Brasil.gov.br Petrobras Ministério da Cultura
 
 

Qual será o dia do índio?

Rodrigo Lima
Índios Caiapós em São Jorge
1
Sinvaline · Uruaçu, GO
22/4/2009 · 264 · 40
 

Para falar do indígena começo com esse pensamento de Orlando Villas Boas.

"Em vez de querer ensinar aos índios, o homem branco deveria ter a humildade para aprender com eles que o velho é o dono da história, o homem é o dono da aldeia e a criança é a dona do mundo".

Na minha pouca convivência com indígenas aprendi lições que me acompanharão sempre: de como o índio sabe conviver com a terra, o meio ambiente e com o próximo.

Embora se diferenciem no modo de falar , pintar o corpo e outros detalhes, os indígenas em todo planeta têm em comum o respeito pela criança, pelo velho e a vivência em grupo onde as decisões são coletivas.

Qual será o dia do índio, quando eles serão reconhecidos como a nação que tem lições para o homem que se diz civilizado e arrasa com a natureza?

Ano de 2009 e o homem branco continua com as ações impensadas contra o índigena e o meio ambiente.
O avanço da tecnologia e o capitalismo a cada dia mais empurram o índio, os bichos para um abismo sem volta.

Todos os dias devem ser lembradas as lições do krahô, do korubo e tantos outros que vivem ainda em pequenos torrões de terra amedrontados com um futuro que está nas mãos do homem branco.

Amanhã se comemora o dia do índio, e nada melhor para refletir sobre sua situação com o texto que transcrevo aqui do indigenista Walter Sanches:

"Os índios Avá-Canoeiro, habitantes da região de Serra da Mesa, norte goiano, compõem atualmente uma família de seis pessoas. Eram quatro, quando em julho de 1983 renderam-se aos fazendeiros locais. Perseguidos e dizimados, a sina dessa Etnia coloca hoje seus sobreviventes em circunstância atípica entre os demais e não menos aviltados povos indígenas brasileiros.

Em 1990, quando cheguei para trabalhar no Posto Indígena de Atração Avá-Canoeiro, encontrei-os – quatro adultos e duas crianças – comendo açúcar cristal em panelas de alumínio e bebendo óleo de soja em copos de vidro, deliciados com as recentes descobertas gastronômicas e das quais ainda não haviam assimilado a prudência do uso.

No posto da FUNAI existia um fogão à gás, e as mulheres, não raro, detinham-se diante dele, acariciando o bujão e sonhando ter um igual na “oca”. “Este fogo bonito, bom muito!” - murmuravam diante da chama azul. Iawí, único homem adulto do grupo (o outro era Trumak, seu filho, de 3 anos) sonhava, por sua vez, com uma casa de telhas francesas. “Buriti presta não”, costumava dizer, referindo-se aos telhados regionais feitos com a palha dessa palmeira, que, devido aos novos hábitos alimentares – leia-se sal e açúcar – tornavam-se o esconderijo/criatório escolhido por milhares de baratas infernizando a vida doméstica.

Sua morada, que achávamos por bem continuar chamando de “oca”, não passava de um triste e frágil casebre coberto de folhas de zinco, entulhado de molambos e trastes inúteis, o lixo cultural adquirido da sociedade envolvente, não tendo para eles grande importância e sim para os répteis e insetos que dali faziam seus pontos de proliferação.

Aceitavam como amigos, tutores ou anjos da guarda aqueles que devassavam e depredavam a terra indígena ainda não demarcada. Conviviam amistosamente com caçadores e pescadores vorazes, muitos vindos de longe no faro dos últimos tamanduás, tucanos e jaús, numa matança infernal a que eles, índios, entre a apatia e a perplexidade assistiam calados. Nunca, entretanto, demonstraram disposição para voltar à mata em busca da dignidade, da autonomia e do sossego perdidos; já traziam intransponível dependência da sociedade regional, etnocêntrica e perversa, mesmo assim arvorada em “aculturá-los”.

E fugir, para onde? Onde quer que se escondessem haveria um minério a ser garimpado por estranhos, uma fazenda a ser instalada, estradas ameaçando romper a aldeia, eventos que para eles jamais trouxeram qualquer benefício, e, de concreto, apenas o genocídio.

