Punk do Pantanal?

Rodrigo Teixeira
É COMIGO? ? O único moicano da festa estava sentado na portaria do bar
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Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS
12/11/2006 · 175 · 7
 

Fiquei intrigado quando soube do show Caos no Pantanal! Que história é esta de 'tríade punk' em um único evento? Mais que evento, uma reedição de um show histórico, considerado a 'pedra fundamental' do 'movimento punk' em Campo Grande? Peraí! Até 1990 não existia praticamente 'música urbana' na Capital de MS, contava-se nos dedos de uma mão as bandas de rock'n roll. Matutei, matutei, matutei: 'punk em Campo Grande?'

Logo recebi o release do show:
'O ano de 1996 marcou o início de uma nova fase para o punk rock campo-grandense: nos espaços existentes havia uma dominação do blues e do metal. As 3 principais bandas de punk rock da época eram:
* THE CRAZY DICK: desde 1990 já aranhava os acordes ao som de RAMONES e CHUCK BERRY;
* HxIxVx: liderada pela figura lendária de Marco Aurélio, vulgo "Kão", já incomodava a vizinhança da Vila Planalto desde 1992; e
* OS IMPOSSÍVEIS: que em 1993 começou fazendo covers de RAMONES e ainda não tinha sua formação estabilizada pela troca constante de baixista e guitarrista...
Foi a banda Impossíveis que deu início ao movimento CAOS NO PANTANAL, a partir de uma frase gritada por um organizador de show metal: "Vocês querem tocar? Então façam shows!" As 3 bandas se organizaram e começaram a promover seus próprios eventos, que inclusive contavam com a participação de bandas de metal sem discriminação, pois a intenção era promover a união de todos (punks, headbangers, rock, pop... Deu certo, as 3 bandas ganharam a simpatia do público e os eventos sempre tinham um bom número de pessoas.
A partir disso surgiu intercâmbios com outras bandas, a Panela Eventos, Cães Records, Alternative Way... outras bandas como Mulekes Sarnentus, DxDxOx, Bizarro's, Fuck Society, PxDx... bem como zines (Na lata, CGZINE), selos (Nöise Mesmo Recs, Old Jack, B-side distro) e a cada dia novas bandas, selos e propagação do punk rock em Campo Grande, ainda mais com o avanço da Internet.
Portanto, não perca o retorno das 3 bandas em uma reunião de punk rock e pogo!
'

Depois de ler o texto decidi que iria ao show! 4 de novembro chegou e estava um 'trapo'. Madrugadas mal-dormidas + sono vencido por causa da minha filha nova (Ana Lua)! Lá fui eu pro show, com máquina digital, gravador e matutando, matutando... punk no Pantanal!? Na ida da minha casa até o Chácara Bar lembrei que lá por 1986 ou 1987 me misturei com uma dupla de irmãos que tinha uma banda chamada Miseráveis! Se aquilo era punk num sei, mas a gente decididamente não sabia tocar. O líder, Marquinhos, fazia filosofia na faculdade dos padres (FUCMAT hoje UCDB) e sua irmã tocava bateria. Nunca mais vi o Marquinhos, um tipo franzino, com cara de bugre-japonês! Chegando no Chácara Bar, grupinhos de pessoas estavam na frente do local! Uma sexta, depois de um feriado! Entrei e a banda Bizarros se preparava para tocar! Nunca tinha visto os caras e gostei pacas. Já comecei a abrir o olho, porque estava bem devagar meu ânimo!

Decidi ir lá para fora, porque estava quente perto do palco e a muvuca já começava... Peguei minha primeira cerveja (garrafa) e fui dar um tempo na 'varanda' do bar! Percebi que tinha uma mesa com vários CDs, fitas kassetes, camisetas, flyers e um 'cara' tomando conta. Senti que o clima estava tranqüilo entre a platéia, um clima de confraternização, tipo 'vc por aqui!' 'há quanto tempo'... Dei uma olhada no Vaguinho, comandante da Panela Eventos, que produzia o show e é guitarrista de Os Impossíveis. O cara estava a mil, ajudando no palco, atendendo pessoal na porta, indo e vindo e tal... Não quis atrapalhar o cara com perguntas sobre o evento e fui tomar minha cerveja. Ainda estava, digamos, devagar. Surge então a 'figura'! O Kão, integrante da banda HxIxV, reconhecido por todos como 'desbravador punk' destas plagas. Ele já tinha me colocado pra 'dentro' do evento, sentou na minha frente e sugeri a entrevista. Topou na hora!

