SERTÃO NORDESTINO - A SENTINELA

autor desconhecido
A juventude na sentinela: conhecer e ou manter os laços familiares
1
Andre Pessego · São Paulo, SP
3/7/2008 · 407 · 61
 

O nordestino cantou aos seus também no ato da morte. Os Bem-Ditos cantados em louvor ao morrer é dos cânticos mais belos que existem. A recepção aos mortos se doída, indesejada, não encerrava tristeza. O crer na Vida Eterna não dava margem ao velar. Prestava-se, ao que partia, corpo presente em Sentinela, exatamente com o significado do verbo sentir.
Dos cânticos do sertão nordestino: o aboio; os Bem-Ditos; as ladainhas; as 'incelências", são sem dúvida - siameses. O aboio, o mais loquáz e geral dos cânticos humanos; os Bem-Ditos, dos mais sublimes; as ladainhas dos cantares mais chamativos; e os Bem-Ditos por excelência, (ou as incelências), a comunicação com melhor sentido de transcedência. (Tocante, e não triste).

A PRIMEIRA INCELÊNCIA
Uma incelência - minha Virgem da Vitória,
Despeça desta alma que ela hoje vai s'embora;
Ela hoje vai s'embora - vai com dor no coração:
Despeça de seu povo e diga adeus seus irimãos - (voz por dentro);
Despeça de seu povo e diga adeus seus irimãos - (voz por fora).

Em ordem crescente.....

Sete incelências minha Virgem da Vitória,
Despeça desta alma que ela hoje vai s'embora;
Ela hoje vai s'embora - vai com dor no coração:
Despeça de seu povo e diga adeus seus irimãos - (voz por dentro)
Despeça de seu povo e diga adeus seus irimãos - (voz por fora).

Este canto por excelência apresenta o falecido aos seus amigos, aos seus parentes, aos seus familiares. É a notícia, a confirmação, o atestado de óbito. O irreversível. Cantada em ordem crescente (não pode ser interrompida, quebrada)(2). Até final do séc. XIX era de doze repetições cada incelência. No Sec. XX, desde fins do primeiro quartel, passou a ser de sete. Cantada a qualquer hora durante a sentinela. As sete repetições atuais eu próprio atribuo ao já decrescente numero de filhos, já visível no início do Sec. XX.
Num primeiro instante ao redor do catre improvisado onde repousa o corpo na espera do caixão confeccionado ali mesmo ou nas imediações, para logo os presentes irem se acomodando no espaço e no tempo, conforme o grau de parentesco e também dos interesses, das idades. Principalmente das idades.
Na espera do tempo universal de 24 horas que dura a sentinela. As rezadeiras entoam o aviso, o chamamento. A incelência avisa a proximidade da partida, a saída do corpo:

A ANTEPENÚLTIMA HORA

Os carregador já chegou,
Esta alma já vai s'embora.
Uma incelência da virgem - Senhora dai boa hora! (voz por dentro)
Uma incelência da virgem - Senhora dai boa hora.. (voz por fora)

em ordem crescente

Os carregador já chegou,
esta alma já vai s'embora,
sete incelências da virgem - Senhora dai boa hora ! (voz por dentro)
sete incelências da virgem - Senhora dai boa hora...( voz por fora)

Lamentavelmente os dicionaristas do Brasil, todos, ignoraram o vocábulo SENTINELA, com o sentido que ela teve no sertão nordestino, ainda tem.
Dos intelectuais escritores Silvio Romero, Euclides da Cunha, Câmara Cascudo, Gilberto Freyre lhe fazem referência. Trazidos alguns dos versos de Portugal, (1), de pontos diversos a sentinela cultivada aqui, é enriquecida pela cultura indígena. Criou asas ao fundir com o hábito africano de cantar seus mortos. A melodia foi enriquecida ainda em Portugal, pelo Sec. XV, com as primeiras levas de escravo negros. Chega no Brasil já modelada. No nordeste pastoril, impulsionada pela ausência das senzalas e pela distância do Poder de Estado, cria asas. Aqui, sedimentada, ainda pela presença espiritual do Cristianismo misturado com as crenças quer do indígena quer do africano, ganha a plástica da mistura do sentimento: a perda do falecido, é motivo para encontros, as oportunidades para o namoro, ponto alto para a alcovitice, em tudo o entrelaçamento social. Assim é a sentinela - dor e alegria. Me arrisco a dizer, mais alegria que dor

