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Sim! Gabriela vai dançar em Nova Iorque

Divulgação
Gabriela tem se multiplicado para alcançar o objetivo
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Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS
11/4/2008 · 175 · 16
 

A bailarina gaúcha do Ballet Elizabeth Santos, Gabriela Xavier Vieira , de 19 anos, foi aceita para cursar uma das melhores companhias de balé clássico do mundo: a American Ballet Theatre. Ganhou uma das apenas duas vagas reservadas para bailarinas brasileiras, eu escrevi na primeira matéria que publiquei aqui sobre ela e que me incentivaram os comentários vários a fazer esta entrevista. Ela já está aprontando passaporte.

Tem entrevista com a diplomacia norte-americana já agendada e move-se feito azougue oferecendo rifas, realizanmdo promoções, contatos diversos para patrocínio em busca de completar a soma de U$ 10,000.00 – avaliação de custos das despesas todas com o curso de seis semanas da ABT. Já arrecadou uma parte que pagou a primeira de quatro parcelas dos custos do curso.

Gabriela começou a chamar atenção com a dança antes dos cinco anos de idade. Criança, em um veraneio, uma platéia de turistas argentinos entusiasmou-se com ela sobre uma mesa de bar fazendo a coreografia da loira do Tchan. Recebeu até uns trocados de gorjeta, além dos muitos aplausos e pedidos de bis.

De lá em diante, ela está com 19 anos, só gastou o dinheiro da família, no início da formação, e agora já também o seu, de professora de dança na Escola de Ballet Elizabeth Santos, em Porto Alegre, e na Academia de Dança Fit, de Alvorada, um município vizinho da capital, para onde se desloca de ônibus.

Gabriela só voltou a receber dinheiro pela arte que mostra em palco como raras bailarinas da atualidade em nosso país e na América Latina, quando Gisele Meinhardt convidou-a a integrar o elenco da Noite Branca, encenado em 23 de setembro de 2003, com música de Tchaikowski e Chopin para os clássicos O Quebra Nozes, O Lago dos Cisnes e Les Sylphides, execução da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, a OSPA, dirigida pelo maestro Túlio Belardi, a orquestra de retorno ao fosso do principal palco de espetáculos do Rio grande do Sul, o Theatro São Pedro, que retornava espetacular ao seu melhor ambiente local.

Gabi apareceu em Les Sylphides, um balé em um ato, criado para os Ballets Russes de Serguei Diaghilev, baseado na música de Chopin, coreografado originalmente por Mikhail Fokine, encenado a primeira vez em 2 de junho de 1909 no Teatro de Châtelet em Paris.

Ela fora foi selecionada em audição especial como os demais 23 bailarinos do programa, assistidos por Vitória Milanez na ocasião.
Esse foi o primeiro dos poucos cachês de artista que ganhou.
Vencer prêmios, conquistar lauréis, distinções, menções é rotina para Gabriela, como são as cinco horas de ensaio que realiza às segundas, quartas e sextas-feiras há mais de três anos com Elizabeth Santos.

Além dos primeiros dinheiros por apresentações ao público, a bailarina ganhou a convicção para uma definição que logo em seguida iria torná-la o que já é: uma excelente bailarina dona de primorosa técnica.

Os aplausos seguidos e crescentes de distintas muito entusiasmadas platéias com a excelência dos seus programas são ainda pagas indescritíveis.

Intuição
Todo pai que ama uma filha é meio bobo com o sucesso dela, quer ser quem mais aplaude, quem mais elogia, quer ser o primeiro fã e incentivador. André, o pai da Gabi, não é diferente disso. E ainda pode reivindicar-se do mérito de descobrir a vocação da filha, ela ainda uma criança.

Provoco e André não discorda: funcionou a intuição feminina, seus 49 por cento se manifestaram?
- Pode-se dizer que sim. Perdemos de vista a guria numa festa, procuramos pelas mesas, nos sanitários, nos voltamos para a pista de danças, que fazia um trenzinho e quem estava puxando a fila, ensinando os passos, orientando a coreografia? A Gabi, a menorzinha de todas, de um enorme fila dançante de jovens e adultos até.

André arremata a revelação dizendo que se decidiu ali por inscrever a filha numa escola de dança. Enfrentou contrariedade da menina, que aos oito anos bateu o pé e disse não querer “aquela coisa chata de jeito maneira!”

