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Rock'n'roll is not dead, diz a Honkers

Divulgação
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Patrick Brock · Salvador, BA
30/3/2006 · 121 · 7
 

Se você estiver num show de rock e o vocalista começar a tirar a roupa enquanto engole uma lata de cerveja, você está num show da Honkers: garage rock com referências dos 50´s + 60´s + punk 77 + ska + power pop em inglês, em plena Salvador do axé. Mas há muito mais do que um strip-tease transgressor no som da banda. A Honkers é um dos conjuntos mais batalhadores da cena local, construindo uma base de fãs e lançando dois discos independentes. Os caras fizeram até uma turnê louca de 17 mil quilômetros pelo Brasil, Argentina e Uruguai, num Santana Quantum atochado de instrumentos. A banda é formada por Rodrigo Chagas (vocal), Felipe Brust (guitarra base e vocal), Bruno (guitarra solo), T612 (baixo), Dimmy Drummer, (bateria) e Pj (guitarra solo).

O movimento está parado por enquanto, conta o vocalista Rodrigo "Sputter" Chagas (foto), morador da Cidade Baixa e fã de escritores beatniks. Ele conta que existem alguns convites para tocar fora da Bahia, e projetos, mas como as expectativas em 2005 não se concretizaram, o grupo achou melhor guardar segredo. Sputter adianta que, em 2006, a banda lança uma demo novo com o primeiro EP (esgotado desde 2004) como bônus. "O disco será prensado. Por isso, está demorando a sair, pois se fosse CD-R já teria saído". O histórico de turnês independentes do grupo é impressionante: em 2003, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte. Em 2004, a banda tocou em festivais importantes do nordeste como o MADA (RN), Mormaço (PB) e o Punka (SE). Em 2005 rolou a grande turnê já citada. "Tenho 99,99 % de certeza que nenhuma banda brasileira fez esse percurso de carro, que durou 38 dias e 29 shows." Mas o que é que está faltando para a banda? "Um apoio, ou patrocínio, já que você quase não ganha cachê e, se ganha, não dá nem para cobrir os custos direito." Falta de locais com boa aparelhagem de som também é um dos desafios.

"No mercado brasileiro as gravadoras só se interessam se você canta em português, as outras bandas que não se encaixam nesse perfil estão fora das rádios, TVs, jornais etc. Como tudo que a mídia usa, mais uma coisa para vender. Como não nos importamos em apenas aparecer na mídia e ficar dando uma de rockstars, nós continuamos tocando nosso rock, seja para 1000, 100, 10, 1, 0... O que importa é o tesão e a vontade de fazer rock and roll. Já ouvi muita gente dizer que, se a banda fosse dos EUA ou inglesa, muita gente ia estar babando nosso ovo, mas como o povo teleguiado não foi sintonizado nos Honkers ainda, continuamos viajando de carro e dormindo e comendo o que dão para a gente, e tocando rock até o saco e a coluna vertebral agüentarem."

A história de tirar a roupa começou como uma aposta. "Falei pra uma amiga que, se ela fosse no show, eu tirava a roupa, daí ela foi. No lugar, não podia nem tirar a camisa. O público começou a pedir, e eu atendi. Mas não é nada premeditado, já rolou de ficar nu total, em protesto à falta de respeito da organização de um show com o público e a banda." São mitos como esse que alimentam a notoriedade da Honkers, que usa e abusa da internet e os respectivos mecanismos facilitadores (orkut, fotolog, soulseek etc) como meio barato de divulgação.

A pedido, Sputter descreveu um dia na vida de um vocalista de rock desempregado: "Geralmente é acordar quase duas da tarde se lamentando da vida. Vou pra net, olho as sete contas de e-mail, os três fotologs, dois orkuts, dou uma olhada no que baixei no soulseek, jogo vídeogame, vou andar na praia, ouço esporro da mãe porque larguei a faculdade de filosofia (que acho que vou voltar no próximo semestre), ouço esporro do meu pai porque não tenho um trampo... encontro com a namorada de tarde e ouvimos uns discos antigos...olho para minha estante e vejo centenas de livros fodas que eu deveria ler e não tenho saco (mas eu TENHO que voltar a ler, são MUITOS LIVROS BONS!!!) e de madruga cultivo o velho hábito da masturbação para relaxar e ir dormir."

Essa figura diz que quer envelhecer como Tom Waits, Morrissey, Billy Childish, Ray Campi, Bob Dylan, Iggy Pop, a banda The Cramps e Lou Reed. "Se estivermos 1% bem, como esses caras: com vontade de tocar, nos divertindo, eu acho que dava até para fazer um show no meu enterro, com o público jogando meu cadáver no incinerador e assoprando minhas cinzas pelas ruas da Cidade Baixa."

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Jesuino André
 

tocaram em Jampa por três vezes. comprovado como uma das melhores bandas do país e o melhor show de rock que já vi durante o festival local Mormaço. altamente recomendavél!

Jesuino André · João Pessoa, PB 27/3/2006 09:54
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Edmundo Nascimento
 

Sem dúvida, uma das melhores bandas q vi tocando ao vivo ! Adrenalina total e a galera é muito gente boa.. mereciam mais destaque no cenário nacional pela vibe totalmente rock !

Edmundo Nascimento · João Pessoa, PB 27/3/2006 11:19
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Lado 2 Estéreo
 

The Honkers são foda!

Lado 2 Estéreo · Teresina, PI 30/3/2006 12:08
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Liv Brandão
 

Vi dois shows dos Honkers na vida e em ambos senti vontade de me mudar pra Bahia só pra poder vê-los sempre. É um puta show de ska, rockabilly, punk e o que vier à mente desses loucos, que até música pra mim já fizeram (mas não sei nem se tocam). É impossível ficar parado em um show como o deles, que poderia ter como slogan o já batido "diversão garantida", o que é a mais pura verdade.

Se os Honkers resolverem fazer mais uma turnê doida pelo país como as duas que eu pude conferir, não percam. Vale muito a pena. E vale a pena também puxar papo com cada um deles depois do show. Têm muita história boa pra contar.

Liv Brandão · Rio de Janeiro, RJ 30/3/2006 22:43
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Don Renf
 

O que posso falar da Honkers? O Sputter é meu amigo de infância, jogavamos bola na frente da casa dele todo final de tarde, conversavamos um monte de besteiras, e por sinal eu emprestei para ele um disco do Ramones (acho que o primeiro que ele ouviu) e hoje é um dos caras que mais entende de punk rock que conheço. Grande abraço a continuem fazendo o que mais gosta. Fazendo Rock e mostrando que de Salvador não só é produzido AXÉ, tem muito mais para ser descoberto por aí....

Don Renf · São Paulo, SP 3/4/2006 00:33
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[ds]
 

Na década de 90 eu costumava comprar discos numa loja do Shop Iguatemi/SSA e lá tinha um cara muito parecido com este Rodrigo aí! O cara sacava muito de todo tipo de som e sempre me indicava boas novidades. Não tenho muita certeza, mas tem grande chance de ser esse moço aí... já usava esse boné retrô... ainda bem q não ficava se despindo na loja. iac iac iac!

[ds] · Recife, PE 17/5/2006 09:59
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Daniel Duende
 

Taí uma banda que parece bem interessante! Será que esses caras passam por BSB?

Daniel Duende · Brasília, DF 1/9/2006 19:23
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