Em toda a vida social do Brasil quatro atividades de mulheres fizeram a nossa matriz social/familiar:
a) A parteira, sempre esperada por confiança e amor;
b) a rezadeiras de terço - buscada com referencial quase de eleita;

c) as rezadeiras de sentinelas e
d) as condutoras de sentinela. Para estas duas últimas não havia convite, chamado. Estava claro , implícito: considerações e dever. Enquanto as rezadeiras cuidava da alma do morto. A condutora de sentinela geria a vida dos vivos e ultimavam a permanência do falecido. Como uma máxima: "Vamos gente, está na hora, só se tinha 24 horas. Acabaram, se não for enterrado fede". Dito, seca e placidamente.

O ADEUS, A DESCIDA À TERRA.

Éramos sete irimãos juntos - que ganhei lá no Paraíso,
Adeus irimão adeus - adeus, até dia de juízo (voz por dentro)
Adeus irimão adeus - adeus, até dia de juízo, (voz por fora).

Em ordem decrescente ( a única)

Éramos dois irimãos juntos - que ganhei lá no Paraíso,
Adeus irimão, adeus - adeus, até dia de juízo - (voz por dentro)
Adeus irimão, adeus - adeus, até dia de juízo - (voz por fora).

Com o falecido eram enterradas muitas malquerenças, inimizades; por outro lado a Sentinela dá margem ao nascimento de muitas e de tantas amizades novas. Tantos entrelaçar de famílias via casamento, nascidos ali, sob auspícios do morto.
Na sentinela, em seus bem-ditos, nas suas incelências não cabiam instrumento outro, nem mesmo a rebeca tão presente em tudo, não cabia na Sentinela. A sentinela era um ato solitário.........
E assim a sentinela plantou a pessoa no sertão...........
.......................................................................................
.............................................................................................
(1) Em Os Sertões Euclides se mostra surpreso com o rezar nas sentinelas; Cascudo faz referência aos bem-ditos, mas não se refere à sentinela, as considerações estão no vocábulo "velório". Gilberto em Casa Grande e Senzala até dar-lhe certa plástica.
(2). Aqui posto as incelências, entre reticências, na verdade não sei se poderia eu fazer isto. No texto rascunhado elas estão inteiras, com todas as repetições.
Dia 31 de maio, deste ano de 2008, nas comemorações do encerramento do Mês de Maria, festividade realizada na sede da UCRAN, (União dos Cantadores Repentistas e Apologistas do Nordeste), no Cambuci, em São Paulo, Capital, conversando com o Dep. Aldo Rebelo este me falava ter ficado uns 30 anos sem ter estado presente em uma sentinela. E para sua felicidade, ainda naquele mês de maio, em sua terra - Alagoas estivera presente na Sentinela do pai de um amigo de infância.
E Aldo me sugeriu a escrever algo, do que me lembrasse sobre as Sentinelas....


Autoria: Andre Pessego
Colaborador do www.portalcapoeira.com

compartilhe

comentários feed

+ comentar
Andre Pessego
 

ILHA,
Como tenho falado aqui, sou um técnico, ainda eletro-mecânico, um analfa em cibernética. Boa sugestão. Vou ver se consigo pegar a minha filha amanhã e gravar alguma coisa para postar junto já que sobra espaço
abraços
andre.
É o que se chama jocosamente de Carpideira. O termo foi inventado na interiorização das Santas Missões, as "Entradas serão a dentro da Igreja Católica". Nós, o nordestino propriamente dito vemos o termo meio de soslaio.
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 1/7/2008 22:29
sua opinião: subir
Regina Lyra
 

