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Samba sem Agrotóxico e Samba Deslocado

Felipe Obrer
Em pé, no centro, Monarco. Sentado à mesa, com caxixi na mão, Paulo Padilha
1
Felipe Obrer · Florianópolis, SC
16/11/2007 · 185 · 20
 


Projeto Pixinguinha em Floripa

Recado a quem passar por aqui: o texto está em gestação. Durante as próximas 47 horas este espaço deixará de ser alvo (no sentido de brancura e também de objeto de olhares que caem no vácuo).

Aqui começa a se desvanecer a brancura:





Encontros casuais. Coincidências significativas. É a tal da sincronicidade?

O batuque está presente. Diz Hermeto Pascoal que é "o som percussivo da vida". Se batuca na roda de samba, na mesa de bar, bebendo cachaça e cerveja. Ou também em palcos, onde a relação é outra e existe a reação do público. Vi estes dias "Fabricando Tom Zé", e tem um trecho no qual ele diz que sempre percebeu a existência de um acordo tácito na maneira de o público receber o que vem do artista. Diz também que não tem mais saco pra ver espetáculos assim, baseados nesse acordo. E que se não suporta mais ver/ouvir, também não faz mais. Estabelece um novo acordo tácito "jogando um anzol no cognitivo da platéia". Mas Tom Zé é outra praia, outro oceano, outras águas, uma navegação mais vanguardista. O que vi anteontem foi, nas palavras de Monarco, "samba sem agrotóxico".

Dentro do Projeto Pixinguinha, já renomado, vieram a Floripa dois grupos: o de Paulo Padilha e o de Monarco, da Portela. Quer dizer que foi a junção de um compositor jovem, paulista, com um legítimo integrante da velha guarda carioca. Monarco é da época em que, segundo palavras dele, "o samba era muito perseguido pela polícia". Lembro do diálogo com o público, em que à sua maneira também pesca a atenção de todos: "O gringo quando vem pro Brasil quer ver isso. Vai pra França, pra Itália, e é o samba o que eles querem ver. Esse samba, não aquele. Falo o samba sem agrotóxico". É claro que ele brincou e disse "agrotóxico" pronunciando o xis como a questão exige. Um equivalente ao "sh" que em inglês inicia a palavra "show". Que é o que fui ver por acaso não tão casual. Primeiro uma menina me avisou "ó, hoje às sete vai rolar Projeto Pixinguinha, ali no elefante branco" (O elefante branco é o Centro de Convenções e Eventos da Ufsc, que recebeu essa alcunha por ter ficado muitos anos a meio construir, abandonado, e pelas dimensões faraônicas do prédio também, claro.). Depois, cruzei com um amigo que, durante o café, disse que também estava indo. Liguei, me desvencilhei de obrigações e fui também, sem saber o que vinha. Então, Monarco e Padilha, cada um com seu grupo, no mesmo palco, que tinha uma mesa no centro. Não vi cerveja, só água. Quem sabe por isso mesmo tenha cruzado com um percussionista chamado Samba e outros músicos numa mesa de bar, mais tarde. Mas isso bem antes de ter mais álcool do que sangue correndo nas veias.


Nunca estudei muita matemática. Então não escrevo de uma maneira coesa, geometricamente harmônica ou simétrica. E lembro do Tom Zé de novo: "Vá tomar no verbo, seu filho da letra".



RELAÇÕES ENTRE OS PAPOS NA MESA DE BAR E O QUE SE VIU NO PALCO


Fui fumar o último cigarro antes do início do espetáculo e ouvi o som começar. Apaguei e entrei logo. Gostei de descer o corredor rumo à primeira fileira, onde sentei, com a música já acontecendo e as luzes apagadas. Quem cantava era Paulo Padilha, que se mexe bastante e parece ter uma abordagem bioenergética da música. Calafrios do bem, aquela história. Acabou de lançar um disco, chamado "SAMBA DESLOCADO, DESCOLADO SAMBA". Também estava na mesa de bar, mais tarde. Tem um sorriso bom. E cantava quando sentei. No grupo dele, violão na mão, um cavaco, percussão e mais percussão. No de Monarco, também percussão, sopros -clarinete, flauta transversa- e outro violão, este de sete cordas. Precisaria agora fazer uma pesquisa e listar nomes. Mesmo sabendo que os músicos que acompanham os "principais" devem também ser iluminados, vou deixar isso pra depois. Agora quebraria o ritmo.

