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Sebos, uma paixão
Zema Ribeiro · São Luís (MA) · 5/12/2006 13:25 · 444 votos · 38 comentários ·  
 
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overponto
Luiz Henrique Silva
Tradição e modernidade convivem harmoniosamente nos Poeme-ses
Imagens
O Bonanza resiste, numa calçada da Magalhães de Almeida
Moema Alvim no aconchego da organizada bagunça do Papiros do Egito
Chiquinho por detrás do balcão do mais novo sebo ludovicense, já referência
Um passeio pelos sebos de São Luís do Maranhão. Entre tradição, modernidade, paixões e idealismos, a resistência de um ofício – infelizmente – quase em extinção.

Andar por São Luís é, por si só, um passeio ao passado. Se por um lado a cidade tem uma das mais novas frotas de veículos do país, por outro, o Patrimônio Histórico da Humanidade, título outorgado à Ilha há quase dez anos, conserva – às vezes nem tanto assim – os imponentes casarões de séculos passados.

Outrora Atenas Brasileira. Hoje, em crise de identidade, a capital maranhense quer saber se é Jamaica – Ilha do Reggae, apregoam os aficionados pelo gênero musical – ou “apenas” brasileira.

As tradições literárias da capital maranhense vêm diminuindo pouco a pouco. É cada vez menor o interesse por livros, é cada vez mais difícil a publicação de obras por aqui, ao menos com o apoio de uma das esferas de governo. Os idealistas, utópicos – tolos, diriam outros – resistem.

Para os apaixonados, restam oásis neste imenso deserto: entre o mofo de velhos volumes, a paixão dos proprietários, boas doses de conversa e outros prazeres quase em desuso, os sebos resistem, apesar do cenário adverso.

São Luís é um sebo, vários sebos São Luís

Se em São Luís convivem harmoniosamente – mas nem tanto – tradição e modernidade, o mesmo acontece com os sebos da Ilha. Hoje, eles já não se resumem ao “pó, poeira, ventania” – como canta Lô Borges em uma canção não sobre sebos – e misturam-se a locadoras de dvd e cibercafés.

Curiosos foram os fatos que batizaram alguns becos de São Luís, de nomes curiosos, redunde-se – Quebra-bunda, Caga-osso – os sebos também têm, em sua origem, suas curiosidades: “caga-sebo era, no século passado, o nome que se dava aos vendedores de livros usados. As livrarias em que são vendidos volumes em segunda mão são ainda hoje chamadas sebos, mas os vendedores passam a ser sebistas”, nos conta Magalhães Júnior, em seu “Dicionário brasileiro de provérbios, locuções e ditos curiosos” (1974), citado por Márcia Cristina Delgado em sua “Cartografia sentimental de sebos e livros” (1999), obra não por acaso, comprada por um dos repórteres num sebo.

Um giro pelos sebos da Ilha

Indagada sobre há quanto tempo está no ramo de sebos, Raimunda do Nascimento Prazeres, sócia do Bonanza, na Avenida Magalhães de Almeida, Centro, não sabe precisar: “faz muito tempo. O meu marido, Antonio Prazeres, lembra que começou com o sebo nos moldes que está hoje, ainda na década de sessenta, quando ainda era adolescente”.

Com aproximadamente quatrocentos livros, de seu acervo particular, José de Ribamar Silva Filho, o Riba do Poeme-se, entrou no mercado há dezesseis anos. No formato “loja”, é o mais velho da capital. O acervo cresceu e soma hoje mais de 30 mil volumes e cinco mil cds, principalmente de música maranhense. O sebo, que atende em dois pontos – Praia Grande e Rua do Sol – é também um aconchegante cibercafé.

Farmacêutica com mestrado em Parasitologia e especialização em Entomologia, Moema Alvim trilhou caminho parecido com o de Riba: ao se aposentar como professora da Universidade Federal do Maranhão, abriu o sebo como passatempo, há 14 anos. “Nós temos cerca de 12 mil livros, três mil cds e sete mil elepês. Como professora, eu viajava muito, e também não podia comprar livros em livrarias. Aí comecei a freqüentar sebos e fui acumulando muitos livros. Quando me aposentei, não quis ficar parada”, conta ela, que contabiliza, de seu tempo como sebista para cá, a abertura de aproximadamente 20 Unidades de Ensino Superior e o fechamento de sete livrarias na capital maranhense.