André,
Seu texto é de suma importância.
O conhecimento que passa de pai para filho.
Agora ele se desdobra e quantos mais conhecerão
sobre tudo que escreveste?
Parabens pela pelo tema e por ter sido estimulado
a escrevê-lo.
Escreva, escreva sempre.
Beijos,
Regina

Regina Lyra · João Pessoa, PB 2/7/2008 02:17
sua opinião: subir
MarcilioMedeiros
 

André,
Inaugurando a votação...
Você trouxe à tona um tema tão pouco explorado - o dos rituais fúnebres nordestinos-, mas de uma riqueza cultural imensa, que está praticamente se perdendo. Bravo!
Abs,

MarcilioMedeiros · Aracaju, SE 2/7/2008 19:42
sua opinião: subir
Raiblue
 

Bravo,ANDRÉ!!!

Grande pesquisa!!!
Uma forma de resgatar essa cultura espalhada por aí e que vai sendo perdida,esquecida pelo tempo...,mas que faz parte da história do nosso país... e suas regiões tão ricas em 'coisas' da terra!

Excelente iniciativa!
Parabéns,meu lindo!
um beijo azulcarinhoso...
Raiblue

Raiblue · Salvador, BA 2/7/2008 20:15
sua opinião: subir
azuirfilho
 

Andre Pessego · São Paulo (SP
SERTÃO NORDESTINO - A SENTINELA

Maravilhoso o Trabalho de Informacáo da gente como também o próprio costume Cultural, que náo deixa o parente do finado sozinho com sua dor e perda.
Derepente é a forma das comunidades mais pobres estarem juntos dos que perderam seus parentes e até mesmo arrimos principalmente.
Acho extraordinário porque é um Grande exemplo de solidariedade.
Gostei muito.
Vou votar agora já com todo carinho e admiracáo
Parabéns Mestre André.
O Senhor é um Grande Benfeitor do Nosso Overmundo.
Abração Fraterno

azuirfilho · Campinas, SP 2/7/2008 21:00
sua opinião: subir
Adroaldo Bauer
 

Pois Mestre André, fui trazido do meu Piauí querido, nascido que sou da Parnaíba, com apenas ano e mês. E aqui, no Rio Grande, sou urbano desde que cheguei.
O máximo que perto chega-se de algo parecido com o que ocorre na Sentinela com brilho por ti descrita, é a ladainha, tirada a terço... e, de congraçamento, na cidade, pelo menos, costuma-se beber o defunto, que é uma roda de amigos do falecido que passa o copo de pinga de mão em mão, em muitas delas substituído pelo chimarão.
Boa memória, Mestre andré.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 2/7/2008 21:25
sua opinião: subir
Cintia Thome
 

Andre

Muito bom trazer os rituais fúnebres dos nordestinos, os cânticos, louvações, muito ricos em sentimentos inexistentes em grande parte das gdes. metrópoles, capitais brasileiras. Lembro-me de criança quando fui ao enterro em Campinas, de uma família de origem do nordeste e vi alguns cantos diferentes, carpideiras...e lembro-me do enterro de uma amiga de minha avó, também portuguesa, com ladainhas que nunca mais vi e ouvi...È triste e de muito respeito.Gostei deste postado, muito interessante e rico em coisas já quase extintas.

Cintia Thome · São Paulo, SP 2/7/2008 22:36
sua opinião: subir
Pedro Monteiro
 

Muito bem Caríssimo Amigo André Pêssego.
É Sentinela, sim Senhor!
Eu também sou resultado da Diáspora Piauiense, e posso confirmar o que dizes.
Quero parabenizá-lo pela grande bagagem que vosso texto trás, é por certo, resultado de muitas espiadas de janelas e grande empenho de pesquisa.

Abraços Mestre.

