CINEMA E REALIDADE
Reflexões da professora
que vê ( parodiando
Bertolt Brecht)
Qual não foi minha surpresa – pra ir entrando logo de sola no assunto – quando vi, no HULK 2008, produção norte-americana, o exército dos Estados Unidos invadindo uma favela brasileira para capturar seu monstrengo verde produzido em laboratório; cujo General comandante deseja transformar aquele tipo de mutação em super soldiers, armas humanas, super soldados, etc., e assim tentar dominar outros Afeganistãos, Iraques, Vietnãs, quiçá Amazônias, quiçá Brasis...!!!
No filme, é como se não existissem Forças Armadas no Brasil, não existisse nem governo no Brasil, na verdade eles consideram o Brasil como um quintal deles, lugar comum onde eles podem entrar e sair impunemente conforme sua própria vontade! Afinal o filme nem sequer cogita uma comunicação com o Exército Brasileiro ou com o Governo do Brasil. Tive a impressão de que se deseja semear essa idéia, torná-la comum no inconsciente coletivo: que é possível aquilo que acontece lá – a invasão-intervenção que fere os princípios de paz entre as nações , desrespeitando fronteiras, ameaçando a paz continental . E então, no dia em que acontecer, já estará banalizado entre nós, será considerado como uma coisa corriqueira- mais ou menos o que a Colômbia fez no Equador para matar os guerrilheiros das FARC, ajudada pelas intelligentsia do FBI e da CIA. .Aliás, .essa é a justificativa do General o tempo inteiro: que ele é um fugitivo! Então ele ser um fugitivo justifica a invasão? Será que é isso que estão preparando para nós? Uma desculpa, uma justificativa, para ratificar ações de desrespeito à soberania nacional?
Não vou fechar questão. Estou abrindo o questionamento, estou colocando a dúvida na mesa, porque Hollywood só nos traz certezas e convicções! O fundamento destas certezas e convicções é ideológico, mas depois de Foucault não se pode mais falar de ideologia que se é logo taxado de xiita, radical e outros rótulos mais que o capitalismo inventou e instaurou como verdade para reduzir seus críticos e minimizar aqueles que questionam suas práticas xenófobas e genocidas.
.A indústria bélica que financiou a campanha do Presidente dos Estados Unidos, George W Bush, vem sendo muito bem remunerada nestes anos de seus governos (Governo para os norte-americanos e des-governo para os povos do Oriente Médio, da América Latina e algumas nações do Extremo Oriente), com a perseguição a Osama Bin Laden, ao terrorismo como um todo ,– já que os EUA combatem o terrorismo com terrorismo de Estado - a invasão ao Iraque e tantas outras ações imperialistas comandadas por esse lunático que mata crianças, destrói hospitais e mesquitas, financia golpes de Estado nas democracias da América Latina e manda seus jovens à morte nas trincheiras para salvar a própria pele e defender os interesses dos arqui-bilionários empresários da indústria de armamentos pesados. Não é à toa que a indústria cinematográfica – serviçal da burguesia capitalista internacional produziu nesse período, em Hollywood, tantos longas-metragens cuja temática principal foram as armas, a violência, as chacinas, o tráfico de drogas, genocídios e fratricídios, sempre com a justificativa de que se está retratando a realidade – mas até onde o cinema e as artes áudios-visuais não re-criam elas mesmas uma nova realidade a partir do que forjam em suas histórias, nas telas dos cinemas? Até que ponto o cinema é influenciado e até onde ele influencia no imaginário do inconsciente coletivo? Deixo essas questões com o leitor, para que observe, analise, teça suas próprias considerações e mantenha bem abertos os olhos. Leia as entrelinhas, as letras e palavras que não foram escritas, as imagens que não foram gravadas, escute o silêncio, tateie o inalcançável e esteja alerta pois assim como o Iraque e a Bolívia têm petróleo, nós temos aqüíferos, nós temos o Pantanal e nós temos a Amazônia!
Gostei muito de seus textos, Diacui (Veja minha mensagem no seu texto anterior). E já que falou em Brecht, lembro de sua passagem que diz:
"Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda;
Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis."
Você exterioriza em seus textos ser imprescindível.
Abraços.