Entre os sebos de São Luís, o Chico Discos – que é também locadora de dvd – é o caçula. Seu proprietário, Francisco de Assis Leitão Barbosa, que todos conhecem apenas por Chico ou Chiquinho, é um apaixonado por artes: literatura, cinema, música. Com o vasto acervo de discos, livros e dvds que tinha em casa, montou seu espaço, na Fonte do Ribeirão e hoje, com apenas um ano e meio, já é uma referência. Lá são realizados saraus, exibições de filmes para os freqüentadores mais assíduos e, atualmente, escritores maranhenses reúnem-se por lá para formular propostas de políticas públicas para a literatura, a serem entregues ao novo Secretário de Cultura do Estado, quando o novo governo tomar posse.

Etimologia dos sebos

O Papiros do Egito ganhou esse nome por ter funcionado inicialmente na Rua do Egito (Centro). O nome permanece, apesar das mudanças de endereço: após passar pela Rua dos Afogados, hoje está na Rua da Cruz. No primeiro endereço, funciona hoje uma espécie de filial, voltada apenas aos livros didáticos-escolares, sob a administração de Josilene, ex-funcionária de Moema, que não opina sobre o funcionamento da casa, apenas indicando-a aos insistentes que teimam em querer vender-lhe livros escolares.

Sobre livros escolares, Chico tem opinião formada: “Dá dinheiro, mas é um trabalho muito chato. Às vezes as pessoas compram errado, querem trocar, é uma dor de cabeça danada”. Os últimos volumes que ainda lhe restam, são vistos à entrada do sebo com uma placa indicando preços que oscilam entre R$ 0,50 e R$ 0,99. O batismo de seu sebo-locadora traz uma historinha hilária. “Ia ser Cine Discos, eu já tinha até mandado fazer a placa, quando o poeta Dyl Pires disse: 'Não, rapaz, não bota não. Bota Chico Discos'. Aí eu botei. Quando eu fui mandar fazer os recibos, a pessoa disse que deveria ser 'Chico’s Discos'. E eu disse: 'Rapaz, não. Eu sou só um'”, conta-nos entre risos.

O Poeme-se de Riba traz este nome herdado do grupo de poesia do qual o poeta – adormecido, tem na gaveta o inédito “Poema Completamente Inacabado” – fazia parte nos idos anos oitenta, que agitou a cena literária, com algum barulho e eco, em São Luís do Maranhão.

Os idealistas

Entre diversos aspectos que podem ser determinantes para a formação do acervo de um sebo, destacam-se a rotatividade e a raridade da obra. No Chico Discos, é fácil se deparar com um disco interessante, e quase sempre difícil, e ouvir como resposta para a pergunta “quanto é?”, um “esse eu não vendo”. O que não vende, Riba deixa em casa, em sua nada pequena coleção.

Moema Alvim acha que quem está (e resiste) no ramo de sebos é um idealista. Indagada sobre o mercado sebista de São Luís, responde, enfática: “É péssimo! Péssimo e não só para sebos: é para livros. Os grandes empresários abrem franquias de roupas, tênis, móveis. Mas quem abre uma livraria é um idealista, que vai ficar com livros acumulados”.

Idealista, utópico, sonhador, teimoso. No sábado em que a reportagem passou pelo Papiros do Egito, Moema contabilizava: dois clientes, até ali, quase meio-dia. Um chato cobrava um cheque: tinha, cedo, deixado uns livros ali. O repórter acabou saindo com dois discos de Egberto Gismonti nas mãos.

Perfis

O perfil dos freqüentadores de sebo muda pouco de uma casa para outra. Estudantes, professores, jornalistas, colecionadores. Hoje é possível encontrar quem vá a um sebo acessar a internet, tomar cerveja, café ou locar dvds.

