POETA MANOEL MONTEIRO - O MAIOR EXPOENTE DO NOVO CORDEL
“As minhas asas para levantar vôo do ninho paterno
foram os folhetos de cordel. E tão bem coladas foram
estas asas, que ainda hoje eu continuo voando...”
(Manoel Monteiro)
Era um sábado. Chovia na fria e plúmbea tarde julina (de 26/07/2008) em Campina Grande... Amenizando as saudades do tempo em que residi [há mais de 15 anos atrás] naquela sedutora urbe, eu percorria – na companhia do meu amigo (e poeta) Fernando Cunha Lima – as alamedas movimentadas da formosa Rainha da Borborema (como também é conhecida aquela próspera cidade serrana, que se situa a 120 km de João Pessoa/PB). Tínhamos um destino certo: a Rua Vigário Virgínio nº 52, Bairro Santo Antonio. Motivo: um encontro fraterno-cultural com o mais evidenciado bardo popular da atualidade e o maior representante do chamado Novo Cordel do nosso país: o poeta cordelista Manoel Monteiro.
Assim, às 16h34min, batemos palmas na frente da modesta casa situada no supracitado endereço... Não demorou, e eis que surge, na porta, o nosso ilustre anfitrião, que – com porte altivo, traços naturalmente fidalgos e um franco sorriso estampado na face – nos convida para entrar.
Ao transpor o umbral daquela morada simples (e enquanto eu abraçava o carismático vate, naquela sala aconchegante, repleta de paz e de folhetos de cordéis), a impressão que tive – sob a suprema energia do momento mágico – foi a de que estava adentrando o Reino Encantado da Poesia: a seara feraz que desperta as mais sublimes dádivas da alma, delineia as raízes singelas da beleza e resgata a transcendente doçura dos sonhos esquecidos.
Destarte, à luz prefulgente daquele augusto bardo (prodigioso semeador dos desígnios de Leandro Gomes de Barros e núncio legítimo do Cordel Moderno), ali ficamos falando principalmente de poesia popular (e de literatura em geral) e – neste contexto – também relembrando notáveis companheiros contemporâneos de arte, como Ronaldo Cunha Lima, José de Sousa Dantas, Geraldo Amâncio, Moreira de Acopiara, Medeiros Braga e Zé Maria de Fortaleza. Enquanto conversávamos, fomos presenteados com diversos cordéis do vigoroso acervo manoelino (verdadeiras pérolas de inestimável valor). E, finalmente, para perpetuar este nosso memorável colóquio, registramos – num pequeno gravador – uma consistente entrevista cultural com o eminente menestrel (material que também publicarei aqui, a seguir).
A tarde molhada esvaiu-se como num piscar de olhos. As girândolas sagradas do útero lunar começaram a espargir raios de prata no céu de Campina. Eu e Fernando precisávamos retornar a João Pessoa, onde tínhamos agendado outros compromissos culturais. E, assim, após nos despedirmos de Manoel e, já na noturna trilha rumo à capital paraibana, de volta ao ritmo normal do ríspido cotidiano – matutando, ainda envolto na infinita estesia daquele magnífico encontro – pude perceber que realmente havíamos estado, por instantes, no paraíso. Sim, conviver com o talentoso poeta Manoel Monteiro, interagir com a sua verve divinal, conhecer de perto o seu vigor artístico e a beleza indescritível da sua grandiosa obra, é contemplar a essência das messes soberanas e exercitar os enlevos do semblante edênico da primazia.
Um iluminado mestre, um erudito popular, um épico, inda mais dotado de uma das maiores virtudes do ser humano – a humildade – assim é Manoel Monteiro, este preclaro versista que tece [com naturalidade] estâncias como a que reproduzo a seguir: “Aos 12 anos, e vão / Daqui pra lá uns sessenta, / Que este poeta inventa / História em versos que são / Feitos com tanta paixão, / Tanto ardor, mas pouco brilho, / E tanto me maravilho / Desvirginando o papel / Que cada novo cordel / É como parir um filho.” – (in “Uma longa viagem – de Campina a Santa Teresa”, referente ao seu discurso de posse - em versos - na ABLC).
