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Observatório
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Imagens
Ofrendas al mar - Uruguay
Festa de Yemanjá- Uruguay
Festa de Yemanjá- Uruguay
Festa de Yemanjá- Uruguay
Festa de Yemanjá- Uruguay
Da primeira vez, a mais pura emoção.
Foi, com certeza, em alguma praia distante, na zona oeste do Rio de Janeiro, que eu, adolescente ainda, me enlevei com os meus primeiros tremores e sensações inebriantes, daquele romantismo ingênuo dos plenos de esperança.
A imagem era sempre a difusa aparição, quase fantasmagórica, de uma mulher desenhada à luz do luar, imaginada morena e linda, longos cabelos negros, envolta em véus brancos, tranlúcidos e se encaminhando para o mar, por entre a espuma das ondas e as brumas da noite.
Fantástica, imaginava-a virando, abruptamente, um peixe desses grandes, liso e longilíneo, como um golfinho talvez, peixe de lenda que, desaparecendo no horizonte entrevisto por entre as luzes de uma outra praia distante e vizinha, logo a nossa frente, sumia para sempre da minha confusa realidade juvenil, para habitar - como até hoje habita - os meus sonhos mais inesquecíveis, por serem os mais felizes.
O dia da aparição estava sempre acertado: De 31 de dezembro para o Um de janeiro de todo ano. Rito de passagem.
Não me lembro de foguetório na praia nesta época. Os fogos esparsos, subiam dos quintais e dos terraços das casas e prédios da orla, em morteiros tímidos, estilhaçados apenas um pouco mais acima, no céu, em partículas verdes, brancas e vermelhas
Um pouco depois, havendo experimentado já os carinhos de uma ou outra clone da mulher-peixe dos meus sonhos, mas, apesar disto ainda, estranhamente envolto pelo clima emocionante da festa da virada do ano, comecei a caçar a compreensão daquele enlevo todo que, vinha, deduzi rapidamente, de um contexto de mágicas e encantamentos bem mais complexo. Não era apenas o enlevo de estar virando homem. Era o encantamento de estar virando gente, concluí.
A mulher era a encarnação, o arquétipo de Yemanjá impresso em mim, nascido das muitas imagens e gravuras que vi ao longo da vida, uma curiosa deusa africana do Candomblé e da Umbanda, uma religião sincrética - moderna por assim dizer - que envolvia também cultos indígenas e tantos outros mitos ‘exóticos’, deste nosso misterioso Brasil, religião da qual minha mãe era devota fervorosa.
Vinha daí, portanto, o biótipo da mulher de longos cabelos, uma cafusa – e quiçá confusa - mistura de tudo aquilo que me parecia do bom e do melhor de se olhar e de se amar - coisa que Freud, ou qualquer outro Pai de santo, facilmente, explicaria.
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“O MITO - Iemanjá, deusa do amor e da beleza, esposa e mãe, Rainha dos Sete Mares, chama-se em iorubá Yevê omo ejá - mãe cujos filhos são peixes - e tem como "tarefa" ajudar os namorados, as mulheres, aqueles que têm filhos e a todos que a respeitam e dependem das águas onde ela mora”.
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O tempo voou até a década seguinte. Rebelde, virei um chato ateu de carteirinha e sublimei por uns tempos a linda Yemanjá mítica da minha adolescência, trocando-a pela Revolução Popular Marxista-Leninista lida em mal traçadas linhas, enquanto vivia apaixonado pela Senhora Liberdade, mãe coragem do “Dia que virá”.
Contudo, volúvel como sou, o enlevo com a virada para o dia Um de Janeiro e a minha Deusa Cafusa, não tardei a perceber, apenas dormia eternizado em minha memória de velho menino carente.
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“Na década de 40, surgiu no Rio de Janeiro uma nova maneira de comemorar o revéillon, quando diversos adeptos passaram a deitar nas águas da baía da Guanabara, na travessia Rio-Niterói, oferendas a Iemanjá. E mesmo assim o faziam muito discretamente, quando a barca já estava no meio da baía.
