A contracultura é a crista movente de uma onda. E uma onda contra-cultural começou a ganhar forma no final dos anos setenta, aportando por terras potiguares. Enquanto a boa família natalense com suas criancinhas com pás e brinquedinhos de areia se banhava nas piscininhas naturais da Praia do Forte, os ventos sopravam em outra direção. Filmes como Easy Rider e Woodstock eram exibidos na sessão de arte do cinema Rio Grande e, além de Mutantes, Caetano e Gil, os discos dos Beatles e dos Rolling Stones evaporavam das prateleiras.
Enquanto a ditadura comia solta no Brasil, em Natal, quem não fosse “careta” freqüentava a praia que era sinônimo de desbunde, efervescência e novas possibilidades. Foi aí que se descobriu a Praia dos Artistas. Arte e cor eram trazidas por uma grande leva de estudantes universitários e pretensos artistas locais, que tinham naquela praia, um verdadeiro ancoradouro. Movimento hippie, baseados, “eu sou apenas um rapaz”, “como nossos pais”...
Inconformismo e irreverência eram os substantivos daqueles que enchiam as areias da Praia dos Artistas. Eram atores, dançarinos, artistas plásticos, poetas, ensaiando o que ia ser a época de ouro da cultura da cidade. Pela verve transgressora que tinham, ali, a maioria era incompreendida pelos incautos provincianos. Mas muitas outras cenas faziam parte dessa trama.
Em frente ao Bar Caravela, de microfone em punho e soltando gírias pra todo lado, Big Terto (Tertuliano Pinheiro, hoje publicitário renomado em Natal) organizava campeonatos de surf que deixavam a praia com um colorido diferente. Moças com pouquíssima roupa e rapazes fogosos disputavam cada metro quadrado do lugar. A mulherada de biquíni “top cortininha” e bandô reinava. A parte inferior era baixa, mas reta, não super cavada. Um escândalo...
ALI DA GALERIA
Na contramão da tamanha ebulição que era esse cenário, em 1977, o presidente general Ernesto Geisel teve a brilhante idéia de dissolver o Congresso Nacional e legislar por ele mesmo. Esse foi o estopim que instigou naqueles jovens um abalo inquisidor. O primeiro deles foi o poeta, escritor e artista plástico, Eduardo Alexandre. “Naquele momento, foi que me veio o impulso de ir ao muro e protestar contra todo aquele absurdo. Comecei a preparar material para as primeiras exposições, a partir de oficinas que fazia no quintal lá de casa, com o pessoal da minha rua e adjacências do Tirol.”
A partir dali, Eduardo Alexandre deu vida a um dos mais importantes movimentos de contestação política e engajada através da arte. A Galeria do Povo, como era conhecida, era um movimento artístico a céu aberto, que realizava exposições espontâneas de poesias, crônicas, artigos, recortes de jornais e revistas, artes visuais, esculturas e faixas de manifestações políticas; e tudo isso, ali na Praia dos Artistas.
Com mais de 200 exposições entre os anos de 1977 a 1986, nos muros da Galeria do Povo travou-se uma luta permanente contra a ditadura militar, expondo o descontentamento do povo com as suas iniciativas e juntando-se a lutas como a da retomada da caminhada democrática, da anistia, das eleições diretas, entre outras tantas.
As exposições eram realizadas aos sábados e domingos a partir das 10h, “e nós não repetíamos trabalho, obrigando o pessoal a produzir sempre, para que tivessem seus trabalhos expostos. As exposições eram, portanto, sempre diferentes, inéditas, e normalmente traziam uma palavra de ordem em forma de faixa de manifestação ou em letras recortadas de papel e afixadas ao muro. "Por uma Democracia Verdadeira, Por um Brasil Feliz!"; "Ao Povo Brasileiro, o Direito de Escolher os seus Próprios Destinos: Pela Convocação da Assembléia Constituinte!”, por exemplo”.
Na Praia dos Artistas, Eduardo Alexandre e a Galeria do Povo seguiam arrancando os cabelos da Ditadura, até que “numa tarde de 1978, chegou ao muro da Galeria, o artista plástico paraibano Sandoval Fagundes, que, à época, morava em Natal e mantinha um ateliê na Rua Padre Pinto”.