Manoel Monteiro da Silva nasceu no município de Bezerros (PE), em 4 de fevereiro de 1937, e reside em Campina Grande (PB). É membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) e do Instituto Histórico e Geográfico do Cariri Paraibano. Com o genuíno lema “O Cordel facilita o trabalho do Professor na sala de aula” e autor de mais de uma centena de folhetos (de tematização vária), o poeta é o principal mentor do movimento intitulado Novo Cordel, que vem, com sucesso, inserindo esta fecunda literatura como instrumento educativo nas escolas brasileiras.
Fiel defensor das causas ambientais [e caracterizado também pelo seu burilado imaginário e a sua linguagem escorreita], sagrou-se – com sua composição “O Nosso Planeta Água está pedindo socorro” – campeão do 1º Concurso Nacional de Literatura de Cordel promovido em 2005 pela Biblioteca Belmonte - Santo Amaro/SP. Já teve a sua biografia e as nuanças da sua eclética obra enfocadas no Documentário “Manoel Monteiro - Em Vídeo, Verso e Prosa”, um Projeto do DOCTV / TV Cultura. Cumpre atualmente extensa agenda, ministrando palestras e cursos em várias partes do Brasil.
Dos títulos de cordel da sua prolífera lavra, podemos destacar: “O Crime da Sombra Misteriosa” (um dos seus romances pioneiros), “Salvem a Fauna, Salvem a Flora, Salvem as Águas do Brasil” (premiado pela Universidade Federal da Paraíba), “A Evolução do Papel - da China aos dias de hoje”, “Cartilha do Diabético”, “Aos Heróis da FEB nossa Eterna Gratidão”, “Holocausto dos Homens Nus”, “Uma Lenda do Povo Caiapó”, “Um Paraíso Azul Chamado Brasil”, “Os Games na Escola”, “Uma Tragédia de Amor”, “Uma Paixão no Deserto”, “O Castigo da Soberba”, “Cartas Sertanejas ou Cantigas do Exílio” (em parceria com Moreira de Acopiara, seu confrade da ABLC), “Cordel do Consumidor Consciente”, “Nova História da Paraíba (recontada em Cordel)”, “Manual de Primeiros Socorros” e “O Milagre do Algodão Colorido”, dentre tantos outros.
Como lídima personificação da sua pura simplicidade e modéstia inata, Manoel costuma (no fechamento das suas correspondências para amigos) definir-se com o cognome de “velho aprendiz de poeta”. A propósito, enfoco trechos de uma carta que recebi do Velho Mestre do Novo Cordel (como o defino) – escrita na sua antiga máquina manual – na data de 12/06/08, referindo-se a uma publicação impressa de minha autoria (que lhe chegou às mãos) e timbrando assim: “Poeta Rubenio Marcelo, saúde, paz e inspiração. Recebi o cordel de sua lavra sobre o nosso saudoso Patativa. Você foi muito engenhoso, conseguiu plantar belos quadros e atingir, com isso, a sensibilidade do leitor. Você merece, pois, os meus sinceros parabéns. Estou enviando-lhe dois folhetos do Projeto Paraíba Grandes Nomes... Abraços do velho aprendiz de poeta, M. Monteiro”.
O certo é que – trazendo permanentemente a literatura popular introjetada no seu modus vivendi – Manoel Monteiro é um predestinado senhor do vernáculo, um íntegro cidadão do mundo, um poeta sensato e eternamente inspirado, pois nunca perde o sábio entusiasmo dos que se consideram eternos aprendizes. É também por isso que o resultado das suas produções literárias é sempre coroado de pleno êxito.
Por julgar oportuno, enfatizo nesta ocasião os versos recentes do ilustre escritor e ativista cultural José de Sousa Dantas (de Pombal/PB), que – resumindo numa setilha a sua judiciosa impressão acerca deste virtuoso artista – assim se expressou: “Sou um admirador / Do mestre Manoel Monteiro, / Um dos grandes cordelistas / Do Nordeste brasileiro, / Eficiente e capaz, / O trabalho que ele faz / Tem valor no mundo inteiro”.