Uma década depois, um conhecido pai-de-santo do Rio, "Paizinho", chefe de um terreiro de Umbanda, organizou uma luxuosa procissão, da praia do Leme até o Posto 6, no outro extremo da praia de Copacabana, onde uma multidão incalculável de "fiéis" começaram a dançar ao som dos atabaques, homenageando a Rainha do Mar”.
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Foi já só ali pelos anos 80 que me lembro de ter voltado ao hábito de passar na praia a virada do ano. A festa, nesta época, havia assumido proporções de um gigantesco e formidável evento popular, tomando todas as praias do Rio de Janeiro.
Dia de Yemanjá e Dia da Confraternização Universal, duas chances em uma, para os homens de boa vontade poderem exercer, em toda a plenitude, sua humanidade essencial.
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...” Em 1957, D. Hélder Câmara, arcebispo auxiliar do Rio de Janeiro, "assombrado com o crescente prestígio da festa de Iemanjá, resolveu trazer para a rua, como no tempo das antigas procissões, a imagem e o culto da Virgem", lembra o escritor António Callado, que assistiu a esse encontro de duas religiosidades.
Continuo com Callado: "Afinal de contas, Nossa Senhora, que jesuítas espanhóis das missões do Sul chamavam La Conquistadora, emigrara para o Brasil, com seu filho, antes dos deuses e deusas da África. Assim dia 31 de Dezembro de 1957, fez tirar a Virgem da igreja de Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, para que desfilasse em procissão nocturna pelas praias (...). O que aconteceu - meninos, eu vi - é que Iemanjá acolheu a Virgem como rainha que recebe cumprimentos de outra rainha. Houve até mesmo, em todo o percurso, uma troca de fiéis, quer dizer, gente saindo no préstito católico para ir tomar uma bençãozinha à beira-mar e mães-de-santo que subiam à calçada de mosaico para fazer o pelo-sinal e se ajoelhar à passagem da outra soberana". Até 1964, quando D. Hélder foi transferido para a Arquidiocese de Olinda e Recife, o culto às rainhas continuou a ser praticado por católicos e umbandistas. Com a saída de D. Hélder, o campo ficou livre para estes últimos
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Para mim, o dia deste meu retorno à praia na festa da virada do ano foi quase tão mágico quanto foi aquele primeiro 31 de janeiro do passado, naquela prainha da Zona Oeste.
De longe, ainda no calçadão de Copacabana, dava para se ver amontoados de chamas de velas bruxuleando. Vultos de branco, muitos, alguns com turbantes, dançavam e dançavam, frenéticos, como sombras trêmulas de uma convenção de feiticeiros.
Eletrizado tirei os sapatos e avancei pela areia, ansioso. Aqui e ali, em covas abertas na areia para afastar o vento, mais e mais velas e ramos de lírios brancos, e garrafas de champagne barato ou sidra cereser. Bastava lançar um leve olhar em torno para se ver a areia coberta por milhares de lírios e rosas, como se tivesse havido uma chuva de flores, uma tempestade de bem-aventurança.
A multidão de feiticeiros habitava tendas provisórias, como as de um acampamento de beduínos no deserto, armadas com bambus e lonas velhas de caminhão - ou mesmo lençóis brancos, destes de dormir - eram organizadas, internamente, quase ao modo de Casas de Santo ou terreiros de umbanda, do qual elas eram as réplicas possíveis.
Protegidos da chuva eventual por meio de uma ponta de lona, à guisa de varanda, os ogãs de cada terreiro avançado, batiam seus tambores possuídos por todas as coisas boas que a música consegue incutir em nós. Impossível ficar alheio ao apelo místico dos atabaques, as varetas de aquidavi, como varinhas de condão imantadas, levando as equédis e as yaôs à dança extasiada, quase endiabrada que chamaria cada orixá às suas obrigações no terreiro, à sua missão de trazer paz à praia e ao mundo.