Há também quem vá procurar o último best-seller da moda, após ver um livro citado em algum programa de televisão ou na lista dos mais vendidos de alguma revista. “Há clientes que não sabem procurar livros em sebos. Dão o título dos livros como se estivessem numa farmácia, entregando uma receita ao farmacêutico. O grande charme dos sebos é atirar no que se vê e acertar no que não se vê. As pessoas vêm procurar determinado título e acham outro, que às vezes já buscavam há tempos”, conta-nos Moema, entre metáforas e risos constrangidos, fazendo aí um paralelo entre os sebos e as esquinas virtuais dos hipertextos.

Raimunda Prazeres, do Bonanza, perfila seus clientes: “Nós temos todo tipo de clientes, desde colecionadores, estudantes universitários, pais de alunos do ensino fundamental e médio, até aqueles que compram apenas revistas usadas. O que é engraçado é que há pessoas que vêm aqui com vergonha de serem vistas comprando em sebo”.

Vergonhoso é, arriscamos, identificar-se como parte dessa triste estatística sebística.

Guia – Para mais, vai lá!

Bonanza – Av. Magalhães de Almeida, s/nº. Centro.
Chico Discos – Rua do Ribeirão, 319, Centro (Fonte do Ribeirão).
Papiros do Egito – Rua da Cruz, 150, Centro. Fone: (98) 3231-0910.
Poeme-se – Rua João Gualberto, 52, Praia Grande. Fone: (98) 3232-4068. Rua do Sol, 451, Centro. Fone: (98) 3221-1869. Home-page: http://www.poeme-se.com.br

Colaboraram: Luiz Henrique Silva e Ricardo Milan.

tags: São Luís MA literatura sebos mercado guia moema-alvim papiros-do-egito riba riba-do-poeme-se poeme-se chico-discos bonanza magalhaes-de-almeida centro-historico praia-grande fonte-do-ribeirao