Artista e artista conversaram e Sandoval sugeriu que fosse ampliado “aquele movimento com música, teatro, dança, receitando a realização de um festival”. Eduardo topou na hora a empreitada, sugerindo, então que o Festival, “que se chamaria Festival de Artes do Natal, se realizasse na Fortaleza dos Reis Magos, daí a ficar conhecido como Festival do Forte”.
O FESTIVAL
O Festival começou tímido. Realizado na Fortaleza dos Reis Magos no dia 30 de dezembro de 1978, o festival “foi de apenas um dia”, mas já contava com música, artes plásticas, poesia e fotografia. O segundo foi realizado no ano seguinte, “também em um só dia, mas no Centro de Turismo, com uma produção praticamente solitária de Carlos Gurgel”. Em 1980 não houve festival, que voltou com força total no ano seguinte e de volta à Fortaleza com versão de três dias, reunindo novamente todas as artes. “As exposições foram ampliadas e levadas agora às salas internas da edificação”. Sobre essa edição, Eduardo Alexandre conta que “foi uma trabalheira danada colocar os quadros naquelas paredes de pedra”.
Para o evento, realizado sempre em dezembro, vinham caravanas de outros estados, como Paraíba, Pernambuco e Bahia. Além do público composto por pessoas de fora da província, pelos palcos dos Festivais do Forte passaram várias atrações de peso. De Jards Macalé ao grupo teatral e performático Gato Lúdico, passando pela poesia alternativa do Aluá, até Chico César e a trupe Jaguaribe Carne passaram pelo Festival. Sobre Jards Macalé, o jornalista e agitador cultural Yuno Silva é quem ‘reza’ uma lenda ainda passada de pai pra filho. “De passagem pela cidade, o Macalé chegou para a apresentação e foi ficando, ficando, ficando e, nessa brincadeira foram uns dois meses. Na casa de um, de outro, noites e dias regados a muito álcool, nicotina e cannabis. Sei que ninguém agüentava mais e tiveram que pedir pra alguém da família vir buscar”.
PORQUE PAROU, PAROU PORQUÊ?
O tempo passou. A Praia dos Artistas há muito não merece ser chamada assim. O lugar deixou de ser o berço de artistas e deu lugar a outro tipo de oferta. Sem falar que as prioridades também mudaram. Veio a família, as responsabilidades, o capitalismo selvagem, “o gel com brilho, a poluição e o peso de ser engolido pelo famigerado sistema”. Mas como diz o artista plástico, sempre de bigode e cabelão, Marcelus Bob, “os tempos de Festival do Forte e da Galeria do Povo na Praia dos Artistas deixaram saudades, mas ainda temos magos circulando por aí”.
Grande, Grande Mamede...
Parabéns meu amigo pelo texto.
P.S.: Fã número 01!
Haylene, você não vale... a senhorita é pra lá de suspeita.
Abraço e obrigado pela leitura antecipada.
Ae, Filipe. Fiquei só imaginando com teu texto o festival rs..
Muito bacana a matéria meu amigo.
Pois é Higor, esse festival deu o que falar por aqui cara. Infelizmente, hoje em dia a realidade é outra né? Acredito que manifestações como essa não existam mais. Pelo menos do ponto de vista do engajamento e tal. Digo isso, pois, a grande válvula propulsora disso tudo foi a ditadura, ou seja, vivemos hoje em dia numa espécie de catatonia coletiva...Só Deus pra ter piedade. Lembrei agora de uma palestra que assisti com os caras do Pasquim. Lá pras tantas, Jaguar põe a culpa do fim do Pasquim na Ditadura, ou melhor, no fim da Ditatura...
FILIPE MAMEDE · Natal, RN 21/2/2008 08:57
Nossa. Emocionante! Sou apenas um rapaz latino americano...
Este tempo de grito, poesia, flor bem colocado aqui, merece
um prêmio Filipe Mamede.
E viva Henfil! Viva Eduardo Alexandre!