Aqui e ali uma mãe ou um pai de santo, incorporados por alguma preta véia, algum caboclo justo e vingativo, aconselhando fiéis hirtos de medo e de fé. Os passantes mais discretos, também contritos, tomavam passes e aceitavam ser defumados por incensos e aspergidos em mágicos banhos de descarrego, sacudidos, severamente, com molhos de arruda.
O ambiente, já à esta altura, se encontrava então completamente tomado por pessoas de todas as classes sociais que, ali, como que irmanadas por uma estranha força de vontade, como que movidas por um sentimento de povo de verdade, sem qualquer tipo de preconceito, iniqüidade ou diferença, faziam daquilo a mais perfeita definição de Festa Democrática.
É aí, na boca da meia-noite-em- ponto de algum relógio, que o espoucar mais intermitente dos primeiros fogos, avança para o foguetório amplo, franco, geral e irrestrito, e a gente entra, com água até os joelhos, naquele mar de abrolhos, coalhado que está de barquinhos azuis carregados das mil e tantas oferendas, devidas por nós todos à Yemanjá.
Não há como errar o presente: A maioria das oferendas está ligada a suposta vaidade exacerbada, aos hábitos hedonistas de nossa deusa, tais como espelhos, pentes, gargantilhas, baton e frascos de perfume. Coisas de mulher.
No fim, era só ficar ali, bêbado, com olhar maravilhado, perdido naquele mar de esperanças místicas que explodem ainda um pouco mais, vão rareando, rareando, até, já quase de manhãzinha, irem se extinguindo como a espuma de uma onda qualquer, escorregando na areia, de volta para o mar.
Voltei muitos anos mais à praia de meus delírios de virada de ano. Saía da areia sempre revigorado de esperanças e orgulho de ter participado da grande emoção de, sinceramente, abraçar as mais remotas e estranhas pessoas pelas ruas, impelido apenas pela emoção gerada pela força pujante de nossa cultura, nossa moderna tradição, vocacionada para a mais dionisíaca e incomparável das paixões: Almejar - e desejar para todos - a plenitude, o nirvana, a paz universal, embriagado, no colo de uma linda mulher de sonho chamada Yemanjá.
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IMPARÁVEL - A partir de 1957, mais que o futebol e o Carnaval, a festa da passagem do ano, dedicada a Iemanjá, passou a ser o maior acontecimento de massas no Brasil. Fenômeno recente, a solenidade à deusa das águas em pouco tempo alastrou-se a todo território brasileiro, inflacionando-se nos países limítrofes do Sul do Continente e, até, já retornando à sua África ancestral como produto made in Brazil. Em Portugal, nas praias da linha de Cascais e na costa da Caparica, também já se ouvem os primeiros toques dos atabaques saudando a sereia rainha do mar.
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Neste 2008 - como aliás nos últimos anos - não fui mais à qualquer praia de sonho. Na última vez que fui, tive que proteger com um guarda-chuva o meu bebê, que viera conhecer num carrinho cheio de fraldas, a sua segunda mãe Yemanjá. Vândalos estúpidos, lançavam rojões uns contra os outros, na linha do chão, como se empunhassem revólveres. Um pouco antes da meia-noite a praia estava totalmente intransitável e não havia, sequer uma tenda de umbanda, pois o culto a Yemanjá havia sido banido daquele dia 31, em nome de diversas ordens e posturas municipais, entre as quais a proteção aos lucros do turismo e o desprezo que certas rodas da elite professam contra a cultura tradicional do Brasil.
Soube pelos jornais que a música oficial da festa deste ano, foi o batidão de Funk eletrônico de um famoso DJ carioca. Mesmo não sendo, exatamente, um tradicionalista, torci o nariz. É que senti uma bruta saudade dos tambores, das varetas de aquidavi me endiabrando a alma.
