Idealizado sob o pretexto de proceder a um mapeamento das experiências escolares dos participantes do Overmundo, e de favorecer a troca dessas experiências, o Projeto Reminiscências de Escola reúne um conjunto de crônicas, enriquecidas com significativo material iconográfico, cujo alcance ultrapassa seus objetivos originais, permitindo uma rica reflexão sobre o sentido do espaço escolar, tradicionalmente entendido como lugar onde alunos, e também professores, se submetem inquestionavelmente à regulação de seus corpos e mentes.
Ocorre que, ao nos dispormos a atender ao convite do Joca – idealizador do projeto e um de seus colaboradores – e trazer para o Overmundo nossas memórias ordinárias dos tempos escolares, acabamos conferindo à noção de espaço escolar sentidos subterrâneos que contradizem a idéia de escola como instituição necessariamente baseada em relações de saber e autoridade que reproduzem as hierarquias econômicas, sociais, culturais, étnicas, religiosas e sexuais. Construídos com as tintas e os pincéis de nossas lembranças particulares, esses sentidos se oferecem como um desvio de traçado que permite vislumbrar a escola como lugar de produção, ainda que sorrateira, de identidades e subjetividades contra-hegemônicas.
Como foi construído esse desvio de traçado? Memória, crônica do cotidiano, linguagem e reinvenção da escola.
Existe hoje uma tendência no campo da educação que entende que a “reinvenção da escola” passa pelo trabalho com a memória que, realizado por intermédio da narrativa de experiências, traz à tona o passado do qual extraem-se lições que permitem repensar o presente. É nessa perspectiva, da arqueologia da memória, que o projeto se articula, ao motivar os autores a resgatarem de diferentes espaços e tempos, como numa cartografia, suas lembranças de escola. Como aponta Perez (2005):
"Num tempo veloz e fugaz, em que a alienação, o isolamento e o silenciamento das experiências nos forçam a perder nossa memória coletiva, rememorar e compartilhar memórias é uma ação rebelde que adquire um caráter de resistência política: a memória compartilhada é uma forma de não sucumbir ao esquecimento que o tempo acelerado da vida social nos impõe."
Nesse sentido, os textos que compõem as Reminiscências de Escola não se constituem como um apanhado fragmentário de recordações individuais, mas como um conjunto coerente de memórias de escola que possibilita pensar a transformação do “agora” por intermédio do exame dos acontecimentos vividos outrora. Como diz Walter Benjamin (1985), recuperar o passado é indispensável para quem está disposto a não compactuar com a inércia da história. Para ele, irrecuperáveis são as imagens do passado que não se sentem visadas pelo presente. “Em cada época, é preciso arrancar a tradição ao conformismo que quer apoderar-se dela” (Benjamin, 1985, p.224). Por isso, o materialista histórico “considera sua tarefa escovar a história a contrapelo” (id, ibid, p.225).
Pois, ao meu ver, esta é a tarefa que pode ser vislumbrada nos textos. Embora o tom nostálgico esteja presente em alguns, o conjunto da produção está longe de se constituir na perspectiva lamuriosa do “ai, que saudades que eu tenho...”, trazendo, ao contrário, imagens da escola que relampejam irreversivelmente no momento em que são reconhecidas no agora.
Os acontecimentos “presentificados” nas narrativas memorialísticas contêm o germe da mudança porque se alimentam da utopia, e não do choro pelo leite derramado. Por isso, são lembranças instituintes, jamais conformistas. A teoria da história da modernidade, ao desvalorizar o passado como “águas passadas” em detrimento do futuro que, supostamente, conteria o progresso, o novo, dificulta que entendamos as origens como opção de construção do devir. A essa opção, Boaventura de Sousa Santos chama de conhecimento-emancipação, que permitiria conviver com as experiências esquecidas e com as aspirações impronunciáveis, “através da prática de uma sociologia das ausências, que nos permite conhecer o que ainda não existe, numa realidade que sendo tão nossa nos escapa” (apud Perez, 2005).
Não me parece demais supor que os textos reunidos em Reminiscências de Escola se articulam como conhecimento-emancipação. O texto “Reminiscências reúnem amigos após 43 anos”, de Nivaldo Lemos, explica perfeitamente que o trabalho com a memória pode romper com a idéia de que a história é um tempo homogêneo e vazio, sendo, ao contrário, um tempo saturado de ‘agoras’ (Benjamin, 1985, p. 229).
Além do trabalho com a memória, a “reinvenção da escola” não pode prescindir das contribuições daqueles que, no dia-a-dia, fabricam a história da escola, fazendo do espaço escolar um lugar de negociação de saberes, valores, culturas e linguagens. Michel de Certeau, autor que prezo porque me ensina que o mundo não está dado, mas que pode ser fabricado, diz que o homem ordinário não se submete passivamente aos desígnios da razão técnica que anseia por atribuir lugares e papéis fixos para pessoas e coisas. Ao contrário, graças às artes de fazer, às astúcias sutis, às táticas de resistência, o homem comum escapa astuciosamente ao instituído, instituindo mil maneiras de reinventar o cotidiano, alterando objetos e códigos e reapropriando-se do espaço e do tempo a seu próprio jeito (Certeau, 1994).
Entre outras coisas, é isso que as crônicas de Reminiscências de Escola mostram - que o espaço escolar não é algo dado e fixo. O recurso de escavar nossas memórias nos permitiu trazer à tona fatos insignificantes de nossa vida escolar que revelam que as artes, as astúcias e as táticas têm o poder de conferir a esse terreno uma dimensão contrária à da regulação, como pode ser exemplificado nessas colaborações de Ériton Bercaço, André Pêssego e Nivaldo Lemos.
Em Nossa mãe e o muro que nos unia – Reminiscências, o muro do título, construído pelo Estado para cercar a casa-escola em que moravam Ériton, seus três irmãos, seu pai e sua mãe, professora da escola Pluridocente Aliança, foi “implodido” pela árvore plantada por um dos irmãos.
“A árvore cresceu, suas raízes surgiram por sobre a terra e racharam o muro, os galhos e folhas racharam o céu, fizeram sombra pra gente brincar. Mas, a ousadia da árvore foi mal vista. Depois que minha mãe se aposentou, mudamos de lá e fiquei sabendo que a castanheira foi cortada... Ela não sabia que não podia ir além daquele muro cinza, que nos cercava.”
Em Retrato d'uma escola, sem retrato, André conta o seguinte episódio ocorrido numa escola oficial, fruto de convênio Igreja/Estado, em Gilbués (Piauí), na década de 50.
“Eu, se para os olhos dos adultos e das professoras tinha um mérito - já entrei alfabetizado, já sabia tabuada ‘na ponta da língua’ - para com os demais meninos: débito enorme, impagável.
Era de tal ordem a rixa que eu evitava dar resposta certa do que sabia. Não me convinha - ficava mal visto, não ia ter com quem vadiar. O recurso mais usual era fingir que não sabia. Mesmo correndo o risco de pegar algum castigo, os usuais (copiar tantas vezes, não sair pro recreio, etc).”
Em Dores e alegrias de uma escola à beira-mar, Nivaldo traz a seguinte passagem de sua experiência na Escola Estadual Darcy Vargas (Ilha da Marambaia/RJ), em que chegou em 1965 para cursar o antigo curso ginasial.
“Para fugir da rígida disciplina do colégio, eu e Célio nos tornamos coroinhas e passamos a acompanhar o padre nas missas realizadas nas ilhas. Como eu sabia que ele era chegado a um vinho (certa vez de tão bêbado celebrou um casamento em cinco minutos, repetido sobriamente depois a pedido dos noivos), na hora da consagração colocava mais água do que vinho no cálice. O padre ficava irritadíssimo e chegava a se servir ele próprio, subvertendo os cânones cerimoniais. Depois, dava-me uma bronca e acabava achando graça. O resto do dia a gente passava à toa pelas praias desertas, retornando só à tardinha ao colégio.”
Se não fossem as artes e as astúcias, o muro poderia ter constrangido a infância de Ériton e seus irmãos, André contaria com a simpatia das professoras, mas com a irrestrita antipatia de seus pares, e Nivaldo teria sucumbido ao férreo regime disciplinar da escola.
Dessas e de muitas outras táticas se utilizam um número infinito de crianças e jovens para sobreviverem às situações difíceis e desconfortáveis que a escola lhes impõem sem que, na maioria das vezes, os professores disso se dêem conta. Daí a importância desse conjunto de crônicas, que, ao puxar pela memória, podem contribuir para o entendimento de que é impossível se pensar currículos oficiais sem considerar as inúmeras maneiras pelas quais crianças e jovens subvertem a sisudez da escola através de práticas que a instituem como lugar de pertença, aonde são deixadas marcas alteritárias e construídas utopias.
Outra dimensão dos textos de Reminiscências de Escola que concorre para que o projeto possa trazer contribuições à necessária “reivenção da escola” é o gênero das colaborações que se aproxima da crônica.
Segundo Coutinho (1986), “Produto de notícias efêmeras, aparentemente despretensiosas, a crônica nutre-se do dia-a-dia, da vida cotidiana, da pressa dos homens, da linguagem despojada e coloquial, da gratuidade, de conversas, do humor lírico ou amargo, enfim: retira o máximo do mínimo”.
Para dimensionar a importância deste gênero na fabricação do cotidiano, especificamente do cotidiano escolar, valho-me mais uma vez de Walter Benjamin. Colocando em xeque os documentos historiográficos oficiais, cuja empatia com os vencedores de sempre confere à escrita da história uma dimensão gloriosa que exalta os representantes dos dominadores, Benjamin (1985) aponta a crônica, identificada com os restos, com os detritos, com o “desimportante”, como uma saída para essa versão oficial da historiografia. Segundo ele: “O cronista que narra os acontecimentos, sem distinguir entre os grandes e os pequenos, leva em conta a verdade de que nada do que um dia aconteceu pode ser considerado perdido para a história” (p.223).
Entretanto, não foi apenas a atenção aos “pequenos acontecimentos” das trajetórias escolares que me pareceu conferir importância aos relatos do Projeto. A estratégia própria do Overmundo, dos textos colaborativos, concedeu às escrituras a força de linguagem, de palavra trocada que, em se dando a ler, perde a arrogância de bastar-se a si mesma, precisando do eco que instaura no leitor. Para Certeau (1990), essa escritura, que tem uma dimensão literária, distingue-se do sistema científico que se recusa a ceder a palavra. E essa dimensão literária certamente está presente nos relatos que compõem Reminiscências de Escola.
Manoel de Barros, em Gramática expositiva do chão (Barros, 1990), diz que “nosso paladar de ler anda com tédio”. Que o digam aqueles que se vêem constrangidos a ler os textos que falam de escola numa linguagem burocrática que não cede um milímetro de espaço para que os leitores nela se instalem, se revigorem, buscando nela subsídios para a transformação. Esse não é o caso dos textos do Projeto, cuja dimensão poética é um convite à leitura. Diferentemente daqueles textos em que o que prevalece é a palavra autoritária que permanece sempre a mesma, como se tivesse uma existência monumental, sagrada, que proíbe qualquer profanação textual, qualquer reinvenção, nos textos de Reminiscências de Escola a palavra tem uma abertura semântica, é plurissignificativa, fluida, inacabada, dinâmica, convidando, portanto, os leitores a se atreverem a reinventar a escola.
Referências bibliográficas
BARROS, Manoel de. Gramática expositiva do chão. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1990, p. 312.
BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito de história. In: ______. Obras Escolhidas I: magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1985, p. 222
CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: artes do fazer. Petrópolis/RJ: Vozes, 1994.
COUTINHO, Afrânio. Ensaio e Crônica. In: A Literatura no Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1986
PÉREZ, Carmem Lucia Vidal. Lugar, memória e formação de professores. A escola como centro (re)criador da memória, da história e da cultura local. Trabalho apresentado no XIII ENDIPE, Recife, 2005. Disponível em http://www.13endipe.com/paineis/paineis_autor/T918-2.doc Acesso em 12/12/2007
Que belo trabalho, Ize!
Um beijo carinhoso!
Cris
Cris, muito obrigada querida.
Que bom que vc gostou. Cada vez fico mais admirada de ver como vc é atenciosa e delicada.
Feliz Natal pra vc, pra Gabi e pra toda a sua família.
Beijo grande
Ize
Querida Ize,
Já lera o teu texto e o aguardava ansiosamente para vê-lo postado aqui em nossa principal trincheira das letras. Com as fotos, então: supimpa!
Será de fato uma boa oportunidade de dar a conhecer uma dimensão outra do interesse por recordações nossas de um período em que estávamos começando a pensar e organizar este pensar nos conformes das regras, até para subvertê-las, no mais das vezes, o que, disse lá na minha pequena crônica e digo aqui, aconteceu também comigo.
Essa parte da memória a gente quase não trabalha, embora todos os que a estudam digam que é de pequenino que se torce o pepino.
Belo gancho de esquerda esse teu achado:
"Num tempo veloz e fugaz, em que a alienação, o isolamento e o silenciamento das experiências nos forçam a perder nossa memória coletiva, rememorar e compartilhar memórias é uma ação rebelde que adquire um caráter de resistência política: a memória compartilhada é uma forma de não sucumbir ao esquecimento que o tempo acelerado da vida social nos impõe."
Tem um push de mais de 200 quilogramas, creia. É nocaute certo!
Tem gente que não gosta, mas não me importo, quase nunca sou maioria: lindo!
Voltarei para votar, amiga, você merece tanto quanto os que fizemos a remembrança e demais organizadores.
Palmas. De pé!
Um natal com o que de mais humano há em Cristo!
Sabe, Ize, eu não sou de odiar ninguém, mas burro, burro mesmo, daqueles besta quadrada, eu tenho um pouquinho de reiva, qui nem qui tá no título ali da direita, que sempre acompanha umas coisinhas inteligentes que a gente posta uma vez qui outra por aqui, qui não é di sempre qui isso acontece de acontecer com medianas criaturas feito euzinha da silva só e à procura... de vem em quando, raramente, quase nunca.
Bem, não é esse o tema. Énatal. Quero desejar pra tu e tua família linda, que eu já sinto que sou parte dela de enxerida até, uma felicidade tão grande que não caiba na casa de vocês e tenham que distribuir pros outros que precisam e mais umas tantas que acham que já têm tudo e são pamonhas tristes não sei porque de molengas.
E do texto eu digo que fui pra escola justamente porque vovó me mandava ir, senão não ia.
Então ela é que era a minha lei, que eu obedecia, porque na escola eu era sapeca e até há bem pouquinho dei muito trabalho para as profi, tadinhas, que eu sem juízo, atucanava as pessoas que até mal remuneradas pelo ofício são, na maioria e quase todas.
Eu fui, fiz o dever de casa, colei umas vezes, e passei e tô acabando de terminar o meu curso de graduação e tudo que tá aí eu vivi um pouquinho, de conformes e rebeldias.
Tá certa tu. É da memória que se faz presente que se tocará no futuro de um jeito outro, até quem sabe melhor para mais gente.
Beijin, amiga das mais queridas de eu.
Queridos Adro e Juli, estou feliz depois que vcs dois, além da Cris (a quem já agradeci), passaram por aqui. Estava me sentindo tão sozinha, agora vou dormir em boa companhia. Muito obrigada pelos comentários ao texto, que eu escrevi com tanto cuidado e carinho, e pelos votos tão significativos de Feliz Natal. Eu também desejo o mesmo pra vcs.
E, olha, Juli, vc já faz parte da minha família não é porque é inxirida não, é porque vc é uma minina que eu amo de paixão, com licença da sua vó Marinalva a quem tb desejo um montão de coisas boas no Natal e no Ano Novo.
Mil beijos para os três
da
Ize
Professora,
Há alguns anos atrás, não muitos, fui convidado a assitir
a apresentação de um curta feito nos mangues de Cubatão-Praia Grande, e quase não o vi, porque também foram convidados os personagens - os personagens temas e os atores - e eu fiquei prestando atenção na reação deles. Daí voce é imagina.
Pois bem, me senti igualzinho a eles lendo as tuas considerações, e imagino que cada um de nós que escrevemos para o livro. Acho que ninguém escreveu pensando em revestir-se de importância; oferecer algum subsídio que viesse representar proveito para alguém no futuro, e por ai....
Más, hoje é véspera. No meu lugar, quando menino, a véspera do Natal era o mês de novembro e o Natal - o de dezembro.
Mas, um Feliz Natal, (nos falando ou não a´te lá)
Um 2008 em que possa trazer a soma das suas aspirações contidas e reservadas para ele próprio 2008,
andre.
Ize,
Já havia lido este seu maravilhoso e pertinente texto, no momento de sua proposta ao 'grupos do yahoo' (ao qual tive acesso alimentando a meu sincero interesse sobre o amplo e curioso trabalho do nosso piauiense Joca Oeiras)
Li também, neste mesmo 'grupos' (não havia lido no Overmundo) quase todos os textos do projeto 'Reminiscências' e os debates que, particularmente este seu texto provocou (seria ou não pertinente como resenha do projeto?) por sua transparência e aguda consciência de ser a melhor síntese de um trabalho (o livro) que, para mim tem o seu valor expresso, muito mais no caráter diverso de cada reminiscência, do que, exatamente, no seu conjunto em si que, curiosamente, só pode ser avaliado em sua grande importância, quando nesta sua resenha.
E pensar que o próprio projeto, de relevância amplamente reconhecida agora (tanto mais com esta conclusiva resenha da Ize) quase foi retirado do ar por ter sido considerado por alguns como algo 'Nada a ver'. Vai entender.
Resenha nota mil para um projeto nota 10
Abs
Acho
(calma. O 'Acho' foi só um lapso)
Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 24/12/2007 08:59
Lição da Mestre Ize,
Para ser arquivada e guardada no coração!
Brilhante!
Arquivada não!
Publicada e guardada no coração.
André, Spirito e Cris, vcs são lindos e estão colaborando pra minha felicidade no Natal. Não, não sou doida não!!! É que a responsabilidade de escrever este texto, que foi encomendado pelo Joca, me pesou muito. Sabe lá o que é redigir um texto sobre um projeto dessa monta que rola no Overmundo (site que, como comentei com o Hermano, recebeu os maiores elogios públicos de ninguém menos do que Néstor Canclini). É muita responsa. E com vcs me elogiando assim, acredito que cumpri minha tarefa à altura do que o Reminsicências merece.
Valeu queridos
Beijos pra vcs
PS Hermano gostou do meu texto tb Yessssss!!!!
oi Ize: gostei apenas não - achei excelente! fico até envergonhado: o Joca me pediu um prefácio - depois deste seu texto (que poderia ser publicado no livro como um posfácio) minha responsabilidade ficou muito maior! Ainda bem, para falar de uma reminiscência escolar, que você já me deu a cola! rsrsrsrs! beijos!
Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 24/12/2007 13:27
Beijos pra vc tb Hermano. Obrigadíssima por suas palavras que são mais uma garantia de que colaborei para esse projeto tão lindo do Joca na medida do que ele merece.
Estou feliz!
Ei todos vocês, estou voltando aqui pq como bem lembrou o Joca - cuidadoso editor que é - "o texto só existe para o overmundo depois de publicado" (Joca, qdo eu pus o link pra esse texto lá no seu, eu não tinha esquecido do caráter colaborativo do livro não, só queria chamar atenção pro meu postado rsrsrsrsrsrs).
Por isso, não esqueçam de clicar naquele "Quero ser avisado ....", senão danço eu, dança o meu texto na roda da solidão em que deve ficar o overmundo nestes dias de festa.
Super obrigada mais uma vez.
Foi o que eu quis lembrar quando a Cris, inadvertidamente, é claro, falou em 'arquivar' este post 'no coração'. Publicar, afirmei eu,
Aliás, gente de Deus! Cadê o Joca Oeiras que não aparece aqui para comentar de viva voz este post que é tão seu quanto da Ize.
Que timidez é esta, meu nobre irmão?
Estaremos todos às voltas com perus?
Como já fiz a ceia com mamãe ao meio-dia, que é meia-noite no Japão, nos dissemos, lá pelas tantas daqui 11 horas poderei, talvez, quem sabe, tudo indica que sim, estar por aqui às voltas com votos e felizes natalis, que aliás vos desejo novamente bom e humano como o de melhor encontrado no Cristo.
(Tô achando que há uma panela carioca no forno a cozinhar um bom prato, não é fato?)
Alto lá! Nem todos às voltas com perus porque, alguns às voltas com pernis estão. Pernil, iguaria que, para muitos nativos- ligados à cultura brasileira que não está na mídia- muito melhor apetece, pelo menos aqui, nas terras que Carlota Joaquina amaldiçoou.
Se bem entendi, sinceras, embora tardias, lembranças natalinas a sua mãezinha lá no Japão.
Tranquilidades, pois, para a nobre Ize que, mesmo bêbados (embora não ainda), estaremos sempre alertas.
Bjs de Natal
Querida Ize:
A publicação do seu texto vai complementar a série de presentes que ganhei do overmundo. Por isso fiz questão de ser o primeiro a votar.
Adroaldo eu não sabia desse detalhe da quase termos sido banidos pelo "nada a ver", embora desconfiasse rsrsrs Aliás acho que manifestação do Hermano , como já disse várias vezes, foi.naquela altura, crucial para que pudéssemos prosseguir.Outro momento crucial foi o seu inesquecível apoio, IzeTodas estas histórias depois vou querer contar no meu livro "Reminiscências da Escola, o make off" onde pretendo contar todas as peripécias que envolveram o nosso livro
beijos e abraços
do Joca Oeiras,o anjo andarilho
Ps Você não disse se gostou da capa
Querido Spirito:
Sempre soube que você era um reminiscente enrustido Mas, note bem, isto é um elogio Queria muito que você desinrustice mas não foi possível. Mas nunca duvidei que você torcia por
nós. Quando o Adroaldo entrou eu pensei comigo :agora só falta o Spiritoe a Juliaura. Acho que foi no exato momento em que o Adroaldo me comunicou que iria participar que eu senti que o projeto tinha dado certo.
Crispinga, Ize, Adroaldo, Spirito, Hermano e outros devo confessar que estou muito feliz mas não porque é Natal (quase nada contra o Natal) e sim porque faço um balanço bastante positivo do ano de 2007 onde ter comandado a construção do overlivro é uma das minhas principais realzações. Aliás o overmundo em geral tem sido uma fonte inesgotável de aprendizado prazeroso, que é como devia ser todo aprendizado.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Ize querida:
Sobre tirar o máxcimo do mínimo, puxando a brasa pra minha sardinha, eu acho que a minha história da Aarin Chu um exemplo candente desse aspecto da crônica.Lembrei de um nome sem rosto e fiz uma crônica apenas baseado nisso.
Aliás eu gosto muito dela, não sei se todos vocês leram. Quando eu penso no nome dela Aarin Chu, volto imediatamente para uma sala de aulas no Alberto Conte, colégio em que fiz o ginásio em SantoAmaro,,bairro da zona sul de São Paulo. Vejo até a chinesinha sentada na primeira fila de carteiras...muito legal
Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 25/12/2007 07:05
Ize, sempre alerta, como diz uma maninha minha que é bandeirante. Tamos vo(l)tando, pra nosso presente e futuro bom.
beijin.
Joca, não consegio ter memória ainda. Acho que é muito presente bom.
Quem sabe no segundo volume ou... na segunda edição revista e ampliada...
beijin de natalícios. Cristo, um deus dormiu comigo e só acordei agora, bem rindo.
Ize, querida mestra.
Presente. Nos sentidos todos.
Para ser "arquivada" nas memórias de me
De 24 mil ou mais "PCs" e guardada, para sempre, nos nossos corações!
Valeu Spirito!
Um ano próspero para todos em 2008!
Super BJOCA!
Adro, Juli, Ize...Um privilégio conhecê-los!
Parabens ao projeto Ize.
Voto. Bom fim de ano.Iluminado.
jus
Sob o estímulo da memório a da instrospecção, as reminiscências tantas transbordam de originalidade e concebem uma multiplicade de 'agoras' como você citou querida Ize. Da crítica satírica dos regimes de internatos... escolas públicas, privadas, laicas ou religiosas, as reminiscências foram um verdadeiro mergulho da alma infantil.
Um abraço.
Ize,
Tua leitura do projeto é genial e surpreendente para mim.
Pude ver muito além de minha simples colaboração e com mais propriedade as colaborações mais elaboradas.
Parabéns e sorte nossa ter você por perto.
Grande abraço!
Ize, sabe, é com muito prazer que venho ler sua colaboração, comentar, votar e principalmente, desejar sucesso a você e a todos aqueles que contribuiram para o projeto do livro. Acho fantástico o lance de reunir pessoas para trocar experiências, sejam elas memoriais, de aprendizado, experiências de vida...
Muito boa sorte a você e a todos.
bjo, musa.
Ilze
Chega me deu saudades da minha primeira escola.A minha mãe tem até hoje uma foto dessas, ao fundo era a bandeira nacional.
Eu lembro que eu cheguei na escola aos noves anos - tarde, né -
e já sabia ler, escrever e as quatro operações.
Mamãe me matriculou na primeira série, mas a professora disse que eu já estava muito "adiantada" - sempre sou, rsrsrs - e me passou para a 2ª, no meio do semestre eu fui passada para a 3ª, isso em um ano apenas.
Porque além de saber ler, escrever e as quatro operações de matemática, eu havia sido educada também pelo programa "Vila Sésamo" que altamente educativo, então eu já tinha também conhecimento de ciências, geografia e um pouco de história - pena não existirem mais programas "úteis" para crianças na tv brasileira, "O Castelo Ratimbum" da tv cultura, chega muito perto do que foi o "Vila Sésamo" e a minha filha o acompanhou até enjoar, e aprendeu muito também.
Eu nabandonei a escola aos dezesseis anos.
Eu achava tudo muito chato.
A professora de literatura empurrava goela abaixo aqueles livros paradidáticos chatíssimos, com ficha e valendo nota.
Eu não lia nenhum, tinha que comprar, não tinha grana, eu então pegava emprestado na hora do recreio, lia o resumo, e fazia uma cópia da ficha deinterpretação do texto e pronto, ganhava a famigerada nota. Sempre boa, sou boa de resumos.
Por isso, custei a gostar de literatura brasileira.
Não faço nada forçada. Nem estudar. Sempre só estudei o que quis. Enquanto a professora escolhia Machado de Assis, eu lia Augusto dos Anjos, era por aí...
As únicas aulas que eu não perdia, eram as de Geo, Hist. Redação e OSPB - esta requer uma explicação:
A ditadura impôs essa matéria cretina que não dizia ovo com ovo.
A minha professora Mariangela, do Liceu, era quem dava as aulas de Moral e OSPB, as duas juntas sempre. Ela levava uma vitrola portátil para a sala de aula, fazia exercícios de relaxamento com a gente, todo mundo deitado no chão, ouvindo clássicos. Quando todos estavam bem relaxados - algunbs até dormian - ela dava botava um disco do Chico Buarque, escolhia uma música, pedia para ouvirmos atentamente, e escrever o que entendeu. Foi lá, na 5ª série que ouvi "Construção" pela primeira vez aos onze anos.
Na hora das outras matérias - exatas - eu fugia para a biblioteca.
As vezes nem entrava na escola, ia para o portão do Gabinete Português de Leitura esperar abrir, às 08:Hs00, é lindo o lugar.
E enquanto o professor de matemática tentqava me ensinar Produtos cartesianos, eu lia Decartes (não sei se assim mesmo que se escreve), e pronto, aprendia muito melhor, do meu jeitinho e com quem entendia deveras do assunto.
Química, física e biologia, eu lia tudo correndo por fora,
e só não era reprovada por faltas porque no Liceu tinha o SOE onde tinha uma biblioteca muito boa.
Até hoje, da literatura brasileira gosto muito do Augusto dos Anjos, Alvares de Azevedo entre outros que não li em sala de aula. Aprendi a gostar dos demais depois de adulta.
Até hoje é assim, as escolas empurram livros da editora "X" e pronto. A minha filha se queixa disso, e corre por fora também, apesar de adorar a escola dela. E eu ajudo dando dicas e livros para ela saber mais e melhor, sempre.
A propósito, em história e geografia, eu sempre lia os capítulos dos livros com antecedência, para poder devolver pro colega.
Foi bom ler teu texto e me emocionar lembrando da minha vida escolar que foi um tanto quanto extraviada por motivos variados.
Este ano de 2008 em volto a estudar, quero fazer Letras na Federal.
Beijo, e um novo ano de muita luz, paz, amor, saúde e o resto a vida ensina,
né não?
Olá queridos Spirito, Adro, Juli e Cris, obrigada por não terem esquecido de votar. Hj qdo abri o computador, depois de ter sobrevivido às comemorações natalinas da família "pós-moderna", vibrei.
Bjs para vcs e mto obrigada!
Querida Ize:
E você preocupada com miseros 70 votinhos, hein! Tá arrebentando a boca do balão com todos os méritos. Parabéns! Escute, meu bem, não sei se você falou, mas eu não me lembro de ter ouvido o nome do Colégio de freiras em que você achou que tinha pecado.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Joca querido,
que bom que vc foi o primeiro e que essa minha colaboração tenha sido um dos seus presentes de Natal. Fico com a consciência em paz e nada melhor do que isso.
Sobre a história da Aarin Chu, ela é mesmo o exemplo de como "tirar o máximo do mínimo". Dos seus textos que reli na pretensão de escolher um para incluir no meu, Aarin era o preferido. Aliás, todos os demais mereceriam ser incluídos na análise, o que seria impossível. Mas, era sim minha idéia recheá-la com mais alguns. E vc sabe porque não fiz isso? Um dos mal-entendidos (sempre eles a atravancar a vida da gente) daquela primeira avaliação que vc me mandou pelo yahoo grupos. Fiquei com a impressão (vejo agora que errada) que vc achava que eu estava usando as citações como camisa de força para "provar" que o projeto era bom. Isso mostra que as interlocuções virtuais deixam, muitas vezes, a desejar no quesito relações interpessoais. Qdo estamos cara a cara, os mal-entendidos são mais fáceis de ser superados.
Uma pena que os textos do Projeto tenham que passar necessariamente pelo aval do overmundo pq caberia perfeitamente, no ítem que falo da crônica, remeter o leitor tanto para Aarin, qto para outros textos magníficos. Podemos depois ver como isso pode ser feito.
Qto à capa, que vi hj, adorei!!! Acho, como o Adro (se não me engano) que o fundo branco poderia ser matizado, ficaria mais bonito. Mas a imagem da carteira é maravilhosa e cabe como uma luva para expressar o "REminiscências".
Beijo para vc e obrigada pelo primeiro voto.
Querida Ize, estou atrasadíssima. Me perdoe!!!
Estava fora de Brasília e acabo de chegar. Onde eu estava, cheguei a imprimir o texto para poder lê-lo com mais atenção. A experiência da Lan House serve mesmo só pra quebrar o galho.
Não consegui voltar. E só agora posso, finalmente, fazê-lo. Pude, no entanto, ler e reler saboreando cada palavra. Estou encantada e feliz. Parabéns. Pensei que seria o prefácio, mas pelo jeito será o Posfácio, não?
Como o Bauer, gostei demais da citação de Perez:
< "..., rememorar e compartilhar memórias é uma ação rebelde que adquire um caráter de resistência política: a memória compartilhada é uma forma de não sucumbir ao esquecimento que o tempo acelerado da vida social nos impõe."
Não posso deixar de confessar que já estou encantada com Michel de Certeau (antes mesmo de lê-lo):
"... me ensina que o mundo não está dado, mas que pode ser fabricado, diz que o homem ordinário não se submete passivamente aos desígnios da razão técnica que anseia por atribuir lugares e papéis fixos para pessoas e coisas."
No mais, creio que estamos fazendo a nossa parte para que "nosso paladar de ler "supere o tédio. Afinal, alguém já disse: " a poesia nos salva." Assino em baixo.
Beijo grande.
Querida Joana:
Sobre prefácio ou postfacio apresso-me em responder: o texto da Ize será utilizado desde já pois deverá figurar com destaque no nosso projeto. Ele vai ajudar os gestores das Instituições Educacionais a justificarem o patrocinio perante os conselhos fiscais etc. Este é o seu principal e fundamental papel do texto da Ize, que também será publicado com destaque no livro, tratado como um segundo prefácio (assim fica mais difícil pro Hermano "colar" dela . Além dos dois prefácios, habverá um texto meu de apresentação, que precisa ser escrito horas (ou até minutos) antes do livro ir pra gráfica para evitar surpresas desagradáveis.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
PS Depois me fale da capa,Aliás você também, Ize. Mesmo que não tenha gostado
Desacelera, Joca, que o ano não pode terminar sem ti e o novo que vem aí te dará mais feliciades que queiras:
- Lê o que transcrevo do comentário da Ize, de 14h11min
Qto à capa, que vi hj, adorei!!! Acho, como o Adro (se não me engano) que o fundo branco poderia ser matizado, ficaria mais bonito. Mas a imagem da carteira é maravilhosa e cabe como uma luva para expressar o "REminiscências".
Beijo para vc e obrigada pelo primeiro voto.
O beijo inda é para ti, tchê.
Abraço.
Ize,
Que maravilha que é a paz na terra entre os homens e as mulheres de boa vontade!
Cintia, que bom ter vc por aqui. Muita luz pra vc tb neste final de ano e no próximo.
Filipe, pois então, é dessa multiplicidade de "agoras" que podemos e devemos extrair potência para "escovar a história a contrapelo" (acho linda essa imagem benjaminiana), fazendo de tudo para que o novo delineado pelo progresso não seja "o novo que é sempre igual".
Beijos para vcs dois e obrigada por terem lido o texto.
Perdão Adroaldo e Ize. Eu não tinha voisto. Por falar em mal entendido, Ize, estou tomando o máximo cuidado para não ser mal interpretado no e-mail que vou enviar ao grupo com cópia para o Spirito. Mas é sempre bom ficar alerta. Mas Ize, é minha intenção divulgar, no projeto, um olho de cada contribuição e falei da Aarin Chu não porque fui eu que escrevi mas sim porque é um bom exemplo daquela afirmação. Outra coisa, não digo que sempre consiga, mas me pauto por evitar insinuações. Mesmo assim, às vezes sou mal interpretado. Mas aprendi muito com isto e vou aprender muito mais. Estou me esforçando para isto.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho, feliz
Oi Carlito, trabalhar com a rememoração numa perspectiva política, e não nostálgica, sempre surpreende porque nos fornece material para mudar o futuro, vc que o diga com seu importante resgate sobre os guaicuru. Lembro-me de ter sido uma das primeiras a ler seu texto de estréia por aqui. Nunca consegui acessar seu livro escrito em parceria com seu amigo historiador Spengler.
Muito obrigada pela leitura do texto e pelas considerações.
A propósito, vc está fofíssimo na sua formatura do pré-primário.
Bj
Franck, nem preciso dizer da importância que é pra mim vc passar por aqui. Vc sabe, né?
Bjo
da Ize (me derreto com aquele "musa" que vc coloca no final dos recados)
Ize querida,
Também já tinha lido essa pérola de texto lá no grupo do yahoo... E agora, venho aqui engrossar o coro dos seus admiradores, votar e te dar parabéns por essa bela apresentação do nosso projeto. Texto muito bem fundamentado, dialogando com a poesia das imagens que o ilustram. Quero aproveitar também pra te desejar um feliz 2008!
Bjs
Ize, só quero te dizer que estou encantada com essa maravilha de texto que vc escreveu. Adiciono ainda mais um bocado de carinho ao comentário para que saibas que te admiro há tempos e que, de verdade, te trago aqui dentro do peito.
Feliz 2008, como deve ser.
Bjs
Joca,
Carece de mandar cópia de nada pra mim não. Já estaria satisfeitíssimo de estar dando os meus pitacos por aqui mesmo, pitacos estes que até já se esgotaram, tantas que são as sugestões bacanas que você, por certo já recolheu e ainda recolherá.
Abs
Querido Spirito:
Desculpe mas não entendi a entonação do "carece": você prefere que eu não mande,ou me dispensa do "trabalho" de enviar. Porque no segundo caso, saiba que faço com o maior prazer. Mas se for a primeira "por favor não mande"", também entendo perfeitamente.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Dora estou perplexa de ser essa a primeira vez que estamos nos encontrando aqui nesse overmundão. (Antes que eu me esqueça, sou IZE e não ILZE).
Li vc agora de cabo a rabo, mais rapidinho do que eu queria, e descobri uma poeta e tanto. Como é que eu não conhecia vc antes?
O depoimento que vc colocou aí em cima sobre a escola é bom demais. Por que vc não escreveu para o Reminiscências, menina?
O Gabinete Português de Leitura, pra onde vc ia, é o mesmo que vc escolheu pra levar a Laura no texto lindo que vc escreveu pro Adro, né? Vc sabe que o daqui também é maravilhosos e eu fico totalmente deslumbrada qdo vou lá?
Vc faz mto bem de entrar pra Letras na Federal. Com todo esse seu amor pela leitura/escrita, vc iria subverter o ensino de literatura, poupando seus alunos de passarem pelo que vc passou. Coisa que, infelizmente, não acontece só com vc. Aliás, não sei se vc sabe, mas sou profª da Faculdade de Educação de uma universidade pública aqui do Rio e um dos meus compromissos é o de formar futuros professores que gostem de ler. E, pra isso, invento coisas do arco da velha, que vão no sentido contrário do que a escola faz com a literatura. Um dia conto aqui minhas peripécias nesse campo.
Mto obrigada por ter lido meu texto e pelo comentário tão bacana que vc deixou.
Mta paz, luz, amor e saúde tb pra vc em 2008. E pra sua filhinha tb. Que linda aquela poesia que ela ditou pra vc sobre a sogra chinesa.
Beijos da
Ize
JOANA, que bom que vc veio. E não foi tarde não. Gostou de se ver lá, pequenina e compenetrada, encabeçando o texto?
Qdo vc puder, mas sem nenhuma pressa, leia Certeau. Vc vai gostar mto.
Beijo grande e FELIZ 2008 pra vc.
Ize
Adilson, super legal que vc tenha gostado. Vinda de quem escreveu aquela pérola sobre a Dona Almerinda e A menina que vendia balas no trem, sua apreciação só pode valorizar meu texto.
Muito obrigada, um beijo e Feliz Ano Novo!
Ize
Ligia, minha amiga de Ananindeua, por que vc mora tão longe?
Nosso encontro por aqui me lembra esses versos singelos de Casimiro de Abreu que alguém colocou no meu Caderno de Recordações qdo eu era criança. Nunca mais os esqueci.
"Simpatia — são dois galhos
Banhados de bons orvalhos
Nas mangueiras do jardim;
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
E que se abraçam por fim."
Quem sabe um dia a gente vai poder se abraçar, não é Ligia?
É recíproca a admiração que tenho por vc e tb guardo vc do lado esquerdo do peito.
Feliz 2008 pra vc e pros seus.
Beijo grande
Ize
Querido Joca,
estou super feliz que este texto que escrevi, num momento de tanta estresse com o montão de trabalho de final de semestre na universidade e, principalmente, com o problema de saúde que minha filha apresentou, tenha sido aprovado por tanta gente legal.
Sinceramente Joca, "do fundão do meu coração", não me importa se ele vai ser prefácio, posfácio, orelha, ou o que seja, me importa sobretudo que eu não tenha falhado com o compromisso que assumi com vc.
Teve um momento que pensei que não ia dar conta de terminá-lo a tempo, dentro do prazo que vc esticou, até a meu pedido.
Não pense que ele saiu de repente não...Deletei dezenas de laudas, até que tive a idéia de colar na parede aqui na frente do computador o retrato ampliado de Benjamin por quem, como já disse por aqui, tenho uma baita de uma paixão. Ele foi meu grande inspirador. Por trás daqueles oculuzinhos redondos, seus olhos melancólicos me diziam: vambora Ize, avante que o Joca tá esperando.
E, então, no dia 14 de dezembro, sentei aqui no computador, às 10 da noite, e disse com meus botões que daqui ninguém me tirava até que eu desse conta do recado. E às 3 da matina, finalmente, graças aos céus e a Benjamin, o texto seguiu para Oeiras.
Missão cumprida! Yessssssssss!
Beijos da
Ize
Ei todos vocês,
achei essa historinha com a qual Italo Calvino termina uma das conferências publicadas em seu brilhante livro "Seis propostas para o próximo milênio", em que ele traz as qualidades que, para ele, deveriam estar contidas na literatura.
Guardadíssimas as devidíssimas proporções, acho que o que ele conta tem a ver com a feitura deste texto. E como a historinha de tradição chinesa é linda e traz lições que ultrapassam este contexto, ofereço-a a vocês como presente:
"Entre as múltiplas virtudes de Chuang-Tsê estava a habilidade para desenhar. O rei pediu-lhe que desenhasse um caranguejo. Chuang-Tsê disse que para fazê-lo precisaria de cinco anos e uma casa com doze empregados. Passados cinco anos, não havia sequer começado o desenho. 'Preciso de outros cinco anos', disse Chuang-Tsê. O rei concordou. Ao completar-se o décimo ano, Chuang Tsê pegou o pincel e num instante, com um único gesto, desenhou um caranguejo, o mais perfeito caranguejo que jamais se viu"
Beijos para vocês. FELIZ ANO NOVO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
IZE
Querida Ize:
Concordo com você à plenitude. A importância do texto transcende estes detalhes e, além disto, ele deverá ser amplamente conhecido antes mesmo do livro estar publicado, isto é, mais que um prefácio, será o arauto da boa nova, o nosso cartão de visitas.
Quero, no entanto, fazer um pequeno reparo, não no texto mas no comentário que você deixou pro Carlito, quando você diz "trabalhar com a rememoração numa perspectiva política, e não nostálgica, sempre surpreende porque nos fornece material para mudar o futuro," eu acho que a visão nostálgica do passado é também, por sua vez, uma visão política, e, nem sempre, necessariamente conservadora.beijos e abraços
do Joca Oeiras,o anjo andarilho
Ize, minha querida,
já havia lido o seu texto e, como lhe disse, está perfeito, maravilhoso mesmo. Mesmo assim faço questão de interromper por breves minutos minhas férias para ratificar tudo que disse e lhe desejar um Feliz Ano-Novo, cheio de "agoras" e eternidades. A leitura que você fez de nossas reminiscências ampliaram muito o significado dos textos e contextos do projeto e ofereceram a muitos dos seus protagonistas - inclusive a mim - novas percepções da História e de suas próprias histórias individuais. Parabéns e até a volta, amiga.
Feliz Ano-Novo e um beijo bem carinhoso no seu coração.
Oi Nivaldo, super obrigada por suas palavras tão significativas e pela revisão cuidadosa que vc fez do texto.
Boas férias pra vc e sua família e que a cidadezinha de pescadores em Natal lhe propicie, e aos seus, um maravilhoso início de Ano Novo.
Beijo pra vc e todo o meu afeto.
Joca, cadê a capa, que ainda não consegui ver? quero muito vê-la e opinar sobre ela, tá?
Ize,
Não encontrei o livro de MIchel de Certeau ainda, acredita? Alíás, os livros, já que são dois volumes, não é? Mas falta ver em algumas livrarias ainda e pela Internet também.
Pra todos overmanos e overmaninhas o meu beijo e votos de um ano novo bem lindo. Bjs.
Ize,
Passando e repassando apenas para saboraear, descobri que lhe devo uma resposta a essa pergunta: Gostou de se ver lá, pequenina e compenetrada, encabeçando o texto?
Imagina como me senti!!!
Algo assim como a atriz principal.... sem nenhuma modéstia... rsrsrsrs...
JOCA:
Agora, publicamente, adorei a capa. Só que substituiria o branco do fundo por um tom pastel, aquele amarelado de papel envelhecido, entende?
Beijos pra vocês.
Ilze!
é maravilhoso teu trabalho, para mudar o mundo, é preciso mudar conceitos.
Parabens pelo esforço.
Beijos
Me lembro do final da sabatina: t-u-v-x-Y-Ze! YZE:
só voçe pra me fazer voltar ao Over. A agua em pó revolucionou mas mostrou muito, fez o desencanto. O fato de meu texto não entrar, foi no mínimo uma injustiça, como dIZES:
"O passado do qual extraem-se lições que permitem repensar o presente."
É nessa perspectiva que me guio, repensei. Se tivesse sido reconvidado, teria escrito uma crônica quilômétrica, passada em 3 colégios e 2 reformatórios!
Já usei pena, não uso mais, mas tenha saudade de quando tinha e usava!
Que Pena!
Ilze, apenas hoje conheço seu excelente texto. Como educadora posso lhe dizer que é extremamante belo e sábio, instigante. E que linda foto! Parabéns!
Veja o link, se tiver tempo
http://www.overmundo.com.br/overblog/entrevista-maria-da-conceicao-paranhos
Que fim levam todas as flôres? E as rosas continuam amarelas? Ainda ontem estava pensando no aniversário do visionário Projeto que acreditamos e ainda não saiu do "Papel"!
Voltarei para comentar, mas por enquanto divirtam-se:
http://www.overmundo.com.br/banco/juquinha-bigorilho-e-a-ex-cola-bisonha-e-branca-porcaria-de-azn-666-n-11
HUUUMMM...já lá se vão quase 15 meses e NADA do tal livro, ao qual todos se dedicaram... penso que alguém deve terminá-lo, pelo menos para justificar os anseios e a confiança de todos no tal projeto.
A obra merece esse finalizar necessário, ainda que tardio... é preciso aplainar vaidades e DELÍRIOS tolos e concretizar a existência do livro aqui mesmo no OverM e também em outros sites/locais da Internet importantes. Quem se habilita?
Não sei porque, na época, não li (ou vi) esse seu texto. Realmente, cabe como uma luva como Apresentação da obra final, ou até como Prefácio, se fôr o caso. Discordo apenas da tal carteira como capa: um desenho infantil que "rodou" por esse nosso espaço cultural-virtual representaria melhor o conteúdo do livro. Seja como fôr, faça-se a obra!
Vó Peteca é o máximo! Eu que gosto de fazer graça da desgraça, lamento o livro virtual não sair, embora de certa forma já exista!
Mexa-se Lucifér!
Passei novamente por aqui. Li novamente e reafirmei o encantamento desse seu texto, Ize. Realmente maravilhoso, leve...
Comprei os dois volumes do Certeau. Lendo devagar. Não é uma leitura fácil. Além do mais, ando em apuros com a monografia da pós. Grande abraço.
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