E eu, fechando o roteiro, / Quero, em verdade, saudar / Este poeta altaneiro, / Dizendo, para encerrar: / Viva Manoel Monteiro / E todo o nobre celeiro / Da Cultura Popular!
® RUBENIO MARCELO
_______________________________________________________
Que homenagem belissima querido Poeta! Fiquei arrepiada!
Maravilhoso texto, imagens belissimas!
Meus aplausos de pé! Bravo!
beijo na alma de poeta!
Rubenio, bom dia!
Que maravilhosa homengem
para um cordelista que apesar de
humilde, de destaca com
produções literárias invejáveis.
Isto é Brasil.
Parabéns!
bjsssss
E viva!
Rubenio, obrigado por me convidar a vir aqui. Havia um dicionário distribuído pelo MEC (um gordinho de capa preta, lembra?) nas escola públicas em que constava no verbete "Cordel"- literatura de pouco valor cultural. A revolta foi tão grande e silenciosa, já que a grande imprensa não deu qualquer destaque, que o famigerado dicionário foi recolhido e cassado, banido das estantes.
Cordelistas são sábios, são poetas de mancheia, por iso merecem meu respeito e admiração eterna. Infelizmente vivo numa região em que os livretos praticamente não chegam, senão os teria aos montes na prateleira.
Parabéns pelo texto muito bem escrito e pela merecida homenagem ao mestre.
"Erudito popular", é assim que deve ser chamado os nossos mestres.Salve o mestre que se sente um eterno aprendiz. Salve a cultura popular
Bem aventurado voce Rubenio
INICIEI A VOTAÇÃO
Fatima Paraguassu/Santa Cruz de Goiás · Santa Cruz de Goiás, GO 27/8/2008 00:41
Rub, querido poetAmigo,
Da capital carioca, às vésperas do lançamento do livro Entre_Nós no Pen Clube do Brasil, venho visitar e relembrar do encontro belo entre poetaAmigos em João Pessoa e Campina Grande. Texto de beleza e valoriza com louvor o Mestre Manoel Monteiro e a literatura de cordel.
Parabens e abro a votação.
Beijos,
Rê
Amigo Rubenio.
É uma riqueza, um patrimônio cultural.
Abraços, e parabéns
O cordel é o povo em letras, Rubênio, no caminho das sentenças, nas sendas do cantador, que nos conta o que há, o que houve e o que virá.
Cordel é resistência, humor, graça e consistência.
É do povo uma escola, que só pelo povo permanece.
E costuma ser assim com o que é bom.
Bonito esse teu trabalho operário de garimpo das jóias da nossa gente.
As minhas asas para levantar vôo do ninho paterno
foram os folhetos de cordel
Viva a fecunda poesia de Manuel do Monteiro. Nessas asas eu também gostaria muito de voar. Votos e bjos de luz, Graça Graúna
Tudo ja foi dito,só venho reinterar a admiraçao que tenho pelo seu trabalho poeta
Parabéns
Um beijo
Minha admiração, grande poeta/para um poeta pai, emocionei com grande homenagem merecida....parabéns!!!!
gleidston cesar · Goiatuba, GO 27/8/2008 07:08
Não sei o que aconteceu,mas o site está apresentando problemas desde a madrugada.Só agora consigo e com muita dificuldade.
Deixo meu carinho e voto.
Rubenio Marcelo · Campo Grande (MS)
Reino Fecundo da Poesia Popular de Manoel Monteiro
Um Trabalho admirável cheio de Mérito de nos trazer para conhecer os poetas,Manoel Monteiro, Fernando Cunha Lima e José de Sousa Dantas. Uma Viagem apaixonante.
O Mundo Encantado do Cordel e seus Magos.
Parabéns.
Abração Amigo
Olá Rubenio,
gostei muito do texto...uma bela homenagem!
Parabéns!
Beijos...
