Sapatos Bicolores e três pessoas no palco

www.sapatosbicolores.com.br
Sapatos Bicolores
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Marcos Paulo · Rio de Janeiro, RJ
12/9/2006 · 191 · 9
 

Rock da década de 50, influências como Elvis, Chuck Berry, Stray Cats. Junte tudo isso com The Beatles e vá logo perceber que a banda é nada mais ou menos que Sapatos Bicolores, diretamente de Brasília, que se apresentará em Porto Velho, na “Festa Casarão” – Uma festa na Floresta, no próximo dia 14 de outubro. Numa rápida e virtual entrevista, o vocalista e guitarrista André Vasquez, vai expor o que é, definitivamente, a banda Sapatos Bicolores. André promete, na “Festa Casarão”, “show com litros de suor e 'fritação'. De deixar a calcinha molhada”.

Confira!!!

Marcos Paulo - Como começou e por que Sapatos Bicolores?

André Vasquez - Eu tinha um par de sapatos bicolores. Juntamente com o Mauricinho Sobrinho (um grande amigo), a gente saía de carro, comprava cerveja e começava a ouvir as músicas que só a gente gostava de ouvir. Tipo, Elvis, Chuck Berry, Stray Cats, Cascavelletes e por aí vai… Quando a gente bebe, esquece de um bocado de coisa, mas achei que era um bom nome. Levávamos um “gravadorzinho” para registrar os nossos comentários e idéias de letras. Desses comentários, eu chegava em casa e ouvia as fitas, e, eventualmente, compunha as músicas. Mais tarde encontraria as duas pessoas que completariam a Sapatos Bicolores: o PC e o Caio Cunha.

Marcos Paulo - Vocês tem uma influência com o rock dos anos 50, mas existe um lado meio “som de garagem”. Afinal, qual é a principal influência dos Sapatos Bicolores?

André Vasquez – Rock. Tudo que tem a ver com rock, a gente tem como influência. Eu gosto do mesmo tanto de Stray Cats, Supergrass e Kiss, por exemplo. Só Beatles que eu gosto mais do que tudo.

Marcos Paulo - Quanto tempo de criação da banda?

André Vasquez – 22 de abril de 2002. Esse foi o primeiro show com o PC e o Caio. Pra mim, o começo da banda efetivamente.

Marcos Paulo – A partir daí, como aconteceu o processo de espaço no cenário musical, principalmente no estilo mais descolado da banda?

André Vasquez – Difícil como sempre. A gente tocou em vários lugares de Brasília. Mas, fato é, que a Monstro Discos se interessou em lançar nosso EP no fim de 2002. Daí fomos tocar no Goiânia Noise. Já tínhamos tocado em setembro de 2002 em Goiânia.

Marcos Paulo – O que mudou daí pra frente?

André Vasquez - No verão de 2002, nós três passamos um mês de férias no Sul do país, e fizemos shows com os Mechanics e Walverdes, em Porto Alegre e Floripa. Foi tudo muito rápido. No ano seguinte, a banda tocou em Belo Horizonte, São Paulo, Londrina, Curitiba e mais uma vez em Porto Alegre. Goiânia virou nosso maior público.

Marcos Paulo - E qual é o público da banda?

André Vasquez - Bem variado. Mas ultimamente tem dado muita guria de 15-20 anos. O que eu acho, particularmente, agradável.

Marcos Paulo – Enquanto isso, o que se ouvia falar em Brasília quando o assunto era Sapatos Bicolores?


André Vasquez – A gente ficou muito bem falado aqui em Brasília. O comentário que mais nos deixava satisfeito era o do tipo "nem parece que são só 3 pessoas no palco.." Entre 2003/2004, a gente já era cotado pra tocar em festivais, e tal. Em 2003 tocamos no Demo Sul e gravamos o Clube Quente, que ficou pronto mesmo no finzinho de 2004, sendo lançado em 2005. Falta de grana clássica.

Marcos Paulo - Clube Quente é o primeiro CD da banda, então?


André Vasquez - É. Agora estamos juntando grana pra gravar o segundo. É bom que se ouça bem o primeiro trabalho da banda. Porque acredito que o segundo será melhor, com uma participação maior dos três. Algumas músicas mais pesadas, outras extremamente lentas e com algum tipo de piano, muita harmonia vocal. Acho que a banda está mais moderna e original, de uma maneira geral. A gente toca melhor, já gravou um disco, sabe como tirar o seu próprio som. Estamos fritando pra gravar o segundo disco.

Marcos Paulo – Quais foi a música que melhor repercutiu no primeiro cd, o Clube Quente?


