Uma vez um amigo me perguntou onde estava aquela juventude que saia nas ruas para gritar por liberdade e apanhar sem se intimidar para voltar outras vezes, se fosse preciso.
Rindo eu lhe respondi que dessa juventude, os que sobreviveram à ação natural do tempo e às torturas dos anos de chumbo, devem estar se corrompendo – aliando-se à partidos políticos – e dizendo que dessa vez é diferente. É claro que é diferente, eles estão no poder, e os que ainda não chegaram lá se vendem para um dia alcançar a glória.
E a juventude atual? Perguntou-me o amigo.
Ah, eles estão muito ocupados, com tanta modernidade, quem liga para o mundo?
Não culpo a modernidade, ela não é o problema, e sim a forma como eles a utilizam.
É muito mais cômodo para mim, ficar chocado com a violência da polícia (por exemplo), e rezar bem trancadinho na minha casa, do que fazer ouvir a minha indignação.
Mas toda essa apatia não é um problema só da juventude, afinal de contas todos somos responsáveis pelo bem estar comum... que o diga a “geração poluição” que hoje sofre com os efeitos do aquecimento global – Que está relacionado à temperatura do planeta, e nada tem a ver com o que a emissora de tv tenta fazer com os nossos neurônios! –
E para os que dizem que revolução é coisa de jovem ou de grupos, eu rebato dizendo que um espírito jovem vale muito mais que 18 anos na carteira de identidade, e não está em grupo nenhum a solução. Porque a revolução nasce e se forma dentro de você.
Fazendo a sua parte, ‘fazendo-você-mesmo’ de forma consciente, você já está revolucionando. Obrigado!
***Gostaria de deixar bem claro, e por isso os três asteriscos, que eu não pertenço a nenhum grupo do tipo: Juventude Partidária, Grêmio Estudantil ou DCE. Talvez se os dois últimos fizessem o que devem... Não sei.
Yuri,
Tenho também a mesma inquetação. Me deparo comigo mesmo perplexo, as vezes - Será? Há um pouco de resposta neste texto, logo em seguida ao teu
www.overmundo.com.br/overblog/a-imigracao-japonesa-e-o-negro-brasileiro href="http://aqui">
Yuri, gostei muito de sua reflexão.
Realmente, nem jovem nem adulto, nem ninguém deve ir buscar as causas de tudo fora de si. Cada um de nós tem a sua responsabilidade, seja para o bem, seja para o mal.
E, como você disse, fechando muito bem o texto, toda revolução começa dentro de nós, a partir de percepção de que somos capazes de fazer e refazer o mundo.
beijos
Muito bom meu amigo... Parabéns!
Gostei!
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