Reminiscências reúnem amigos após 43 anos

Ilustração: Andocides Lemos
Arte de meu irmão Andocides: reencontrar o passado foi como viajar no tempo.
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Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ
30/11/2007 · 216 · 35
 

No último dia do mês de outubro recebi na minha Caixa Postal e-mail de um José Antônio Santos cujo assunto era: “Sobrevivente da Marambaia”. Por conta do Projeto Reminiscências de Escola, em 17 do mesmo mês, postara no Overmundo matéria sobre meus tempos de colégio interno na Ilha da Marambaia, onde cursei o ginásio na segunda metade dos anos 60. A exemplo da mítica Pandora, hesitei diante da caixa cuja mensagem, uma vez aberta, liberaria não os males do mundo, mas lembranças de um tempo que eu vivera naquela ilha do Atlântico, 43 anos atrás, e que subitamente retornariam do limbo, como fantasmas redivivos. Por segundos, essa epifania quase proustiana me atirou num vórtice de sentimentos, que iam do medo à euforia, e me lembrei de uma frase de Walter Benjamin que dizia: “O passado só se deixa fixar como imagem que relampeja irreversivelmente no momento em que é reconhecido.” E abri o e-mail.

Na mensagem, Arroz – que era como chamávamos Antônio na escola – explicava que há muitos anos tentava encontrar alguém que tivesse vivido a mesma história que ele, sem sucesso, e confessava a angústia que o perseguia há anos de pensar que era o único sobrevivente daquele tempo que ele definia como “fantástico”, quase “um sonho”, e cujo cenário – relembrava – lhe parecia “fantasmagórico”: “Aquela ilha cercada de matas exuberantes e sinistras ao mesmo tempo, aquele cemitério lá em cima do morro com visão pra Escola, aquela praia que significava uma hora de pessoa normal - pelo menos até a hora do apito -, a ‘Divisão’, como era denominado o casario onde existiam as salas de aula...” E concluía perplexo: “Sabe o que mais me impressiona?! É vivermos atualmente na era da comunicação, internet e tudo o mais, e ninguém lá daquele tempo ler sobre isso para pesquisar ou entrar em contato com você.”

Aquelas palavras promoveram uma arqueologia no meu imaginário e me trouxeram à tona vestígios de um tempo fantástico em que tínhamos uma existência mágica – mais afeita ao universo de Cem Anos de Solidão do que a essa vida frugal que o futuro nos reservou. Recordar o passado foi como percorrer um labirinto de emoções, um território híbrido de memórias e sentimentos que eu desconhecia. Lembrei-me do que Proust escreveu sobre a formação do eu: “O nosso eu é edificado pela superposição de estados sucessivos. Mas essa superposição não é imutável, como a estratificação de uma montanha. Levantamentos contínuos fazem aflorar à superfície camadas antigas.” De fato, foi como se o e-mail deflagrasse um sismo na minha alma e trouxesse à superfície de mim mesmo fragmentos da memória que eu esquecera em algum lugar do passado e nunca mais atinara. “O nome do Jáder era Jáder Bruno e ele era um ‘teso’ [ríspido, rigoroso] nas aulas, flamenguista, de vez em quando cismava que ia ‘dar um zero em todo mundo!’ O senhor da lavanderia que você não lembrou” – explicava – “era o Seu Mathias! E as Irmãs da enfermaria... davam até medo, ninguém queria passar mal e ter que dormir lá.” Por fim, ele desfiava um rosário de nomes que há muito eu esquecera: “Erasmino, Ademir, Canguru, Alaor, Gercino, Nagiba, Zé Carioca, Davi, Jumentinho, Alteredo, Gilberto, Jessé, Almerindo, PP, Pompílio, Vovó, Pingo, Luciano, Filé, Walace...”, todos habitantes de uma Macondo particular cujo mapa de acesso eu perdera no tempo.

Outros sobreviventes.

