Projeto do Interior de SP leva curtas às escolas

Instituto Magneto Cultural
A proposta é agir para a democratização do acesso à produção nacional
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M. Cintrão · Campo Grande, MS
8/3/2008 · 181 · 3
 

Proposta do "Projeto Nas Asas do Cinema", do Instituto Magneto Cultural, é contribuir para uma visão crítica do mundo a partir do debate da produção brasileira de curtas-metragens

Começa neste mês de março, em São José dos Campos, no Cone Leste paulista, a terceira edição de um projeto regional bem sucedido de exibição e debates de curtas-metragens nacionais. É o “Nas Asas do Cinema”, cuja proposta genérica é formar público com consciência. Para isso, promove a exibição gratuita de filmes nacionais de curta-metragem e realiza debates sobre eles em escolas públicas, universidades e instituições públicas.

Patrocinado pela Concessionária NovaDutra com base na Lei Municipal de Incentivo à Cultura de São José dos Campos, “Nas Asas do Cinema” visa alcançar de março a agosto deste ano 24 mil espectadores com a exibição de 19 curtas-metragens.

O projeto, que conta com o apoio da Fundação Cultural Cassiano Ricardo e da Prefeitura de São José dos Campos, deve abranger, além de estudantes da rede pública municipal do segundo ciclo e da rede estadual de ensino médio, professores, arte-educadores e estudantes de Letras, Pedagogia, História e Comunicação Social em sessões especiais. Envolverá ainda os internos da Fundação Casa (antiga Febem) e do Centro de Ressocialização Feminina.
Programa conta com o apoio da Prefeitura, por meio da Fundação Cultural Cassiano Ricardo.

Segundo Wallace Puosso, Diretor Executivo do Magneto Cultural, a principal proposta do projeto é agir para a democratização do acesso à produção nacional de cinema de boa qualidade, contribuindo para a formação de público e para a construção de uma consciência crítica a partir da linguagem audiovisual.

“Não se trata apenas de oferecer entretenimento de qualidade, mas de estabelecer uma relação diferenciada entre os jovens e a produção audiovisual, de maneira a permitir uma leitura crítica da produção artística e do seu papel na transformação da sociedade”, diz Puosso. “Ao utilizarmos curtas-metragens nacionais, fortalecemos o imaginário e as identidades locais, potencializando debates de interesse social”.

Da sala de cinema para a sala de aula

Sete programas de exibição foram definidos pelo Instituto Magneto Cultural de forma a permitir diferentes possibilidades de debate junto aos jovens.

“Nas escolas, os professores serão incentivados a utilizar os temas debatidos após cada sessão como ferramenta pedagógica”, lembra Puosso. “A partir de um determinado aspecto debatido, o professor pode aprofundar as discussões de acordo com os conhecimentos que estão sendo ministrados em sala de aula”.

Estabelecendo um via de mão-dupla, o Programa não só oferece a possibilidade de enriquecer as discussões sobre questões sociais, ambientais, educativas e estéticas nas instituições de ensino, mas também ampliar a visibilidade da produção audiovisual brasileira, cujos espaços de exibição estão restritos aos festivais e cineclubes.

“Com o programa, proporcionamos o contato do jovem do Interior com o que há de melhor em produção cinematográfica e de vídeo no Brasil, sem sair da cidade onde mora”, destaca Puosso. “De outra maneira, isso seria praticamente impossível, porque não há espaços para exibição de trabalhos dessa natureza fora dos grande centros urbanos”.

Ano III

O Programa “Nas Asas do Cinema” entra no terceiro ano de existência, em um processo de amadurecimento que permitiu ampliar sua abrangência e os desdobramentos dos debates entre os jovens abrangidos.

“Quando iniciamos o Programa, em 2005, a pretensão era bem menor e o Programa, apesar de bem estruturado, era muito mais modesto”, lembra o realizador. “Hoje, 254 exibições e 34 mil espectadores depois, vamos bucar vôos mais altos”.

