Confira a resenha feita pelo crítico musical e jornalista Tárik de Souza publicada no Jornal Musical (http://www.jornalmusical.com.br/textoDetalhe.asp?iidtexto=427&iqdesecao=5) em 14/11/2006: Uma voz do tempo dos gramofones anuncia antes da primeira música: "Gravado na casa dos Cachorros, Altos da Vila Nova, em jornada coletiva pela beira do rio Guaíbaaaaa". E logo entra um rap/metal servido por cordeona, como dizem no Sul, cuspindo catadupas de palavras em "Tempo encurvado". Com o nome emprestado a uma lendária figura de rua de Porto Alegre (cujo apelido deve remontar à época do primeiro cabaré Bata-clã, no começo do século passado, no Rio), o grupo gaúcho Bataclã F.C. mistura tudo em Assim falou Bataclan. Épocas, estilos, rituais, liquidificam-se em faixas como "Tarde te amei", onde o reggae inicial cede a outras contra-correntes sonoras que deságuam numa reza para a divindade do candomblé Oxumaré. Embora o linguajar seja o gauchês na maior parte do tempo ("caborteiro", "chinoca", "gauderiada", "pelego", "cochilha","gaiteiro", "bolicho"), a influência afro-brasileira, não muito comum por aquelas bandas, interfere também no estilizado samba-rock "Linha de São Jorge" ("toca fumaça pro céu/ toca sopapo pra Ogun"), com intromissões de acordeon. Como o pernambucano Mombojó, a inquietação estilística do Bataclã FC mistura estações em cada faixa. Guitarras pesadas, scratches, rap, samba e jovem guarda. "Eu ouço a cordeona (...) enquanto eu sigo detonando o hardcore", dissipa "Amigo Frank". "Menino pandeiro" ("da esquina/ fazendo hora extra na terra"), de suingado irresistível na quebrada, é sobre um pivete que aprende a manha das ruas: "Se dormir aqui/ não acorda mais/ tá ligado, antenado, mocozado". "Pode chegar" ("porta da rua/ serventia da casa") aborda a Imperadores do Samba (com repique aditivado) e o terreiro da Dona Laci, mas o scratch come solto junto com guitarras roncantes. De hibridismo ("Minuano na boca do inferno") em acoplagem ("Assim falou Zé da Terreira"), o Bataclã F.C. bate seus tambores e guitarras contra a mesmice. E exorcisa o marasmo.
Alê, tudo bem? Entendo sua intenção em divulgar a banda, mas para postar o texto do Tárik de Souza você precisa ter autorização dele. Tudo que está no Overmundo é disponível sob a licença Creative Commons. Que eu saiba, o Jornal Musical não está com essa licença, entende? Sugiro que vc delete. Abraço!
Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 17/11/2006 13:38Oi Helena, tudo bem? Obrigado pelo alerta. Contudo, entendo que não está havendo violação de direitos autorais, uma vez que menciono o título do texto, o veículo onde foi originalmente publicado, o autor e não estou utilizando para fins comerciais. Na verdade estou apenas fazendo uma clippagem. Continuo aberto ao diálogo e outras contribuições suas.
Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 19/11/2006 19:39
Oi, Alê. Seu argumento é bem interessante, mas, na minha leiga opinião jurídica, acho que a clipagem não teria maiores problemas se e somente se o Overmundo não disponibilizasse seu conteúdo sob uma licença Creative Commons. O Jornal Musical disponibiliza seus artigos sob Copyright, que não permite reprodução seja para uso comercial ou não. Sendo assim, acho, ainda na minha opinião, que a postagem aqui não é o ideal...
(Sob o seu argumento, eu vejo, por exemplo, como corretíssima a disponibilização de xéroxes em faculdades, desde que citadas as fontes bibliográficas de onde os textos foram retirados... O que não me parece ser o entendimento de entidades como a ABDR etc.)
Oi Vitor. Obrigado por este novo esclarecimento. Nos futuros posts vou ter o cuidado de verificar se há esta colisão entre Copyright e Creative Commons. Continuamos dialogando. Um abraço!
Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 20/11/2006 13:24
Oi Alê, sua publicação está ok, por causa do artigo 46 da lei de direitos autorais, que diz o seguinte:
Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais:
I - a reprodução:
a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos;
Entretanto, fica o aviso para a galera que isso NÃO faz com que o artigo fique licenciado em Creative Commons. Assim, posteriores re-publicações/utilizações do artigo do Tárik fora do que prevê o artigo 46 da lei de direito autoral precisam da autorização do autor.
Espero ter ajudado.
abs
Ok Ronaldi, obrigado pelo esclarecimento. E obrigado também pela contribuição de todos, pois o importante é o aprendizado e as formas de comunicação que estamos desenvolvendo.
Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 20/11/2006 15:21Numa próxima, pra facilitar e ninguém se incomodar, Alê, replica um endereço de site onde tenha essa matéria, como dica. Seja direto a fonte ou então o site da banda que postou a matéria escaneada, por exemplo. Ou então entra em contato com o Tárik (ou quem quer que sejq) pra pegar diretamente a opinião dele como entrevista e aí o CC é teu.
Yara Baungarten · Porto Alegre, RS 26/11/2006 11:51
concordo.
na minha opinião, o Overmundo utiliza CC e o texto não está nesta licença. o que gera conflito jurídicos.
penso que sempre é necessário pedir autorização ao autor ou ao veículo que publicou a notícia. mesmo que cite a fonte. porque, de certa forma, o Alê está "vendendo" a banda a partir de um trabalho alheio, no caso, de um crítico conhecido no meio musical brasileiro.
o melhor mesmo é fazer um texto original e, se quiser usar o texto, pedir autorização e, mesmo assim, citar a fonte, para que as pessoas possam mapear e comprovar a veracidade da informação. mais bacana pra todo mundo.
é ótimo o debate sobre os limites entre o copyright e copyleft, principalmente, ao se tratar de uma forma de atuar muito recente. e muita gente tem dúvida sobre o assunto.
sugiro que em cima deste caso se gere um texto no Overblog sobre isso.
baita abraço a todos!
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