Como esperar uma reação libertadora daquela Nação mortalmente ferida, reduzida a quatro viventes, havendo travado seus primeiros contatos conosco somente nos anos 80, rendidos e traumatizados por nossa truculência emocional e tecnológica? Cabia-nos, evidentemente, garantir àquele pequeno grupo étnico o máximo de segurança para continuar vivo e conseguir transpor, com a força dos derradeiros resquícios culturais ainda mantidos, os grilhões da nova e sutil emboscada em que vieram a cair, porque o resto fazia parte de um passado cada vez mais remoto.

Hoje, a Terra Avá-Canoeiro, ainda distante da homologação, serve de palco para a festa das hidrelétricas. Terrenos fundamentais para roçados submergiram a imensos lagos artificiais, enquanto longos e perigosos corredores de fios de alta tensão vão multiplicando-se dentro da “reserva”. Tudo sem qualquer ressarcimento efetivo e honesto que busque minimizar tamanha e indesejável interferência no mundo e na vida dos índios atingidos. E eles também sobreviveram a essa realidade, porém, não se reproduziram mais. A quem, de sã consciência, ocorreria deixar para seus filhos uma herança dessas?"



Amigo Walter continuo dizendo:

... durante séculos o homem branco deixou como herança para o indígena uma grande solidão e um futuro incerto.

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comentários feed

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graça grauna
 

Pedindo a Ñanderu (Nosso Pai, em guarani) que nos ajude a conviver com a terra, o meio ambiente e com o próximo. Todo dia é nosso dia.

graça grauna · Recife, PE 19/4/2009 09:37
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Doroni Hilgenberg
 

Sinva:
E podemos completar a fala de Vilas Boas
dizendo que "Este mundo é de todos"

Mas que triste a v ida desses poucos
sobrevientes sem teto e sem chão
bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 19/4/2009 17:28
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Helena Aragão
 

Importante recado e boas lembranças para o dia de hoje, Sinvaline. E parabéns pelo seu texto, que está cada vez melhor. Abraço

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 19/4/2009 19:32
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Sinvaline
 

Graça a primeira vez que ouvi os guaranis can tantando Nanderu chorei de emoçao. Obrigada por estar aqui. Doroni obrigada, Vilas Boas deu o recado resumindo tudo!. Helena hoje o Memorial Serra da Mesa comemorou o dia do indio mostando como os indigenas vivem, a importância dele para o mundo e como devemos aprender suas maneiras de viver em paz consigo mesmo e com a natureza.
Obrigada a todos

abraços
sinva

Sinvaline · Uruaçu, GO 19/4/2009 23:37
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Zeca Avelar
 

Booommm Diaaa menina Sinvaline!

Menina seu questionamento
sobre qual será o dia do Indio
ora é muito pertinente
pois que nos faz refletir:
- Por que dar-lhe com alegria
apenas um dia de Abril
se seu Dia é TODO o Dia!!!

A não ser que isso seja
por sentimento de culpa
de roubar as suas terras
violentar seus costumes
infligir-lhes a morte - a dor
e dar-lhes apenas um dia
para trata-los com amor!

Se for isso... Que Horror !!!
...
karinhos kentinhos,
ZecaFeliz
gaDs!

Zeca Avelar · Florianópolis, SC 20/4/2009 19:26
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Claudia Almeida
 

E fugir, para onde? Onde quer que se escondessem haveria um minério a ser garimpado por estranhos...

Nossa,como vocês são fortes!Parabéns Sinvaline,bjs.

