Petrobras Brasil.gov.br Lei Rouanet
 
 

Querem nos fazer de bobo em 1º de abril

divulgação/fenaj
1
Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS
31/3/2009 · 145 · 20
 

O Recurso Extraordinário RE 511961, que questiona a constitucionalidade da exigência do diploma em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão, entrará na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) em 1º de abril.

A apreciação deve se dar no mesmo período do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei de Imprensa.

A luta pela dignidade no exercício profissional do jornalismo é mais que secular.

A lei só regulamentou a profissão em 1969, auge da ditadura militar no Brasil, golpe de civis apoiados em militares interessados em desenvolver o país submetendo-nos à hegemonia estadunidense. Com mais cortes que em música de Chico Buarque.

Eram os mesmos interessados que acabam de levar sorrateiramente, sem muito alarde nem noticviário prévio, a economia do mundo à breca, após o estouro da bolha de consumo farto de hipotecas infladas.

Desde o início, ainda no Império, o jornalismo viceja no Brasil à sombra do poder, quando não nos seus porões, ou, metido à besta, se ergue em substituição ao próprio poder, em alguns estados, em não poucos momentos da República.

O contraponto, uma imprensa livre do poder econômico e comprometida com a nação e asociedade em geral também está na origem dela no país, quando Hipólito José da Costa edita o Correio Braziliense... ou Armazém Literário, em Londres, e o faz chegar ao Brasil, em barco.

A tese do impoluto juiz presidente da nossa corte maior, onde o caso vai a julgamento no dia dos bobos, em 1º de abril, é que a Constituição não abrigou a legislação do exercício profissional do jornalismo no Brasil, em 1988. Todos serão levados a pensar que sua exel^wencia mertíssima se opõe aos feitos da Ditadura Militar, por oportuno o dia do incío da pauta. Que ela seria resíduo do discricionarismo militarista...

Querem te no fazer pensar que só teêm consci|ência, que suas roupas não t|êm bolsos, que, mesmo de ocoasão, são democratas e bonzinhos assim... com o povo que precisa de informação.
Caráter sem jaça, o excelentíssimo senhor juiz, também douto relator da referida matéria, talvez pretenda extinguir a obrigatoriedade do diploma universitário para o exercício da profissão de jornalismo no Brasil como uma pioneira ação de desregulamentação geral.

Filmes que os estúdios neoliberais cansaram de exibir até irem fazer companhias às pornochanchadas...

Bem, não querem extinguir a obrigatoridade da formação acadêmica de advogados, professores, nem dos de educação física, psicólogos, assistentes sociais, médicos, dentistas... por enquanto.

Um amigo contava uma historieta apropriada aos tempos:

- Não deixe entrar a cordinha?
- Por quê?
- Bem... se entrar a cordinha, entram o cavalo, a diligência, os índios e o 7º de Cavalaria todo, de facas compridas desembainhadas...

Eu penso particularmente que a moralização do exercício profissional através de formação sperior obrigatória, antes regido pelo carteiraço do filho do fulano, do amigo do beltrano, sempre uma autoridade eventual, de plantão ou dona de veículo de comunicação, começou a ser exigida ainda na década de 1950, quando Chateubriand mandava e desmandava no Brasil, sendo que até lei, a Terezoca, para obter a guarda da filha, conseguiu de Getúlio Vargas, .

Quem necessita de informação é a sociedade, que o dono do veículo quer sempre não publicar por razões de estado ou comerciais.

Ou ele já é dono do lugar, além do jornal, da rádio e da tevê (ou quer sê-lo), ou é assim com os donos.

Vai daí que a manchete é sempre a voz do dono, como diria um aficcionado da RCA Victor, feito o cachorro aquele, orelha em pé para o gramophone.

O interesse em desregulamentar a profissão é de quem a quer exercida por apadrinhados, servis, acumpliciados, acólitos e apaniguados.

É de quem não quer a jornada profissional de cinco horas, nem o piso salárial conquistados por lutas tantas dos jornalistas profissionais em todo o Brasil.

É daqueles que vão perguntar ao guarda da esquina, exibindo uma carteirinha de jornal de merreca: sabes com quem estás falando?

Ou dos que se aposentam em suas bem sucedidas carreiras esportivas e passam a ser os comentaristas de tudo nas redes de rádio e tevê.
só não chegam aos jornais e revistas, sabe-se, porque é difícil aprender a escrever com raquete, bola de qualqer tamanho, com as mãos e os pés ocupados.
Ou nadando.
O computador ainda não escreve sozinho, embora já pense por alguns.