Nos dias que se seguiram àquele, muitos outros amigos da época entraram em contato comigo, revelando não só a capacidade de mobilização da internet, como a força aglutinadora do Overmundo. Essas mensagens – tais como os pergaminhos de Melquíades na obra de García Marques – acabaram por reunir destinos que jamais teriam uma segunda chance para isso não fosse o Projeto Reminiscências de Escola. Adiante reproduzo resumos de e-mails que recebi para que vocês tenham idéia do que estou falando. Se quiserem ler todas as mensagens, cliquem aqui e, depois, no documento em Word. Essa troca de e-mails também está disponível na página do grupo do livro colaborativo “Reminiscências de Escola”, aqui.

E-mail de Carlos Alberto – Amigo Nivaldo, fiquei muito feliz também com o que li do meu também amigo José Antonio dos Santos, o "Arroz". Na época da escola, andávamos juntos. Ele morava em Copacabana e adorava nadar e, com ele, várias vezes "escamei" (lembra dessa expressão? ["escamar" significava fugir]) nadando até o Cais, para mergulharmos do Guindaste da ponte! Bons tempos aqueles! Tenho que falar, fiquei frustrado por você não ter me enviado o e-mail do "Arroz", preciso entrar em contato com ele também e relatar que tinha o mesmo anseio dele, ou seja, de encontrar ex-alunos da Marambaia. Só que eu tive êxito, pois, em 2002, conseguimos organizar, com a grande colaboração do Arnaldo Schunk, três encontros. Abaixo, colei uma página do Orkut (...). Lá encontrarás vários depoimentos de ex-alunos, alguns do nosso tempo. Envie também para o "Arroz". Um fraternal abraço, Carlos Alberto.

E-mail de Arnaldo Schunk – Caro Nivaldo, recebi o e-mail do Carlos Alberto sobre o seu trabalho. Antes de começar a lê-lo, resolvi te dar um alô. Um grande abraço para você, meu colega de colégio.” E completava num segundo e-mail, horas depois: “Fiquei até arrepiado de encontrar mais um amigo da Marambaia. Fizemos, há uns quatro anos, um encontro de ex-marambaienses, na Cidade dos Meninos. Foi um show, com a presença de bastantes colegas, incluindo Adaury, Leonel (faleceu este ano), os moradores de Paraty como Walmir, Gagary, Calango, Carlos Alberto e tantos outros que não me lembro agora. Trabalho aqui na Petrobras há 31 anos, estou com 54, moro em Copa e tenho o meu André, com 28 anos, e o meu Leonardo, com 26 anos, que são meus grandes amigos. Excepcionalmente, hoje estou saindo mais tarde, pois só tive reuniões cabeludas. Vamos marcar um tempo para um bom papo. Um forte abraço, Arnaldo Schunk.

E-mail de Gilberto Pintinho – Caro Nivaldo, gostei muito de saber que muitos colegas se lembram do nosso tempo de Marambaia. Não sei se você lembra de mim, mas eu sou o Gilberto Ribeiro de Almeida, mais conhecido como "Pintinho" (magrinho e loirinho que, quando tomava chuva, parecia um pintinho molhado). Entrei na escola em 1966 e saí em 1969, acho que fui da última turma a se formar. Nossa formatura foi em Itacuruçá. Até acho que na foto do time do Estrela (uniforme azul), sou em quem está agachado. No ano de 2000, tive a oportunidade de voltar à Ilha junto com alguns colegas, dentre eles o Carlos Alberto (Negão). Gostaria muito de rever os companheiros e também os professores de quem me lembro muito bem. Gostaria também de ter uma memória privilegiada quanto a do José Antonio (Arroz) que conseguiu relembrar antigos companheiros nossos. Qualquer notícia, pode entrar em contato comigo ou através do Shunck, que tem meus telefones. Um abraço pra todos da Marambaia.

