Ela é pernambucana, 28 anos, mas mora em Porto Velho há quase dois anos. Maria Silvânia morava no Rio de Janeiro quando começou a participar de feiras de antiguidades. E foi através de um amigo, Antônio Abel Fernandes, mais conhecido como Toninho, que surgiu o interesse por peças antigas. Os dois trabalharam juntos quatro anos na praça 15, no Rio, e foi lá que essa morena de simpatia singular faturou seu primeiro comissionado, algo em torno de R$ 100 reais num dia.
Silvânia relembra, com entusiasmo, quando a vontade despertou maior determinação para trabalhar nesse ramo, onde é possível conhecer peças antigas que, na maioria das vezes, não são valorizadas e acabam indo direto para o lixo. Uma vez, conta, se deparou com um prato de porcelana à época do imperador D. Pedro II. Ficou encantada com tamanha raridade e explica por que trabalha nesse ramo. “É sempre ótimo conhecer e aprender, de certa forma, um pouco mais sobre a nossa história”, explica Maria Silvânia que há um mês começou uma feira de antiguidade em frente a catedral Sagrada Coração de Jesus, no centro da cidade.
A feira ainda é modesta, mas Silvânia promete um acervo maior de antiguidades para os próximos dias. “Me dê um pouco mais de tempo para trabalhar e o público vai conferir, de perto, uma das maiores feiras de antiguidades que essa cidade já viu”, promete ao mesmo tempo em que busca apoio de autoridades, ou de qualquer pessoa que queira colaborar.
A feira acontece todos os domingos, a partir das 07 horas da manhã e termina, aproximadamente, as 09h:30m, em frente a catedral de Porto Velho.
Mas por que e quando ela deixou o Rio para ir para Porto Velho? Fiquei curiosa... E qual é a recepção do público para a feira na cidade? Há outras? Pelo que diz o título parece que é algo raro por lá. Fiquei com vontade de saber mais detalhes... O que é bom sinal, né?
Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 20/6/2006 13:19
Oi, Helena. Que ótimo que gostou da matéria. Quanto ao motivo da artista vir do Rio pra cá, Porto Velho, ela preferiu não comentar. E isso, como você não deve ter percebido direito, foi há quase dois anos.
Ah, e aqui feira dessa natureza é coisa rara, sim!
Obrigado.
Marcos Paulo
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