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ROMARIA DO MUQUÉM

Sinvaline
Romaria do Muquém
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Sinvaline · Uruaçu, GO
5/9/2008 · 186 · 16
 

ROMARIA DO MUQUÉM

A Romaria do Muquém existe desde o século XVIII do período da mineração e da escravidão. É tradição há mais de 200 anos, desde 1748, é considerada uma das maiores do mundo e a celebração religiosa a mais antiga de Goiás. Os romeiros fazem o percurso de 45 quilômetros carregando a imagem de Nossa Senhora da Abadia saindo da cidade de Niquelândia seguem pela Rodovia da Fé fazendo o percurso com início na Igreja Matriz da Paróquia São José, passando pela Paróquia Nossa Senhora da Abadia e terminando no Santuário de Muquém.

A procissão ocorre durante toda a noite e termina com a chegada dos romeiros ao Santuário, dando início à romaria que prossegue durante 10 dias. Ao longo da Rodovia da Fé há as estações da Via Sacra com monumentos que representam o calvário de Cristo. Essa Rodovia é um cenário de peregrinos que percorrem muitos quilômetros a pé, a cavalo, motocicleta, ou de carros pagando promessas. Essas pessoas vão pagar suas promessas pelas graças alcançadas de Deus por intercessão de Nossa Senhora D’Abadia. Agora em 2008, segundo a Diocese de Uruaçu passaram pelo Muquém cerca de 180 mil pessoas.

No inicio da Romaria uma cavalgada com centenas de cavaleiros de Uruaçu, Niquelândia, São João da Aliança,Sitio da Abadia, Cavalcante e outros cumprem a tradição percorrendo a rodovia da Fé formando um espetáculo à parte. Seja a cavalo, a pé ou de carro todos seguem o caminho de fé ao encontro da Santa.

O santuário do Muquém no morro Cruzeiro acima 100 metros do chão, foi inaugurado em 2004 e tem capacidade para 27 mil pessoas sentadas. Esse santuário forma uma imagem belíssima contrastando com o verde das matas e o azul do céu entre os morros. Muitos romeiros sobem a escadaria do santuário de joelhos até o altar pagando promessas.

Ao final da procissão começa a romaria que conta com a Santa Missa, confissões, ofício de Nossa Senhora da Abadia, oração de Intercessão na Capela do Santíssimo , missa pelos Enfermos, missa com Novena em Louvor à Nossa Senhora da Abadia e cerimônias de Batismo e Casamento.

A maioria dos romeiros são de Goiânia, Brasília e de cidades do interior goiano como Colinas do Sul, Niquelândia, Uruaçu, Jaraguá, Alto Paraíso e varias outras. Para alguns já é tradição acampar por vários dias e têm uma área reservada e há também os acampamentos comunitários onde várias famílias se reúnem.

As dezenas de mendigos chamam a atenção durante a romaria e existem casos excêntricos como leprosos sem mãos, pessoas que andam de cócoras, muitas crianças aleijadas, enfim é um grande número de pedintes com as mãos estendidas formando uma imagem deprimente. Fica uma interrogação: dentre esses pedintes alguns são pessoas moradoras das cidades próximas e são aposentados e têm casa própria: seria também uma forma de penitência?

Durante os dez dias de festa milhares de pessoas pagam suas promessas no povoado, fazem suas preces e se ajoelham em forma de agradecimento aos pedidos atendidos.. Essas promessas são pagas de várias formas desde subir de joelhos a escadaria, levar cabelo cortado, levar dinheiro aos mendigos que são centenas de todo o pais e tantos outros rituais. Dentro do Santuário a fila de romeiros é enorme para beijar uma fita que se estende dos pés da Santa.

Uma senhora de Anápolis - Goiás, paga uma promessa pela cura do filho de epilepsia. De joelhos a criança equilibra um prato cheio de velas acesas na cabeça enquanto rezavam um terço. Diz:

- Meu filho não tinha cura ia tomar remédio pelo resto da vida, mas Nossa Senhora fez o milagre, então tenho que cumprir a promessa!

Jonas Bernardes reside em Alto Paraíso Goiás, tem 49 anos de casado e 75 anos de idade. Sempre vai ao Muquém que fica à 146 quilometros de distância. Com orgulho conta:

- Eu venho aqui há muitos anos, de primeiro vinha a cavalo e ficava até 8 dias na estrada. Ai fiz uma promessa que se a Santa me ajudasse a comprar um carro eu não perdia um ano sequer.

Sorridente diz:

- Oia só , comprei minha camionete e todos os anos venho aos pé da Santa agradecer!

Acontecem manifestações de fé exageradas como alguém que se deita ao pé da escada para ser pisado e muitas outras. Padre Crésio Rodrigues de Uruaçu explica sobre esses exageros:

- A Igreja não exige, aconselha a não exagerar, porém eles não consultam antes e depois se sentem na obrigação de pagar o que prometeram. Quando a Igreja tem oportunidade ensina que Deus quer a misericórdia e não o sacrifício. Durante a festa há os cursos de evangelização para formação espiritual.

Porém pe Crésio considera os benefícios da Romaria:

- A Romaria do Muquém traz como maior benefício a vivência da fé e o esclarecimento dessa fé com a superação das superstições, do sentido mágico do sacrifício, ou seja, a formação da consciência espiritual e sobretudo a defesa da família e ainda os romeiros podem conviver com a arte, cultura, educação ambiental e formação política.

Há um projeto da liderança da Igreja Católica em transformar a área da Romaria em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN, uma unidade de Conservação Permanente preservando o meio ambiente, porque a cada ano aumenta o numero de romeiros e maior possibilidade de impacto ambiental. No período da Romaria o IBAMA promove a educação ambiental com teatros, festival de música, circo e outras atividades como orientação na forma a utilizar os recursos naturais para montar as barracas, o destino do lixo e outros.

A origem da Romaria tem muitas versões. Que foi um quilombo é certo, pois o povoado do Muquém é um espaço rodeado por morros por isso o local propício para construir esconderijos ou quilombos. A topografia entre montanhas permite uma visão ampla de todos os lados. A história mais contada é dos milagres religiosos acontecidos nessa época , porém é certeza que o local foi um antigo quilombo. Até pelo nome “Muquém”, cujo significado é um fogo em brasa para assar carne como os escravos usavam.
Moquém, oriundo do tupi ou nheengatu (mboka’i, moka’em mokai’e, moquê, mocahen, muquém), é técnica indígena, primitiva, - grelha alta, de varas verdes, - para assar carne, ou peixe, ou aves, sobre o lume. Utensílio com que se assa alguma coisa.

Essa Romaria é contada no livro “Ermitão do Muquém” de Bernardo Elis, escrito em 1858 e publicado em 1869 que discute sua origem a partir dos depoimentos de um romeiro no ano de 1840.. Segundo o romeiro um jovem chamado Gonçalo depois de matar um amigo pelo amor de uma moça fugiu para a tribo dos xavantes e se casou com uma índia se tornando um líder guerreiro. Numa batalha matou por engano a própria mulher com uma flechada. O irmão da vítima indignado lança uma flecha contra Gonçalo que é salvo por uma medalha de Nossa Senhora que trazia no peito. Depois disso Gonçalo se tornou um ermitão dedicando sua vida a Nossa Senhora do Muquém.

Bernardo Elis diz:

Lá bem longe, no coração dos desertos, em uma das mais remotas e despovoadas províncias do Império, existe uma das mais notáveis e concorridas dessas romarias, notável, sobretudo, se atendermos ao sítio longínquo e às enormes distâncias que os romeiros têm de percorrer para chegarem ao solitário e triste vale em que se acha erigida a capelinha de Nossa Senhora da Abadia do Muquém na província de Goiás, cerca de oitenta léguas ao norte da capital e a sete léguas da povoação de S. José de Tocantins, à margem de um pequeno córrego que tem o significativo nome de Córrego das Lágrimas. Das mais remotas paragens acodem romeiros a essa isolada capelinha para implorar à santa o alívio de seus padecimentos e trazer-lhe preciosas oferendas. Durante alguns dias do ano aquele lôbrego e escuro sítio transforma-se em uma ruidosa e festiva povoação; o Muquém é sem contestação a romaria mais concorrida e a mais em voga do interior.

Existem outras versões como a dos negros foragidos que presos pelos soldados, nenhum foi morto, atribuindo o milagre a Nossa Senhora da Abadia. Há a versão do português Antonio Antunes garimpeiro clandestino e quando descoberto fugiu de um processo que poderia resultar na sua morte. Segundo narrativas locais ele foi salvo por milagre de Nossa Senhora da Abadia e por isso ergueu uma capela no local.

Os depoimentos são diferentes, o bispo Dom Prada Carrera pesquisou concluindo que a versão mais correta é a do português que ameaçado pelas leis fez a promessa de trazer a imagem da anta de sua terra natal. A imagem foi trazida com festa e começou o culto no dia 15 de agosto no povoado do Muquém, mas ele não descarta as outras versões firmando também na do livro de Bernardo Elis, “O ermitão do Muquem”.

O tema da festa em 2008 foi "Somos Todos Missionários em Maria". Nesse ano houve show com a dupla Rick e Renner e de mais duas bandas católicas. Todo o período da festa é uma seqüência de apresentações como a orquestra “Sinfonia do Cerrado” de Niquelândia, shows com artistas da terra nas barracas, artistas de rua e outros.

Além da religiosidade da festa, nesta época o Muquém se transforma num local de oportunidades de negócios comerciais e políticos, recebendo a presença de autoridades, como do governador, de senadores, autoridades judiciais, entre outros, que junto com o povo se misturam mostrando que são iguais, pelo menos na Romaria.


O discurso do Bispo da Diocese de Uruaçu Dom Messias dos Reis Silveira foi eloqüente, um apelo pedindo o fim nas urnas dos políticos corruptos que respondem processos na justiça e que os fieis ficassem atentos no momento de votar.

A Romaria do Muquém é um exemplo de fé e humildade do povo que ainda busca nas orações e promessas uma sustentação para suas vidas. As centenas de mendigos com mãos estendidas, milhares de romeiros com velas acesas ao por do sol se misturam ao som da música Sacra e os gritos dos vendedores das barracas que vendem de tudo. Esse momento se contrasta com a paisagem de morros azuis refletindo uma imagem mística e contagiante.


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Compulsão Diária
 

Sinvaline,
Nesse cenário de peregrinos, a meu ver, o maior benefício é a vivência da fé. Quanto ao esclarecimento da mesma, eu discordo do padre. O sentido mágico do sacrifício está encarnado nos romeiros. E eles tem fé. Quer maior consciência espiritual?
E se dentre esses pedintes há aposentados que têm casa própria, esses são, também, são fervorosos fiéis de Nossa Senhora da Abadia. Diante dessa demonstração de fé e respeito à tradição, ao referencial histórico que conta como tudo começou, deixo a minha interrogação: Por que a igreja precisa mediar, evitar exageros??!!!
E por que é deprimente ver essa manifestação de crença? A romaria, a festa, a crença e todas as coisas que vc conta aqui, são genuínas demonstrações de força cultural. Deixemos a capelinha isolada de todas as nossas interpretações. Que ela seja desse povo que implora à santa o alívio de seus padecimentos. E que só a paisagem de morros azuis refletindo uma imagem mística e contagiante, fique! O resto é nosso olhar , por demais crítico, que vê.
Parabéns,
Abço
CD

Compulsão Diária · São Paulo, SP 2/9/2008 14:11
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Sinvaline
 

Ah eu pelo menos fiquei triste em ver tantos pedintes se arrastando no meio do povo sem poder ajudar a todos. Que a fé deles possa transformar suas vidas.

Obrigada pelo comentário gostei de seu ponto de vista
bjs
sinvaline

Sinvaline · Uruaçu, GO 2/9/2008 14:17
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Saramar
 

Sinvaline, você esboçou um pequeno grande painel de toda a história da Romaria do Muquém, rico em informações, mas, principalmente, inspirado pela emoção da fé dos romeiros.
Mais uma vez, agradeço pela divulgação desta importantíssima manifestação cultural e religiosa de nosso Estado.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 2/9/2008 21:11
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Compulsão Diária
 

bjo e bom dia. sucesso

Compulsão Diária · São Paulo, SP 4/9/2008 08:00
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Filipini
 

Sinvaline,
Só temos que agradecer por você estar sempre divulgando e informando acontecimentos tão importantes de nossa região. Além de mostrar a manifestação de Fé dos romeiros da Romaria do Muquem.
Abraços,

Filipini · Goiânia, GO 4/9/2008 09:40
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Belchior Cabral
 

Sinvaline,

Um deleite o seu texto. Suas histórias cheias de significados simbólicos, de referências históricas, de sensibilidade, me religam a uma região, a um universo importante na minha vida. Desde adolescente, até os dias de hoje, ouço falar da Romaria do Muquém; minha mãe, com + de 70, vai todos os anos. Meus irmãos também. O seu trabalho é um oásis nessa região. Redescobrindo e apresentando o País ao Brasil que não se olha por inteiro.

Sobre o que o Padre fala, no seu texto, acho importante a igreja se atentar para os excessos e colaborar para a redução dos sacrifícios. Lembrei de uma história engraçada que ocorreu comigo na infância, em Minas: prometi a Santo Antônio 300 orações, caso ele me concedesse ganhar o sorteio de um belo trabalho que a minha turma, da 3.ª série, fez. Com a permissão do Santo e o prêmio nas mãos, passei alguns anos para pagar o prometido. Ao rezar, à noite, dormia e, no dia seguinte, não me lembrava quantas orações tinha proferido e iniciava tudo de novo. E a consciência no meu encalço.

Quem sabe não será vc, com o seu belo trabalho, que fará a bela Carla Camurati deixar Copacabana e ir filmar nos cafundós do sertão em pleno século XXI. O cinema brasileiro carece de temas, de bons filmes, de contatos imediatos com o povo do Brasil.

Muito bom!

Belchior Cabral · Uruaçu, GO 4/9/2008 12:49
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Carlos Mota
 

parabéns pela apresentação
do Muquem aos manos de
todo o Brasil
Uruaçuense que sou, mas por
ter migrado muito cedo, não
conheço a festa
beijo,

Carlos Mota · Goiânia, GO 5/9/2008 10:05
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Andréa Teixeira
 

Parabéns Sinva, mais um texto divulgando nossa cultura e fé.
bj,
Andrea Luisa

Andréa Teixeira · Goiânia, GO 5/9/2008 10:48
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Higor Assis
 

Lindo, lindo, lindo!

Parabéns pela reportagem, pela escrita e pelas fotos. Adoro seus textos sinva.. Muito bom!

Higor Assis · São Paulo, SP 5/9/2008 12:54
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Cintia Thome
 

Sin, parabens pela reportagem cobrindo uma procissão. Tanto tempo que não participo de uma romaria...
As vezes penso que falta isso para todos, uniÃO...
ADOREI AS IMAGENS.
PERFEITO.

Cintia Thome · São Paulo, SP 5/9/2008 13:53
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Fatima Paraguassu/Santa Cruz de Goiás
 

Sinva, passei por aqui e vi a festa que voce descreve. Ouço sempre falar dela, mas de forma superficial. Voce fez um relato e através dele temos a sensação de estar participando ao vivo desta grande manifestação de fé. Sei o que significa estar em uma procissão, estar vivendo a fé como guia. A voce os meus
parabéns.

Fatima Paraguassu/Santa Cruz de Goiás · Santa Cruz de Goiás, GO 5/9/2008 20:45
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Hermano Vianna
 

Sinvaline sempre excelente - um exemplo de atuação no Overmundo para todos nós: revelando tantas manifestações da grande e espantosa diversidade cultural brasileira - o Overmundo existe sobretudo para dar visibilidade para tudo isso: não sabia nada sobre o Muquém (e olha que sou rodado...): que bom saber agora

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 5/9/2008 22:46
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Neiry Celestino
 

Neiry Celestino · Goiânia, GO 6/9/2008 11:02
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Neiry Celestino
 

Olá Siva!
Gosto muito de receber seus textos. São conteúdos ricos de nossa cultura que vc me dá oportunidade de vivenciar a partir da sua pesquisa, é como se eu estivesse vendo com as suas palavras. Obrigada!
Na minha opinião creio que todas versões tem sentido real.
Abraços,
Neiry Celestino

Neiry Celestino · Goiânia, GO 6/9/2008 11:13
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azuirfilho
 

Sinvaline · Uruaçu (GO)
ROMARIA DO MUQUÉM

Um Trabalho Histórico Admirável valorizando a Tradicáo já de Séculos. Resgatando a História desdfe o tempo da Escravidáo que até Hoje náo foi reparada.
Muquém de Goiás pra nos orgulhar.
Repetindo uma Verdadeira Via Sacra, com 45 quilômetros carregando a imagem de Nossa Senhora da Abadia saindo da cidade de Niquelândia seguem pela Rodovia da Fé fazendo o percurso com início na Igreja Matriz da Paróquia São José, passando pela Paróquia Nossa Senhora da Abadia e terminando no Santuário de Muquém.
Muita Informacáo e fotos admiráveis.
Uma Honra para o Overmundo e para todos nós.
Um Trabalho muito caprichado para nos ser de exemplo.
Parabéns.
Abracáo Fraterno.

azuirfilho · Campinas, SP 2/10/2008 20:07
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Nicanor  Filho
 

Sinvaline,
Primeiramente quero agradecer à Deus por ter proporcionado à Uruaçu e região tão dedicada literata, que permite imortalizar de forma completa, eficaz e com riqueza de detalhes o nosso passado.
Nesta tão sublime leitura de peregrinação que me possibilitou fazer, encontrei-me quase que, em passe de mágica, lá no Muquém, após longa jornada de romaria por 12 léguas, saindo de Uruaçu com minha mãe Odete, meu pai Nicanor, meu tio Zézé, minha velha Vó Joaninha e meus 4 irmãos. Um detalhe marcante que me lembro é que vóvó Joaninha e minha mãe fizeram a promessa de não falar coisa alguma até chegar à terra da padroeira Nossa Senhora da Abadia. Fervorosa que eram cumpriram a promessa com toda dedicação.
Outras peculiaridades também marcaram nossa estada naquela terra do “garimpeiro português salvo pela Santa”, uma é a lembrança dos meus tios de Niquelândia, Tio Tião, Tio Moacir, Tio Valdir, etc acompanhando a procissão e com muita alegria soltando os foguetes de rabo. (artifício de fogo, cuja fabricação foi o apoio financeiro que minha santa vozinha encontrou para criar os Filhos, Bigú, Odete e Zezé) A outra peculiaridade é simples; porém sempre me causou admiração, naquelas terras, o açafrão nativo, era a vegetação rasteira predominante lá, equiparada à grama. Lembro-me que para armar acampamentos tínhamos que capinar estas inesquecíveis touças.
Para mim que saí ainda cedo de Uruaçu (1972), tendo a oportunidade hoje de ler através da internet os seus textos riquíssimos em detalhes, caem como bálsamo na dor da minha saudade.
Continue assim cara amiga escritora, estarei sempre torcendo por você.

Abraço do amigo Nicanor Filho

Nicanor Filho · Presidente Prudente, SP 13/8/2010 08:26
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