Rubenio
Que maravilha poder conhecer, através de voc~e, mais um pouco da riqueza cultural/literária do nosso país. O pessoal aqui do Sudeste geralmente não tem muito contato como cordel, e você nos proporcionou através destas linhas navegar um poucos nas águas inspiradas do cordel.
Grande homenagm, que mercer todos os elogios e votos.
Abraço.
trabalho maravilhoso amigo.votado.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 27/8/2008 10:35
excelente trabalho sobre
essa figura espetacular
que é Manuel Monteiro
parabéns Rubenio Marcelo,
abraço,
Parabéns Rubênio, por sua ilustre colaboração, para o Cordel e principalmente, para a literatura popular brasileira. Amo o Cordel, me identifico demais com a beleza, leveza e simplicidade das suas estrofes, magníficas. Tanto que me atrevo a escrever alguns, nessa minha alegria de aprendiz, de tão bela arte. Tenho uns publicados aqui no overmundo, meros escritos de alguém que admira e aprende a cada dia com os mestres incríveis que temos, e alguns amigos e parceiros de internet.
Parabéns ao Mestre Manoel Monteiro, admirável em sua humildade e talento. Merecedor desta singela homenagem.
Vivas ao Cordel, Vivas ao Brasil, que carrega em seu seio poetas de tão grande extirpe, e que elevam o nome desse país de uma maneira: honrosa, inteligente e poeticamente linda!!!
Grande Abraço repleto de admiração!!
Dete Reis
Lindo!! Um senhor poeta do cordel brasileiro! Ai que orgulho dá ter sangue nordestino nas veias, vixe...
nina araújo · Rio de Janeiro, RJ 27/8/2008 11:11
Rubênio, o texto da sua homenagem a esse grande poeta Manoel Monteiro éstá muito gostoso de se ler. É muito bom para nossa alma saber que neste mundo ainda existem pessoas altruístas e talentosas como vocês, que trazem mais beleza a nossas vidas por meio da literatura. Viva os escritores brasileiros! Abcs Gi
Gisele Colombo · Campo Grande, MS 27/8/2008 11:11
Merecidos elogios e adoro ser participante de tanta maravilha.
Ecila Yleus · Recife, PE 27/8/2008 11:29Rubenio, como sempre se superando a cada texto. Maravilha de homenagem, obrigado pelo convite, deixo aqui meus votos tambem de felicidades, abracos
victorvapf · Belo Horizonte, MG 27/8/2008 12:02
Sua sensibilidade e observação aqui registradas são muito importantes, especialmente quando o que tráz é a nossa cultura.
ríquissima é a literatura de cordel e cada dia me encanto mais com essas maravilhas. Que fala de gente, das coisas da gente, de um jeito todo "particular"
Gostei!!!
Sensível, belo, de uma emoção sem precedentes. Beijos, menino
Lena Girard · Belém, PA 27/8/2008 13:00
Feliz iniciativa. Valorizar oque temos de mais original. Nossos artistas. Nosso amado Povo.
Abraços.
Realmente este é um texto muito importante para a cultura em geral do nosso país. E a forma como foi escrito e os detalhes psico-emocionais são dignos do maior aplauso. Muita maestria derramou nesta matéria o nosso Rubenio Marcelo, que é poeta (popular e erudito), escritor e membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras. Temos que parabenizar pela divulgação e justa homenagem a este outro ícone chamado Manoel Monteiro. Que encontro maravilhoso este reunindo o Rubenio Marcelo, o Manoel Monteiro e o Fernando Cunha Lima (que já conheci aqui em Campo Grande, quando ele esteve lançando livro).
O Manoel Monteiro é realmente o grande expoente do Novo Cordel. Já trabalhamos materiais de manoel aqui na escola, através da orientação de Rubenio, que ministrou recentemente - pela FUNDAC - uma Oficina Poética para alunos e professores da nossa Escola Riachuelo. Parabéns mesmo!
Um beijo
O cordel é o que há em termos de poesia genuinamente nossa, da rua, da vida! Excelente trabalho!
Abraços.