 
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Que beleza de matéria e de fotos, hein! Força a todos esses idealistas, então. Outro dia conheci esse site, o Estante Virtual, que abarca sebos de todo o país (não sei se esses do Maranhão estão lá). É bacana ver que a tecnologia nem sempre é concorrente desses espaços, ela pode ajudar a integrá-los e vender mais. E, claro, isso de modo algum substitui o garimpo inigualável entre estantes lotadas. É apenas mais uma opção quando se busca um livro específico. Abraço!
Helena Aragão · Rio de Janeiro (RJ) · 3/12/2006 13:29 
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que bom que você gostou, helena. foi escrita a seis mãos (na verdade três, que a gente só usou as direitas, risos) com os colegas de faculdade citados aí ao final. não sei se eles já estão cadastrados aqui no overmundo (creio que sim); vou passar seu comentário (e os vindouros) a eles. abração!
Zema Ribeiro · São Luís (MA) · 3/12/2006 18:30 
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Que bom ver esse texto por aqui. Sou encantada por esses idealistas. Quando estive em São Luís conheci o Poeme-se, maravilha de sebo. Se puder dá uma olhada em um texto que acabei de publicar (está na fila de edição) sobre 3 livreiros daqui de São Paulo. Muito bom ver que essa paixão pelos livros se estende por este imenso país.
Mais uma vez, parabéns pelo texto.
Erika Morais · São Paulo (SP) · 5/12/2006 14:53 
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O link para meu texto: Mercadores de Palavras
Erika Morais · São Paulo (SP) · 5/12/2006 14:55 
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Adorei a matéria, muito interessante... agora tenho mais motivos para visitar São Luís.
Um comentário paralelo: abrem-se na cidade 20 unidades de ensino superior e fecham-se sete livrarias. Como é que há tanto "ensino superior" sem fontes de leitura?
Abraços e parabéns.
Pedro Gontijo · Brasília (DF) · 5/12/2006 15:49 
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erika, também os adoro. aliás, que seria de mim sem os sebistas, idealistas? vou já ver seu texto.
pedro, pois é, um contrasenso, hein? foi exatamente o que moema quis mostrar.
ambos: abraços!
Zema Ribeiro · São Luís (MA) · 5/12/2006 16:17 
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Grande Zema, é importante sempre salientar a cultura regional, seja ela na forma escrita, musicada, filmada, quaisquer que seja. A questão dos livros, abordada nesta bela matéria demonstra como estamos perdendo nossa identidade cultural, em nome de uma velocidade virtual cada vez menos benéfica. Em relação as tradições literárias maranhenses, tão influentes outrora, torna-se lamentável notar a falta de interesse por parte da maior parte da população, e isso não se trata de um fenômeno exclusivo da ilha, nem do maranhão, nem do nordeste, nem do Brasil, e sim mundial. Iniciativas que incentivem o resgate do bom e velho livro devem ser sempre encorajadas. Parabéns!
Chico Piancó · Fortaleza (CE) · 5/12/2006 18:49 
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grande chico piancó, saudades. obrigado pelo comentário e elogios. e viva o bom e velho livro! e vivam os bons e velhos sebos! abração!
Zema Ribeiro · São Luís (MA) · 5/12/2006 18:58 
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Belo texto, Zema. São Luís é um sebo, vários sebos São Luís ... bela frase! Bela foto, tb! Visitarei, em breve, os sebos daí ( quem sabe!?).
Bjos!
Cipy Lopes · Salvador (BA) · 5/12/2006 23:28 
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cipy, chérie... a ilha, os sebos da ilha e este ilhéu te esperam. abraço!
Zema Ribeiro · São Luís (MA) · 5/12/2006 23:31 
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bônus: as entrevistas de chico e moema (chico discos e papiros do egito, respectivamente) em http://zemaribeiro.blogspot.com
a quem interessar possa. abraço!
Zema Ribeiro · São Luís (MA) · 6/12/2006 01:12 
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Helena, o Estante Virtual é ótimo! Eu estava conversando com alguns amigos outro dia no Rio e descobri que está todo mundo usando e supersatisfeito. Alguém já escreveu uma matéria sobre? Posso entrevistar o pessoal de lá e escrever.
Fábio Fernandes · São Paulo (SP) · 6/12/2006 09:23 
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Boa matéria, Zema. Quando for à São Luís, você será meu guia pelos sebos da city. Abraçácaro!
marcelo sahea · Santa Maria (RS) · 6/12/2006 10:00 
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fábio, vou ver com a turma daqui se eles já estão no site.
sahea, com todo prazer.
abração!
Zema Ribeiro · São Luís (MA) · 6/12/2006 10:22 
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boa matéria! em niterói temos muitos sebos, muitos empoeirados e caquéticos, mas vivos, pois a cidade tem milhares de estudantes universitários.
Guilherme Mattoso · Niterói (RJ) · 6/12/2006 11:50 
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mattoso: empoeirados e caquéticos ou moderinhos, os sebos são fundamentais. viva eles! viva niterói! abraço!
Zema Ribeiro · São Luís (MA) · 6/12/2006 12:22 
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Zema, como sempre, belas máterias! Parabéns!
Milla Camões · São Luís (MA) · 6/12/2006 15:31 
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gracias, milla. abração!
Zema Ribeiro · São Luís (MA) · 6/12/2006 15:34 
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Grande Zema, sempre dando show!!

Abraços brother!
Pedro Almeida · São Luís (MA) · 6/12/2006 15:44 
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gracias, pedrinho. bom vê-lo por aqui. abração!
Zema Ribeiro · São Luís (MA) · 6/12/2006 15:46 
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Oi Zema, parabéns pela matéria. Eu estava com vontade de conhecer a ilha por conta dos Lençóis, mas agora tenho delicioso motivo a mais. Aqui em recife tem a Rua da Roda onde se concentram vários sebos, tem também a livraria Brandão que é um sebo mais que organizado, mas peca por ser muito caro. E eu, tive a honra de trabalhar com o maior livreiro daqui que é - ou era, melhor dizendo, está aposentado, foi a última notícia que tive dele - o Melquisedeque, que já foi matéria da Continente Multicultural. Como foi escrito na sua matéria, é um prazer diferente porque tem isso de voce conversar com o livreiro, trocar idéias. Com o Melquesedeque, quando eu era apenas cliente assídua do Boxe dele, tomávamos uma cerveja ou um vinho enquanto conversavámos sobre obras e autores e outras coisas interessantes. Depois fui trabalhar com ele, eu me sentia numa ilha, cercada de livros por todos os lados. É muito prazeroso ler uma matéria como a sua e descobrir que os sebos resistem e hão de resistir, quem viver, verá.
Beijo.
Dora Nascimento · Olinda (PE) · 6/12/2006 19:04 
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Zema, conheci o sebo Poeme-se quando lá estive e gostei muito. Aliás, o centro histórico de São Luiz é o mais interessante do nordeste com muitos barzinhos, lojas de artezanato e shows de regae em plena rua. Foi a melhor viagem da minha vida. Tenho saudades. E esse seu texto me trouxe de volta os dias em que passei aí.
abração
Julio Cesar Corrêa · Rio de Janeiro (RJ) · 6/12/2006 19:55 
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dora, a ilha e seus sebos te esperam. com chiquinho a gente sempre bebe um pouco, com moema, meu irmão acabou trabalhando um tempo.
julio, volte quando puder.
abração!
Zema Ribeiro · São Luís (MA) · 6/12/2006 23:27 
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Parabens Zema a mtéria tá ótima! Gostosa de ler. Faz muito tempo q estive em São Luis e ainda naum tinha me contaminado(eu acho) com o virus da bibliofilia. Adoro sebos e livros. Especialmente os raros. Pra mim sebo hoje em dia é um $ério problema, pq se tenho 100 gasto os 100.

