..Acredito não estar "muito velha" para começar de novo,pretendo continuar com as nossas ótimas companheiras: as palavras..
Grande abraço.

luz de sempre · Maceió, AL 7/5/2008 22:42
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Ize
 

Nossa quantos comentários importantes não respondidos. É que andei afastada daqui por motivos pessoais e só mais recentemente estou voltando. Por isso não vim aqui agradecer a vcs pela leitura desse texto sobre os motivos que nos levam a escrever não apenas no overmundo. Nely, Clara (vou caçar vc pra ver se vc seguiu os sãbios conselhos da Juli), Juli (saudades que eu tenho de ti), Zingara, Li, Nato (continuo me lembrando de vc todas as vezes que passo na Menescal), Nina, Ayruman, Tania, Wadochicchan, Luz de Sempre MUITO OBRIGADA !!!!

Ize · Rio de Janeiro, RJ 11/5/2008 00:49
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May Lala
 

"O grande barato desse lugar é a magia da palavra que dele emana."
a verdade e a emoção fazem parte dessa magia :)

May Lala · Curitiba, PR 23/5/2008 15:20
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Samuel Luciano Assunção
 

oi ize...

"Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela
abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado."

Mario Quintana

continue a escrever...

um beijo.

samuel

Samuel Luciano Assunção · Angra dos Reis, RJ 12/6/2008 00:46
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Ize
 

May Lala, obrigada por sua leitura. Bj

Samuel, muitíssimo obrigada! Mario Quintana é um presente e este poema em especial é um incentivo e tanto a que continuemos a escrever. Bj.

Ize · Rio de Janeiro, RJ 12/6/2008 01:54
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Compulsão Diária
 

Olá, Ize
Acabando de chegar aqui no Overmeundo. Meu interesse pelo seu texto foi despertado porque lá fora do Overmundo desenvolvo doutorado cuja tese é a de que a escrita cura. Se tiver interesse, podemos trocar. Parabéns pelo texto que, se não fosse seu, seria quase toda minha tese. Quase toda porque minha área de interese é muito específica. Um abraço. Bea

Compulsão Diária · São Paulo, SP 27/6/2008 17:42
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Ize
 

Puxa Bea quero muito trocar com vc. Tenho o maior interesse em saber porque caminhos vc vai enveredar pra defender a tese de que a escrita cura. Já estou morta de curiosidade pra saber quem são seus interlocutores teóricos e que metodologia vc vai usar. E tb quem está orientando vc. Curiosa eu, né? mas é que essa é a minha praia. Estou orientando uma tese de doutorado que investiga a influencia da imagem nas narrativas escritas da criança e um doutorando que pesquisa a escrita de adolescentes nas fanfics. Como vc vê, temos afinidades que precisam ser trocadas.
Beijo
Ize

Ize · Rio de Janeiro, RJ 28/6/2008 01:33
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Pedro Monteiro
 

Muito interessante Ize.
Beijos

Pedro Monteiro · São Paulo, SP 18/7/2008 23:26
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Marta Rodrigues
 

Interessante mesmo. Parabéns. Bucetas

Marta Rodrigues · São Paulo, SP 27/9/2008 02:35
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Ize
 

Pedro e Marta muito obrigada pela leitura.
Beijos

Ize · Rio de Janeiro, RJ 28/9/2008 00:33
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Alexandre Casaes
 

Adorei! Texto coerente e sedutor. Só após a leitura completa que percebi na tela do computador a foto da foto. Boa brincadeira! Isso fez a magia dessa postagem reverberar em mais camadas de sentidos. Parabéns, Ize.

Alexandre Casaes · Rio de Janeiro, RJ 11/12/2008 15:13
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Zezito de Oliveira
 

Ize,
De repente, por acaso, será? me vi admirado lendo este texto. Fui fisgado pelo titulo e encontrei este post ao lado (como indicação de leitura) de um outro que publiquei recentemente.
M A R A V I L H O SO !!!
É uma das primeira leituras que faço no Overmundo em 2009.
Comecei bem e se mais tiver o que falar, e tenho mesmo, volto depois.
Beijos!

Zezito de Oliveira · Aracaju, SE 3/1/2009 16:53
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Patricia Canarim
 

Adorei esse texto! Eu sou nova aqui no overmundo, estou há alguns meses e somente essa semana me atrevi a colocar um texto meu. Fiquei muito anos sem escrever (trabalho não contribuia) e agora me solto mais e estou descobrindo o prazer de escrever, comecei devagar simplesmente pela vergonha de me expor. Mas, estou adorando esse site e a oportunidade de ler novos textos, novos autores..fico horas navegando por aqui..e aí encontro textos assim, interessantíssimos. Parabéns!

Patricia Canarim · Rio de Janeiro, RJ 21/2/2009 14:47
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Miguens
 

Ize,

finalmente consegui chegar ao seu texto... E foi com muito prazer que o li.

Penso que escrevo, antes de tudo, para trazer luz aos meus próprios pensamentos. Assim, impeço a que o mundo encubra os meus valores de poeira.

Escrever me parece também um modo de transformar a minha (recém descoberta) timidez em alguma coisa produtiva.

E não é que constatei que o processo da escrita se configura na minha vida - antes de tudo - como uma manifestação de egoísmo?

Será? Confesso que estou meio confusa hoje...

Beijos!

Miguens · Rio de Janeiro, RJ 6/3/2009 21:17
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Neutzscha
 

Eis que retorno em boa hora ao querido Overmundo. Que leitura deliciosa. Quanta gente vivida e inteligente. Quanto discurso bem escrito. Como direi?!.....Seu texto está tão envolvente, pegando a gente pelo laço. Que prosa bem cuidada. E que gente boa,comentando. Bom demais. Ponto final
Abraços,
Neusa Doretto
http://poesiarapida.blogspot.com/

Neutzscha · Campinas, SP 8/9/2010 15:07
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TEMPO BOM, QUE NÃO VOLTA MAIS"... cantava com seu bumbo um humorista global, nos anos 70. Mas, tens razão: o OVERMUNDO foi um paraíso para todos nós, leitores que escreviam, escritores que liam... uma festa que uma série enorme de equívocos (boa parte da tal "diretoria overmundana") acabou por diluir. Mas todos levamos o OVERMUNDO no coração, alguns levam também saudades, eu entre êles. SAUDADES DE TI, querida, saudades de outras meninas daí, alguns rapazes também. A VIDA CONTINUA... a nave vai, mas o marco que foi (ou ainda é?!) o OVERMUNDO é um fato que não pode ser negado. Abs, NATOAZEVEDO

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 30/9/2011 19:34
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