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Quem se lembra do Marechal Cândido Rondon?

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Eloy Santos · Rio de Janeiro, RJ
4/9/2008 · 198 · 20
 


Há 50 anos morria, em seu apartamento de Copacabana, no Rio de Janeiro, o marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, que em meio século percorreu 40 mil quilômetros de terras do então temido, inóspito e desconhecido sertão da região oeste brasileira. Em grande parte dessa jornada, iniciada em 1889, Rondon, descrito pelo cientista Edgar Roquette-Pinto como “o ideal feito homem”, construiu mais de seis mil quilômetros de linhas telegráficas. Outra importante missão desse militar e engenheiro estava concluída: ele colocava o gigante estado do Mato Grosso no mapa, ligando-o também a Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e região sul, permitindo sua expansão econômica, e mostrava à então pouco amistosa Argentina que o Brasil estava pronto para repelir qualquer tentativa de crescimento, em nossa direção, de sua província de Misiones.

As linhas telegráficas, que os índios bororo e pareci chamavam de “língua de Mariano”, seriam utilizadas por décadas, apesar de, ainda no início do século XX, o cientista italiano Guglielmo Marconi registrar a primeira patente do telégrafo sem fio e fazê-lo funcionar com êxito comercial. Mas Cândido Rondon iria surpreender o mundo com muito mais: ele aplicou em nome do Exército Brasileiro, e da própria nação, uma política humanitária no trato com os índios. A política de hoje, de todos os países do mundo para suas minorias populacionais, continua baseada naquela que Rondon e seus colaboradores formularam em 1910, no Serviço de Proteção aos Índios (SPI). E a chancela dessa política planetária é da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Descendente de índios bororo, guaná e terena, Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu no Mato Grosso, em 5 de maio de 1865. Órfão de pai e mãe ainda criança pequena, foi criado por um tio que o enviou ao Rio de Janeiro para os estudos militares e “ser alguém na vida.” Em 1889, aos 24 anos de idade, Rondon foi nomeado ajudante do então major Antonio Ernesto Gomes Carneiro na Comissão de Linhas Telegráficas Estratégicas, no Mato Grosso. É com esse oficial (“o único chefe que eu tive”) que ele se definiu como uma das mais generosas figuras da Humanidade. O militar narrou para a escritora Ester de Viveiros, sua biógrafa no livro “Rondon conta sua vida”: “Gomes Carneiro se revelou o grande conhecedor do problema indígena, o nobre defensor dos donos das terras que atravessávamos, nossos irmãos das selvas. Proibiu, terminantemente, em cartazes que mandou afixar ao longo da linha telegráfica, que neles se atirasse, ainda que fosse para os assustar: “Quem dora em diante, tentar matar ou afugentar os índios de suas legítimas terras, terá de responder, por esse ato, perante a chefia da Comissão”. Rondon anotaria, mais tarde, em seu diário da selva que entre os anos de 1892 e 93, “fui, desde logo, estabelecendo o lema que nortearia todo o meu trabalho no sertão, em relação a nossos irmãos, os índios: “morrer, se necessário for; matar, nunca.”

Quem se lembra, hoje, do marechal Cândido Mariano da Silva Rondon? Poucos podem responder: “sim, eu me lembro”. Sem cultura e com educação deficiente, o Brasil é um país sem memória. Em 1957 a escritora Rachel de Queiroz já lamentava: “que sabe o brasileiro em geral de Rondon? Que era de origem índia e dedicou sua vida à reabilitação e à dignidade do silvícola. Que hoje está velho e cego. (...) Quem foi esse homem, como viveu nos anos que lhe preparam a grandeza?” Dos índios, Cândido Mariano da Silva Rondon recebeu o título de pagmejera (grande chefe). Os caciques se tratavam por uma titulação menor: chemejera. Quando surgia na mata ou num picadão recém-aberto, Rondon era saudado pelos índios: “Paqui-megera, aregodo/ Boe-migera curireu!” (“Nosso grande chefe chegou! O grande chefe bororo!”)