Claudia Almeida · Niterói, RJ 21/4/2009 03:05
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Belchior Cabral
 

Sinvaline,
Creio que o dia do índio está sendo construído diariamente no Brasil, através das lutas desses povos e de pessoas como você, na dura realidade do sistema que oprime, encurrala e devasta, presenciando tragédias, no choque de culturas, como o autoextermínio dos guarani, para quem as cortinas do amanhã se recusam a abrir.
Transcrevo aqui um dos muitos casos que envolvem os guarani-kaiowá em Mato Grosso do Sul, da matéria do jornal Midiamax, de Campo Grande, sobre o Dia do Índio no estado que possui a segunda população indígena do País:
..., aconteceu na cidade de Dois Irmãos do Buriti. Em reuniões na sede de fazenda, autoridades e não índios ficaram sentados ao redor de uma grande mesa e os índios em pé. Café e água foram servidos aos não-índios somente. No dia seguinte, o encontro foi na aldeia Terena. Todos sem distinção tomaram água e café. Os índios mais velhos sentaram à mesa junto com autoridades.
(...)
Um outro exemplo, aconteceu em Paranhos no ano passado quando um jovem guarani também adolescente concluiu os estudos na aldeia e teve que seguir em uma escola da 'cidade'.
No primeiro dia de aula, a professora exigiu que os cadernos e livros fossem encapados. Ele chegou na aldeia e pediu dinheiro ao pai para comprar o plástico para encapar o material. O pai, que trabalhava em usina, disse que não ia fazer isso pela falta de dinheiro. O menino índio entrou em casa, pegou uma espingarda e tirou a própria vida. O pai índio ao ver o filho morto, fez o mesmo.
"
De junho a setembro, com culminância de atividades em setembro, será realizado na região da grande Dourados (MS) o projeto Ava Marandu - Os guarani convidam envolvendo Cultura e Direitos Humanos dos Povos Guarani e tendo a presença de representantes guarani de diferentes regiões brasileiras e da América do Sul em apoio aos kaiowá-guarani e ñhandeva-guarani da região cone sul do estado.
Até lá.
Um abç.

Belchior Cabral · Rio de Janeiro, RJ 21/4/2009 13:13
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Alba Franco
 

Dá uma tristeza e uma vergonha danada ao olhar prá tras e ver o que nosso irmão branco teve a capacidade de fazer e faz com nosso irmão índio. Até quando né!?
Quero ter esperanças, mas é preciso extinguir do homem o egoísmo para que se aprenda a olhar o próximo com amor e respeito. É preciso.
Mais uma vez minha amiga parabéns por tema tão oportuno.

Alba Franco · Goiânia, GO 21/4/2009 13:31
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Andre Luiz Mazzaropi
 

Sinvaline :

Que me desculpem os Padres Portugueses que muito contribuiram com a colonização brasileira, mas foram eles que introduziram no Brasil a cultura de ensinar os indios; esquecerem de primeiro aprenderem com eles. Enquanto cientistas do mundo inteiro vieram nestes 500 anos estudar os e com os indios; nois ficamos a tentar-lhe ensinar algo que eles nunca vão aprender; civilização pra que...;

abraços

André Luiz Mazzaropi

www.andreluizmazzaropi.com.br

Andre Luiz Mazzaropi · Taubaté, SP 21/4/2009 13:58
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Sinvaline
 

Amigos Belchior,Alva e André, os indios são marginalizados mais que negros, pobres e tudo o mais. A indiferença continua e eles representam o que de mais puro há atualmente. Não podemos julgar pelos indios aculturados por ai, mas sim pelos que ainda insistem em guardar a herança dos antepassados.
Eu continuo india e ensino meus netos e quem está ao redor a viver como o indio, só assim seremos felizes.
abraços e obrigada a todos
sinva

Sinvaline · Uruaçu, GO 21/4/2009 18:47
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Higor Assis
 

Amiga Sinva, belo postado e melhor ainda por trazer uma bela discussão sobre todos os dias, que com certeza deveria ser o dia do índio.

Em tempo: Hoje é o dia da terra (22/04). Nossa mãe que não cuidadmos e que os índios a tratam muito bem.

Higor Assis · São Paulo, SP 22/4/2009 09:13
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Daniel Sinis
 

lindo texto.. essencial ..

Daniel Sinis · Angra dos Reis, RJ 22/4/2009 11:39
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Cristiano Sidoti
 

Parabéns Sinva, é preciso mesmo desmistificar essa imagem do exótico para reconhecer os índios como cultura original de uma civilização e seu devido respeito. Aqui na baixada Santista a cidade de Bertioga é a única a afirmar a sua identidade cultural indígena através do festival do índio e as aldeias Guaranys estão sob intenso bombardeio de índios "kambís" (alcóolatras) e missionários evangélicos.500 anos de resistência cultural...

