Querido cinema brasileiro

sites Eu Adoro Cinema Brasileiro e RTP
Sandra Barsotti
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CCorrales · São Paulo, SP
23/8/2007 · 158 · 13
 

Eu adoro assistir a filmes nacionais antigos. Cada década tem seu encanto... e em cada uma conhecer o trabalho de atores comentados que nunca vimos atuar, observar os costumes. Ah, conhecer os anos 30, 40, 50, imaginar minha mãe, meu pai, ouvindo aquelas músicas.
Nos filmes dos anos 60, 70 e 80 divirto-me com as gírias, as roupas, os penteados, os atores que eram tão jovens.
Nos filmes dos anos 90, 2000, ver o bom trabalho de atores que a tv subestima nas novelinhas.

A cada sessão no Canal Brasil um aprendizado, até nas pornochanchadas da década de 70: ver Carlo Mossy, Monique Lafond e Sandra Barsotti lindas, Lúcia Veríssimo jovenzinha, Jorge Dória sempre Jorge Dória.

Daisy Lúcidi, que agora ficou conhecida do público jovem como a síndica do Copamar na novela das oito (Páginas da Vida), fazia o papel da típica dona de casa da classe média, esposa do personagem de Jorge Dória, antes de concentrar-se na carreira de radialista e deputada. Aqui ela era mãe do Marcos Paulo, o galã antes de virar diretor de novela. E ainda tinha Darlene Glória, o saudoso Sady Cabral, Fernando Torres e até Abel Pêra, tio de Marília Pêra.

O filme era "Eu transo... ela transa", de 1972. Já assisti a esse filme umas 3 vezes, mas na última de novo não resisti. O enredo eu sabia de cor, mas a trilha sonora era tão legal... Sabe de quem? Carlos Lyra.

Essa semana vi - finalmente do começo ao fim- A Cor do Seu Destino, filme de 1986. Todo mundo era jovenzinho: Guilherme Fontes, Júlia Lemmertz, Andréia Beltrão, Chico Díaz, Marcos Palmeira, Anderson Müller. E eu consegui algo que adoro fazer: reconheci o Paulinho Moska fazendo o papel de um amigo do Marcos Palmeira.

Os créditos no final confirmaram meu palpite de boa fisionomista. Pelo que vi na internet depois, parece que foi seu único trabalho como ator. Agora, vamos aproveitando sua boa música.

Mas esse não foi meu único feito. Um dia eu cismei que um figurante jovem e barbudo era o Jayme Monjardim. E era! Nos créditos apareceu como Jayme Matarazzo.

Ai se o canal não passa os créditos ou se passam na frente da TV nessa hora! Eu morro!

Se você também gosta de cinema, algumas fontes para antes e depois do filme são:
http://estranhoencontro.blogspot.com/
http://www.adorocinemabrasileiro.com.br
http://www.imdb.com

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FILIPE MAMEDE
 

Confesso que estou mais pra Blockbuster do que pra cinema brasileiro, até porque a qualidade do audio não era das melhores e, por isso mesmo, as vezes (eu) não conseguia entender o que estava sendo dito. Mas assisto, vez por outra, o Canal Brasil. Realmente tem coisa muito bacana rolando por ali. Seria bacana se todo o acervo deles fosse digitalizadom não é mesmo?

Um abraço Cintia.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 21/8/2007 08:37
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Labes, Marcelo
 

Ix, acho difícil, Felipe. Até os filmes do Glauber que, vamos ver, nos trouxeram o respeito de Cannes demoraram muito para serem digitalizados, o que dizer da vasta produção dos anos de 1960 e 70. Nesse ponto, sou pessimista mesmo! Acho que se não der muita grana, os caras estão fora! Outro dia pesquisei o valor dos filmes do Glauber e eles estão custando em média R$50,00. Parece que nem o famoso baian dá lucro, senão cobrariam um pouco menos. Que te parece?

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 21/8/2007 13:14
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CCorrales
 

Caros Felipe e Labes
Obrigada pela presença.
Realmente a questão da digitalização dos filmes é muito importante, e embora não seja o foco da minha despretensiosa crônica, segue um link que trata de Digitalização e Memória para quem tiver interesse.
Contam que "o Canal Brasil demanda
500 filmes nacionais por ano para manter-se no ar" e relacionam os filmes das décadas de 10 a 50 que estão sendo redescobertos e restaurados.
Abraços

CCorrales · São Paulo, SP 21/8/2007 14:10
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querida Cíntia:
A tua crônica pode até ser despretenciosa, mas me agradou muito, principalmente talvez por isto, quer dizer, porque você não está querendo "vender uma tese" apenas contando, de maneira vivaz e sincera, as emoções que te transmitem os filmes nacionais, sei lá, uma declaração de amor sem pagar imposto nem pedir licença, pelo cinema nacional. Achei lindo!
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 21/8/2007 14:59
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CCorrales
 

Que bom que gostou, Joca.
Era esse mesmo o espírito da coisa.
Bjs

CCorrales · São Paulo, SP 21/8/2007 17:15
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Tetê Oliveira
 

Oi cìntia, bom reencontrá-la por aqui! Que legal esse seu texto, eu também gosto de produções mais antigas, mas no meu caso lembro muito das novelas, já que na infância e adolescência assisti a muitas - hoje raramente assisto! Tanto que ao ver a Sandra Barsotti, de imediato, lembrei de O Casarão - acho que foi a única novela em que ela foi a protagonista (jovem). E olha que nem acompanhei essa novela, por esses tempos ficava mais brincando na rua mesmo. Bons tempos!
Mas gosto muito de cinema. Sempre que posso estou dando uma conferida em alguma produção nacional. Esses dias, coincidentemente, fui ao Centro Cultural de Belford Roxo (escrevi pra cá) e tinha uma comédia da década de 50, com Dercy Gonçalves, em exibição. No entanto, desisti de vê-lo porque o áudio era muito ruim, como disse o Filipe.
Beijo.

Tetê Oliveira · Nova Iguaçu, RJ 21/8/2007 19:50
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CCorrales
 

Tetê
Eu também lembro mais das novelas... mesmo porque nessa época eu nem tinha idade para assistir à maioria desses filmes no cinema. Você lembrou bem: Sandra Barsotti fez o papel central (Carolina) da novela O Casarão na 1ª geração dos personagens. A foto em tons avermelhados é dessa novela, divulgada no site da RTP, TV portuguesa.
A trilha sonora era ótima: Fascinação, com Elis Regina; João Bosco; Gal Costa, entre outros. Meu LP foi roubado!
As novelas têm ficado na nostalgia, os filmes a gente ainda consegue ver ou rever alguns.
Bjs

CCorrales · São Paulo, SP 22/8/2007 22:21
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Ilhandarilha
 

O diretor Paulo Emílio Salles Gomes tem uma frase bombástica sobre isso: "o pior filme brasileiro é melhor que o melhor filme estrangeiro!" . A frase é de efeito e é polêmica. Mas tem um sentido muito profundo: acho que ele se referia ao fato de que o que é feito aqui, com nossas histórias, nossas paisagens, nossa história, é o nosso retrato, mesmo. E o retrato é muito melhor quando a gente se reconhece nele.

Trabalho na exibição de filmes nacionais e fico bem triste quando um grupo (geralmente de adolescentes) de expectadores me pergunta se eu não vou passar um filme americano (geralmente aqueles do Vin Diesel, ou Motoqueiro Fantasma, coisas assim). Não que eu não goste de cinema americano: acho que eles sabem muito bem como contar uma história na telona e ensinam pro resto do mundo. Mas reduzir tudo aos blockbuster é uma limitação enorme.

O som do cinema nacional foi ruim até a década de 80. De 90 pra cá as produções têm a mesma qualidade sonora dos filmes estrangeiros (inclusive porque a mixagem de som é feita, em muitos casos, em estúdios da California!). O que falta é uma boa sonorização no cinema. A maior parte das salas está regulada para a música e os efeitos sonoros e não para diálogos: eles preparam o som para um público que não entende a língua original do filme e se preocupa muito mais com as emoções evocadas pelos efeitos e pela música.

Ilhandarilha · Vitória, ES 23/8/2007 22:05
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FILIPE MAMEDE
 

Um puxão de orelha na Cíntia que errou meu nome de novo...(risos)
Um abraço do Filipe com I.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 24/8/2007 11:25
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Labes, Marcelo
 

Ilha, sem quere elucidaste uma das minhas grandes dúvidas (e uma grande zanga) relativa à sonoridade dos filmes. Não supunha, mas agora tudo se encaixa: o som dos cinemas é preparado para o barulho, não para a conversa.

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 24/8/2007 11:31
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Ilhandarilha
 

Pois é, Labes. É o que mais acontece. Principalmente nas grandes redes, som super estéreo. Pra eles é mais importante que a gente perceba que o barulho veio do lado direito da cena do que entenda o que o personagem diz, já que a maioria do público lê a legenda, mesmo.
Nunca entrei numa cabine desses cinemas modernos e não sei dizer como é feito o controle de som. Mas imagino que eles continuem usando mesas e equalizadores onde poderiam controlar os níveis para os diálogos. Se não o fazem é porque não há reclamação do público, que quando vê um filme brasileiro e não entende os diálogos pensa logo que o cinema nacional é uma merda, e pronto!

Ilhandarilha · Vitória, ES 24/8/2007 13:28
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CCorrales
 

Ilha, obrigada pela contribuição. É sempre bom ouvir quem trabalha na área.
Abs

CCorrales · São Paulo, SP 24/8/2007 18:56
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CCorrales
 

Ai, F I L I P E, foi só eu ficar 15 dias longe do Overmundo que cometi esse deslize. E você mudou a foto!
Desculpe e abraços

CCorrales · São Paulo, SP 24/8/2007 18:57
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