(Senti saudades mesmo foi de Yemanjá.)
Entediado, assisti pela TV a burocrática e recorrente explosão cronometrada de fogos de artifícios. Tentei, juro por Deus, encontrar alguma diferença transcendental entre o foguetório do Rio de Janeiro e o de Sidney, Austrália, ou mesmo entre o foguetório da China e o da Quinta Avenida, Nova York e não consegui ver diferença alguma (talvez seja porque esta, de ficar medindo foguetório, não é mesmo a minha praia.)
Seis...cinco...quatro...três...dois...um... Foi como porre de cerveja quente. Odiei.
Neste mesmo fatídico reveillon de 2008, soube que traficantes dos morros da zona Sul do Rio, ao que se supõe, lançaram rajadas de tiros de fuzil para o alto, indiferentes à multidão na praia, atingindo algumas pessoas, entre as quais uma morreu.
Pelo menos a trilha sonora de Funk pesadão foi adequada às cenas de horror que devem ter rolado no calçadão.
Nada a ver com paz e fraternidade, convenhamos.
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Foi, com certeza, em alguma praia distante, na zona oeste do Rio de Janeiro, que eu, adolescente ainda, me enlevei com os meus primeiros tremores e sensações inebriantes, daquele romantismo ingênuo dos plenos de esperança.
Saudoso, pensei em voltar, no ano que vem, à praia dos sonhos do meu passado, na Zona Oeste. Um amigo de fé, no entanto, me alertou desolado:
_”Ih...Pode esquecer. Não existe mais a tal praia. Foi assoreada pela poluição da baía de Guanabara. Hoje ela é um extenso lamaçal negro. E como fede!”
Não tem importância, problema nenhum. Não me queixo. Sempre que durmo, até hoje, sonho com ela, a minha deusa cafusa Yemanjá. Ainda tenho, guardadas em seu colo, todas as oferendas de esperanças, que em nome dela mesmo despejei no mar. Quando me faltam alegrias, corro lá e me extasio todo, sem nenhum remorso.
-Salve Yemanjá!
Spírito Santo
Janeiro 2008
Notas:
Os textos citados todos são todos de DUDA GUENNES Jornal do Comercio – Recife
Curiosidade que dói mais: Todas as fotos, com exceção de duas, são da festa de Yemanjá...no Uruguay.
tags: Rio de Janeiro RJ cultura-e-sociedade yemanja revellion candomble umbanda poluicao cultura spirito-santo aculturacao funk
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Tá certo. me rendo. Eu também ando odiando pessoas burras.
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 4/1/2008 18:18
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Spírito, vou imprimir este texto para meu irmão ler. Vc não imagina: depois de jantar com minha mãe no dia 31, a família se dirigiu para a praia de Ipanema para saudar a chegada do Ano Novo, rito de passagem que repetimos rotineiramente há muitos e muitos anos, repetindo o que meu pai nos acostumou a fazer desde que éramos bem pequenos.
Pois meu irmão passou o tempo todo "buzinando" meus ouvidos com essa mesma saudade danada dos terreiros, dos tambores e da saudação a Iemanjá que nosso pai, ele de novo, nos ensinou a prestigiar e entender. Revoltado, ele me disse que a falta disso tudo, que vc tão lindamente descreveu, tirou da virada do ano aquele sentido mágico que levava, mesmo os mais incrédulos, a acreditar que o tempo que chegava viria carregado de desígnios místicos imponderáveis, justamente para nos trazer a esperança de dias melhores.
Naquela hora, já com a mistura de cerveja e champagne me nublando o pensamento, não dei muita trela pra ele e, quando dei por mim, ele já tinha ido embora.
Lendo vc agora, entendi o que meu irmão estava querendo dizer, e me arrependo de não ter lhe dado atenção.
Amanhã mesmo me redimo dessa falta.
Parabéns por esse rompante de saudades tão lindo.
Salve Iemanjá!
