A grande verdade assustadora e horripilante é que odeio Rubem Braga, Fernando Sabino, Luís Fernando Veríssimo e toda a nata da crônica brasileira.
Tenho dificuldade de ler. Gosto de manter distância.
Revelado o lado negro da vida as explicações rápido antes que comecem a chover machadinhas (canivetes não seriam o bastante)
Acho a crônica imbecil porque é tudo muito sem motivo. A gratuidade me desagrada. A grande impressão ao ler duzentas páginas de crônicas de duas páginas e meia é que é tudo muito gratuito. Os conistas não se dão ao trabalho de descer aos subsolos das mentes para achar as motivações por trás dos casos. Aliás, essa não é sequer a proposta do estilo. A cônica é um retrato de polaroid. Um instantâneo, não um tratado, nunca uma análise.
A magia da crônica que é deixar a metade subjetiva aberta para o leitor só me faz detestar o estilo.
Isso porque entre leveza e peso sempre escolhi o peso. A ação com motivo é o que move a minha vida. A gratuidade, me parece a breve bruma que o vento desfaz. A crônica é uma forma de fumaça baseada na falta de alicerces, competência e inteligência.
É duro? Sim. Mais do que devia, eu sei. Mas aí está a explicação para não gostar de contadores de causos e cronistas cuja principal preocupação é o fato em si, e não as engrenagens por trás dele.
Respeito sua ojeriza à crônica, mas acho que vc pode estar enganado ao dizer que "os cronistas não se dão ao trabalho de descer aos subsolos das mentes para achar as motivações por trás dos casos". Pois se é justamente esse o motivo de existir da crônica. O grande Antonio Candido, no texto "Vida ao rés do chão", diz que a perspectiva do cronista não é a dos que escrevem do alto da montanha, mas do simples rés-do-chão.
Como já disse, em outras palavras, gosto não se discute. Mas o que não achei próprio foi a análise indevida que vc faz desse gênero tão importante. Pode ser que o fato de vc odiar tanto a crônica influenciou sua visão um tanto ou quanto distorcida. Agora uma perguntinha que não quer calar: mesmo odiando, vc leu e conhece Rubem Braga, Fernando Sabino e Veríssimo e toda a nata da crônica brasileira?
Abç
Olá
Gostaria de acrescentar ainda ao comentário da Ize, que você está confundindo GÊNERO com ESTILO. Crônica é um gênero, não um Estilo.
E ainda me pareceu que você não tem muito claro o que queria expor, pois por um lado diz que a crônica o desagrada porque "é tudo muito gratuito", mas um pouco adiante reconhece que é exatamente esse o objetivo do cronista. Pelo que entendi o que você gosta de ler é CONTOS. Por isso seria interessante rever o paralelo entre esses dois gêneros.
Até mais
Seria interessante antes de falar mal dos nossos queridos cronistas brasileiros, você pelo menos corrigisse seu texto. Ler palavras como "conistas " ou ainda , " conica" não é legal em um texto que pretente criticar. Já começou mal, ao meu ver. Mesmo assim vai meu voto, como incenticvo, rsrs
Chico Piancó · Fortaleza, CE 10/2/2009 14:29
sinceramente, meu dedo tremeu na hora e não consegui votar... :D
fico cá pensando que, morador da Baixada Fluminense, sem grana e sem nenhum parente leitor, o que seria de mim sem a coleção Para Gostar de Ler da Editora Ática na minha pré-adolescência...
E justamente Rubem Braga, Veríssimo e Fernando Sabino ajudaram muito, muito mesmo a fazer minha cabeça.
por fim: eu amo contadores de causos!
'té+
paz!
Tô com Heraldo: amo contadores de casos. Sejam eles em verso, contos, romance ou crônica. E, lendo seu texto, fiquei com uma desconfiança de que vc não gosta mesmo é de leitura, pois, além dos bons cronistas citados por você, tem um timão de bons escritores adeptos da crônica, tais como Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, João Ubaldo Ribeiro, etc.
Acho que você deveria conhecer mais sobre a crônica antes de critica-la.
abraços!
Só uma coisa a falar!! Adoro contador de causos!!!!
Mas boa sorte!
Abraço!
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