Gabi conta isso abrindo um sorriso divertido para o pai que a acompanha na entrevista com a companheira Cristina de Souza.
- Quando eu fui ao quarto e vi que o pai tinha comprado a roupinha de malha, a sainha rosa, a faixinha para o cabelo, vesti tudo e fui correndo para a sala mostrar para todo mundo. Ali o bichinho da dança me pegou, recorda Gabriela.

Estudou os próximos oito anos, até completar 16, no Studio de Dança Suzana D’Ávila no passo D’Areia, em Porto Alegre, apresentando-se em palcos nos programas anuais de resultados da formação, que as escolas do gênero têm por hábito realizar. Não viajava ainda, não integrava concursos.

Concluíra o nível fundamental de ensino formal em escola particular, iniciara o Ensino Médio ali e teve que tomar decisões com a família que enfrentava dificuldades para equilibrar as despesas com a receita advinda da Personal Light, uma firma de luminosos e acrílicos de publicidade que André toca embalada por um carrinho desses de 1.000 cilindradas.

Gabriela concluiu o ensino médio na escola pública. Assinou carteira de trabalho como demonstradora de degustação de uma empresa de refrigerantes, essas mocinhas simpáticas que nos abordam em supermercados oferecendo novos produtos de marcas já conhecidas ou nem tanto.

Matriculou-se em um curso de inglês e no cursinho pré-vestibular, pensando em Arquitetura ou Biologia, pelo que até o momento ainda não concluiu definição. Continuou a aula de ballet, agora com quase 16 anos, sem o mesmo entusiasmo, também em razão de perceber que não estava encontrando desafios que lhe impusessem estudo e aplicação para o crescimento.

André diz que, ainda criança pequena, porteirinha, sem os dentes da frente, Gabriela uma vez saiu-se para ele com um inusitado: vou danxar em Novaiorqui. Recorda isso quando falamos que Elizabeth Santos também comentara, observando Gabriela, “aquela menina ainda vai dançar na Broadway”.

A passagem para chegar lá ela já tem.

Em 2007, em junho, Gabriela conquista o primeiro lugar do Festival de Dança de Buenos Aires, consagrada pela crítica como melhor bailarina daquela programação. Era a única representante do nosso país na competição. O prêmio: duas passagens para os Estados Unidos. Seria a segunda vez na vida que ganha algum dinheiro de argentinos, agora pela arte própria, de fina técnica, de robusta construção, de grande desempenho.

- Eu era a trigésima-quarta, faltavam dez para chegar a minha vez, eu na coxia acompanhando o movimento, nervosa, com medo mesmo, de repente ouço anunciarem a representante do Brasil e meu nome e a minha música se iniciando... Corro para pegar meu adereço - uma lança, tiro às pressas a roupa de abrigo e estou já no palco. Sei que errei um movimento, e tinha visto uma boliviana que me pareceu irretocável de onde pude acompanhar. O resultado estava sendo divulgado, ao final das apresentações e aquela menina ficou com o prêmio de viagem na América do Sul, que o Festival tem o patrocínio de uma companhia aérea. Pensei que não tinha ganhado qualquer premiação, porque aquela que eu achava ter sido das melhores estava ali, numa espécie de segundo lugar.

Em 2006, no Porto Alegre em Dança, Elizabeth Santos comentava criticamente para seus alunos a performance de Gabriela. A menina ainda em seus 16 anos chegou-se para perto e gostou do que ouviu sobre os próprios erros ali registrados em vídeo.

Conversaram. Ficaram amigas.
- Senti que gostou do que eu falara, convidei-a a visitar minha escola. Aguardei que se decidisse. Gabriela tinha oito anos de uma outra formação e amizades antigas constituídas desde menina, contou Elizabeth, ainda hoje muito confiante na inclinação da jovem bailarina como desde a primeira oportunidade em que viu Gabriela dançando.

- Ela ainda vai dançar na Broadway, exclama entusiasmada a professora. Há três anos fazemos um trabalho completo, diferente, novo, rigoroso de técnica, um trabalho com braços, pernas, mãos, movimentos, relata.
- A Tia Bete (como Gabriela chama Elizabeth Santos) é tri severa e exigente. É puxado, sinto que acrescenta ao que já sabia, e aprendi muito, de um modo diferente.