Abrçs
Ize · Rio de Janeiro (RJ) · 5/1/2008 01:42
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Emocionante!
Confesso que suas palavras iniciais de encantamento provocaram em mim a inquietaçao boa que sempre sinto ao falar de Iemanjá, sobre quem penso com emoção e algo indefinível, talvez alguma ligação que eu deveria saber com a deusa. Não sei porque, uma vez que só vim a conhecê-la depois de adulta, inicialmente nos livros de jorge Amado. Passei a amá-la, logo eu, tão longe do sua líquida morada. Como dizem que os deuses moram também dentro da gente, acredito que ela está por aqui, em mim.
Nunca tive a oportunidade de ver o belo ritual de homenagem e agradecimento. Apenas posso imaginar, agora mais, por suas palavras, a tremenda sensação de paz e amor que ela lhe devolvia a cada passagem de ano.
Ainda bem que, apesar da casa conspurcada, a deusa o acompanha e o encanta. Feliz de você que a leva consigo.
Beijos
Saramar · Goiânia (GO) · 5/1/2008 09:43
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Ize, saraMar (...Mar?)
Pois é. Cada um tem Deusa (ou o Deus que quer ou merece)
Abs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 5/1/2008 16:38
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"É água do mar, é maré cheia, mareia, mareia..."
Contos de Areia
Lembrei de Clara Nunes
Muito bonito!
crispinga · Rio de Janeiro (RJ) · 7/1/2008 23:56
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Cris,
Lembrou bem. A Clara era asim meio Yemanjá.
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 8/1/2008 06:51
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Ih, Joca! Você viu? A manchetinha do 'Odeio Pessoas burras' sumiu!
Valeu Joca, valeu Yemanjá!
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 8/1/2008 10:25
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(sem ela, a indigitada manchetinha, o meu comentário inicial perdeu o sentido)
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 8/1/2008 10:27
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Spirito, de bom espírito.
Olha aqui em SP, nas praias "populares" de Bertioga, (e não sei como pode ser praia popular, mas são tidas assim), todos os anos, entre Indaia, Vista Linda e principálmente na desabitada Itaguaré Imemanjá é festejada em diversos pontos, por grupos também distintos, e a semana inteira todos os dias, como se fosse uma "novena", à noitinha e cedo. Na forma
mais ecnumênica ainda possível.
um abraço, e arquivei para reler
andre.
Andre Pessego · São Paulo (SP) · 8/1/2008 11:54
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André,
Bem aventurados os bertioguenses, os Indaiadenses, os vistalindenses e, principalmente os itaguerenses (ô paz boa, sô!)
Bem aventurado você também, é claro, que pode curtir isto tudo aí na boa.
Abs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 8/1/2008 12:00
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Acredito na magia das crenças, na beleza das cores que nós compomos junto à natureza.
Pela primeira vez, ofertei flores brancas a Iemanja, este ano. No meu primeiro réveillon no Rio de Janeiro.
Muita paz a todos os Espíritos Santos!
Ériton Berçaco · Muqui (ES) · 8/1/2008 15:33
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Mais que pertinente... aproveito e desejo um feliz 2008 pra todo mundo. As fotografias, querido Spírito, são um caso a parte.
Um abraço.
FILIPE MAMEDE · Natal (RN) · 8/1/2008 15:40
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Ériton,
...E paz também para os demais membros de todas as Santíssimas Trindades.
Filipe,
Pois é, como vimos, o Uruguay é aqui.
Abs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 8/1/2008 15:44
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Parabens pelo belo texto e continue na passagem do ano a sonhar, porque nos sonhos as perdidas balas nao o atingirão(ainda)...abrs.
victorvapf · Belo Horizonte (MG) · 8/1/2008 16:00
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salve Iemanjá, rainha e mãe!
"rosas pra Iemanjá, eu vou levar,
Deusa do mar ou divindade, protege tanto a gente,
me dá vontade de cantar, linda sereia!"
adorei a colaboração, votei e fiquei curiosa sobre o comentário q sumiu...