Como todo gênio humanista, Rondon era um homem simples, de bom trato, amigo das pessoas, sem qualquer distinção. Na hora da comida, em meio à selva densa, era o último a fazer a refeição: “(...) o chefe fica com as sobras. (...) A comida é, antes de tudo, para o soldado. (...) Minha maior preocupação era manter alto o ânimo da turma.” Em seu fervor militar e positivista, fazia atos solenes em datas históricas. No dia 7 de setembro mandava hastear a bandeira, tocava o hino nacional num gramofone e soltava fogos de artifício. Os índios se aproximavam, ariscos e curiosos e logo entravam na festa.

O ex-presidente Theodore Rooosevelt, dos Estados Unidos, homem que expandiu o império pelo mundo com a política do “big stick” (grande porrete), que dividiu a Colômbia e criou um novo um país, o Panamá, para a construção do canal entre os oceanos Pacífico e Atlântico, e que enfrentou grandes capitalistas saqueadores da economia do povo americano, respeitava Rondon reverentemente. Tratava-o de “senhor coronel Rondon.” Na expedição que fez com o chefe militar brasileiro, Theodore Roosevelt submeteu-se à liderança dele.

Nos depoimentos à escritora Ester de Viveiros, Rondon contou com singeleza vários momentos de glória que viveu em meio ao sertão desconhecido. Para um encontro, em 1909, onde estavam duzentos índios, num dia de sol forte e escaldante, em pleno sertão mato-grossense, ele vestiu “a túnica de gala azul-ferrete” (azul escuro, brilhante), de lã, com as insígnias de tenente-coronel do 5º Batalhão de Engenharia. Rondon impressionou chefes e comandados, mostrando-se amigo e distribuindo presentes. Certamente a imagem daquele pegmejera de pele azeitonada, como a deles, ficou na lembrança de todos.

Quem fez a mais bela imagem de Rondon e de suas expedições científicas foi o jornalista e escritor Edilberto Coutinho, que o comparou a um príncipe da Renascença. O príncipe saía às ruas de Florença, no Quatrocento (século XV), com seu séqüito de luminares: pintores, escultores, poetas, alquimistas e escritores. Rondon viajava pelo sertão com seus expedicionários: médicos, geólogos, antropólogos, geógrafos, botânicos, astrônomos e mais doutores, a nata de pesquisadores e cientistas brasileiros da época. O príncipe se encantava com Michelangelo, Sandro Boticelli, Sanzio, Leonardo da Vinci. Rondon via, ouvia e apoiava a ação de Roquette-Pinto (antropólogo), Eusébio de Oliveira, Francisco Moritz, Cícero de Campos (geólogos e mineralogistas), J.G. Kuhlmann, Adolfo Lutz, Alípio Miranda Ribeiro (zoólogos), Alfredo Coqniaux, H. Harns (botânicos).

Candido Mariano da Silva Rondon foi o único marechal do Exército em tempo de paz. A patente só foi concedida a generais-de-quatro-estrelas em tempos de guerra. No final dos anos 50, um jovem oficial médico ia subir as escadarias do então Ministério da Guerra, perto da estação Central do Brasil, no Rio, quando notou que tudo parecia ter parado no tempo. Militares de todas as patentes perfilavam-se em continência. Civis mantinham-se em solene reverência. Era o então marechal Cândido Mariano da Silva Rondon que se dirigia vagarosamente, amparado por uma filha, ao edifício. Estava cego aos 90 anos de idade. A cena, segundo o oficial, foi emocionante e inesquecível.

Edilberto Coutinho mostrou que os diários de Rondon registraram o apoio que as expedições científicas e de engenharia militar recebiam dos indígenas: “esforcei-me para que a sociedade se interessasse de fato pela sorte desses irmãos primitivos, sem cujo auxílio não me teria sido possível levar a cabo as tarefas que me haviam sido confiadas pelas autoridades da República.” Em meio às tremendas dificuldades da construção da linha (telegráfica), entre 1900 e 1906, Rondon teve oportunidade, várias vezes, de socorrer os índios, “refreando a insolência dos desalmados chefetes dos sertões.”

