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Repúdio à falta de ética da mídia e da população

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quasarte · Estados Unidos da América, WW
3/7/2007 · 106 · 14
 

Vitória, sexta-feira, 29/06/2007.

Nem sei como falar sobre o que já está sendo por tantas vezes dito. Contudo, por saber que muitos sabem e por saber que mesmo sabendo ainda fingem não saber, deixo aqui o meu repúdio à apatia social, que deixa a mídia ser como é e que a sustenta. A mídia assim como a política, é reflexo de nossa sociedade. Marcada pelo ódio mal direcionado e alienado.
Deixo o meu repúdio àqueles que amam e veneram a alienação, que foram paridos por ela e não conseguem se desvencilhar da "barra-da-saia" desta "mãe desnaturada". Do mau do capitalismo. Meu repúdio aos consumistas inveterados, aos play boys e burgueses, aos pobres de espírito. Aos que consomem a cultura lixo das rádios, jornais e revistas de fofocas que não ajudam em nada. Pois quem consome a burrice a alimenta e é cúmplice de toda essa impunidade.
Despejarei aqui todo o meu ódio sobre a mídia, aos maus políticos que muitos de nós somos a cada dia, à apatia social.
Deixo o meu repúdio não só aos donos da mídia, mas à todos aqueles que se vendem à ela, que a servem, que não enxergam que precisam lutar pelos seus direitos em busca de uma sociedade mais justa.
Trabalhei no jornal A Tribuna de Vitória, no Espírito Santo e posso, com base em minha vivência de determinados fatos deixar aqui a minha opinião.
Será preciso contudo, escrever inúmeras páginas à respeito começarei pelo mais “quente”, a exploração da violência por parte da mídia.
O mundo está violento, está uma merda, as pessoas se matando a todo tempo, em 45 dias de operação da polícia militar, no Rio cerca de 45 pessoas já foram mortas, dentre elas crianças, jovens e pessoas inocentes. Até quando???????!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Deixo aqui o meu repúdio a todos aqueles que por desconhecerem a realidade dessas localidades, acreditam que a polícia está fazendo um belo papel e não entendem a raiz do problema.
As tropas brasileiras invadiram o Haiti há três anos e estão fazendo o mesmo que a polícia militar nos morros do Rio e poucos sabem os verdadeiros motivos a que vendemos nossos alienados soldados.
O que nós estamos falando a esse respeito? O que a mídia está dizendo? Não estamos conseguindo mudar nada!!
A mídia não cumpre o seu papel, pois a mídia, assim como os comandantes da PM, do exército e das elites defendem apenas os interesses da minoria, que se acha privilegiada, mas que já sente as ameaças do sistema exploratório que está levando à miséria e ao desespero grande parte da população nacional.
De que lado nós estamos?????????????
Vocês repórteres e fotojornalistas, de que lado estão?
Quando ao fotografarem um morto, a sua foto não sai, pois são tantos os mortos, que já não vendem mais jornais? Mas tem sempre lugar para uma loira burra nas capas (e isto em especial para o jornal A Tribuna do ES). Cadê a família desses mortos? Cadê a voz desse povo que não se houve na mídia?
Precisamos sim, ouvir inúmeras vezes qual é a verdadeira raiz do problema até que paremos e pensemos juntos maneiras de resolvê-lo.
Só ouvimos as vozes da polícia, dos generais e das “autoridades”.
SOU DO POVO! QUERO OUVIR A NOSSA VOZ NOS JORNAIS, REVISTAS, CANAIS DE TV, RÁDIOS.
Quero ter um espaço para declarar o meu repúdio às operações genocidas e convocar meus semelhantes para tomarmos providências contra isso pois isso não pode continuar assim.
O espaço da internet é pouco, quero as rádios, as praças, os palanques, para gritar a todos que saiam dos shoping centers, parem de pensar um pouco em si mesmos e olhem para o que está acontecendo à volta, para mudar.
Estarei colocando em meu blog uma série de críticas à mídia, e aos meus colegas repórteres, colocando algumas das experiências que vivenciei quando fotografava para o jornal e denunciando o que deve ser feito, mas não é. Denunciando a mídia que assim como a justiça nacional, abraça a impunidade neste país.
A maior parte dos repórteres não são vítimas são cúmplices, carrascos e algozes. Em sua maioria perdem a sensibilidade e a o amor próprio. Se vendem e se alienam, são como os PMs e soldados. Executam e são treinados pelas universidades brasileiras a não mudar nada, sem bases sociológicas e éticas. Sem porra nenhuma! Tecnicismo não muda nada para melhor.
http://quasarte.blogspot.com/2007/06/rpdio-mdia-e-alienao.html