Rodrigo - Fala um pouco esta história de música punk aqui em Campo Grande.
Kão – Na realidade começou em 88/89 ou até antes. Primeiro tinha o Carnificina, que virou Carbonari, uma banda de um cara chamado Oswald(?)... depois deles teve a banda Corrupção de Menores... e depois o HIV apareceu na mídia. Porque o Crazy Dick parece que começou em 90. Nós começamos com o HIV em 1992, chamava Wirus.
Rodrigo – E vcs já falavam de AIDS naquela época e isso foi uma das coisas que chamou atenção da banda...
Kão – Sim... porque HIV é Heroína Injetada na Veia. Naquele tempo, o MS era o quarto maior consumidor do Brasil e o segundo em AIDS, primeiro Santos e segundo Corumbá. Hoje, primeiro é Itajaí, segundo Santos e terceiro Campo Grande. De 150 exames mensais aqui em Campo Grande de 10 a 17 são positivos. Todo mês!
Rodrigo – E a maneira de abordar o tema mudou, é claro...
Kão – Naquele tempo a gente tinha letras mais sociais. Hoje é mais pessoal. Se olhar hoje, nossas letras eram bem infantis. Por outro lado eram mais políticas e hoje buscamos...
Rodrigo – Vc naum acha interessante Campo Grande produzir bandas de punk no início de 90 quando mal se tocava rock na cidade?
Kão – Sim, e a gente fazia música própria. Mas o tempo faz a gente amadurecer. Eu comecei a ver as mesmas coisas q via antigamente mas de forma diferente. Porque não adianta só reclamar. E aqui não tem banda punk mesmo. Pq pra mim punk não é tocar ou fazer letra punk, é ter atitude. Como produzir o Rock Pela Fome, um evento beneficente para arrecadar comida pros necessitados. Fiz outro que dei pro Asilo São João Bosco, outro foi pro pessoal do Lar das Crianças com AIDS. Não fiz muito, mas sou eu que tenho q fazer. Mas a maioria toca por diversão mesmo.
Rodrigo – Hoje existe uma periferia em CG q poderia ter uma atitude mais punk e que desenvolvesse um trabalho artístico neste sentido?
Kão – Tem. Mas na forma de rap. O rap daqui é mais punk que os próprios punks. Os caras têm atitude mesmo. Falam e vivem o que falam. Mas a maioria dos punk são playboys. A família mantém e a maioria não precisa trabalhar. Agora, você vai em São Paulo, os caras são da periferia mesmo, do ABC... Campo Grande neste sentido não tem periferia.
Rodrigo – Mas sai banda de uma Moreninha, por exemplo, complexo de bairros com umas 100 mil pessoas?
Kão – Sai. A banda Catuaba Punk e outras. E têm bandas da Vila Popular, de onde eu vim... Mas a maioria não toca punk com essência, toca por tocar. Os pais sustentam. A maioria é meu amigo, mas é punk pop, punk diversão... tem cara que assume. Mas não é punk. O cara não sabe o que é passar fome, pagar aluguel, água, luz...
Rodrigo – Como você analisaria a política do município e estado para este tipo de música?
Kão – Cara... a maioria dos músicos não sabe de política e tão cagando e andando. Falam mal de político, mas não sabem nem os direitos q têm... conhecimento nenhum, tanto o punk, o roqueiro... a maioria é acéfala, leiga ou burra. E tem os ignorantes, que sabem muito, mas ignoram os fatos.
Rodrigo – Este é um dos motivos que a cena não seja mais forte em CG?
Kão – Falta união. Em 86, que queria unir uma banda de rock e rap. Um falou q naum tocava com maloqueiro e o outro q naum tocava com drogado. Ai estourou o Planet Hemp em 1993 e todo mundo queria tocar junto. Hoje melhorou, mas moramos em uma cidade pequena. Campo Grande é provinciana, em vez de charrete anda-se de carro. A cidade está crescendo, mas culturalmente não. E só cresce com união.
Rodrigo – Projetos do HIV?
Kão – Vai sair um DVD e um CD em 2007. E vamos ver. Porque naum depende de mim só, o guitarrista e vocalista estão casados. Mudou a visão.
Rodrigo – Envelhecer é o grande paradoxo do rock'n roll?
Kão – É. Mas quanto mais velho melhor.
Rodrigo – De onde vem seu apelido?
Kão – Foi o Rezende, com quem trabalho hj. E como odiava pegou. 20 anos de apelido. Meu nome é Marco Aurélio. Vou fazer 34 em 23 de novembro!