Conseguiu salvar, em Ipegue e Cachoeirinhas, “os últimos pedaços de terras que os terenas e quiniquinaus ainda possuíam, de seus antigos e vastos domínios.” Rondon fez o levantamento daquelas terras e obteve, do governo do Pará, a garantia do reconhecimento da propriedade dos índios, com todas as formalidades legais. O oficial escreveria em seu diário: “o meio empregado para resolver questões ali na fronteira é o artigo 44, parágrafo 32! 44 é o calibre da Winchester (espingarda) e 32 o das pistolas de repetição.”

“Súbito, senti no rosto um sopro e divisei algo, rápido e fugaz, como se fosse um pássaro que cruzasse o caminho, na altura dos meus olhos, bem perto de mim. Num movimento instintivo, meu olhar procurou segui-lo e o que vi não foi um passarinho, mas (...) uma flecha com a ponta cravada no chão. Errara o alvo! (...) Embora muito rápido, o meu movimento não impediu que segunda flecha me viesse passar rente à nuca, roçando o capacete. E vi, bem próximo, dois nhambiquaras possantes, peito largo, cabeça grande, rosto de maçãs salientes. Firmes nas pernas, bustos inclinados quase horizontalmente, arcos retesados, estavam prestes a desferir novas flechadas. Os olhos de ambos fitavam os meus, duros, penetrantes, implacáveis como as pontas de suas flechas silenciosas. Dois tiros partiram da minha Remington (carabina), sem pontaria.” Assim Rondon descreveu o ataque que sofreu de índios nhambiquaras, que quase o matou. “Sem pontaria”, narrou ele. Rondon errara de propósito. Não abatera os atacantes. Era um atirador excepcional. Poupou-lhes a vida, acreditava em negociação amistosa.

Nos anos 40, época da Segunda Guerra Mundial, registrou-se uma discussão entre oficiais brasileiros e americanos, a respeito de seus líderes históricos. Na época os cinemas exibiam o filme “O intrépido general Custer”, com Errol Flynn, exaltando a figura daquele militar. Para por fim à conversa, um brasileiro afirmou: “vocês tiveram o (general) George Armstrong Custer, comandante do 7º Regimento de Cavalaria. Nós temos o general Cândido Mariano da Silva Rondon, que comandou o 5º Batalhão de Engenharia.” Custer foi um sanguinário, ambicioso e medíocre chefe militar, predador de índios. Foi morto ingloriamente na batalha de “Litttle big horn” (“Grande chifrinho”) pelos siox. Rondon, como narrou Edilberto Coutinho, “terá sido, certamente, o único desbravador de terras selvagens, em qualquer época e lugar, a sair de sua empresa sem uma nódoa sequer de sangue no uniforme que tanto honrou.”

Seu mais dileto e notável discípulo, o antropólogo Darcy Ribeiro, o chamou de santo-herói. O jornalista e poeta Bastos Tigre descreveu sua liderança numa inspirada ode:
“Comandas. E no olhar tens um tal magnetismo
E tanto em ti confia a grei que te acompanha
Que, às cegas, desceria ao mais profundo abismo,
Galgaria, ao teu mando, a mais alta montanha.”
O mestre da poesia Carlos Drummond de Andrade lembrou:
“Ó Rondon, trazias contigo o sentimento da terra (...)
“Eras um dos nossos voltando à origem
e trazias na mão o fio que fala
e o foste estendendo até o maior segredo da mata.”