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Dico da Fonseca
 

Quasarte, querido, compartilho de sua repulsa a este mundo cada vez mais envolto em barbaridades sendo envernizado com pseudo-atuações efetivas da polícia e sendo ignorado por um número muitíssimo grande de pessoas que viram a cara para o verdadeiro problema que aflige a sociedade. Compartilho de sua indignação e de sua sensação de impotência frente a esta palhaçada toda. Porém, acho que você mesmo aponta para uma possibilidade de mutação ao afirmar que apesar de toda a alienação por parte dos "privilegiados", muitos já sentem "as ameaças do sistema exploratório que está levando à miséria e ao desespero grande parte da população nacional." Infelizmente, as coisas são assim: enquanto não cai sujeira das árvores da rua em nosso terreno, deixamos para os garis o serviço de limpar a folharada seca e sem vida que cai aqui e acolá, no meio da rua ou no terreno do vizinho. Outra coisa que você aponta e que me parece ser um dos reais problemas a serem enfrentados atualmente é a manipulação da mídia. Não há dúvida de que através do que ela revela e sobretudo a partir daquilo que ela esconde a manipulação subliminar (quando não é escrachada!) rola solta! Não é à toa que geralmente após o jornal televisivo noticiar uma chacina, por exemplo, de imediato, segue-se a informação de uma conquista do país (de modo geral, relativa a algum esporte). Seria isto uma estratégia para amenizar a dor do povo? Acho pouco provável! Entretanto, creio que nem tudo está perdido, afinal no meio desta aparente "casa da mãe Joana" (com o perdão de todas as admiráveis Joanas de nosso Brasil!) que é a internet, encontramos meios alternativos e descentralizados como este Overmundo que nos possibilita um canal aberto para "mandar brasa e soltar o verbo". A priori, parece que isto não seja grande coisa, mas acho que a circulação de informações vai acionando mecanismos internos nas pessoas que estão dispostas a mudar, mas que precisam de um empurrãozinho! Acho que estamos aqui para isso, loucos para arregaçar as mangas e impulsionar! Parabéns pelo texto, meu caro. Só um detalhezinho: em sua euforia, você acabou colocando uma letrinha a mais no verbo "faltar" do título e trocou de posição o sinal indicativo de crase! Como eu disse, é um detalhe em relação a sua verborragia empolgante! Abraços cúmplices!

Dico da Fonseca · Porto Alegre, RS 30/6/2007 00:10
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quasarte
 

Obrigado Dico!

quasarte · Estados Unidos da América, WW 30/6/2007 10:34
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quasarte
 

Detalhe só não aprendi ainda como editar o texto postado.

quasarte · Estados Unidos da América, WW 30/6/2007 10:43
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quasarte
 

opa já aprendi!

quasarte · Estados Unidos da América, WW 30/6/2007 11:22
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Dico da Fonseca
 

Eheeheh, eu percebi! Excelente! Abraços

Dico da Fonseca · Porto Alegre, RS 30/6/2007 11:45
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Saramar
 

Quasarte, senti neste seu grito aquilo que quase todos os brasileiros que pensam estão sentindo: falta povo neste país.
Deixamos de ser uma nação, pois esta se forma com território, língua e povo.
Há tempos, não falamos a mesma língua e agora, o povo foi separado em categoria especial, comprado com esmolas e definitavamente calado. Só nos resta um território imenso, rico e, ao mesmo tempo pobre, pelo desperdício, pela má-distribuição, pela incompetência político-social que nos domina.
Eu também e muitos outros brasileiros querem ouvir a voz do povo, a nossa voz, na rua exigindo seus direitos. E o principal deles é a volta da dignidade política porque, sem ela, seremos sempre escravos dos corruptos que, não satisfeitos em roubarem nosso suor, ainda roubam nossa voz.
Creio que a imprensa nada faz de diferente. Ela, como os políticos, se vende a quem paga mais e pronto. É o mercado.

Saramar · Goiânia, GO 2/7/2007 21:16
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quasarte
 

Para resolver isto devemos nos posicionar contra esta posturas das empresas de mídia, telefonando para as redações, reclamando uma representatividade. Mas estas reclamações devem ser feitas diretamente com os diretores executivos e chefões. Temos que perturbá-los e pressioná-los. Não podemos apenas reclamar entre nós mesmos e não fazer nada. Pois a mídia, assim como a política é um reflexo do povo que ela tenta representar.
Não devemos nos omitir, juntos podemos mover ações.
Aos professores deixo a sugestão de utilizar as diversas mídias em sala de aula, elaborando análises críticas e organizando as turmas para efetuarem estas ações.
Tais ações podem ser feitas através de cartas de alunos, pais e funcionários da escola, com ameaça de boicotes (não-consumo), com telefonemas de reclamação, com palestras nas escolas, igrejas, centros comunitários. Falando sobre estas medidas, com a formação de observatórios da imprensa nas escolas, com panfletagem dos alunos, com a elaboração de mídias comunitárias, passeios ciclísticos ou caminhadas de protesto e muito mais.

quasarte · Estados Unidos da América, WW 3/7/2007 16:07
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Francinne Amarante
 

cara Jornalista,

parabéns! ótimo texto, ótima iniciativa. precisamos disso, idéias, ideais e utopia sim.
pensa comigo, quem são os donos da mídia? digo, das “concessões” de rádio e TV? quem as distribui? e as TVs comunitárias estão nas mãos de quem? horários são vendidos nessas tvs.
é... não é um mar não, é um oceano de lama...
me parece que ‘algumas’ faculdades formam jornaleiros e não jornalistas.
que bom ler seu texto!
mas é bom deixar claro que não é justo generalizar a classe jornalística. sou jornalista e conheço outros que trabalham por um país mais justo e democrático...tudo bem que sabemos ser a minoria, mas existimos.