Cristiano Sidoti · Guarujá, SP 22/4/2009 15:26
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Bodin
 

Sinva, você, como sempre, nos enriquecendo com suas informações. Acho bonitas e louváveis suas ações em defesa não só da natureza, dos índios, etc, mas da cultura de uma forma geral. Uruaçu depende de você.
Beijo grande

Bodin

Bodin · Uruaçu, GO 22/4/2009 19:54
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
azuirfilho
 

Sinvaline · Uruaçu (GO)
Qual será o dia do índio?

Os Indios estam evoluindo na sua Organização.
Estão ficando fortes e crescendo cada vez mais.
Estão vindo os dias bons para os Índios.
Igual Os Povres sofriam com as desigualdades,
os indios foram muito roubados dos seus direitos.
Os tempos estão mudando e a cada dia.
Os Indios mais reconquistam seus direitos.
Parabéns pela sua contribuiçao para os indios.
Parabéns Sempre
Seu Trabalho é Muito Especial, de muito merecimento.
Abração Amigo.

azuirfilho · Campinas, SP 22/4/2009 20:21
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Jéfte Sinistro
 

Um questionamento importante... todo dia é dia do Índio, como já foi dito. São eles os verdadeiros senhores destas terras brasileiras - e os grande injustiçados com a privação de seus direitos... Belo trabalho, minha cara! Um abraço.

Jéfte Sinistro · Cabo de Santo Agostinho, PE 22/4/2009 20:36
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Veronica Aldé
 

Precisamos mais que nunca da sabedoria indígena!
Calemos um pouco nossas palavras, nosso agito, nossa correria pra escuta-los....eles querem e tem muito o que dizer!
xaprit

Veronica Aldé · Goiânia, GO 22/4/2009 20:46
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Andre Pessego
 

Sinvaline, mais uma contribuição brilhante.
A questão do índigena requer o esforço de cada um brasileiro para tirar sua História do Rol do Segredo de Estado. O negro não tinha para onde fugir, suas terras estavam longe, por isto eles tiveram que submeter-se à "Escravidão Voluntária". Esta mesma escravidão que foi receitada ao índio.

O negro na escravidão voluntária teve que ser visto, ser presenciado também. Mas em resumo:
a) A desgraça imposta ao negro foi transformada em peça de ficção, com isto a Nação convive com ela entre sofrido e engraçado, hora foi verdade; hora foi mentira;

b) a desgraça do índio tratada em segredo, jogada para debaixo do tapete, um deixa pra lá. Basta dizer que a escravidão do índio e a escravidão do negro caminharam a par e passo, paralelamente até meados do Séc. XIX. E nem um livro didático registra.
Grande contribuição, abraço
andre

Andre Pessego · São Paulo, SP 22/4/2009 20:55
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Doroni Hilgenberg
 

voltando
bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 22/4/2009 21:09
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graça grauna
 

...paz em Ñanderu

graça grauna · Recife, PE 22/4/2009 22:34
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Juscelino Mendes
 

O dia do índio no Brasil é nenhum, enquanto continuarem com essa falácia e esquecerem que até os defeitos dos brancos estão sendo adquiridos...

Juscelino Mendes · Campinas, SP 23/4/2009 02:11
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nairalacy
 

Voto sempre em quem faz trabalho igual o que estas fazendo Sinvaline. Parabéns!

kissess;;
Naith

nairalacy · Osasco, SP 23/4/2009 02:44
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Elenice
 

votado e aplaudido

Elenice · Uruaçu, GO 23/4/2009 07:34
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Sinvaline
 

Jucelino a preocupação maior está nisso, o indio adquirindo os defeitos do homem brancos, isso é terrivel.
obrigada a todos que comentaram se engajando na defesa do indigena
bjs
sinva

Sinvaline · Uruaçu, GO 23/4/2009 08:07
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Zezito de Oliveira
 

Queridos (as),
Hoje, mais do que nunca precisamos mergulhar na sabedoria ancestral para não perdermos o rumo por completo.
Abraço,

Zezito de Oliveira · Aracaju, SE 23/4/2009 15:35
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Juscelino Mendes
 

Juscelino Mendes · Campinas, SP 24/4/2009 02:21
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Zeca Avelar
 

Votei pq gostei
e se gosto Voto!