Valeu Juscelino estou adorando essa experiência de estar aqui e poder conhecer pessoas do Brasil inteiro, filósofos principalmente.
como vc. A propósito, já morei em Campinas há muitos anos atrás, era apaixonada pela cidade mas muito jovem e não consegui ficar. Tenho vontade de voltar para re-conhecer
Volte quando puder. Será bem-vinda... Obrigado por suas palavras gentis.
Dialuci,aqui compareço com muito carinho e deixo seu trabalho publicado.Voltarei pare reler com mais calma.
clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 19/9/2008 07:38Oi Clara, Volte mesmo, volte sempre, amei seu poema e a foto também. Amo crianças. tenho duas em casa e mais de mil na rua, nas escolas...
Diacui Pataxo · Ilhéus, BA 19/9/2008 08:00
Diacui, você acertou no alvo. Um tiro direto aos 'interesses' que nos cercam. Os alunos precisam de mais textos como o seu para uma reflexão sobre o futuro e essa demagogia internacional.
Parabéns...
Texto bem oportuno. É verdade que o Departamento de Estado (o Ministério das Relaçoes Exteriores deles) sempre teve nas artes, em especial o cinema, uma arma de informação e contra informação para a defesa do império americano. Quem não se lembra ou ouviu falar de centenas e centenas de exemplos disso?
Carmem Miranda e o Pato Donald muito fizeram - na época de forma positiva, diga-se - pela disseminação da ordem democrática made in USA na luta contra o nazi-fascismo representado por Hitler e Mussolini. Até o belíssimo e inesquecível filme "Casablanca" mostra esse entrevero entre o bem e o mal político.
E Rambo?, já na avassaladora onda de ataques e ocupação de países de todo o mundo?
Seu texto merece mesmo uma ampla divulgação, muita meditação e discussão. Parabéns.
Olha Eloy, muito obrigada por comentar esse texto. Ainda penso em escrever sobre o Rambo, pois sempre comentei sobre ele na sala de aula. Eu o vejo um pouco como sublimação dos americanos pela perda da Guerra. Pior que o Pato Donald são os personagens de Zé Carioca e Nestor, um papagaio e um urubu, dois malandrecos espertos, que o Walt Disney criou para representar os brasileiros em sua obra, por volta de uma viagem que faria para o Brasil na época. Agora recentemente está fluindo uma onda de filmes sobre o 11 de setembro, tem um com o Nicolas Cage, tem outro com o Adam Sandler, tem dois sobre o atentado do WTC, como se se quisesse comover o mundo com o sofrimento gela explosão, mas nenhum supera o documentário do jornalista premiado Michael Moore, que critica o comportamento do Presidente Bush e entrevê relações de sua família com grupos árabes ligados ao Bin Laden.
Suas palavras me ensinam e me animam, obrigada.
Poeta Higor, li algumas poesias suas, gostei muito do seu trabalho, já postei um comentário, dei meu voto pra o poema que termina amanhecendo louco e neurótico, e é isso aí mesmo, eu trabalho com educação e acredito que é nesse espaço-escola que podemos semear a transformação da sociedade. grande abraço
Diacui Pataxo · Ilhéus, BA 19/9/2008 10:50
Interessante. Mas é maior, não está só no Hulk, ontem assistia um filme chamado "Prova de Vida" de 2001, que vendia essa justaposição de ideário, que necessitamos sempre da intervenção do bonzinho norte-americano, nesse filme a crítica era fascista ao extremo as nossas instituições. E olhando mais profundamente, somente nossos filmes que enaltecem o Caos são premiados e indicados, enquanto obras de conteúdos pertinentes são relegadas ao esquecimento.
Sidiney · São Francisco do Sul, SC 19/9/2008 12:10É isso aí Sidney, é maior mesmo, eu seleciono os Rambo, os Robocop - e os Mamonas já brincaram bem com isso), recentemente assisti um de guerra chamado "o sobrevivente", onde o filme se passava no Vietnã mas, só tinha leganda e dublagem para as vozes dos americanos rsrsrsr então , é por aí, temos que estar em estado de alerta, expulsar quem estiver aqui dentro tramando contra nós, como fizeram agora Evo Morales e Hugo Chávez, apoiar os latinos, como fizeram os presidentes do Brasil, da Venezuela e do Chile com o índio Boliviano ,,, Eu imagino como o governo dos EUA se sente, tendo logo ali um índio a presidir uma nação, já que Índio nos filmes de Hollywood até outro dia não tinha nem voz! Foi a partir de Dança com lobos, do Kevin Costner, como sabemos, que esse paradigma foi quebrado. E por aí vai...