José Carlos Cavalcanti – Nivaldo, o meu amigo Schunk me informou que no site overmundo.com.br encontraria algo relativo à Marambaia escrito por você. Então comecei minha viagem Overmundo afora e te confesso que, ao ler seus relatos, retroagi aos meus 13 anos, quando comecei a estudar na Marambaia, em 1965. Na época, morava em Paraty e, como os meus pais não tinham como pagar meus estudos, deliberadamente decidi partir para essa doce aventura. Ou seja: doce aventura a partir do segundo ano em que lá estudei, porque no primeiro foi muito difícil para mim, uma vez que ficar longe dos pais, dos irmãos e amigos não foi nada fácil. Mas, a partir do segundo ano, as coisas começaram a melhorar, por ter conseguido aceitar ficar longe, principalmente dos meus pais e dos meus irmãos, o que, hoje afirmo com absoluta certeza, foi a decisão mais importante e corajosa que tomei na minha vida, e a ela devo o que sou hoje. Trabalho há 31 anos na Petrobras com os meus colegas Arnaldo Schunk e Hildebrando: não sei se tem outros ex-alunos trabalhando na empresa. Estou curioso em saber o que você, além de poeta, está fazendo. Estudávamos na mesma turma. Veja se você se recorda: na primeira foto de Aventura de dois coroinhas no colégio interno, eu sou o quarto em pé, da esqueda para a direita; na foto do time, sou o penúltimo agachado, da esquerda para direita e, na foto do desfile, sou o oitavo da fila da direita. Um grande abraço, estou torcendo por você.

Aqui te escreve o 140.

O mais incrível aconteceu, na quarta-feira, 14 de novembro. Recebi mensagem emocionada de alguém que, explicava, morava há muitos anos na Argentina. No assunto, apenas o intertítulo acima, o que me fez concluir tratar-se de outro amigo do colégio interno, onde todos tínhamos um número de identificação (o meu era 51, que à época não era uma boa idéia). O remetente era Pedro Fernandez, que na escola chamávamos de Pedrinho e que, como eu e meu irmão, também fora coroinha do Padre Gerardo. Numa mistura de português e espanhol, ele reafirmava o sentimento de saudade comum a todos em relação à escola e se confessava emocionado com este reencontro virtual, deixando-me também com um nó na garganta ao recordar de nossa viagem a Jaguanum. Leiam vocês mesmos.

Bom-dia, Nivaldo. Gostei muito do que você escreveu. Fiquei muito emocionado e cheio de lembranças daquela época. Nós ajudamos missa juntos mais de uma vez, até na Ilha de Jaguanum, com o Frei Gerardo, no ano de 66 ou 67. Você se formou em 1968 e eu no ano de 1969. Eu sou o Pedrinho, morava em Mangaratiba e agora, faz muitos anos, moro na Argentina. Gostaria de escreverme com você e, se possível, com o 'Arroz' também, que me lembro era de Teresópolis e do tempo da Fundação. Eu era Azul, entrei no 66 e me formei no 69. Sim que foram anos difíceis e de Ditadura. O professor Adaury chegou a dizer que eu era subversivo e eu hoje acho tudo aquilo engraçado, apesar da dureza. Também me lembro da primeira noite naquela ilha, depois de chegar de Mangaratiba de noite con sudoeste no Tintorero. Pra mim, hoje eu penso que aquilo foi uma aventura, mas, na minha vida, certamente inesquecível. Como eu gostava das aulas do professor Cyro y lembro bem do professor Ademir com a sua calça LEE, uma revolução para a época.

Em primeiro lugar peço desculpa do meu Português ruim, aqui
na minha PC, que faz pouco tempo a tenho e não sei muito, não tenho til, nem cecidillha, nem acento circunflexo; e está em Espanhol, por favor, desculpa [nota: coloquei acentos e cedilhas para facilitar a leitura]. Estou escrevendo neste endereço porque não pude entrar na página do Overmundo pra felicitar a sua narração, que fazia tempo estava buscando meus colegas do Darcy Vargas, da Marambaia, e me encontrei com um poeta e uma memória escrita de maneira maravillosa. Você tem que seguir escrevendo da ilha, eu coincido com os que te escreverom no Overmundo. Se você puder, espero a tua resposta pra matar as saudades. Um abrazo para você e teu irmão. Pedrinho.