Rosa Campello · Recife (PE) · 8/1/2008 17:52
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Querido Spirito:
"Tentei, juro por Deus, encontrar alguma diferença transcendental entre o foguetório do Rio de Janeiro e o de Sidney, Austrália, ou mesmo entre o foguetório da China e o da Quinta Avenida, Nova York e não consegui ver diferença alguma (talvez seja porque esta, de ficar medindo foguetório, não é mesmo a minha praia.) "
Acho que você esteve procurando algo que entre as preocupações dos organizadores de foguetórios. Nenhum deles jamais quis "ser diferente". Maior, talvez, mas diferente nunca. Pense num Shopping Center. A lógica é a mesma!
beijos e abraços do
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras (PI) · 8/1/2008 18:13
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Querido Spirito:
"Tentei, juro por Deus, encontrar alguma diferença transcendental entre o foguetório do Rio de Janeiro e o de Sidney, Austrália, ou mesmo entre o foguetório da China e o da Quinta Avenida, Nova York e não consegui ver diferença alguma (talvez seja porque esta, de ficar medindo foguetório, não é mesmo a minha praia.) "
Acho que você esteve procurando algo inexistente entre as preocupações dos organizadores de foguetórios. Nenhum deles jamais quis "ser diferente". Maior, talvez, mas, diferente, nunca. Pense num Shopping Center. A lógica é a mesma!
beijos e abraços do
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
(desculpe, o primeiro saiu trucado)
Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras (PI) · 8/1/2008 18:17
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Spirito
Minha Mainha
Ela veio até a mim nas águas do mar em um julho,
mas nas águas do litoral norte paulista,
Há muito tempo... e foi um milagre.
Milagre mesmo.
"Pura Emoção", como você diz.
Minha Mainha.
Continue tua Fé.
Mais bela do que qualquer Luz .
abç.
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 8/1/2008 18:43
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Confesso que fui ver o foguetório em Copacabana...E foi lindo!
A diferença, querido Andarilho, talvez esteja na religiosidade do nosso povo. Muitos se vestem de branco, colocam oferendas ao mar para Yemanjá, acendem velas, jogam flores.
Os fogos, agora, saem de cima de balsas, atracadas perto da praia. A areia fica tomada de gente de todos os cantos. O céu se ilumina de vermelho, aul, branco, roxo! E o brinde é com cerveja!
Acho que em Sidnei não deve ser assim...E em Nova York todos se vestem de preto!
crispinga · Rio de Janeiro (RJ) · 8/1/2008 18:52
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Querida Crispinga:
^Dizer que a diferença ente dois foguetórios está na cor da roupa ou na religiosidade dos assistentes é mais ou menos dizer que dois vestidos de noiva não são iguais porque, afinal, as noivas são diferentes, os noivos, os padrinhos... até a igreja é diferente, não acha não?
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras (PI) · 8/1/2008 20:51
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Andarilho polêmico,
Você está convidado a pular as setes ondas comigo, em Copacabana, no próximo Ano Novo! Depois a gente conta!
BJOCA! :)
crispinga · Rio de Janeiro (RJ) · 8/1/2008 23:24
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Cris,
Tá difícil. E a artrite? E o reumatismo? E o bico-de-papagaio?
Ficamos na beirinha mesmo. Pulamos sete espuminhas. Não tá bom não?
Abs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 9/1/2008 06:37
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(...E nem era comigo o chiste.)
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 9/1/2008 07:59
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Spirito,
Pularemos sete espuminhas mas se Yemanjá estiver braba ...Vai ser "caixote", na certa! :) !!!
Beijos!
crispinga · Rio de Janeiro (RJ) · 9/1/2008 09:32
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...E não nos esqueçamos de que ainda vamos ter que 'desencaixotar' o Joca da onda braba dela, certo? Deus nos salve de não nos afogarmos todos.