O movimento da galera ao redor se torna insuportável, o barulho aumenta e decido ir com Kão para dentro do bar. Acompanho a performance final do Bizarros e me surpreendo com o som potente dos caras. Banda de futuro. Acaba o show, faço umas fotos do Kão lá dentro mesmo e vou buscar mais uma cerveja antes de começar o show do Crazy Dick. A remontagem do palco começa a demorar e vou pegar um ar. Todo mundo fica lá dentro e acabo indo ver as coisas na 'banquinha'. Fico besta de ver um monte de kassete e CD-demo, com capas xerocadas. Me apresento pro cara que está vendendo e emendamos um papo. Ele me diz que a maioria do material das bandas que tocam aquela noite já foi vendida. As kassetes, algumas raridades com gravações da década de 90, custam uma média de R$ 3,50. As 'raras' R$ 5,00. Os CDs-demo não passam de R$ 8,00. Detalhe: quase tudo foi vendido. Resta uma única camiseta do Bizarros.

Começo a juntar os 'pauzinhos' e percebo que estou vendo 'público' lotando o espaço e um esquema de vendas de produtos, que dá certo. Aí vem a notícia dada por Enrique, o tal 'cara da banquinha', que é músico também: 'Um amigo nosso deu um tiro na cabeça. Tá todo mundo triste aqui hoje'. (Depois fico sabendo que se trata de Júlio, um garoto, guitarrista das bandas Astronauta Elvis e Evergreen) Vai começar o show do Crazy Dick e vou para dentro com o impacto da notícia. Nestas alturas já tô com duas cervas na cabeça.

Vou pra frente do palco e fico no meio da galera. Aí, acontece o estouro da boiada. De repente percebo que tá todo mundo cantando a música e então me vejo no meio do que os punks chamam de 'pongo'. No popular, sair dando porrada para todo o lado, se debatendo, chocando com os outros... o detalhe é que o bar é pequeno e parece que não vai suportar. Vou para mais longe do epicentro da 'pongagem' e percebo que tá todo mundo se divertindo. A maioria conhece as músicas e canta junto. O Crazy Dick é power-trio e Pedro, o guitarrista-vocalista, chama atenção pelo jeito sério e meticulosamente alucinado. A platéia se inflama, o calor aumenta, mas todo mundo se espreme até a última música. Ufaaaa, nestas alturas já são umas 2 da matina e decido ver mais a próxima banda Os Impossíveis e me mandar! Vou pegar a terceira cerveja.

Sou apresentado lá fora ao garoto Tomás. Ele comanda o www.cghardcore.com.br, site que divulga os eventos de rock da cidade. Somo então o fato da cena ter um público cativo, um esquema de venda de produtos, um site para divulgar a maioria dos shows e a produtora Panela Eventos impulsionando tudo, na raça, e o resultado é um evento que registra o potencial da cidade para gerar cultura alternativa jovem. A maioria sai para fora do bar e todos parecem saudosistas. Vejo, por exemplo, o jornalista Alexandre Maciel (depois fico sabendo que ele escreveu um texto sobre o show em seu blog Mosaicos de Prosa). Me explicam que poderia ter bem mais gente se o lugar fosse maior (cabem lá umas 200 pessoas no máximo) e pudesse entrar menores de idade. Vai começar o show de Os Impossíveis e me posto bem ao lado do palco. O vocalista Cebola começa a improvisar, enquanto o baterista Jean arruma o instrumento. 'Você por aqui? Virou professor né?' (aponta para um); 'olha só, agora vc é pai de família' (azucrina outro); 'e você finalmente está trabalhandooo' (alfineta um mais próximo)...

Percebo que bandas e público se conhecem desde o primeiro Caos no Pantanal, o tal show histórico de 1996... Os Impossíveis tocam os primeiros acordes e tudo começa de novo. Público cantando, a pongagem geral, eu com três cervejas na cabeçaaa... Vou saindo de fininho já jogando a toalha. Não vai dar para esperar o HxIxV do Kão! Na porta do bar olho um garoto com cabelo estilizado de punk. Peço pra tirar uma foto. Passa o domingo e na segunda bato um papo pelo msn com Vaguinho, na verdade, o grande responsável pela maioria das produções de shows de rock de Campo Grande.