Pedro Monteiro · São Paulo, SP 2/7/2008 22:48
sua opinião: subir
graça grauna
 

André, amigo: você sabe traduzir bem a alma desse Nordeste tão mal entendido por aqueles que só consideram maravilha tudo que vem de fora. Nada contra a quem é de fora, mas aqui dentro - no coração do Nordeste - não saiu da moda achar bonito um conterrâneo sobreviver as dureza da vida e nem sai da validadecantar a morte que é parte da vida severina. E na hora de "beber o defunto" nem todos entendem que isso também pode significar felicidade ao fazer parte de uma roda de amigos-sentinela. Parabens pelo texto, pela pesquisa. Com abraçares nordestinados, Graça Graúna

graça grauna · Recife, PE 2/7/2008 23:35
sua opinião: subir
Ize
 

Ei André, meu professor de coisas importantes,
lindo de morrer!!! esse rito que acompanha o adeus àqueles que se foram. Lembrei-me de um autor que amo e que fala de como a morte pranteada publicamente trazia mais dignidade à morte e ao morto, cuja vida e os feitos eram relembrados, tal como nessas incelências tão lindas que ainda hj ocorrem no nordeste. Colocar em dia a vida daqueles que se vão é, ao mesmo tempo, permitir que os mortos se mantenham vivos. Aqui na cidade não se vê isso, pelo menos nunca vi, desde o primeiro enterro que fui de minha vó já com 16 anos. Antes nunca tinha ido, porque a morte, na modernidade, é coisa que se esconde, que criança não pode saber. Já começa na internação do doente que fica nos CTIs da vida, longe dos entes queridos, impossibilitado de morrer dignamente como se morria antes rodeado dos parentes e amigos. Morrer acompanhado deve ser muito melhor do que sozinho, né não? Sabe de uma coisa? Vc não vai acreditar: achei num desses baús de guardados o diário dos últimos dias do meu bisavô, registrado por um de seus 14 filhos. Coisa de impressionar. Caramba poderia ficar horas falando sobre isso sem a menor morbidez. Ia até dizer que era assim que eu gostaria de me ir desta para a outra, mas pra falar a verdade prefiro ficar por aqui mesmo.
Benção meu mestre. Todo meu respeito pra vc.
Beijo grande
da Ize

Ize · Rio de Janeiro, RJ 2/7/2008 23:36
sua opinião: subir
Saramar
 

André, meu mestre, sempre.
Esta sua lição provocou inúmeros sentimentos.
Ando aqui, desde o início da leitura, com alguma quase lembrança sobre este assunto e que não me chega no momento, algo da infância, algo lido, não sei.
Mas, veja que coisa, lembrei-me das tradições católicas irlandesas porque, no século XVIII, em meio ao sofrimento imenso daquele povo, toda morte era igualmente encontro dos vivos, ocasião de reforçar laços familiares e criar outros, pelo namoro durante a "sentinela" e até das tramas políticas contra o dominador britânico.

Infelizmente, nada sei sobre os rituais africanos da morte, que imagino belíssimos, como são os de celebrar o nascimento e a vida (bem que poderia indicar algo para esta ignorante admiradora sua).
Agora me lembro, já ouvi algum canto de incelênçia, mas ainda não lembrei onde.

De triste em toda essa beleza é a ignorância e o esquecimento. A ignorância dos dicionaristas sobre este costume, como você ressaltou. E o esquecimento destes rituais de morte, tão necessários aos que ficam.

Obrigada, meu mestre.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 3/7/2008 00:18
sua opinião: subir
Saramar
 

André, voltei. Perdoe-me pelo excesso.

Fiquei pensando, depois de reler, no quanto a morte, hoje, é desumanizada e nos rituais modernos de morrer.
É muito mais triste morrer sanitariamente.
É tão triste morrer sozinho.
É mortalmente triste morrer acompanhado apenas pela discrição elegante e fria.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 3/7/2008 00:23
sua opinião: subir
Compulsão Diária
 

André, beleza de pesquisa. Esse ritual dos mortos é importantíssimo para a alma dos ficam. Luto, quando bem feito revigora a vida.
Este seu trabalho tem toda a minha admiração.
Parabéns, querido
Adorei
um beijo

Compulsão Diária · São Paulo, SP 3/7/2008 00:54
sua opinião: subir
Regina Lyra
 

André,
Texto de boa leitura e aprendizado,
Voltei para reler.
Aproveito deixo meus votos.
Beijos e boa noite,
Regina