Viva Rauzito (Raul Seixas)! Viva os biquinis moderninhos! Ditadura Nunca Mais!Você não gosta de mim, mas sua filha gosta!! - Julinho da Adelaide - Pseudônimo de Chico Buarque no tempo da ditadura
Primorosa matéria, por se tratar de uma época de transformação, na boa, sem guerras e admirável parte , em Natal, do movimento tão forte e ao mesmo tempo, ingênuo.
Ótimas fotos de acervo Yuno Siva e Eduardo Alexandre!
Valeu!!!
Belo texto, Filipe! Valeu.
E viva a Contracultura!
Boa.
Abçs.
Parafraseando um prêmio nobel que eu esqueci o nome, "a contracultura é o equivalente cultural do "terceiro estado da termodinâmica", a "região não-linear" em que equilíbrio e simetria deram lugar a uma complexidade tão intensa que a nossos olhos parece caos. Na verdade, um verdadeiro caos cultural...
Obrigado pela visita Benny. Um abraço.
Felipe, meu repórter,
Esta é um ensaio com a configuração de uma grande reportagem, dadas a forma de empregar as palavras, o alinhavar do enredo - a vontade, de contar.
Estou concluindo um escrito com base também em atos e fatos passados, só que ja na "distensão", 87/88, com mais força já mesmo 88/89.
Mas, me entusiasma ler teus apanhados,
um abraço, andre.
Maravilhoso, parabéns!
Priscila Silva · Vila Velha, ES 22/2/2008 13:41
Filipe, meu amigo,
já estou de volta à paisagem carioca, agora revitalizado pelas águas do velho Parnaíba (PI) e pelas areias brancas das dunas potiguares. Estou meio aperreado agora, no trabalho, mas abri um tempo para ler seu texto. E adorei. Belíssimo, como sempre. Parabéns, amigo.
Abraços
Nivaldo
Filipe, querido!!
Vc me deixou com saudades. Aqui no Pará também tinhamos o nosso canto preferido, a nossa "Praia dos Artistas", chama-se Praia de Algodoal, e era lá que nós, os artistas da terra, nos encontrávamos para fazer as mesmas coisas dos artistas daí. Em Belém o nosso point era na Feira do Açaí.
Enfim, mil louvores à sua maravilhosa reportagem saudosista
Bjs.
Que beleza de texto, Felipe!
Costumo chamar esta geração de Geração de Leões:
Pródigos filhos
Livre canção
Geração bonita
De leões...
Força, garra, ternura
Jubas, olhos e bocas
Sonhos, palavras, coração...
Parabéns!
Obrigado pela visita de vocês todos, a 'contra'cultura agradece de coração. As décadas de 60, 70 e início da 80 foram muito agitadas aqui em Natal. Num primeiro momento, tivemos o nascimento do POEMA PROCESSO, movimento iniciado no Rio Grande do Norte e no Rio de Janeiro, respectivamente. Depois tivemos os festivais... Nessa época, Jomard Muniz Brito cunhou o epíteto perfeito pra Cidade do Sol >>>>>> NATAL: A LONDRES NORDESTINA
FILIPE MAMEDE · Natal, RN 22/2/2008 18:49Felipe, parabéns pela bela obra!Muito bem elaborada.Bravo!
Mell Glitter · São Paulo, SP 22/2/2008 19:12oi... pois é garoto, estive no Festival do velho Forte sem as reformas, com uma ponte bem estreita... batia ponto na Praia dos Artistas e sou do tempo que fazia morrinho de areia e cubria com uma toalha de praia mesmo, nada de cangas... de curtir o Castanhola e olhar perdidamente o mar com uma hiper cerveja, quem sabe Postinho ou a Tenda... pode ser tb depois o Iara Bar... revi nas fotos uma paixão, alguns músicos, Gurgel com seu vozeirão... lindos, belos, barbaros,doces anos em que " eu era feliz e não sabia"... Beijo grande por trazer o retrato de uma geração que queria alguma coisa mais. Legal a homenagem a Eduardo Alexandre - Dunga e outros que andavam por lá. Destes tempos uma homenagem a um velho fusca "2120"... rs
analuizadapenha · Natal, RN 22/2/2008 20:00
FILIPE MAMEDE · Natal (RN)Uma idéia muito bacana de fazeresse Trabalho Admirável.Uma divina Inspiração, e
o resgate de um Momento Histórico Importante para os Artistas e para a Cultura do Nosso Brasil.