Rodrigo Teixeira: diz:
preciso saber quantas pessoas mais ou menos foram ao show? como é q vc faz com as bandas, tipo reparte bilheteria? quero falar da Panela e explicar um pouco o sistema...
ASTRONAUTA ELVIS de LUTO(Julio,ex-guita)....... diz:
legal. nesse show o lugar (chacara) era pekeno. cabe la umas 150 pessoas; nesse evento entraram 90 pessoas pagando e + 35 convidados; e + ou - 20 pessoas d bandas ou seja deu lotação da casa
Rodrigo Teixeira: diz:
e as vendas de CDS, fitas cassetes, camisetas... como é isso?
ASTRONAUTA ELVIS de LUTO(Julio,ex-guita)....... diz:
ah sim esse material pertence a MIM e ao Enrique
Rodrigo Teixeira: diz:
parece q tudo q tinha lá das bandas vendeuuu...
ASTRONAUTA ELVIS de LUTO(Julio,ex-guita)....... diz:
nós montamos esse mercado na época e resgatamos nesse show. em 1996 o comercio d divulgação das bandas era feito através d fitas K7 (fita demo); e nesse show resgatamos isso; pq tenho mta coisa daquela época; pq hj em dia e mais CD-demo q as pessoas adquirem; se vc fosse ver, tinha bem pouco cd's na banquinha; pelo menos nesse show; e eu me surpreendi pelo consumo em massa q rolou; isso se tornou relíquia
ASTRONAUTA ELVIS de LUTO(Julio,ex-guita)....... diz:
por exemplo; CAOS NO PANTANAL q foi um movimento q virou uma coletanea com as bandas; é uma TAPE RARA; e eu não vou lançar ela (por enquanto) em cd; vai ser so em FITA K7; eu levei varias e vendeu bem; a unica banda q não tem la e o HxIxV q na epoca fazia parte do movimento, mas não tinha nada gravado
Rodrigo Teixeira: diz:
quanto custa cassete, cd e camiseta em média?
ASTRONAUTA ELVIS de LUTO(Julio,ex-guita)....... diz:
o preço medio das K7 e entre $3 e $5 pela raridade; pq se vc for ver; o cd-r custa bem + em conta; camisetas entre $10 e $15; cd's na media entre $5 e $8 CD-R; os originais entre $10 e $15
Rodrigo Teixeira: diz:
outra coisa: qual a importancia do site cghardcore? na verdade nenhum outro segmento tem isso.
ASTRONAUTA ELVIS de LUTO(Julio,ex-guita)....... diz:
o site Cg Hardcore e um site q surgiu a pouco tempo; os meninos tão no caminho certo; mas tão tendo problemas com outros movimentos; tipo: eles tão sempre nos nosso eventos (pq a gente convida eles); e outros organizadores se sentem excluidos; na verdade é dificil vc agradar a todos
ASTRONAUTA ELVIS de LUTO(Julio,ex-guita)....... diz:
tem uns q são radicais; pq eles vão nos eventos POP e fazem cobertura; e os radicais acham q isso não e justo; q eles deveriam ir so em eventos hardcore; o q mto não entendeu q HARDCORE e so o nome do site
Rodrigo Teixeira: diz:
me fala em termos de grana. como as bandas sobrevivem? uma banda como os Impossíveis consegue gerar uma graninha por mês? um show como o Caos rola quanto mais ou menos por banda? raxa bilheteria?
ASTRONAUTA ELVIS de LUTO(Julio,ex-guita)....... diz:
essa questão d grana e uma incognita; pq nos temos custos;
não temos patrocinio; la no ERNANI (Chácara) nos temos q repassar para o BAR uma porcentagem d portaria para a casa
Rodrigo Teixeira: diz:
sim
ASTRONAUTA ELVIS de LUTO(Julio,ex-guita)....... diz:
pq ele tb tem custo (segurança, bilheteria...); isso e por conta dele; e eu fico com custo d som, cartazes, panfletos, divulgação... e as bandas
Rodrigo Teixeira: diz:
mas por exemplo, só pra gente estabelecer parametros; quanto uma banda como o Os Impossíveis; q tem público, pode cobrar por exemplo? tem quem pague?
ASTRONAUTA ELVIS de LUTO(Julio,ex-guita)....... diz:
os IMPOSSIVEIS e uma banda amigos; se eu fosse cobrar d alguém pra tocar; seria na media de 500 mesmo; $400; como eu sei q mtos não pagam; eu mesmo faço os shows
ASTRONAUTA ELVIS de LUTO(Julio,ex-guita)....... diz:
por exemplo; o CRAZY DICK toca pq gosta; mas o PEDRO (vocal/guita) mora em COXIM e eu tenho q pagar a vinda dele;
pra ele e diversão isso; tocar
ASTRONAUTA ELVIS de LUTO(Julio,ex-guita)....... diz:
o BRUNO (baixista) dos IMPOSSIVEIS mora em DOURADOS; tenho q pagar a passagem dele tb; fora isso tenho as despesas do BAR; pela cerva tenho q dar para a galera das bandas; entende?
Rodrigo Teixeira: diz:
ou seja; vc é um herói!
ASTRONAUTA ELVIS de LUTO(Julio,ex-guita)....... diz:
pois eh; eu faço pq gosto; qdo da preju as bandas tb se unem pra ressarcir essa perda; e depois num proximo evento a gente ressarci as bandas; isso varia d evento pra evento
ASTRONAUTA ELVIS de LUTO(Julio,ex-guita)....... diz:
mtas pessoas acham q eu ganho dinheiro com os eventos; se eu fizer sertanejo quem sabe; rock n roll não dá; ainda mais qdo nao se tem patrocínio... e estamos nessa dsd 1993!