Regina Lyra · João Pessoa, PB 3/7/2008 01:18
sua opinião: subir
clara arruda
 

Andre meu querido.Cheguei atrasada rsrs Mas vc sabe pq.
te amo meu querido.Agradeço por sua amizade e sempre por suas palavras.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 3/7/2008 03:30
sua opinião: subir
Lioviola
 

mestre andré.

voce trouxe de volta uma tradição, que o tempo está consumindo,de um povo que está sendo bombardeado de besteiras, via cultura massificada, globalizada literalmente.
viva vc,que vez por outra nos presenteia com estas pérolas.

André, vou ver se consigo te mandar uma cópia de um DVD, de um documentario, da tv cultura, doc tv.

uma cruz, uma história, um caminho.

tem a participação do meu pai.
grande abraço, poeta.
mande notícias.

Lioviola · Carnaíba, PE 3/7/2008 08:37
sua opinião: subir
JACK CORREIA
 

Eu, como boa nordestina, deixo aqui o meu voto e te parabenizo pelo postado. Abraço.

JACK CORREIA · Crato, CE 3/7/2008 11:16
sua opinião: subir
silviaraujomotta
 

Quanta massa cinzenta!
Gostei.
Um bj
Sílvia

silviaraujomotta · Belo Horizonte, MG 3/7/2008 12:30
sua opinião: subir
ayruman
 

Viva a Alma Brasileiras. Voto dado, mesmo atrasado.

ayruman · Cuiabá, MT 3/7/2008 13:01
sua opinião: subir
Igor Janiel
 

Pois é cara
valorizar a cultura regional nordestina é essencial para eternizar tais manifestações.
Parabéns por tão digna iniciativa.
VOTADO!!!

Igor Janiel · Irecê, BA 3/7/2008 13:44
sua opinião: subir
W@nder
 

André, meu caro, como é rico em cultura o nordeste brasileiro... Acabei de conhecer mais um pedacinho dessa terra maravilhosa e da cultura desse povo do bem por meio do seu texto.
Grande abraço e parabéns pela postagem.
Wander.

W@nder · Rio de Janeiro, RJ 3/7/2008 14:29
sua opinião: subir
carlos magno
 

É uma bela aula de cultura popular que revela ao leitor os nossos costumes e nos prende a atenção porque é o retrato de um povo sofrido que canta a sua tristeza em homenagem aquele que se despede dessa vida. Meus sinceros aplausos e abraços amigo e grande poeta, Andre.
Carlos Magno.

carlos magno · Rio de Janeiro, RJ 3/7/2008 23:12
sua opinião: subir
Benny Franklin
 

Sensacional...

Um texto que deve permanecer publicado para sempre no Overmundo
tal a sua importância àqueles que ainda têm muito a aprender
com um verdadeiro Mestre.

Parabéns, André!

Benny Franklin · Belém, PA 3/7/2008 23:17
sua opinião: subir
Mestre Jeronimo - JC
 

Andre,

Bonito o jogo, historia nossa sendo contada pro povo, do que do povo.

Olha, eh nascido e criado lah na amazonia, cria de nordestinos imigrantes, cresci com muita coisa que hoje por lah tambem ja nao tem mais valor, nem atividade cultural. Pois o desenvolver do progresso, os shoopings centres no meio do que outrora era uma selva, a urbanizacao do interior da amazonia, tudo isso vai levando estes principios que eramos. Mas, ce'st la vie..., vida vai e vai, e vem e vai.

Eh bom ter vc lembrando a gente dessas coisas que tiveram parte na formacao do nosso povo, BRASILEIRO. Educando e participando no processo que temos que atentar para preservar do que ainda temos de memoria e cultura popular.