Elizabeth confirma a impressão que temos ao falar com a moça e a família dela: “a Gabriela é uma guerreira, tem uma família que a apóia em todos os passos, o que é 50% para uma bailarina ser bem sucedida”.

Assim foi que decidiu dedicar-se inteiramente à dança, deixando o demais: formação escolar – não fez o vestibular; troca de escola de dança – dolorida pelo afastamento de antigas e sólidas amizades; curso de inglês – que importava ter de trabalhar para ajudar no custeio da despesa; escola privada – que trocou pela escola pública Dom Diogo de Souza onde concluiu o segundo grau; deixar de trabalhar para ganhar algum dinheiro e poder comprar ela mesma as próprias roupas (“nem pensar em griffes, modismos, as melhores sapatilhas ou mesmo novas que uso as mesmas sempre até furarem”)

Ela está muito segura de que o restante da educação que não seja a dança terá tempo para ser feito em uma outra oportunidade no futuro. Até um namoro eventual é opção secundária dela, que também não bebe, não fuma e sequer cogita de alguma possibilidade de em futuro breve ter filhos.

- Nem pensar! Eu penso em dançar. Fazer o que sei e aprender sempre mais para fazer melhor. Tenho encontrado muito estímulo nos resultados das mostras e festivais em que participo, diz a Gabi, secundada por Elizabeth: “ela ganhou muito confiança com o aprendizado aqui e com os resultados. Tenho certeza que desse modo vai mesmo a Nova Iorque”.

Com as passagens para os Estados Unidos ganhas em Buenos Aires, Gabriela não pestanejou. Atracou-se na Internet, mandou currículo e registros de atuação para escolas de dança em São Francisco, Miami, Chicago e Nova Iorque.

- O coração me chegou aos pulos até a boca quando a Cristina recebeu um envelope todo sofisticado da American Ballet Theatre. Eu quase não acreditava. Era ainda só a comunicação de que eu entrara em seleção. Eu já conhecia esse processo. Inscrevem-se muitas bailarinas, como ocorreu no Bolshoi, quando passei entre 500 outras para seletiva com mais 11. Naquela semana eu fizera uma entorse, uma ruptura de ligamentos, fiquei de tala e gesso, no gelo. Chorei quarta e quinta-feira, de dor e contrariada pelo incidente à véspera da seletiva. Tirei tudo para dançar. Doeu muito, podia ter me estropiado mais. Era uma chance que não podia desperdiçar. É o que pensei também quando recebi a confirmação de que estou selecionada para uma das duas vagas do American Ballet Theatre, que decidi fazer só o curto de verão porque não tenho como financiar o longo. Só esse já alcança esse soma que eu nunca vi de perto e vai pesar tanto nas nossas economias da família.

- Você vai filha. Nem que eu venda esse carrinho do trabalho para custear as despesas, depois a gente vê, garante André, pai e o fã número um de Gabriel.

O ano de 2006 foi fecundo para Gabriela, principalmente, conforme nos diz, depois de ter participado do Seminário de Gisele Santoro realizado em Brasília, em que teve contato com a técnica de reconhecidos professores internacionais.

Gabriela tem admiração pela qualidade da arte de Norton Fantinel, como paradigma de performance técnica - quando olha a cena da dança desde o Rio Grande do Sul; por Ana Botafogo – quando vê isso desde o Brasil, e por Cíntia Harvey, no restante do planeta, principalmente a performance dela como expressiva partner em Dom Quixote, “uma aula impecável”, diz com a felicidade carreando-lhe ao rosto um alegre sorriso.

Gabriela é muito agradecida à irmã Andréia, de cinco anos mais que ela, por tê-la acompanhado à escola, pacientemente aguardando meses a fio uma hora inteira na ante-sala no início da formação, tarefa repassada mais tarde para a Tia Marilene, que passou a exercitar a paciência por hora e meia na sala de espera. Assim passaram-se quase cinco anos, pois aos 13 Gabriela já ia e voltava de ônibus sozinha da escola e da dança.

Na família, recorda que Luís Felipe Vieira, um tio, era integrante do Ballet Mudança nos anos ’70.