O interesse definitivo no fim do diploma para o exercício da profissão de jornalista é de que o jornalismo deixe de existir e dê lugar, finalmente, à propaganda, que é a necessidade primeira do dono do lugar e do jornal.
Fala bem do que está aí que tudo o que está aí permanece como é!

É certo que um banco universitário nada assegura do contrário, mas pelo menos obriga ao debate da sociedade que se deve informar por dever e se fica conhecendo desde pequenino quem vai chamar a polícia ou o ladrão.

Não vão confundir, por gentileza, liberdade de imprensa com liberdade de empresa

Adroaldo Bauer Corrêa


comentários feed

+ comentar
Spírito Santo

Adro,

Tanta profissão indigna de homens de bem para ser desregulamentada e eles cismaram logo com esta.
Me lembrou a profissão de atriz que, nos velhos tempos, era regulamentada por uma registro profissional da Delegacia de Diversões Públicas, usando a mesma carteirinha usada pelas prostitutas.
Regulam as putas, mas, não querem regular a putaria (com todo o respeito)

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 30/3/2009 12:25
sua opinião: subir
Adroaldo Bauer

Estás prenhe de razão, meu camarada.
Eles, donos da midia, associados a seus colegas, donos de outros meios, esses de produção, querem licenciosidade para o prostíbulo...
sem salário profissional,
sem regulamentação profissional,
sem jornada profissional,
de preferênca, sem espinha dorsal em profissional.
Locupletar-se-ão,
já que não há como moralizar metrício mandado por proxeneta.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 30/3/2009 16:33
sua opinião: subir
Mi [de Camila] Cortielha

Adro,
você toca em um ponto importante, dos interesses da empresa da imprensa. Toca muito bem, inclusive, a colaboração é interessante.

Porém, eu acho complicada toda a questão de regulamentar qualquer profissão, assim como acho muito restritivo obrigar indivíduos (que não são produzidos em linha) a frequentarem escolas padronizadas.

Sempre subestimamos e esquecemos dos auto-didatas, que deveriam ter oportunidade de provar a competência para exercer regularmente qualquer profissão.

Abraços,

Mi [de Camila] Cortielha · Belo Horizonte, MG 30/3/2009 18:54
sua opinião: subir
O NOVO POETA.(W.Marques).

um trabalho bom e interessante.votado.

O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 30/3/2009 20:39
sua opinião: subir
Adroaldo Bauer

Camila,

Também penso que ninguém deveria ser obrigado a frequentar qualquer escola para fazer o que quer que seja e que fosse responsabilizado por fazer o que quizesse e penalizado pelos erros que cometesse, crescesse pelos méritos que tivesse reconhecidos no desempenho profissional.
Entre o o que eu penso, assim de modo libertário, e a república dos bacharéis que tem consci~ecia e bolsos grandes, a nossa república concreta, vai uma distância enorme.
Se não estiver numa lei corretamente escrita, sem interpretações possíveis diversas, não será cumprida a regra.
Jornada de cinco horas... não é de seis, nem de sete.
Salário profissional (piso), é fixado pelo acordo sindical em cada estado.
E ainda relutam muitas empresas em pagar.
Exercício regular só para formados em cidades que tenham escola de comunicação, burlado pelos precários e provisionados.
E contes aí os ídols do passado até em puladinho de amarelhinha.
Nao vejo qualquer ex-jogador de basquete, vôlei ou futebol advogando ou fazendo cirurgia, clinicando em ambulatório dentário.
Não vejo nenhum desses assinando projetos de arquitetura ou engenharia.
Nao vejo nenhum ex-famoso arriscando a pele numa manipulação de medicamentos em farmácia.
Vejo e ouço dizendo barbaridades, diariamente, da cabeça de porco que tem, do emprego que aceitam pela aproximação com novos famosos e as merrecas que lhe são oferecidas, comentando jogos de futebol, olimpíadas, corridas de pedestres... de skate...
Se vejo campear a bagunça apenas na profissão de jornalista, que ainda é regulamentada... posso concordar em desregulamentar todas as demais, mas não tenho acordo algum em que só a que exerço seja penetrada em profundidade pelo interesse venal dos donos da midia para defender interesses confessos... o de achincalhar com a informação devida à sociedade.
Se há direito da sociedade ser informada, que os meios, canais públicos concedidos: rádio e tevê, e os que se beneficiam de gordas isenções de impostos e verbas publicitárias públicas prestem serviços públicos e cumpram as leis que todos cumprimos.