Entre os sonhos está a reinserção do Vale do Paraíba no cenário nacional da produção audiovisual. Para isso, os artistas do Magneto Cultural propõem a criação de uma nova geração de profissionais e técnicos voltados para cinema e vídeo, por meio da promoção de cursos e oficinas de alto nível e realização de debates com a participação de cineastas de renome internacional na região.

“Muitos garotos que debatiam conosco em 2005, na primeira versão do “Nas Asas do Cinema”, despertaram para o mundo audiovisual e hoje já estão realizando seus curtas-metragens na região e isso mostra que há potencial a ser explorado a curto e médio prazos”, diz o empreendedor.

Os filmes

Durante sua itinerância por escolas municipais, estaduais, universidades e instituições como a Fundação Casa e o Centro de Ressocialização Feminina, o projeto “Nas asas do Cinema” exibirá os seguintes curtas-metragens:

PASSO
Animação, de Ale Abreu. 3min.

Sinopse: A idéia revela-se como um pássaro desesperado para alçar vôo.O processo criativo é uma luta contra gaiolas reais e imaginárias, que espera o momento em que nos decidimos a dar um passo – o de pensar com liberdade!


VIDA MARIA
Animação, de Marcio Ramos. 2006. 9 min.

Sinopse: Maria José, uma menina de 5 anos de idade, é levada a largar os estudos para trabalhar. Enquanto trabalha, ela cresce, casa, tem filhos, envelhece. Ao final, o início de um novo ciclo que vai reproduzir o seu passado no futuro de sua filha.

Alguns Prêmios:
Popular Juri, Mostra Tiradentes, Tiradentes, 2007 / ABD&C Award, Rio de Janeiro International Short Film Festival, Rio de Janeiro, 2006 / Honorable Mention On International Short Film Category, Cleveland International Film Festival, Cleveland, 2007 / Melhor Curta-Metragem, Melhor Roteiro, Prêmio Especial da Crítica, Cine PE, Recife, 2007 / Melhor Curta, Prêmio BNB, Prêmio Aquisição Canal Brasil, Cine Ceará, Fortaleza, 2007 / Melhor Direção, Festival Guarnicê, São Luís, 2007 / Melhor Curta de Animação, FAM, Florianópolis, 2007 / 2º Lugar Melhor Animação Brasileira, 2º Lugar Melhor Primeira Obra, Anima Mundi, Rio de Janeiro, 2007. Melhor Animação, 5º Fest Cine Amazônia.


MARÉ CAPOEIRA
Ficção, de Paola Barreto. 2005. 14 min.
Com: Felipe Santos, Isabela Faberezza, Mestre Chaminé.

Sinopse: Maré é o apelido de João, um menino de dez anos que sonha ser mestre de capoeira como seu pai, dando continuidade a uma tradição familiar que atravessa várias gerações. Um filme de amor e guerra.

Prêmios: Prêmio do Júri Infantil no Festival de Hamburgo 2006
Melhor Curta Infantil no Festival Internacional de Curtas-Metragens de Oberhausen 2006

MARANGMOTXÍNGMO MÏRANG (DAS CRIANÇAS IKPENG PARA O MUNDO)
Direção e fotografia: Kumaré, Karané e Natuyu Yuwipo Txicão. Vídeo nas Aldeias. 2001. 35 min.
Sinopse: Quatro crianças Ikpeng apresentam sua aldeia respondendo à vídeo-carta das crianças da Sierra Maestra em Cuba. Com graça e leveza, elas mostram suas famílias, suas brincadeiras, suas festas e seu modo de vida. Curiosas em conhecer crianças de outras culturas, elas pedem para que respondam à sua vídeo-carta.

Prêmios:
Menção Honrosa do Júri oficial do Cinesul 2002, Rio de Janeiro
Prêmio Melhor documentário, II Anaconda 2002, Bolívia
Prêmio Revelação, troféu Tatu de Prata, XXIX Jornada Internacional de Cinema da Bahia, 2002 Prêmio Manoel Diegues Júnior, 9ª Mostra Internacional do Filme Etnográfico Dezembro 2003, Rio de Janeiro
Melhor documentário no All Roads Film Festival da National Geographic, Los Angeles, EUA, 2004
Prêmio Valor Testemunhal e Documental, VII Festival Internacional de Cinema e Vídeo dos Povos Indígenas, Chile, 2004

ILHA DAS FLORES
Documentário, Experimental, de Jorge Furtado. 1989. 13 min.
Com: Ciça Reckziegel.