Gabi no palco em junho
Essa nossa bailarina, em quem temos os melhores exemplos de persistência, dedicação e arte, distribui 50 quilogramas de peso em 1m67cm de altura, desde menina só apara os longos cabelos negros, calça sapatilhas, tênis e sapatos número 35, mesmo de saltos, que sabe usar com elegância que lhe aparece natural. Não tem tatuagens, nem usa piercing.

Vamos vê-la novamente em palco já no dia 1º de junho, na apresentação anual do Ballet Elizabeth Santos, agendada para o Auditório Dante Barone da Assembléia Legislativa, uma quinzena apenas antes da viagem para o curso de seis semanas da American Ballet Theatre, de 16 de junho a 29 de julho.

Cartel de Gabriela XavierVieira
Premiações De 2007

CIAD 2007 - Buenos Aires, junho
1º lugar - "Arthêmis"
Melhor bailarina do festival.
Premiação: duas passagens para os EUA.

São Leopoldo Em Dança, Junho
1º lugar - "Arthêmis"
1º lugar - "Aurora" (Bela Adormecida)
Melhor bailarino
Melhor performance clássico
Premiação: R$300,00

Santa Maria Em Dança,setembro
1º lugar "Arthêmis"
1º lugar "Aurora" (Bela Adormecida)
1º lugar "Pas de Deux Lendas da Paixão"

Festival De Danças Do Mercosul, outubro
1º lugar "Arthêmis"
1º lugar "Aurora" (Bela Adormecida)
1º lugar "Pas de Deux Lendas da Paixão"
Melhor pas de deux do Festival
Melhor conjunto do Festival

Premiações de 2006
São Leopoldo Em Dança, junho
2º lugar "Corsário" (solo)
1º lugar Pas de deux "Lendas da Paixão"
Festival De Dança Do Mercosul, outubro
1º lugar solo Variação de "Giselle"
1º lugar solo "Spring Time"
1º lugar Pas de deux "Lendas da Paixão"
Festival de Dança de Joinville
Aprovada com com Pas de Deux "La Fille Mal Gardie" em 2006
Aprovada com Solo "Arthêmis" em 2007


Fale com Gabriela
bielavieira@yahoo.com.br
Fale com Elizabeth
elizabethsantos.rs@ig.com.br



P.S: na primeira matéria inclui indevidamente um primeiro prêmio no Festival de Joinville. Isso ainda não ocorreu. Perdoem, louvei-me em fonte terceira que não era fiel aos fatos.

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Regina - poesia em volta
 

Lá vai Gabriela!! Lindos passos em seu caminhar! Adroaldo, eu volto.

Regina - poesia em volta · Volta Redonda, RJ 8/4/2008 07:42
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Spírito Santo
 

Entonces, así como hablamos es el supuesto. gabriela se vá, com Dios.
Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 9/4/2008 21:36
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Krista K
 

Sei o que custa correr atrás dos seus sonhos. Vale a pena. :)
Boa sorte, Gabriela!!!

Krista K · Salvador, BA 10/4/2008 22:13
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crispinga
 

Querido Aldo,
Sou fã da Gabi desde sua primeira reportagem. Imagino o orgulho que você deve estar sentindo por ter acompanhado tão de perto a trajetória de sucesso da jovem e linda bailarina.

crispinga · Nova Friburgo, RJ 11/4/2008 11:40
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Raiblue
 

Querido Adroaldo,que felicidade!!Muito feliz por Gabriela!!
Está vendo como valeu a pena a torcida e as vibrações
energéticas...?..

Vai Gabi
Salta
Solta
Voa
no céu
do palco
na ponta
dos pés
estrelas...


Grande beijo azurro,lindo Adroaldo...Parabéns!
Ria..Blue

Raiblue · Salvador, BA 13/4/2008 18:29
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analuizadapenha
 

oá... belo apoio e registro de vidas dedicadas a arte, uma de encantar os olhos coreografando a alma da música, o outro de versejar. Muito boa sorte para ela que vai , e para ti que ficas . Abraços

analuizadapenha · Natal, RN 14/4/2008 03:47
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Cintia Thome
 

Que delícia!
Que todos Mozart, Chopin, Bach aplaudam!Todas as energias daqui para esta menina dançarina!
Que delícia a gente saber da força, da luta, perseverar sempre!
Viva a Guerreira Gabriela!
Parabens Adroaldo pelo texto.