ZecaFeliz

Zeca Avelar · Florianópolis, SC 24/4/2009 02:26
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Roberto Costa Carvalho
 

Muito bom, parabéns!
Vai agora mesmo para o banco.

Roberto Costa Carvalho · Aracaju, SE 24/4/2009 11:55
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Ériton Berçaco
 

Para ilustrar literariamente seu texto, Sinvaline,
eis um poema de Oswald de Andrade:

"Erro de português

Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena! Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português"

Até hoje vestimos o índio com nossa cultura excludente, esquecendo-nos de que somos todos uma mistura de índio, africano, europeu, asiático... somos gente plural e a diversidade - qualquer que seja - deve ser respeitada, e a todos garantidos os famosos direitos iguais.

Bjs

Ériton Berçaco · Muqui, ES 24/4/2009 23:52
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Sinvaline
 

Eriton, o quanto a vida seria diferente se os índios tivessem despido o portugues...
bjs
sinva

Sinvaline · Uruaçu, GO 25/4/2009 08:30
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Dom Morais
 

Temos que falar a língua dos índios para entendê-los melhor

Dom Morais · Belém, PA 25/4/2009 13:52
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Marcos Paulo Carlito
 

Já estive aqui para votar querida, embora não tenha manifestado minha presença.
Agora venho para lhe dizer que sua contribuição representa um ponto de apoio, um descanso e uma alavanca para o universo nativo-americano que ainda resta entre os últimos raios de sol desta civilização...

Marcos Paulo Carlito · , PR 27/4/2009 10:52
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Sinvaline
 

Que comentario animador! Quem dera se pudesse com meus textos mudar a politica de reconhecimento ao indigena. Valeu!
bjs

Sinvaline · Uruaçu, GO 27/4/2009 10:56
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Neiry Celestino
 

Como sempre você nos faz refletir com seus textos. Parabéns!

Neiry Celestino · Goiânia, GO 27/4/2009 12:36
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ÍtaloDantas
 

Bom, concordo com muito, se não tudo, que foi dito aqui.
Mas é muito lindo e muito facil se revoltar, mas e nada fazer?!
Acredito que esse é um momento de se acrescentar, de juntos, contribuirmos para encontrar uma saida ou mesmo um norte a seguir. Precisamos ser objetivos antes de mais nada.
(minha "ignorante" contribuição)
Ok, precisamos preservar os índios, mas como? quando? Sei que são questão muito diretas e complexas, que só quem trabalha, estuda ou vive essa realidade que pode realmente responder; logo o que me resta, como "ignorante" dessa realidade, e falar da minha relidade.
Para que consigamos sua preservação é necessário priva-los da nossa convivencia, mesmo que, nos condicionada como auxiliadores da proteção de seus costumes, de sua cultura, priva-los dos maleficios de nossa existencia!! Infelizmente o homem branco traz consigo, no seu olhar "valores" os quais o índio não poderá os ter, nem mesmo saber se quiser manter-se original. Acredito que o que os tornam melhores que nós é a sua pureza. Convivencia por si só é uma troca e nenhuma troca do índio com o homem branco será benefica a ele!
Infelizmente (ao índio) e felizmente (ao homem branco), vivemos tempos de quebra de barreiras, de fronteiras, de limites... o homem branco está perdendo a noção de seus limites não sabe o momento certo de parar. Então enquanto o homem branco não se "catequisar", enquanto ele não se "colonizar" ele não será capaz de conviver sem que seus vicios, sua impurezas afeitem os outros. É preciso que o homem se redescubra puro de coração e alma, e só depois disso é que ele realmente será digno da convivencia com sua origens!
Infelizmente não podemos cercar as aldeias de muros, cercas ou mesmo os colocar em gigantescas redomas, não por nós, mas por eles... porque eles são livres, são os donos da terra.