Rondon aderiu, ainda na mocidade, às idéias de Benjamin Constant, considerado o “Fundador da República” e ao positivismo do filósofo Augusto Comte, fundamentado na “religião da humanidade” que influenciou gerações de brasileiros na passagem do século XIX ao século XX. Com o positivismo, Rondon aprendeu a aplicar métodos de matemática e das ciências experimentais na apreensão das leis e princípios que regem o desenvolvimento da humanidade. Sua visão do índio se tornou mais e mais clara com o passar do tempo. Afinal, era um deles. Seu diário, nas selvas, registrava estas palavras: “como positivista e membro da Igreja Positivista do Brasil estou convencido de que os nossos indígenas deverão incorporar-se ao Ocidente, sem que se tente forçá-los através do teologismo.” Augusto Comte o ensinou ainda: “importa, mais do que a própria vida, o espírito com a que vivemos.”

O já legendário coronel brasileiro fez, em 1913/14, uma difícil e histórica expedição científica à Amazônia, com o ex-presidente Theodore Roosevelt, dos Estados Unidos. Eles cumpriram um percurso de três mil quilômetros, descobriram e percorreram um rio de 712 quilômetros, o rio da Dúvida, formado pelos rios Castanha e Ariapuanã. Em homenagem ao estadista americano, Rondon batizou o rio com o nome de Roosevelt. A expedição levou, para o Museu de História Natural, de Nova York, uma coleção de 2.500 aves, 500 mamíferos, répteis, batráquios, peixes e insetos, muitos desconhecidos pela ciência.

No dia 20 de janeiro de 1958, o professor Darcy Ribeiro pronunciou emocionado discurso, no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, diante do corpo do marechal Cândido Mariano da Silva Rondon: “quero falar de Rondon vivo, do seu legado de lutas e ideais que desde agora nos é entregue. (...) Quero recordar aqui os quatro princípios de Rondon, aqueles que orientam a política indigenista brasileira desde 1910, mas constituem, ainda hoje, a mais alta formulação dos direitos de 60 milhões de indígenas de todo o mundo. O primeiro princípio de Rondon, “morrer, se preciso for, matar nunca”, foi formulado no começo deste século quando, devassando os sertões impenetrados de Mato Grosso ia de encontro às tribos mais aguerridas, com palavras e gestos de paz, negando-se a revidar seus ataques, por entender que ele e sua tropa eram os invasores e, como tal, se fariam criminosos se de sua ação resultasse a morte de um índio.”

E seguiu Darcy Ribeiro em sua homenagem a Rondon: “o segundo princípio é o do respeito às tribos indígenas como povos independentes que, apesar de sua rusticidade e por motivo dela mesma, têm o direito de ser eles próprios, de viver suas vidas. (...) O terceiro princípio de Rondon é o do garantir aos índios a posse das terras que habitam e são necessárias à sua sobrevivência. (...) O quarto princípio de Rondon é assegurar aos índios a proteção direta do Estado, não como um ato de caridade ou de favor, mas como um direito que lhes assiste por sua incapacidade de competir com a sociedade dotada de tecnologia infinitamente superior que se instalou sobre seu território.”

Darcy Ribeiro finalizou seu discurso: “(...) sejam minhas últimas palavras um compromisso e um chamamento diante do corpo de Rondon. Marechal da Paz. Marechal do Humanismo. Protetor dos Índios. Aqui estamos os que cremos que a obra da vossa vida é a mais alta expressão da dignidade do povo brasileiro”.

“Agora dormes
Um dormir tão sereno que dormimos
Nas pregas de teu sono
Os que restam da glória velhos feiticeiros
Oleiros cantores bailarinos
Extáticos debruçam-se em teu ombro
ron don ron don
repouso de felinos toque lento
de sinos na cidade murmurando
Rondon
Amigo e pai sorrindo na amplidão.”

O lamento é de Carlos Drummond de Andrade em seu “Pranto geral dos índios.”

