O Ponto de Cultura "Nos Caminhos de São Paulo, ação do Grupo Urucungos de Campinas-SP é uma das 200 iniciativas avaliadas pelo Prémio Escola Viva do Ministério da Cultura em 2007. Inscrito inicialmente para o Prémio Cultura Viva, a iniciativa é uma ação da entidade para manter e divulgar o Samba de Bumbo Campineiros nas escolas e comunidades de baixa potencialização cultural. Este samba antigo é uma manifestação típica do estado de São Paulo, com grande expressividade em Campinas, Bom Jesus de Pirapora, Santana do Parnaíba e Tietê. Ele surgiu nas áreas rurais na metade do séc. XIX pelos afros-descendentes paulista e aos poucos migrou para as áreas urbanas, onde se tornou fonte de referências para outras modalidades musicais como: a sertaneja de raiz e os sambas de quadras das agremiações carnavalescas de São Paulo. Ao lado do Jongo de Guará e do Batuque de Umbigada de Tieté, o Samba de Bumbo e o Samba Lenço Rural Paulista compõem a trilogia de manifestações negras que teve a sua origem durante o regime escravocrata e o seu papel foi fundamental para a resistência e a continuidade dos valores comunitários dessa população na elaboração de conteúdos e da cosmovisão africana no Brasil. O Urucungos foi fundado em 1988, na UNICAMP através de um curso de extensão ministrada pela Profª de cultura popular Raquel Trindade que o batizou de Urucungos (Berimbau), Puítas (Cuíca) e Quijêngues (Tambor), instrumentos musicais africano proveniente de Angola e muito difundido no Brasil. O projeto "Nos Caminhos de São Paulo" foi elaborado para ser desenvolvido à partir do olhar e das experiências desse Ponto de Cultura sobre as manifestações afro-caipira paulista e suas ramificações urbanas para construir ações positivas na manutenção e construção da identidade brasileira nas áreas da cultura e cidadania. Tem como missão: "pesquisar na fonte de origem e devolver ao povo em forma de arte" (Solano Trindade), para formar multiplicadores em ambientes de conhecimentos livres, solidariedade e fomento sócio-cultural. O nome deste projeto faz referências a esse tipo de samba antigo, a Estrada Velha de Campinas e também a todos aqueles que moram do outro lado da Via Anhanguera, estrada essa que separa socialmente duas Campinas. Este Ponto de Cultura é um canal direto entre a comunidade do Residencial Cosmos e seu entorno, na região do Campo Grande em Campinas e a sociedade organizada para facilitar ações entre parceiros e grupos potencializadores de oportunidades.
Funcionamento: Música, Teatro, Dança, Cultura Digital e Meio Ambiente.
Onde? Residencial Cosmos (vários lugares do bairro), Campinas-SP.
Contato: (19) 32417489 – noscaminhosdesaopaulo@gmail.com
Conheço voces, por intermedio da Biblioteca edi Gilllioti e pelo CPFL,Tucum, inclusive dei a um amigo Overmano...meu o teu site.
Acho voces bárbaros...se quiserem utilizar meus favoritos, pois sou de |Campinas, estão no perfilParabens e bem vindos.
http://www.overmundo.com.br/perfis/azn-666Ele tem muito conhecimento...
abçs.
Louvável, louvado = louvado, louvável.
Adorei, vou reler, arquivar. Obrigado Cintia pelo recado,
andre.
Galera, estou conhecendo o trabalho de vocês por indicação da Cintia.
Falou em Samba é comigo mesmo.
Grande abraço a todos!!!
A CIntia me avisou e vim conhecer a história e o trabalho dos Urucungos.
Fantástico, como resgate e aproximação cultural.
Meus aplausos e reverências para tal belo trabalho.
beijos
Meu samba quer curar teu abandono...
Muito bom adorei de verdade. Adoro a essência do samba fui criado no meio dele. Dê uma olhadinha aqui nesta colaboração e nesta também.
Um abraço!
Agradeço a dona Cintia a indicação do texto... mas está muito econômico, não se pode "desperdiçar" essa oportundade que nos/lhes dá a Internet para um resumo tão resumido do trabalho e da construção da cultura pátria que vocês fazem.
Curiosa e OPORTUNA a lembrança que voces fazem da musica caipira COMO MÚSICA NEGRA... é a primeira vez que vejo/leio tal declaração. E têm razão!
Não só violeiros como as segundas vozes (o acompanhamento do solista) nas duplas caipiras antigas era de homens negros, não soube de mulheres negras nesse ritmo/estilo. Repentistas/cantadores no Nordeste admitem sem problema algum mulheres nessa seara.
VAMOS LÁ, gente... voltem ao OverM para reprisar o tema, agora com o levantamento de trechos escritos das músicas mais tradicionais e muitas fotos. O Folclore tão depreciado e abandonado lhes exige mais esse esforço... e nada de ELOGIAR esses órgãos federais todos. O que vai de grana pros patifes de Brasilia daria para alimentar e vestir DEZ MIL GRUPOS folclóricos de todo o país. PARABÉNS, meninas... A LUTA CONTINUA, não acaba nunca. Saúde para todos e muita kizomba! EIA, MEU POVO!
O Grupo Urucungos agradece a todos pela leitura postada por essa entidade e que em breve estaremos postando mais informações sobre o Samba de Bumbo e outras ativiadades desse grupo. Um salve e Saravá aos OverMalungos.
Urucungos
Urucungos!
Bom demais estar diante das essências mais profundas da cultura do negro do sudeste brasileiro. Esta história de fazendas de café margeando rios (entre outros o Paraíba do Sul e o Tietê), rios de noites de candongueiros nos chamando para o der e vier, é a história de vales fervilhando de negros angolanos dançando os mistérios de um Kaduque que virou Masemba que virou Kalundu que virou Jongo que foi virando tudo de mais profundo que se pode ter sobre nós mesmos e esta saudade enorme de Solano Trindade imortalizado nesta saudade trazida a nós pela Raquel filha e de todos os filhos Urucungos que agora batucam aqui no Overmundo! Malungos, conterrâneos bem chegados por aqui, auê!
Axé, Urucungos! Do Ponto de Cultura Maracatu Leão Coroado, tomara que a gente se encontre na TEIA. abraços, rosa
Rosa Campello · Recife, PE 11/10/2007 22:38
QUE BELEZA!
Sou aprendiz... Li e estou relendo!
E votando... Bem votado!
Parabéns!
Lailton Araújo
Vim por intermédio da Cintia!
Gostei muito e me interesso por esse assunto.
Parabéns! Votado!
Urucungo... o Gunga te sauda!
Axe'
O Urucungos, faz um ponto para: o Gunga do Mestre Jeronimo, ao Luiz A. Cavalheiro, Lailtom Araujo, a Rose Campelo (mande um axé a Dona Alga, ao Caranguejo e todos os maracatus), ao malungo Spírito Santo, também ao Mato Azevedo, Higor Assis, Saramar, Rubénio Marcelo, Marcos Paulo Carlito, Andre Pessego e a super Cintia Thomé.
"Ô madrugada, ô madrugada
A barra do dia vem
Andorinha esta dizendo
Que estrela no ceu não tem"
"Foi Severina que foi no Samba
No chão fundô buraco
Já era dia não era noite
Quando ao sol ficou as tanta"
"Quantas estrelas tinha no ceu
Andoinha não quis canta
Agora só tem uma
Foi a madrugada que escondeu"
Sarava meu povo...
Alceu
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