E ritmo é samba. E samba, com maiúscula, Samba, era o nome do cara (alto, grandão, do tipo que "Era um prato cheio pra polícia naquela época", segundo Monarco brincalhão) que fez valer o show pra mim. Ele estava rodeado de uma caixa, um atabaque, um mineiro e outras geografias percussivas. No mapa sonoro, fez uma trajetória colorida. No bar, me disse que "ganharia mais dinheiro continuando com o grupo que eu toco lá, mas aqui com o Padilha é muito bom". Projeto Pixinguinha é o que há. Giram o Brasil todo, a estrutura é boa e nada como fazer música em trânsito. Temporadas em locais fixos são como ir à praia de guarda-chuvas (isso pensei agora, não sei se faz sentido).

Inveja deles. Porque o que me resta é beber e pedir um pandeiro emprestado. Foi o que pude fazer na mesa de bar. Coloquei o pandeiro entre os joelhos e toquei com as duas mãos. O dono do instrumento me corrigiu "Pandeiro não se toca assim". E eu: "É que estou acostumado com djambê". (Mentira, batuco no violão mesmo). Ah, também me proibiram batucar no violão. Acho que tinha bebido demais. Mas lembro de ter dito que qualquer instrumento pode ser tocado de muitas maneiras, não existe uma certa. Na Portela, seria linchado, tenho certeza.

E Monarco foi outro ponto alto da noite. Senhor Monarco. Sua Majestade. Vozeirão, postura de bamba, nada que o passado de ex-parceiro de Candeia e afins não autorize. Fiquei impressionado com a quantidade de pessoas jovens que conhecem mais sambas do que eu. Atrás, ouvia o coro que atendia aos pedidos do sambista. Conheci músicas novas. Na mesa de bar também ouvi do proprietário do pandeiro "somos uma das últimas gerações". Eu: "Como assim? Mais livres?". Ele: "É. Sem tanta tecnologia e essas coisas". Ah, sei... sem e-mails e tubos de ensaio imagético, serviços de busca e publicidade no contexto... sei.

Bom...

Ser aleatório demais pode espantar leitores. Tomara que alguém tenha lido até aqui.

Deixo mais verbo guardado pra depois. Quando tomar uma cerveja, talvez.



_______________________________________________________________

Dois textos da Helena Aragão, do ano passado, sobre o Projeto Pixinguinha:

Palmas para a platéia camaleônica

Caravana Hig-Tech


______________________________________________________________


A velha guarda da Portela (formação antiga e formação atual)

Site oficial do músico Paulo Padilha



_______________________________________________________________


Acontece.
Coisas caem.
Barulho na hora errada.

A porta de entrada é também o caminho de volta.

A bebida fermentada, misto de lúpulo, cevada e cereais não-malteados, com teor perto de cinco por cem, desceu.

Abro de novo, por dentro, o ovo. Renasço em uma madrugada sem asas. Quanto menos os vegetais forem expostos ao calor, mais preservam as propriedades vitamínicas.

O que estava esquecido:

Uma cuíca cu.í.ca
s. f. 1. Zool. Nome comum de certas espécies pequenas de gambás. 2. Mús. Espécie de tambor rústico, usado para marcar ritmo de samba.

Eita definição besta. De tambor cuíca tem pouco... até onde lembro não se batuca nela. O percussionista chamado Samba usava bem a que teve nas mãos uns momentos. E serve pra bem mais que marcar ritmo: cria clima.

Sejamos sintéticos, então, evitando os pesticidas:

As canções de Paulo Padilha têm uma coisa muito boa, são composições dele, próprias. Dele próprio. E todas bem sacadas, com humor. Descobri nessas pesquisas-relâmpago que ele fez parte do "Aquilo Del Nisso", quase vi numa ida a São Paulo, mas acabei não indo. Hoje está em carreira solo. Também descobri que tem outros -pelo menos- dois discos, com nomes simples: "Cara Legal", ou algo assim, e "Certeza". Agora fiquei na dúvida, já não sei se era legal ou quê... Achei ele legal, falo do nome do disco.

É tudo um risco. No disco, às vezes. E por isso escondi os ruídos. A parede que ruiu. A proteção que não chega a ser máscara mas nos protege no cotidiano. E que se esvai ao beber além da conta. (Paguei a soma monetária direitinho, meu corpo ainda paga a conta celular até agora, mesmo que não tenha feito ligações naquela noite). Associações bestas. Uma ida ao banheiro feminino porque o masculino estava ocupado. Inconveniências de bêbado... Agradeço a quem não me bateu.


Qualquer erro ou salto precipsíquico deve ser atribuído à carência neurológica que experimento.


_______________________________________________


Última coincidência significativa:

Ouço, enquanto escrevo esta última parte, desarte derradeira, quase desastre, Maria Preá, um deleite. E acabo de consultar o encarte, já que é o último cedê que comprei (quase tudo o que tenho é mp3). Faixa 9, ficha técnica da música que mais me cativou do álbum todo (Avesso é o nome), pela energia da versão de Caxangá, de Milton Nascimento e Fernando Brant:

Voz.....................Laeticia
Violões................Rodrigo Bragança
Percussão............SAMBA


(Nunca teria sabido que é o nome do cara se não tivesse ido ver o Projeto Pixinguinha. Nem vou conferir, só pode ser ele, pelo som).