Axe

Mestre Jeronimo - JC · Austrália , WW 4/7/2008 00:04
sua opinião: subir
Andre Pessego
 

Pessoal, a todos que já tiveram a gentileza da passagem.
Desculpem é que fiquei mais de 24 horas sem internet em casa.
Em SP ontem, dia 3, nem nas Lans havia sinal de internet.
Me desculpem mesmo. Mas como estamos todos aqui com os olhos voltados para a posteridade, quero acreditar de que todos estamos pagos, agradecidos, felizes com a contribuição que cada um de nós possamos dar.
obrigado mesmo
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 4/7/2008 00:09
sua opinião: subir
Roberto Girard
 

André Pessego,
Poder saborear esta aula de cultura nordestina é um prazer e um deslumbramento, meu pesar polido de metrópole me traz à mente somente os cemitérios e seus ritos mecânicos, tudo é o mesmo do que sempre foi.
A discursiva desta aula de cultura popular nordestina me enche a alma de esperanças e alegrias, pois perfilas personagens que desconhecia, e pelas mãos de mestre contador e informante de cultura, me sinto presenteado, e voto de bom grado.
Parabéms ao excelente trabalho.
Abs
Beto

Roberto Girard · Rio de Janeiro, RJ 4/7/2008 00:43
sua opinião: subir
FILIPE MAMEDE
 

Aula de antropologia. Me fez lembrar da figura das carpideiras nos velórios alheios. Admiro a maneira como você constrói seus textos. Eles têm uma plástica e um ritmo muito próprios.
Em breve volto a produzir com mais frequencia por aqui. Estou às vésperas de meter a mão no canudo...

Um abraço e obrigado pelo convite.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 4/7/2008 01:26
sua opinião: subir
Thiago Paulino
 

André,

Valeu o registro... muito importante saber a trajetória histórica desses cantos que vêm lá das profundezas ancestrais da nossa alma..

A música tem esse caráter essencial de tocar até na despedida daqueles que partiram para o outro plano... As incelências são belíssimas e a sentinela um ritual digno do conhecimento não só dos nordestinos mas de qualquer brasileiro que queira ter conhecimento um pouco de sua ancestralidade!

Abraço e votado.

Thiago Paulino · Aracaju, SE 4/7/2008 02:31
sua opinião: subir
raphaelreys
 

Beleza André! Morei e viajei 14 anos por lá. Tem coisas de arrepiar o coração. Ví forro com 20.000 pessoas em Pernambuco, enterros na roça, as ' EMBOLADAS" do Piauí, os fundo de quintais em Teresina-Capital onde nas tardes de sábado se canta a embolada dos " cornos". Beleza o seu registro meu caro André! É a grande alma nordestina sempre cheia de felicidades!

raphaelreys · Montes Claros, MG 4/7/2008 06:31
sua opinião: subir
victorvapf
 

Andre, nao conheco o Nordeste, mas voce faz com que conhecamos uma parte dele e seus costumes, com competencia, parabens pelo seu belo trabalho. Abracos

victorvapf · Belo Horizonte, MG 4/7/2008 07:30
sua opinião: subir
Spírito Santo
 

André,

Bela ideía esta contida em nossa cultura de velar com canções a passagem dos nossos pela cancela entre a vida e a morte. Me lembro de algumas 'incelenças' cantadas por minha mãe, 'incelenças' estas capichabas já que, ao parece, a prática é generalizada (era) no Brasil.
Acho que valia até gravar e postar as melodias que são impressionantes de lindas e pungentes.

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 4/7/2008 08:28
sua opinião: subir
Sérgio Franck
 

Mestre André, é de uma riqueza tudo isso. Vc me fez relembrar as explicações sobre as canções da roda de um mestre de capoeira muito bom na arte.

Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 4/7/2008 09:47
sua opinião: subir
Robert Portoquá
 

Sensacional André!
Vasto registro da cultura, da miscigenação, da religiosidade, das crenças, dos costumes do povo nordestino, que afinal é, talvez, a representação maior de todo o povo brasileiro, posto que espalhado pelo Brasil influencia na construção ética, cultural e arquitetônica deste imenso País.
Parabéns.