André Vasquez - Pô, isso é curioso. A gente tem muitos hits, hahaha. Sério, eu poderia citar várias que as pessoas cantam junto. Pelo menos cinco: Frio coração quente, De carona, A cobrar e a Garota cor-de-fogo.

Marcos Paulo – Falando de festivais, qual foi o último que vocês participaram?


André Vasquez - Foi o Calango, no mês de agosto. Foi muito bom, palco bom, estrutura logística bem organizada, boa divulgação. Adoramos tocar lá, fizemos um show que parece ter agradado o povo cuiabano.

Marcos Paulo – Hoje, como está a agenda da banda?


André Vasquez - Nossa agenda agora está mais tranqüila. Dia 12 de outubro tem show com os Gramofocas e Rockassetes, aqui em Brasília e no dia 14, aí em Porto Velho, na VII Edição do Casarão. Em novembro, provavelmente voltaremos ao sudeste.

Marcos Paulo - Falando daqui... Como é tocar pela primeira vez em Rondônia, mais precisamente a cidade de Porto Velho?


André Vasquez - Pô. É uma onda. Muito longe de casa, um lugar muito distante e com muito pouca informação. Acho incrível ter interesse no nosso som assim em lugares tão distantes como Porto Alegre e Porto Velho. São tipo 5 mil km que separam as duas capitais e tenho certeza que será uma experiência única.

Marcos Paulo - Em que sentido você fala que há "muito pouca informação?”


André Vasquez – Então, no sentido de que a maioria das matérias (informações) que chegam sobre Rondônia é a cerca de meio-ambiente ou política. Não existe uma cobertura cultural por parte da imprensa. Sobre bandas de underground, também, a gente não escuta falar de muita coisa.

Marcos Paulo - Como foi esse intercâmbio entre a Sapatos e o Vinicius (organizador da "Festa Casarão")?


André Vasquez - Se eu não me engano, nos conhecemos no Goiânia Noise. Trocamos uma idéia depois do show. Ele tinha se amarrado. Já vínhamos conversando há uma era sobre essa possibilidade.

Marcos Paulo - E quando se firmou essa possibilidade?


André Vasquez - Agora, no segundo semestre mesmo.

Marcos Paulo - O que Porto Velho pode esperar no show da banda Sapatos Bicolores, no dia 14 de outubro, na "Festa Casarão"?


André Vasquez - Cara, pode esperar um show com litros de suor e fritação. De deixar a calcinha molhada.

Sapatos Bicolores é André Vasquez na guitarra e voz; PC no baixo e backings e Caio Cunha na batera e backings.

Contato: contato@sapatosbicolores.com.br

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Demetrio Panarotto
 

Fala Vasquez, legal ter notícias dos Sapatos através do overmundo e saber que as bandas da cena alternativa estão conseguindo circular pelo Brasil mostrando o seu trabalho. É muito bom saber que novos espaços estão se abrindo nos quatro cantos do país.

E aí Marcos, legal a entrevista,


abs

Demetrio Panarotto · Florianópolis, SC 12/9/2006 03:13
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Eduardo EGS
 

Grande Vasquez.

Muito sucesso pra Sapatos!

Eduardo EGS · Porto Alegre, RS 12/9/2006 18:38
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Thiago Perpétuo
 

Grande Sapatos... da Capital para o Mundo!!!

Thiago Perpétuo · Brasília, DF 12/9/2006 20:00
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Daniel Duende
 

Olha "os cara" aí!!!
Dá alegria saber que aquela bandinha que eu conhecí tocando (bem!) na sala de uma casa do Lago Sul, agora tá rodando o Brasil (e aparecendo no Overmundo pela segunda vez no mês)... :)

Como disse o "mais Perpétuo dos Thiagos"... Grandes Sapatos! :D


Abraços do Tio Verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 13/9/2006 10:54
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Marcelo Cabral
 

Isso aí! Rock'n'roll e pé na estrada. E viva a música independente do Brasil!

Marcelo Cabral · Maceió, AL 13/9/2006 11:00
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capileh charbel
 

opa , e ai sapatos , conheci coces em cuiabá no calango, muito bom mesmo.go ahead

capileh charbel · São Paulo, SP 14/9/2006 12:05
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capileh charbel
 

voceis rsrsr

capileh charbel · São Paulo, SP 14/9/2006 12:06
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sônia maria piatti
 

nao conhecia!

=(
=)

to no overmundo... e com vc marcelinho!
orienta a cria. xerinho. adorei vou ouvir!

sônia maria piatti · Maceió, AL 14/9/2006 13:18
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talita marimon
 

conheci sapatos em cuiaba, tbm no calango.

sorte pra vcs.

talita marimon · Cuiabá, MT 14/9/2006 17:57
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