Cintia Thome · São Paulo, SP 15/4/2008 11:37
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azuirfilho
 

Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS)
Sim! Gabriela vai dançar em Nova Iorque

Uma HGistória Linda que deu certo.
Um alento na Vida.
A Arte na magia da vida.
O Sonho se realizando.
A Vida valendo a pena em beleza e glória.
Valeu Amigo.
Abraços Fraternos.

azuirfilho · Campinas, SP 15/4/2008 16:27
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Cristina Souza
 

Nós, da família, ficamos muito gratos a todos pelas citações e elogios recebidos em favor da Gabi! Ela está indo em busca de uma realização profissional que só a fará crescer! Obrigada, Adroaldo!!!

Cristina Souza · Porto Alegre, RS 29/4/2008 20:09
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Tacilda Aquino
 

Muito legal. Isso só prova que o Brasil tem talentos para exportar e levar alegria e cultura para todo o mundo. Goiás também tem grandes bailarinos, clássicos e contemporâneos e está sempre vendo seus talentos sendo premiados nos Estados Unidos e ganhando bolsas para boas e famosas escolas de dança

Tacilda Aquino · Goiânia, GO 29/4/2008 22:04
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Adroaldo Bauer
 

Queridas pessoas, grato por vossos comentários, que estava impedido de comparecer aqui para vos agradecer o apoio e o estímulo. Também aproveito para dar conta de que vou melhorando, com algum vagar e menos velocidade. E convidá-los a visitar esse meu postado sobre a conferência nacional e juventude, que resultou na formulação de algumas políticas culturais bem significativas.
E, apra quem estiver próximo, avisar que Gabriela vai dançar dia 1º de junho no Auditório Dante Barone, da Assembléia legislativa, em porto Alegre.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 19/5/2008 15:03
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llamar al pan
 

Sim! Gabriela vai dançar em Nova Iorque
se depender do meu voto (hehehehe)

llamar al pan · Belo Horizonte, MG 18/6/2008 23:28
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Adroaldo Bauer
 

Llamar, demais pessoas que aqui estiveram, Gabriela viajou em 12 de junho para Nova Iorque. E, no espetáculo de despedida, aplaudida de pé pelo público que lotou o auditório Dante Barone, em Porto Alegre, agradeceu todo o apoio recebido, inclusive o nosso, que foi citado especialmente pela professora Elisabeth Santos.
Eu agradeço também.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 19/6/2008 00:44
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Adroaldo Bauer
 

Temos uma outra grande expressão nossa da dança que sairá para um aperfeiçoamento.
Saiba de Veridiana Zurita aqui.
quando a vejo, assim me sinto:

Ainda que descoberto
O corpo não está liberto
Mesmo só, há limites
Concretos. Nu, há partes
Aprisionadas a imaginário
Outro. Não é ele, só corpo
E, no entanto, se move...

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 9/8/2008 21:20
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Viviane Soares
 

Oi Adroaldo e pessoal. Fico feliz pela notícia sobre a Gabi. É um esforço e uma dedicação muito grande que, neste caso, foi recompensado. Tomara que deixe de ser exceção e passe a ser a regra. Acompanho o meio da dança como produtora cultural e elaborei o projeto do espetáculo Noite Branca para a Gisele Meihardt à época. Acompanhei a audição, fiz a produção e posso afirmar que dois dos nossos principais objetivos foram alcançados: 1) mostrar ao público que temos bailarinos capacitados e talentosos; os aplausos entusiasmados ao final do espetáculo revelaram que o público concordava conosco. 2) esses artistas merecem e devem ser remunerados SEMPRE. Essa foi a condição para executarmos o projeto. Pena ser tão difícil a sua continuidade. mas não perdemos a esperança .. Jamais !

Viviane Soares · Porto Alegre, RS 3/10/2008 11:39
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Adroaldo Bauer
 

Oi Viviane,
Que bonita a tua presença. Aliás, um presente de ainversário para mim, que já nem muito festejo anos, mas horas e dias, que estão bem mais próximos.
Vivi, demais pessoas:
Gabriela foi.
Fez o curso.
Foi escolhida para em duas audições para integrar ballets de lá.
Não pôde ficar.
O contrato para dançar nas companhias não garantia a estadia.
Fosse futebol, nem precisaria ser de excelência...

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 3/10/2008 15:13
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Gabriela e Cauê, em Pas des Deus
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