Robert Portoquá · Adamantina, SP 4/7/2008 10:50
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
BETHA
 

André,
maravilhosa essa memória e cultura nordestinas. Até quem mora no Sertão, às vezes esquece essas tradições. Me lembrou uma linda passagem de "Morte e Vida Severina".
Parabéns, pelo valioso trabalho. Benditos pra você!

"Eu vou cantar um bendito
Um canto novo , um louvor..."


Abraços aqui do Sertão nor-destino!

Betha.

BETHA · Carnaíba, PE 4/7/2008 11:20
sua opinião: subir
O NOVO POETA.(W.Marques).
 

muito bom.

O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 4/7/2008 11:44
sua opinião: subir
Renata Silva
 

COMO É BOM LER O QUE TU ESCREVES, PARABÉNS PELA BELISSIMA AULA
VOTADO

Renata Silva · Aracaju, SE 4/7/2008 12:04
sua opinião: subir
Poeta Jorge Henrique
 

André, que contribuição fantástica!

Parabéns!

Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória, SE 4/7/2008 12:18
sua opinião: subir
Poeta Jorge Henrique
 

André, tenho uma gravação em fita cassete de um bendito cantado por Seu Noel, um poeta popular daqui de Nossa Senhora da Glória e um devoto fervoroso da fé católica, falecido no ano passado. O bendito, parece-me, é composição dele. Já vinha pensando em fazer um "Tributo a Seu Noel" aqui no Overmundo, ele era uma figura muito querida de todos, e agora, depois de ler seu texto, fiquei mais estimulado ainda. Em brave, convido vocês a ouvi-lo.

Um forte abraço.

Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória, SE 4/7/2008 12:42
sua opinião: subir
Poeta Jorge Henrique
 

Perdão, leia-se "Em breve".

Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória, SE 4/7/2008 12:45
sua opinião: subir
ILZE SOARES
 

André,
Excelente pesquisa!! Retomas um tema específico dos nordestinos, a demonstração da amizade e da união que temos por aqui. As sentinelas ainda existem e seus cânticos de saudade também. Seu texto está perfeito.

Parabéns!!!!
Um beijo

ILZE SOARES · Salvador, BA 4/7/2008 15:31
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Ailuj
 

Muito interessante André,quando adolescente[bem novinha mesmo,uns 13 anos] fui em muitas sentinelas no sertão,como morava numa cidadezinha que nada tinha pra se fazer eu ficava torcendo por uma ''sentinela''pra arrumar namorados,que Deus me perdôe mas era diversão pra quem não era parente,lógico
Beijos

Ailuj · Niterói, RJ 4/7/2008 16:14
sua opinião: subir
Agenor
 

Mestre André,
Meu irmão.
Parabéns por mais este belíssimo trecho que resgata a cultura e a tradição dos nossos irmãos nordestinos. Muto interessante mesmo!
Um grande abraço

Agenor · Aquidauana, MS 4/7/2008 22:17
sua opinião: subir
Agenor
 

Mestre André,
Meu irmão.
Parabéns por mais este belíssimo trecho que resgata a cultura e a tradição dos nossos irmãos nordestinos. Muito interessante mesmo!
Um grande abraço

Agenor · Aquidauana, MS 4/7/2008 22:18
sua opinião: subir
Saavedra Valentim
 

Caro André
Resgatar toda essa tradição herdada dos antigos é uma grande contribuição para a cultura nordestina e porque não brasileira?
Muito bom o seu texto meu amigo.
Espero que nos brinde sempre com sua sapiência e capacidade.
Abraços

Saavedra Valentim · Vitória, ES 4/7/2008 23:44
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Rubenio Marcelo
 

Que maravilha de texto.
Emocionado e grato, vou reler tudo.
Amigo André, meus sinceros parabéns. E meus votos.

abrs,

Rubenio Marcelo · Campo Grande, MS 5/7/2008 14:52
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Andre Pessego
 

Andre Pessego · São Paulo, SP 7/7/2008 19:51
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Elliana Alves
 

Parabéns fala do meu nosdeste tão bem,que amo tudo,rsrsss...
Sou tua fã,bjssssssssss