Desde então temos mantido intensa correspondência. Estamos inclusive aventando a possibilidade de realizar um churrasco no Planeta Sonho, sítio de meu irmão, para comemorarmos este reencontro quatro décadas depois e acertarmos uma volta à Ilha da Marambaia. Pelo passado comum e a maneira com que todos vivenciamos essa memorabilia, torna-se quase inevitável uma analogia com o universo imaginado pelo autor de Em Busca do Tempo Perdido, de quem tomo novamente emprestado a frase com que encerro esta suíte de Dores e alegrias de uma escola à beira-mar: “Os verdadeiros paraísos são os paraísos que se perderam.”

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Joana Eleutério
 

Um dos primeiros filhtinhos do Projeto Reminiscências de Escola. Que beleza, heim Nivaldo!
Infelizmente não li seu texto na íntegra. Mas espero fazê-lo logo.
Abraços.

Joana Eleutério · Brasília, DF 27/11/2007 16:53
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Saramar
 

Nivaldo, confesso que até chorei um pouco.
É muito emocionante ver como esse nosso projeto anda "mexendo" com as pessoas, provocando um mergulho, ainda meio sem jeito, sem preparação, na infância.
Você mostrou isso neste texto. Ainda mais porque a experiência de Marambaia é outra, é além das cotidianas histórias.
Bem você disse, é a sua Macondo.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 27/11/2007 21:39
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crispinga
 

Que sorte a sua reencontrar seus amigos de Escola...E perceber que o tempo passou, os filhos cresceram, cada um foi para um lado....E a amizade prevaleceu!
Quanta coisa resgatada...Parabéns!
Beijos
Cris

crispinga · Nova Friburgo, RJ 28/11/2007 12:04
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Adriana Costa
 

Uau, Nivaldo!
Além do emocionante reencontro de amigos, a maneira como o registras torna tudo ainda mais encantador!
Flores sempre @>--

Adriana Costa · Brasília, DF 28/11/2007 15:32
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lemos
 

Já o conheço há muito tempo (desde que nasceu) e não me surpreende a sua capacidade criativa. Nessas reminiscências, as palavras fluem saborosas, obedientes, domadas pela pena de um talentoso artesão, que ainda acho tímido em se mostrar plenamente. Como irmão e admirador, me permito dizer isso. Vou guardar o adjetivo "soberbo" para o próximo texto, pois não gosto de ser repetitivo.
Um abraço
Andocides

lemos · Rio de Janeiro, RJ 28/11/2007 15:36
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Nivaldo Lemos
 

Joana,
obrigado pela visita, o texto agora já pode ser lido na íntegra.
Bjs

Saramar, minha querida poeta,
suas palavras são sempre uma alegria para mim. Muito obrigado mais uma vez, amiga.
Bjs

Cris,
realmente foi uma sorte e uma imensa alegria, sei que poucos têm o privilégio de resgatar amigos da infância e/ou adolescência como eu fiz aqui, graças ao Joca e ao Overmundo. Obrigado pelas palavras.
Bjs

Adriana, minha poeta das flores,
que bom que você gostou. Obrigado pela gentileza.
Bjs

Andocides, meu irmão,
bem-vindo ao Overmundo e muito obrigado pelas palavras. Fiquei até emocionado, especialmente vindas de um artista tão criativo e soberbo - e me refiro a todo o seu trabalho ao longo dos anos - como você, cuja arte testemunho e admiro desde que nasci. Aos que não sabem, esclareço: o avatar cangaceiro aí em cima, que enfim chega ao Overmundo, é o meu irmão que fez as ilustrações das minhas Reminiscências que tantos aqui gostaram. Valeu, mano! Bem-vindo!