Agradeço a participação de todas as pessoas que aqui vem para o debate.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 30/3/2009 22:48
sua opinião: subir
Benny Franklin

Coisa complicada essa em debate.
Assim como tem jornalista de canudo que escreve mal e porcamente dez linhas; tem autodidata que escreve mil de forma brilhante - qual festejar?
Abçs.

Benny Franklin · Belém, PA 31/3/2009 00:05
sua opinião: subir
Adroaldo Bauer

Não se reduza o debate a exemplos hipotéticos... querido Benny.
Sei de muita gente que compra diploma de qualquer profissão e nem por isso se extinguem as regulamentações dessas profissões.
Vai ficar muito mais fácil ao dono de um veículo descumprir os acordos estipulados por lei, é do que estamos falando seriamente, aviltando ainda mais o exercício profissional.
É uma questão de mercado, sim.
De trabalho e de economia.
Força de trabalho desqualificada em jornalismo só interessa a quem não quer informar a sociedade.
Salário baixo em jornalismo só interessa a quem quer desqualificar o profissional.
Os concursos públicos vão ser para técnico em comunicação no futuro... vencimentos de 600 a 800 reais, não mais para técnicos científicos.
As vagas serão preenchidas por pessoas que vão querer se exibir de jornalistas, como no passado, para dar carteiraço em lumpanares e casas de espetáculos de quinta.
As trocas (que ainda há) de notas impressas por mercadorias, mesmo alimentação e bebidas vão retornar à crista da onda.
Uma viagem com hospedagem em hotel três estrelas será capaz de dar manchete ou série de uma semana de pseudo-reportagens.
O que ainda é uma realidade no meio.
As pessoas que escrevem bem e tem qualidade e honestidade de princípios sempre foram conviddas a escrever em jornais, revistas e dar opiniões em emissoras de rádio e televisão.
Fazer isso de modo permanente é que está em debate.
Se tem capacidade para escrever bem, por que não faz um curso para se habilitar a escrever sempre?
O jornalista tenta sobreviver da profissão.
O escritor que escreve bem sobrevive do que?
Eu já escrevia e fiz o curso.
E o fiz em escola pública.
Tem nem um mistério cumprir a lei se a lei existe.
Nunca fiz, ainda, uma cirurgia, nem advoguei.
Meu bolso é menor que minha conscieência e do que o que parece estar sob algumas togas da corte maior.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 31/3/2009 00:51
sua opinião: subir
Claudia Almeida

No Dia da mentira querido.Parabéns.Votado,bjs.

Claudia Almeida · Niterói, RJ 31/3/2009 09:08
sua opinião: subir
Adroaldo Bauer

O que não se publica mais:
"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado."
Karl Marx, "Das Kapital", 1867

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 31/3/2009 17:51
sua opinião: subir
Miguens

"Não vão confundir, por gentileza, liberdade de imprensa com liberdade de empresa".
E não confudir também, quem sabe, imprensa com imprensa... Quando a palavra assume o sentido de colocar o outro contra a parede, mesmo.
Me parece que nós, brasileiros, temos um grande abacaxi para descascar...
Parabéns pelo bom artigo e pela escolha do tema precioso.
Abraços!

Miguens · Rio de Janeiro, RJ 31/3/2009 20:52
sua opinião: subir
Sinvaline

Ai, nem vou comentar o que estou pensando! Quem sabe qualquer hora crio coragem para publicar o que penso!

Parabéns Aldroaldo!

Sinvaline · Uruaçu, GO 31/3/2009 21:24
sua opinião: subir
Cláudia Campello

Ponderastes mto bem.

bjssssss;)

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 31/3/2009 22:46
sua opinião: subir
Andre Pessego

Pois é, na linha da liberdade profissional quem sabe logo logo
disregulamentam a de médico, e restabelece a de feiticeiro.
abraços
andré

Andre Pessego · São Paulo, SP 31/3/2009 22:56
sua opinião: subir
Higor Assis

A coisa não precisava ficar desta forma se o governo tivesse repreendido as diversas faculdades de comunicação do país, que não tem condição de formar bons profissionais. Na década de 90 foi quando explodiu!

O problema ao meu ver esta ai. Nas 'empresas' formadoras, não em quem entra em uma universidade com a vontade de fazer pela verdade e pelo bem maior. A questão dos profissionais de outras áreas que escrevem não chega nem perto (próximo) da nossa situação/discusão.