Diacui Pataxo · Ilhéus, BA 19/9/2008 15:12
Diacui,
Há alguns anos li um livro que me marcou muito, o nome, salvo engano, "A ideologia subjacente nos livros didáticos" onde o autor se propõe a chamar a atenção dos educadores sobre algumas questões que quase sempre passam despercebidas em termos de luta de classes. O texto que você escreveu me recordou a leitura de estudante. Parabéns!!! Texto bem escrito e de conteúdo bastante pertinente.
Abraço,
eu conheço mesmo esse livro, inclusive fazia análise dos livros de Estudos Sociais publicados na década de 60 e 70 no éríodo da Ditadura Militar. Nesta época escrevia-se coisas absurdas nos livros, discriminava-se a mulher, os negros, os índios e outras minorias políticas, mas que sabemos são maioria na população. Eu fiz um pouco de análise ideológico no cinema, a questão é muito mais profunda e hoje em dia ninguém quer falar de luta de classes, como se o capitalismo tivesse superado essas distorções apenas porque a Globo ou a HBO querem, mas ainda existem espeços onde podemos falar e pensar livremente, fora das universidades, porque lá temos que rezar a cartilha dos DOUTORES! Obrigada, abraço.
Diacui Pataxo · Ilhéus, BA 19/9/2008 15:36
Eu penso parecido, Diacui.
Falo que não se encontra mais camisa lisa, só com estampa escrita em inglês.
Tem propganda de tênis que é direto o lema da firma, sequer há uma palavrinha nessa língua emq ue estamos aqui ainda escrevendo e lendo.
Uns dizem que é uma tendência universal.
Aplaudem feito o que se chamava de macacas de auditório, as pessoas, para não discriminar o gênero dos bichos.
Bem, vem aí o mandarim, que a globo já tá enfiando em cada intervalo.
Tem as colas e os mac's.
Tem os tênis de marca.
Começou nos cais (onde começam os prostíbulos nas metrópoles portuárias), com as jeasn das duas marcas aquelas trazidas por marinheiros a 50 dólares.
Depois as camisetas começaram a ser chamadas de T-shirts.
Se come xis, agora, mas por muito tempo foi cheese.
Aí o pessoal fala a língua do computador porque a ferramenta vem explicada em inglês.
Ora, puiúcas!
Nunca ouvi agricultor falando tratorês e as máquinas sempre foram estrangeiras até bem pouco, desde há muito.
É que os do campo sabem que tem que ficar na terra e defender a terra, será?
Mas eles agora fazem agribusines.
Já esse povinho (83% da população) das metrópoles, dos centros urbanos quer serviços (o mesmo que queria a juventude embriagada no desastre soviético), não importa quem forneça e quem sejam exploradores e os explorados, se tailandeses, timorenses, coreanos, chineses ou mesmo brasileiros.
Quando chegarem os gringos aqui pra pegarem o hulk (é verde, né?) vai ser feriado e poderão desfilar na Paulista com as sirenas ligadas sob aplausos... da fanática torcida gringa dos de dentro.
Azar deles que estão falindo, precisando de uma intervençãozinha básica do estado.
Capitalismo de livre iniciativa estatal é tri-legal.
De neoliberal privatista a estatizante do preju é de arrepiar a velocidade, diria um banqueiro conconrrente ou uma seguradora menos podre.
Seria bom convidar uns vietnamitas para conversar sobre como botar fora o fulano, porque, como Westmoreland achava dos vietcongues, os generais estadunidenses, super-homens que pensam que são, os tolos, continuam pensando que não há gente fora do país deles.
Portugueses espanhóis fingiam o mesmo quando aqui chegaram.
Em genocídio são doutores, diriam apaches, sioux, meninconjus, moicanos et alli.
Belo postado, Diacui.