Um forte abraço.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 28/11/2007 17:30
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azuirfilho
 

Mestre Nivaldo Lemos.
Um Trabalho extraordinário que sensibiliza todo humano e que nos estimula a urgente fazermos alguma coisa também de resgate da memória da nossa gente.
Uma Grandiosíssima contribuição para o nosso coletivo.
Parabéns e abração.

azuirfilho · Campinas, SP 28/11/2007 17:35
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anamineira
 

Coisa boa que aconteceu com você. Matar a saudade dos amigos, e principalmente relembrar fatos interessantes, pessoas queridas, deu para arrepiar de emoção.
Um forte abraço.

anamineira · Alvinópolis, MG 28/11/2007 18:18
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Nivaldo Lemos
 

Azuir,
obrigado por seu comentário sempre tão gentil.
Abraço.

Anamineira,
muito obrigado por ter atendido ao meu convite. Fico muito feliz de que tenha gostado do texto. E só posso dizer muito obrigado, mesmo, amiga.
Bjs.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 28/11/2007 18:25
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Benny Franklin
 

Amigo Nivaldo!
Reminiscências após os 43 - reunir amigos comuns - mesmo por e-mail - é acontecimento que gostaria que tivesse acontecido comigo. Amigos, Nivaldo, são pétalas eternas, mesmo as que estão
a léguas da gente, admirando o firmamento. Belo trabalho!
Bela homenagem aos amigos do peito!
Abraços,
Benny Franklin

Benny Franklin · Belém, PA 28/11/2007 20:21
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Cintia Thome
 

Nivaldo...logo que li o recado vim aqui e lógico emocionei-me.
A tua estória em Marambaia já é divina, mais ainda que te trouxe esse resgate. Pudera eu ter esse deleite! Quando vejo alguns de minha cidade, sempre é festa, é como virar criança e conversar como criança. Que você continue esse resgate e encha tua caixa de e mails e de encontros pessoais...reviver, saber como estão, os destinos, a cria de cada um são coisas imensuráveis. Minha avó dizia que os melhores amigos, aqueles do peito e de qualquer hora são os das raízes, é a base pra vida toda. Que delícia! Parabéns . O Joca foi a "fada" pra tudo isso acontecer....Bacana!
** Não ligue para a figurinha ao lado, mas é uma pomba da paz...precisamos vencer esse furacão, rs
bj
.

Cintia Thome · São Paulo, SP 28/11/2007 21:52
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Ize
 

Querido Nivaldo, vc pode imaginar para quem tem em Benjamin seu interlocutor privilegiado, o que significou essa escavação do passado. Volto aqui com calma para dizer tudo o que me veio á cabeça, qdo me deparei com o seu encontro com todos esses companheiros a partir da publicação do seu artigo sobre a escola da Marambaia. Por ora, detenho-me a citar Benjamin: "O dom de despertar as centelhas da esperança é privilégio exclusivo do historiador convencido de que também os mortos não estarão em segurança se o inimigo vencer." Ela me veio à mente quando, lembrando-me da melancolia do seu relato sobre a escola, fiquei pensando o quanto aquela narrativa deu um outro destino aos acontecimentos, retirando os "mortos" da segurança do imexível. É impressionante e bonito entrar em contato com histórias que têm o poder de constituir outros acabamentos para o curso da vida.
Beijo grande
da Ize

Ize · Rio de Janeiro, RJ 28/11/2007 22:56
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brigitte
 

Nivaldo,
sensacional esse reencontro com a turma. Experimentei a mesma sensação narrada por voc~e ao adentrar no colégio para buscar algumas fotos. Olha, um arrepio na espinha e nó na garganta ao percorrer alguns corredores e rever as mesmas salas, iguaizinhas do meu tempo. As lembranças vieram em enchurradas.Mas foi muito bom.
Acredito que o seu reencontro com a turma servirá para estreitar os laços de amizade e formar um belíssimo grupo de verdadeiros amigos.
Magnífico relato. Parabéns.
Abração!

brigitte · Goiânia, GO 28/11/2007 23:44
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Lili_Beth*
 