ÍtaloDantas · Teresina, PI 27/4/2009 14:24
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Sinvaline
 

Sim Italo, a questão é complexa, mas enquanto isso porque nao aprendermos com eles as maneiras de viver em paz com a natureza. Voce sabe bem como a construção de hidreletricas, mineradoras e outras tomam a terra do indio e este ficando sem opção e assim se aculturando. A intenção é que o homem nao reproduza os erros passados e acabe com indio, animais e natureza e por fim com ele mesmo.
veja esse link
www.overmundo.com.br/overblog/aprendendo-com-os-indios-krahos
www.overmundo.com.br/overblog/kashalpynya-o-apelo-korubo

grande abraço
sinva

Sinvaline · Uruaçu, GO 27/4/2009 14:34
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romulo andrade
 

Uma luta de muitas gerações. Quem sabe já nascemos ou renasceremos um dia numa aldeia indígena?

romulo andrade · Brasília, DF 27/4/2009 16:47
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ÍtaloDantas
 

Sabe Sinvaline, me considero muito positivista... acredito que a tendencia é que as coisas melhorem, que em tudo a gente pode encontrar pontos positivos... E percebo que você também é muito assim...
Mas o destino da humanidade é algo que me dá um nó no cerebro!(rindo, pra não chorar) Como disse na minha "opinião", gosto de ser objetivo, e acredito que as coisas se resolvem mais facilmente e que as decisões são mais acertivas. Sei que a questão não simplesmente resoluta ou mesmo apenas dependente de decisão. E é isso que me preocupa, porque quando as coisas dependem de decisões ou de resolução, as mesmas são tomadas, demoram, mas são tomadas...às vezes erradas, mas muitas vezes retificaveis!
Mas o grande ponto nisso tudo...é a conscientização, e o homem branco infelizmente não está conseguindo se conscientizar nem mesmo de sua condição humana, urbana; o que dizer da conscientização em preservar suas origens, os índios?!
Percebe-se com o passar do tempo ele (homem branco) se torna mais egoista e etc e tal, voltando seu olhar e sua preocupação apenas para o seu proprio umbigo... sem conseguir olhar para o seu filho, seu irmão, seu pai, seu visinho, como ele irá conseguir olhar os índios?! A ponto de lutar pela sua preservação, pela preservação de sua pureza?!
Nisso tudo é isso que me preocupa!
Agora, se a questão for, aprender com o índio, preservar os costumes dos índos... ai nossa discussão toma um novo e relativamente diferente rumo! Se a necessidade for absorver seus costumes, seus ensinamentos..."catalogarmos" para que os mesmos não se percam com o passar do tempo. A situação muda de figura...
O grande ponto a ser pensado será em conseguir preserva-los pelo maximo de tempo possível, até que, infelizmente, o homem destrua o ultimo vestigio vivo e puro de sua orgiem sem perceber... porque estava olhando apenas pro seu proprio umbigo, e como consequencia ele, também sem perceber, cairá no abismo e desaparecerá!
Objetivamente a agora as questões são:
Como preservar e catalogar os costumes indigenas antes de seu desaparecimento??
Porque pelo andar da carruagem, num processo lento e gradual... o homem se destruirá e a tudo que encontrar pela frente!

ÍtaloDantas · Teresina, PI 27/4/2009 17:04
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Sinvaline
 

Triste dizer, mas já estamos com problemas sérios quanto à água potavel, e a cada dia mais nao se presta atenção. Os programas de conscientização são papéis e papéis numa linguagem não muito clara. Se fossemos mais diretos ao assunto numa linguagem que o povão entendesse isso mudaria mais rápido.
É hora dos gestores aplicarem uma politica diferente de conscientização sem politicagem nenhuma.

Desculpe, mas já nao sou tão otimista mais..
veja meu poema
www.overmundo.com.br/banco/proibido-fumar

bjs
sinva

Sinvaline · Uruaçu, GO 27/4/2009 19:29
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ayruman
 

Luz e Paz!

ayruman · Cuiabá, MT 28/4/2009 22:43
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