Muito bacana e muita felicidade sua de construir essa beleza para
valorizar nossa cultura e o Overmundo.
Parabéns, Votos e Abração Amigo.
MAMEDE!
Menino sapeca!
Bela reportagem!
Lendo seu texto eu retorno ao Brasil anos 70.
Vi, ouvi e vivi a "arte boca de trombone".
A turma sabia o que estava criando! Ou escandalizando!
Hoje... Tudo ou quase tudo caiu no marasmo!
É a "Lei do Créo...” Globalização nivelando pra baixo!
Saudade dos biquínis exibindo os corpos não malhados!
Saudade das músicas gravadas em quatro ou oito canais!
Saudade da contestação! Calças boca-de-sino! Cabelos Mr. Tim Maia!
Leila Diniz! Grande Leila!
Era a liberdade brigando com a liberdade...
Os militares: eram meros expectadores! Verde-oliva?
Parabéns Filipe!
10 em redação e criatividade!
Abraços.
Lailton Araújo
Filipe,
Desanima não. Tem um monte de gente acreditando que está para estourar aí um revival do charme dos anos 70 (ô mileniozinho careta este agora). Imagine só que eu mesmo, sessentão cascudo, estou agora mesmo ensaiando uma volta gloriosa com o Vissungo.
Sei que a história só se repete como farsa, mas, não é preciso repetir igualzinho não. Um pouquinho só de anos setenta já seria bom demais para esta chatíssima uruca marasmática de hoje em dia.
Abs
Nesse tempo, amigo Filipe (quase te chamo de filho, que o meu mais velho assim também se apelida), eu até tinha cabelo.
Juba mesmo, como a desse moço que aparece à frente à direita enrolado na bandeira (ou será a própria coberta da cama de areia?).
E fizemos em todo o país a continuação de Caminhando, pra não dizer que não falei de flores.
Fizemos um tanto e ainda falta.
E que venham os que se somem - tu já és um deles que é nosso - porque é assim que vida se fará, por paz, amor e flor, sim e sem qualquer ingenuidade hoje, como antes, mas por necessário que é, por belo que seja as flores violando os muros, sabendo que os donos das fábricas e dos medos não desgrudarão dos guichês de cobrança e caixas registradoras na maciota.
Esse remanso, quem sabe tem razão oSoírito, não somente um refluxo de maré preparando um tsunami dos de baixo para varrer os de cima.
Quis ter escrito Spírito. Perdão.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 23/2/2008 17:01
Felipe,
Muito além do saudosismo, uma década que entrou na História do Brasil. Felizes o que participaram da "Contra-Revolução".
Muito legal saber que o movimento se extendia muito além das praias cariocas, do Posto 9, das "dunas da Gal", do Pier de Ipanema!
Beijão, querido
Concordo com Spírito,
Que chatice e que marasmo, esses atuais "hippies de boutique", sem graça, sem ideologia, sem nada...Parecem um bando de clonados das revistas moderninhas...Conteúdo, zero!
FILIPE MAMEDE · Natal (RN)
Trabalho muito bacana.
Construiram um movimento inesquecível.
A Turma conseguiu em plena Ditadura e Guerra Fria.
Em todas as épocas, o tempo todo, estamos preparando as condicóes para o que vai se erigir.
Estamos num Brasil que tem se superado em tudo a cada dia.
Vamos trabalhar e caprichar, há muita gente jogando contra mas. a vida, o Brasil e o mundo merecem.
O merecimento de um crucificado vale mais aque a açáo intensa dos torturadores.
Tudo esta passando e tudo vale a pena para a liberdade florescer.
Jesus não morreu em vão .
Parabéns pelo seu admirável Trabalho.
Cheio de merecimento.
Abração Fraternoi.
Muito bom!
Parece que essa geração do texto tinha uma ânsia maior por liberdade. Sei lá... uma época cuja única verdade era a mudança.