Nivaldo:

Agora já consigo andar um pouco mais confortável por esse MUNDO_OVER ... Eu disse: um pouco... Encontrei esse emocionante texto de um encontro de amigos, da melhor forma que puderam, para o tempo que tiveram. Gostei da sua forma de retratá-lo. Refiro-me também à força no tratamento que deu a ele. Foi criando expectativas e deu vontade de passear junto com vocês. Já cheguei à Restinga da Marambaia e estou quietinha vendo as estrelas se recolherem de um poema seu que irei visitar...
Realmente reencontrar o passado é como viajar no tempo e o que mais os "sujeitos" tentam é esquecê-lo sem ao menos percebê-lo...
“Dores e alegrias de uma escola à beira-mar: ‘Os verdadeiros paraísos são os paraísos que se perderam.” Parabéns por poder encontrar-se com o passado e saber o que fazer com ele no presente... Aparentemente simples, mas só os raros chegam nesse lugar inefável na singularidade do que nem está escrito, mas ficará inscrito em cada um de vocês...

Carinho_Respeito_Admiração
*

Lili_Beth* · Rio de Janeiro, RJ 29/11/2007 02:30
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FILIPE MAMEDE
 

Emocionante Nivaldo. A amizade como ensina Exúpery é a mistura de tempo perdido, risos e dores compartilhadas. Leia-se 'tempo perdido' como dedicação. "O tempo gasto com amigos, é tempo ganho, aproveitado, vivido". Um abraço meu amigo.
E o ABC tá na segundona viu?

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 29/11/2007 11:17
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Joana Eleutério
 

Nivaldo. Agora si, li e me encantei. De novo. Beijo grande.

Joana Eleutério · Brasília, DF 29/11/2007 15:45
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carlos magno
 

Foi muito emocionante o que aconteceu contigo meu amigo Nivaldo. Reencontrar seus queridos amigos daquela época tão distante em que tu estavas na flor da mocidade e tudo isso graças a internete. Foi realmente um acontecimento muito interessante e agradabilíssimo não é meu amigo? Meus sinceros aplausos, abraços e parabéns pelo magnífico texto.
Carlos Magno.

carlos magno · Rio de Janeiro, RJ 29/11/2007 18:05
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Nivaldo Lemos
 

Benny,
obrigado, amigo, suas palavras são sempre um alento.

Cintia, minha paloma branca, e Ize, minha professora querida,
quanta gentileza, não bastassem a inteligência e a poesia de vocês que, por si, já me satisfariam, ainda me brindam com palavras tão carinhosas. Muito obrigado, mesmo.

Brigitte e Lili_Beth,
muito obrigado a vocês também pelas palavras e elogios, amei.

Filipe e Joana,
ao primeiro obrigado e parabéns pela vitória do ABC, que acompanhei pela TV (que golaço, o segundo!). E à Joana também muito obrigado pelo encanto.

Um beijo carinhoso em cada um.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 29/11/2007 18:09
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Nivaldo Lemos
 

Valeu, Carlos Magno,
muito obrigado, meu amigo e poeta.
Um abraço.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 29/11/2007 18:11
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brigitte
 

Nivaldo, vou torcer para que você e seus amigos nunca mais percam o contato. Bom demais!
Votaddíssimo>

brigitte · Goiânia, GO 29/11/2007 19:50
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arlindo fernandez
 

Salve meu amigo Nivaldo!!!!!!!!!!!!!!!!
Estou trabalhando muito e só hoje pude ler o teu escrito. Realmente é muito difícil "reunir" amigos de infância e memórias. Confesso que fiquei emocionado - com cabernet merlot e tudo. Meu amigo, por favor não se afaste tanto do overmundo. Nos precisamos dos preciosos comentários e textos que são verdadeiras aulas - lúdicos e poéticos.
saudações
abraço forte.

arlindo fernandez · Campo Grande, MS 30/11/2007 08:29
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Nivaldo Lemos
 

Valeu, Arlindo!
Obrigadão, meu amigo e poeta pantaneiro.
Abraços.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 30/11/2007 10:36
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Noelio Mello
 

Nivaldo, amigo.
Chego tarde, mas chego cheio de elogios pelo teu texto maravilhosamente bem escrito e comoves nossos sentidos pelas tuas lembranças e após tantos anos consegues plantar uma nova floração na tua alma com a participação dos teus amigos. e como se novamente um novo semear da vida.
Abraços
Noélio
belas lembranças, belo texto

Noelio Mello · Belém, PA 30/11/2007 14:38
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Nivaldo Lemos
 

Noélio,
obrigado mais uma vez pela gentileza de tuas palavras.
Abraço

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 30/11/2007 14:55
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AQUI TE ESCREVE O... 488 ! (ha,ha,ha ou ka,ka,ka ou rs,rs)
Este era o meu número no Exército, lá no Rio numa "saga" muito mais "interessante" (cruz, credo!) que essa tua na Marambaia.
Grande texto, NIVALDO, um clássico em matéria de memórias! Só não entendi os links para os romances... você não quer que a gente termine de ler seu texto ou isso é só aquele PEDANTISMO tão comum em nossa época, anos 60/70, que quem tinha mais conhecimento fazia questão de demonstrá-lo (sem ofensas, caríssimo escriba!) De qualquer forma, PARABÉNS !
Nos incentiva a REESCREVER nossas próprias recordações!
Deliciosas lembranças
são as cartas dos amigos,
curiosos abrigos
de nossos bons sentimentos
e "pais" dos melhores momentos
de tempos que não voltam mais. (etc, etc)
"NATO" AZEVEDO

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 30/11/2007 15:08
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Tacilda Aquino
 

Li tudo de um fôlego só e confesso que me emocionei com os seus relatos e dos colegas da ilha.Tenho algumas amigas e amigos dos tempos do "ginásio" que vejo de vez em quando e quando a gente se encontra é como se nunca tivéssemos nos separado. E sinto não poder encontrar outros que eram muito queridos e que se mudaram para longe.

Tacilda Aquino · Goiânia, GO 30/11/2007 15:08
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Nivaldo Lemos
 

Nato, meu amigo 488,
obrigado pelas palavras, a paciência, e a "gentileza". Os links, fossem pedantismo, não seriam links, não acha? Useio-os apenas como uma forma de correlacionar o texto com os autores citados, que é o que caracteriza o hipertexto, não é isso? Quanto a você me achar pedante a essa altura da vida, fique tranqüilo, não me ofende. Até porque conhecimento, sem falsa modéstia ou cabotinismo, eu tenho mesmo, e me orgulho disso. Agora me mate uma curiosidade que há muito me persegue, meu amigo: por que você escreve tanto em maiúsculas? Em internet isso soa como se você gritasse, embora eu tenho certeza não é essa a sua intenção. Por fim, um sugestão: porque você não nos brinda com mais um daqueles seus deliciosos textos sobre sua saga no exército?

Um forte a fraterno abraço.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 30/11/2007 15:42
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Nivaldo Lemos
 

Tacilda, querida,
obrigado por suas palavras. Que bom que você ainda mantém contato com amigos do ginásio, pois poucas pessoas conseguem ter esse privilégio que só, agora, milênios depois, a internet e o Joca me proporcionaram. Aliás, uma experiência para mim tão feliz como surpreendente e que - como eu já disse - mostra a força aglutinadora do Overmundo.

Beijos e bom fim de semana.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 30/11/2007 15:49
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Adroaldo Bauer
 

Nivaldo,
E não é que tens orgulho de ter esse perfil construído.
E justo orgulho de quem percorreu a senda e percorrerá a que virá com a face ao sol, o olho aberto mesmo para o espelho retrovisor, e um semblante tranqüilo que permite reunir os que contigo lá estiveram para uma festa.
Ter passado assim não é apenas ter um passado.
É presente deixado da conduta da pessoa.
Então, é certeza de que futuro, filhos, netos, a humanidade em tudo está assegurada, pelo menos por teus passos dados e porvir.
Aliás, porvir risonho para ti e os de Marambaia/Macondo.
Real e fantástico.
Apesar de quem alguns não gostem, porque em outros postados já o disseram: lindo, amigo!

