Pré Amp 2006 um festival para todas as tribos

Chico Barros Sala de Foto
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alexmono · Recife, PE
14/3/2006 · 83 · 2
 

Em sua terceira edição, o Festival Pré Amp, promovido pela Articulação Musical Pernambucana - Amp, reuniu mais de vinte bandas em quatro dias. O evento que contou com a apresentação do Roger, e do Fórum de Comunicação-PE, antecipando o carnaval, fez a festa para um grande público na semana pré, na rua da Moeda no bairro do Recife Antigo.
E todas as tribos, vindas de todos os cantos, tiveram seus momentos de muita folia, muita música e diversão com informação conscientizadora.

No palco onde já passaram bandas como a Monbojó, Bonsucesso Samba Clube, Cascabulho e Siba e a Fuloresta, este ano foi feito um misto de renovação mais atrações consagradas pelo grande público como o Mundo Livre, que numa inusitada segunda-feira fez um dos melhores shows da carreira da banda. Mas antes da ML teve Parafusa, e essa banda vai dá o que falar. Ainda na segunda, a banda Sinhô Pereira, Choro Brasil, Camerata Brasileira e a revelação Izidro, com trabalho consistente de MPB.

No outro dia, na terça-feira, veio de Goiás a banda Senhor Blan Chu, com boa presença da vocalista Débora di Sá. Fechando a noite, tivemos a peformance de Lula Queiroga, que se faz assim: adicione a celebração dos encontros que ele faz com seus convidados (Zé Brown do Faces do Subúrbio e China),e mais músicas inspiradas somada as grooves de sua banda, e multiplique o padrão de euforia do público - foi assim mesmo.

Terceiro dia do evento, uma quarta-feira, e a expectativa do pessoal que desceu o Alto José do Pinho pra ver o Matalanamão. Mas a noite começava e Tonino Arcoverde mostrou as influências ibéricas na música nordestina. Caboclinhos têm a sua vez, e a Tribo Canindés dá o tom e o brilho na rua da Moeda. Ainda na mesma noite - outro lançamento no Pré Amp - desta vez, Helio Mattos tocou seu primeiro CD de nome Dia a Dia. Com banda azeitada, e participação do Bactéria da Mundo Livre, chegou e mandou bem. Depois, vinda do Ceará, a Alegoria da Caverna conquistou o público, deixando em aberto o intercâmbio regional entre as bandas.

Mas a noite pegou o público no "pongo" com a Matalanamão, que fez todo mundo girar, mesmo a polícia não entendendo bem aquela manifestação da galera, que sempre acaba na paz. A banda lançou CD Quem é o Pai? e está pronta para correr o mundo com muitos shows.

Já na quinta-feira, noite bonita, público idem e shows em cima, do Cruzeiro do Forte, do Baião de Viola, do instrumental do Treminhão, aí chegou a hora do Arlindo dos 8 baixos, que mostrou sua genialidade no instrumento - não era por acaso que Luis Gonzaga afinava com ele sua sanfona. Depois de uma chuva, que mesmo assim manteve o público na rua, Ortinho fechou a noite com chave dourada. O Junio Barreto, seu conterrâneo de Caruaru, fez da sua participação aqueles momentos que rolam só de vez em quando - quem não viu, paciência. O ex-Querosene Jacaré mandou música nova, que vai estar lançando no seu novo CD ainda este ano.

A programação também busca a renovação e inclusão, e foi construída a partir de uma articulação com os mais diversos movimentos que rolam na cidade e no Brasil. Do Alto Zé do Pinho a ONG Alto Falante indicou o Matalanamão, "banda punk". Quando pensamos em chamar alguém do hip hop, pensamos logo na Associação Metropolitana do Hip Hop do Recife, e o Tiger - o rapper do Faces do Subúrbio junto com a diretoria da entidade, indicou a banda Confluência do DJ Big, que mandou pesado na fusão que faz do hip hop com a embolada. Houve também pela primeira vez uma articulação com o Fórum Nacional da Música e contamos com a participação de Makeli K e Maísa Moura (MG), Alegoria da Caverna (CE), Sr. Blan Chu (GO) e a Camerata Brasileira (RS), todos vieram no compromisso de estabelecer intercâmbios. É importante também que bandas de Pernambuco circulem por esses outros estados do país.

Todos os shows tiveram a participação dos VJs Retinantz, e participação dos Vjs Alex Twin e Yellow (re-combo) e foi documentado pela Capta Vídeo que irá produzir DVD com os principais momentos.

A Amp vem participando de fóruns e feiras , como o Mercado Cultural de Salvador, a Feira da Música de Fortaleza, o FMI de Brasília, e participa da Câmara Setorial da Música do MinC/Funarte através do Fórum Permente da Música de Pernambuco. Nossos objetivos estão no site www.amp-pe.org.br. O evento é todo patrocinado pela prefeitura do Recife e hoje faz parte do calendário oficial do período carnavalesco.

Na ocasião do festival tivemos também a participação do movimento "TV Digital eu também quero discutir", que tem comunidade no Orkut, para quem quiser conferir.

Aconteceram muitas coisas nos quatro dias em volta daquele palco, mas, por hora, fico por aqui.

Ah, uma mesa de Samba Autoral só de compositores pernambucanos fez a terra do maracatu rebolar.

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Camila K
 

Esse é o tipo de festival que eu gostaria que fosse promovido na minha cidade. Fiquei imaginando a mistura musical maravilhosa que poderia acontecer!

Camila K · Macapá, AP 14/3/2006 07:48
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
dude
 

E outra, esse festival abriu espaço pra muita banda local. Lembro bem no começo das reuniões da AMP varios artistas locais comparecendo para debater o mercado geral de música aqui em Recife. Este palco veio para comprovar que o trabalho desta entidade é serio e merece respeito !

Vida longa a AMP !

dude · Recife, PE 15/3/2006 18:34
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