Durante muito tempo, nas terras de Mato Grosso, remanescentes de povos bororo, terena, nhambiquara, urami, kepi-keri-uate, tacuatepe, parauate, ariqueme e tantos mais, sem seu Grande Pai, diziam ouvir o grito de despedida que ele tanto fez ecoar no imenso sertão do oeste: “quiaregodo-augai! Quiaregodo-augai! Hu! Aerogodugue!” (“que saudade! Que saudade! Que saudade de vocês. Sim! Não mais voltarei!”)

Seria oportuno que os militares de hoje exibissem, para seus comandados, filmes e documentos sobre as expedições de Rondon, que narram histórias de homens que vão ao encontro do desconhecido, enfrentando toda sorte de perigos, com honra, lealdade e dignidade. O tenente Vinícius, que ordenou a entrega de três jovens, no morro da Providência, no Rio de Janeiro, para serem martirizados por traficantes de drogas, alegando ter sido desacatado por um deles, deveria antes se espelhar na figura de Cândido Mariano da Silva Rondon que, já oficial superior, foi destratado por um velho índio bêbado. Impávido, o humanista Rondon reagiu ordenando que seus oficiais e soldados tratassem com zelo o pobre homem.

Eloy Santos é jornalista

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C.E.P

Eloy,
Parabéns pelo texto, importante resgate de um verdadeiro herói brasileiro!

C.E.P · Rio de Janeiro, RJ 31/8/2008 21:59
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ayruman

Importante texto sobre Rondon num País onde todos somos carentes de tudo, principalmente de Pessoas com ideais nobres, verdadeiros, solidários. Muito bom mesmo!
Saúde e paz.jbconrado

ayruman · Chapada dos Guimarães, MT 1/9/2008 23:53
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Cintia Thome

Marechal Cândido Rondon, Um BRASILEIRO!!!!
Um herói que nunca precisou apelar, matar, desonrar , ferir a dignidade de ninguém...Os príncipios de Rondon , hoje, são pouco aplicados...
Enfim, podíamos resgatar tanto o que ele foi em termos de carater, bravura, o País precisa disso...
Parabéns. Parabéns.

Cintia Thome · São Paulo, SP 4/9/2008 20:24
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Mestre Jeronimo - JC

Eloy... & obrigado a Cintia que me deu a chamada pra vir ate aqui, estamos de parabens por ter esta informacao, em forma de poesia educativa.

Devemos manter acesa a chama da nossa educacao com este tipo de exemplo que dignifica o nosso povo, a nacao, com feitos que servem para os de agora poder ter uma razao pra votar, e em quem votar, para fazer valer os ditos: ORDEM + PROGRESSO!

Parabens pelo trabalho em texto.

Axe'

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 4/9/2008 22:20
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Saramar

Um artigo maravilhoso e completo, que vim ler avisada pelo Mestre Jeronimo JC.
É um daqueles textos que deveriam integrar os livros das crianças para que saibam que já tivemos sim, nossos heróis.
Nesta época da história em que a honra, a humildade e a coragem de trabalhar pelos outros parecem ser contos de fadas, seu artigo vem nos lembrar deste grande brasileiro, deste humanista, para ergur um pouco nossas cabeças envergonhadas.
Muito obrigada por esta aula.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 5/9/2008 10:02
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phe

Eloy temos muito a conversar! O texto é ótimo, como ressaltou o overmano Mestre Jeronimo, uma poesia. Gostaria de bibliografia. Bravo!!!

phe · São Gonçalo, RJ 5/9/2008 19:37
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phe

Obs: A imagem que possuímos dos militares não é lá das mais simpáticas. Seus texto nos abre um belo campo de revisão sobre eles (os militares) e a filosofia positivista, que ainda boa ou má continua eurocêntrica.
abrços.

phe · São Gonçalo, RJ 5/9/2008 19:42
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Eloy Santos

Phe, ninguém, no mundo, pensou o indígena como Rondon. Décadas depois dele vieram os antropólogos que, infelizmente, não têm uma visão ampla da questão indígena. Rondon ficou e ficará como um corte histórico.
Abraços,

Eloy Santos · Rio de Janeiro, RJ 5/9/2008 21:00
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Eloy Santos

