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Quando um tweet vale por um bifinho

Divulgação
Defensor da Cultura Digital: Seja voluntário de um museu
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Luis Marcelo Mendes · Rio de Janeiro, RJ
18/10/2011 · 14 · 3
 

Descobri que no dia 03 de outubro o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cultura (MinC), abriu sua conta no Twitter. A notícia em si não tem valor algum, diante das 200 milhões de contas do Twitter. Mas nesse caso se trata de uma iniciativa de um ministério com problemas sérios de comunicação com a sociedade. Portanto, acho que vale louvar com entusiasmo esse movimento do Ibram.

E a coisa começou bem. Dez dias depois do lançamento já tinham sido contabilizados 130 tweets, uma média de 13 por dia, partilhados entre 147 seguidores. Nada mal. Mas ainda tem muito chão pela frente.

A boa notícia (que não é também nenhuma novidade) é que a maior parte delas é possível fazer da mesma forma que essa conta no Twitter foi aberta: sem gastar nada além de tempo e vontade de fazer. Não fosse o estranhamento do MinC com a Cultura Digital, marco zero da atual administração, seria plenamente possível promover a mobilização de centenas de voluntários no Brasil, dispostos a contribuir com os museus federais, levando-os a um outro nível de comunicação e relacionamento. Por esse caminho, trocam-se as lágrimas da falta de recursos e da lentidão da burocracia pelo engajamento virtuoso e a agilidade da colaboração 2.0.

Tem um jovem rapaz holandês chamado Jasper Visser que teve a paciência de fazer dois artigos que poderiam ser colocados em prática pelas instituições ligadas ao Ibram:

28 low-budget, easy-to-do things to do with new media for cultural institutions

12 simple and free improvements to your website you can make tonight

Nada nesses textos é exatamente novidade para um Overmundiano. Observo apenas alguns pontos e aproveito a convidar você a colaborar como voluntário de um museu da sua comunidade, chamando a atenção dos gestores ou fazendo junto com eles.


Tire fotos de seus eventos e coloque no Flickr
As pessoas gostam de ver a si mesmas. Flickr é gratuito para até 200 fotos. Existem alternativascomo o Picasa que lhe dão mais espaço. O Museu Imperial de Petrópolis, abriu uma conta mas não postou nenhuma foto. Existem 3,048 fotos no site associada ao Museu Imperial, quase todas do exterior. Provavelmente o Museu não permite fotografar o seu interior. O que não faz o menor sentido. Todo mundo deveria ter uma foto própria calçando pantufas. Esse é o tipo de proibição que não faz mais o menor sentido.


Deixe o horário de abertura e endereço e telefones acessíveis a partir de cada página.
Um bom local é superior direita, ao lado de "contato" e "sobre nós", e / ou no rodapé. E comunique quando você está aberto; estar fechado é uma exceção. Mesmo que todo o seu site esteja em português, garanta que esse tipo de informação básica de serviço (horário de funcionamento e preços de entrada) esteja em inglês.

No caso do Museu da República, por exemplo, essa mudança de arquitetura de informação poderia ter resultados ótimos. As informações de serviço estão escondidas na página "institucional" (da mesma forma que poderiam estar em O Museu e em Visita).


Fazer filmes de suas atividades e coloque-as no YouTube
Filmes on-line pode chegar a milhões, mas mesmo que apenas 25 pessoas assistam ainda assim vale a pena. É um serviço gratuito e que aceita tudo, até a gravação do seu celular.

Nesse sentido uma instituição ativa como o Museu Histórico Nacional poderia ter uma presença bem mais relevante do que a atual. O Museu Lasar Segall fez o seu esforço no ano passado e obteve quase 3 mil exibições de apenas três videos somados.


Como essas existem várias ações simples e baratas (vamos considerar que nada nesse mundo é de graça) para fortalecer as instituições públicas ou privadas (o MAM RJ, por exemplo também não tem um grupo no Flickr ou no Youtube). Por exemplo:

* Enriqueça páginas da Wikipedia relacionadas à sua instituição ou acervo. E inclua informações e inglês.

*Adicione um botão de Facebook no seu site.

* Entreviste seus visitantes e coloque essas entrevistas online.

* Compartilhe em seu site o que outras pessoas postam sobre os seus eventos.

* Crie um grupo no LinkedIn para discussão sobre tópicos da sua instituição ou participe de grupos existentes.


Tudo isso não serve apenas para seguir as tendências. Cada tweet, cada foto, cada video vale mesmo por um bifinho e fortalece a musculatura da instituição.

Uma coisa que aprendi cedo nessa vida é que existem mil formas de se fazer Neston. Escolha a sua.

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alcanu
 

Muito obrigado pelas suas bastante oportunas dicas...
Pena que 'aparentemente' ninguém valorize as mesmas !
Um beijo !

alcanu · São Paulo, SP 18/10/2011 11:04
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
fvazGmail
 

bacana Luis! vamos torcer para que os dirigentes de algumas instituições vejam e coloquem em prática!

fvazGmail · Valença, RJ 19/10/2011 15:38
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