Helena q legal isso. Adorei o estante já fui e ja pesquisei e encontrei o Mircea Eliade q eu adoro e faltava pra minha coleçao. Um grande abraço e obrigado.


Claudiocareca · Cuiabá (MT) · 7/12/2006 13:08 
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gracias, claudio. também sofro desse mal, ao que me parece, incurável. abração!
Zema Ribeiro · São Luís (MA) · 7/12/2006 14:50 
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Fabio, faz matéria sobre o Estante Virtual pra cá sim! Eu conversei com o cara recentemente e pareceu bem bacana mesmo. Tenho certeza que você faria uma matéria com muitos pontos importantes, ainda mais essa repercussão entre os livreiros!
Helena Aragão · Rio de Janeiro (RJ) · 8/12/2006 14:13 
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markinho salve zema gostei muito da materia e gosteria de me correponder mais com voce,sou um frenquentador pricipalmente desse da praia grande,tô escrevendo prá voce e ouvindo zeca baleiro como se sabe um bom frequentador de sebos.
abraço com carinho
markinho06
markinho · São Luís (MA) · 9/12/2006 10:24 
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markinho, obrigado. será um prazer. abração!
Zema Ribeiro · São Luís (MA) · 9/12/2006 20:11 
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parabéns Zema! matéria completa e muito bem escrita.
beijão,
Francinne
Francinne Amarante · Brasília (DF) · 12/12/2006 21:51 
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obrigado, fran. sempre generosa. abração!
Zema Ribeiro · São Luís (MA) · 13/12/2006 09:27 
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adorei, zema!
prazer e parabéns
NatashaCorbelino · Rio de Janeiro (RJ) · 22/1/2007 02:10 
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obrigado! o prazer é meu! abraço!
Zema Ribeiro · São Luís (MA) · 22/1/2007 09:13 
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Helena, eu nem tinha visto o teu último comentário. Será que ainda rola matéria sobre o Estante Virtual? Posso escrever agora no carnaval.
Fábio Fernandes · São Paulo (SP) · 17/2/2007 10:11 
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O texto é mais que um roteiro de sebos; é uma declaração de amor aos livros. Conheci esses becos quando estive na ilha. E, confesso, que, lendo seu texto, fiquei com uma saudade danada dessa terra boa. Força e luz, Zema. Abraços
Z.A. Feitosa · Marizópolis (PB) · 2/5/2008 01:46 
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feitosa, agradecido por suas palavras e feliz em ter despertado um sentimento bom em relação à terrinha. grande abraço!
Zema Ribeiro · São Luís (MA) · 2/5/2008 09:22 
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Marta Rodrigues Muito bom, gostei. Contos eroticos
Marta Rodrigues · São Paulo (SP) · 27/9/2008 02:18 
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gracias, marta! abração!
Zema Ribeiro · São Luís (MA) · 27/9/2008 15:21 
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Marta Rodrigues Muito bom... Sexo
Marta Rodrigues · São Paulo (SP) · 3/10/2008 02:32 
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