E vale a citação (se apareceu, é pra usar):

"LUTO PARA VIVER VIVO PARA MORRER
ENQUANTO A MINHA MORTE NÃO VEM...

EM VOLTA DO FOGO TODO MUNDO ABRINDO O JOGO
CONTO O QUE TEM PRA CONTAR
CASOS E DESEJOS COISAS DESSA VIDA E DA OUTRA
MAS NADA DE ASSUSTAR
QUEM NÃO É SINCERO SAI DA BRINCADEIRA CORRENDO
POIS PODE SE QUEIMAR".

............................................................................................



E o samba é muito bom. Tanto a pessoa ritmista quanto o outro, que já virou patrimônio cultural brasileiro (copyleft: ONU/Monarco).



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Tehrence Veras
 

Tehrence Veras · Porto Alegre, RS 14/11/2007 15:00
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Labes, Marcelo
 

Volte logo, Obrer, a continuação do texto. Porque eu quero que continue. Prazer em ler porque o texto é mesmo prazeroso, sem academicismos e sem matemáticas.
E uma pena que tenha de se dizer "samba sem agrotóxico", poderia ser só samba mesmo. Mas é assim: evolui.
No mais, meus parabéns. Que teu texto inspire mais pessoas a escrever e publicar no Overmundo coisas boas.

Grande abraço.

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 14/11/2007 15:01
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Tehrence Veras
 

SEMPRE BOM LER TEUS COMENTÁRIOS. AINDA MAIS QUANDO VERSAM SOBRE SAMBA... AH, O SAMBA. POIS ESSE MESMO SHOW TEVE AQUI PELO PORTINHO ALEGRE E O BAGUALUDO AQUI NAO FOI. NAO DEU PRA IR. MAS SABIA QUE ALGUÉM IRIA COM MAIS OU MENOS AS MESMAS INTENÇÕES QUE EU. AINDA BEM QUE FOI TU.
ÓTIMO TEXTO.
GRANDE ABRAÇO

Tehrence Veras · Porto Alegre, RS 14/11/2007 15:02
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Felipe Obrer
 

Labes, Térence... obrigado pelos comentários.

Sobre a evolução do samba, não conheço nada, até hoje, mais evoluído que "Estudando o Samba", do Tom Zé (feito em 75). Tem evolução que é boa. Mais ou menos como a da bateria da escola na avenida, ou do bloco na rua, melhor ainda.

Abraços!!

Felipe Obrer · Florianópolis, SC 14/11/2007 18:58
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Ilhandarilha
 

Samba sem agrotóxico e texto orgânico! Muito bom, Felipe. Estou curiosa com a continuação dele. Mas, cá pra nós, acho que está ótimo assim. Você escreveu com os sentidos, todos eles, inclusive o sexto.
Um abraço!

Ilhandarilha · Vitória, ES 14/11/2007 22:09
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Higor Assis
 

A gente vive se surpreendendo Obrer. Jamais imaginaria em ti um lado Sambista. Parabéns pela matéria.

Obs: digo isso, pois sempre acompanhei suas matérias, abraço.

Higor Assis · São Paulo, SP 15/11/2007 19:47
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Higor Assis
 

Votado!

Higor Assis · São Paulo, SP 16/11/2007 11:49
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Spírito Santo
 

Felipe,
Delícia de ler você, modesto Obrer, como deve ter sido ouvir- e ver - este show.

Abs,

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 16/11/2007 19:58
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Bia Marques
 

samba sem agrotóxico, cerveja sempre gelada e a porta que a gente usa na saída, ou entrada, vai dar no infinito já dizia (cantava) um bom amigo. prazer em ler, sempre.

Bia Marques · Campo Grande, MS 16/11/2007 21:14
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Ânngela
 

Pelo jeito, agro-(tosh)-xico não fez falta quando sobra talento pra quem toca e pra quem escreve! Obrigada pelo texto e pelos toques.

Ânngela · São Paulo, SP 16/11/2007 22:09
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Felipe Obrer
 

Ao ver os últimos três comentários, só digo: mais vale qualidade que quantidade.

Obrigado!

Abraços e beijos
(isso porque hoje tomei bastante cerveja)

Felipe Obrer · Florianópolis, SC 17/11/2007 00:08
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Tom Damatta
 

Um texto que prende do início ao fim, com linguagem leve, solta e até sonora, como cai muito bem quando o assunto é música. O projeto Pixinguinha é mesmo um dos melhores eventos culturais brasileiros. Por onde passa deixa esse gostinho de marca e quero mais. Vi excelentes apresentações na última edição do projeto em Palmas-TO. Maravilha, Obrer.