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 30/11/2007 15:53
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Nivaldo Lemos
 

Adroaldo, meu querido amigo e conterrâneo,
que palavras bonitas. Deixam-me não apenas agradecido, como lisonjeado e emocionado. Cada vez fico mais certo de que o que nos faz comuns, além da origem e esse amor pela palavra, é a admiração e o respeito que temos um pelo outro, pelos outros e, por extensão, à humanidade toda. Emocionado ainda, nestes dias de ares tão carregados aqui no Overmundo, arrisco um juízo desabusado, mas sem medo de errar: você é foda, mesmo, meu amigo!

Um beijo e um abraço fraternos.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 30/11/2007 16:12
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ILZE SOARES
 

Nialdo,
parece que sua bela história alcançou seu velhos amigos, muito legal. Não cosnegui ler na integra mas, pretedo voltar e ler detalhe por detalhe. Parabéns pela iniciativa e pela felicidade que proporcionasses a todos.

Bjos

ILZE SOARES · Salvador, BA 30/11/2007 19:22
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ILZE SOARES
 

Nossa, a pressa é inimiga da perfeição... até teu nome digitei errado. Vamos novamente!
Nivaldo,
corrigindo: Não consegui...
pretendo

bjos

ILZE SOARES · Salvador, BA 30/11/2007 19:25
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Andre Pessego
 

Meu querido Nivaldo,
Um momento assim é de uma grandeza impensável para quem não viveu. Mas forçando a imaginação consigo pene-
trar nesse universo, naquele momento. Ainda mais para nós
migrantes que vive ora de pequenos encontros, ora de sonho
deles.
Quero me congratular contigo naquele e por aquele momento, abraço, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 30/11/2007 19:41
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Renato Torres
 

nivaldo,

que impressionante e mágica é a vida! venho ler tão tardiamente este texto emocionante, instigante e vivo como um bom romance, mas não sem me sentir profundamente atento à este atempo, o não-tempo da memória, especialmente esta que busca, impetuosa, por uma rosa que imagina-se ressequida, talvez já tornada pó, restolho varrido por ventos de circunstância, mas que recende seus coloridos, seus perfumes, ao mais breve toque da recordação. maravilhosas as tuas citações de proust, de garcia márquez, que trazem ainda mais pra perto aquilo que parece perdido. me veio a definição personalíssima de manoel de barros para a palavra recordar: do latim re cordis - trazer ao coração. lembrar, então, seja este lugar de sabermos mais, e melhor do que à época em que vivíamos de fato as circunstâncias, quem somos, e qual o propósito de existir. nesse sentido, meu querido escritor, não há paraíso perdido enquanto há memória viva.
abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 16/1/2008 23:51
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Pedro Monteiro
 

Nivaldo.
Essa é uma valiosa contribuição para todos os "orvermanos".
Parabéns

Pedro Monteiro · São Paulo, SP 10/3/2008 23:23
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Cavalcanti, de camisa escura, antes lateral esquerdo do time, hoje na Petrobras. zoom
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Carlos Alberto, de óculos, era ponta-direita. Hoje, advogado, com os filhos. zoom
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Gilberto Pintinho, hoje avô, posa orgulhoso ao lado do neto. zoom
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Meu irmão Célio, hoje, com a esposa e as filhas, num passeio a Galos, RN. zoom
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Hoje, aos 56, abraço meu filho Pedro em pose para minha filha Gabi, sua irmã. zoom
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Ex-coroinha, Pedrinho, mora hoje na Argentina. Aqui com a esposa em Bariloche. zoom
Ex-coroinha, Pedrinho, mora hoje na Argentina. Aqui com a esposa em Bariloche.

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