Valei-me - e perdoa-me - mãe Yemanjá!
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 9/1/2008 10:02
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Chama o salva-vidas!!!!!!!!! :)
crispinga · Rio de Janeiro (RJ) · 9/1/2008 10:31
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Queridos Crispinga e Spirito:
Não se preocupem comigo: tou fora!
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras (PI) · 9/1/2008 12:33
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Fora d'água? Então tá. Que alívio (só que acabou com a brincadeira, né?) rsrsrsrs
Abs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 9/1/2008 16:49
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ah, aqui, em recife, a gente não pula as 7 ondas, não. a gente mergulha na 3ª onda, ou, no mínimo, joga água na cabeça na 3ª onda e diz: Odo miô! bjs, rosa
Rosa Campello · Recife (PE) · 9/1/2008 19:18
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Rosa,
Então... assim já está mais dentro da minha capacidade física. Respiro fundo, me concentro num aquecimento na primeira e na segunda onda, na terceira, dou uma aguadinha na cabeça (não muita pra não gripar) e pronto: Tá feita a obrigação.
Odo miô pra você também. Tudo de bom!
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 9/1/2008 19:31
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Armemo-nos das lâminas afiadas da ironia e combatamos a estupidez dos lançadores de rojões. Humilde sugestão: Resoluções de Ano-Novo.
Mangabeira · Natal (RN) · 10/1/2008 18:16
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Mangabeira,
Fui lá na Confraria e gostei muito da tua ironia (principalmente do sarcasmo, que eu adoro)
Fiquei teu fã sincero e voltarei por lá, outras vezes, mesmo sem convite.
Abs
Spírito Santo · Rio de Janeiro (RJ) · 10/1/2008 18:52
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Por favor! Prescinda de convites. Ou melhor, considere-se, para todo o sempre, convidadíssimo, Spírito. Visite-nos e sinta-se à vontade para contribuir, se desejar. Em tempo: a admiração que me confessas é recíproca! Abçs,
www.ovisnigra.org - mangabeira@ovisnigra.org
Mangabeira · Natal (RN) · 10/1/2008 19:58
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Sabes Spírito,
Recebi com muita alegria o teu comentário no meu postado aquele da praia que pensas uma ilha deserta que não é porque a hora é que de lavantar o sol e algumas razões deve haver pra que ninguém lá esteja a não ser eu olhando o mar, o morro, o céu e penando em achar meu amor querido.
Aqui no sul, no Rio Grande e em Santa Catarina, algumas comunidades fazem as reverências e obrigações para Iemanjá em dois de fevereiro, dia também, em Porto Alegre, da padroeira dos navegantes, procissão que desde o crime do bateau mouche virou pedestre e só meia dúzia de barcos a acompanham. Ela sai da Igreja de Nossa Senhora dos Pretos Pobres do Rosário e vai até a casa dela a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, uns quatro a cinco quilômetros de andança, muita conversa sobre tudo e depois da missa, uma festa até com muita música e shows de palco hoje em dia, durante toda a tarde, que a procissão acaba ali por volta de meio-dia tendo iniciado pelas oito da manhã ou antes, chova ou sol se faça.
E Iemanjá tem força em Cidreira, há muito, e em Tramandaí (praias de mar) mais recente, sendo que aqui é azul e branco que se veste e se põe barquinho também balas de mel, doces, e flores que tenham azul e branco, sendo que branco, só branco, aqui, se põe pra Oxalá.
Então, tá explicado porque fugi de foguete no dia um e ficou tudo vermelho. E também porque não via Iemanjá. Tô preparando minha caixinha de alfazema (alô, Cida!) pra dois de fevereiro, que vai ter muito tambor, que aqui é de batuque e umbanda e chamamos de alabê, acompanhado do agê de porongo e contas.
Saravá, amigo querido.
Juliaura · Porto Alegre (RS) · 10/1/2008 21:04
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