Magnífico trabalho! Parabéns Rubenio Marcelo e Manoel Monteiro (e todos que fazem a verdadeira arte cultural no nosso país). Fico feliz em saber da existência de intelectuais que estão voltados para o engrandecimento da nossa poesia mais genuína (como bem disse, acima, Juscelino): o Cordel. Este ensaio, especialmente, encanta em todos os sentidos. Merece real destaque, pela magnitude do seu contexto geral.
Riqueza de cultura. Paabéns. votado
su angelote · Jaboatão dos Guararapes, PE 27/8/2008 17:24
AMIGO RUBENIO...
A "Literatura de Cordel" consegue penetrar (no sentido de perfurar) no peito de qualquer governante... Ela é livre! Despojada! Erudita ou popular! É escrita por qualquer poeta que sabe rimar e pensar... Pode ser impressa em papel de primeira, segunda ou terceira... Não importa! É arte da boa! Do povo... É expressão maior do Nordeste brasileiro!
A xilogravura na capa é o destaque. Já comprei alguns folhetos de cordel pela propaganda da capa. Alguns mestres da arte xilográfica (existe essa palavra?) viajam no enredo de quem escreve, e tornam-se co-autores em cada obra de cordel. Salve... Salve “Mestre Valdeck de Garanhuns” e tantos e tantos retratistas... Salve... Salve "Pinto de Ponteiro"!
O grande “Manoel Monteiro” é sem dúvida (como você escreveu tão bem) o maior representante vivo da arte da rima popular - poeta do cordel e da vida - gênio nordestino e professor de muitos violeiros... Sabia que estive trabalhando em 18 e 19/08/2008 com os cantadores “Sebastião Marinho e Andorinha”? Eles são discípulos de “Manoel Monteiro”.
Esta entrevista - biográfica - vem em boa hora! É preciso mostrar para a “meninada” que a criação não depende apenas de verba governamental (embora seja necessário pegar no pé dos departamentos de cultura), e cada ponta ou sobra de papel deve ser aproveitada como registro de uma obra artística. Assim é a “Literatura de Cordel”. É única! Soberana! Afirmo que é livre!
Aplausos para “Manoel Monteiro”.
Parabéns Rubenio! O mundo agradece ao registro histórico.
Abraços.
Lailton Araújo
Rubenio. Por problemas técnicos, estou aqui para aplaudir tal colaboração de um cunho importante. Fez com mestria um rico texto sobre o Poeta M.Monteiro. Importante texto para aqueles que querem sorver e sorver cultura.Bravo Mestre!
Cintia Thome · São Paulo, SP 27/8/2008 17:37
Bravo, querido Rubenio!!!
Excelente texto e de fundamental importância-valorização do nosso povo,da nossa cultura nascida nas ruas, em meio ao lixo ou ao luxo,o cordelista é um grande artista!!E todo grande artista tem consciência que é um eterno aprendiz ,e , por isso mesmo ele é grande, pois não pára de buscar,inovar,aprender,criar e recriar!!
Adorei conhecer um pouco do poeta Manoel Monteiro, esse cordelista brasileiro que por você é apresentado, neste nosso
pequeno palco!
Obrigada, Rubenio, por este momento lindo!!
Super parabéns,querido!
um beijinho bluen_cantado...
Rai....Blue
Querido Rubenio,
parabéns pelo perfeito, sensível e belíssimo texto e informação cultural nesta homenagem.
Beijo
Rubênio, nada é mais emocionante que conhecer mestres da cultura popular, em especial (para mim, admiradora que sou), cordelistas.
Este seu rtigo, tomado de reverência e escrito em belíssimo requinte da língua, é um presente para nós, tanto pelo poeta que nos apresenta, como pela forma com que nos oferece mais uma lição histórica.
Muito obrigada.
beijos
Um ser iluminado mesmo...Puxa! Imenso prazer teria em conhecê-lo... Esse grande e expoente obreiro da cultura, oh! Nobre popular...
Deixo meu voto, certamente
Baci!
Meus parabéns pela busca ao que o Brasil tem de verdadeiro!
Abraços meu véio!!!
Brilhante!!!! A Arte imita a Arte.... e a homenageia também....
Parabéns!
