Serra da Mesa é uma região que abrigava grande população indígena como ava-canoeiro, krahô, tapuios e tantos outros que foram massacrados ou fugiram da escravidão.
Espantoso é que a maioria das pessoas nao conhecem indios, estes foram expulsos de suas terras para dar lugar à colonização.Alguem até estranha quando ouve que é descendente de indigena. É comum ouvi dizer:
- Não gosto, tenho medo de índio. Indio é preguiçoso...
O que de mais bonito a natureza tem, o homem depredou: os rios, as matas, os animais e os índios.
O Memorial Serra da Mesa com a Semana Indígena busca a memória esquecida e de forma concreta apresenta a alunos e turistas como viviam os indios, mostrando que para se ter vida saudável no planeta as pessoas precisam aprender a viver como esse povo de uma cultura milenar que sabe preservar a natureza.
Por aqui já passaram Funi-o, Kariri-Xocó, Yawalapiti, Krahô, Tapuios, Tapirapé, Ava- canoeiro e independente da etnia, todos eles deixaram uma lição:
A terra é sagrada, a criança é simbolo de vida futura e o velho é simbolo de sabedoria.
A cada contato com o indígena o ser chamado "homem branco" se vê pequeno diante da grandiosidade do saber desse homem "não civilizado".
Talvez ser chamado de "não civilizado" seja motivo de orgulho para o índio, pois assim ele é puro diante do que a civilização criou e que o afasta de seu mundo particular.
A cada encontro com a cultura indígena se aprende como respeitar a natureza de um modo especial, ver a beleza interior do ser humano e saber que vida precisa ser vivida com prazer.
O ano de 2011 começou com novo governo e em nenhum momento foi citado a causa indigena, ela fica em segundo plano. As grandes hidrelétricas vão se formando, o dinheiro flui e desaparece como tambem vão desaparecendo as riquezas naturais e a felicidade do homem.
O Professor Ribamar Bessa dentro do saber acadêmico fala da questão indígena e como tantos outros que conhecem bem, é um grande defensor da causa indígena. E assim ele vai poetisando com as palavras do "Pajé que fala com as árvores!
Talvez em um futuro próximo falar em "indio" seja só uma lembrança de um tempo bom em que havia rios de aguas límpidas, de montanhas verdes e muitos animais ...
Saudosos os homens "civilizados" conhecerão só histórias e fotos desse tempo distante onde ainda existiam homens "não civilizados" conhecidos por índios.
Que Nhanderu, Papã, Tupã e tantos outros deuses protejam os homens e o Grande Criador conserve a populaçao indígena sobre a Terra.
Que maravilha, querida Sinva!
Fico feliz em voltar a ler algumas matérias e, logo d ecara, me deparar com uma tua.
Bj grande do amigo paulistano
Que Tupã abra os olhos, ouvidos e corações do homem branco para os sofrimentos dos irmãos índios, antes que seja tarde demais.
catengo · Brasília, DF 20/4/2011 11:14
Fico sempre muito contente quando voce faz suas
postagens, sempre magnifícas e esperançosas
um forte abraço
andré
Higor, Andre, Jean que bom ouvir os comentários seus. Com alguns errinhos o texto ainda saiu, ando na correria.
Pois é, estamos com indigenas e alunos nesses 3 dias, uma grande festa muito proveitosa!
obrigada a todos
Sinvaliine,
Texto bem escrito e pertinente. Quando li avá canoeiro logo me lembrei de uma belissima canção do Milton Nascimento que tem a ver com as questões que você aborda.
Será que as artes não podem ser um canal para reconectar os descendentes com seus ancestrais?
Abraço,
Obrigada Zezito. Sim, as artes podem ser um canal, o dificil é fazer isso sem apoio das autoridades competentes.
Sinvaline · Uruaçu, GO 21/4/2011 10:41
Sinva
Votado, lido e republicado no Blog da Comissão Goiana de Folclore
Sinvaline e todos (as),
Descobri um clipe da música a quall me referi
Aqui
Em minha opinião, vale a pena um projeto para as escolas, utilizando as belas músicas que a criatividade e sensibilidade dos compositores brasileiros foram capazes de criar. Há composições belíssimas de Caetano, Beto Guedes, Renato Russo e etc.
Esse projeto pode ser direcionado para estados do norte e do centro oeste que possuem um grande número de descendentes diretos.
É uma forma de nos comunicarmos com as novas gerações através da mente e do coração. A música e as outras linguagens artísticas possibilitam isto.
Abraço,
Boa ideia. aqui no Memorial recebemos escolas que assistem videos, ouvem músicas e interagem com indigenas. A cada evento trazemos etnias diferentes. Mas a ideia sua é otima, fazer esse trabalho em todas as escolas. ate porque o curriculo escolar nao tem uma disciplina especifica que aprofunda mais a questão indigena que é taão importante
abraços
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