Abraço
Fabrício, querido, se disseres aquela juventude, tenho total acordo contigo, se dizes geração, apenas acrescento: ainda temos!, que nos confirmem Spirito, Cintia, Azuir, Lailton, Ana Luíza, Ligia, Nivaldo, Mestre André, todas pessoas em permanente e intenso labor criativo, algumas, sei, até em bando, feito gente jovem reunida, para lembrar Belchior.
Um abraço terno.
Morei em natal de 76 a 78 e junto com o grande Ronaldo galego fizemos as primeiras pranchas Radical e hoje sou um diretor de videos e filmes e aqui em sp tb conheci os poetas concretos e acabei transformando muitas poesias de Haroldo e Augusto de Campos, Décio Pignatari, Ronaldo Azeredo em videos poemas e tb por 4 anos fiz parte do grupo poemixbr que tb tinha a participação de arnaldo antunes. Meu último trabalho foi os videos do show da cantora Ana Carolina "Dois Quartos" e também fiz algumas instalações com artistas paulistas como Maria Bonomi, José Agripino de Paula. Sinto muitas saudades de Natal e da Pipa onde dormia numa rede pendurado numa mangueira e do bloco do Pinel no carnaval. Minha irmã Cristina Grimaldi ainda mora em Natal e tem alguns videos poemas e videoartes que realizei nesses anos e espero um dia mostrá-los pra galera.
Agora estou aqui no computador em casa trabalhando com 50 horas de gravação para montar um documentário que espero em breve entrar em cartaz nos cinemas e no fim do ano rodo um longa com meu amigo Edu Ramos "SÉ" a batalha é grande ser artista é foda mas vale a pena. Aos amigos beijos e saudades desse cara que mesmo com seus 52 anos continua buscando nossa liberdade principalmente de criar. Como dizia Fernandò Pessoa: viver não é necessário; necessário é criar. é isso. as fotos deu para matar a saudades.
meu e-mail; grimagri@terra.com.br
Queria agradecer a visita de todos por aqui. Pude perceber um certo tom saudosista... e até mesmo a tal verve inquisidora como disse o Spírito: "Imagine só que eu mesmo, sessentão cascudo, estou agora mesmo ensaiando uma volta gloriosa com o Vissungo". Digo que volte com tudo, meu amigo. Infelizmente não vivi nesses anos onde existia no ar um sopro de mudança... Mas como disse o Marcelis Bob, ainda existem magos andando por aí...
Obrigado Mell, Analuiza, Azuir, Laílton, Adroaldo, Spírito, Grima, Cris... todo mundo. Um abraço.
Filipe,
Não como inquisição, apenas como estímulo ( como 'pilha', diria mais amavelmente), repito aquela frase do indigitado Geraldo Vandré:
"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer".
oi... Marcelo Bobs sempre tem razão, há muitos magos , eu acrescento (lembrando o bloco de Edmar) bruxas, lobisomens,carecas, poetas e cincoentões curtindo as cores, palavras que não cessam, amores , paixões,fé no que virá, depois de ter andado muito chão. Seu Adroaldo com mt. convicção... tem marcas indeléveis ( como diria uma outra paixão). Abraços
analuizadapenha · Natal, RN 25/2/2008 08:50Só pra fechar, estive pesquisando o assunto dos Festivais do Forte/ Praia dos Artistas/ Galeria do Povo e, acredito que daria pano pra um documentário fantástico. Felizmente, "ainda existem muitos magos circulando por aí". Preciso aproveitar isso e tentar contar essa história para mais pessoas. Um abraço a todos.
FILIPE MAMEDE · Natal, RN 25/2/2008 11:05
Valeu Felipe pelo material.
Não pude responder prontamente pois estava em viagem pelo interior do RN.
Mas o material é ótimo.
Rostand
Viva a contracultura,Felipe!Vamos revoluvcionar!!
Feliz dia da poesia!Adorei ler seu texto neste dia tão especial!
Parabéns pela qualidade e pela temática tão importante aos nossos dias e sempre!!
um beijo bluezenblues
Raii
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