Rubênio,
Parabéns pelo seu gesto grandioso,
pelo belo texto e imagem.
Encantada, envio meu carinhoso abraço e votos.
Rubênio,
Receba minhas palmas.
Parabéns pelo lindo trabalho e linda homenagem muito merecida.
Maravilhada!
Abraços com carinho.
Rubênio, parabéns. Você presta uma linda homenagem a Manoel Monteiro e nos dá a oportunidade de conhecer um pouco esse nobre cordelista.
bjs
Esses são os grande homens e poetas que constroem nossa cultura. Parabéns pela homenagem, poeta! POEBEIJOS.
Vives · Porto Alegre, RS 28/8/2008 02:04
Parabéns aos dois grandes poetas, belo trabalho.
Abraços
Grande e caloroso aplauso para Rubenio, por cultuar a arte popular de forma tão generosa e para Manoel Monteiro, por ser sujeito da sua própria arte e objeto da arte de Rubenio.
Abraço fraterno,
Herculano
Parabéns , que linda homenagem , seu trabalho está d+ deixo aqui meu voto e admiração . Abraço...
delen · Cotia, SP 28/8/2008 09:49
Rubenio, temos um mestre. E as folhas coladas, até hoje, demos graças a Deus.
Abraço forte.
Um belo tabalho. Parabéns
Aprovado. Votado.
Rubenio
Um belo de um cordelista
'....As minhas asas para levantar vôo do ninho paterno
foram os folhetos de cordel. ....'
Querido Rubenio:
Linda homenagem à cultura popular na pessoa do poeta Manoel Monteiro, em sua expressão artística. Que bela forma de alçar vôo esse garoto encontrou e persistente continua fazendo grandes descobertas, sempre inéditas, em cada novo percurso.
Quanto a você, meu querido ... Luz ... Muita luz explodindo por todos os lados ... Um Ser abençoado ...
Beijos_Meus*
*
dos cordéis eu pouco sei
tudo que sei muito admiro
são cantos – ternos-de-rei
são contos já de vampiro
versos da alma do povo
entre o antigo e o novo
que cantam a rosa e o tiro.
se houve um homem mau
muito mau por natureza
matou a mulher com um pau
cuspiu na Santa Tereza
no cordel tivesse eu crido
por ter sido desabrido
ia pagar por sua rudeza.
era maio, domingo bom
desses que passam e ficam
veio a mulher de batom
os olhos que vivificam
tanto em luz como em traço
nos beijos me deu um abraço
é setembro, ainda se esticam.
de tudo o cordel falou
com seu jeito tão simplório
poeta sábio rabiscou
coloriu o mundo inglório
causos de rico ou de mísero
do Lampião ao Padre Cícero
quem maltratou foi notório.
na crônica do Rubênio
conheci Manoel Monteiro
mais que poeta, poeta gênio
nos cordéis pro mundo inteiro
nas paredes de sua casa
tem poemas, ferro e brasa
na Paraíba, o tinteiro.
nas terras da Borborema
o luar é um suspiro
passa o vento na jurema
nos seus poemas me inspiro
são poemas?...ou voz de Rei?
dos cordéis eu pouco sei
tudo que sei muito admiro.
Marco Bastos
Muito bom o seu trabalho, Rubênio.
abraços.
´
VIVA...!
Querido Rubenio...
Muito prazer em conhecer o grande e mui expressivo talento de MANOEL MONTEIRO. tenho certeza que foram inenarráveis as horas que passaram juntos. Uma maravilha que nos provoca deleite saber que o POETA está circulando em muitas veias, e que a poesia popular tem futuro garantido.
Quero ressaltar a beleza de narração que com talento, sensibilidade e inteligência ímpar, nos presenteaste.
Parabéns!
Aplausos.
Fico asguardando a entrevista.
Beijos
Rubênio, grande rpesente ao Over.
São de Poetas com a grandeza de Manoel, que o Mundo precisa.
Parabéns!
É relevante seu texto.
Uma merecida homenagem.
Parabéns pelo trabalho.
Meus votos com muito carinho.
Uma merecida homenagem que realmente partiria do seu bom gosto. Belo texto e uma referência para nós que apenas começamos e que em muitas vezes desejamos parar por muito pouco. Adorei, digno de parabéns. Votadíssimo!
MaluFreitas · Salvador, BA 28/8/2008 22:38
Olá Marcelo,
Saudações pantaneiras.
Tanto a pessoa como a sua obra são dignas de admiração, assim como o teu texto.
Parabéns!
Abraços
Abraços
Professor Rubênio, por parte, e de público
a) Recebi os teus cordéis; recebi a revista dos acadêmicos. Dos cordeis vou aguardar ver se encontro mais exemplares, preciso de no mínimo tres de cada para para levá-los um para cada instituição de ensino (Colégios particulares de SP)
b) Monteiro, tenho encontrado exemplares dos romances de Cordéis de Manoel Monteiro. Ainda a pouco no Lgo. S. Bento em Sp. e na famosa praça da Sé.
tudo já disseram melhor que eu.
abraço
andre.
É muito bom sorver da vertente nata e popular. Abraços.
Erode Lino Leite · Campo Grande, MS 29/8/2008 15:04
Rubenio,
belíssima homenagem.
Teu parceiro
Jorge Sales
Sou deveras grato a todos que prestigiaram este meu texto, deixando seus comentários gentis. Assim, quero enviar meu beijo fraterno [e sincero] ao coração de cada um.
Obrigado!
A Cultura Popular é um magnífico tesouro que enobrece a alma do nosso país, encantando e dando lenitivo aos nossos corações.
Olá Rubenio,
é tudo muito inovador e encantador para quem como eu não é tão familiarizado com a poesia de Cordel. Um leque que vai fazendo de vento-beleza, de beleza-vento.
Com Carinho,
Obrigada pelo convite e parabéns pelo excelente texto, belo trabalho.
Desculpe a demora para aparecer, tardo mas não falto.
Votadíssimo
Beijos
Caro amigo Rubênio,
Como sempre empenhado nesse trabalho maraviolhoso de divulgação da arte. Principalmente de uma arte popular como o Cordel, que, se não houver um incentivo maior seja do gover dos estados onde predomina esse tipo de arte, ou pessoas como você para nos trazer e nos dizer que o Cordel ainda existe e que está vivo, sendo produzido por gente compentente, ele pode cair no esquecimento.
Parabéns por essa série de trabalhos nessa área.
Linda homenagem , belissimo texto e imagem o Cordel é uma arte maravilhosa e espero que nossa geração futura saiba abrecia-lo como ele merece.bjs
Catia Mendes · Anaurilândia, MS 25/9/2008 13:22
Grande artista Rubênio, muito boa a sua homenagem ao renomado poeta Manoel Monteiro. Conheço alguns dos trabalhos dele.
Posso retribuir?
LITERATURA DE CORDEL
Romaria à Gruta da Mangabeira
Autor: Roberto Santos Lima
Após chegar o final
Daquela semana inteira
De corre-corre medonho
E labuta rotineira
De domingo foi o dia
Partimos em romaria
Pra Gruta da Mangabeira
Aos primos raios do sol
De um bonito amanhecer
Estação da primavera
Eu preciso assim dizer
Porque esta é a estação
Que mais dá inspiração
A quem gosta de escrever
E depois de algumas horas
De viagem prazerosa
Mulheres entoando cânticos
E homens fazendo prosa
Chegamo-nos ao destino
Lugar perfeito e divino
Obra de Deus grandiosa
Eu me senti deslumbrado
Quando avistei o salão
Principal daquela gruta
Foi grande minha emoção
Ver pela primeira vez
A sua grandeza me fez
Fazer uma reflexão
Como sou tão pequenino
Diante desta grandeza
Como merecem respeito
As coisas da natureza
Deveríamos nos calar
Quando fósemos falar
Coisas sem termos certeza
Foi no século XVIII
Que a descoberta se deu
Conforme o que o povo diz
Naquela gruta ocorreu
Um fato bem curioso
Caráter religioso