Elliana Alves · Petrolina, PE 7/7/2008 23:26
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Noelio Mello
 

André , meu parceiro.
Tudo que é belo nas artes nasce da tristeza. Belo texto. bela pesquisa.
Perdoa o atraso. estava fora de Belém.
Abraços
Noélio

Noelio Mello · Belém, PA 8/7/2008 18:15
sua opinião: subir
carol de trancinhas
 

André.............excelente!!
amei o seu texto!!!!!!!!!
beijo

carol de trancinhas · Brasília, DF 9/7/2008 01:35
sua opinião: subir
anamineira
 

André,
Todo ser humano merece essa festa, regada de carinho, amizade e respeito.
Fico imaginando , mesmo sofrendo a perda de um ente querido, a família sente confortada. Hoje aprendemos a nos comportar diante do sofrimento alheio, retendo nossas emoções. Evoluimos?
Seu texto me fez pensar e muito, além de ser uma excelente aula de cultura popular.
Um abraço,

anamineira · Alvinópolis, MG 13/8/2008 11:08
sua opinião: subir
Ilia Noronha
 

Oie!!!
Karak!!! Bom tempo que não venho aqui.
Mas vim ler vc e me maravilhar sempre
kisssssssss

Ilia Noronha · Manaus, AM 26/8/2008 16:57
sua opinião: subir
Juliaura
 

Seo André,
Só dijáhoje dei pra ler essa belezura de recuperação da memória nossa de rito de passagem tão intenso. Gosti di bolão.
Beijin.

Juliaura · Porto Alegre, RS 26/8/2008 18:26
sua opinião: subir
Marcos Pontes
 

Que maravilha de relato e de resgate de nossa combalida cultura. Ouvi as vozes sofridas da carpideiras, vi as sandálias de couro do tajeto até a cova, senti nas narinas o pófino que sobe do arrastar dos pés... Muito bonito, belíssimo!

Marcos Pontes · Eunápolis, BA 31/8/2008 15:03
sua opinião: subir
Lili_Beth*
 

Querido Andre:

Belo e profundo tema com uma transmissão de quem conhece as raízes.
Parabéns!
Beijos_Meus*
*

Opsssssssssssssssssss
Vi_vendo e aprendendo ... Apreendendo.

Lili_Beth* · Rio de Janeiro, RJ 3/9/2008 15:21
sua opinião: subir
Aldy Carvalho
 

Caro André
Como disse anteriormente, estive hoje aqui, bebendo um pouquinho dos seus escritos. Agradeço essas lembranças, sertão meu adentro nessas coisas todas que escreves
Quer ver?

...uma incelência
Dizendo que já é hora
O corpo segue viagem
Oh! Virgem Senhora
Est'alma pede passagem
de "Os Dois Vaqueiros" Aldy

Aldy Carvalho · São Paulo, SP 9/9/2008 10:18
sua opinião: subir
Juscelino Mendes
 

Meu querido nordeste. Essas notícias me fazem
melhor diante das saudades imensas.
Abraço forte.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 17/9/2008 22:58
sua opinião: subir
Juscelino Mendes
 

Votado...

Juscelino Mendes · Campinas, SP 17/9/2008 22:59
sua opinião: subir
Jessyca. .maasfe.
 

Votado!

Jessyca. .maasfe. · São Paulo, SP 23/10/2008 15:32
sua opinião: subir
Coluna do Domingos
 

Votado

Coluna do Domingos · Aurora, CE 28/10/2008 12:02
sua opinião: subir
Maris Stella
 

Parabéns mestre!! Lindo texto e muito importante para o nosso (re) conhecimento das coisas desse sertão.
Votei e com muito gosto!!

Maris Stella · Vitória da Conquista, BA 12/11/2008 17:44
sua opinião: subir
Andre Pessego
 

Obrigado aos que vieram depois. Ando um tanto sem tempo para acompanhar,
abraços
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 24/11/2008 22:48
sua opinião: subir

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

filtro por estado

busca por tag

revista overmundo

Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!

+conheça agora

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados