Por Bruno Resende Ramos
Com formação em medicina pela USP, curso que abandonou em 1986 para ser escritor, Ryoki (José Alpoim Ryoki Inoue) tornou-se um dos célebres casos de sucesso na produção de livros no paÃs.
Devido à sua intensa e extensa produção literária, desde 1993, ele figura no International Guinness Book of Records, como o homem que mais escreveu e publicou livros em todo o planeta.
Sua especialidade eram os livros de bolso que publicava por diversas editoras, sempre mantendo certo anonimato, pois os escrevia sob pseudônimos, uma estratégia das editoras em ocultar, erroneamente, a natureza asiática do significante. Abandonou,desde então os pockets para se dedicar a livros maiores, mais elaborados e com maior qualidade gráfica.
Hoje, como deveria sempre, exibe seu talento com o peso da personalidade de um vencedor e obstinado produtor de resultados na área, avança, sem modéstia, sobre o mercado editorial com proposta inovadora de formação de autores e produção de seus trabalhos pela Ryoki Produções.
No embalo frenético de suas ações, angaria a atenção de todos e diz a que veio. Abandonando a inércia do setor de produção editorial do setor de Pocket Books, o qual dominava em mais de 90% do mercado, produzindo 999 novelas em seis anos; tudo isso pelo pouco caso que fizeram de suas observações sobre a falta de um design gráfico mais arrojado na estética dos livros para atender uma demanda superior de leitores.
Ryoki, não por acaso, se tornou um autor prolÃfico e o preferido de uma geração de acadêmicos e universitários, pois se engajava em temas de grande repercussão na mÃdia impressa e televisiva, mantendo uma razoável verossimilhança de seus textos com os acontecimentos internacionais. Na época da grande "Guerra Fria" alimentava as editoras com tÃtulos de certo impacto, haja vista que traduzia literalmente as minúcias dessa expectativa escatológica mundial numa produção em alta escala de tÃtulos impressionantes tanto na inteligência de suas observações e da fácil leitura como no esclarecimento do que ocorria, mesmo metaforicamente, nos bastidores dessa guerra.
Tal “belicofobia¹†promovida pelas duas maiores potências do mundo, os EUA e a antiga União Soviética, fazia aumentar cada vez mais o interesse do público leitor da década de noventa e mantida essa tensão internacional com a bestial produção de artifÃcios bélicos em série como bombas, mÃsseis e tecnologias descomunais de destruição de massa– louvemos a Albert Einstein² também por isso–, suas obras sempre encontraram um mercado motivado.
Os temas enfáticos das intrigas, espionagens e traições sempre fizeram parte do seu enredo e que acusavam a demonÃaca luta pelo domÃnio territorial e econômico do planeta pelas potências são de uma memorável atemporalidade. Nas suas páginas, sempre uma bela alusão à prática sociopata e genocida do Poder. Os espectros das personalidades doentias de alguns de seus personagens ainda transitam entre as democracias do mundo e seguem ilibados pela opinião pública e pela mÃdia internacional. Perdem-se muitas vidas por petróleo e pela antiga moeda da permanência no Poder.
Por isso e muito mais, é um autor brasileiro de tremendo destaque e, agora, vem contribuir, quem sabe na mesma intensidade com a literatura emergente e especulativa dos novos tempos.
Ninguém tão versátil, competente e bem sucedido em narrativas que vão do faroeste à ficção especulativa, esteve tão próximo do que aspira esse Brasil leitor e escritor.
1. Belicofobia. Nom. Neologismo
2. Em 1941 tem inÃcio o Projecto Manhattan (o desenvolvimento de uma bomba atômica).
Pronunciamento oficial do próprio Albert Einstein sobre o referido tema:[27]
Albert Einstein em seu último ano de vida:
"Minha responsabilidade na questão da bomba atômica se limita a uma única intervenção".