Phe, quem melhor descreveu Rondon foi Darcy Ribeiro, o grande antropólogo, criador também da Universidade Nacional de Brasília (UNB) e dos CIEPS, nos governos Brizola, no Rio. Há um livro dele que é importante: "Os índios e a civilização" - "a integração das populações indígenas no Brasil moderno". Me parece que não é difícil achá-lo. Confesso a todos: não há outro governante em todo o mundo (e Rondon falou pelo Governo e pelo Exército), que agisse como ele, numa época em que a nação ainda tinha ranços escravagistas e muitos ("cientistas", religiosos, governantes etc) garantiam que índio não tinha alma.

Eloy Santos · Rio de Janeiro, RJ 5/9/2008 21:15
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ayruman

Importante texto sobre Rondon num País onde todos somos carentes de tudo, principalmente de Pessoas com ideais nobres, verdadeiros, solidários. Muito bom mesmo!

***
Sr. Eloy. Grande contribuição aqui no Over. Sou Grato por suas palavras sábias e generosas.
Tenha um bom domingo. Uma boa Semana. jbconrado

ayruman · Chapada dos Guimarães, MT 7/9/2008 12:34
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Compulsão Diária

Eloy, parabéns pela iniciativa.
Rondon ficará como corte histórico e ético. Não se faz justiça à memória dele aqui no Brasil. Concordo com tudo o que disse. Rondon foi um grande humanista mesmo. "Morrer se preciso for, matar nunca".

Compulsão Diária · São Paulo, SP 11/9/2008 09:06
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Eloy Santos

Cândido Mariano da Silva Rondon é merecedor de suas palavras. Avise-me quando portar. Abraços

Eloy Santos · Rio de Janeiro, RJ 11/9/2008 09:18
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Juscelino Mendes

Parabéns! Há que se lembrar sempre daqueles que honraram este País com seus atos construtivos.
Abraços.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 17/9/2008 15:23
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Eloy Santos

Obrigado amigo. Como você e tantos amigos mais aqui deste Overmundo, tenho a responsabilidade de resgatar grandes personagens e páginas esquecidas ou ocultas da nossa história.

Eloy Santos · Rio de Janeiro, RJ 17/9/2008 15:58
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clara arruda

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 25/9/2008 13:39
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Coluna do Domingos

Votado

Coluna do Domingos · Aurora, CE 10/10/2008 12:02
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crispinga

Participei, quando estudante de Odontologia, do "Projeto Rondon", com estudantes de todas as áreas e de diversas Universidades para o interior do Brasil, prestando serviços às comunidades carentes. O Marechal foi um grande humanista. Com o fim da ditadura militar o projeto mudou de nome mas as Universidades continuam com seus campus avançados nas regiões mais distantes do país, graças ao pioneirismo e exemplo deste homem. Bela matéria, Eloy.

crispinga · Nova Friburgo, RJ 23/10/2008 20:18
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Poetisaluz

Querido poeta, jornalista ...e maravilhoso ser humano..parabéns.
Nâo perca meu próximo trabalho, que além de um texto, será uma denúncia contra os vícios da máquina pública, que se intitula "..Sou um homem de causas"...irá par o Banco..agora..já já..

Poetisaluz · Petrópolis, RJ 18/11/2008 00:45
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valdezz

que falata faz mais homens da estirpe deste verdadeiro heroi brasileiro, parabéns pelo texto

valdezz · Arraial do Cabo, RJ 6/12/2008 21:50
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ayruman

Importante texto sobre Rondon num País onde todos somos carentes de tudo, principalmente de Pessoas com ideais nobres, verdadeiros, solidários. Muito bom mesmo!
Saúde e paz.jbconrado
Relendo e aproveitando para dizer um alô para o Amigo.
Saúde e Paz em doismil-inove. jbconrado.

ayruman · Chapada dos Guimarães, MT 8/1/2009 10:40
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