O jornalismo esta mudando mais ainda. É a profissão que mais esta sofrendo mudança com as novas técnologias, não há no mundo profissão como a nossa que mais tenha sentido a interferência da globalização e das novas técnologias. É preciso repensar toda a estrutura da educação do novo jornalista, do estudante de comunicação. O jornalismo não é só escrever. Há etapas para serem seguidas e isso cabe a cada um entender o fazer jornalismo.

Existe este debate, que por sinal coloquei por meio de mensagem interna ao pessoal do overmundo, pois eles tratam de um novo jornalismo - o colaborativo. Isso pode ser um novo viés para se tratar, mas isso não significa que acabar com o diploma é fazer o 'bem' para um jornalismo mais dinâmico.

Higor Assis · São Paulo, SP 1/4/2009 09:45
sua opinião: subir
Zéduardo Calegari Paulino

Acho que querem transformar liberdade de imprensa em libertinagem de pistolão.
Eu digo não!

Zéduardo Calegari Paulino · Campo Grande, MS 1/4/2009 13:59
sua opinião: subir
Benny Franklin

PERDÃO!

Não estou reduzindo o debate a exemplos hipotéticos... querido Adro.

Falo de exemplos vivos. A imprensa dita marrom é exemplo disso, sem personalidade.

- Que regumente-se (então) a profissão! O direito a ela é livre.

De fato: Higor tem razão. A explosão em 90 das faculdades despreparadas foi que de pior aconteceu para a festa do mal jornalismo se implantar.

Conclusão: o problema será depois da regulamentação (que eu sou a favor) : é ter que substituir (por força da lei vai haver substituição) os atuais jornalistas entre muitos excepcionais, mas sem diplomas - mesmo com merrecas em salário - por outros inqualificados envoltos a canudos imerecidos.

Concorda, ou não?

Espero não ter sido chato!

Benny Franklin · Belém, PA 1/4/2009 17:20
sua opinião: subir
Adroaldo Bauer

Benny, querido camarada, falei redução ao hipotético porque não estavas citando fatos objetivos, mas exemplos em tese.
Temos muitos jornalistas à direita e à esquerda que não escrevem tão bem como bons colaboradores convidados ou mesmo como pessoas que fazem jornalismo melhor que muitos jornalistas formados.
Falei, então, objetivamente, de que há lei, que houve luta mais que secular para tornar digno o jornalismo, regulamentar a profissão e o acesso a ela e que isso permitiu a sindicatos e federação, de algum modo mais eficaz, atuar para tornar efetivas conquistas como a jornada de cinco horas, o salário piso (ainda que em dissídios) e algumas outras também generalizadas no território, a partir de uma certa consciência corporativa, mas igualmente política e profissional.
Sem regulamentação, sem tornar obrigatória a formação em fundamentos do jornalismo, que não é, concordo, só escrever bem, não teremos jornalismo.
Teremos a voz do dono, reproduzida por fiéis amigos dos donos, mais que hoje ainda.
Sem formação em fundamentos, não há o que a sociedade possa exigir como direito seu.
Nem como lutarmos para que os direitos sejam cumpridos.
Há proliferação de escolas de medicina e de direito e o senhor juiz da corte alta, nem outros quaisquer do ministério público estão agindo para desbastar o excesso e a má qualidade.
Vejo alguma ação assim desde o executivo.
Estamos em plena marcha, contudo.
...
Torno a repetir
meu amor

ai, ai, ai
(plagiando Gilberto Gil, aqui no sentido de dor, não de alegria por amor).

Agradecido a todas as pessoas que tem comparecido aqui com as distintas razões e argumentos.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 1/4/2009 18:18
sua opinião: subir
Adroaldo Bauer

dão, era para ter posto o linque
Estamos em plena marcha, contudo.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 1/4/2009 18:33
sua opinião: subir
Adroaldo Bauer


Não devem ter chegado a um acordo os bolsos com as cabeças.
Adiado o julgamento.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 2/4/2009 16:07
sua opinião: subir
Adriana Santiago

Oi, você sabia que existe uma rede social chamada Jornalista, só com diploma, onde tem mais de 500 pessoas discutindo isso? Vá lá, converse com a gente!

Adriana Santiago · Fortaleza, CE 9/5/2009 20:35
sua opinião: subir

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

filtro por estado

busca por tag

observatório

feed
Música de qualidade pra download livre no Overmundo!

O grupo Cabruêra está lançando com exclusividade no Overmundo o álbum Visagem, que foi premiado pelo Programa Petrobras Cultural. Originária de... +leia

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados