“Oiapoque querido, nunca mais poderia retirai-vos do meu coração!â€
Marven J. Franklin
Essa poesia foi escrita para os que como eu trazem essa cidade-mistério encravada como tatuagem na alma! Ave! Oiapoque.
ESPÓLIO DA MEMÓRIA INACABADA
Das manhãs glaciais em frente ao Rio Oiapoque leguei o vislumbre insano diante do nevoeiro indolente imergindo da mata culminando com o embate de meu semblante esquálido com o por do sol que insurgia inerme em frente à Marripá Tour.
Dos contornos metafÃsicos da Praça Ecildo Crescêncio levei as antemanhãs gris que amortalhavam meus delÃrios e rezas enquanto ascendia a Presidente Kennedy com destino a Igreja de Nossa Senhora das Graças.
Dos desvalidos escorados no Cais Municipal, imersos em escárnios e frenesis, herdei os ais dolorosos perante a náusea que precipitava a extenuação ante aos olhares densos dos que pereciam embebecidos de rum e impassibilidade.
Oh Oiapoque! De meus medos... Levo de ti o cerrar de dente oriundo dos injustiçados, que sucumbem no leito sereno do Rio Oiapoque onde em meio ao medo e a desesperança ouve-se o berro adormecido dos garimpos equidistante com ensejos mortos parecidos com o quase nada.
Oh Oiapoque! De minhas esperanças... Espero de ti girassóis caudalosos... A enfeitar vitrines e janelas adormecidas! Que seus homens se tonem mel ante a brutalidade das sensações desumanas e que meu triste semblante se torne riso alucinante diante de uma rua assoalhada de fés.
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