OPA.............. só não concordo com um detalhe: esse rótulo de “loira burra”..o que é isso? preconceito? a mulher não pode ser loira, inteligente, independente e capacitada? entendi que foi uma revolta a futilidade midiática, mas todos os rótulos são burros e ultrapassados.

grande abraço,
parabéns pelo trabalho.

Francinne

Francinne Amarante · Brasília, DF 3/7/2007 19:17
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quasarte
 

Não é preconceito não, é um xingamento que caberá às loiras burras, como cabe aos jornalistas incompetentes, aos políticos corruptos e assim por diante.
Portanto, não intento generalizar.

quasarte · Estados Unidos da América, WW 3/7/2007 19:25
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Amanda Maia
 

Parabéns pelo texto! Sincero e contundente! A mais pura realidade!

Amanda Maia · Salvador, BA 3/7/2007 23:24
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Francinne Amarante
 

ué, então tá.

Francinne Amarante · Brasília, DF 3/7/2007 23:25
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Yusseff Abrahim
 

Olha...
Acho que melhor do que repudiar, é perceber que a grande mídia está sendo a responsável pelo seu descrédito. Melor do que repudiar, quero que eles sejam cada vez mais tendenciosos e que no desespero de se fazer ouvir eles evidenciem seu destempero e todos os preconceitos que fomentam.
Minha feicidade é perceber que a populacão já vê TV com olhos mais críicos que não são verbaizados com requinte dos conceitos acadêmicos, mas estão lapidados pela própria experiência de vida. Quem acha que o chamado povão é ingênuo, precisa conversar mais com ele...
Particularmente confesso que gosto de muta coisa que você repudiou, mas as músicas que os auto-considerados "esclarecidos" odeiam, eu me vingo de quem as produz e massifica baixando da web.
Paciência e determinação, o negócio é não desistir e confiar no processo... o mundo ideal não é para nos, mas para nossos netos.
Ah... o texto tá cheio, muito cheio de preconceito, desculpe, mas isso é uma verdade.

Yusseff Abrahim · Manaus, AM 3/7/2007 23:30
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quasarte
 

Bem, gostaria de dizer que trabalho com a temática da mídia em duas turmas com nas quais leciono uma disciplina ,que denominamos juntos como Atualidades.
E sabemos e percebemos juntos essa percepção da burrice midiática. Contudo, o que fazemos é aprofundar estas críticas, para além desta inicial e com o aprofundamento buscamos juntos possibilidades de mudanças e possibilidades de mudanças de atitude pessoal diante dessa mídia.
Conversamos sobre as diversas maneiras que dipomos de inferir sobre ela, reclamar o seu papel de formar cidadãos e não consumidores a fim de trabalhar para modificá-la, boicotando-a que seja, saindo apenas da crítica e pensando uma prática cidadã diante dela.

quanto a este fragmento de texto eu não entendi o q vc quis dizer: mas as músicas que os auto-considerados "esclarecidos" odeiam, eu me vingo de quem as produz e massifica baixando da web.
Vc é otimista e acredita no futuro para nossos netos. Pois acho que eles não terão nem mais uma universidade pública, nem ar puro para respirar. Por isso já parei numa filha só.
Quanto aos preconceitos não vi tantos assim. É sobre as loiras burras? Essas são burras quando sevendem como objetos e colocam a perder a dignidade de muitas outras mulheres.
Aos corruptos políticos, estes são animais, pois roubam o pão da boca do povo. A nós mesmos quando nos vendemos em prol de nosso próprio conforto. Eu não tenho esse problema.
Aliá pré-conceitos quem não os têm? Gostaria eu de não ter nenhum mas é humano sentir repúdio pelas pessoas que transformam o mundo num lugar pior.
Mas tenho duas amigas "loiras burras", que são burras mesmo, mas são boas pessoas e eu procuro reconhecer sua dignidades. Q se pode fazer ná?

quasarte · Estados Unidos da América, WW 4/7/2007 08:19
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quasarte
 

Ah um pedido:
Anteontem o presidente disse que investiria alguns milhões nas favelas da Rocinha e do complexo do Alemão, vcs viram a notícia? De quanto será o investimento? Vcs sabem quanto já foi investido para os jogos Pan Americanos? Considero importante compararmos estes dados? Uma vez q costumamos não ter muita noção à respeito de quantias milionárias.

quasarte · Estados Unidos da América, WW 4/7/2007 08:24
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