Tom Damatta · Araguaína, TO 17/11/2007 08:40
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Roberta Tum
 

Obrer,
o samba é um rítmo que mexe comigo. Samba é bom demais,
e o "Samba" que vc conheceu, encantada em também conhecê-lo.
Pra te falar a verdade, gostei da sua prosa, e não pense que é cansativa. Li até o final, descendo as escadas com vc.
Pra coisa boa assim, pode me chamar sempre.
Abraço!

Roberta Tum · Palmas, TO 17/11/2007 10:50
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André Teixeira
 

Salve Obrer!!!

Fico feliz em ter sido convidado para ler seu texto! MUITO bom!!! Ritmado como um bom samba. Sua 'coesão, geometricidade harmônia ou simetricidade' estão mais para Poesia do que para Matemática.

Cerveja, gelada, até duas. Depois, cachaça: rima (MUY) bem com Samba. Tá certo que pode não rimar assim tão bem com o dia seguinte, mas... 'tudo peso, tudo pondero: os futuros anos...'

Bicho, vou 'catar' outros textos teus baseado na qualidade deste.

GRANDE abraço!!!

A.

p.s. - Deixo aqui o convite para você e para seus Overfriends ouvirem o som da The Baggios!!! (tem 6 músicas do seu 1º disco)

André Teixeira · Aracaju, SE 17/11/2007 11:16
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Ilhandarilha
 

Filipe, sabe o que rolou ontem aqui em Vitória? Projeto Pixinguinha: Monarco, Paulo Padilha e o time fantástico de músicos que os acompanham. E chovia muito na cidade... Eu não teria saído de casa para ir ao Centro se não tivesse lido esse seu texto aqui antes. E tenho que te falar que esse seu texto solto e leve me fez assistir a um dos melhores shows que vi nos últimos tempos.
Monarco, nem precisa falar, é um rei, um glentleman do samba. Mas o Paulo Padilha foi realmente uma ótima surpresa: letrista perfeito, compositor primoroso, foi uma excelente descoberta. O show rolou por mais de 2 horas, com participação ativa do público, que lotou o Carlos Gomes. E olha que ontem foi dia de premiação no festival de Cinema - O Vitória Cine Vídeo - que acontecia do outro lado da praça.
Depois do show fomos à festa do festival, onde um DJ alguém-famoso-nos-clubs comandava as pic-ups nos 120 bpm. Como aquilo soou estranho, logo depois da joia melodiosa do samba tradicional de Monarco e do samba contemporâneo do Padilha! Só quero um pandeiro!!
Valeu a dica!

Ilhandarilha · Vitória, ES 18/11/2007 11:33
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Felipe Obrer
 

Oi, Claudia (Ilhandarilha), que bom esse teu comentário!
Pensei também: seria legal alguém pesquisar por que cidades eles vão passar, na caravana do projeto, e publicar na agenda aqui do site. Vou tentar, mas deixo a sugestão caso alguém consiga ser mais eficiente e rápido.

Abraços,
Felipe

Felipe Obrer · Florianópolis, SC 19/11/2007 15:49
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Ilhandarilha
 

A programação completa de shows do projeto pode ser conferida na página da Funart, aqui.

Ilhandarilha · Vitória, ES 21/11/2007 08:50
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Felipe Obrer
 

Reli todos os comentários: retifico minha frase anterior: adorei todos.... abraços a quem leu e comentou, e abraços a quem leu e só leu... sentiu e preferiu se abster de falar... o silêncio também comunica, mas quando se escreve o siléncio é brancura



BRANCO

BRANCO

BANCO

ESCOLHO UM E SENTO

DE PREFERÊNCIA, RODEADO DE SAMBA.







Felipe Obrer · Florianópolis, SC 3/12/2007 22:22
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Felipe Obrer
 

No site do Nei Lopes, que conheci através do blog do Spírito Santo, tem uma chamada interessante para um seminário chamado "Samba, patrimônio cultural do Brasil". Até onde vi, acontece em abril próximo. Às 17h do dia 3, abertura do evento, tem palestra do Monarco, chamada "Ser sambista, um modo de viver".

Abraços,
Felipe

Felipe Obrer · Florianópolis, SC 26/3/2008 13:55
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Spírito Santo
 

Boa pedida, Felipe!

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 26/3/2008 17:56
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O público antes do show zoom
O público antes do show
Monarco da Portela - ORGÂNICO zoom
Monarco da Portela - ORGÂNICO
Um percussionista chamado Samba (é isso mesmo) zoom
Um percussionista chamado Samba (é isso mesmo)
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