As controvérsias da vida as vezes nos surpreende, o destino nos prega cada peça, uma ironia do bem, um predestinado, cheio de ousadia e determinação, um ser corajoso, um brasileiro compatÃvel com o nosso slogan “brasileiro não desiste nuncaâ€. É um brasileiro sim o recordista de livros publicados no mundo todo. Somos um paÃs onde o conhecimento e o nÃvel cultural do povo é reconhecido e nivelado apenas pela classe social ao qual ele pertence, santa ignorância, acredito que cultura emana do ser, é como a inteligência cada um com sua porção. O Brasil com suas estatÃsticas avassaladoras quando nos referimos ao analfabetismo, pobreza, mortalidade infantil etc... mas é justamente desse paÃs que surgi o maior destaque literário do mundo, um homem de pura grandeza Ryoki Inoue. Belo texto, belo exemplo de vida. Tiro o chapéu para o nosso ilustre contador de histórias. Obrigada pelo convite. bjs
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Meu caro amigo,poeta e professor Bruno Resende Ramos,o meu habitual salve,salve para você.Inicialmente, quero dizer-lhe que fiquei orgulhoso por ser solicitado a ler um dos seus trabalhos e comentá-lo,não à luz da crÃtica pura,pois não tenho a competência técnica para tal ,como tão bem faz o amigo.Mas,por outro lado,pelo olhar de autor,daquele que faz das palavras o seu sentido de vida,daquele que procura olhar o nada e ver o tudo,ler o seu artigo sobre o médico e escritor brasileiro José Alpoim Ryoki Inoue que com bravura,sim,bravura,produz intensamente literatura em nosso Brasil,tão rico em talentos e tão pobre no processo de disseminação das obras,principalmente daquelas que fogem aos nomes dos cânones,só tenho a dizer aos dois,ao médico , escritor e desbravador literário Ryoke e ao amigo,ensaista e CrÃtico Literário Bruno Rezende Ramos que ambos merecem os nossos aplausos,um,pela exposição do artigo sobre tão significativo homem,por um literato de porte como nosso Ryoke;outro,Bruno,pelo talento de sempre,pela competência técnica com a literatura e o compromisso politico com a educação e a cultura de nosso pais,dentro de uma visão de Filosofia Politica que envolve a utilidade e a necessidade de se escrever bem,disseminar livros à mão cheia,como disse o nosso vate Castro Alves,consequentemente mandando o povo pensar.Parabéns aos nossos dois literatos.Vamos à luta sempre, com a disposição de levar educação e cultura ao povo e a eterna indignação com o analfabetismo,de toda e qualquer espécie.Abraço,Bruno.
Cezar Ubaldo · Feira de Santana, BA 9/4/2011 08:10
Empolguei-me a tal ponto que esqueci que o Ryoke abandonara o curso de medicina.Desculpas.
Cezar Ubaldo · Feira de Santana, BA 9/4/2011 08:13
Olá Bruno Resende, agradeço o convite para comentar.
Como pode alguém “descobrir†e trazer à tona, a público,
um nome tão importante como o do Dr. Inoue, melhor dizendo, do escritor Ryoki Inoue?
Olha que não sei quando ou onde eu teria lido sobre este senhor pois o nome não me é estranho.
Devo até ter lido algum livro de sua autoria com algum pseudônimo.
Creio que como eu muitas pessoas desconhecem por completo este tão
Importante personagem da literatura brasileira, senão mundial já que trata-se
dorecordista de livros editados.
Vão dizer que quantidade não é qualidade, mas o fato é que os livros do
Ryoke prendem a atenção dos leitores e, mais que tudo são recordistas de vendas,
isto quando é tão difÃcil vender livros em nosso paÃs.
Todos conhecem Paulo Coelho que também é um grande vendedor de livros. Porém seu nome já era bem conhecido devido a sua incursão pela musica com o Raul Seixas.
Ótimo artigo estimado Bruno. Um abraço!
Caro escritor lisongeada por me chamar aqui e fiquei pasma com a produção e boa escrita...Guardo, pois vou estar mais atenta ao seu nome já tão conceituado.Bravo!
Cintia Thome · São Paulo, SP 16/4/2011 13:16
...voltando para reler, e me deleitar com os comentárioa, aprendo e fico menos analfabeta( amei a colocação de César Ubaldo) agradeço pelo convite, devo voltar mais vezes. bjs
MartaLucena · Natal, RN 17/4/2011 13:27Ilustre professor Bruno Rezende Ramos, muito obrigado pelo honroso convite. Là seu artigo sobre o recordista escritor - RYOKI -, realmente é um fenômeno, parabéns e um abraço.
Hélio Sérgio · BrasÃlia, DF 26/5/2011 08:50Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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