Reflexões Metafísicas
Partindo da reflexão de Kant de que apenas podemos conhecer “fenômenos”, cheguei a algumas conclusões:
1° A “Verdade”, tão procurada desde os gregos e antes ainda, jamais poderá ser alcançada, a não ser na esfera do fenômenos, ou seja, sempre mediada pelo entendimento humano.
2° Sendo assim, a verdade passa a ser fenômeno, ou seja, um aspecto e a própria realidade.
3° A realidade não pode ser em si, apenas na esfera dos fenômenos, portanto realidade é apenas essa ilusão humana que insiste em continuar se manifestando, portanto realidade e ilusão são as mesmas coisas.
4° No aspecto das necessidades de alimentação e abrigo, a realidade é material, em última instância intercâmbio de energia, de átomos apenas. Nesse sentido, quanto mais realidade se manifesta, mais ilusão se apresenta a todos nós, como a multiplicidade dos fenômenos atômicos energéticos.
5° Assim sendo, sempre fomos parte desse universo e sempre seremos, de uma maneira ou de outra, e a consciência máxima é apenas uma fração muito limitada de nossa ilusão.
Conclusão: Nós somos a parte consciente da verdade do universo, que é apenas uma fração infinita de nós mesmos. Nós somos tudo, por isso nos iludimos, para criar a verdade como humanos, como fenômeno.
A pergunta que não quer calar: Se somos tudo, porque manter essa forma humana, ser humano?
Resposta: Se somos tudo, em algum momento da eternidade que inventamos, pela lógica, seríamos humanos e teríamos a limitada consciência de quem somos, fomos ou seremos, tudo ao mesmo tempo(será que em algum plano eu também sou a calcinha de alguém?) Agora eu sei porque sou humano, para não me lembrar e sentir coisas que apenas os Deuses vêem e sentem, na ilusão do monólogo de minha própria criação.
Portanto, somos responsáveis por todos os fenômenos do universo e somos parte e todo do fenômeno e o fenômeno. Mas então porque tudo é assim como é, se somos responsáveis por tudo? Resposta: Isso já sabemos, mas não lembramos como humanos, jamais saberemos, mas como fenômeno que somos(somos tudo, isso implica dizer que também sentimos e somos a tempestade, a morte, a vida, o mistério, tudo!), desde já sabemos e somos, o fenômeno de tudo!
O texto acima foi realmente pensado por mim, ou por todos, como queiram, e sendo assim, após relê-lo, fui até o Olimpo, porque tava a fim de falar com Zeus, que também leu esse material atômico(ou como vocês acham que estão acessando isso?).
Furioso, me perguntou:
- Por minhas barbas eternas, quem revelou esses segredos, e quem mais leu isso?
- Pra começar, fui eu que revelei, e tenho o direito. Sou filósofo, intermediário entre os deuses e os homens, e já ta lá no blog do IgorO, velho sem-vergonha!
- Que audácia, mortal!Assim me livro do tédio e da bajulação dos outros deuses, mas o que o traz aqui, no monte Olimpo, e ainda por cima usando artifícios mágicos que só Caronte poderia lhe haver ensinado?
- Quero só confirmar se o que escrevi está bom, por isso peço que me digas se está correto, não que eu dependa da tua opinião, mas é uma questão de respeito aos deuses. Inclusive, poderias colaborar com mais alguma explicação, o que achas?
- Vamos lá, assim passa o tédio!
- Diga-me Zeus, tudo se deu assim mesmo?
- Filósofo, no princípio criou-se o impensável, depois o pensável, os universos com tudo dentro e fora, os planetas e os humanos. Vocês, deuses errantes, se encasularam nos corpos humanos que vocês mesmos criaram, e continuam criando. Não satisfeitos, resolveram esquecer que eram deuses, com a desculpa de viver plenamente a experiência de ser humano, ser limitado, envelhecer, ser finito (que piada, há-há-há), morrer e etc, tudo o que um deus não seria, mas usaram isso como fuga das responsabilidades de serem eternos, saberem de tudo, ser tudo ao mesmo tempo, e se prenderam, sabendo que não poderiam perder o poder sobre tudo.
- Mas e daí, Zeus, qual é o problema em termos feito isso?
- O problema é que esqueceram que eram poderosos, eternos, ilimitados, etc, dada à própria condição humana, e passaram a viver a humanidade. Mas alguns de vocês não se esqueceram por completo de suas verdades, quem são, de onde vieram e para onde vão, o que para um deus não tem o menor sentido, como a invenção dos filósofos, por exemplo.
- Zeus; tenho de voltar e divulgar isso no Blog do IgorO, me faz um favor?
- Qual?
- Não vai se entediar demais com a eternidade, he-he-he!
- Pelo tridente de Netuno, que sacana esse filósofo!
“Carpe Diem”!
Olá Filósofo,
este é o primeiro texto seu q leio. Ñ sei se tem outros, enfim.
Embora o tom de sua escrita pareceu-me um tanto quanto irônico -e não há mal nenhum nisso -, resolvi levá-lo a sério.
A ponto de pedir, se possível, que me esclareça esses conceitos de "realidade e de fenômeno". Queria entender melhor. Não li muita coisa de Kant.
Imagino q dentre os humanos, vc é um dos que não se esqueceu da origem divina, certo? Mas, o que vc acha daquela teoria de q foram os humanos q criaram os deuses, e não o contrário?
Bom, se digitat nas tags a palavra "kruchinski", encontrará mais coisas minhas por lá, e também no site de um colega, blogoro@blig.ig.com.br, onde também escrevo.
Bom, segundo Kant, só podemos conhecer fenômenos, ou seja, tudo o que conhecemos é designado fenômeno. A realidade também, segundo essa concepção, passa a ser um fenômeno.
A realidade como fenômeno é e passa a ser tudo o que conhecemos, portanto o real é aquilo que podemos conhecer.
Para mim em particular a realidade é o que queremos e fazemos e vivemos, passa a ser real para nós.
Sobre os humanos que criaram os deuses, bom, não há mal nisso, se é o que queremos, fazemos e vivemos, passa a ser real para nós. O critério de verdade passa a ser sempre a nossa capacidade de realizar, ou seja, tornar real nossos sonhos, sejam eles idéias literárias ou moldando uma cidade.
É isso, que bom que gostou do texto.
Recomende.
Valeu pelos esclarecimentos, Filósofo.
Foram úteis, acho q posso pensar com mais clareza agora sobre estes temas.
Abraço
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