Querida Diacui:
permita-me ser uma voz dissonante no coro dos concordantes. Creio que, a partir do título, o viés adotado por você é o de despresar o que há de cinematógráfico, para o bem e para o mal, do tal filme, e enveredar para a realidade exigindo, inclusive, verossimelhança no enredo, como se fosse a fomosa locução de rádio feita por Orson Welles nos idos de 1940.
Não vi o filme, e provavelmente não o veria em condições normais de temperatura e pressão, isto é, não faria nenhum esforço para vê-lo. No entanto, se o visse, com certeza o veria com olhos de quem assiste a um filme e não de quem enxerga nele um manual de dominação do mundo.
Por esse motivo é que eu acho que o seu postado é problemático. Porque vc não usa o filme, como parece pretender, para interpretar a realidade, mas faz, sim, exatamente o contrário: utiliza exemplos tirados da realidade -para justificar o julgamento que faz do filme. E do filme em si mesmo, sobre os valores cinematográficos que ele contém, ou até mesmo sobre a ausência deles, você se cala. Desculpe, mas a impressão que me ficou é a de que Hulk 2008 são as pedras utilizadas para preparar a sopa (lembra a história do Tom Sauyer e da velha sovina), isto é, com ou sem ele o que está importando a vc mesmo é falar sobre a realidade.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
É isso aí! Tipo aquele poema
do Maiacóvski, é assim que eu me sinto. Reporto - me ao poeta russo :
"[...]
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada
Sr Juca, obrigada por discordar, é muito bom saber que estamos no campo das idéias e que somos livres para pensar. Eu assisto muitos filmes infantis e infanto-juvenis, pois tenho filho de 9 anos e filha de 11 e sou eu quem os leva ao cinema, faço questão, embora sejam eles quem escolhem os filmes, isso faço questão também, com minha temperatura normal e a pressão arterial estável! Sinto muito se o paradoxo que estabeleço não lhe revelou nada. Não é só ho Hulk que existe uma ideologia implícita, verossimilhança é importante sim, em qualquer obra de arte , seja Picasso, Dali, Frida Kahlo...seja Drummond ou Bruno Barreto, seja Spielberg, seja Volver de Almodóvar... aposto na verossimilhança... Não peça desculpas porque viu que eu quero falar da realidade, EU QUERO FALAR DA REALIDADE, cinema em si já é uma realidade, o filme foi o que eu vi, eu falei o que senti, o que pensei, não escrevi pra falar da fotografia, do diretor, do cenário, do roteiro, dos protagonistas, posso até fazer isso outra hora, mas meu momento é de falar dessas nuances indeléveis que fazem a invasão parecer visita, a bala parecer de açúcar, e as pessoas passam despercebidas por essas sutilezas do imperialismo... Por fim, eu penso um pouco como Jesus Cristo: Ou és quente ou és frio, morno eu te vomito.
Querida Diacui:
Não lhe fiz favor nenhum em discordar, assim como não tinha a menor intenção de ofendê-la. Sabe, meu bem, em qualquer obra de arte há uma ideologia implícita.E é bom refletir sobre o significado das palavras. Ideologia é, obviamente, um conjunto de idéias, não de "realidades"Legal que concorde comigo. Só uma coisa: meu nome é Joca Oeiras, não Juca como você parece acreditar.
SR JOCA, eu enxergo mal às vezes rsrsrsr voicê não me ofende em nada. Acostume-se comigo, sou visceral para falar, vivo tudo intensamente e por favor, não me chame de meu bem. É um favor a opinião contrária porque nos faz crescer, re-pensar, re-fletir... Eu estudei filosofia, estou acostumada ao debate, ao embate no campo das idéias. Tive professores maravilhosos que sempre execraram dogmas e sempre exercitaram o estudo e o debate. Não me leve a mal. No pensamento Marxista, ideologia é um conjunto de idéias forjado no seio das elites , das classes dominantes, com o objetivo de defender seus interesses, porém disseminado pelas classes subalternas através dos aparelhos Ideológicos de Estado, que segundo Althusser são a Igreja, a Escola, os meios de Comunicação..., que passam a defendê-los (as classes subasternas) como se fossem a defesa de seus próprios interesses. É o que Marx chama dentro do conceito de alienação de instrumento do seu próprio carrasco. Obviamente que as elites só conseguem manter seu status quo porque essas "idéias" se tornam realidade sim. A burguesia diz que não existe luta de classes, a academia repete (claro!), o cinema ratifica, a televisão dissemina e daqui a pouco todos sentem uma paz muito grande diante de uma sociedade fictícia e alienada< O Tribunal eleitoral está dizendo em propaganda que na hora de votar não existe pobre nem rico, patrão nem emprregado, existe, sim e é baseado nisto que devemos votar, ora, se não! e por aí vai
Diacui Pataxo · Ilhéus, BA 21/9/2008 22:03
Querida Diacui:
Diante de tanta sabença, de tanta filosofia, quem precisa de um filmeco qualquer para discutir a tão evidente --salta aos olhos de quem deseje enxergar– realidade?