Sinopse: Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.

Prêmios: Urso de Prata no Festival de Berlim 1990
Prêmio Crítica e Público no Festival de Clermont-Ferrand 1991
Melhor Curta no Festival de Gramado 1989
Melhor Edição no Festival de Gramado 1989
Melhor Roteiro no Festival de Gramado 1989
Prêmio da Crítica no Festival de Gramado 1989
Prêmio do Público na Competição "No Budget" no Festival de Hamburgo 1991


AS COISAS QUE MORAM NAS COISAS
Ficção, de Bel Bechara e Sandro Serpa. 2006. 14 min.

Com: Gabriel Fantini, Jesser de Souza, Lucas Arruda, Luciana Arruda, Raquel Scotti Hirson, Robson Emílio.

Sinopse: Enquanto acompanham sua família formada por catadores de lixo, três crianças atribuem novos significados aos objetos descartados pela cidade, inventando brincadeiras e pontos de vista.

Prêmio: Porta Curtas no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2006


TAXI PARA O DEVANEIO
Ficção de Ansgar Ahlers, Dirk Manthey, Eder Augusto. 2007. 12 min.
Com: Pierre Semmler, Adriano Veríssimo, Daniel Torres, Isabella Parkinson, Guntbert Warns

Sinopse: Países diferentes? Pessoas diferentes, mas um mesmo devaneio: um táxi viaja de São Paulo (Brasil) a Kiel (Alemanha). O que acontece se você dá uma olhada inesperada em outra parte do mundo?


BOA VIAGEM IBANTU!
Direção: Vincent Carelli, RealizaçãoTV Escola/Ministério da Educação e Vídeo nas Aldeias. 18 min.
Sinopse: Para vivenciarem a diversidade cultural, quatro jovens, de diferentes regiões do Brasil, são convidados a viajarem até a aldeia dos Krahô, situada no estado do Tocantins. Os jovens chegam cheios de expectativas e idéias preconcebidas. Os Krahô os recebem de braços abertos e a integração é imediata. Os jovens participam das cerimônias e dos trabalhos realizados na tribo. Têm o corpo pintado com urucum e jenipapo. São batizados e recebem nomes indígenas. A despedida é pura emoção.
Terceiro da série de dez programas educativos “Índios no Brasil” produzida pelo Vídeo na Aldeias em parceria com a TV Escola/Ministério da EducaçãoEscola para renovar o curriculum escolar. Os programas são apresentados pelo líder indígena Ailton Krenak, e mostra, sem intermediários, como vivem e o que pensam os índios de nove povos dispersos no território nacional.
Prêmio da ABDeC, Associação Brasileira de Documentaristas na 6ª Mostra Internacional do Filme Etnográfico, Rio de Janeiro, 2000.

CHICO ABELHA
Documentário, de Uiara M.C. da Cunha. 2005. 15 min.

Sinopse: A história de Chico Abelha, que mora no meio da mata, na Serra da Mantiqueira, de onde só se afasta para apresentar um programa na rádio comunitária de Monteiro Lobato.


O JUMENTO SANTO E A CIDADE QUE SE ACABOU ANTES DE COMEÇAR
Animação de Leo D. e William Paiva. 2007. 11 min.

Sinopse:O sertão nunca mais será o mesmo, depois que o jumento Limoeiro vier à terra pra dar um jeito na humanidade, que sucumbiu à tentação do capeta.

Prêmios: Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Vídeo, Prêmio Especial da Crítica, Cine-PE, Recife, 2007 / Menção honrosa, CINEPORT - Festival de Cinema de Países de Língua, João Pessoa, 2007 / Melhor Vídeo de Animação, FAM, Porto Alegre, 2007


SAPUCAIA
Documentário de Sílvia Bigareli e Victor Menezes. 2007. 23 min.

Sinopse: Um mosaico de imagens, frases e sons de diferentes tempos e culturas, revelam aspectos presentes de um patrimônio cultural da região.

DOS 10 AOS 14
Ficção, de Marcio Schoenardie. 2005. 12 min .
Com: Carolina Arn, Diego Acauan, Diego Costa, Fernanda Guimarães, Ivan Iiahner, Luciana Verch, Luiz Antônio Pereira, Paloma Vecchia, Rosa Campos Velho, Suellem Sá.

Sinopse: Marciano é um adolescente prestes a completar 15 anos. Em um veraneio chuvoso, no Rio grande do Sul, ele analisa a sua vida e de seus amigos, no presente, passado e futuro.

SALIVA
Ficção, de Esmir Filho. 2007. 15 min.
Com: Gabriel Cavicchioli, Hellen Vasconcelos, Mayara Comunale.

Sinopse: Uma viagem na mente de uma menina de 12 anos prestes a dar seu primeiro beijo. Dúvidas e medos mergulhados em saliva.

Prêmios:
Melhor Atriz no Curta Canoa 2007
Melhor direção no Curta Canoa 2007
Melhor Filme no Festival Cultura Inglesa 2007
Melhor direção no Festival de Gramado 2007
Prêmio aquisição Canal Brasil no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2007
Melhor Curta no Festival Internacional de Filmes de Cataluña 2007
Melhor Curta no Festival Tudo Sobre Mulheres 2007
2º Melhor Curta no Mostra Curta Pará Cine Brasil 2007

Exibições voltadas para professores, arte-educadores e universitários em sessões especiais

1. “COCO FUSCO: I Like Girls in Uniform”
Brasil, 2006
Duração: 48’31’’ (quarenta e oito minutos e trinta e um segundos)
Produção: Associação Cultural Videobrasil
Direção: Wagner Morales

Referência no cenário artístico e intelectual contemporâneo, a norte-americana de origem cubana Coco Fusco discute os choques entre culturas em ensaios, vídeos, instalações e performances. Em Coco Fusco: I Like Girls in Uniform, novo documentário da série , o diretor Wagner Morales usa elementos emprestados da obra da criadora e fragmentos prosaicos de seu dia-a-dia para introduzir o espectador em seu complexo universo de teorias e práticas artísticas. Realizado entre Nova York e São Paulo, o filme revisita o trajeto de Fusco como professora, ativista, performer e pesquisadora e acompanha o processo de criação de Bare Life Study # 1, performance baseada em torturas militares americanas que a artista apresentou durante o 15º Festival Internacional de Arte Eletrônica (2005).


Participação em mostras e acervos externos

• 1º Dockanema - Festival do Filme Documentário (Maputo, Moçambique)
• Itinerância Videobrasil 2006-2007 no Museu Victor Meirelles, Florianópolis
• Rencontres Internationales Paris/Berlin 2006
• VCA na Colômbia



2. “UM OLHAR SOBRE OS OLHARES DE AKRAM ZAATARI”
Brasil, 2004
Duração: 42’21’’ (quarenta e dois minutos e vinte e um segundos)
Produção: Associação Cultural Videobrasil
Direção: Alex Gabassi

Nos anos de guerra civil no Líbano, Akram Zaatari registrou o cotidiano num diário. Explosões, abrigos e, também, aulas na auto-escola e a compra de um carro: “as contradições da vida que continua em áreas de conflito”, diz ele. O diário foi o primeiro contato com a produção de imagens, centrais nos vídeos e nas instalações que faria em seguida. Sua obra, marcada pelas mudanças no país, tem como temas-chave sexualidade, política e história. o filme o acompanha em seu país de origem e no Brasil, e traz como extra depoimentos inéditos de alguns dos principais nomes da arte contemporânea libanesa. Zaatari é um ativo articulador da nova cena libanesa, marcada por parcerias e multidisciplinaridade.


Participação em mostras e acervos externos

• 1º Dockanema - Festival do Filme Documentário (Maputo, Moçambique)
• Itinerância Videobrasil 2006-2007 no Museu Victor Meirelles, Florianópolis
• Mostra de Vídeo no Programa (DV) Brasil - Belo Horizonte
• Mostra de Vídeo no Programa (DV) Brasil - Porto Alegre
• Mostra SESC Eletrônica Arte 2005 (SESC Paraíba, João Pessoa)
• Sole e Luna Doc Fest 2006 (Palermo, Itália)
• VCA na Colômbia
• Video/economy – Distributions in Global Format (ZKM, Germany)



3. “MAU WAL: ENCONTROS TRADUZIDOS”
Brasil, 2002
Duração: 52’41’’ (cinqüenta e dois minutos e quarenta e um segundos)
Produção: Associação Cultural Videobrasil
Direção: Fabiana Werneck e Marco Del Fiol

Maurício Dias e Walter Riedweg costumam dizer que seu ateliê são as ruas. É da observação delas e dos que as povoam que surgem instalações sobre encontros, identidade e territorialidade. Brasileiro, Dias encontrou o suíço Riedweg em 1993. Juntos, descobriram ser capazes de potencializar idéias. “Esse casamento se transformou em Mau Wal”, conta Dias. Neste documentário eles apresentam seus trabalhos e os diferentes personagens por trás deles: gente que compõe o dia-a-dia das grandes cidades. Vendedores ambulantes de uma feira nordestina em São Paulo, migrantes ilegais em busca do sonho europeu, adolescentes de rua e suas memórias. Através de histórias ou do papel que exerce, o elemento humano ocupa sempre espaço central na obra da dupla Mau Wal.


Participação em mostras e acervos externos

• ArteCinemaArte
• Chroma Festival de Arte Audiovisual (México)
• Ciclo de Cortos (FUNCEB, Buenos Aires)
• Circuitos em Vídeo (Alagoas)
• Circuitos em Vídeo (Curitiba)
• Circuitos em Vídeo (Londrina)
• Circuitos em Vídeo (Rio de Janeiro)
• Dias & Riedweg - Possibly Talking About the Same (Kiasma, Finland)
• Itinerância 14º Videobrasil (Laboratorio Arte Alameda, México)
• Made in Brasil - Três Décadas do Vídeo Brasileiro
• Mostra SESC Eletrônica Arte 2005 (SESC Paraíba, João Pessoa)
• Mostra Vídeo Itaú Cultural - abril 2003 (Museu Histórico Abílio Barreto, Belo Horizonte)
• Vídeo em Debate 2004 - Produção, Pesquisa, Circuitos (Museu Victor Meirelles, Florianópolis)
• Video/economy – Distributions in Global Format (ZKM, Germany)
• X Festival Latinoamericano de Video - Rosario 2003 (Argentina)



4. “RAFAEL FRANÇA: OBRA COMO TESTAMENTO”
Brasil, 2001
Duração: 25’23” (vinte e cinco minutos e vinte e três segundos)
Produção: Associação Cultural Videobrasil
Direção: Alex Gabassi e Marco Del Fiol

Nos anos 1970, quando a aliança entre arte e tecnologia dava os primeiros passos no Brasil, Rafael França inovava com o uso de fotocópias. Nos 1980, foi um dos pioneiros da videoarte, subvertendo e criando novas formas de ficção, com farta referência autobiográfica. Este documentário reúne imagens do artista, trechos de obras e depoimentos da artista plástica Regina Silveira, sua grande incentivadora, do teórico Arlindo Machado, e de Mario Ramiro e Hudnilson Jr., com quem, nos 1970, formou o trio 3NÓS3. A provocadora carreira do gaúcho França, nascido em 1957, foi precocemente interrompida pela Aids em 1991. Como último trabalho ele deixou o impactante Prelude to an announced death, finalizado dias antes de sua morte, em que se confronta com a proximidade do fim.