Depois do show e as conversas todas, entendo bem mais aquela discussão que rolou no meu blog Matula Cultural (aqui mesmo no Overmundo) entre o Vaguinho e o Pablo Capilé, do Espaço Cubo, de Cuiabá. Quando o Vaguinho defendeu o ponto de vista que Campo Grande tem uma cena diferente, não de grandes eventos e festivais (mas não tiro a razão do Pablo em apostar em uma outra diretriz também!), mas de shows regulares com público certo, eu entendo melhor o que ele quis dizer após conferir o Caos no Pantanal!

Com certeza, a maioria das capitais têm seus subterrâneos musicais da mesma maneira, que pulsa silenciosa, mas com intensidade. Como passar de uma cena silenciosa para barulhenta em termos de repercussão nacional é que agora fico matutando, matutando, matutando...

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Rodrigo Teixeira
 

O site CGHARDCORE colocou 50 fotos do show CAOS NO PANTANAL! Estão beeeem legais. Melhores que as minhas. Eu apareço em uma delas (kkkkk), provando q este 'overmano' estava lá! Clique AQUI para ver as fotos! Parabéns à aquipe do site pela cobertura e dedicação ao rock-sul-mato-grossense!

Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 10/11/2006 16:16
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Bia Marques
 

Bacana a matéria Teixeira... Lembro dos shows que vi nessa época, Leo nascendo e eu só olhando. Confesso que hoje a tia aqui pensa mil vezes antes de ir, mas me amarro na intensidade da moçada. Valeus!

Bia Marques · Campo Grande, MS 10/11/2006 21:43
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eduardo ferreira
 

ms tem história! quem disse que não? arqueologia do punk-pantaneiro. ggrande rodtex. abraço.

eduardo ferreira · Cuiabá, MT 13/11/2006 18:23
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Guilherme Mattoso
 

texto interessante! é legal ver como o punk se deu num contexto completamente árido para tal. e concordo com o kão: hj o rap é muito mais punk do que o próprio punk.

Guilherme Mattoso · Niterói, RJ 14/11/2006 15:18
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Enrique DxDxOx
 

Muito bom o texto e a descrição do evento, valeu ao Rodrigo pelo papo e interesse em conhecer o "underground" campograndesse.

Para quem interessar, uma entrevista com a banda DxDxOx, no zine KAOS , na parte de entrevistas, feita pelo Yuri (Catuaba Punk), o rapaz de moicano na foto inicial do texto.
Até +

DxDxOx

Enrique DxDxOx · Campo Grande, MS 14/11/2006 15:39
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Enrique DxDxOx
 

Muito bom o texto e a descrição do evento, valeu ao Rodrigo pelo papo e interesse em conhecer o "underground" campograndesse.

Para quem interessar, uma entrevista com a banda DxDxOx, no zine KAOS , na parte de entrevistas, feita pelo Yuri (Catuaba Punk), o rapaz de moicano na foto inicial do texto.
Até +

DxDxOx

Enrique DxDxOx · Campo Grande, MS 14/11/2006 15:58
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Marinete Pinheiro
 

Quando te vi no chacara manifestei minha surpresa com sua presença.. lembra-se?.. Então vc me explicou q produziria uma matéria para o site... simplesmente fantástica!!! Assim como o Caos no Pantanal, vejo uma afirmação da cena underground (alternativa) nas ações e anseios da moçada de Campo Grande... Valeu!!!

Marinete Pinheiro · Campo Grande, MS 15/11/2006 17:22
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