beijos e abraços, do Joca Oeiras, o anjo andarilho
PS Enquanto isso, em Oeiras...
Olha só como funciona, por exemplo a propaganda do primeiro milhão de cada um, desde o pato donald [dele não que é o protótipo do hoje eu vou me dar bem], mas do patinhas para os cdfs huguinho, zezinho e luisinho, que têm, inclusive, o manual do escoteiro mirim para dizer como a boa pessoa criança deve se portar e tarará, pra ficar no pepino pequenino.
E o exemplo mais atual, o Keines já dissera na crise de 1929 deles lá, que o estado deve mexer na economia, os liberais de lá fizeram o mundo acreditar, até ontem, que não. Isso que já fizeram o Plano Marshall para induzir o desenvolviemnto e a recuperação dos vencidos com as emprsas dos vencedores se beneficiando das obras após a II guerra mundial (ora, dinheiro estatal é dinheiro público, do the povo, não é pra socorrer burguês que se deu mal na livre concorrência).
Aí, se junta uma montanha de bancos estatais (banco central é isso ainda) e entram na concorrência com as demais instituições bancárias e fiduciárias pra segurar o crack (o grosso não a droga da arraia miúda).
E vão continuar dizendo pra todo mundo, ideologicamente, que capitalismo é livre iniciativa.
Umas pivicas.
Capitalismo é associação burguesa com estado organizado para beneficiar a burguesia, ou os de cima se quiserem, pra se manterem explorando os de baixo.
E, quando quebram, pegam na cara dura pra si o dinheiro do the povo, dos impostos, para sanear as empresa falidas.
pior no caso dos Estados Unidos e fazer a guitarra tocar moeda podre aceleradamente em subistituição aos bons e velhos rocs, já que lastro essa canalha já perdeu na década de '80.
Ideologia é a mentira que dá certo, no final das contas, aquela que não esqueceu de acontecer, porque o the povo tá vendo novela e assistindo futebol e xingando a mãe do juiz.
E vem aí o natal e depois o carnaval e tudo legal.
A Nestlé, quenãoé besta, tá vendendo água de 500ml a R$ 1,00. O leite tá R$ 0,99 o litro.
Água é só botar cerca na fonte, vaca tem de alimentar o rebanho e gado que cuida delas.
E, ÔÔÔ, vida de gado
Povo marcado, ê....
Diacui Pataxo · Ilhéus (BA)
Reflexões da professora que vê
Seus Trabalhos são de Primeiríssima Qualidade Cidadã.
Estas lutas não podem ser sozinhas. temmde estar com sua gente, somar com o seu sindicato e tem de encontrar um deputado mais humano e comprometido com os interesses do Povo. Ten de acreditar que tem. Porque tem.
Nunca teve tanta luta. O presidente dos estados Unidos É Negro.
Qualquer coisa que ele faça diferente do Bush é progresso.
Já deu uma sacudida em Guantanamo e agora esta respeitando Cuba. Tem de ter uma visão dialectica de que qualquer passo a frente é progresso e ir trabalhando os próximos.
Adorei seu trabalho. Voce tem Humanidade.
Tem de somar com amigos, Sindicato e Partido, porque a luta não é só. A luta é de todos.
Parabéns Mulher Maravilhosa.
Haja o que houver a Luta continua.
Firme na luta sempre.
Abração Amigo
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