Participação em mostras e acervos externos

• 1º Dockanema - Festival do Filme Documentário (Maputo, Moçambique)
• 47º Festival dei Popoli (Firenze, Itália)
• Acervo Videobrasil na PUC Minas (Belo Horizonte)
• Ciclo de Cortos (FUNCEB, Buenos Aires)
• Corto Circuito 2002 (Napoli)
• Itinerância Videobrasil 2002 - SESC São Paulo
• Mostra Itinerante / BH - 13º Videobrasil (Belo Horizonte)
• Mostra Itinerante Bahia - 13º Festival Internacional de Arte Eletrônica Videobrasil (Salvador)
• Mostra Itinerante Videobrasil 2002: SESC Arsenal (Cuiabá-MT)
• Quinta Bienal de Video y Nuevos Medios (Chile)
• Sessão da Tarde - Retrospectiva Videobrasil no CCSP (São Paulo)
• TechnoImage 2002
• VCA na Colômbia
• Vídeo em Debate 2002 - Produção, Pesquisa e Circuitos (Museu Victor Meirelles, Florianópolis)
• Video/economy – Distributions in Global Format (ZKM, Germany)
• X Festival Latinoamericano de Video - Rosario 2003 (Argentina)



5. “CERTAS DÚVIDAS DE WILLIAM KENTRIDGE”
Brasil, 2000
Duração: 51’18” (cinqüenta e um minutos e dezoito segundos)
Produção: Associação Cultural Videobrasil
Direção: Alex Gabassi

Filmes, desenho, instalações, teatro, ópera: William Kentridge, um dos mais importantes nomes da arte contemporânea sul-africana, transita com a mesma fluidez por diferentes meios, numa combinação de referências e técnicas que torna único o seu trabalho. Neste documentário, que o acompanha por Johannesburgo e pelo Brasil, ele fala do impacto da paisagem e das contradições sociais sobre sua obra, e comenta a vida de personagens como Felix Teitlebaum, seu alter ego. Realizado em vídeo digital e super-8 ultragranulado, numa referência aos desenhos a carvão do autor, o filme mostra ainda a montagem de uma instalação inédita de peixes virtuais e um carro real, para a Mostra Africana de Arte Contemporânea, em São Paulo.


Participação em mostras e acervos externos

• 1º Dockanema - Festival do Filme Documentário
• 45º Festival dei Popoli
• Acervo Videobrasil na PUC Minas (Belo Horizonte)
• Ciclo de Cortos (FUNCEB, Buenos Aires)
• Itinerância Videobrasil 2002 - SESC São Paulo
• Mostra Itinerante Videobrasil 2002: SESC Arsenal (Cuiabá-MT)
• Mostra Vídeo - abril 2001 (Itaú Cultural, Belo Horizonte)
• Sessão da Tarde - Retrospectiva Videobrasil no CCSP (São Paulo)
• VCA na Colômbia
• Vídeo em Debate 2002 - Produção, Pesquisa e Circuitos (Museu Victor Meirelles, Florianópolis)
• Video/economy – Distributions in Global Format (ZKM, Germany)
• XX Festival International du Film Sur L'Art (Quebec, Canada)
• XXVI Festival International du Film D'Art et Pédagogique (Paris, France)


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Alê Barreto
 

Acho fundamental esta reinvenção do espaço escolar, principalmente quando o recurso utilizado é a cultura. Parabéns!

Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 10/3/2008 08:21
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
M. Cintrão
 

Valeu, Alê! Temos que continuar lutando para enriquecer o espaço escolar.

M. Cintrão · Campo Grande, MS 10/3/2008 08:52
sua opinião: subir
Eloilda Pedra
 

Muito bonito o projeto!
Existe no Vale do São Francisco um Festival que também utiliza o cinema para ampliar as ferramentas pedagógicas.
www.valecurtas.com.br

http://www.overmundo.com.br/_agenda/evento.php?titulo=festival-nacional-de-curtas-metragens-do-vale-do-sao-francisco-vale-curtas2008

Eloilda Pedra · Rio de Janeiro, RJ 20/9/2008 16:38
sua opinião: subir

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