A mesma assim recebeu
Conta-se que um vaqueiro
Num precipício caiu
Com uma vaca e bezerro
Nenhum dos três se feriu
Por clamar com devoção
Ao Sagrado Coração
De Jesus que lhe acudiu
O vaqueiro percebendo
Em perigo a sua via
Persistiu então na fé
E avistou logo em seguida
No escuro uma claridade
E achou com facilidade
Daquela gruta a saída
Aos Sagrados Corações
De Jesus e de Maria
Ergueram-se dois altares
Atraindo a romaria
De fiéis de muitos cantos
Vi uma senhora aos prantos
Descendo a escadaria
Ainda pela manhã
Nós contratamos um guia
No Centro de Informações
Pra guiar a romaria
Mantendo-a sempre segura
Pela profundeza escura
Da Gruta na travessia
A experiência do guia
Constatamos de antemão
Narrou a história da Gruta
E nos deu a instrução
Mantenham boa conduta
E não danifiquem a Gruta
Em prol da preservação
Começamos o percurso
E de salão em salão
O guia parava o grupo
Pra mostrar com precisão
Os mistéros da caverna
Numa mão uma lanterna
E na outra um lampião
Mede quase três quilômetros
A galeria principal
Composta de amplos salões
Numa escuridão total
Há uma determinada
Extensão iluminada
Por luz artificial
Belos espeleotemas
Frágeis e ornamentais
Formam-se dentro da Gruta
Através de minerais
A calcita, a gipsita
E também a aragonita
São estes os principais
Formatos encantadores
Criam esses minerais
Como réplicas perfeitas
De coisas originais
Valendo-se de quais mãos?
Peço a resposta aos cristãos
Se não é pedir demais
Entre os diversos formatos
A "clarabóia do vaqueiro"
"Cristo de braços abertos"
"Troncos secos de coqueiro"
'Mão de figa", "mão aberta"
Um "coração" que desperta
Mais a crença do romeiro
Num salão um "céu nublado"
Que abrange o teto inteiro
"Três reis magos e um apóstolo"
"Presépio", "Buda", "chuveiro"
Um "abajur de cristal"
"Peixes", "tatu", "pica-pau"
E o "chapéu do romeiro"
Por serem exuberantes
Essas formações rochosas
Deixam bastante intrigadas
Pessoas estudiosas
Elas aumentama fé
Em Jesus de Nazaré
De pessoas religiosas
Muitos cultivam a fé
Porém outros a razão
Todos têm seu livre arbítrio
Não incito discussão
Pra muitos é obra de Deus
Todavia pra os ateus
É obra da evolução
O mundo pra mim é obra
De um poder infinito
Olhando bem posso ver
Que é verdade, não é mito
Se há quem discorda mesmo
E diz palavras a esmo
Comete um grande delito
Em torno de duas horas
Gastamos na travessia
Próximo ao nosso grupo
À frente um grupo seguia
E outro grupo ia atrás
Todos caminhando em paz
Cada grupo com um guia
Nós saímos da caverna
Através de escadarias
Feitas de muitos degraus
Que exigem das romarias
Muito traquejo e vigor
Senão fé no Criador
E a queima de calorias
E quando todos já tinham
Suas visitas encerrado
Próximo ao final da tarde
Deixamos o povoado
Voltei em paz e contente
Com a certeza na mente
De um sonho realizado
Eu trouxe de lá da Gruta
Junto com a informação
Algumas fotografias
Uma boa recordação
E não podia faltar
A vontade voltar
Contida no coração
Essa viagem marcante
Fez maior o meu amor
Que professo à natureza
E me faz preservador
Eu, admirado penso,
Se o mundo é tão belo e imenso
Imagine o Criador
A Gruta se localiza
Em Ituaçu-Bahia
Pra quem nunca a visitou
Que vá visitá-la um dia
Faz um grande bem às vistas
De romeiros e turistas
Visitá-la é terapia
Eu termino este cordel
Com o intuito de poder
Com ele contribuir
Para o hábito de ler
Passe-o de mão em mão
Pra que sua divulgação
Assim possa acontecer
FIM
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